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	<title>Matemática em Sobral</title>
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	<description>Quem faz Matemática em Sobral - Ceará - Brasil</description>
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		<title>Matemática em Sobral</title>
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		<title>Procura-se professor.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 14:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[5584]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[deficit de professores]]></category>
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		<description><![CDATA[Opinião &#8211; Procura-se professor.
Maria Angela de Lima 
( É publicitária, professora universitária e mestre em Estudos Culturais. )
Entre as teorias sobre a publicidade e propaganda, talvez a primordial seja o conceito A.I.D.A., isto é, uma mensagem publicitária deve chamar a atenção, gerar interesse, despertar o desejo e levar o público alvo à ação. Outro conceito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=345&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Opinião &#8211; Procura-se professor.</p>
<p><strong>Maria Angela de Lima </strong><br />
( É publicitária, professora universitária e mestre em Estudos Culturais. )<br />
Entre as teorias sobre a publicidade e propaganda, talvez a primordial seja o conceito A.I.D.A., isto é, uma mensagem publicitária deve chamar a atenção, gerar interesse, despertar o desejo e levar o público alvo à ação. Outro conceito importante diz respeito aos grupos de referência, aqueles com os quais um indivíduo se relaciona e utiliza como ponto de comparação na formação de seus valores, atitudes ou comportamento. Mas por que falar desses conceitos? Há vários em comunicação; por ora, esses dois bastam para analisar uma propaganda do Governo Federal que está sendo veiculada em cadeia nacional.</p>
<p>O objetivo da propaganda é atrair novos professores para a rede pública de ensino. O problema já tem até nome: “apagão escolar”. Cada vez menos jovens querem ser professores e mais professores desistem da profissão. De acordo com o Instituto de Estatísticas da UNESCO (UIS), o Brasil terá de contratar 396 mil novos docentes até 2015. O difícil está sendo achar candidatos. Se os jovens não querem mais abraçar a carreira que era o sonho no passado, é porque já viram a realidade na sala de aula: professores desmotivados e falta de infraestrutura para a realização de um bom trabalho. Além disso, outras profissões lhes oferecem salários melhores, benefícios e reconhecimento social.</p>
<p>Contra todos esses fatores, a referida propaganda traz o seguinte texto: “Locução em Off (voz masculina):Alguns países mostraram uma grande capacidade de se desenvolver social e economicamente nos últimos 30 anos. Nós perguntamos a pessoas desses países: “Qual é, na sua opinião, o profissional responsável pelo desenvolvimento?” Locução On (pessoas de diversos países &#8211; Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Coréia do Sul, Espanha, Holanda e França &#8211; respondem a mesma palavra): O professor. Locução em On (mulher negra, professora, com livros nas mãos):Venha construir um país mais desenvolvido, mais justo, com oportunidades para todos. Seja um professor. Locução em Off (voz feminina)Informe-se no Portal do MEC. Ministério da Educação. Brasil, um país de todos”.</p>
<p>Ao pesquisar os números da educação nos países apontados na propaganda do Governo, é assustadora a disparidade com os nossos índices. De acordo com relatório “Panorama da Educação 2008” da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), enquanto os países citados na tal propaganda investem entre seis a oito mil dólares por aluno anualmente no ensino fundamental e médio, o que equivale a cerca de R$12.600,00 por aluno, o Brasil gasta cerca de R$2.700,00. Temos também uma das menores porcentagens do PIB gasto em educação, com 4,4%. Enquanto França e Finlândia, por exemplo, investem 6,0% e Coréia do Sul, 7,2%.</p>
<p>Utilizando o mesmo relatório da OCDE, ao comparar, em 2006, os salários de professores com o nível mínimo de qualificação exigido para a certificação no ensino fundamental e no ensino médio em instituições públicas nesses países, o susto é ainda maior. O salário inicial varia de vinte e cinco mil dólares anuais na França (cerca de R$3.800,00 por mês) até quarenta mil dólares na Alemanha (cerca de R$6.200,00 mensais). Enquanto no Brasil, o salário atual para os professores da educação básica é de R$ 950,00 mensais para a jornada de 40 horas semanais. Haja propaganda para reverter esse quadro.</p>
<p>Depois de formados, os jovens sonham com um futuro melhor. E dados os números expostos, esse futuro, com certeza, não está no caminho da docência. Mas o principal equívoco nessa propaganda, ironicamente intitulada no site do MEC de “valorização do professor”, é que ela se esquece dos grupos de referência. Isso mesmo. Os jovens têm em seus professores atuais o seu maior grupo de referência, ou seja, eles veem todos os dias muitos motivos para não escolher essa profissão. Portanto, a propaganda não gera interesse no “produto” (ser professor), não desperta o desejo; logo, não levará à ação.</p>
<p>Mas a mensagem chama a atenção; pelo menos a minha, que mais uma vez fiquei chocada com a coragem do Governo Lula. Desta vez de comparar a valorização e o respeito ao professor nos países citados na propaganda com o descaso com o qual somos tratados no Brasil. Fica a pergunta: desde quando propaganda resolve políticas educacionais mal elaboradas?</p>
<p>FONTE: ANDES</p>
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		<title>Garantir a democracia</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 14:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[5584]]></category>

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		<description><![CDATA[Não reeleja ninguém 

 Os Inimigos Do Povo Estão No Poder! 
Carlos Marden Cabral Coutinho
Procurador Federal, Especialista e Mestre em Direito e, hoje, mais um brasileiro ajoelhado aos pés dos ocupantes do Poder.
Eu tenho andado assustado com a atual crise no Congresso Nacional (atos secretos no Senado e farra das passagens na Câmara)! Não que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=323&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h1>Não reeleja ninguém </h1>
<div id="attachment_327" class="wp-caption alignnone" style="width: 281px"><img src="http://tarcisio.files.wordpress.com/2009/08/espalhe.jpg?w=271&#038;h=300" alt="Não reeleja ninguém -  mas ninguém mesmo!" title="espalhe" width="271" height="300" class="size-medium wp-image-327" /><p class="wp-caption-text">Não reeleja ninguém -  mas ninguém mesmo!</p></div>
<hr />
<h1> Os Inimigos Do Povo Estão No Poder! </h1>
<p>Carlos Marden Cabral Coutinho</p>
<p><em>Procurador Federal, Especialista e Mestre em Direito e, hoje, mais um brasileiro ajoelhado aos pés dos ocupantes do Poder.</em></p>
<p>Eu tenho andado assustado com a atual crise no Congresso Nacional (atos secretos no Senado e farra das passagens na Câmara)! Não que eu fosse ingênuo a ponto de achar que todos os políticos fossem honestos ou mesmo que eu tivesse alguma esperança que 10% deles deixassem de correr em caso de alguém gritar: &#8220;Pega ladrão&#8221;! O que tem me tirado o sono (literalmente alguns dias!) é o fato de que a população toda está aceitando a situação com a maior naturalidade do mundo&#8230;</p>
<p>Eu sou um eterno otimista quando se trata da situação brasileira, principalmente no que diz respeito ao progressivo amadurecimento da nossa neófita democracia. Eu tinha certeza de que nós, &#8220;os caras-pintadas&#8221;, seríamos uma resistência consistente, oferecendo alternativas éticas que fossem viáveis para o fortalecimento e a perenidade das instituições. Eu vi o impeachment do Collor aos 14 anos, com o orgulho de quem tinha ao seu lado uma nação, um povo que dava um sinal de “basta de desmandos”!</p>
<p>Diante das massivas denúncias de corrupção que vêm nos atropelando durante os últimos anos (com pequenos intervalos de poucos meses, suficientes apenas para que tomemos fôlego!), entretanto, não posso evitar que tal convicção seja estremecida por uma dúvida cada vez mais consistente. Os mesmos canalhas que assustavam o Brasil durante a Ditadura Militar continuam no poder, com uma importância tão grande que não sei dizer se a democracia efetivamente já chegou. Para piorar a situação, hoje eles têm a seu lado as “crias” da prometida democracia, que se deturpou em uma demagogia cada vez mais assustadora!</p>
<p>Parece que estamos todos esperando que as coisas se resolvam por si mesmas, como aquele tipo de pai ou mãe que simplesmente desiste do filho e deixa ele chorar até se cansar&#8230; Sendo que, enquanto isso, ele incomoda todos ao redor. Claro que esse &#8220;algo&#8221; que esperamos é a mídia! Foi ela quem promoveu o movimento do &#8220;Fora Collor&#8221; e é ela quem tem decidido qual a importância que as denúncias têm desde então. Foi ela também quem transformou um “escândalo menor” em motivo de renúncia de mandato de Renan Calheiros&#8230; Ora, vejam só: exatamente este forma com Collor a dupla alagoana que hoje representa a comissão de frente que defende o Senador José Sarney, tudo com o aval explícito do Presidente Lula, que, tendo o Princípio da Separação de Poderes para legitimar a sua pertinente indiferença, preferiu sair em defesa daquele que meses atrás para ele e seu partido era apenas mais um inimigo político na luta pela Presidência do Senado Federal.</p>
<p>Entretanto, não estou culpando a mídia&#8230; A mídia é feita pelos homens e seus interesses, sejam estes individuais ou coorporativos. A culpa é da sociedade como um todo: ONG´s; todas as classes sociais; (pseudo)intelectuais; escritores; empresários; esportistas; artistas; estudantes; acadêmicos etc. Alguns músicos (Caetano Veloso, Chico Buarque e companhia) são considerados como baluartes da luta contra o Regime Militar e agora, quando não existe censura, quando não existe opressão, quando a corrupção é a olhos vistos, eles se calam! Não posso evitar pensar que se movem pelo lema: &#8220;Desde que me permitam falar, eu não me incomodo de ficar calado&#8221;!</p>
<p>Os escritores não são melhores! A Academia Brasileira de Letras, onde supostamente deveriam estar concentrados os grandes intelectuais brasileiros, se esconde, não apenas porque faz questão de ser omissa no processo democrático, mas porque o principal acusado da atual crise (José Sarney) é um de seus membros, ocupante da cadeira de número 38, que já foi assento de um dos grandes orgulhos nacionais: Santos Dumont!</p>
<p>Também quero deixar claro que este não é um panfleto político-partidário contra o PMDB ou contra o senhor José Sarney, mas sim contra toda a crise ética que se instalou no Congresso Nacional! Os primeiros atos secretos datam de 1995; a suposta compra de votos da reeleição foi para a eleição de 1998&#8230; Quantos escândalos não assistimos calados neste intervalo de 11 anos? Cito apenas o (até agora impune) Mensalão, para explicar o meu ponto de vista. A crise não chegou a agora, ela é atemporal e apartidária, envolvendo todo o processo de escolha dos nossos representantes e os parâmetros de exercício de seus mandatos parlamentares. Toda essa baderna instalada é apenas a gota d’água!</p>
<p>Quer dizer que algum desses políticos realmente quer que acreditemos que ele não via nenhum mal em nomear parentes; pagar assessores que moravam no exterior; adulterar o painel eletrônico do Senado; vender a sua cota de passagens aéreas; morar em imóvel funcional tendo residência em Brasília; pagar passagens aéreas para a namorada ou para um time de futebol? Será que somos tão burros que elegemos como representantes um grupo de sujeitos que têm um conceito moral tão diferente daquele reconhecido pelo senso comum? Será que eles têm a mesma visão ética quando vão educar os seus filhos e netos? Não creio que as respostas a estas perguntas sejam positivas!</p>
<p>Mas este é apenas um desabafo&#8230;  Eu gostaria de ver a população de novo nas ruas, demonstrando (sem violência de nenhum lado!) que sabe o que está se passando, que não aceitará calada tal descaração, que marcará os responsáveis e que estes nunca mais ocuparão um cargo eletivo. Com certeza este é um sonho: viver num país de memória, onde o povo compreende que os políticos é que deveriam estar submissos ao povo e não o contrário&#8230; Um país no qual os eleitos teriam noção da grande responsabilidade que decorre do cargo que ocupam e do compromisso com o desempenho de sua nobre função.</p>
<p>Diante de tudo, porém, a minha sensação de impotência é total! Por via do amigo Rodrigo Sales, me vêm à cabeça as palavras de outro grande orgulho nacional, Rui Barbosa ao dizer que “de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.</p>
<p>Eu não sou um filósofo conhecido, um grande escritor, alguém ligado à mídia ou uma celebridade, que poderia, quem sabe, mobilizar as massas! Eu nem sei o que cada um desses setores citados poderia fazer, mas eu me sentiria bem melhor se soubesse que eles estavam tentando fazer algo&#8230; Hoje eu vou dormir tranqüilo por ter começado a fazer a minha pequena parte&#8230; Pois, como diria Madre Teresa de Calcutá: &#8220;Eu sei que sou uma gota no oceano, mas, sem esta gota, o oceano seria menor&#8221;!</p>
<p>Deixo, por fim, um poema escrito em 1964 (coincidência ou não, no ano do Golpe Militar!) pelo fluminense Eduardo Alves da Costa, embora seja freqüente e erroneamente atribuído a Maiakovski:</p>
<p>Na primeira noite eles se aproximam,</p>
<p>Roubam uma flor do nosso jardim e não dizemos nada;<br />
Na segunda noite, já não se escondem:</p>
<p>Pisam as flores, matam o cão e não dizemos nada;<br />
Até que um dia, o mais frágil deles, </p>
<p>Entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e<br />
Conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta </p>
<p>E já não podemos mais dizer nada!</p>
<p>É um bom momento de sabermos em que passo estamos da submissão&#8230; Terão os corruptos e imorais já arrancado a voz de nossa garganta? Ou ainda é tempo de proferirmos nosso grito de insurreição? Com a resposta, cada um de nós!</p>
<p>Carlos Marden Cabral Coutinho</p>
<p>Procurador Federal, Especialista e Mestre em Direito e, hoje, mais um brasileiro ajoelhado aos pés dos ocupantes do Poder.</p>
<p>P.S.: Sugiro aos amigos que escrevam seu próprio texto e o repassem, encaminhem, como o farei, para os membros do Congresso Nacional! Se vocês têm um blog, sigam meu exemplo e lá publiquem algo ou mesmo este texto, o que fica desde logo autorizado. No mais, peço, a quem achar que estas palavras valem alguma coisa, que as encaminhe adiante&#8230; Bastam 04 encaminhamentos de 20 pessoas cada, para que 160 mil pessoas recebam uma cópia. Imagine se cada um encaminhar pra cinqüenta pessoas. Talvez alguma autoridade o leia, talvez algum artista influente, talvez a mídia, sei lá&#8230; É uma réstia de esperança luminosa em meio à dominante corrupta escuridão!</p>
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		<title>Repressão nas Universidades</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 15:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[5584]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu estava lá: Tropa de choque na Reitoria

Enviada: 10/06/2009 08:11
Prezados colegas, amigos e alunos,
Estou estarrecido. Nunca pensei que ia viver isso na na nossa
universidade. Uma indignação enorme me fez deixar a assembléia de
professores no prédio da História e descer correndo para a reitoria. A
informação que tinha chegado à nós era de que o batalhão de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=315&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2>
Eu estava lá: Tropa de choque na Reitoria<br />
</h2>
<p>Enviada: 10/06/2009 08:11</p>
<p>Prezados colegas, amigos e alunos,</p>
<p>Estou estarrecido. Nunca pensei que ia viver isso na na nossa<br />
universidade. Uma indignação enorme me fez deixar a assembléia de<br />
professores no prédio da História e descer correndo para a reitoria. A<br />
informação que tinha chegado à nós era de que o batalhão de choque<br />
estava soltando bombas sobre os estudantes e funcionários na reitoria.<br />
De alguma maneira, como professor, imaginei ter &#8211; junto com outros<br />
colegas &#8211; a força necessária para arrefecer o conflito. Era preciso<br />
evitar o pior, evitar que algum estudante se machucasse. Tínhamos<br />
visto nos jornais no dia anterior, policiais com metralhadoras.</p>
<p>Chegando mais perto, uma fumaça enorme, estudantes correndo, e um<br />
clima bastante ameaçador. Um aluno passou por nós dizendo que não<br />
devíamos ficar ali. Retruquei: Não. Vamos ficar aqui.</p>
<p>Descemos mais um pouco e uma tropa de choque, cacetetes, bombas, spray<br />
de pimenta, marchou em nossa direção.<br />
Subimos a calçada, que passem ! Tratava de saber o que de fato<br />
ocorria, procurar responsáveis, tentar negociar, verificar se alguém<br />
estava ferido. Mais perto, um policial do batalhão &#8211; uns quinze -<br />
mandou a gente se afastar. Dissemos que éramos professores. Se<br />
afastem! gritaram. Somos professores! Eles jogaram spray de pimenta na<br />
nossa direção. O Thomás que estava um pouco mais a frente, de<br />
carteirinha na mão, recebeu o spray nos olhos. Saímos correndo. Uma<br />
bomba de gás caiu a um metro dos meus pés. Parei um pouco e olhei na<br />
direção dos policiais com toda a raiva que já pude sentir.</p>
<p>Um policial com uma bomba na mão olhou pra mim. Senti que iríamos<br />
receber mais um presente da corporação. Estupei o peito e falei<br />
gritando: Você vai jogar na gente? Somos professores! Você vai jogar?<br />
O absurdo era tanto que fui mais absurdo ainda. Como eu podia fazer um<br />
negócio desses? Mas fiz.</p>
<p>Não dava mais para ficar lá. Chamei a Vivian Urquidi e o Jorge Machado<br />
para subir novamente até à História. O Thomás já tinha saído porque<br />
mal conseguia abrir os olhos. Meus olhos também ardiam muito.</p>
<p>Eu só gostaria de saber: o que um professor de carteirinha na mão, um<br />
outro com mochila nas costas, pasta em uma mão e blusa na outra, outra<br />
professora com uma flor na mão representam de perigo ao patrimônio da<br />
USP? Gostaria de saber até onde a tese de preservação do patrimôniose<br />
sustenta? Que espécie de comunicação e negociação é essa, que coloca<br />
policiais cegos a serviço da Reitoria? Para onde fomos? Para onde foi<br />
a experiência de 75 anos em produzir saber?</p>
<p>Saudações acadêmicas.</p>
<p>Rogério Monteiro de Siqueira</p>
<p>Professor Doutor  EACH-USP<br />
História e Geometria<br />
http://www.each. usp.br/rogerms<br />
Escola de Artes, Ciências e Humanidades &#8211; Universidade de São Paulo<br />
Arlindo Bettio, 1000, Ermelino Matarazzo, 03828-000, São Paulo</p>
<h2>MOÇÃO DE APOIO À GREVE DA USP</h2>
<p>O Conselho de Entidades da UNIFESP vem manifestar seu apoio à greve dos companheiros servidores, estudantes e docentes da USP. As reivindicações apresentadas são justas e a luta contra a precarização do funcionalismo público e da educação superior pública, tanto nas esferas estaduais como federais, não pode parar. A manifestação é um direito no Estado democrático e não pode ser reprimida com violência.</p>
<p>O Conselho de Entidades da UNIFESP vem manifestar seu repúdio à atitude da Reitora da USP, Suely Vilela, pela convocação da PM ao campus universitário, num ato repressor à mobilização de servidores, estudantes e docentes da USP. Repudiamos, ainda, o autoritarismo e a violência praticados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo para com os companheiros do movimento.</p>
<p>Pela imediata retirada da PM do campus, a renúncia da Reitora e a garantia de Universidade democrática,</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tarcisio.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tarcisio.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tarcisio.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tarcisio.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tarcisio.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tarcisio.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tarcisio.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tarcisio.wordpress.com/315/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tarcisio.wordpress.com/315/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tarcisio.wordpress.com/315/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=315&subd=tarcisio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O AI-5 digital</title>
		<link>http://tarcisio.wordpress.com/2009/05/17/o-ai-5-digital/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 13:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[5584]]></category>
		<category><![CDATA[AI-5 na Internet]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade na Internet]]></category>
		<category><![CDATA[O AI-5 digital]]></category>

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		<description><![CDATA[A luta contra a censura na Internet<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=308&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Compareça à <a href="http://meganao.wordpress.com/">página </a> da luta contra o AI-5 digital.</p>
<h3> <strong>Bom, e que é o AI-5 ?  </strong></h3>
<p>Durante a ditadura militar, em sua faze mais violenta, foi editado um &#8220;ato institucional&#8221; &#8211; uma espécie de lei, para tornar legítima toda espécie de violência contra quem se opusesse à ditadura militar, era o chamado AI-5, o<br />
quinto &#8220;ato institucional&#8221; que o grupo dirigente da ditadura militar criava para dar aspecto de justiça e legalidade à violência que eles já vinham praticando. </p>
<p>Agora o grupo mais obscuro dentre os que dominam o parlamento brasileiro quer censurar a Internet. Não preciso repetir aqui o que se encontra no site<br />
<a href="http://meganao.wordpress.com/">Mega Não</a> e se você tem consciência do que representa a liberdade, se junte a este luta.</p>
<p>Tarcisio</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tarcisio.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tarcisio.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tarcisio.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tarcisio.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tarcisio.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tarcisio.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tarcisio.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tarcisio.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tarcisio.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tarcisio.wordpress.com/308/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=308&subd=tarcisio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Polinômio de Taylor</title>
		<link>http://tarcisio.wordpress.com/2009/02/11/294/</link>
		<comments>http://tarcisio.wordpress.com/2009/02/11/294/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 01:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[5584]]></category>
		<category><![CDATA[aproximação polinomial]]></category>
		<category><![CDATA[aproximar função]]></category>
		<category><![CDATA[gnuplot]]></category>
		<category><![CDATA[livro de Cálculo Numérico]]></category>
		<category><![CDATA[modelar dados]]></category>
		<category><![CDATA[Polinômio de Taylor]]></category>
		<category><![CDATA[polinômios por pedaços]]></category>
		<category><![CDATA[programas em gnuplot]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de variação confiável]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de variação experimental]]></category>

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		<description><![CDATA[ Polinômio de Taylor 
Eu costumo dizer que os polinômios
de Taylor não servem para nada. É falso dizer isto, mas tem o seu lado verdadeiro. Os polinômios de Taylor, possivelmente descobertos no século 18, representavam como uma tentativa de aproximar funções e são excelentes em alguns casos, como sen, cos, exp porque conhecemos uma quantidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=294&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h1> Polinômio de Taylor </h1>
<p>Eu costumo dizer que os polinômios<br />
de Taylor não servem para nada. É falso dizer isto, mas tem o seu lado verdadeiro. Os polinômios de Taylor, possivelmente descobertos no século 18, representavam como uma tentativa de aproximar funções e são excelentes em alguns casos, como sen, cos, exp porque conhecemos uma quantidade infinita de informação sobre estas funções num único ponto (como é o caso de exp no ponto 0) ou em alguns pontos como o caso do seno e do coseno. Mas isto é extremamente raro, você conhece algum outro exemplo ? claro, tem as funções racionais, também! e produtos de polinômios por estas.</p>
<p>Mas quando falamos em aproximação queremos discutir dados que podemos obter experimentalmente que desejamos modelar com alguma equação algébrica. Nestes casos dificilmente se consegue taxa de variação confiável de ordem superior a 1. Com esta informação podemos conseguir notáveis aproximações usando polinômios por pedaços de grau 3, isto você pode ver no meu livro de Cálculo Numérico (de um desconto, ele ainda está em produção, é uma edição preliminar)<br />
<a href="http://www.calculo-numerico.sobralmatematica.org/textos/ananu00.pdf">aqui </a><br />
ou <a href="http://www.calculo-numerico.sobralmatematica.org/textos/ananu00_2p.pdf">esta versão</a> que produzida para<br />
duas página por folha a4.</p>
<p>Eu também fiz um programinha em gnuplot (você sabia que a gente pode programa em gnuplot ?) que mostra o efeito de aproximação com polinõmio de Taylor em dois casos, </p>
<ol>
<li> quando aproximo com polinômio<br />
de Taylor uma função polinomial, pode<br />
simplesmente coincidir, e o programinha que eu fiz diz porque.</p>
<div id="attachment_297" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img src="http://tarcisio.files.wordpress.com/2009/02/poltaylor.jpeg?w=300&#038;h=225" alt="um polinômio de Taylor de um polinõmio" title="Polinômio de Taylor de um polinõmio" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-297" /><p class="wp-caption-text">um polinômio de Taylor de um polinõmio</p></div>
<li> quando aproximo com polinômio<br />
de Taylor uma função não polinomial, neste caso podemos ver discrepâncias enormes, e o programinha que eu fiz mostra porque. Este gráfico ilustra<br />
<div id="attachment_298" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img src="http://tarcisio.files.wordpress.com/2009/02/pol_s_taylor.jpeg?w=300&#038;h=225" alt="sucessão de polinõmios de Taylor que aproximam (mal) uma função" title="Sucessão de polinõmios de Taylor" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-298" /><p class="wp-caption-text">sucessão de polinõmios de Taylor que aproximam (mal) uma função</p></div><br />
a situação, e você pode alterar a vontade o programa que eu fiz para fazer outras experiências com gnuplot.</p>
</ol>
<p>Você pode ver o programinha <a href="http://www.calculo-numerico.sobralmatematica.org/programas/exer05_05.gnuplot">aqui</a><br />
ou você pode encontrar diversos dos meus programas para gnuplot ou calc na minha página de <a href="http://www.calculo-numerico.sobralmatematica.org/">Cálculo Numérico</a>. pegue o link &#8220;programas&#8221; nesta página e se divirta com os programas que você vai encontrar ai.  Se tiver alguma idéia interessante que desejar compartilhar comigo, não existe em me contactar. no link &#8220;exercicios&#8221; tem diversas listas de exercícios e nela você encontra o meu endereço eletrõnico. Seja bem vindo.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tarcisio.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tarcisio.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tarcisio.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tarcisio.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tarcisio.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tarcisio.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tarcisio.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tarcisio.wordpress.com/294/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tarcisio.wordpress.com/294/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tarcisio.wordpress.com/294/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=294&subd=tarcisio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<media:content url="http://tarcisio.files.wordpress.com/2009/02/poltaylor.jpeg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Polinômio de Taylor de um polinõmio</media:title>
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			<media:title type="html">Sucessão de polinõmios de Taylor</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Central de catadores pode ser expulsa de bairro nobre</title>
		<link>http://tarcisio.wordpress.com/2009/01/17/morre-mais-um-ciclista-no-transito-de-sao-paulo/</link>
		<comments>http://tarcisio.wordpress.com/2009/01/17/morre-mais-um-ciclista-no-transito-de-sao-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 02:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[5584]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tarcisio.wordpress.com/?p=288</guid>
		<description><![CDATA[ Central de catadores pode ser expulsa de bairro nobre em São Paulo

Reproduzido do jornal
1024&#215;768.©2006 Brasil de Fato. Todos os direitos reservados.
