A força aérea norte americana, cita o Novo Testamento, o Nazi, no treinamento de ofíciais para lançar bombas nucleares | Truthout

Air Force Cites New Testament, Ex-Nazi, to Train Officers on Ethics of Launching Nuclear Weapons | Truthout.

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I Do Not Want Mercy, I Want You To Join Me | Common Dreams

I Do Not Want Mercy, I Want You To Join Me | Common Dreams.

 

<h3>Publicado em quarta-feira, 27 julho, 2011 por CommonDreams.org</h3>
<h2>Eu não quero Misericórdia, o que eu quero é você se junte a mim.</h2>
<h3>por Tim DeChristopher  –  tradução: Tarcisio Praciano-Pereira</h3>

Tim DeChristopher, que foi condenado terça-feira a dois anos em prisão federal e multa de
$ 10.000 por ‘romper’ o leilão do Serviço de Gerenciamento de Terras, <strong>BLM</strong>,  em 2008,
teve uma oportunidade para abordar o tribunal e o juiz imediatamente antes que sua sentença
fosse anunciada. Esta é a sua declaração http://www.americanswhotellthetruth.org
“… aqueles que escreveram as regras são aqueles que lucram com o <em>status quo</em>.
Se quisermos mudar este <em>status quo</em>,  teremos de trabalhar fora destas regras,
porque os caminhos legais disponíveis para nós foram estruturados precisamente para que
eles se certificassem de que não pudessemos fazer qualquer mudança substancial. ”

 

 
(Retrato de Robert Shetterly – Usado com permissão) http://www.americanswhotellthetruth.org<br&gt;

Obrigado pela oportunidade de falar perante o tribunal. Quando eu conheci o Sr. Manross,
o oficial de justiça que preparou o relatório présentença, ele explicou que a
essencia do seu trabalho era “conhecer-me.” Ele disse que tinha que me conhecer, saber quem eu
realmente era e porque eu fiz o que eu fiz, a fim de decidir que tipo de pena seria mais adequada.
Fiquei impressionado com o fato de que ele foi a primeira pessoa neste tribunal que usou o meu
primeiro nome para se dirigir a mim, e que de realmente me olhou nos olhos ao falar comigo.
Agradeço esta oportunidade para falar abertamente pela primeira vez. Eu não estou aqui
pedindo a sua misericórdia, mas estou aqui pedindo que você realmente procure entender quem
eu sou.<br>

Sr. Huber nivelou uma série de ataques contra mim, muitos dos quais são contrários ao relatório
do Sr. Manross. Durante a leitura das críticas do Sr. Huber sobre o meu caráter e minha integridade,
bem como suas suposições sobre minhas motivações, lembrei-me de que o Sr. Huber e eu nunca tivemos
uma única conversa ao longo dos dois anos e meio desta acusação, ele nunca me fez nenhuma pergunta
sobre as suposições que êle faz baseado no relatório do governo. Aparentemente, o Sr. Huber
nunca considerou que fizesse parte do seu trabalho, me conhecer, e ele ainda se encontra  bastante
inclinado a desconsiderar as opiniões de uma pessoa que vê isto, me conhecer, como seu trabalho.<br>

Existem aspectos alternados que o Sr. Huber gostaria que você acreditasse sobre mim.
Em um parágrafo, o governo alega sobre mim que “eu agi como acusador, júri e juiz,
porque determinei o destino do leilão de arrendamentos do óleo e  do gás e dos seus participantes
naquele dia.” No parágrafo seguinte, eles afirmam “É não foram os crimes do réu que efetuaram
tal mudança. ” Sr. Huber quer levará-lo a acreditar que eu sou, ou  um perigoso criminoso
que detém a indústria de petróleo e gás na palma da minha mão, ou então eu sou apenas uma criança
incompetente que não consigo perceber o resultado final de nada. Como evidenciado pela contínua
ida e volta de argumentos contraditórios, em memorandos do governo, eles não tem certeza
de qual dessas caricaturas extremas eu realmente sou, mas eles estão certos de que não sou nada
que se caracterize como  entre estes extremos. Ao invés de se dar ao trabalho de conhecer-me,
ao que parece o Sr. Huber preferiu o trabalho me caracterizar com a forma  mais  extrema politicamente
conveniente para o momento.<br>

Em quase todos os parágrafos, o memorando do governo usa as palavras <em>mentira, mentiu, mentira,
mentiroso</em>. Ele me forçar a agradecer a qualquer funcionário que edite as expressão
“nariz de Pinóquio”. O relatório não menciona o fato de que no leilão em questão, a primeira pessoa
que me perguntou o que eu estava fazendo lá foi  agente Dan Love. E eu lhe disse muito claramente
que eu estava lá para atravessar no caminho de um leilão ilegítimo que ameaçava o meu futuro.
Eu continuei a responder a todas suas perguntas aberta e honestamente, e continuei  até hoje
a fazê-lo quando se discute a respeito daquele  leilão em qualquer fórum, inclusive neste
tribunal. Toda a base para as acusações falsas pelas  eu estaria sendo acusado era o fato de
que eu escrevi meu nome verdadeiro e endereço em um formulário que incluía as palavras
“candidato de boa-fé.” Quando eu me sentei lá no banco das testemunhas, o Sr. Romney pediu-me
que explicasse se eu tive qualquer que fosse a intenção de ser um licitante “bona fide”.
Eu respondi, perguntando ao Sr Romney, que esclarecesse o que “licitante bona fide” significava
naquele contexto. Romney, então, retirou a pergunta e mudou para o próximo assunto.
Neste direito se encontra toda a base para os ataques repetidos do governo contra a minha
integridade. Ambição deve ser feita de coisas severas,  seus expedientes de honra no momento.<br>

