Um episódio na vida de Joana

Um episódio na vida de Joana

Tarcisio Praciano Pereira

Joana deveria ter ido à escola hoje de manhã, mas acordou com dor de
cabeça, com um súbito mal estar e decidiu que não seria
interessante comparecer ás aulas.

Joana estuda num colégio privado, e dizem que as empresas
privadas são melhores que as públicas, mas tem dias que
Joana não sente o menor prazer em ir estudar.

Mas a escola seria um ambiente de expansão das experiências,
de crescimento intelectual, de convivência frutífera
entre pessoas de uma mesma faixa etária, neste caso,
pessoas em franco desenvolvimento, cheias de energia,
com um grande potencial pela frente, e o colégio privado, como
todas as empresas privadas são melhores que as públicas,
mas Joana algumas vezes se sente sem vontade de comparecer
a este local efervescente, delirante, cheio de oportunidades
de desenvolvimento.

Não! eu estou raciocinando contra o lógico! Se o colégio
privado fosse este ambiente produtivo, frutífero propiciando
as condições para um desenvolvimento saudável, Joana, todos
os dias, estaria acordando excitada ante as possibilidades
de novas oportunidades que iria encontra em seu ambiente
privado de ensino, que seria muito melhor do que as escolas
públicas, estas, sim, consideradas de baixa qualidade e
destituídas de qualquer forma de estímulo para o alunado.

Então a lógica tem que ser outra, Joana, nem sempre consegue
ver no colégio privado, que frequenta, um ambiente proveitoso
a ponto de preferir ficar em casa, sendo a indisposição uma
forma de justificar um dia longe das colegas, longe dos
professores nem sempre atenciosos. O colégio privado na
verdade é uma réplica, apenas melhor pintada, possivelmente
com sanitários menos mal cheirosos, e com professoras com
aparência menos desorganizada, mental e físicamente, que os prédios, os uténsilios ou as pessoas que
se podem encontrar
nos colégios públicos. Porque os governos detestam
a Escola Pública e apenas a
suportam porque há uma grita intensa para que seja mantida.

Afinal, Educação, como Água, Sementes, Terra, Comida, Moradia,
Saúde, enfim, tudo, tem que ser, pura e simplesmente objeto de
consumo, artigos de comércio. Neste contexto a Escola Pública
é um estorvo. Mas a escola privada tem apenas aspecto melhor,
no fundo é tão chata quanto à Escola Pública.

Quem condiciona tudo isto é uma pequena clique de governantes
que representam, indevidamente, uma pequena parcela de seres humanos
que formam o centro do capitalismo e que conseguem manter os
cordões com que manipulam as marionetes, os assim chamados governantes,
se movendo no palco do poder e mantendo o rumo incerto e sufocante
do chamado “desenvolvimento” com frequência modificado por um
adjetivo vázio e enganador: “sustentável”.

Mas Joana, assim como todos os outros jovens, merecem outra coisa.
Nós merecemos todos outra coisa baseado no futuro que irá sair
das mãos destes que agora são jovens e se encontram em formação
para gerir este futuro. Como elas, as jovens colegas de Joana e eles,
os jovens colegas de Joana, se encontram neste “desenvolvimento” nada
saudável, seja os que estão nas escolas privadas, ou aqueles que sofrem
de forma igual nas Escolas Públicas, teremos como consequência
um futuro sómbrio porque estes jovens todos estão aprendendo
apenas uma arte grotesca, o sado-masoquismo e, o que pior, teremos
muito mais destes doentes mentais povoando o palco do poder, como
futuras marionetes, dançando pelos dedos de uns poucos. Estes,
os que mexem os cordões serão sempre poucos, em quantidade muito
menor do que as bonecas que se balançam no palco.

Temos que romper este ciclo vicioso, liberar os jovens para nos
garantir a nós todos um desenvolvimento harmônico. Sim, a Escola,
que não pode ser privada, mas apenas Pública, de qualidade, um
local de liberdade e crítica para formar cidadãs e cidadãos para
a Sociedade.

Corrigir a Escola é uma forma de fazer uma revolução menos sagrenta do
que a que teremos inevitavelmente, se este “desenvolvimento insustentável”
continuar a ser encenado no palco pelas marionetes políticas.

Fica aqui registrado o meu lamento pelas Joanas e Joãos que sofrem diariamente nas Escolas um ensino
deturpado ou deturpante, que eu sei, nem sempre é
assim tão generalizado, mas tenho certeza, sim, que
é terrivelmente significativo. Pobre juventude, e
pobres nós todos. O que é terrível é constatar que
eu estou dizendo, com outras palavras o que já disse
outrora, há mais de um século, Guerra Junqueiro, o
famoso poeta português. Suas palavras eram na
aparência diferentes das minhas, mas estamos dizendo
eu, ele, a mesma coisa. Guerra Junqueiro tem um
poema sobre as crianças na Escola que vale a pena
ser lido.

Espanha: Garzón absolvido

NOTÍCIAS
Espanha: Garzón absolvido
27/02 13:53 CET

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http://pt.euronews.net/2012/02/27/espanha-garzon-absolvido/
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Milhares manifestam-se em Madrid para apoiar Baltazar… 29/01/2012 23:13 CET
O Supremo Tribunal espanhol absolveu hoje o juiz Baltasar Garzón, acusado de delito de prevaricação, por se declarar competente para investigar os crimes do franquismo.

Baltasar Garzón respondeu a uma acusação das organizações de extrema-direita “Liberdade e Dignidade” e “Manos Limpias” por considerarem que o magistrado prevaricou quando pretendeu investigar os desaparecidos da Guerra Civil e do franquismo.

Garzón era acusado de ter ignorado uma lei de amnistia geral aprovada pelo parlamento espanhol em 1977.