por Michelle Amaral da Silva última modificação 12/03/2009 17:29

Criada em 2003, o projeto chegou a ter 80 cooperados trabalhando na Granja Julieta, um dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo
Criada em 2003, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=288&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2> Central de catadores pode ser expulsa de bairro nobre em São Paulo<br />
</h2>
<h3>Reproduzido do jornal<br />
1024&#215;768.©2006 Brasil de Fato. Todos os direitos reservados.</h3>
<h4>por Michelle Amaral da Silva última modificação 12/03/2009 17:29<br />
</h4>
<p>Criada em 2003, o projeto chegou a ter 80 cooperados trabalhando na Granja Julieta, um dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo<br />
Criada em 2003, o projeto chegou a ter 80 cooperados trabalhando na Granja Julieta, um dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo<br />
12/03/2009</p>
<p>Joelma do Couto,<br />
Revista Fórum</p>
<p>Os catadores de materiais recicláveis da Cooperativa de Catadores Granja Julieta Nossos Valores denunciam pressão da prefeitura e de comerciantes para retirar a central de coleta da região. A movimentação se acentuou a partir de 12 de dezembro de 2008, quando o local foi destruído por um incêndio que, segundo os integrantes da cooperativa, pode ter sido criminoso.</p>
<p> Criada em 2003, o projeto chegou a ter 80 cooperados trabalhando na Granja Julieta, um dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo. Ao lado de empreendimentos imobiliários de alto padrão, existem planos de construção de avenidas, parques e centros esportivos, incluido a da Ponte Burle Marx (para ligar o parque Burle Marx à avenida Professor Alceu Maynard de Araújo). Grupos imobiliários usam as possíveis intervenções futuras em seus anúncios para indicar que a região “também promete muita valorização” para seu novo investimento. Comerciantes e grupos políticos estariam pressionando a prefeitura a retirar definitivamente a central da região.<br />
 A sede, cedida pela subprefeitura de Santo Amaro, fica dentro de um terreno onde também funciona o almoxarifado da subprefeitura, na Avenida Professor Alceu Maynard de Araújo, 292. Mesmo sem ter esteiras e nem sobrepiso, a cooperativa é citada na página eletrônica da subprefeitura como exemplo de bons resultados.</p>
<p> “O trabalho silencioso realizado pelos catadores da Cooperativa da Granja Julieta trazia benefícios para o bairro que vão além da economia causada pelos materiais retirados do lixo e enviados para reciclagem&#8221;, sustenta Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto GEA &#8211; Ética e Meio Ambiente &#8220;A cooperativa retirou muitas pessoas da rua e lhes deu oportunidade de trabalho e de inclusão na sociedade. Oportunidade de poder pagar por sua moradia, de manter seus filhos na escola”.</p>
<p> O subprefeito Geraldo Mantovani Filho (ex-prefeito de Águas de Lindóia) disse ser solidário a causa dos cooperados, mas sustenta ter sua ação limitada diante de grupos políticos que estariam atuando para impedir a reabertura da central, ainda que provisória.</p>
<p> Ana Maria Domingues Luz lamenta “Tudo isso está suspenso e correndo o risco de se perder totalmente, porque o governo municipal não concorda em emprestar um galpão sem uso para que os catadores possam voltar a trabalhar. Essa posição é absurda e cruel.”</p>
<p> Mara Lúcia Sobral Santos, que assumiu a presidência da cooperativa após o incêndio protesta: “Hoje, estamos aqui, mas já viemos de outro lugar, amanhã não sabemos, não temos direitos, principalmente se somos negros e negras. É um sentimento de dor e revolta, sinto-me como um bicho acuado, não um ser humano”.</p>
<p> Incêndio e desencontros Os cooperados da Granja Julieta que já estavam desde setembro sem salário em dia por causa da redução do valor pago pelos materiais recolhidos. Depois do incêndio, que segundo os cooperados, teve origem criminosa, a situação ficou pior. A Secretaria de Assistência Social não teria prestado apoio adequado, e as cestas básicas que deveriam ter sido oferecidas não foram liberadas. Segundo informações de funcionários da subprefeitura de Santo Amaro, a falha foi no sistema de planejamento de compras que levou a secretaria ao desabastecimento.</p>
<p> A cooperativa funciona vinculada à Secretaria de Serviços, o que acarreta alguns problemas. “A Coleta Seletiva é vista pela Secretaria de Serviços/Limpurb como um problema e não como uma solução”, lamenta Nina Orlow, da Agenda 21. Segundo ela, as subprefeituras que se envolvem e tentam ajudar esbarram na “estrutura de competências”, já que a Secretaria de Serviços promove ações de Educação Ambiental, consideradas precárias, desarticuladas e sem investimentos. “E a Educação Ambiental é o ponto fundamental na base para o sucesso dessa atividade”, pondera.</p>
<p> Todas as tentativas feitas pela subprefeitura de Santo Amaro para resolver o problema foram em vão. A transferência destes trabalhadores para outras centrais foram uma a uma abrindo outras feridas e deixando exposto toda a fragilidade e desrespeito com que é tratada educação Ambiental e a Inclusão Social na cidade de São Paulo.</p>
<p> Um dos destinos foi a central Miguel Yunes, que trabalha há cinco anos sem energia elétrica própria. A força vem “emprestada” pela Eco-urbis, pois a Limpurb e a subprefeitura impedem uma definição sobre em nome de quem a concessionária deve instalar a energia no local. Outro problema encontrado pelos cooperados de Miguel Yunes é ao esgoto que chega a se espalhar na área. Alguns cooperados estão trabalhando na central da Capela do Socorro, mas, no local não existe espaço para todos. A transferência de associados para centrais mais distantes mostrou-se inviável também, já que não há dinheiro para o transporte.</p>
<p> Fábio Luiz Cardoso sócio educador ,membro do Instituto GEA Ética e Meio Ambiente e da coordenação do Projeto de Coleta Seletiva Brasil Canadá está acompanhando o caso da cooperativa da Granja Julieta afirma que “Políticas de incentivo por parte do governo, municipal, federal e estadual as cooperativas de reciclagem são mais que necessárias a fim de manter um serviço essencial a população que é a coleta seletiva, a manutenção dos empregos gerados e o reconhecimento desta categoria no país”.<br />
Reproduzido do jornal<br />
1024&#215;768.©2006 Brasil de Fato. Todos os direitos reservados.</p>
<p>2009-01-15</p>
<h2>Protesto dos ciclistas na Paulista  </h2>
<p>por Mario Amaya</p>
<h3>Dia maldito numa cidade maldita</h3>
<p>&#8220;São Paulo é mesmo uma cidade maldita.&#8221; Eram os meus sentimentos desolados ao deixar a sede da editora Digerati, na Haddock Lobo, onde estava fazendo um frila, para reunir-me aos ciclistas que fariam o protesto e ato de memória pela morte da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, integrante do grupo ativista Bicicletada, atropelada de maneira estúpida e covarde por um ônibus na Avenida Paulista. Saí em meio a uma absurdamente intensa tempestade de verão, como se uma força maligna viesse tentar destruir qualquer esperança de expressão da raiva e luto dos colegas ciclistas. Minhas esperanças de que o ato fosse significativo desabavam junto com a torrente, pois achava que a chuva dispersaria o pessoal. Mas felizmente estava enganado. Em torno de 60 pessoas persistentes simplesmente não se importaram com o clima e fizeram uma ciclopasseata a partir da Praça do Ciclista, ponto de reunião da Bicicletada nas tardes de sexta-feira, que fica no penúltimo quarteirão da própria Av. Paulista. O grupo foi pedalando (e eu a pé) até o local da morte, na altura da ruína da mansão Matarazzo. Fecharam duas das três faixas da avenida e promoveram uma mistura de cerimônia e protesto. O clima, além de pesar, era de intensa raiva. A PM apareceu com motos, escopetas e palavras brutas, mas fez um acordo com os ciclistas. A polícia sabia que não era hora de iniciar ali uma guerra. Pois se fosse o caso, haveria quem lutasse; ciclistas já estão acostumados à ideia da desvantagem física em qualquer tipo de confronto urbano. Poderíamos ter chutado os veículos, nos deitado na avenida, sido presos. Em vez disso, trazíamos flores nas mãos. Uma pessoa de carro até tentou avançar nos manifestantes que ofereciam as flores aos motoristas que passavam pelo quase-bloqueio. Faltou muito pouco para não acontecer um incidente violento nesse instante. Mas houve paz e nada mais de ruim aconteceu. Velas foram acesas e colocadas num círculo de pétalas de rosas brancas e vermelhas no local do acidente, que quando chegamos já estava completamente lavado e isento de vestígios de sangue. O grupo fez uma roda, com elegias e orações. A chuva, mais fraca, insistia em não parar completamente. Depois de todos irem embora, dois cavaletes de madeira ficaram protegendo o monte de flores e velas no asfalto úmido. Guarda-chuva numa mão e câmera emprestada na outra, registrei o que vi.</p>
<h2>O  que aconteceu </h2>
<p>O motorista que matou a Márcia fez, segundo testemunhas, uma clássica manobra ilegal de ônibus, que todo mundo já viu. Ele ultrapassou a ciclista, que vinha pedalando na faixa da direita. Antes que houvesse aberto espaço suficiente, o ônibus começou a retornar para a faixa, espremendo a ciclista contra o meio-fio, até derrubá-la por contato direto da lateral do veículo com o guidão da bike. Caída no piso, as rodas traseiras do ônibus passaram por cima da sua cabeça, causando morte instantânea.</p>
<p>Para adicionar um gigantesco insulto à injúria fatal, o corpo de Márcia ficou exposto no asfalto durante QUATRO HORAS no local mais importante da cidade.</p>
<p>O motorista do ônibus disse à imprensa que tem a consciência tranquila e não sente nenhuma culpa, que foi uma fatalidade. Errado. O Código de Trânsito estabelece distância lateral obrigatória mínima de 1,5 metro entre veículos e bicicletas. Com base na lei, ele é um criminoso. Cometeu homicídio culposo. Será processado por isso. Mas e o que se fará com os milhares de outros bárbaros que praticam a tal manobra impunemente todos os dias? De que maneira faremos que mudem seu pensamento e o seu comportamento, numa cidade onde a educação e a fiscalização são tão ineficazes? Todo ciclista urbano pode contar pelo menos uma história de agressão por ônibus, além das dezenas de pequenas más educações de cidadãos motorizados de todo tipo que testemunhamos, a cada saída nossa para a rua.</p>
<p>Veja que tudo o que se disse sobre a péssima relação entre motorizados e bikes é aplicável a pedestres, também. No mesmo dia, na mesma avenida, dois pedestres foram atropelados. Um deles morreu ali mesmo na rua. Portanto, enfie na cabeça: o problema é de todos. Não é problema de um grupo de ativistas. É problema de toda a cidade. É um problema social e cultural, acima de tudo. Simplesmente com respeito humano, mesmo com as ruas inadequadas que temos, crueldades gratuitas já não aconteceriam. Seriam evitáveis com um pouco a mais de civilização.</p>
<p>Falo de civilização sem chutar, com propriedade. Eu estive na Suíça. Em qualquer lugar da rua em Berna, onde eu fizesse apenas menção de botar o pé para fora da calçada, os carros paravam e esperavam tranquilos. Não precisava nem ser na faixa de travessia: isso valia em qualquer ponto da rua. Ouço dizerem que em cidades no Sul do Brasil os motoristas chegam a dar passagem a pedestres na faixa independentemente do semáforo, o que nem é algo especial, é simplesmente obedecer a lei. Por que nunca deu para cultivar um comportamento não-agressivo em São Paulo? Aqui há uma loucura coletiva e generalizada para queimar semáforos. E se você inventar de atravessar a pé, mesmo que na faixa e até com o semáforo a seu favor, o motorista cretino, que já chega a toda velocidade &#8211; porque estudou o trajeto de forma a saber onde há radar e onde ele pode abusar do acelerador &#8211; apenas buzina para que você fuja correndo da frente dele. É um desvio de comportamento público, uma falha de caráter geral do povo, que precisa ser resolvida na escola, na família e na mídia. É simples educação básica. Não estou pedindo nada impossível.</p>
<p>Ou isso, ou vamos ter cada vez mais proponentes de um estado policial, onde tudo só se resolve na base da multa, da coerção, da ameaça, da vigilância, da desconfiança.</p>
<p>Falta a simples aplicação do que diz o Código de Trânsito que está em vigor: os veículos maiores tem obrigação de proteger os menores. Os veículos menores têm prioridade, e os não-motorizados têm prioridade total. Sem discussão. Sem exceções. Cumpra-se a lei. Em vez disso, os maiores estão massacrando os menores, várias vezes por dia. O trânsito mata mais gente todo dia do que as principais doenças. É uma guerra. Quando escrevi numa lista de discussão contra os SUVs, teve gente que achou ruim. Mas uma causa primária de escolher um SUV para dirigir nas ruas congestionadas de São Paulo é exatamente intimidar os outros no trânsito e ocupar todos os espaços. Enquanto essa mentalidade brutalizada e prepotente persistir em ascensão, cada vez mais gente vai morrer inutilmente na rua.</p>
<p>Argumentos contra idiotas</p>
<p>Já vi em fóruns na Internet uma variedade de imbecis virem com argumentos para desencorajar o uso da bicicleta como transporte de rua. É o seguinte: a partir de agora, não praticarei mais a diplomacia. O sujeito que não quer que eu pedale na rua e não me respeita é meu inimigo. E será tratado como tal. Na minha opinião, os seus argumentos são imbecis, egoístas e desinformados. E não podem prevalecer. Devem ser combatidos e extintos.</p>
<p>Andar de bike é coisa de mauricinho &#8211; A realidade é exatamente ao contrário: o custo de acesso da bicicleta é baixíssimo. Tem bike para vender na entrada de todo supermercado. E todas as bikes, independentemente do modelo, têm o mesmo princípio de operação. O que a pessoa pedala é totalmente irrelevante no trânsito. O respeito deve ser igual para todos.</p>
<p>A rua não foi feita para acomodar bicicletas &#8211; É óbvio, caro mentecapto, que a rua não foi feita para acomodar bicicletas. A rua foi, sim, estabelecida para ser usada somente por veículos motorizados. Só que isso é um erro. Deve ser corrigido. Transportes alternativos precisam ser promovidos. O que temos na prática? A nova ponte estaiada em São Paulo, que alguns exibem como cartão-postal da cidade, não tem calçadas. A entrada de bicicletas nela está proibida. O projeto dela é exclusivamente para os carros particulares. Ônibus e caminhões também não podem usar a ponte. Mas tem uma coisa: a lei manda que exista acesso de todas as vias não subterrâneas a pedestres e ciclistas. A ponte foi construída contra a lei, na cara-dura. É preciso que isso nunca mais aconteça daqui em diante.</p>
<p>As bikes devem ficar fora da rua para dar espaço aos carros &#8211; É o mais comum e mais idiota dos argumentos dos energúmenos e trogloditas do volante. Minha resposta: o seu carro é caro, poluente, ineficiente e ocupa um espaço muito maior. Mesmo assim, eu não acho que você não tenha direito de trafegar. Não quero banir o seu carro da rua. Estou apenas demandando o uso socialmente responsável do veículo. A rua é para todos andarem nela, com o veículo que quiserem. Bicicleta é um tipo de veículo. Reconhecido e com normas próprias no Código de Trânsito. Estando isso esclarecido, faça o favor de calar a boca.</p>
<p>É preciso que façam mais ciclovias &#8211; Sim, este argumento foi contabilizado entre os idiotas. Antes que você se ofenda, fique claro um detalhe: não sou contra as ciclovias em si. Acontece que em São Paulo ciclovia ainda é um delírio, piada de mau gosto, promessinha de político demagogo e discurso vazio de pseudo-urbanista. E todo tipo de desinformados repete que o que os ciclistas querem é ciclovias. NÃO. Os ciclistas querem respeito. Separá-los em vias próprias não é pré-requisito. A nossa rede viária monstruosa, o volume de tráfego descontrolado, a topografia ingrata e os custos de construção impedem que se monte uma rede de ciclovias razoável em curto tempo. O problema mais básico não é estrutural. Repito: é um problema de atitude, de humanidade. Se eu precisar andar de bicicleta na rua, vou querer fazer isso agora, independentemente das obras viárias. Esperar que um dia passe uma ciclovia na porta de casa seria tão irreal quanto um motociclista esperar que se pintassem faixas exclusivas para motos. E, igualmente importante, não vou usar um carro por medo ou pressão social. O número de pessoas de cabeça aberta está aumentando, apesar do desestímulo da sociedade automobilítica ao uso da bicicleta como algo além de brinquedo de parque. Em países mais civilizados existe a ciclofaixa ou faixa compartilhada, que funciona porque as pessoas não tentam assassinar umas às outras usando seus veículos como armas.</p>
<p>É preciso ser maluco para pedalar em São Paulo &#8211; Estou completamente farto desta frase, que só sai da boca de pessoas ignorantes e acomodadas, que nunca pedalam, que demonstram incapacidade para pensar no assunto de maneira minimamente diferente do consenso burro do rebanho que entope as ruas. A cidade é uma porcaria para pedalar exatamente por causa dessa mentalidade de manada. A situação não está boa para ninguém, nem mesmo para os carros, que mal conseguem avançar com os congestionamentos cada vez maiores. Contudo, apesar dos obstáculos e ameaças contra as pessoas sem motor, 300 mil ciclistas em SP demonstram que viver pedalando é, sim, possível. A monocultura do automóvel individual, numa cidade como a minha, é um equívoco. Precisa mudar. E rápido. Quem sabe dentro de alguns anos, maluco seja considerado quem insiste em desperdiçar gasolina em engarrafamentos, enquanto as bicicletas passam por eles livres.</p>
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		<title>Holocausto palestino</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 13:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As razões históricas da reação palestina contra o monstro que "ganharam" com vizinho.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=280&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><ol>
<li>  Para os incautos que vem Israel com uma boa moça .