Sr. Huber também faz suposições de alto teor sobre o meu nível de respeito pelo Estado de direito.
O governo afirma que uma longa pena de prisão é necessária para compensar as declarações
políticas que eu tenho feito e promover o respeito pela lei. A única evidência fornecida pela
minha falta de respeito pela lei são as declarações políticas que fiz em fóruns públicos.
Novamente, o governo não menciona as minhas ações no que diz respeito às restrições drásticas
que foram colocadas sobre a minha defesa neste tribunal. Minhas discordâncias políticas com
o tribunal sobre o papel adequado de um júri no sistema legal são provavelmente bem conhecidas.
Eu fiz vários discursos públicos e entrevistas sobre como o sistema de júri foi criado e como
ele evoluiu até o seu estado atual. Fora deste tribunal, eu deixei a minha opinião clara que
concordo com os “fundadores da Pátria” que os júris deve ser a consciência da comunidade e
uma defesa contra a tirania legislativa. Eu mesmo fui tão longe ao ponto de organizar um livro
de um grupo  de estudos discorrendo sobre a história da anulação do júri. Alguns dos
participantes desse grupo de estudos do livro, mais tarde, começaram a distribuir folhetos
ao público sobre os direitos do júri, como seria os seus direitos fazer. Sr. Huber
ficou aparentemente tão indignado com isso que ele fez as acusações caluniosas que eu tentei
manchar o júri. Ele não chegou a especificar o número extra de meses que eu deveria passar
na prisão pela a atividade hedionda de ter mantido um grupo de estudos sobre livro na
Igreja Unitária e citando Thomas Jefferson em público, mas ele diz que você deve ter
“pouca tolerância para um tal comportamento.” <br>

Mas aqui está o ponto importante que o Sr. Huber preferem ignorar. Apesar da meu forte
desacordo com o tribunal sobre a base constitucional para os limites da minha defesa,
enquanto eu estava neste tribunal eu mantive o meu respeito pela autoridade do tribunal.
Concordando com ele ou não, eu respeitei as restrições que foram colocadas sobre mim e
sobre minha equipe legal. Eu nunca tentei “manchar” o júri, como o senhor Huber afirmou,
através da veiculação de qualquer um dos fatos relevantes sobre o leilão em questão
extrapolando os limites sobre  os quais tribunal havia decidido. Eu não disse ao júri
que eu subi com sucesso os baixos valores e que eu os  ofereci Serviço Federal de Gerenciamento
de Terras (BLM). Eu não deixei o júri saber que o leilão foi depois revertida, porque era
ilegítimo, em primeiro lugar. Até hoje eu ainda acho que deveria ter tido o direito de fazê-lo,
mas desacordo com a lei não deve ser confundida com desrespeito à lei. <br>

Minhas declarações públicas sobre anulação do júri não as única declarações políticas que o
pelas Sr. Huber  acha que eu deva ser punido. Como pontos do memorando do governo
apontam, eu também fiz declarações públicas sobre o valor de desobediência civil em trazer
o Estado de Direito mais perto de nosso senso comum de justiça. Na verdade, eu tenho
abertamente e explicitamente clamado pela desobediência civil não-violenta contra as remoções
de tops de  montanhas,
de mineração de carvão no meu estado natal da Virgínia Ocidental.
Remoção das montanhas é em si uma atividade ilegal, que sempre foi, em violação da
Lei da Água Limpa  <strong>Clean Water Act</strong>, e é uma atividade ilegal
que mata pessoas. Uma investigação do Estado da Virgínia Ocidental descobriu que
Massey Energy tinha sido citados por 62.923 violações da lei nos dez anos anteriores
ao desastre que matou 29 pessoas no ano passado. A investigação também revelou que Massey
pagou quase que nenhuma dessas violações, porque a empresa forneceu milhões de dólares
em contribuições de campanha que elegeram a maioria dos juízes da corte de apelações do estado.
Eu cresci, em West Virginia, vendo  minha mãe que foi uma dos muitas pessoas que buscaram
todas as
vias legais para fazer com que  a indústria de carvão seguisse as leis. Ela deu depoimentos
em audiências, fez petições e  ajuizou ações, e muitos têm continuado a fazer isto desde então,
sem sucesso. Na verdade, tenho grande respeito pelo Estado de direito, porque eu vejo o
que acontece quando ela deixa de  existir, como é o caso da indústria de combustíveis fósseis.
Os crimes cometidos por Massey Energy levaram não somente à morte os seus próprios trabalhadores,
mas a morte de inúmeros moradores da região, como Joshua McCormick, que morreu de câncer dos
rins, aos 22 anos porque ele não teve a infelicidade de viver na jusante de uma mina de carvão.
Quando um governo corrompido não está mais disposto a defender o Estado de direito, defendo
que os cidadãos tomem um passo a frente nesta responsabilidade. <br>

Este é realmente o nó da questão de que trata este processo. O Estado de Direito depende
de um governo que esteja disposto a cumprir a lei. O desrespeito ao Estado de Direito começa
quando o governo acredita que êle  e os seus patrocinadores corporativos se eoncontram
acima da lei. <br>

Sr. Huber afirma que a gravidade do meu delito foi de que eu “obstrui processos
governamentais legítimos.” Mas o leilão em questão não foi um processo legal.
Eu sei que você ouviu falar de outro caso sobre algumas das irregularidades pelas
as quais o
leilão foi suspenso. Mas este caso não envolveu violação flagrante pela Serviço Federal de
Gereanciamento de Terras – BLM,  da Ordem do Estado número 3226, que foi uma lei que entrou
em vigor em 2001 e exigindo que  Serviço Federal de
Gereanciamento de Terras – BLM considerasse todos os impactos sobre a mudança climática
em todas as suas decisões mais importantes, nomeadamente o desenvolvimento de recursos.
Um juiz federal em Montana decidiu no ano passado que Serviço Federal de
Gereanciamento de Terras – BLM estava em constante violação desta lei durante toda  a administração
Bush. Em todos os processos e debates sobre este leilão, nenhum apologista para do governo
ou Serviço Federal de
Gereanciamento de Terras – BLM jamais  tentou alegar que o BLM estivesse respeitando
esta lei. Em ambos os leilões de Dezembro de 2008 e a criação do Plano de Gestão de
Recursos em que esse leilão foi baseado, a BLM nem sequer tentou seguir esta lei.<br>

E esta lei não é um regulamento trivial sobre como colocar pontos nos “i”s,
para fazer trabalho algum contador governamental mais fácil. Esta lei foi criada
para mitigar os impactos de mudanças climáticas catastróficas e defender um futuro
em que vida seja possível neste planeta. Essa lei trata das condições proteção  à
sobrevivência das gerações jovens. Isto sim é um  grande negócio. É um negócio muito grande
para mim. Se o governo vai se omitir de responsabilidade de defender um futuro vivíavel,
acredito que cria um imperativo moral para mim e outros cidadãos. Meu futuro, e o futuro de
todos pelos quais eu me interessa, está sendo trocado por lucros a curto prazo. Eu considero isso
um caso extremamente pessoal. Até os nossos líderes levem a sério sua responsabilidade
de garantir um mundo saudável e justo para a próxima geração, vou continuar essa luta. <br>