<li>  Os refuseniks .
</ol>
<hr />
<h1> Para os incautos que vem Israel com uma boa moça </h1>
<p>Sábado, Agosto 12, 2006<br />
Jean Shaoul<br />
publicada por carlos manuel às Sábado, Agosto 12, 2006 </p>
<p>&#8220;OS CRIMES DE GUERRA DE SHARON NO LÍBANO&#8221;<br />
A seguir, a primeira, de uma série de três partes, de um estudo examinando o papel do primeiro-ministro Ariel Sharon nos crimes de guerra cometidos durante a invasão do Líbano, em 1982, que culminou com o massacre dos refugiados palestinos de Sabra e Shatila.</p>
<p>A tentativa dos palestinos de levarem o primeiro-ministro Ariel Sharon diante da corte belga, sob acusação de crimes de guerra, parece ter sido frustrada. Em 14/02/02, a Corte Internacional de Justiça em Haia, decidiu que líderes de governos passados e presentes não podem ser julgados por crimes de guerra por um estado estrangeiro, por causa de sua imunidade diplomática, só podendo ser responsabilizados em seu próprio país.</p>
<p>Sob uma lei de 1993, a Bélgica se deu o direito de julgar crimes de guerra cometidos por qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer tempo. Em 6 de março, um juiz belga deveria julgar se um caso contra Sharon iria a julgamento, mas um conselheiro jurídico do governo belga, Jan Devadder, disse que a Corte Internacional de Justiça &#8220;tinha claramente legislado para líderes de governos e chefes de estado gozarem de completa imunidade contra qualquer julgamento. Na minha opinião, o caso Sharon está encerrado.&#8221;</p>
<p>A corte determinou que ex-funcionários de governo, ou na ativa, não poderiam ser julgados num tribunal estrangeiro porque &#8220;durante a duração do seu cargo [o ministro] quando no exterior usufrui de total imunidade de jurisdição.&#8221; Seria assim, estivesse ou não o acusado fora do país em atividade oficial ou particular.</p>
<p>A corte salientou que a decisão não tem qualquer relação com o julgamento do ex-presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, porque ele está sendo julgado por um organismo internacional, a ONU, e não por um governo estrangeiro. Mas, afora esta tecnicalidade legal, a Corte Internacional de Justiça tornou claro que deseja ver apenas aqueles acusados de estarem agindo contrariamente aos interesses dos poderes imperialistas que enfrentam acusações, mas não seus aliados políticos, como Sharon.</p>
<p>A este respeito, Sharon ainda enfrenta acusações relativas ao massacre brutal de 2.000 palestinos nos campos de refugiados de Sabra e Shatila, de Beirute, em setembro de 1982. A acusação, apresentada em nome de parentes de algumas de suas vítimas, alega que Sharon foi responsável como ministro da Defesa do poder ocupante, que pelo Direito Internacional tinha a responsabilidade da segurança total da população e era parte de um acordo para proteger os palestinos. Também responsabiliza Sharon pelo papel direto que o exército israelense desempenhou no subseqüente confinamento, tortura e desaparecimento de muitos habitantes dos campos.</p>
<p>A responsabilidade de Sharon por Sabra e Shatila é bem conhecida. Após a repercursão interna e externa, o governo israelense foi forçado a abrir inquérito. O resultado da Comissão Kahan concluiu pela responsabilidade direta de Elie Hobeika, o chefe da milícia fascista libanesa que realizou o banho de sangue, mas disse que Sharon tinha &#8220;responsabilidade pessoal&#8221;. Ele foi forçado a renunciar a seu posto em 1983, embora permanecesse no gabinete.</p>
<p>Sharon se opôs vigorosamente a qualquer tentativa de ser julgado e todos os principais partidos políticos de Israel acorreram em sua defesa. Israel pressionou a Bélgica para mudar suas leis e levantou acusações de anti-semitismo, numa tentativa de impedir a continuação do caso contra seu primeiro-ministro.</p>
<p>Existem também acusações de que as forças israelenses mataram Hobeika, algumas semanas atrás, a fim de que uma testemunha chave dos acontecimentos de 16 a 18/09/82 fosse eliminada. Com a aprovação das Forças de Defesa de Israel (FDI), Hobeika e o Major Saad Haddad, do exército do sul do Líbano, entraram no campo de refugiados e continuaram com a devastação durante 40 horas. Eles eliminaram cerca de 2.000 homens, mulheres e crianças, porque as FDI tinham fechado todas as saídas. Hobeika foi morto alguns dias depois de anunciar que iria testemunhar contra Sharon.</p>
<p>O caso chegou numa hora particularmente sensível. O indiciamento e julgamento de um primeiro-ministro na ativa transformaria a posição do estado sionista aos olhos da opinião mundial e prejudicaria seriamente os principais defensores de Sharon, a administração Bush dos Estados Unidos. O fato de que o caso tenha chegado até onde chegou é um indicativo da crescente divergência entre Europa e Estados Unidos sobre o Oriente Médio, em geral, e o conflito israelo-palestino, em particular.</p>
<p>Há uma crescente frustração nas capitais européias em relação ao cada vez maior apoio de Bush à guerra de Sharon, que ameaça detonar tensões sociais por todo o Oriente Médio e desestabilizar os regimes árabes, de quem eles dependem para vigiar seus interesses financeiros. Mas, nenhum governo europeu, inclusive o belga, desejaria verdadeiramente expor Sharon diante de uma corte e a decisão de Haia será um alívio.</p>
<p>No entanto, independente do que possa acontecer agora na Bélgica, quem quer que deseje compreender a natureza do regime sionista e os motivos subjacentes da renovada ofensiva militar do governo de coalizão israelense contra os palestinos, deve analisar os acontecimentos que levaram aos massacres de Sabra e Shatila e a participação criminoso de Sharon neles.</p>
<p>Israel, Líbano e o expansionismo sionista</p>
<p>Ainda que a atenção pública tenha se voltado para as atrocidades de Sabra e Shatila, os registros mostram que o que houve foi o resultado de 15 anos de ação militar israelense no Líbano, a maior parte constituída de crimes de guerra. O objetivo de Israel era dispersar os refugiados palestinos surgidos com a criação do estado sionista e pelas guerras de 1948, 1967 e 1973. Para este fim, Sharon procurou destruir as organizações políticas e militares incipientes; disseminou divisões entre os palestinos e aqueles países onde eles foram buscar proteção; e impediu a unificação das classes trabalhadores e das massas oprimidas contra Israel e seus defensores imperialistas.</p>
<p>Israel apresentou sua ação militar no Líbano e a posterior invasão em 1982, que levou ao bombardeio e cerco de Beirute, à expulsão da OLP e às atrocidades de Sabra e Shatila, como uma reação defensiva contra os ataques palestinos às suas aldeias no norte. Mas, na verdade, o registro histórico mostra que sua &#8220;Operação Paz na Galiléia&#8221; foi o resultado inexorável da lógica do expansionismo sionista.</p>
<p>A invasão israelense do Líbano, em junho de 1982, foi preparada através de várias provocações contra os palestinos e planejada no Líbano para torpedear o plano de paz do rei Fahd, de 1981, (depois denominado Príncipe Herdeiro e hoje Rei da Arábia Saudita). Este plano reconhecia o direito de Israel de existir e pedia um estado palestino nos territórios ocupados por Israel desde a guerra de 1967. Esta solução do conflito israelo-palestino representou um corte nos planos de Israel de expandir suas fronteiras, planos estes implementados parcialmente com a guerra de 1967.</p>
<p>Há muito tempo os sionistas tinham interesse no Líbano, um dos quatro pequenos estados da província síria do Império Otomano, criado pelo imperialismo francês como resultado da I Guerra Mundial. Em 1938, Ben Gurion, que tinha se tornado primeiro-ministro em 1948, visualizou um estado de Israel que compreendia o sul do Líbano até o rio Litani &#8211; um importante fornecedor de água. Sua perspectiva incluía uma aliança com os cristãos maronitas do Líbano, um dos vários grupos estimulados pelo regime colonial francês &#8211; apesar do fato de que muitos apoiavam a Alemanha fascista &#8211; como um baluarte contra as massas árabes muçulmanas e o nacionalismo árabe.</p>
<p>Em meados dos anos 50, pensou em acabar com o Líbano, estabelecer um estado cristão e anexar o sul do Líbano. O chefe-de-estado Moshe Dayan, pressagiando o que iria acontecer ao final dos anos 70, achou que isto poderia ser conseguido através de conquistas ou o suborno de um oficial militar que seria colocado como chefe dos maronitas e ofereceria o pretexto para uma invasão israelense.</p>
<p>Israel adiou estes planos em respeito à França, o poder patrocinador no Líbano quando os dois países se juntara com a Inglaterra em 1956, para invadir o Egito e depor o presidente Nasser, que tinha nacionalizado o Canal de Suez e outros interesses dos poderes imperialistas. Até certo ponto, os planos de Dayan se realizaram em 1979, quando Israel, desafiando a ONU, ocupou o sul do Líbano que tinha sido tomado depois de sua invasão em 1978, do major Saad Haddad, um desertor do exército libanês.</p>
<p>A guerra de junho de 1967 foi um ponto decisivo na história de Israel. A entidade sionista, que formava um dos quatro estados da antiga província síria do Império Otomano e cercado por vizinhos árabes hostis, era inviável com aquelas fronteiras. Embora o governo trabalhista nunca tenha declarado isto abertamente como sua estratégia, aproveitou a oportunidade provocada pelo Egito para pôr em prática os antigos planos das forças armadas de estender as fronteiras de Israel pelo que tinha sido o mandato britânico na Palestina e parte da Síria. Estas fronteiras &#8220;naturais&#8221; seriam mais fáceis de defender e permitiriam a Israel ter acesso ao rio Jordão e seus mananciais.</p>
<p>Esta política da &#8220;Grande Israel&#8221;, deu origem a uma nova camada social &#8211; principalmente entre os colonos judeus dentro dos territórios ocupados &#8211; comprometida com essa política expansionista, ideológica e materialmente. Para esta camada, de quem mais tarde o general Sharon se tornou porta-voz, o Líbano era um questão inacabada.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a guerra criou uma nova geração de palestinos que fugiu ou foi expulsa pelas FDI. Muitos foram para o Líbano, onde já havia campos de refugiados desde 1948, que aumentaram depois da guerra assassina do Rei Hussain da Jordânia contra os palestinos, em 1970-1.</p>
<p>A guerra de junho de 1967 também levou à criação da OLP, sob a liderança de Yasser Arafat, como um movimento de massa comprometido com a luta armada em busca de um estado palestino</p>
<p>Depois da expulsão da liderança da OLP da Jordânia, em 1970, Beirute tornou-se não só o berço político, social e cultural do movimento palestino como também quartel-general da OLP. Assim, Beirute transformou-se também numa fortaleza inimiga a ponto de preocupar Israel.</p>
<p>A política de terra arrasada de Israel no Líbano</p>
<p>Enquanto Israel praticava muito dos ataques terroristas contra sua própria população, havia poucos relatos sobre sua campanha de terra arrasada contra o Líbano entre 1978-74. Isto se justificava em razão da necessidade de se defender os assentamentos do norte contra os ataques palestinos.</p>
<p>Para citar um exemplo, o ataque terrorista palestino a Ma&#8217;alot, em maio de 1974, onde 20 adolescentes foram mortos, foi precedido de várias semanas de bombardeios israelenses com bombas de fósforo e napalm nos campos de refugiados no sul do Líbano, resultando na morte de mais de 300 pessoas. Dois dias antes de Ma´alot, um ataque aéreo israelense ao vilarejo de El-Kfeir, no Líbano, matou quatro civis.</p>
<p>A campanha de Israel também teve por objetivo minar o apoio popular aos palestinos, semeando a discórdia entre palestinos e libaneses, forçando o governo do Líbano a suprimir a OLP. Abba Eban, ministro do Exterior de Israel no período de 1966 a 1974, disse que a política de governo foi baseada na &#8220;perspectiva racional&#8221;, finalmente cumprida, que afetou as populações a ponto de elas exercerem pressão para o fim das hostilidades.[grifo do autor]</p>
<p>O exército libanês registrou mais de três mil violações do território libanês pelas forças armadas israelenses, entre 1968 e 74, numa taxa média de 1.4 incidentes por dia. Em 1974-75, essa taxa aumentou para 7 incidentes por dia. Durante 1968-74, 880 libaneses e palestinos foram mortos em decorrência dos ataques israelenses. De acordo com dados oficiais da ONU, 3.500 foram mortos no Líbano, na Síria e na Jordânia em ataques aéreos israelenses. Ainda que não existam números em separado referentes aos palestinos, estima-se que deve ter sido pelo menos duas vezes mais do que os libaneses.</p>
<p>Em 1975, Israel matou cerca de dez vezes mais palestinos e libaneses em ataques de fronteiras do que o número total de israelenses mortos em ataques comandados por palestinos em 1982. Milhares de palestinos foram feridos e outros tantos obrigados a fugir de suas casas no sul do Líbano e a buscar relativa segurança em Beirute eem outras cidades. Ao final dos anos 70, este número era de 250 mil. o objetivo era criar uma zona desmilitarizada no sul. Para se conseguir isso, 150 acampamentos palestinos e aldeias foram postos abaixo e as oliveiras e plantações destruídas.</p>
<p>Em meados dos anos 70, o Partido Fatah de Arafat, a facção dominante da OLP, adotou a &#8220;solução dois estados&#8221;, defendendo um mini-estado palestino na Cisjordânia e Gaza, que esperava pudesse ser conquistado através de negociações com Israel e começou a se afastar dos atos terroristas dentro de Israel. Isto não parou os ataques israelenses no Líbano, que, na verdade, até aumentaram. Depois que 30 aviões de guerra bombardearam e varreram os campos de refugiados palestinos e as aldeias próximas, matando 57 pessoas, em dezembro 1975, o governo israelense alegou que o objetivo tinha sido de caráter preventivo e não punitivo.</p>
<p>Tais ataques tiveram por meta torpedear qualquer tentativa de se chegar a uma solução para o longo conflito, que incluía um estado palestino. Apenas dois dias mais tarde, apesar das objeções iradas de Israel, o Conselho de Segurança da ONU dedicou uma sessão para discutir a iniciativa árabe para o acordo de dois estados, abrindo, assim, o caminho para a participação da OLP nas conversações. Os Estados Unidos vetaram a proposta. Longe de impedir o terrorismo, os ataques israelenses provocaram uma resposta por parte dos palestinos e impedindo qualquer possibilidade de a ONU concordar com um estado palestino.</p>
<p>A explosão da primeira fase da guerra civil libanesa (1975-76) mostrou a inviabilidade do estado truncado, dilacerado por divisões criadas e estimuladas pelo imperialismo francês como uma forma de preservar sua influência e interesses. No que era essencialmente uma guerra de classe entre os palestinos e suas aliados muçulmanos contra a elite governante cristã maronita, o governo israelense apoiou as várias milícias cristãs maronitas rivais &#8211; os autores dos massacres Tel al Zaatar e Khiyam para citar dois &#8211; como seus agentes contra a OLP e seus aliados muçulmanos. Quando pareceu que as forças palestinas e muçulmanas poderiam prevalecer, o exército sírio interveio para preservar o estado libanês e o establishment maronita.</p>
<p>Em maio de 1977, o partido de direita Likud, de Menachem Begim, chegou ao poder, acabando com quase 30 anos de domínio do Partido Trabalhista na vida política israelense. Abertamente comprometido com a política da &#8220;Grande Israel&#8221;, Begin expandiu as relações com os maronitas, apoiando os falangistas Pierre e Bashir Gamayel contra os partidos rivais.</p>
<p>O Mossad, serviço de inteligência de Israel, supriu a Falange com códigos, morteiros, tanques, equipamentos de comunicação, minas e explosivos. Funcionários do Mossad foram colocados no comando cristão, para, na aparência, ajudar os falangistas com os equipamentos israelenses mas, na verdade, era para fornecer serviço de inteligência sobre a guerra civil e iniciar os ataques contra as fortalezas palestinas no Líbano. Operações posteriores seriam estendidas contra os xiítas libaneses do sul do Líbano, que eram, na época, aliados dos palestinos. Nos cinco anos seguintes, a guerra civil crescia e declinava no Líbano com constantes trocas de alianças, mas Israel continuava a apoiar a milícia cristã fascista, com US$ 100 milhões por ano.</p>
<p>Em 1977, os palestinos entregaram seus armamentos pesados na primeira fase do acordo de Shtaura, por meio do qual o governo libanês, a Síria e a OLP impuseram um congelamento nos ataques palestinos na fronteira e tentaram resolver a guerra civil. Os israelenses responderam a esta iniciativa de paz com uma campanha de intensos bombardeios provocativos, nos quais 70 pessoas, quase todas libanesas, foram mortas. Além disso, a milícia Haddad, controlada pelos israelenses no sul do Líbano, iniciou uma ofensiva com o apoio israelense, com o objetivo de acabar com os planos do governo libanês de empregar seu exército no sul.</p>
<p>Em março de 1978, Israel invadiu o Líbano em retaliação a um ataque terrorista praticado pelos comandos palestinos, que, saindo de Beirute, alcançaram Israel por mar e mataram 34 israelenses. A invasão sangrenta levou à morte de mais de 2.000 pessoas e expulsou mais de 250.000 pessoas de suas casas no sul.</p>
<p>O bombardeio israelense continuou em 1979. O governo libanês compilou uma lista em que mostrava as perdas libanesa. Perto de 100 libaneses foram mortos ou feridos em apenas um dia de abril, enquanto que cerca de 1.000 foram mortos e 224 feridos entre abril e agosto daquele ano.</p>
<p>Sharon se torna Ministro da Defesa</p>
<p>A inesperada reeleição de um governo do Likud, com o crescimento da maioria, em junho de 1981, trouxe uma mudança no gabinete de Begin. O general Sharon tornou-se ministro da Defesa. Quando jovem, Sharon tinha estado em Gadna, um batalhão paramilitar da juventude, antes de se juntar ao Haganah, a Força de Defesa Judaica clandestina e precursora das FDI.</p>
<p>Depois da criação do estado de Israel, em 1948, Sharon chefiou unidades de comando que eram especializadas em ataques &#8220;atrás das linhas&#8221;, obrigando os palestinos a fugirem de suas casas. Sua Unidade 101 atacou e matou 50 refugiados no campo de refugiados de El-Bureig, ao sul de Gaza, então sob domínio egípcio. Sharon alcançou a notoriedade pela primeira vez em 1953, quando, como comandante da Unidade 101, invadiu a Jordânia e explodiu 45 casas da aldeia de Qibya, na Cisjordânia, então sob domínio jordaniano. A Unidade 101 matou 69 pessoas, metade delas mulheres e crianças.</p>
<p>Sharon conduziu outros ataques brutais na Jordânia, em Gaza, que então se achava sob domínio do Egito, e Síria. No início dos anos 70, como chefe do comando sul do exército, ele foi o responsável pelo brutal esmagamento da resistência palestina na Faixa de Gaza.</p>
<p>Na guerra de 1973, Sharon liderou as forças israelenses que finalmente cruzaram o Canal de Suez e derrotaram o exército egípcio, numa campanha que lhe granjeou tantos inimigos como amigos, pois ele desobedeceu as ordens e os acordos de cessar-fogo.</p>
<p>No primeiro governo do Likud, de Begin, Sharon serviu como ministro da Agricultura, quando ele defendeu a causa dos colonos. &#8220;Apoderem-se de mais colinas&#8221;, insistia ele. &#8220;O que vocês pegarem será de vocês. O que não for tomado acabará nas mãos deles&#8221;. Seu objetivo era criar &#8220;fatos verdadeiros&#8221; que impossibilitassem qualquer acomodação com os palestinos. Sharon durante muito tempo patrocinou uma política expansionista que incluía o Líbano e sua chegada ao gabinete claramente significou que Israel estava para iniciar uma campanha militar no Líbano.</p>
<p>A prioridade de Sharon, conforme ele explicaria mais tarde, era &#8220;resolver o problema do Líbano de uma vez por todas&#8221;. Ele queria Arafat e a OLP fora do Líbano e não apenas do sul, de onde eles estavam atacando os assentamentos israelenses. Ele também queria os sírios fora do Líbano. Os sírios tinham sido convidados a entrar no Líbano em 1976, com o acordo tácito de Israel, para apoiar os falangistas de direita e acabar com a dispersão do país. Este foi o erro maior de julgamento porque até onde Sharon estava preocupado,</p>
<p>Sharon’s priority, as he was later to explain, was &#8220;to solve the problem of Lebanon once and for all&#8221;. He wanted Arafat and the PLO out of Lebanon, not just out of the south from where they were shelling Israeli settlements, but also out of Beirut. He also wanted the Syrians out of Lebanon. They had been invited into Lebanon in 1976 with the tacit agreement of Israel, to support the right wing Phalangists and stop the break up of the country. This was a major error of judgement as far as Sharon was concerned, as it had allowed the Syrians to take control of Lebanon and thus prevent Israel from moving on Damascus via Lebanon. Lastly, he wanted a peace treaty between Israel and Lebanon.</p>
<p>De acordo com Uri Avineri, o jornalista israelense liberal, Sharon lhe disse, oito meses antes da invasão do Líbano, em junho de 1982, que ele queria destruir a OLP do Líbano, colocar os falangistas no poder, transformando o Líbano numa espécie de protetorado cristão, e tirar os sírios do Líbano. Ele queria que os palestinos fossem para a Síria, na esperança de que os sírios os expulsassem para a Jordânia, que então se transformaria em estado palestino.<br />
Continua<br />
Jean Shaoul<br />
publicada por carlos manuel às Sábado, Agosto 12, 2006 </p>
<p>OS CRIMES DE GUERRA DE SHARON NO LÍBANO<br />
Por Jean Shaoul<br />
24/02/2002<br />
Parte 2<br />
Abaixo, publicamos a segunda, de uma série de três partes, de um estudo examinando o papel do primeiro-ministro Ariel Sharon nos crimes de guerra cometidos durante a invasão do Líbano, em 1982, que culminou com o massacre dos refugiados palestinos de Sabra e Shatila.<br />
Semanas após ter-se tornado ministro da Defesa, e depois de dois anos de paz, Sharon repetiu a ação militar no Líbano. Ele acertou alvos no sul do Líbano, provocando a retaliação que lhe deu a desculpa, para o intenso bombardeio a Beirute e a outros alvos, em 17-18 de abril de 1981, que deixou centenas de mortos. Enquanto o enviado especial americano, Philip Habib, negociava um cessar-fogo, estava claro que era apenas uma questão de tempo para Israel encontrar um pretexto para invadir o Líbano.<br />
Sharon começou seus preparativos. Em novembro, ele acabou com o governo militar na Cisjordânia e Gaza. No entanto, longe de melhorar as condições, ele proibiu os grupos políticos palestinos e criou um novo e mais brutal regime sob sua direção e de Menachem Milson, o novo administrador civil. Na prática, Cisjordânia e Gaza incorporavam-se à &#8220;Grande Israel&#8221;. Em dezembro, as Colinas do Golã também foram anexadas.<br />
A missão do governo era de assentar o maior número de judeus israelenses na Cisjordânia e Gaza, ao ponto de os Territórios Ocupados não poderem mais ser devolvidos aos palestinos. O projeto era desenvolver os territórios e criar uma infra-estrutura para fábricas, principalmente indústrias científicas sofisticadas, nos novos assentamentos.<br />
A chave para a integração dos Territórios Ocupados à &#8220;Grande Israel&#8221; era a destruição da liderança palestina, a OLP. O objetivo de Sharon, que era apoiado pelo Likud e pelo Partido Trabalhista, era evitar um acordo político com a OLP a qualquer custo. Do ponto de vista de Begin e Sharon, o sucesso de Arafat em isolar as facções da OLP e estados como o Iraque e a Líbia, que defendiam a destruição de Israel, seria um revés. Significaria que a OLP teria que ser incluída nas negociações de um acordo de longo prazo para o conflito israelo-palestino, o que levaria à criação de um estado palestino, conforme proposto no Plano de Paz do rei Fahd, de 1981.<br />
Os Acordos de Camp David, de 1978, abriram caminho para acordos de paz bilaterais com os vizinhos árabes de Israel. Também davam a Israel a oportunidade de anexar os Territórios Ocupados e de preparar-se para a invasão do Líbano. Para este fim, Israel já tinha feito um acordo de paz com o Egito e estava em processo de retirada do Sinai, conforme decidido em Camp David, em 1978, assegurando a neutralidade do mais importante país árabe no caso de Israel atacar qualquer de seus vizinhos.<br />
Entre agosto de 1981 e maio de 1982, as FDI, com a autorização de Sharon, violaram 2.185 vezes o espaço aéreo libanês e 652 vezes as águas territoriais . Arafat, ansioso para angariar o apoio americano para lidar com Israel, manteve o cessar-fogo negociado com Habib e não retaliou.<br />
Em dezembro de 1981, Sharon advertiu Philip Habib, o enviado especial do presidente Reagan, e Morris Draper, o embaixador especial americano, que os ataques a assentamentos israelenses eram intoleráveis e que se continuassem ele acabaria com a OLP completamente. Os Estados Unidos estavam preocupados com as repercussões políticas do fato e Habib deixou bastante claro que Sharon não tinha justificativa para guerra, dizendo, &#8220;A OLP não está realizando muitos ataques. Não há necessidade dessa reação israelense. Nós vivemos em pleno século XX &#8230; Não se pode invadir um país como este.&#8221; No entanto, o Pentágono, conhecendo os planos de Sharon para invadir o Líbano, aumentou sua ajuda militar a Israel nos primeiros meses de 1982. As remessas eram 50% maiores do que do ano anterior e continuaram por todo o mês de junho, o primeiro mês da guerra.<br />
Em janeiro de 1982, Sharon viajou secretamente a Beirute para se encontrar com Pierre Gemayel e seu filho, Bashir, que tinha matado todos os seus oponentes cristãos, a fim de garantir a liderança dos grupos cristãos. Bashir buscava tornar-se presidente do Líbano nas futuras eleições. Sharon anunciou que Israel pretendia invadir o Líbano acima de Beirute. Ele pediu que os falangistas se juntassem aos israelenses na batalha para expulsar a OLP de Beirute e do Líbano e que assinassem um tratado de paz com Israel.<br />
Pierre Gemayel rejeitou ambos os pedidos. No entanto, por mais que ele quisesse a ajuda dos israelenses, ele não pode ser visto com um colaborador declarado de Israel.<br />
Em maio de 1982, Sharon voou para Washington com o objetivo de conseguir o apoio do presidente Reagan. Depois do encontro com o presidente, o secretário de estado, Alexandre Haig, chamou Sharon no canto e, de ex-general para outro, lhe deu um conselho amigo. Ele o advertiu que seria preciso um &#8220;casus belli&#8221;. &#8220;Ariel&#8221;, disse ele, &#8220;estou lhe dizendo que é pouco satisfatório &#8230; Nada deve ser feito no Líbano sem uma provocação reconhecida internacionalmente e a reação israelense deve ser proporcional a esta provocação.&#8221; Enquanto Sharon indagava sobre o que seria uma provocação clara, a coisa estava melhor do que ele esperava. Ele tinha contado aos seus patrões seus planos e eles não tinham apresentado qualquer objeção. Agora, tudo o de que ele precisava era um pretexto apropriado.<br />
Mais tarde, Haig tentou negar que tinha dado o sinal verde para a invasão, mas ele deixou escapar: &#8220;Os israelenses deixaram muito claro que o seu limite de tolerância foi excedido e que na próxima provocação eles iriam reagir. Eles nos disseram isto. O presidente sabia disto.&#8221; O Departamento de Estado, quando pressionado, não pode citar uma única declaração oficial contrária à invasão, além do apoio, rapidamente retirado, à primeira resolução da ONU pedindo que Israel acabasse com a agressão.<br />
Duas semanas mais tarde, houve um atentado meio atabalhoado contra a vida do embaixador israelense, Sholomo Argov, em Londres, realizado pelo grupo Abu Nidal, que era hostil a Arafat e à OLP, e que operava no Iraque, com escritório em Beirute. Este fato foi ignorado pelo primeiro-ministro Begin, enquanto a OLP insistia em que não tinha nada a ver com a tentativa de assassinato ou com o grupo Abu Nidal. No que interessava a Begin &#8220;são todos da OLP&#8221;. Em outras palavras, como líder da OLP, Arafat era responsável pelas atividades de todos os grupos palestinos e os palestinos deviam ser vistos como terroristas que precisavam ser eliminados. O gabinete deu instruções para os planos israelenses de atacar posições da OLP dentro e em volta de Beirute. Quando a reunião acabou, Begin disse &#8220;Devemos estar preparados para o máximo. Vamos atacar e ver no que dá.&#8221;<br />
Israel realizou pesados bombardeios a alvos da OLP, inclusive nos campos de refugiados de Sabra e Shatila e a um hospital. Mais de 200 pessoas foram mortas. Com Arafat fora de Beirute, em Amã, Jordânia, os palestinos responderam atacando assentamentos israelenses na Galiléia. Sharon se aproveitou disto para anunciar ao gabinete que em poucos dias haveria uma curta operação com a duração de um ou dois dias, chamada &#8220;Operação Paz na Galiléia&#8221;. Tinha por objetivo empurrar os palestinos 40-45 quilômetros para trás, para que eles não atacassem o norte de Israel. Israel não atacaria os sírios no Líbano, a menos que eles agissem contra as forças israelenses. Quando perguntaram a Sharon sobre Beirute, ele disse: &#8220;Beirute está fora deste quadro. Esta operação não foi projetada para ocupar Beirute.&#8221; Cada palavra era mentira.<br />
Alguns membros do gabinete alegaram depois que Sharon os tinha enganado, embora isto tenha soado falso, pelo menos. Dois meses antes da guerra, Begin contou a Shimon Peres e ao Partido Trabalhista seus planos e a retórica pela qual a invasão seria vendida ao público. Como um veterano correspondente militar, Ze&#8217;ev Schiff, que tinha ligações estreitas com o establishment militar israelense, escreveu no Ha&#8217;aretz, algumas semanas antes da invasão, &#8220;Não é verdade que dissemos aos americanos que não queremos invadir o Líbano. Existem forças influentes, lideradas pelo ministro da Defesa que, com inteligência e astúcia, estão tomando os passos para se chegar a uma situação que não deixará a Israel outra opção que não seja invadir o Líbano, mesmo que isto envolva uma guerra com a Síria.&#8221;<br />
Invasão israelense do Líbano, em junho de 1982<br />
Sharon estacionou seus soldados na fronteira com o Líbano em 6 de junho e logo se dirigiram para o norte de Beirute, e ao longo do caminho iam demolindo acampamentos palestinos, empurrando as pessoas para o norte, principalmente os muçulmanos de Beirute ocidental, e encarcerado muitos homens. Israel usou sua superioridade aérea e poder de fogo para explodir tudo o que encontrava, não obstante algumas vezes lançar panfletos avisando os habitantes para que deixassem as casas antes que os ataques começassem. Em seguida, mandou as forças terrestres para limpar tudo. Conforme o Jerusalém Post explicou: &#8220;Com uma precisão mortal, os canhões derrubaram fileiras inteiras de casas e prédios de apartamentos que se acreditava serem as posições da OLP. Os campos ficaram salpicados de crateras &#8230; A estratégia de Israel naquele momento era óbvia &#8211; limpar o caminho para que os tanques israelenses pudessem avançar e impedir qualquer revolta da OLP.&#8221;<br />
Sustentando o plano maior de Sharon de expulsar a Síria do Líbano, em 9 de junho as FDI fizeram um ataque gratuito às forças sírias no vale do Beka. Depois de Israel ter derrubado mais de 60 aviões em um dia, a Síria evitou qualquer confronto militar posterior com Israel. Assim, Israel tinha efetivamente neutralizado a Síria pelo resto da campanha.<br />
No final de junho, o sul do Líbano foi devastado. Dez mil pessoas foram mortas, 350.000 a 400.000 palestinos foram espalhados, o exército israelense fez 15.000 prisioneiros e muito pouco ficou de pé. De acordo com um jornalista israelense, &#8220;As cenas chocantes dos campos mostram que a destruição foi sistemática&#8221;. Muitas pessoas jamais foram contadas. Os que ficaram foram deixados à mercê da milícia falangista e das forças de Haddad, o representante de Israel no sul do Líbano.<br />
Bombardeio e cerco a Beirute<br />
Em 13 de junho, oitavo dia da guerra, Begin disse no Knesset que a luta terminaria assim que o exército alcançasse uma linha de 40 quilômetros. Naquele momento, Sharon estava com seus soldados, que tinham cercado Beirute Ocidental, em Ba&#8217;abda, contemplando a cidade que agora era o lar de 500.000 pessoas. O cerco que se seguiu durou 70 dias.<br />
Durante este tempo, a cidade foi bombardeada intensamente com bombas de fósforo e de fragmentação. Este foi um esforço não só de destruir a OLP e suas instalações militares mas também toda a sua base social e rede de bem-estar: serviços de saúde e educação, organizações políticas e sociais e, acima de tudo, aldeias esquálidas que tinham se tornado a casa dos palestinos no Líbano.<br />
Nem mesmo os hospitais foram poupados, embora eles estivessem claramente sinalizados. Em 6 de agosto, havia 30 leitos disponíveis em Beirute Ocidente de um total anterior de 1.400, de acordo com a Cruz Vermelha. Os campos de refugiados foram bombardeados continuamente, obrigando mais da metade dos 125.000 habitantes de Sabra e Shatila a fugir nas primeiras semanas da guerra, muito embora nenhuma artilharia pesada ou posições fortificadas tivessem sido encontradas. Os palestinos que tentaram deixar Beirute Ocidental foram proibidos pelas forças israelenses que patrulhavam a cidade.<br />
A ONU estimou que 13.500 casas foram gravemente danificadas só em Beirute Ocidental, e muitos milhares mais em outros lugares, excluindo os campos palestinos. Os fornecimentos de água e energia foram interrompidos e alimentos e remédios cortados. As organizações de ajuda internacional tiveram o acesso negado.<br />
A polícia libanesa avaliou que mais de 19.000 pessoas foram mortas e 30.000 feridas, entre o começo de junho e o final de dezembro. Cerca de 6.775 foram mortas em Beirute e 84% eram civis. &#8220;Mas estes números excluíram aqueles que foram enterrados em covas coletivas não informadas às autoridades libanesas&#8221;, disseram. Em contraste, 340 soldados das FDI foram mortos entre junho e o início de setembro e mais 146 no final de novembro. Destes, 117 foram mortos combatendo em Beirute.<br />
O objetivo do cerco a Beirute e a brutalidade que se seguiu era pressionar ao máximo o governo do Líbano para obrigar Arafat e a OLP a abandonarem o país. Para isto, Israel assumiu o controle da capital de um outro país, violou todas as regras constantes dos manuais sobre crimes de guerra e manteve refém metade da população de Beirute (todos em Beirute Ocidental).<br />
O papel dos Estados Unidos na evacuação da OLP<br />
Os Estados Unidos, longe de atuarem como um agente honesto, intervieram para organizar a evacuação da OLP, em nome de Israel. Ofereceram garantias de proteção aos civis palestinos que foram absolutamente importantes para que a OLP deixasse Beirute. As evidências mostram que nunca honraram essas garantias.<br />
Os Estados Unidos mandaram Habib de volta ao Oriente Médio para se encontrar com Sharon e se certificar dos termos para o fim da luta. Habib perguntou, &#8220;Quem deve deixar Beirute? Todos os 10.000 (militantes da OLP) ou só os líderes?&#8221; Sharon respondeu &#8220;Todos os terroristas. Todos devem partir. Se eles se recusarem, serão destruídos&#8230; Diga-lhes que partam.&#8221; Quando Habib se contrapôs, dizendo &#8220;Acho que será impossível fazer o que você pede&#8221;, Sharon enviou dezenas de aviões caças que descarregaram centenas de toneladas de explosivos sobre Sabra e Shatila e bombas de fragmentação sobre os prédios de apartamentos em Beirute Ocidental.<br />
Com isto, Habib acabou com todas os passos para que o governo libanês pressionasse Arafat a concordar com os termos de Sharon. Sabendo que Sharon não aceitaria promessas, ele mesmo foi a Arafat para pegar um compromisso assinado de que ele partiria com todos os seus militantes.<br />
Habib agora tinha que encontrar estados árabes que quisessem ficar com os palestinos; mas não eram muitos. Os líderes, de uma certa forma, tinham tolerado a invasão do Líbano, mesmo aqueles que gritaram mais alto sua oposição a Israel. Poucos queriam aceitar os militantes da OLP, a quem olhavam como criadores de caso. O rei Hussein, da Jordânia, até pediu que se as guerrilhas armadas fossem para a Síria, elas teriam que ser alojadas longe da fronteira com a Jordânia. Ele permitiu que alguns palestinos com passaportes jordanianos entrassem no país. O Egito e a Síria recusaram todos os militantes da OLP, enquanto Túnis, Iêmen, Sudão, Iraque e Argélia concordaram em ficar com alguns.<br />
Mesmo após o acordo sobre a evacuação da OLP, os bombardeios continuaram, inclusive um tapete de bombas no campo de refugiados de Bourj al Barajneh. No sábado, 21 de agosto, o primeiro contingente de 12.000 militantes da OLP deixou Beirute de navio. O próprio Arafat foi o último a sair, em 30 de agosto de 1982. Os Estados Unidos tinham negociado com o presidente Bourguiba que ele iria para a Tunísia. Um outro contingente de 10.000 militantes da OLP permaneceu no leste e norte do Líbano, em áreas sob controle sírio.<br />
A proteção dos palestinos deixados para trás, em Beirute, foi uma questão fundamental no acordo pelo qual a OLP aceitava sair da cidade. Uma força multinacional dos Estados Unidos, França e soldados italianos em Beirute, deveria supervisionar a evacuação e garantir sua segurança. Além disso, havia acordos bilaterais entre os governos dos Estados Unidos, do Líbano e a OLP, e uma promessa israelense de que não entrariam em Beirute.<br />
Segundo os termos do acordo, &#8220;Os Estados Unidos providenciarão suas garantias com base na certeza recebida do governo de Israel e dos líderes de certos grupos libaneses com os quais tiveram contato.&#8221; Mais tarde, Habib confirmou que ele, pessoalmente, assinou o acordo que garantia proteção aos palestinos. &#8220;Consegui garantias específicas a este respeito de Bashir e dos israelenses &#8211; de Sharon,&#8221; disse ele. Habib escreveu pessoalmente ao primeiro-ministro libanês dizendo &#8220;Meu governo fará o máximo para assegurar que estas garantias (por parte de Israel) sejam meticulosamente observadas.&#8221;<br />
Quase que imediatamente Israel quebrou suas promessas. O exército libanês deveria ter participado da operação de segurança mas foi impedido pelas forças armadas israelenses, numa manifesta violação ao acordo de retirada de Beirute. Esta foi apenas a primeira de uma série que os Estados Unidos iriam sancionar. As FDI tinham Arafat sob suas vistas. Elas podiam facilmente tê-lo matado mas os Estados Unidos conseguiram uma promessa de Sharon de que Arafat teria garantido um salvo conduto e passagem para Túnis. Uma promessa que ele, recentemente, se arrependeu amarga e publicamente.<br />
Como parte do acordo organizado por Habib, a polícia nacional libanesa assumiu o controle de Beirute Ocidental e recolheu armas e munições dos depósitos da OLP, embora algumas tivessem sido cedidas pela milícia muçulmana Murabitun.<br />
Em 23 de agosto, em meio à evacuação da OLP, o homem de Israel, Bashir Gemayel, que tinha o maior exército privado do Líbano, ganhou as eleições presidenciais. O controle de Israel sobre a maior parte do país deu proteção às convenções de delegados que tinham poder para escolher o presidente e forneceu helicópteros para trazê-los para votar em Beirute Oriental. Gemayel tornou-se presidente do Líbano em 23 de setembro.<br />
Israel venceu a guerra para a Falange sem que esta tivesse levantado um dedo. Realmente, a Falange se recusou a lutar, tendo perdido alguns soldados anteriormente em combate contra os palestinos. Enquanto o governo israelense se rejubilava com o sucesso de sua campanha, os muçulmanos palestinos e libaneses de Beirute, agora largados indefesos, estavam aterrorizados. Eles ficaram à mercê da Falange, da milícia armada de Haddad e de quem quer que os israelenses quisessem apoiar.<br />
O jornalista Robert Fisk foi profético ao comentar no Times, de Londres, que &#8220;Os civis de Beirute Ocidental só contarão com o exército libanês para protegê-los. Não é a espécie de exército que as pessoas do setor muçulmano da cidade devem depositar muita confiança&#8221;. Em seu livro, Pity the Nation, que fornece um relato testemunhal das atrocidades cometidas em Beirute, Fisk admitiu que nem ele percebeu as implicações de suas palavras ou o grau da carnificina que se seguiu.<br />
Continua<br />
OS CRIMES DE GUERRA DE SHARON NO LÍBANO<br />
Por Jean Shaoul<br />
25/02/2002<br />
Parte 3<br />
Abaixo, publicamos a terceira e última de uma série de três partes, de um estudo examinando o papel do primeiro-ministro Ariel Sharon nos crimes de guerra cometidos durante a invasão do Líbano, em 1982, que culminou com o massacre dos refugiados palestinos de Sabra e Shatila.<br />