O governo alegou de que havia alternativas legais para bloquear o caminho deste leilão.
Particularmente, eu poderia ter apresentado um protesto escrito contra certas parcelas.
O governo não menciona, contudo, que dois meses antes do leilão, em outubro de 2008, um
relatório do Congresso examinou estes  protestos. O relatório, pelo comitê da Câmara
em terras públicas, declarou que havia se tornado prática comum para a BLM considerar
voluntários
da indústria de petróleo e gás para analisar essas licenças. A indústria do petróleo
estava pagando pessoas  para oferecer-se como volutntários para fazer o trabalho de
regular as ações, e seria, portanto, com os funcionários da indústria que eu estaria
tratando. Além disso, esse leilão aconteceu apenas três meses após que o jornal
New York Times relatasse um grande escândalo de envolvimento de reguladores do Departamento
do Interior  envolvidos em  subornos de sexo e drogas das empresas de petróleo
que eles deveriam fiscalizar. Em 2008, esta era a condição de o Estado de Direito,
para com a qual o Sr. Huber diz que eu não tinha respeito. Assim como as vias legais
que as pessoas em West Virginia vêm vindo tentando há 30 anos,
as vias legais, neste caso, foram construídos precisamente para proteger as corporações
que controlam o governo.<br>

A realidade não é que me falte o respeito pela lei, é que eu tenho maior respeito pela justiça.
Onde há um conflito entre a lei e os mais elevados códigos morais que todos nós compartilhamos,
a minha lealdade é para com o maior código moral. Eu sei que o Sr. Huber discorda de mim sobre
este assunto. Ele escreveu que “O Estado de Direito é o alicerce da nossa sociedade civilizada,
e não atos de <em> desobediência civil </em>” cometidos em nome da causa do dia.”
Essa é uma declaração especialmente irônica quando ele está representando os Estados Unidos
da América, um lugar onde o Estado de Direito foi criado por meio de atos de desobediência civil.
Desde os alicerces, os atos de desobediência civil, pelos nossos pais fundadores,
o Estado de Direito neste país continuou a crescer mais perto de nosso código moral
compartilhado maior através da desobediência civil, que chamou a atenção para
a injustiça legalizada. A autoridade do governo existe na medida em que o Estado de direito
refleta o código moral mais elevado dos cidadãos, e em toda a história americana,
foi a desobediência civil que os uniaram.<br>

Esta diferença filosófica é suficientemente grave que o Sr. Huber ache que eu devo ser preso
para desencorajar-me a disseminação desta idéia. Muito do memorando do governo está centrado
nas declarações políticas que eu fiz em público. Mas nem sempre foi assim. Quando o Sr. Huber
estava argumentando os limites da minha defesa, ele se dirigiu a minha opinião desta forma:
“A praça é o palco adequado para a mensagem do réu, e não um processo penal num tribunal
federal.” Mas agora que o júri se foi, o Sr. Huber quer levar a minha mensagem da praça
pública e torná-la uma parte central desse processo judicial federal. Não tenho nenhum problema
com isso. Estou tão disposto a ter estes pontos de vista publicados como sempre estive
anteriormente.<br>

O memorando governamental menciona “Ao contrário de apenas prevenir este réu em especial de
cometer outgros crimes, a sentença deve ser prosuzida <em>para representar uma dissuasão
suficiente sobre a conduta criminosa de outras pessoas</em>.” A preocupação não é o perigo
que eu represento, mas o perigo representado por minhas idéias e palavras que possam levar
os outros à ação. Talvez o Sr. Huber tenha razões de estar preocupado. Ele representa o
Governo dos Estados Unidos. Seu trabalho consiste na proteção daqueles que estão no poder e,
por extensão, seus patrocinadores corporativos. Depois de meses sem qualquer ação após o leilão,
a maneira como eu descobri o conteúdo do meu indiciamento foi um dia antes de ele acontecer,
Pat Shea recebeu um telefonema de um repórter da Associated Press, que disse:
“Eu só queria que você soubesse que amanhã vai Tim a ser indiciado, e estas são as acusações
vão ser consideradas. “Esto repórter tinha obtido esta informação, duas semanas antes
através de um lobista da indústria do petróleo. Nosso pedido de divulgação de qual era o papel
que este lobista desempenhava no escritório do advogado dos EUA nos foi negado, mas sabemos
que ele aparentemente domina e que o governo sente a necessidade de proteger os
interesses da indústria.<br>

As coisas que eu tenho dito publicamente pode de fato ser uma ameaça para essa estrutura
de poder. Houve várias referências ao discurso que eu fiz após a condenação, mas eu só
vi metade de uma sentença sendo citada. No relatório do governo, eles
precisaram adicionar suas próprias palavras para que a minha frase se tornasse  mais ameaçadora.
Mas o discurso foi de acerca de adquirir  poder. Tratava-se de reconhecer nossa
interdependência, em vez de ver-nos como indivíduos isolados. A mensagem do discurso foi
que quando as pessoas estão unidas, elas já não mais precisam ser exploradas por corporações
poderosas. Alienação é talvez a ferramenta mais eficaz de controle nos Estados Unidos,
e cada lembrete de nossa interligação  enfraquece essa ferramenta.<br>

Mas as premissas da condenação não mencionam a necessidade de proteger as empresas ou os
políticos a contra as idéias que ameaçam seu controle. As premissas mencionam
“proteger o público.” A questão é se o público é ajudado ou prejudicado por minhas ações.
A maneira mais fácil responder a essa pergunta é com os impactos diretos da minha ação.
Como o executivo da industria do petróleo afirmou em seu depoimento, as parcelas sobre as
quais eu não fiz lançamentos, valem em média 12 dólares por acre, mas aquelas sobre as
quais eu fiz os lances, valem  em média de US $ 125. Esses são os preços pagos pelos bens
públicos para os que os tem em sua confiança. A indústria admite abertamente que eles estavam
recebendo as parcelas por uma ordem de magnitude menor do que o que elas realmente valiam.
Não só as empresas de petróleo subiram os preços a US $ 125 durante a licitação,
eles tiveram, então, a oportunidade de retirar as suas propostas uma vez minhas ações foram
explicadas. Mantiveram-se as parcelas, presumivelmente porque eles sabiam que eram ainda
um bom negócio cotadas em US $ 125. As companhias de petróleo sabia que eles estavam
roubando o povo americano, e agora eles estão chorando por terem  que pagar um preço um pouco
mais próximo do que as parcelas realmente valhiam. O governo alega que eu deveria ser
responsabilizado por roubar o que as companhias de petróleo não consigaram pegar.
O relatório do governo exige 600.000 dólares como valor do impacto financeiro
para o montante que a indústria do petróleo não foi capaz de roubar do público.<br>

A receita extra para o público tornou-se quase irrelevante, no entanto, uma vez que a maioria
dos pacotes foram revogadas pelo Secretário Salazar. A maioria das parcelas que eu consquistei
mais tarde foram considerados inadequados para a perfuração. Em outras palavras, o valor
mais alto e melhor para o público para essas terras particulares não era de extração de
petróleo e gás. Tinha ido a leilão sem um exame, o que teria sido uma perda para o público.
O fato de que o leilão foi adiado, atraiu atenção extra  para o processo, e as parcelas foram
finalmente revogadas o  era uma coisa boa para o público.<br>

Mais genericamente, a questão de saber se a desobediência civil é boa para o público é uma
questão de perspectiva. A desobediência civil é inerentemente uma tentativa de mudança.
Quem está no poder, a quem o Sr. Huber representa, são aqueles para quem o status quo está
trabalhando, eles sempre vêm a desobediência civil como uma coisa ruim. A decisão que você
está fazendo hoje, a sua honra, é o que segmento do público a que você propões a proteger.
Sr. Huber claramente se lançou do lado desse segmento que deseja preservar o status quo.
Mas a maioria do público é explorado pelo status quo muito mais do que eles são beneficiados
por ele. Os jovens são o grupo que mais óbviamente são explorados e condenados a um
futuro sombrio, deixando a indústria de combustíveis fósseis dar as regras.
Há uma enorme quantidade de pesquisa científica, alguns dos quais você recebeu como parte
da nossa discussão sobre  a  necessidade de defesa, que revela as conseqüências
catastróficas que os jovens terão que enfrentar nas próximas décadas.<br>

Mas, assim como é bem real a exploração das comunidades onde os combustíveis fósseis são
extraídos. Como um nativo da West Virginia, tenho visto desde minha mais tenra idade que a
exploração dos combustíveis fósseis tem ido sempre de mãos dadas com a exploração da população
local. Em West Virginia, esteve sendo feita a extracção de carvão mais do que em nenhum outro
lugar. E depois de 150 anos de fazer outras pessoas ricas, West Virginia está quase morta
na última posição entre os estados,<em> na renda per capita</em>, <em>nas taxas de educação</em>
e <em>na expectativa
de vida</em>. E não é uma anomalia. As áreas com os recursos mais ricos de combustíveis
fósseis, seja carvão na Virgínia Ocidental e Kentucky, ou óleo em Louisiana e Mississippi,
são as áreas com os mais baixos padrões de vida. Em parte, isso é uma necessidade da indústria.
A única maneira de convencer alguém a explodir seu quintal ou envenenar sua água é
garantindo que eles se sintam tão desesperados e que não tenham outra opção. Mas é também a
natureza do modelo econômico. Uma vez que os combustíveis fósseis são um dos recursos
limitados, quem controla o acesso a esse recurso no início começa a definir todos os termos.
Eles estabeleceram os termos para os seus trabalhadores, para as comunidades locais, e,
aparentemente, até mesmo para as agências reguladoras. A economia de energia renováveis ​​é uma
ameaça a esse modelo. Uma vez que ninguém pode controlar o acesso ao sol ou o vento,
a riqueza é mais provável que flua para quem fizer o trabalho de aproveitamento da energia e,
portanto, para provável de  criar um sistema mais distribuído econômicamente, que leva a
um sistema mais distribuído políticamente. Ela ameaça os lucros de um punhado de corporações
para quem funciona o sistema atual, mas a nossa pergunta é <em>qual o segmento do público que você
se sente encarregado de proteger?</em> Estou aqui hoje porque eu escolhi  proteger o povo
bloqueado fora do sistema dos lucros das empresas que executam o sistema. Digo isso não porque
eu quero a sua misericórdia, mas porque eu quero que você venha juntar a mim.<br>

Após esta diferença de filosofias políticas, o resto do debate sobre a condenação se concentrou
na perda financeira provocada por minhas ações. O governo tem sugerido uma variedade de
números frouxamente associados com minhas ações, mas  ainda tem ainda de estabelecer
uma relação de causalidade entre minhas ações e qualquer uma desses números. A número mais
discutido é talvez o mais facilmente desmascarado. Este é o valor de aproximadamente
US $ 140.000, que é o montante que o <strong>BLM</strong> originalmente teria gasto para
manter o leilão de dezembro de 2008. Por definição, esse número é a quantidade de dinheiro
que o <strong>BLM</strong> gastou antes de eu  me tenha envolvido. A questão relevante é
o que o <strong>BLM</strong> gastou por causa de minhas ações, mas, aparentemente, essa questão
ainda deve ser considerada. A única lógica que relaciona o valor de US $ 140.000 às minhas
ações é se eu tiver tornado nulo o leilão inteiro nulo e a <strong>BLM</strong> tivesse
que começar do zero para refazer o leilão inteiro. Mas é claro que não é o caso.
Primeiro é o argumento da promotoria de que eu não tinha qualquer impacto sobre o leilão
tendo sido cancelado. Mais importante, o <strong>BLM</strong> nunca refez o leilão, porque
foi decidido que muitas dessas parcelas nunca deveriam ter sido leiloadas, em primeiro lugar.
Em vez de esse número arbitrário de 140.000 dólares, teria sido fácil para pedir
a <strong>BLM</strong> quanto dinheiro gastou ou gastará para refazer o leilão.
Mas o governo nunca fez esta pergunta, provavelmente porque sabiam que não iriam gostar
da resposta.