Nem bem Arafat e os últimos militantes da OLP tinha partido do Líbano e as relações de Israel com seu padrinho e vassalo se deterioraram, na medida em que os interesses passaram a ficar divergentes.<br />
Primeiro, os americanos, com a idéia de apaziguar os regimes árabes inquietos com o impacto da guerra sobre sua estabilidade doméstica, promoveram uma nova iniciativa de paz, conhecida como Plano Reagan. Este plano explicitamente rejeitava a anexação israelense, a soberania ou a dominação permanente sobre os Territórios Ocupados. Pedia por um congelamento na expansão dos assentamentos já existentes ou na construção de novos e um &#8220;governo autônomo pelos palestinos para a Cisjordânia e Gaza, em parceria com a Jordânia&#8221;, conhecido como solução de confederação. Nem o governo autônomo nem as fronteiras de tal entidade foram definidas e a OLP foi excluída, mas, apesar de suas incoerências e inconsistências, o plano era mais favorável aos palestinos do que qualquer outro oferecido anteriormente.<br />
No entanto, ainda que dependesse muito dos Estados Unidos, Israel não aceitou o plano e disse isto aberta e desafiadoramente. Sharon disse &#8220;Não só Israel não aceitará como sequer o discutirá &#8230; Os Estados Unidos deveriam ter se resguardado de uma série de inconvenientes e frustração&#8221; não propondo isto. Israel imediatamente anunciou a criação de novos assentamentos na Cisjordânia e nas colinas do Golã.<br />
Cabe salientar que apesar de os desentendimentos entre os Estados Unidos e Israel já estarem durando 12 meses, Reagan aumentou a ajuda militar a Israel, em 1983, e propôs que o nível fosse mantido no ano de 1984,enquanto o congresso aumentava essa ajuda mais ainda.<br />
As relações entre o presidente eleito Bashir Gemayel, de quem Israel ficou mais dependente depois do anúncio do plano Reagan, também começaram a azedar. Pelo que tocava a Begin, agora era um tempo de restituição. Ele se reuniu com Gemayel, em 15 de setembro, em Israel, e pediu que ele assinasse um tratado de paz.<br />
Conquanto Gemayel precisasse da ajuda israelense, ele era, acima de tudo, um nacionalista libanês. Manter o controle de um Líbano unificado significava que ele teria que cortar com os líderes muçulmanos. Assinar um acordo com Israel, agora percebido como inimigo, precipitaria a divisão do Líbano.<br />
Begin também pediu que Gemayel entrasse em Sabra e Shatila e expulsasse os &#8220;terroristas&#8221; remanescentes, alegando que Arafat tinha deixado para trás 2.000 militantes da OLP. Esta era uma outra proposta que Gemayel não poderia implementar diretamente sem desestabilizar as relações políticas libanesas. Ele também se sentiu insultado por uma proposta de Begin de criar uma presença militar numa área de 45 quilômetros no sul do Líbano, sob controle de um outro subalterno israelense, o major Saad Haddad.<br />
Begin também fez ver a Gemayel que ele só poderia governar o Líbano sob as ordens de Israel. Em determinado momento da reunião, Gemayel levantou os braços e disse a Begin &#8220;Coloque as algemas&#8221;, antes de acrescentar &#8220;não sou seu vassalo&#8221;. Ele ameaçou acusar Haddad de deserção e se recusou terminantemente a assinar qualquer tratado ou a autorizar qualquer movimento nos acampamentos. Na verdade, os falangistas estavam rachados. Alguns deles eram hostis a Israel e agora colaboravam com os sírios, que se opunham às relações de Gemayel com Israel. Gemayel teve que se equilibrar entre eles e uma variedade de diferentes grupos dentro do Líbano.<br />
Em 3 de setembro, Israel empregou suas forças armadas para além da linha de cessar-fogo acordada anteriormente com Habib. Sabra e Shatila, nos arredores de Beirute, tornaram-se campos de refugiados para muitos palestinos que tinham fugido de suas casas. Eram áreas de maior apoio popular à OLP. As forças israelenses tiraram as minas terrestres e estabeleceram postos de observação dos campos. Apesar do fato de que era uma flagrante violação do acordo de cessar-fogo, nem os Estados Unidos nem qualquer outro contingente das forças internacionais pediram que as FDI se retirassem.<br />
Israel pediu que o Murabitun, a maior organização paramilitar muçulmana e a mais firme aliada da OLP no Líbano, saísse de Beirute. Em 11 de setembro, os Estados Unidos retiraram o restante das forças que tinham sido enviadas para garantir a segurança dos palestinos sob o acordo Habib, duas semanas antes de seu mandato de 30 dias expirar. A retirada dos Estados Unidos determinou a partida das outras forças internacionais. O resultado evidente é que os chamados protetores dos palestinos tinham presidido o desarmamento dos palestinos e de seus aliados e os despacharam para as mãos daqueles que eles mais temiam, os israelenses e as milícias cristãs.<br />
O massacre de Sabra e Shatila<br />
No dia 14 de setembro, Gemayel foi assassinado em uma explosão que destruiu o quartel-general da Falange, em Beirute. Os líderes palestinos e muçulmanos negaram qualquer responsabilidade sobre o atentado.<br />
Considerando que o edifício era o mais bem guardado de Beirute, o ataque deve ter contado com apoio interno. Nunca ficou claro quem eram os inimigos de Gemayel que o mataram.<br />
Assim que Begin soube do assassinato de Gemayel, ele ignorou sua promessa feita aos Estados Unidos e ordenou que as FDI entrassem em Beirute Ocidental. Ele justificou sua ação a Morris Draper como necessária &#8220;para impedir atos de vingança pelos cristãos contra os palestinos&#8221; e para manter a ordem e a estabilidade depois do assassinato de Gemayel. Alguns dias mais tarde, Sharon revelou um segredo. &#8220;Nossa entrada em Beirute Ocidental foi para acabar com a infra-estrutura deixada pelos terroristas&#8221;, disse ele no Knesset, o parlamento israelense. Com isto ele queria se referir aos civis palestinos e seus aliados muçulmanos.<br />
Sharon ordenou ao chefe do Estado Maior, Rafael Eitan, que mais tarde formaria o partido de ultra-direita, o Tehya, que deixasse a milícia falangista entrar nos campos, a fim de &#8220;varrer&#8221; os terroristas. As FDI não precisavam realizar a operação. Seus agentes poderiam fazer o serviço sujo por elas. O correspondente do New York Times, David Shipler, explicou o por quê. Ele disse que no início de junho, &#8220;os oficiais israelenses falaram secretamente de um plano, que estava sendo considerado pelo ministro da Defesa, Ariel Sharon, que era o de permitir que os falangistas entrassem em Beirute Ocidental e nos campos, contra a OLP. O cálculo era de que os falangistas, com antigas contas a acertar e com a informação detalhada sobre os militantes palestinos, seriam mais implacáveis do que os israelenses e provavelmente mais eficazes.&#8221;<br />
Eitan baixou a Ordem n° 6 declarando que &#8220;os soldados israelenses não entrariam nos campos de refugiados (Sabra e Shatila). A busca e liquidação dos campos serão feitas pelos falangistas e o exército libanês.&#8221; Ele contatou Elie Hobeika, o comandante falangista assassino da Brigada Damouri, e lhe disse que queria que seus homens fizessem o serviço.<br />
No dia 15 de setembro, as FDI tornaram a entrar em Beirute e assumiram o controle, matando 88 pessoas e ferindo 254. Em seguida, cercaram e fecharam Sabra e Shatila, tendo atacado os campos menores ao longo do caminho. Ás 11:20, do dia 16 de setembro, Israel admitiu que controlava os campos. Uma declaração da imprensa israelense anunciava: &#8220;As FDI estão no controle de todos os postos chaves de Beirute. Os campos de refugiados que abrigam concentrações terroristas permanecem cercados e fechados&#8221;.<br />
Naquele mesmo dia, cerca de 50 soldados de Haddad, que estavam virtualmente integrados ao exército israelense e operavam sob suas ordens, foram trazidos de Beirute. Juntamente com cerca de 100 falangistas, eles entraram em Sabra e Shatila &#8211; uma força ridiculamente pequena se realmente houvesse um arsenal de armas e 2.000 guerrilheiros armados nos campos, conforme Sharon alegara.<br />
São muitos os jornalistas, inclusive Robert Fisk, que escreveram livros sobre os dolorosos acontecimentos de Beirute, baseados em seus próprios testemunhos e em entrevistas realizadas com os sobreviventes. Outros aspectos da história foram reconstituídos pela Comissão Kahan, a comissão de inquérito israelense oficial sobre o massacre. Mas, dois pontos precisam ser salientados: ninguém jamais descobriu qualquer arma nos acampamentos e a entrada da milícia cristã não foi precedida de qualquer luta. Em outras palavras, os acontecimentos que se seguiram foram um massacre premeditado de inocentes civis. Nas 36 horas seguintes, os agentes de Israel, os grupos da milícia cristã, prosseguiram na devastação, estuprando e matando as pessoas indiscriminadamente com facas e revólveres. As pessoas eram torturadas, inclusive mulheres grávidas e os corpos de muitas vítimas estavam mutilados.<br />
Testemunhas oculares atribuíram a maioria das mortes às forças de Haddad, mas os falangistas, sob o comando de Eli Hobeika, não foram menos sanguinários. Um falangista perguntou a Hobeika, pelo rádio, o que deveria fazer com 50 mulheres e crianças palestinas. Ele respondeu &#8220;Esta é a última vez que você me faz esta pergunta. Você sabe exatamente o que deve fazer.&#8221; O soldado deu uma risada em resposta.<br />
Houve vários relatos de que centenas de homens foram encurralados antes e depois do massacre e levados para os campos de detenção israelenses no sul do Líbano. Muitos deles nunca mais foram vistos de novo. Ainda que o número exato de mortos e feridos não seja conhecido, Israel estima que cerca de 800 foram mortos, embora o Crescente Vermelho palestino tenha colocado este número em 2.000. Pelo menos um quarto deles eram muçulmanos xiítas libaneses.<br />
As atrocidades foram executadas diante dos soldados israelenses que se encontravam nos postos de observação dos campos. À noite, os soldados libaneses já estavam contando ao Crescente Vermelho as atrocidades relatadas a eles pelas mulheres palestinas dos campos. Na manhã do dia 17 de setembro, o jornalista Ze&#8217;ev Schiff, do Ha&#8217;aretz, descobriu o que estava acontecendo e relatou ao governo israelense, embora ele não tenha tornado público, e apesar do fato de jornalistas estrangeiros já estarem começando a relatar as atrocidades. O ministro do Exterior, Yitzhak Shamir, que mais tarde se tornou primeiro-ministro, alegou que ele não tinha entendido a mensagem. Mas, mesmo antes disso, um comandante da Falange tinha passado um rádio para o general Yaron informando que &#8220;300 civis e terroristas foram mortos.&#8221;<br />
Mais tarde daquele mesmo dia, o chefe do estado-maior, Eitan, e os generais Drori e Yaron, se encontraram com o comando falangista e parabenizaram-nos por &#8220;terem feito um bom trabalho&#8221; e os autorizaram a trazer soldados descansados para completar o trabalho. À tarde, pelo menos 45 soldados israelenses sabiam o que estava acontecendo. Os palestinos estavam suplicando a eles que parassem com o banho de sangue. Eles se recusaram.<br />
O serviço de inteligência dos Estados Unidos também soube das mortes. Morris Draper, o enviado especial dos Estados Unidos, não teve dúvida sobre o papel de Israel. No dia 17 de setembro, ele exigiu de Israel: &#8220;Vocês devem acabar com os massacres. Eles são obscenos. Eu tenho um oficial no campo contando os corpos. Vocês deveriam ter vergonha. A situação é péssima. Eles estão matando crianças. Vocês têm o controle absoluto da área e, portanto, são responsáveis por ela&#8221; (grifos do autor)<br />
As palavras de Droper foram a confirmação, como se fosse preciso, da responsabilidade de Israel diante da legislação internacional e dos termos do acordo promovido por Habib para a segurança da população civil de Beirute. Ele já tinha advertido na tarde anterior (16 de setembro), quando o massacre já estava em pleno ritmo dos &#8220;resultados terríveis&#8221; que se seguiriam se a milícia tivesse permissão para entrar nos campos. Mas, foi somente em 18 de setembro, 36 horas depois de a carnificina ter começado, que os israelenses ordenaram que a milícia saísse dos campos. O general Yaron mais tarde disse que fizeram isto não por razões humanitárias mas por causa da pressão dos americanos, uma admissão que somente serve para realçar a recusa criminosa dos Estados Unidos de refrear seu cliente por todo o período.<br />
O registro mostra que, qualquer que seja o critério adotado, Sharon é um criminoso de guerra, cuja história de atividades assassinas e violações das normas de guerra para alcançar os objetivos políticos e econômicos do sionismo já duram meio século.<br />
O registro também mostra que o massacre não só foi apoiado pelos israelenses como também só foi possível por que os Estados Unidos desprezaram as garantias explícitas das quais dependiam o acordo para a saída da OLP. Os Estados Unidos jamais apresentaram um protesto formal sobre a invasão de Beirute e sobre o que aconteceu em Sabra e Shatila. Mais uma vez, o que quer que seja que mostre em público, no particular Israel teve a aprovação para prosseguir.<br />
A Comissão Kahan<br />
Conquanto nenhum regime árabe tenha levantado um dedo para socorrer os palestinos, foi a classe trabalhadora israelense que disse que não tinha sido preparada pelo seu governo para organizar a eliminação de palestinos e pediu uma suspensão do pogrom. Sabra e Shatila provocou uma reação mundial, mas, mais importante, dentro de Israel 400.000 pessoas, uma em cada dez pessoas, manifestaram nas ruas de Tel Aviv sua oposição ao governo de Begin e exigiram um inquérito.<br />
A Comissão Kahan foi criada numa tentativa de aplacar a ira pública. O relatório de 1983 foi limitado nos objetivos e meio que disfarçado. No entanto, as evidências que produziu deram um contorno mais amplo aos acontecimentos de 16 a 18 de setembro e ao papel de Israel neles. Suas conclusões, no entanto, não resultaram das provas apresentadas.<br />
Limitou-se às circunstâncias imediatas e ignorou o contexto e o &#8220;desaparecimento&#8221; subseqüente de palestinos nas mãos das FDI e de seus agentes no sul do Líbano. O título do relatório ignorou qualquer menção aos palestinos. Excluiu qualquer consideração a respeito das responsabilidades legais de Israel diante do direito internacional e de suas obrigações decorrentes do acordo no qual era parte, adotando o expediente de não conseguir definir Beirute como estando sob controle de um poder ocupante. O relatório concluiu que as FDI não participaram da matança, uma afirmação que nunca foi feita seriamente. A Comissão aceitou as justificativas do governo e das FDI de enviar a milícia cristã e concluiu que as FDI não sabiam do que estava acontecendo nos campos, apesar dos relatos de testemunhas em contrário.<br />
O relatório rejeitou a acusação de que as FDI tinham &#8220;conhecimento prévio&#8221; das conseqüências, mas não aceitou a afirmação de Begin de que o governo israelense não esperava ou tinha previsto as trágicas conseqüências ao enviar a milícia cristã para os campos. A Comissão observou que, durante os encontros secretos entre Bashir Gemayel e os agentes do Mossad, os oficiais israelenses &#8220;ouviram coisas de (Bashir) que não davam margem a dúvida de que a intenção do líder da Falange era a de eliminar o problema palestino no Líbano, assim que chegou ao poder &#8211; mesmo que isto significasse a utilização de métodos absurdos contra os palestinos&#8221;. Além do mais, os generais israelenses admitiram que eles usaram a milícia falangista porque ela poderia dar ordens ao exército libanês que eles não poderiam.<br />
Interessante também, a Comissão colocou todas as acusações de atrocidades sobre a Falange chefiada por Hobeika e negou os &#8220;rumores&#8221; de que Haddad e suas forças tinham desempenhado qualquer papel na matança ou que sequer estivesse presente, muito embora várias testemunhas tenham confirmado suas atividades assassinas. No entanto, a Falange teve aliados políticos mais próximos do que Haddad: eles foram treinados pelos israelenses, armados com as mesmas armas e executaram os mesmos serviços para Israel em Beirute, conforme Haddad tinha feito no sul.<br />
Esta boa-vontade de apontar o dedo para a Falange só pode ser compreendida no contexto dos planos de Israel para o futuro. Até onde interessava a Israel, depois do assassinato de Gemayel os falangistas tiveram uma sobrevida política, embora ainda tivessem seu uso militar. Isto significava que Israel estava cada vez mais confiante em que as forças de Haddad desempenhariam um papel chave como seus policiais no sul do Líbano. Isto também explica por que o testemunho de Hobeika na corte belga foi tido como prejudicial a Sharon. Ele estava preparado para entornar o caldo, alegando que tinha registros em vídeo e outros provas que poderiam confirmar o papel de Sharon no caso.<br />
A Comissão atribuiu algumas &#8220;responsabilidades indiretas&#8221; pelo massacre a Israel. Ela condenou Begin, Sharon e os generais com variados graus de severidade, concluindo que Sharon teve &#8220;responsabilidade pessoal&#8221; pelo que aconteceu nos campos e recomendou sua remoção do cargo. Sharon foi afastado de seu posto como ministro da Defesa, mas manteve sua cadeira no gabinete como ministro sem pasta.<br />
A Comissão não fez qualquer recomendação ao chefe do Estado Maior, Rafael Eitan &#8211; o homem que esperou pelo massacre, que permitiu a substituição  dos soldados que tinham feito um bom trabalho e que mentiu sobre o papel das FDI &#8211; porque, logo, ele se aposentaria. Eitan continuou membro do Knesset, como fundador de um partido de ultra-direita.<br />
O general Yaron, que soube das mortes logo no início da noite e não fez nada, foi suspenso por três anos. Um pouco depois ele foi indicado para um cargo no exército e, em 1986, foi recompensado com o cargo de adido militar em Washington. A Comissão recomendou que o diretor do serviço de inteligência militar fosse demitido e que recebesse considerável responsabilidade &#8220;sem recurso a qualquer recomendação futura.&#8221;<br />
Foram cerca de 20 anos para que Ariel Sharon, o homem que em 1983 não se enquadrava para ser o ministro da Defesa, fosse guindado ao mais alto posto de primeiro-ministro. Sabra e Shatila lhe granjearam credenciais impecáveis até onde interessava a direita israelense. O programa palestino que ele sustentou durante décadas &#8211; seja pelo genocídio seja pela limpeza étnica &#8211; suplantou a promessa de uma solução de dois estados incorporada pelos acordos de Oslo, em 1993. Agora a extrema direita está defendendo abertamente uma &#8220;transferência de população&#8221; da Cisjordânia, um fim para a &#8220;moderação&#8221; e a reocupação dos territórios tomados na guerra de 1967, medidas que exigem um banho de sangue que sobrepujaria Sabra e Shatila em selvageria.<br />
Fim<br />
Bibliografia:<br />
R. Brynon, Security and Survival: The PLO in Lebanon, Westview Press, 1990.<br />
N. Chomsky, The Fateful Triangle: The United States, Israel and the Palestinians, Pluto Press, 1999.<br />
R. Fisk, Pity the Nation, Oxford University Press, 1990<br />
T. Friedman, From Beirut to Jerusalem, HarperCollins, 1989.<br />
Z. Schiff and E. Ya’ari, Israel’s Lebanon War, 1985.<br />
WSWS</p>
<h1> Os refuseniks </h1>
<p>Esta é a página dos refuseniks<br />
 http://www.seruv.org.il/english/default.asp</p>
<p>os que têm coragem de se recusar a participar do holocausto do povo palestino.</p>
<p>Melhor que você vá até lá para que eles mesmo falem do que fazem. Eles se recusam a ir além das fronteiras de 1967, e dizem que não é com respostas terroristas que se pode fazer a paz entre os povos da região.</p>
<p>Eles também, orgulhosamente se apresentam para defender Israel, desde que não seja produzindo um holocausto de outro povo.</p>
<p>Você pode dar apoio ao movimento deles, na página tem um botão, &#8220;DONATE NOW&#8221; &#8211; qualquer valor é importante porque se vai traduzir em apoio ao movimento corajoso de quem se recusa a participar da eliminação de um outro povo em nome de uma falsa defesa de sua própria nação.</p>
<p>Eu já fiz a minha doação. Faça a sua.</p>
<p>Tarcisio</p>
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		<title>Direitos Humanos</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 17:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Em Itabapoana  o povo conseguiu farrer os corruptos.