O outro número sugerido no memorando do governo é de $ 166.000, que foi o valor total das
três parcelas que eu adquiri que não foram invalidadas. Estranhamente, o governo quer
me fazer pagar por estas parcelas, mas nunca se ofereceu para dar-mas.
Quando eu ofereci ao <strong>BLM</strong> o dinheiro  algumas semanas após o leilão,
eles se recusaram a aceitá-lo. Além disto, este número ainda não é uma perda financeira
válida a partir de minhas ações. Quando nós escrevemos não houve perda em função de minhas ações,
foi literalmente isto que desejavamos dizer. Estas três parcelas não foram evaporados ou
expelidas para o espaço por causa de minhas ações, não foi o petróleo debaixo deles sugado
pelo meu cartão de oferta. Eles ainda estão lá,  na verdade, a <strong>BLM</strong> já emitiu
nota pública sobre sua intenção de refazer o leilão das parcelas em fevereiro de 2012.<br>

O valor final sugerido como uma perda financeira é a 600.000 dólares que a companhia
petrolífera não foi capaz de roubar do público. Esse número completamente infundadas é
supostamente o valor extra que o<strong> BLM</strong> recebeu por causa de minhas ações.
É aqui que as coisas ficam complicadas. O relatório do governo considera $ 600.000 positivo
para o <strong>BLM</strong> e adiciona  aproximadamente $ 300.000 negativos para
o <strong>BLM</strong>, e surge com um negativo em US $ 900.000. Com a matemática como essa,
é óbvio que o Sr. Huber trabalha para o governo federal. <br>

Como a maioria desses números foram refutados no relatório de présentence, o governo
alegou em sua objeção mais recente que eu deveria ser punido de acordo com o impacto
financeira que eu pretendia fazer. O governo tenta assumir minhas intenções e, em seguida,
afirma: “Isso é consistente com o testemunho de que o Sr. DeChristopher prestou em julgamento,
admitindo que sua intenção era de causar danos financeiros para os outros com os quais
discordava.” Agora não preciso dizer muito no julgamento,  era muito fácil olhar para
trás através das transcrições. A declaração afirmada pelo governo nunca aconteceu.
Não havia nada nem perto o suficiente para fazer de sua declaração uma paráfrase ou licença
artística. Esta declaração na objeção do governo é uma ficção completa.
O Sr. Huber em sua incapacidade para julgar minha intenção é revelada, neste caso,
pelo grau em que ele subestima a minha ambição. A verdade é que a minha intenção,
antes, como agora, era de expor, constranger e tornar responsável a indústria do petróleo
responsável pela contas na medida em que ela entra nos US $ 100 bilhões em lucros anuais
que faz através da exploração.<br>

Na verdade, eu pretendi com minhas ações a desempenhar um papel na grande variedade de ações
que podem conduzir o país rumo a uma economia de energia limpa, onde os $ 100 bilhões em
lucros do petróleo sejam completamente eliminadas. Quando eu li nova lógica Sr. Huber,
eu fiquei apavorado antes a consideração de que a minha intenção, muito pouco realista
de produzir um impacto de US $ 100 bilhões iria me levar a  várias condenações de
prisão perpétua. Felizmente este raciocínio é tão irrealista quanto é sujo. <br>

Um olhar mais sério sobre as minhas intenções é encontrado na tentativa Sr. Huber
de buscar contradições em minhas declarações. Sr. Huber aponta que em público eu agi orgulhoso
de minhas ações e as tratei como um sucesso, enquanto que em nosso memorando sentença que
alegamos que as minhas acções não  levaram a “perdas.”
Por um lado eu acho que foi um sucesso, e ainda eu afirmo que não houve perda.
Sucesso, mas sem perdas. Sr. Huber apresenta essas idéias como provas mutuamente contraditórias
e uma óbvia demonstração que eu era, ou desonesto, ou estava recuando  de minhas convicções.
Mas para o sucesso a seja contraditório ausência perda, tem que haver outra hipótese.
É preciso assumir que minha intenção era causar um prejuizo. Mas a única perda que eu pretendia
fazer era a perda do sigilo pelo qual o governo abriu mão de bens públicos para o lucro privado.
Como eu realmente declarei no julgamento, minha intenção era jogar luz sobre um processo
corrupto e forçar  o governo a dar uma segunda olhada para como o método  como esse leilão
foi realizado. O sucesso desta intenção não é dependente de qualquer perda. Eu sabia que
se eu estava completamente fora da base, e o governo pegou esta segunda forma de ver e decidiu
que nada havia de errado com esse leilão, o custo de minha ação seria mais um de  salário
do leiloeiro e alguns custos menores de re-licitação das parcelas.
Mas se eu estava certo sobre as irregularidades do leilão, eu sabia que, permitir que o leilão
prosseguisse significaria a perda permanente de terras mais adequadas para outros fins
e a perda permanente de um clima seguro. A intenção era evitar a perda, entretanto, mais uma vez
esta  é uma questão de perspectiva.<br>

Sr. Huber quer que você pese a perda para as corporações que esperavam obter a propriedade
pública por alguns tostões sobre  dólares, mas acredito que o fator importante é a perda para
o público que eu  ajudei a evitar. Mais uma vez, voltamos a essa diferença filosófica.
A partir de qualquer ponto de vista, este é um caso sobre o direito dos cidadãos a desafiar
o governo. O escritório do procurador dos EUA deixa claro que seu interesse não é só o de me
punir por fazê-lo, mas para desencorajar outros de contestar o governo, mesmo quando o
governo está agindo de forma inadequada. O seu memorando afirma,
“Para ter certeza, uma temporada na prisão federal, neste caso, vai dissuadir os outros de
entrar em um caminho de comportamento criminoso.” A certeza desta declaração não somente
ignora a história dos presos políticos como também ignora a gravidade da situação atual.
Aqueles que se sentirem inspirados a seguir minhas ações são aqueles que entendem que estamos
num caminho que nos leva a conseqüências catastróficas da mudança climática. Eles sabem que
seu futuro e o futuro de seus entes queridos se encontra em questão.
E eles sabem estamos correndo contra o tempo para mudar as coisas. Quanto mais nos aproximamos
daquele ponto em que seja tarde demais, menos as pessoas terão  que perder lutando para trás.
O poder do Departamento de Justiça se baseia em sua capacidade de tirar as coisas das pessoas.
Quanto mais as pessoas sentirem que nada mais têm  perder, mais o poder  começa a murchar.
As pessoas que estiverem empenhadas em lutar por um futuro vivível não ficarão desanimados
ou intimidados pelo que acontece aqui hoje. E nem eu tão pouco. Eu vou continuar a confrontar
o sistema que ameaça o nosso futuro. Dada a destruição de nossas instituições democráticas
que numa certa época deu aos cidadãos o acesso ao poder, o meu futuro provavelmente
envolverá a desobediência civil. Nada do que acontece aqui hoje vai mudar isso. Eu não quero
que isto seja traduzida numa forma de desrespeito, apenas vocês  não têm essa autoridade.
Vocês tem autoridade sobre a minha vida, mas não sobre os meus princípios. Esses são
exclusivamente meus. <br>

Eu não estou dizendo nada disso lhe pedir misericórdia, mas para pedir-lhe para se juntar a mim.
Se você se colocar do lado do Sr. Huber e acredita que seu papel é desencorajar os cidadãos
tornar o governo responsável, então você deve seguir suas recomendações e me descartar.
Eu certamente não quero isso. Eu não tenho o menor desejo de ir para a prisão, e qualquer
afirmação de que eu quero ser um mártir, mesmo temporáriamente, é falsa. Eu quero que você se
junte a mim  junto ao direito e a responsabilidade dos cidadãos para reclamar do seu governo.
Eu quero que você se juntar a mim na valorização da rica história deste país de desobediência
civil não-violenta. Se você compartilhar esses valores, mas acho que minha tática está errada,
você tem o poder para redirecioná-las.
Você pode me sentenciar a uma ampla gama de serviços comunitários que podem redirecionar o
meu compromisso com um mundo saudável  por um caminho diferente. Você pode ter colocar para
trabalhar com adolescentes problemáticos, como eu passei a maior parte da minha carreira
fazendo. Você pode me ter para  ajudar com comunidades carentes ou até mesmo para arrancar
as ervas daninhas para o<strong> BLM</strong>. Você pode redirigir esse compromisso se
estiver de acordo com ele, mas você não poderá matá-lo. Ele não irá se acabaar.
Neste ponto de ameaças inimagináveis ​​no horizonte, isto é o que se parece com a esperança.
Nestes tempos de um governo moralmente falido que já vendeu seus princípios,
isto é o que se parece com o patriotismo. Com inúmeras vidas em jogo,
isso é o que se parece com o amor, e ela irá apenas crescer. A escolha que você está fazendo
hoje é de que lado você está.<br>
 

 
Tim DeChristopher é um ativista do meio ambiente e membro do conselho da organização por
uma justiça climática  <strong>Peaceful Uprising</strong>.

A MÚSICA ESTÁ MORRENDO?

Marcelo Nunes apresenta:
Um grande amigo meu, músico profissional e professor de música há mais de 20
anos, escreveu um texto muito bacana com suas percepções de como a cultura
musical vem se corroendo ao longo do tempo. Vale a pena!

A MÚSICA ESTÁ MORRENDO?

por André Gonzales ,

terça, 26 de julho de 2011 às 12:57

Eu cresci numa época onde a música, da forma como era feita e mostrada ao
mundo, ainda causava impacto verdadeiro nas pessoas. Fui pego bem no meio da
transição entre a veiculação musical feita ainda por pessoas que estavam do
lado da música em si, que se importavam com a verdadeira potencialidade
artística dos que a faziam, e o começo do reinado das gravadoras ‘majors’,
da pasteurização da música como produto descartável, da interferência
maléfica da MTV alterando de sonora pra visual a maneira como as pessoas
sentem música.

Neste sentido, posso dizer que fui um afortunado. Não tanto quanto os que
nasceram antes de mim e puderam vivenciar a música dos anos 50, 60 e 70
diretamente, mas mais afortunado do que aqueles nasceram depois de mim, que
cresceram nesta realidade onde música e músicos nasciam pra ser um produto.

Posso dizer hoje, com bastante convicção, que vejo claramente a diferença de
valores dos músicos de hoje e de ontem, e dos valores que as pessoas em
geral dão ao que eles fazem. E durante muito tempo isso foi algo que me
deixou muito desiludido com a música em si, que sempre amei. É triste
constatar, após alguns anos de dedicação, que todo o esforço para ser bom no
que se faz, que todas horas de estudo, todos os ensaios, todo investimento,
todo tempo se aprimorando, compondo, estudando, exercitando, pesquisando,
trabalhando etc, não significa nada hoje no passar da régua quando se
escolhe viver daquilo que se gosta, que é ser verdadeiramente um músico –
criar, tocar, expressar-se, explorar, coisas que nossos ‘ídolos’ puderam
fazer, e com isso mudar cabeças, tocar mentes e encantar, mostrando
admiráveis mundos novos, sensações diferentes, possibilidades tangíveis, a
real experiência de ser verdadeiro, e vivo.

Mas o tempo passou, e eu não mudei. Não no sentido de mudar minha maneira de
encarar música, seu papel e seus valores, apesar de muita gente (inclusive
muitas pessoas queridas e próximas) dizer pra eu parar de sonhar, pra eu
viver na ‘realidade’, pra eu começar a ser prático. Mas não mudei nem me
rendi, porque constatei que, se fizesse isso, estaria cometendo suicídio da
alma. Ao invés disso tentei começar a enxergar saídas, soluções práticas,
entender como a coisa chegou onde está, quem sofre com isso, e como podemos
mudá-la.

Entendi que o problema é resultado direto de uma massificação cultural. Hoje
se valoriza mais o ‘entretenimento’ do que a ‘arte’, porque foi com esse
valor que as pessoas cresceram. Elas não sabem, na verdade, a sensação que
se tem ao apreciar algo que vem da alma; só conhecem o produto, e o ato
banal de consumí-lo.

Como podemos reverter este quadro então? Obviamente, a coisa não vai mudar
de uma hora pra outra, e é bom que entendamos isso muito bem. Com isto em
perspectiva penso que é muito importante que aqueles que vivenciam ou já
vivenciaram um dia a realidade do ‘ser verdadeiro’ artisticamente, tanto
ativa como passivamente – músico e apreciador – resgatem estes valores e
repassem aos mais novos ou os que não tiveram acesso a esta realidade, sejam
eles seus filhos, seus alunos, seus amigos, o que for.