 A reviravolta na política americana e consequentemente no mundo

 Primeira declaração de Obama, em Chigago 
&#8220;This victory alone is not the change we seek&#8211;it is only the chance for us to make that change. And that cannot happen if we go back to the way [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=68&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h1> Em Itabapoana  o povo conseguiu farrer os corruptos.<br />
</h1>
<div id="attachment_270" class="wp-caption alignnone" style="width: 789px"><a href="http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/11/itabuna_rj1.jpg"><img src="http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/11/itabuna_rj1.jpg?w=779&#038;h=718" alt="Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!" title="itabuna_rj1" width="779" height="718" class="size-full wp-image-270" /></a><p class="wp-caption-text">Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!</p></div>
<h2> A reviravolta na política americana e consequentemente no mundo<br />
</h2>
<div id="attachment_273" class="wp-caption alignnone" style="width: 1034px"><a href="http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/11/polldaddyprespoll.jpg"><img src="http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/11/polldaddyprespoll.jpg?w=1024&#038;h=640" alt="69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA" title="O resultado das eleições" width="1024" height="640" class="size-full wp-image-273" /></a><p class="wp-caption-text">69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA</p></div>
<h3> Primeira declaração de Obama, em Chigago </h3>
<p>&#8220;This victory alone is not the change we seek&#8211;it is only the chance for us to make that change. And that cannot happen if we go back to the way things were. It cannot happen without you.&#8221;</p>
<p>&#8220;Esta vitória, sozinha, não é a mudança que buscamos &#8212; é apenas uma chance que possamos fazer a mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a fazer as coisas como antigamente. Não pode acontecer sem você.&#8221;</p>
<p>President-elect Obama has promised to restore the rule of law, to repair America’s damaged perception in the world, to close Guantánamo, and to renounce torture. </p>
<p>O presidente eleito Obama prometeu restaurar o domínio da lei, reparar a forma defeituosa como o mundo vê a America, fechar Guantánamo e renunciar a tortura.</p>
<p>These promises bring hope. In the coming days, we will need you to help make those promises a reality. </p>
<p>&#8220;Estas promessas trazem esperança&#8221;, diz a Amnisty Internacional, &#8220;precisaremos de você para transformarmos estas promessas em realidade&#8221;.</p>
<p>Sem dúvida há uma possibilidade e uma esperança, e precisamos nos juntar aos americanos que estarão lutando para manter um novo rumo<br />
porque do outro lado, do lado dos grande grupos econômicos os que vendem guerras e exploram o petróleo, não somente não interesse em mudanças como há um enorme interesse (burro) em manter o curso da história imutável (até destruir o nosso habitat).</p>
<h2>   Tirado da Declaração de Indepência -<br />
from the  Declaration of Independence<br />
</h2>
<p><strong><br />
    A prudência, de fato, mostra que Governos estabelecidos há muito tempo não devem ser substituidos em função de causas passageiras ou superficiais;<br />
ainda de acordo com o que a experiência nos mostrou,  a humanidade está mais disposta a  sofrer, a um ponto próximo do insuportável, do que se levantar para  abolir a situação a que ela se encontra acostumada. Porém, quando uma longa  cadéia de abusos e violências tendo como meta invariável o objetivo de  reduzí-la ao mais absoluto despotismo, é o seu direito, é o seu dever,  derrubar um tal governo e assim garantir novos gardiães para o seu<br />
futuro e sua segurança. <br />
 Declaração da Independência (dos EUA).</p>
<hr />
    Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should<br />
not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn that mankind are more disposed to suffer, while evils  are  sufferable than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new Guards for their future security. <br />
    Declaration of Independence<br />
</strong></p>
<h3>21 de Setembro: Dia Nacional de Luta Contra<br />
a Monocultura de Eucalipto </h3>
<p><strong>Movimento Alerta contra o Deserto Verde</strong></p>
<p>Hoje, duas manifestações aconteceram no Espírito Santo em protesto contra os impactos e a violência, causados pelo plantio da monocultura de eucalipto em larga escala no estado. O dia de hoje, como momento de protesto, foi escolhido durante o III Encontro Nacional da Rede Alerta contra o Deserto Verde em maio deste ano em Belo Horizonte, 21 de setembro é o dia da árvore: uma data bastante simbólica para este Dia Nacional de Luta.</p>
<p>Uma manifestação ocorreu na localidade de Vinhático, Município de Montanha, no Norte do Espírito Santo. Mais de 1000 representantes de comunidades locais, do MST e do MPA arrancaram mudas de eucalipto plantadas há 20 dias através do Programa Fomento Florestal da Aracruz Celulose, numa propriedade de cerca de 1.800 hectares. A própria Aracruz está querendo adquirir a propriedade. Nessa região, a empresa está se expandindo muito, aproveitando-se da política do governo Lula para ampliar a área de monoculturas de árvores no país com mais 2 milhões de hectares até 2007. Depois de ter arrancado milhares de mudas de eucalipto, os manifestantes seguiram para a sede do Município em marcha, onde aconteceu um ato público com cerca de 1.500 pessoas.</p>
<p>A outra manifestação ocorreu na comunidade de Vila do Riacho, Município de Aracruz, também no Norte do Espírito Santo, com cerca de 700 pessoas: membros da comunidade local, Índios Tupinikim e Guarani, MST, MPA e outras entidades de apoio. Cerca de 3 hectares de eucalipto recém-plantado foram destruídos. Um caminhão foi parado e sua carga, milhares de mudas de eucalipto, foi destruída. Depois, os manifestantes seguiram para o complexo de 03 fábricas de celulose da Aracruz e, em frente do complexo, cortaram algumas árvores de eucalipto e puseram fogo. Além disso, foi realizado um ato público em frente das fábricas. Ontem à</p>
<p>noite, mais de 1000 pessoas da comunidade de Vila do Riacho já tinham se reunido numa celebração ecumênica e caminhada para lembrar e denunciar as diversas violações praticadas contra a população local a partir das ações da Aracruz Celulose na região. Em baixo, segue Carta Aberta à População, uma carta que foi distribuída e divulgada, ontem e hoje, à população local e regional.</p>
<p>Por um lado, as manifestações de hoje mostram a crescente mobilização e organização popular no Espírito Santo contra a monocultura de eucalipto, um plantio que impede a realização da reforma agrária, gera pouquíssimos empregos e destrói direta e indiretamente os meios de subsistência das populações locais. Por outro lado, o caráter das ações de hoje mostra que as populações locais e movimentos sociais do campo estão indignadas e cansadas de esperar por ações concretas dos governos federal e estadual no sentido de impedir o avanço da monocultura de eucalipto. Querem construir seus próprios projetos de subsistência, baseados na diversidade, no agro-ecologia, na reforma agrária, na devolução das suas terras ocupadas por eucaliptos &#8211; como no caso dos quilombolas e dos indígenas -, e no estímulo de alternativas de reflorestamento que aproveitem o potencial das centenas de espécies nativas.</p>
<p>Movimento Alerta contra o Deserto Verde<br />
21 de setembro de 2004</p>
<h1> Liberté, égalité, fraternité &#8211; palavras vazias na moeda francesa<br />
</h1>
<p>&#8220;I would never have imagined that they would turn me down because of what I choose to wear.&#8221;<br />
FAIZA SILMI,  a Muslim who applied for French citizenship and was turned down because she  wears a veil. &#8211;  &#8220;Eu nunca poderia imaginar que eles me recusariam a cidadânia pela roupa que eu decido usar&#8221;</p>
<p>Plavras de um mulher mulsumana, casada com um franês, com três filhos franceses, que solicitou<br />
a cidadânia francesa e esta lhe foi recusada porque ela é uma mulsumana radical.</p>
<p>Você pode ler a notícia completa <a href="http://www.nytimes.com/2008/07/19/world/europe/19france.html?th&amp;emc=th">aqui</a>.</p>
<p>Mas parece que é verdade, &#8220;liberdade, igualdade, fraternidade&#8221;, o mote  da revolução francesa, hoje, na França, existe apenas nas moedas, e com a chegada do euro, até nas moedas vai se acabar.</p>
<h1> Poluição na atmofesra de Sobral<br />
</h1>
<p>Foi hoje, dia que tirei as fotos, apesar da data errada nas fotos. A máquina estava sem pilhas e desconfigurada, e eu tinha pressa porque <a href='http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/03/fab1_mar_081.jpg' title='eles jogam poluição rapidinho, furtivamente,'><img src='http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/03/fab1_mar_081.jpg' alt='eles jogam poluição rapidinho, furtivamente,' /></a> como um ladrão tentando nos roubar a saúde,<br />
e não me dava tempo para reconfigurar a máquina. Mesmo assim peguei apenas a nuvem de fumaça, ainda com um rabinho apontando<br />
para a chaminé criminosa. Assumo, sob as penas da lei (Lei ?) a data e hora em que tirei as fotos.</p>
<p><a href='http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/03/fab3_mar1.jpg' title='como um ladrão tentando nos roubar a saúde'><img src='http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/03/fab3_mar1.jpg' alt='como um ladrão tentando nos roubar a saúde' /></a></p>
<p><a href='http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/03/fab4_mar.jpg' title='10'><img src='http://tarcisio.files.wordpress.com/2008/03/fab4_mar.jpg' alt='10' /></a></p>
<hr />
<p><strong>Tecendo a Manhã  </strong></p>
<p>de <strong>João Cabral de Mello Neto </strong> </p>
<p><em>Um galo sozinho não tece uma manhã:  <br />
       ele precisará sempre de outros galos.<br />
       De um que apanhe esse grito que ele<br />
       e o lance a outro; </p>
<p>de um outro galo<br />
       que apanhe o grito de um galo antes<br />
       e o lance a outro; <br />
e de outros galos<br />
       que com muitos outros galos se cruzem<br />
       os fios de sol de seus gritos de galo,<br />
       para que a manhã, desde uma teia tênue,<br />
       se vá tecendo, entre todos os galos.<br />
</em></p>
<hr />
<p>A campanha &#8220;<a href="http://www.apn.org.br">O petróleo é nosso</a>&#8221; está de volta!   Inkorgen</p>
<p>	Agência Petroleira de Notícias  	</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>A campanha &#8220;<a href="http://www.apn.org.br">O petróleo é nosso</a>&#8221; está de volta!<br />
_______________________________________________________</p>
<p>Fonte: Agência Petroelira de Notícias (<a href="http://www.apn.org.br">www.apn.org.br)</a></p>
<p>No próximo dia 15 de março, de 9h às 19h, na Associação Brasileira de Imprensa &#8211; ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro do Rio de Janeiro-RJ, próximo da Biblioteca Nacional), será realizado o Seminário Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. É o resgate da luta histórica que mobilizou amplos setores da nação brasileira na década de 50 em torno do grito &#8220;O petróleo é nosso!&#8221;</p>
<p>O objetivo do Seminário é socializar as informações sobre o crime que representa a entrega das riquezas naturais. E construir um Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás, que conte com a participação das entidades que defendem a soberania.</p>
<p>Impedir a realização dos leilões das áreas promissoras de petróleo e gás é fundamental para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Por isso, a participação de todos os brasileiros, grupos, movimentos sociais e entidades de classe que defendam a soberania.</p>
<p>Na parte da manhã, acontecerá um debate com a participação de representantes de entidades governamentais, que irão apresentar seus argumentos em relação aos leilões, e movimentos sociais, intelectuais e trabalhadores contrários a esse processo de privatização. Concluída a exposição inicial de cada debatedor, o público poderá fazer perguntas e considerações. João Pedro Stédile, membro da Coordenação Nacional do MST e da Via Campesina Brasil, e Fernando Siqueira, diretor da Associação de Engenheiros da Petrobrás &#8211; AEPET, já confirmaram presença.</p>
<p>A partir das 14h, será a Plenária de Trabalho que tratará especificamente da organização do Fórum Contra Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. Essa parte da tarde terá três sub-tópicos: 1) Definição do caráter do Fórum e sua organização; 2) Estabelecer as ações do movimento no campo das lutas, da comunicação (divulgação para sociedade e imprensa alternativa) e da formação de formadores, multiplicadores; 3) Construção do calendário de atuação do Fórum.</p>
<p>A organização da sociedade no sentido de deter esse ataque é imperativa, até porque é necessário construir coletivamente a forma de barrar a realização da 8ª Rodada de Leilão das áreas promissoras de Petróleo e Gás Brasileiros, que está sub judice, mas que a Agência Nacional de Petróleo insiste em realizar. Essa bandeira contra a privatização deve ser assumida por toda a sociedade brasileira. Temos que resgatar e gritar bem alto ainda hoje: &#8220;O petróleo é nosso!&#8221; Participe do seminário.</p>
<p>A Comissão organizadora da atividade é composta pelo Sindipetro-RJ, MST, Aepet, CUT,  Conlutas, FUP, FNP e Fist. As inscrições podem ser feitas, enviando uma mensagem para redacao@apn.org.br, constando nome completo, e-mail, telefone, cidade em que mora, estado e entidade ou movimento do qual participa. As inscrições também podem ser feitas por telefone: (21) 3852-0148 ramal:207. Mais informações: <a href="http://www.apn.org.br">www.apn.org.br</a></p>
<hr />
<strong> Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza<br />
</strong></p>
<p>    Fonte: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4905</p>
<p>    Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza</p>
<p>    14/02/2008</p>
<p>    Há onze meses sem receber remuneração, mais de 200 educadores do MST que fazem parte do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) &#8211; parceria entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e a Uece (Universidade Estadual do Ceará) &#8211; ocuparam na manhã desta quinta-feira (14/02) o prédio da reitoria da Universidade, em Fortaleza.</p>
<p>    A pauta de reivindicações dos trabalhadores (confira abaixo) inclui a liberação dos recursos em atraso, ações de continuidade e melhoria do Pronera e investimentos na educação do campo nos assentamentos de reforma agrária. A determinação do MST é de desocupar o prédio apenas quando o reitor resolver a situação do Pronera e for marcada uma audiência com o governador do</p>
<p>    estado, Cid Gomes, e a Seduc (Secretaria Estadual de Educação) , com encaminhamentos concretos.</p>
<p>    Mesmo sem receber remuneração, os educadores continuam nas salas de aula, pelo compromisso do MST com a erradicação do analfabetismo nas áreas de reforma agrária e com a luta pela educação universal, uma bandeira prioritária para o movimento.</p>
<p>    Pauta do Movimento</p>
<p>    Audiência imediata com o Reitor da UECE, Secretaria Estadual de Educação, Governador do Estado e INCRA.</p>
<p>    Com a UECE</p>
<p>    1 &#8211; Liberação imediata da remuneração dos/as educadores/as referente ao período de abril a dezembro de 2007 (processos já dado entrada no DECOFIN desde 07 de dezembro de 2007).</p>
<p>    2 &#8211; Liberação imediata dos recursos para o curso de capacitação de educadores/as do PRONERA.</p>
<p>    3 &#8211; Agilidade, pelo DECOFIN, na liberação dos próximos recursos do PRONERA (Projeto I e II e Projeto de Formação de Educadores/as).</p>
<p>    4 &#8211; Criar um grupo de trabalho e definir coordenação da UECE para a elaboração de novos projetos para o PRONERA (escolarização de segundo segmento, cursos de graduação: Veterinária, Serviço Social e Pedagogia).</p>
<p>    5 &#8211; Agilidade nos processos de licitação para a compra de material para as salas de aula.</p>
<p>    Com a SEDUC</p>
<p>    1 &#8211; O Estado assumir o ensino de todos os níveis e modalidades nos assentamentos onde têm uma grande demanda (Santana em Monsenhor Tabosa, 25 de Maio em Madalena, Lagoa do Mineiro em Itarema e Maceió em Itapipoca);</p>
<p>    2 &#8211; Criar políticas públicas para a Educação do Campo, criando no organograma da SEDUC um setor para coordenar sua efetivação.</p>
<p>    3 &#8211; Construção, ampliação e reforma de escolas nos assentamentos de Reforma Agrária.</p>
<p>    4 &#8211; Realização de concurso público específico para o campo, priorizando os profissionais das próprias localidades.</p>
<p>    5 &#8211; Criação de cursos de graduação nas universidades estaduais e cursos técnicos nas escolas técnicas, direcionadas as pessoas do campo com a participação dos movimentos sociais do campo.</p>
<p>    6 &#8211; Realização de convênio com o MST de um projeto de alfabetização de jovens e adultos.</p>
<p>    7 &#8211; Substituição dos anexos por escolas patrimoniais.</p>
<p>    8 &#8211; Garantir em todos os assentamentos e acampamentos a educação infantil.</p>
<p>    9 &#8211; Parceria com os movimentos sociais do campo para a realização de cursos, seminários e formação continuada de educadores/as das áreas de assentamentos das áreas de assentamentos e acampamentos de reforma agrária.</p>
<p>    Setor de Educação do MST Ceará</p>
<p>    Reforma Agrária, por Um Brasil Sem Latifúndio.</p>
<p>    Educação do Campo, direito nosso, dever do estado.</p>
<p>    Fortaleza, 14 de fevereiro de 2008.</p>
<hr />
<ul>
<strong><br />
Carta-protesto dos estudantes ao INCRA</strong>
</ul>
<p>Nós, estudantes de diversos cursos e universidades brasileiras, que nos dedicamos a estudar e interpretar a realidade brasileira e propor soluções para os problemas do nosso povo, sentimos necessidade de expressar nossa preocupação em torno de alguns assuntos pertinentes a este órgão e ao Estado brasileiro de modo geral. Desta forma nos articulamos nacionalmente para a elaboração desta pauta conjunta que está sendo entregue hoje em diversas superintendências regionais do INCRA. Também a título de protesto e refletindo o nosso estado de indignação com a situação da reforma agrária no Brasil, ocupamos nesta manhã a sede do INCRA SR 06, em Minas Gerais com 300 jovens universitários de 13 universidades mineiras e 11 de outros estados, permanecendo no prédio até que se chegue a um termo de acordo sobre os seguintes itens:</p>
<p>   1. Estamos indignados com a situação da Reforma Agrária no Brasil. Nos solidarizamos com o Fórum Nacional de Reforma Agrária (FNRA) e a todas as suas organizações e movimentos que lutam pela terra no Brasil que em seu manifesto de janeiro último declaram 2007 como o pior ano para a Reforma Agrária no Brasil.</p>
<p>  2. Apoiamos a iniciativa encabeçada pela Comissão Pastoral da Terra e encampada pelo FNRA de promover um amplo debate na sociedade a respeito da necessidade de limitar o tamanho da propriedade rural no Brasil. Neste sentido, queremos a abertura do INCRA a esta pauta, que entendemos também lhe diz respeito, apoiando a campanha nacional no que for necessário.</p>
<p>  3. Exigimos a imediata atualização dos índices de produtividade ora utilizados, que ainda são de 1975, de acordo com a proposta do MDA de 2005. Confiamos que esta medida contribui enormemente para agilizar o processo das desapropriações em diversos estados brasileiros e é um ponto central da luta pela Reforma Agrária e pela justiça social no campo hoje.</p>
<p>  4. Pela proibição da compra de terras por empresas estrangeiras para monocultivo de cana, gado, soja, etc. A especulação fundiária para a produção do agronegócio já fez os preços de terra baterem recordes em diversos lugares. Pela expropriação imediata das terras de empresas estrangeiras em área de fronteira, que viola a constituição brasileira e agride a soberania nacional, como exemplo as terras da transnacional Stora Enzo, na fronteira do RS.</p>
<p>  5. Em especial pedimos que seja aprovada a lei de expropriação de todas as fazendas com trabalho escravo.  E recuperar imediatamente as mais de 80 fazendas identificadas pela justiça federal como lavagem de dinheiro do narcotráfico, no Mato Grosso do Sul.</p>
<p>  6. Pela imediata desapropriação da fazenda Nova Alegria de propriedade do Sr. Adriano Chafik Luedy, mandante e executor do massacre de Felizburgo, em 20 de novembro de 2004, em Minas Gerais. O processo já percorreu todos os trâmites burocráticos e encontra-se há mais 5 meses na mesa do Presidente da República aguardando somente sua assinatura.</p>
<p>  7. Punição aos culpados dos inúmeros casos da violência nas questões fundiárias, tendo como exemplos os assassinos da Irmã Dorothy e do massacre de Eldorado dos Carajás, ambos no Pará, e do recente assassinato de Valmir Mota pela Syngenta no Paraná e tantos outros. De 1985 a 2005, foram cometidos 1426 homicídios ligados a conflitos agrários no Brasil. Apenas 76 casos foram levados a julgamento, 16 mandantes foram condenados. Nenhum está preso.  </p>
<p>  8. Por soberania alimentar! Não comemos eucalipto ou cana-de-açúcar. Somos contra o monocultivo exportador que causa aquecimento global e tantos prejuízos ambientais. Exigimos a reversão do modelo tecnológico e agrícola que vem sendo priorizado pelo governo e que favorece largamente as grandes culturas de commodities para exportação em detrimento da produção de alimentos para consumo interno.</p>
<p>  9. Todo apoio à criação e fortalecimento dos cursos e turmas específicos para os movimentos sociais em convênio com as universidades federais e estaduais. Acreditamos que dessa forma inicia-se um importante processo de recuperação de uma dívida histórica com os sujeitos sociais excluídos do processo de desenvolvimento industrial-dependente que expulsou milhões de famílias do campo, gerando um arco de excluídos urbanos nas periferias das cidades e um contingente de excluídos rurais &#8211; os sem-terra.</p>
<p>  10. Pelo fortalecimento da Reforma Agrária no seu sentido pleno, não restrito a entrega de lotes e sem um mínimo apoio posterior. É necessário um conjunto de medidas que consolidem no campo o núcleo familiar e comunitário com garantia de infra-estrutura, educação, saúde, cultura, esporte e crédito. No que cabe a nós, da universidade, propomos que seja priorizada a produção de pesquisa e extensão que acumule para a compreensão da realidade da luta pela terra e contribua para a mediação de seus conflitos e meios de solucioná-los.</p>
<p>  11. Que o Estado brasileiro reconheça a importância do estabelecimento da relação entre o movimento camponês e estudantil e viabilize ferramentas para seu fortalecimento. A experiência dos estágios de vivência têm se mostrado acertadas e já duram 19 anos, contribuindo para uma formação profissional socialmente referenciada, solidária e comprometida com a transformação da realidade do campo. É necessário consolidar políticas públicas que viabilizem sua implementação e continuidade nos estados, garantindo recursos e prioridade política para sua realização.</p>
<p>Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2008</p>
<p>FEDERAÇÁO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA FLORESTAL, DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FONOAUDIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE TERAPIA OCUPACIONAL, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE VETERINÁRIA, FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FILOSOFIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DCE-VIÇOSA(MG), DCE UFMT(MT),  DCE-UFMG(MG), DCE-UBERLÂNDIA(MG), DCE-SJDR(MG), DCE da UFJF(MG), DCE da UFBA(BA), DCE UFPA (PA); DCE da Estácio de Sá(ES), DCE UFPI(PI); DCE UNCISAL; DCE UFAL; DCE da UENF(ES), Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende/UFMG, Diretório Acadêmico de Biologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Diretório Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG), DA ON UFSM(SC); C.A. de T.O. da UEPA(PA), C.A. Farmácia UFPI(PI); C.A. Alexandre Martins Castro Filho(UNIVIX), CA de Com. (FAESA), CA João Baptista Herquenhoff (UVV), DA de Fono UFSM (RS), CA de C.Sociais de UFMT(MT), CA Agro UFSM (RS), C.A. de Psicologia da UFPR(PR), C.A. de Farmácia da UFPR(PR), CA de agronomia da UFRRJ(RJ), CA de agro da UFERSA(RN), CA-TO USP(SP); CAFONO USP(SP); CAAGRO UFRA (PA); CAEF UFRA (PA).</p>
<hr />
<p><strong>Médicos assassinos (apesar de não julgados) </strong></p>
<p>Para lembrar&#8230;.<br />
<strong>1) do estudante morto na USP no trote de 1999 e seus assassinos<br />
2) do índio patachó, morto queimado em Brasília e seus assassinos.</strong></p>
<p>Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado morto na piscina da USP, em 1999? Ele foi afogado mecanicamente (isto significa que, mesmo não sabendo nadar, foi jogado várias vezes na piscina, até que não resistisse mais), num trote realizado na USP.</p>
<hr />
<em>Então, vocês têm que saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. E os acusados estão livres, leves, soltos, exercendo suas<br />
profissões e gozando a vida.</em></p>
<p>Tomem nota do nome dos acusados:</p>
<p>      *1) <strong> FREDERICO CARLOS JANA NETO</strong>*, não mais chamado pelos amigos de &#8216;Ceará&#8217;, para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado<br />
à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos e<br />
*atende no Hospital das Clínicas* de SP;</p>
<p>*2)  <strong>ARY DE AZEVEDO MARQUES NETO</strong> *, tem 25 anos e na época, era aluno do 3° ano e presidente da associação atlética, e foi dele o grito de guerra para que os calouros fossem jogados na piscina (que possui de 2 a 4 metros de profundidade);</p>
<p>*3) <strong>GUILHERME NOVITA GARCIA</strong>* , especializado em *ginecologia *<em>(cuidado mulheres! )</em> , também cursa cirurgia.Tem  29 anos e é apelidado de<br />
&#8216;Campanha&#8217;. Admitiu ter feito brincadeiras para assustar os calouros e admite ainda ter jogado uma estudante na piscina naquele dia;</p>
<p>*4)** <strong> LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO</strong> *, titular do time de basquete da faculdade e considerado o &#8216;mauricinho&#8217; da turma. Tem 24 anos, e, junto com <strong>FREDERICO E UILHERME </strong>, foi denunciado. Não podemos, também, esquecer do</p>
<p>*Sr.<strong> MÁRCIO THOMAZ BASTOS</strong> que virou- pasmem! -<br />
<strong>MINISTRO DA JUSTIÇA</strong> do** governo Lula (mais uma do Lula ), <em>e que, 24 horas depois de assumir o cargo, pediu a SUSTAÇÃO DO PROCESSO.* Isso porque ele era um dos advogados de defesa do <strong>LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO</strong>. Diz o ministro da justiça de Lula que inexiste relação entre sua nomeação e o pedido de sustação do processo, mas,segundo a promotora responsável pelo caso, &#8216;é, no mínimo, uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia um dos acusados&#8217;.</em></p>
<p><em>Vê-se, portanto, que sem o prosseguimento da ação, até hoje o único culpado<br />
(???) foi a própria vítima,<strong> EDISON TSUNG CHI HSUEH</strong>, que pagou com a própria<br />
vida pelo esforço que fez para entrar no curso da USP.</em></p>
<hr />
Só pra refrescar mais um pouco a memória. *<em>o nosso Ministro da Justiça</em><br />
(infelizmente),<strong> MÁRCIO THOMAZ BASTOS</strong> , foi também advogado dos<br />
delinqüentes que assassinaram o índio pataxó, aos quais, igualmente, NADA aconteceu. *</p>
<hr />
Enquanto essa figura  funesta, o defensor-mor dos direitos humanos só para os bandidos, posar e atuar como ministro, estamos todos ferrados.</p>
<hr />
<em>REPASSE ESSE E-MAIL, NÃO POR COMPAIXÃO, MAS SIM PARA QUE A JUSTIÇA SEJA<br />
FEITA. SÓ ASSIM PODEREMOS SONHAR COM UMA SOCIEDADE JUSTA, HONESTA E COM MENOS VIOLÊNCIA.<br />
</em></p>
<hr />
Grato</p>
<p>Hélio C de Toledo César</p>
<p>&#8216;De São Paulo para o Mundo&#8217; </p>
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			<media:title type="html">itabuna_rj1</media:title>
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			<media:title type="html">O resultado das eleições</media:title>
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			<media:title type="html">eles jogam poluição rapidinho, furtivamente,</media:title>
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			<media:title type="html">como um ladrão tentando nos roubar a saúde</media:title>
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			<media:title type="html">10</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Pequenas histórias</title>
		<link>http://tarcisio.wordpress.com/2008/09/16/pequenas-historias/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 01:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cidadânia]]></category>
		<category><![CDATA[diques holandeses]]></category>
		<category><![CDATA[pequenas histórias]]></category>
		<category><![CDATA[pequeno cidadão]]></category>

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		<description><![CDATA[Pequenas histórias são histórias pequenas, muitas delas me foram contadas por meio quando me colocava para dormir, quando não recitava Guerra Junqueiro ou outro poeta do seu gosto.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=247&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h1> O menino e o buraco na parede do dique<br />
</h1>
<p>Esta história, como muitas outros foi meu que me contou quando eu era criança, quando me fazia dormir, assim ele imprimiu na minha mente um respeito pela sociedade e pelos direitos.</p>
<p>Era um garoto que voltava da Escola, um pequeno holandes e no seu caminho ele passava por um dos muitos diques com o seu pais tomou a terra ao mar, como é bem conhecido, o nome da Holanda, em holandes, é país baixo, porque uma parte significativa do país se encontra abaixo do nível do mar.</p>
<p>Com os diques a Holanda tomou terra ao mar.</p>
<p>O garoto, voltando da escola, viu um buraco no dique por  onde a água estava passando. Não teve dúvida, enfiou o seu dedo no buraco e ficou alí tomando conta daquela invasão.</p>
<p>Chegou a noite e o menino não regrassara a casa. A família em sobressalto alertou a polícia e começaram as buscas e finalmente foram encontrar o pequeno cidadão, em seu posto, evitando que o mar invadisse o seu país.</p>
<p>É preciso ter cuidado com esta história, não concluir que os holandeses, os pequenos holandeses, são melhores que nós os brasileiros. É apenas a história de uma criança, como haverá muitas histórias de crianças brasileiras que serão capazes de ficar até tarde da noite para defender a sociedade e o bem público. Apenas esta ficou na gravada na minha mente pelo esforço pedagógico do cidadão que forjou também em mim um cidadão.</p>
<hr />
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tarcisio.wordpress.com/247/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tarcisio.wordpress.com/247/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tarcisio.wordpress.com/247/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tarcisio.wordpress.com/247/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tarcisio.wordpress.com/247/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tarcisio.wordpress.com/247/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tarcisio.wordpress.com/247/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tarcisio.wordpress.com/247/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tarcisio.wordpress.com/247/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tarcisio.wordpress.com/247/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tarcisio.wordpress.com/247/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tarcisio.wordpress.com/247/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=247&subd=tarcisio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A classe do zero no conjunto das sucessões</title>
		<link>http://tarcisio.wordpress.com/2008/09/01/a-classe-do-zero-no-conjunto-das-sucessoes/</link>
		<comments>http://tarcisio.wordpress.com/2008/09/01/a-classe-do-zero-no-conjunto-das-sucessoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 23:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praciano-Pereira Tarcisio</dc:creator>
				<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>
		<category><![CDATA[anel das sucessões limitadas de números racionais]]></category>
		<category><![CDATA[anel das sucessões que convergem para zero]]></category>
		<category><![CDATA[anel quociente]]></category>
		<category><![CDATA[card(P(Q))]]></category>
		<category><![CDATA[hipótese de Cantor]]></category>
		<category><![CDATA[ideal de um anel]]></category>
		<category><![CDATA[indicador]]></category>
		<category><![CDATA[limite zero]]></category>
		<category><![CDATA[números reais]]></category>
		<category><![CDATA[sucessões que definem o zero]]></category>
		<category><![CDATA[uma classe para o zero]]></category>

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		<description><![CDATA[Os números reais são limites e os teoremas sobre limites refletem as propriedades dos números reais.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=185&subd=tarcisio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2>
Sucessões com limite zero<br />
</h2>
<p>Vou apresentar aqui, sob diversos ângulos a questão do limite e vou mostrar  que este é um caminho para construir os números reais. Não vou me preocupar com uma construção formal, vou tentar ser mais didático do que formal, até porque não é um assunto novo, se alguma novidade se lhe pode dar é a forma de apresentar.</p>
<p>Os números reais são os limites de sucessões de números racionais é por esta razão que é verdade a proposição</p>
<p><strong>Teorema:</strong>  O limite da soma é a soma dos limites,<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=+%5Clim%5Climits_%7Bn%7D+%28s_%7Bn%7D+%2B+t_%7Bn%7D%29++%3D++%5Clim%5Climits_%7Bn%7D+s_%7Bn%7D+%2B++%5Clim%5Climits_%7Bn%7D++t_%7Bn%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt=' \lim\limits_{n} (s_{n} + t_{n})  =  \lim\limits_{n} s_{n} +  \lim\limits_{n}  t_{n} ' title=' \lim\limits_{n} (s_{n} + t_{n})  =  \lim\limits_{n} s_{n} +  \lim\limits_{n}  t_{n} ' class='latex' /></p>
<p>porque os números reais são limites e nós queremos (construir) um conjunto que tenha uma estrutura algébrica.  Você vai ver aqui a razão porque é difícil demonstrar os teoremas sobre limites: <em>é da construção dos números reais que eles tratam</em>.</p>
<p>Vou re-escrever este artigo até que ele atinja o seu objetivo, mostrar o que é limite e usar sucessões para construir os números reais.  Quando você estiver lendo, de um &#8220;refresh&#8221; na página, ela poderá<br />
se alterar porque eu posso estar redigindo quando você estiver lendo&#8230;</p>
<p>Os leitores são bem vindos a sugerirem alterações, apenas eu não vou agir como o velho, na fábula &#8220;o velho e o menino e o burro&#8221; &#8211; acho que, de Jeca Tatu (Monteiro Lobato ?). Também não vou ter tempo para verificar esta última afirmação. Quero dizer que vou ouvir, mas vou decidir o meu caminho.<br />
Seja bem vindo com suas sugestões ou críticas, mas observe que o texto ainda está em preparação,<br />
até porque eu ainda apanho com &#8220;<em>webmath</em>&#8220;. Não é apenas traduzir LaTeX na web&#8230;</p>
<p>A definição de limite zero, para sucessões é </p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%28%5Cforall+%5Cepsilon+%3E++0%29+%28++%5Cexists+N+%5Cin+%7B%5Cmathbf+N%7D%5E%7B%2A%7D%29+++%28++n+%3E+++N+%5Cimplies+%7Cs_%7Bn%7D%7C++%3C+++%5Cepsilon++%29++&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='(\forall \epsilon &gt;  0) (  \exists N \in {\mathbf N}^{*})   (  n &gt;   N \implies |s_{n}|  &lt;   \epsilon  )  ' title='(\forall \epsilon &gt;  0) (  \exists N \in {\mathbf N}^{*})   (  n &gt;   N \implies |s_{n}|  &lt;   \epsilon  )  ' class='latex' /></p>
<p>Há uma infinidade de sucessões que satisfazem a esta definição, qualquer potência de<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7B1%7D%7Bn%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\frac{1}{n}' title='\frac{1}{n}' class='latex' /><br />
ou qualquer múltiplo, por número (positivo ou negativo). Substitua <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n' title='n' class='latex' /> por uma expressão polinomial estabelecendo a exceção quando passar nas raízes do polinômio, por exemplo.</p>
<p>Se isto estiver claro então você aceita que podemos falar da <em>classe das sucessões que convergem para zero</em>, ou <em>a classe das sucessões que tem limite zero</em>. A palavra<br />
classe está sendo usada aqui com o sentido de conjunto, depois você vai ver que este conjunto<br />
é uma das classes de uma relação de equivalência.</p>
<p>Vou mostrar que tem alguma &#8220;estrutura&#8221; nesta classe, e para começar vou lhe dar um nome<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' /></p>
<ol>
<li><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' />  é fechada para adições,  a adição  é comutativa e associativa e a sucessão<br />
identicamente nula pertence a esta classe </li>
<li><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' />  é fechada para multiplicações, e a multiplicação é comutativa e associativa </li>
<li>Vale a distribuitividade da multiplicação relativamente a soma em  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' /> </li>
</ol>
<p>Estas propriedades nos dizem que <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' /> é um anel sem unidade. Vou deixar que você<br />
demonstre que este anel tem divisores de zero, você vai ter que construir pares de sucessões com suportes disjuntos ( nulas em  conjuntos disjuntos) cujo produto é zero.</p>
<p>Mas <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' />  tem uma propriedade mais importante do que ser anel, ela faz colapsar qualquer sucessão &#8220;decente&#8221; para dentro dela.  Se multiplicarmos uma sucessão qualquer por um elemento<br />
de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' />  o resultado (queremos) fica em <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' /> </p>
<p>Isto não é verdade para uma sucessão qualquer, mas é verdadeiro se fizermos uma restrição no conjunto de todas as sucessões: Vou definir  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S' title='S' class='latex' /> como o conjunto de todas as sucessões limitadas. Agora a afirmação acima é verdadeira:</p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=++S_%7B0%7D+S+%3D++S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='  S_{0} S =  S_{0}' title='  S_{0} S =  S_{0}' class='latex' /></p>
<p>Esta é uma propriedade importante na estrutura de anel, nos diz que  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' /> é um ideal de<br />
um certo anel.</p>
<p>Neste ponto é melhor começarmos tudo desde o começo, preciso de um anel do qual  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' /><br />
seja um ideal. O que fiz acima foi a introdução.</p>
<h2>
Um anel de sucessões de números racionais<br />
</h2>
<p>Por definição <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S' title='S' class='latex' /> é o conjunto de todas as sucessões limitadas de números racionais. Lembre-se que &#8220;<em>sucessão limitada&#8221;</em> não é &#8220;<em>sucessão que tem limite</em>&#8220;. Uma sucessão <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s' title='s' class='latex' /> é limitada se<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%28%5Cexists+N+%5Cin+%7B%5Cmathbf+N%7D%29+%28%5Cexists+r+%5Cin+%7B%5Cmathbf+Q%7D%29+%28+n+%3E+N+%5Cimplies+%7Cs_%7Bn%7D%7C+%3C+r+%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='(\exists N \in {\mathbf N}) (\exists r \in {\mathbf Q}) ( n &gt; N \implies |s_{n}| &lt; r )' title='(\exists N \in {\mathbf N}) (\exists r \in {\mathbf Q}) ( n &gt; N \implies |s_{n}| &lt; r )' class='latex' /></p>
<p>quer dizer que os termos de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s' title='s' class='latex' /> se encontram dentro da bola </p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Ccal+B%7D%280%2C+r%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\cal B}(0, r)' title='{\cal B}(0, r)' class='latex' /></p>
<p>a bola centrada em zero e de raio <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=r&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='r' title='r' class='latex' /> </p>
<p>a partir de um certo termo, (e como o que ficou de fora é um número finito, poderiamos<br />
dizer que tudo fica dentro de uma outra bola, mas isto não interessa).</p>
<p>Vou começar por definir melhor <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S' title='S' class='latex' /> &#8211; como o conjunto de todas sucessões limitadas de números racionais (lembre-se que eu falei no começo que eu queria construir os números reais).</p>
<p>É fácil agora demonstrar<br />
<strong>Teorema:</strong><br />
<tt><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%28S%2C+%2B+%2C+%5Ccdot%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='(S, + , \cdot)' title='(S, + , \cdot)' class='latex' /> é um anel com unidade (e com divisores de zero)<br />
e que o conjunto das sucessões de números racionais que convirjam para zero, <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' /> é um<br />
ideal deste anel.<br />
</tt></p>
<p><em>Os ideais funcionam para aneis assim como alguns subgrupos (os subgrupos normais)  funcionam para os grupos.</em>  Neste exemplo se perde alguma coisa do caso geral, aqui a multiplicação é comutativa. Em geral a propriedade multiplicativa que define um ideal fica:</p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7DS+%3D+SS_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}S = SS_{0}' title='S_{0}S = SS_{0}' class='latex' /></p>
<p>Não preciso me preocupar com este detalhe aqui porque a multiplicação é comutativa, se não for existe o conceito de ideal bilateral que são aqueles com os quais podemos fazer cálculos interessantes e representam para os aneis o que os grupos normais representam para os grupos.</p>
<p>Com os ideais bilaterais podemos definir quocientes, e o resultado é outro anel, o anel quociente. </p>
<h4> Um exemplo que vai servir de modelo </h4>
<p>A forma de fazer é semelhante a que se usa com grupos, um caso bem conhecido é subgrupo dos múltiplos de<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n' title='n' class='latex' />, </p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n+%7B%5Cmathbf+Z%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n {\mathbf Z}' title='n {\mathbf Z}' class='latex' />  </p>
<p>que é um subgrupo do grupo <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+Z&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf Z' title='\mathbf Z' class='latex' />,<br />
(também é um ideal do anel <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+Z&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf Z' title='\mathbf Z' class='latex' />) e cujo quociente</p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7B%5Cmathbf+Z%7D%7Bn+%5Cmathbf+Z+%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\frac{\mathbf Z}{n \mathbf Z } ' title='\frac{\mathbf Z}{n \mathbf Z } ' class='latex' /> </p>
<p>é o grupo dos restos na divisão por <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n' title='n' class='latex' />.</p>
<p>Uma outra forma de falar é considerar as classes laterais, cada resto representando uma dessas classes, que são obtidas somando-se um inteiro ao &#8220;subgrupo&#8221; <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n+%7B%5Cmathbf+Z%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n {\mathbf Z}' title='n {\mathbf Z}' class='latex' /> a quantidade possível de tais classes é a quantidade de restos possíveis na divisão por <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n' title='n' class='latex' />. É comum se escrever<br />
que o resultado deste quociente é</p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=+%5C%7B%5Coverline%7B0%7D%2C+%5Cdots%2C+%5Coverline%7Bn-1%7D+%5C%7D+%3D+%7B%5Cmathbf+Z%7D_%7Bn%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt=' \{\overline{0}, \dots, \overline{n-1} \} = {\mathbf Z}_{n} ' title=' \{\overline{0}, \dots, \overline{n-1} \} = {\mathbf Z}_{n} ' class='latex' /></p>
<p>quando na verdade deveriamos dizer (e não tem erro no que está escrito cima)</p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=+%5C%7B+n%7B%5Cmathbf+Z%7D%2B0%2C+n%7B%5Cmathbf+Z%7D%2B1%2C+%5Cdots%2C+n%7B%5Cmathbf+Z%7D+%2B+%28n-1%29+%5C%7D+%3D+%7B%5Cmathbf+Z%7D_%7Bn%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt=' \{ n{\mathbf Z}+0, n{\mathbf Z}+1, \dots, n{\mathbf Z} + (n-1) \} = {\mathbf Z}_{n} ' title=' \{ n{\mathbf Z}+0, n{\mathbf Z}+1, \dots, n{\mathbf Z} + (n-1) \} = {\mathbf Z}_{n} ' class='latex' /></p>
<p>o conjunto das possíveis translações de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n%7B%5Cmathbf+Z%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n{\mathbf Z} ' title='n{\mathbf Z} ' class='latex' /> em <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+Z%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf Z}' title='{\mathbf Z}' class='latex' />, um número<br />
finito, exatamente o número dos restos na divisão inteira por <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n' title='n' class='latex' />.</p>
<p>Vou fazer o mesmo com o ideal <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' />  colocado agora no lugar do ideal <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n+%7B%5Cmathbf+Z%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n {\mathbf Z}' title='n {\mathbf Z}' class='latex' />.</p>
<p>Quer dizer que vou  trabalhar com as translações de  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S_{0}' title='S_{0}' class='latex' />  em  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S' title='S' class='latex' />. </p>
<p>Uma primeira diferença: não se trata de um número finito de classes! nem podem ser contadas&#8230; Isto<br />
merece ser tratado a parte e vou fazer um desvio para tratar da cardinalidade do conjunto das<br />
sucessões de números racionais.</p>
<h4> A cardinalidade do conjunto de todas as sucessões de números racionais</h4>
<p>Começamos com os números racionais produzindo o conjunto de todas as sucessões limitadas,<br />
isto é, um subconjunto de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+Q%7D%5E%7B%5Cmathbf+N%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf Q}^{\mathbf N}' title='{\mathbf Q}^{\mathbf N}' class='latex' />,  é a notação para o conjunto de todas as funções definidas em <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+N%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf N}' title='{\mathbf N}' class='latex' /> com valor em <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+Q%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf Q}' title='{\mathbf Q}' class='latex' />.</p>
<p>Esta notação é interessante porque sugere a cardinalidade do conjunto: por exemplo, se <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=A%2CB&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='A,B' title='A,B' class='latex' /> forem<br />
um conjuntos finitos, com <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=a+%2C+b&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='a , b' title='a , b' class='latex' /> elementos respectivamente, a quantide de funções<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=A+%5Crightarrow+B&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='A \rightarrow B' title='A \rightarrow B' class='latex' /> que o o conjunto $B^{A}$<br />
é  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=b%5E%7Ba%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='b^{a}' title='b^{a}' class='latex' /> porque uma função é um arranjo <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=a&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='a' title='a' class='latex' />-<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=a&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='a' title='a' class='latex' /> dos elementos de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=B&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='B' title='B' class='latex' />, são a-nuplas de elementos de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=B&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='B' title='B' class='latex' />.</p>
<p>Se o domínio tiver a cardinalidade de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+N&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf N' title='\mathbf N' class='latex' /> as funções serão sucessões que agora tomam os lugar dos arranjos. Se tiver uma cardinalidade &#8220;maior&#8221; a notação é uma generalização da notação de arranjos<br />
e nos ajuda a compreender a cardinalidade envolvida.</p>
<p>Uma forma de identificar uma função é pelo seu conjunto de valores (aqui uma sucessão de números<br />