É muito importante também que apoiemos EFETIVAMENTE os artistas – os
verdadeiros artistas – indo a seus shows, comprando seus discos, divulgando
sua arte. Só pra ilustrar, muita gente pergunta pra mim, pro Ricky e pro
Andrés quando a SuperOverDrive vai tocar na cidade ou perto deles. Depois de
dois anos compondo, gravando e produzindo nosso disco, de maneira totalmente
independente, a realidade crua é que quase não encontramos lugares pra
tocar. Não existem bares, casas de show ou similares que queiram apresentar
bandas e artistas fazendo som original e próprio. E no meio do rock estes
locais só querem bandas que toquem cover. Ou seja, isto é um reflexo do
todo, de uma cultura de requentar ‘sucessos’. Do povo que não está mais
habituado nem entende a importância de querer experimentar coisas novas, que
não entende que só o artista criativo, e não o repetidor, é que nos trás
sensações e sentimentos novos, nos faz sentir vivos, e não apenas pessoas
que ficam revivendo sensações do passado, eternamente.

As pessoas precisam entender que se isto não for feito hoje, no futuro não
haverá ‘os grandes sucessos de 2011’ , nem rádios de classic rock, classic
pop, classic jazz, MPB muito menos bandas cover terão músicas de nossa época
pra tocar no futuro. Seremos órfãos de um passado rico mas muito distante, e
ficaremos nos perguntando como foi que tudo isso aconteceu e como perdemos
nossa capacidade de sentir – nossa humanidade – não só na música como em
nossas vidas, submersos no consumismo, no imediatismo, no agradável
visualmente, no entretenimento efêmero, nos gadgets, nos playlists, no
plástico, no digital, no oco, vazio, no insensível.

Eu espero realmente que façamos esta reflexão, que percebamos nosso papel e
nossa responsabilidade, que apenas reclamar não soluciona nada… Que somos,
sim, responsáveis pela reversão deste quadro. Que sermos meros repetidores é
indicativo de uma realidade onde os valores foram invertidos, alterados,
sequestrados de nós mesmos por uma condição puramente mercadológica. Que
somos nós quem sofremos com isso – músicos E apreciadores – e que a mudança
ocorrerá quando nós mesmos percebermos tudo isso, e MUDARMOS. Quando
provarmos que o sistema pode ser revertido, que podemos ser mais fortes do
que aquilo que nos condiciona sem que percebamos.

Pra terminar sugiro que vocês assistam o documentário ‘Before The Music
Dies’ (‘Antes Que A Música Morra’ – infelizmente sem legendas), que está no
YouTube dividido em partes:

http://www.youtube.com/watch?v=sPZztrRWjZ8


Juri determina que o activista Tim DeChristopher é culpado

Jury finds activist Tim DeChristopher guilty of both charges | Deseret News.

 

Júri decide que  ativista Tim DeChristopher é culpado de duas acusações

Publicado na sexta-feira 4 março, 2011 12:26 MST

SALT LAKE CITY —Encorajado por lágrimas de adeptos e uma aceitação estóica do inevitável, um desafiante Tim DeChristopher estava na escadaria do tribunal federal quinta-feira e disse que sua convicção em dois crimes federais só servirá para fortalecer a vontade das pessoas para pacificamente lutar contra a injustiça.

 

 

Isso vai muito além de leilões de petróleo. Esta vai para o papel dos cidadãos de responder quando o governo está agindo injustamente,” diss DeChristopher.

As palavras foram ditas apaixonadamente a uma multidão de fiéis seguidores – muitos deles chorando – seguindo sua convicção de violar um petróleo em terra e agir leasing gás e fazendo uma falsa representação decorrentes de um óleo botched e leilão de gás em dezembro de 2008.

Um juri de  de oito homens e quatro-mulheres  deliberou por cerca de cinco horas quinta-feira antes de devolver o veredicto de que se poderia enviar DeChristopher para a prisão por até 10 anos, embora a procuradora dos EUA Utah Carlie Christensen disse no final da tarde que a pena máxima não seria pedida.

Independentemente disso, DeChristopher disse que está preparado para ir para a prisão.

“Nós sabemos agora que eu vou para a prisão“, disse ele. “Nós sabemos agora que é a realidade, mas isso é o trabalho que tenho que fazer. Se vamos alcançar nossa visão, muitos depois de mim vão ter que se juntar a mim também.

Muitos que haviam se reunido em seu nome ao longo de quatro dias de um processo judicial responderam: “Eu vou acompanhá-lo.

Ashley Anderson, diretor de insurreição pacífica, disse que seria errado para qualquer um ver condenação penal DeChristopher como uma derrota.“Há uma solidariedade que se aprofundou em todo o país para todos os movimentos, entre todas as pessoas que estão preocupados com a justiça, que querem mudanças, demonstrando alegria e não resolver, o silêncio ea raiva.

E-mail: amyjoi@desnews.com, emorgan@desnews.com Twitter: DNewsCrimeTeam

Tim DeChristopher – Eco-ativista preso por dois anos por perturbar leilão de petróleo e gás

Tim DeChristopher – Eco-ativista preso por dois anos
por perturbar leilão de petróleo e gás

por Suzanne Goldenberg Tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

Publicado em terça – feira julho 26, 2011 por O Guardião EUA/UK

Um ativista que se tornou um herói por interromper um leilão da administração Bush
para a indústria de petróleo e gás com US $ 1,8 milhões (R $ 1,1 milhões)
em lances falsos foi condenado a dois anos de prisão nesta terça-feira.

Tim DeChristopher foi imediatamente transferido para prisão, e multado em 10.000 dólares.
Ele vinha enfrentando uma sentença potencial de até 10 anos e uma multa de US $ 750.000.

Ambientalistas e ativistas de esquerda, da atriz Daryl Hannah ao cineasta Michael Moore e
Naomi Klein escritor, imediatamente denunciaram a sentença como excessiva.

O grupo que fazia vigília fora do tribunal de Salt Lake City, onde teve lugar a condenação,
os defensores do Pacifista DeChristopher do movimento de desobediência civil,
gritaram uníssonos: “Justiça não é para ser encontrada aqui.”