racionais), ou um subconjunto de números racionais. Isto nos mostra uma inclusão:</p>
<p><strong>Teorema:</strong>  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+Q%7D%5E%7B%5Cmathbf+N%7D+%5Csubset+%7B%5Cmathbf+P%7D%28%5Cmathbf+Q%29+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf Q}^{\mathbf N} \subset {\mathbf P}(\mathbf Q) ' title='{\mathbf Q}^{\mathbf N} \subset {\mathbf P}(\mathbf Q) ' class='latex' /></p>
<p>O conjunto de todas as sucessões de números racionais está contido no conjunto de todos os subconjuntos<br />
do conjunto <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+Q&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf Q' title='\mathbf Q' class='latex' />. A recíproca é simples: como <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=card%28%7B%5Cmathbf+Q%7D%29+%3D+card%28%7B%5Cmathbf+N%7D%29+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='card({\mathbf Q}) = card({\mathbf N}) ' title='card({\mathbf Q}) = card({\mathbf N}) ' class='latex' /><br />
então todo subconjunto de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+Q&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf Q' title='\mathbf Q' class='latex' /> é contável ou enumerável portanto é uma sucessão. Se for um<br />
conjunto finito podemos considerá-lo equivalente a um sucessão que se anula fora de um conjunto finito de<br />
índices. Provamos, assim, a igualdade</p>
<p><strong>Teorema:</strong>  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+Q%7D%5E%7B%5Cmathbf+N%7D+%3D++%7B%5Cmathbf+P%7D%28%5Cmathbf+Q%29+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf Q}^{\mathbf N} =  {\mathbf P}(\mathbf Q) ' title='{\mathbf Q}^{\mathbf N} =  {\mathbf P}(\mathbf Q) ' class='latex' /></p>
<p>Quando um conjunto <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=A&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='A' title='A' class='latex' /> for finito, o conjunto das partes de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=A&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='A' title='A' class='latex' />, <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+P%7D%28A%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf P}(A)' title='{\mathbf P}(A)' class='latex' />, tem cardinalidade maior do a de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=A&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='A' title='A' class='latex' />. A relação, que se<br />
estuda na  Análise Combinatória (Binômio de Newton) estabelece </p>
<p><strong>Lema:</strong><br />
<tt>A cardinalidade do conjunto das partes de<br />
um conjunto com <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n' title='n' class='latex' /> elementos, é <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=2%5E%7Bn%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='2^{n}' title='2^{n}' class='latex' /> - é a quantidade  de  funçoes que é possível  construir </tt></p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5C%7B1%2C+2%2C+%5Cdots%2C+n+%5C%7D+%5Crightarrow+%5C%7B0%2C1%5C%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\{1, 2, \dots, n \} \rightarrow \{0,1\}' title='\{1, 2, \dots, n \} \rightarrow \{0,1\}' class='latex' /></p>
<p>Para ver isto, (demonstração) considere os dois valores, <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=0%2C1&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='0,1' title='0,1' class='latex' /> como <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=verdadeiro%3D1%2C+falso%3D0&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='verdadeiro=1, falso=0' title='verdadeiro=1, falso=0' class='latex' /> e portanto quando a um dos &#8220;numeros&#8221; do domínio estiver associado a 0  (<em>falso</em>) isto quer dizer que ele não pertence ao subconjunto<br />
que estamos definindo, e quando o valor for 1 (<em>verdadeiro</em>)temos um elemento do subconjunto em<br />
questão.</p>
<p>Estas funções se chamam indicadores, (também são chamadas funções características), elas indicam quando um elemento pertence (ou não ao conjunto) identificando o próprio conjunto,  e portanto a &#8220;quantidade&#8221; delas é a mesma da &#8220;quantidade&#8221; de subconjuntos.  Isto prova que o cardinal do  conjunto das partes de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=1%2C+%5Cdots%2C+n&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='1, \dots, n' title='1, \dots, n' class='latex' /> é o cardinal do conjunto das funções <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5C%7B1%2C%5Cdots%2Cn%5C%7D%5E%7B%5C%7B0%2C1%5C%7D%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\{1,\dots,n\}^{\{0,1\}}' title='\{1,\dots,n\}^{\{0,1\}}' class='latex' /> que é<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=2%5E%7Bn%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='2^{n}' title='2^{n}' class='latex' />.</p>
<p>Mas o que dissemos acima não resolve a questão<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=card%28%7B%5Cmathbf+Q%7D%5E%7B%5Cmathbf+N%7D%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='card({\mathbf Q}^{\mathbf N})' title='card({\mathbf Q}^{\mathbf N})' class='latex' />.<br />
Mas é usando esta informação que podemos terminar. Vamos supor (hipótese de absurdo) que o cardinal do conjunto das partes de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+Q&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf Q' title='\mathbf Q' class='latex' /> é ainda o mesmo que <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=card%28%5Cmathbf+N%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='card(\mathbf N)' title='card(\mathbf N)' class='latex' />.  Então podemos encontrar uma sucessão &#8220;crescente&#8221; cujos valores sejam os elementos de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+P%28Q%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf P(Q)' title='\mathbf P(Q)' class='latex' />. </p>
<p>Não se esqueça que um sub-conjunto de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+Q&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf Q' title='\mathbf Q' class='latex' /> é uma sucessão de números racionais. Quer dizer, dado o subconjunto <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=x+%5Cin+%5Cmathbf+Q&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='x \in \mathbf Q' title='x \in \mathbf Q' class='latex' /> então para todo número<br />
natural $n$ está bem definido o valor <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=x_%7Bn%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='x_{n}' title='x_{n}' class='latex' />. </p>
<p>Sucessões são conjuntos ordenados, pelo índice, o que significa que definimos uma função<br />
tomando valores em <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+N&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf N' title='\mathbf N' class='latex' /> com valores em $\latex \mathbf P(Q)$. </p>
<p>Para mostrar que isto não possível vamos agora mostrar que existe uma nova sucessão que não se encontra<br />
entre as anteriores, o que é absurdo.</p>
<ol>
<li> Vamos construir a sucessão
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t+%5C+%3B+%5C++%7B%5Cmathbf+N%7D+n+%5Cni++%5Cmapsto+++t_%7Bn%7D+%5Cin+%7B%5Cmathbf+Q%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t \ ; \  {\mathbf N} n \ni  \mapsto   t_{n} \in {\mathbf Q}' title='t \ ; \  {\mathbf N} n \ni  \mapsto   t_{n} \in {\mathbf Q}' class='latex' />
</li>
<li>  Defina:
<ol>
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bn%7D%3C%2Fp%3E+%3C%2Fol%3E+%3Cp%3E&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{n}&lt;/p&gt; &lt;/ol&gt; &lt;p&gt;' title='t_{n}&lt;/p&gt; &lt;/ol&gt; &lt;p&gt;' class='latex' />\latex \mathbf P(Q)$</p>
</ol>
<p>Uma  outra forma de dizer isto é que podemos indexar os elementos de  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+P%28Q%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf P(Q)' title='\mathbf P(Q)' class='latex' /> em<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+N%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf N}' title='{\mathbf N}' class='latex' />.</p>
<p>A importância da sucessão crescente é que elas são funções injetivas, e como, por hipótese construimos<br />
uma indexação de   <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+P%28Q%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf P(Q)' title='\mathbf P(Q)' class='latex' /> então a função injetiva é também sobrejetiva, usamos todos os<br />
elementos disponíveis de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=Q&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='Q' title='Q' class='latex' />.</p>
<hr />
<strong>Notação:</strong><br />
Seja   <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t' title='t' class='latex' /> a sucessão que indexa   <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+P%28Q%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf P(Q)' title='\mathbf P(Q)' class='latex' />  em   <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+N&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf N' title='\mathbf N' class='latex' />.</p>
<hr />
Temos:</p>
<hr />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B0%7D+%3D++t_%7B00%7D+%2C++t_%7B01%7D+%2C++t_%7B02%7D+%2C+%5Cdots+%2C+++t_%7B0n%7D+%2C+%5Cdots+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{0} =  t_{00} ,  t_{01} ,  t_{02} , \dots ,   t_{0n} , \dots ' title='t_{0} =  t_{00} ,  t_{01} ,  t_{02} , \dots ,   t_{0n} , \dots ' class='latex' /> <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B1%7D+%3D++t_%7B10%7D+%2C++t_%7B11%7D+%2C++t_%7B12%7D+%2C+%5Cdots+%2C+++t_%7B1n%7D+%2C+%5Cdots+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{1} =  t_{10} ,  t_{11} ,  t_{12} , \dots ,   t_{1n} , \dots ' title='t_{1} =  t_{10} ,  t_{11} ,  t_{12} , \dots ,   t_{1n} , \dots ' class='latex' /> <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cdots+%5Cdots+++++%5Cdots+++%5Cdots++++++++%5Cdots+++++%5Cdots++++++%5Cdots++&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\dots \dots     \dots   \dots        \dots     \dots      \dots  ' title='\dots \dots     \dots   \dots        \dots     \dots      \dots  ' class='latex' />  <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bm%7D+%3D++t_%7Bm0%7D+%2C++t_%7Bm1%7D+%2C++t_%7Bm2%7D+%2C+%5Cdots+%2C+++t_%7Bmn%7D+%2C+%5Cdots+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{m} =  t_{m0} ,  t_{m1} ,  t_{m2} , \dots ,   t_{mn} , \dots ' title='t_{m} =  t_{m0} ,  t_{m1} ,  t_{m2} , \dots ,   t_{mn} , \dots ' class='latex' /> <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cdots+%5Cdots+++++%5Cdots+++%5Cdots++++++++%5Cdots+++++%5Cdots++++++%5Cdots++&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\dots \dots     \dots   \dots        \dots     \dots      \dots  ' title='\dots \dots     \dots   \dots        \dots     \dots      \dots  ' class='latex' />  </p>
<hr />
descrevendo todos os elementos de  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+P%28Q%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf P(Q)' title='\mathbf P(Q)' class='latex' />, uma sucessão crescente e agora você já deve<br />
se estar perguntando como podemos garantir (e definir)  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bn%7D+%3C+t_%7Bm%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{n} &lt; t_{m}' title='t_{n} &lt; t_{m}' class='latex' />  sempre que  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=n+%3C+m&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='n &lt; m' title='n &lt; m' class='latex' />.<br />
No conjunto das partes existe uma ordem que é a inclusão, e construimos os conjuntos <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bk%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{k}' title='t_{k}' class='latex' /> tal<br />
que <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bk%7D+%5Csubset+t_%7Bk%2B1%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{k} \subset t_{k+1}' title='t_{k} \subset t_{k+1}' class='latex' />. Quer dizer que tem pelo menos um elemento em<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=+t_%7Bk%2B1%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt=' t_{k+1}' title=' t_{k+1}' class='latex' /> que não pertence a   <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bk%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{k} ' title='t_{k} ' class='latex' />.  A sucessão<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t' title='t' class='latex' /> é crescente segundo a ordem &#8220;inclusão&#8221;.</p>
<p>Isto nos permite construir agora <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s_{0}' title='s_{0}' class='latex' />  escolhendo um elemento arbitrário em <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{0}' title='t_{0}' class='latex' />  <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s_%7B1%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s_{1}' title='s_{1}' class='latex' />  escolhendo um elemento arbitrário de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B1%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{1}' title='t_{1}' class='latex' /> tal que  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s_%7B1%7D+%5Cnotin+++t_%7B0%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s_{1} \notin   t_{0} ' title='s_{1} \notin   t_{0} ' class='latex' /> <br />
e assim sucessivamente <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s_%7Bk%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s_{k}' title='s_{k}' class='latex' />  escolhendo um elemento arbitrário de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bk%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{k}' title='t_{k}' class='latex' /> tal que  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s_%7Bk%7D+%5Cnotin+++t_%7Bk-1%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s_{k} \notin   t_{k-1} ' title='s_{k} \notin   t_{k-1} ' class='latex' /> <br />
portanto <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s+%3D+%28s_%7Bk%7D%29_%7Bk+%5Cin+%5Cmathbf+N%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s = (s_{k})_{k \in \mathbf N}' title='s = (s_{k})_{k \in \mathbf N}' class='latex' /> é uma nova sucessão de números racionais diferente de todas<br />
as sucessões  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bk%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{k}' title='t_{k}' class='latex' /> que por hipótese indexavam   <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+P%28Q%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf P(Q)' title='\mathbf P(Q)' class='latex' />. </p>
<p>Uma contradição. </p>
<p>Portanto    <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+P%28Q%29&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf P(Q)' title='\mathbf P(Q)' class='latex' /> não é enumerável, e como é um conjunto infinito então<br />
vale a afirmação    <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=+card%28+%7B%5Cmathbf+N%7D%29+%3C++card%28%7B%5Cmathbf+P%28Q%29%7D%29+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt=' card( {\mathbf N}) &lt;  card({\mathbf P(Q)}) ' title=' card( {\mathbf N}) &lt;  card({\mathbf P(Q)}) ' class='latex' />.  O símbolo <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%3C&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='&lt;' title='&lt;' class='latex' /> que acabamos<br />
de usar não é uma desigualdade, quer apenas dizer que temos cardinais distintos. <em> card</em> é<br />
um classificação dos conjuntos, em outras palavras os conjuntos se situam em classes de cardinalidade.<br />
Não tem sentido dizer que o conjunto <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+P%28Q%29%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf P(Q)}' title='{\mathbf P(Q)}' class='latex' /> tem mais elementos do que o conjunto<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+Q&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf Q' title='\mathbf Q' class='latex' /> porque não podemos contar os elementos.   </p>
<p>A desigualdade significa apenas que <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%7B%5Cmathbf+P%28Q%29%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='{\mathbf P(Q)}' title='{\mathbf P(Q)}' class='latex' /> pertence a uma<br />
classe de cardinalidade diferente de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+N&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf N' title='\mathbf N' class='latex' />.</p>
<p>Como poderiamos construir, efetivamente, a sucessão <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t' title='t' class='latex' /> ?  Há muitas<br />
maneira de fazer isto, mas é interessante mostrar uma!</p>
<hr />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B0%7D+%3D++%5Cmathbf+Z+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{0} =  \mathbf Z ' title='t_{0} =  \mathbf Z ' class='latex' /> <br />
Para construir<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B1%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{1} ' title='t_{1} ' class='latex' /> vamos acrescentar ao conjunto <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B0%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{0} ' title='t_{0} ' class='latex' /> a progressão<br />
aritmética de razão <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=0.1&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='0.1' title='0.1' class='latex' /> e consequentemente</p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B0%7D++%5Csubset+t_%7B1%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{0}  \subset t_{1} ' title='t_{0}  \subset t_{1} ' class='latex' />.  </p>
<p>Observe que é uma progressão aritmética sem primeiro e nem último termo.</p>
<p>Para construir<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B2%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{2} ' title='t_{2} ' class='latex' /> vamos acrescentar ao conjunto <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B1%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{1} ' title='t_{1} ' class='latex' /> a progressão<br />
aritmética de razão <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=0.01&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='0.01' title='0.01' class='latex' /> e consequentemente</p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7B1%7D++%5Csubset+t_%7B2%7D+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{1}  \subset t_{2} ' title='t_{1}  \subset t_{2} ' class='latex' />. </p>
<p>E assim sucessivamente, observe que para construir  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bn%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{n}' title='t_{n}' class='latex' /> vamos<br />
inserir  em   <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=t_%7Bn+-1%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='t_{n -1}' title='t_{n -1}' class='latex' /> a progressão artimética de razão<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=10%5E%7B-n%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='10^{-n}' title='10^{-n}' class='latex' />, muitos dos seus elementos repetem os elementos das<br />
outras progressões mas há uma infinidade de novos termos.</p>
<hr />
<h4> Hipótese de Cantor </h4>
<p>Estamos aqui na fronteira da teoria dos<br />
conjuntos, chegamos na<em> hipótese de Cantor</em> de que as classes de cardinalidade dão saltos,<br />
ou seja que não há conjuntos com cardinalidade intermediaria entre as classes<br />
<br /> <br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=card%28%7B%5Cmathbf+N%7D%29+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='card({\mathbf N}) ' title='card({\mathbf N}) ' class='latex' /> e  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=card%28%7B%5Cmathbf+P%28N%29%7D%29+&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='card({\mathbf P(N)}) ' title='card({\mathbf P(N)}) ' class='latex' /> .  </p>
<p>A hipótese de Cantor é um <em>postulado</em><br />
da Teoria dos Conjuntos, isto foi demonstrado por <a href="http://www.somatematica.com.br/coluna/08062001.php">Cohen </a>resolvendo um<br />
dos problemas relacionados por Hilbert como parte da ocupação dos Matemáticos para o século 20 (alguns ainda ficaram para o século 21). </p>
<h3>  Um novo conjunto e sua estrutura algébrica &#8211; números reais.<br />
</h3>
<p>Como <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=S&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='S' title='S' class='latex' /> é um anel comutativo então o quociente </p>
<p><img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cfrac%7B+%5Cmathbf+S%7D%7B%5Cmathbf+S_%7B0%7D%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\frac{ \mathbf S}{\mathbf S_{0}}' title='\frac{ \mathbf S}{\mathbf S_{0}}' class='latex' /> </p>
<p>é um anel. A demonstração você encontra em qualquer livro de Álgebra mas<br />
é um exercício de demonstração das propriedades.  Entretanto se<br />
conscientize do que você estará demonstrando:</p>
<ol>
<li> A classe lateral <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S_{0}' title='\mathbf S_{0}' class='latex' /><br />
é o elemento neutro da adição, isto depois vai ser traduzido, como propriedade do limite, dizendo-se &#8220;se uma sucessão tiver limite zero, e outra sucessão tiver limite <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s' title='s' class='latex' /> a soma<br />
delas terá limite <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s' title='s' class='latex' />, e mais na frente poderemos enunciar o teorema<br />
da soma de limites para limites quaisquer.
</li>
<li> A classe lateral <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S_%7B0%7D+%2B+1&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S_{0} + 1' title='\mathbf S_{0} + 1' class='latex' />, que é a translação<br />
de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S_{0}' title='\mathbf S_{0}' class='latex' /> pelo número racional 1<br />
é o elemento neutro da multiplicação, isto depois vai ser traduzido, como propriedade do limite, dizendo-se &#8220;se uma sucessão tiver limite 1, e outra sucessão tiver limite <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s' title='s' class='latex' /> a produto delas<br />
terá limite <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=s&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='s' title='s' class='latex' />. Depois poderemos enunciar o teorema<br />
do produto de limites para limites quaisquer.
</li>
</ol>
<h4> Uma propriedade de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S_{0}' title='\mathbf S_{0}' class='latex' /><br />
</h4>
<p><strong>Teorema:</strong>  <tt>Não há nenhum ideal de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S' title='\mathbf S' class='latex' /><br />
que contenha <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S_{0}' title='\mathbf S_{0}' class='latex' />,  <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S_{0}' title='\mathbf S_{0}' class='latex' />  é um ideal<br />
maximal.</tt></p>
<p>Costumamos demonstrar esta propriedade por absurdo, o que significa começar afirmando que ela é falsa e que existe um ideal de <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S' title='\mathbf S' class='latex' /><br />
que contém <img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+S_%7B0%7D&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf S_{0}' title='\mathbf S_{0}' class='latex' />. Vou chamar este ideal de<br />
<img src='http://l.wordpress.com/latex.php?latex=%5Cmathbf+H&#038;bg=fafcff&#038;fg=2a2a2a&#038;s=0' alt='\mathbf H' title='\mathbf H' class='latex' />.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tarcisio.wordpress.com/185/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tarcisio.wordpress.com/185/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tarcisio.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tarcisio.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tarcisio.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tarcisio.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tarcisio.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tarcisio.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tarcisio.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tarcisio.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tarcisio.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tarcisio.wordpress.com/185/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tarcisio.wordpress.com&blog=109576&post=185&subd=tarcisio&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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