Como Concorrente n º 70, DeChristopher interrompeu o que seria a última dádiva do governo Bush
para indústria de petróleo e gás oferecendo $ 1,8 milhões (R $ 1,1 milhões)
que ele não tinha, pelo direito de broca em áreas remotas do Utah.
Ele foi condenado por fraudar o governo em março passado.

Em uma conversa por telefone com o The Guardian, um dia antes da condenação,
ele disse que estava esperando a pena de prisão: “. Eu acho que vou passar algum tempo
na prisão, deve ser o próximo capítulo em minha vida.”

Os advogados DeChristopher tinha argumentado que suas ações em dezembro de 2008
eram um boicote, e que o juiz deveria mostrar clemência. Eles argumentaram DeChristopher
não tinha a intenção de causar danos.
No entanto, o juiz Dee Benson disse as crenças políticas
DeChristopher não poderiam desculpar suas ações.
DeChristopher disse que não tinha um plano claro quando ele apareceu no leilão em
Salt Lake City em dezembro de 2008.

Ele veio direto da preparação de uma de suas finais, com a barba por fazer e
uma jaqueta antiga. “Eu certamente não me parecia com alguém que pertencesse ao meio”,
disse ele. “Eu não pretendo ser um executivo do óleo ou de qualquer coisa.”
Funcionários do Serviço Federal de Gerenciamento das Terras perguntaram se ele queria
dar um lance e DeChristopher disse que sim. Ainda está pensando, nesse momento, que ele
apenas queria gritar algo ou causar uma interrupção.

Mas no momento em que o leilão acabou, DeChristopher tinha produzido uma alta dos preços
de alguns pacotes tendo feito propostas vencedoras nas licitações de 14 lotes de terra –
alguns deles perto de parques nacionais. Ele sabia que não tinha dinheiro para pagar
por isso.
A administração Obama, depois, cancelou a maioria das vendas, por causa de dúvidas
sobre o plano de Bush sobre os leasings.

A defesa de DeChristopher foi complicada desde o início, porque o juiz se recusou a
ouvir os argumentos de porque ele tinha se sentido obrigado a agir, para evitar um mal maior.
Neste caso a mudança climática.

Mas, se por um lado o argumento não comoveu o tribunal, ganhou uma grande quantidade de
apoios “DeChristopher” nos campi e entre uma geração mais velha de ativistas.
Ele também fundou um grupo de desobediência civil, Insurreição Pacífica,
Peaceful Uprising.

“Tim é um herói para mim”, escreveu Peter Yarrow, o cantor popular, e membro
do Peter, Paul and Mary, em um artigo publicado no Los Angeles Times
na terça-feira e que comparou DeChristopher com os líderes do movimento pelos direitos civis.
“Ao longo da história americana, foram os atos de desobediência civil que produziram as mudanças.
Pense sobre o Underground Railroad
que ajudou escravos fugidos a encontrarem a liberdade, ou sobre as ações corajosas de pessoas
como Rosa Parks, que se recusou a ficar no fundo do
ônibus simplesmente por causa de sua cor de pele. Sem este tipo de desafio às leis injustas,
do nosso país provavelmente ainda estariam negando as chamadas pessoas de cor as suas
liberdades básicas. “

© 2011 Guardian News and Media Limited

Eco ativista preso por evitar destruição de regiões

Eco ativista preso por evitar destruição de regiões

Notícias do Harlem – As trombetas de chifre

Harlem News, Media, Video, Opinion – The Hornblower – The Story Behind Hornblower.

 

 

A história de fundo das trombetas de chifres

Jazz Hayden – Tradução de Tarcisio Praciano-Pereira

Um professor de ciência política anunciou que ele estaria levando um grupo de estudantes para
uma viagem de formatura, numa ilha do Pacífico, onde eles teriam a chance de testemunhar a
democracia, em sua forma mais pura, em ação.

Quando eles chegaram à ilha, um referendo sobre uma questão muito importante para a população da
ilha inteira estava sendo debatido e estava marcada a data para a votação. Por causa da pequenez
geográfica da ilha, pequena população, a participação plena da população da ilha era possível.
Ao contrário dos Estados Unidos, onde as pessoas tem que votar com cédulas de papel ou
eletronicamente de um extremo do país para o outro, o povo desta ilha votaria diretamente.
O método de votação seria soprando suas bozinas de chifre.

A questão em votação era sobre a forma como o dinheiro, para construir uma nova escola para as
crianças da ilha seria arrecado. Havia duas possibilidades:

  1. tributar os ricos, ou
  2. tributar os pobres!

O resultado parecia uma jogada feita, porque os pobres eram a grande maioria e
claramente os ricos estavam em desvantagem. Os estudantes assistiam com muita atenção!
O moderador, que estava conduzindo a votação, pediu que todos aqueles que fossem a favor de
aumentar os impostos sobre os pobres, para construir a escola, para tocar suas trombetas
de chifre. Seis homens gordos, que estavam sentados no alto de um morro tocaram fortemente
suas trombetas. Os alunos soriram! O moderador, então, pediu que todos aqueles favoráveis
a que se tributassem os ricos que tocassem suas trombetas de chifre.

Houve um silêncio completo.

O moderador então anunciou que, com base no voto, os pobres seriam tributados para pagar
a escola.

Os estudantes se voltaram para o professor e perguntaram-lhe por que os pobres,
que eram claramente a maioria, não tocaram fortmente em suas trombetas de chifre?
O professor respondeu que eles não tinha trombetas de chifre, eles não dinheiro
para comprá-las.

O objetivo desta viagem foi demonstrar aos alunos que em uma Democracia
obtemos a quantidade de democracia pela qual se pode pagar. Se você não tiver uma trombeta de
chifre você não será ouvido. Nos Estados Unidos e outras democracias em todo o mundo as vozes
dos pobres e marginalizados são raramente escutadas porque elas não têm trombetas de chifre
com as quais possam em alto som seus pontos de vista. Os ricos e os
poderosos tem o controle de todos as trombetas de chifre na América,
ou seja, Fox News, MSNBC, CNN, New York Times, Washington Post, etc, etc
Sem trombetas de chifre as pessoas estão perdidas. Devemos construir as nossas próprias
trombetas de chifres para conseguirmos fazer um barulho altíssimo!


Jazz Hayden é um ex-presidiário norte americano, hoje também
um escritor e um ativitista.
A votação com trombetas de chifre

Trombetas de chifres para votação