Mais informação sobre Direitos Humanos, Espanha, Justiça, Processo

10th Annual Human Rights Award

Contest | 10th Annual Human Rights Award.

 

http://humanrightsaward.org

 

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PFC Bradley Manning

Votes: 808

Submitted by: Emma Cape

Bradley Manning is a 24 year-old intelligence analyst for the U.S. military who was stationed in Iraq when he came across thousands of improperly classified documents. He described the moral dilemma he faced: “if you had free reign over classified networks for long periods of time… and you saw incredible things, awful things… things that belonged in the public domain, and not on some server stored in a dark room in Washington DC… what would you do?” Actions attributed to him indicate he chose to courageously and selflessly expose abuses. The documents, which have served as primary sources for thousands of articles in the mainstream press, reveal a disturbing trend of corporate influence on the U.S.’s foreign policies, as well as the frequency with which officials around the world actively mislead citizens regarding crimes against human rights and the environment. According to journalists, Bradley’s alleged actions helped motivate the democratic revolution in Tunisia. Also, by highlighting the failure of the military to appropriately address war crimes, they contributed to the Obama Administration finally agreeing to withdraw all U.S. troops from the occupation in Iraq. Bradley will be facing the possibility of life in prison at his court martial in the spring. If the military continues to refuse to acknowledge PFC Manning as a whistle-blower, he may become the first person in U.S. history to be convicted of “Aiding the enemy through indirect means” for telling the public the truth.

 

For more information: http://www.bradleymanning.org

Carta aberta à comunidade da Instituição ifceana

Carta aberta à comunidade da Instituição ifceana

Na minha juventude, tive a felicidade de pertencer às ordens do Partido Comunista Brasileiro
(PCB), à época, clandestino. Tive a oportunidade ímpar de conviver com pessoas como Luís
Carlos Prestes (“O Cavaleiro da Esperança) e Gregório Bezerra (líder das ligas camponesas),
heróis do povo brasileiro. Em nossos encontros de formação, tive acesso aos primeiros
ensinamentos de Karl Marx. Lá, aprendi que “afora os grilhões, o proletariado não tem nada a
perder! Mas, tem um mundo a ganhar”. Reuniões clandestinas, codinomes, riscos de prisão
compunham o cenário de nossa vida cotidiana. Não posso dizer que isso não me provocava
temores. Enfrentei o medo e, como brasileiro, posso dizer: venci! Afinal, superamos os “anos
de chumbo” da ditadura militar.

De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje, sou docente do Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do Ceará (IFCE), mestre em Educação e Doutor em Sociologia pela Universidade
Federal do Ceará (UFC). Porém, traços da minha juventude “rebelde” se mantêm no presente.
Em 16 anos de minha vida na Instituição ifceana, ninguém nunca me viu ou ouviu levantar uma
bandeira individual. As causas que abracei foram sociais. Quando achei ser necessário
defraudar bandeiras de greve, o fiz. Quando quase ninguém acreditava na volta do ensino
técnico integrado ao médio, defendemos, Junto ao Sindicato, essa modalidade de ensino como
um ideal a ser buscado. Hoje, ela é uma realidade.

Aprendi com Che Guevara o ato de indignar-se contra qualquer injustiça cometida. Não
interessa por quem o ato foi deferido e nem por quais poderes. Essa compreensão já me levou
a situações limite, me obrigando a confrontar com autoridades constituídas, com seus
aparatos institucionais ou repressivos. Foram tantos os confrontos que ficaria difícil enumerá-
los. Se quiserem saber, aprendi muito com a militância social.

O episódio ocorrido nas cercanias do Estádio Presidente Vargas, que culminou com minha
prisão por “desacato à autoridade” e o constrangedor uso das algemas ­ mesmo sem ter
motivos para tal, afinal não esbocei qualquer reação à abordagem policial ­, só se explica pelo
caráter autoritário da polícia, herdado do período da ditadura militar.

Não obstante, esses fatos não me abalaram minimamente. Eles não são nada frente à
indignação provocada pela felicidade de autoridades que compõem o staf diretivo do IFCE. A
alegria foi tamanha que não tiverem o menor escrúpulo de fazer eco da fotografia de minha
prisão e de me detratar publicamente rotulando-me de “bandido”. Palavras chulas, deslocadas
dos fatos, como “Liderança da Greve do IFCE, não consegue convencer seus pares e recebe um
par de algemas” e expressões como “lugar de bandido é na cadeia” evidenciam a ausência
mínima de moralidade. Essas posturas aéticas permitem dar vida à máxima maquiavélica: “os
fins justificam os meios”. Parece que o temor provocado por uma derrota eminente lhes
corroeu o caráter.

Meu maior crime foi o de ter afirmado ser candidato a reitor. A proposta, constituída a várias
mãos, aponta para o exercício direto da democracia, controle público de gastos, orçamento
participativo, escolha de diretores gerais dos campi e de funções gratificadas pelos pares,
humanização da gerência de Recursos Humanos, assistência estudantil na forma da lei etc.

Com os índios de Xiapas, aprendi um ensinamento: lutar contra os poderosos e, ao mesmo
tempo, abrir mão do exercício de poder. Dividir o poder é um exercício que requer acertos e
erros, idas e vindas… Atendendo aos apelos familiares, declino irremediavelmente de minha
candidatura a reitor. Aos meus detratores deixo um ensinamento: Maquiavel estava
equivocado. A história já nos ensinou que os meios são tão importantes quanto os fins.

Fortaleza, 16 de fevereiro de2012.
Marcelo Santos Marques

Violência policial contra o professor Marcelo Santos Marques


VIOLÊNCIA, CINISMO E A FALÊNCIA DA CULPA

NOTA EM SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR MARCELO MARQUES

Nos últimos meses, as consciências mais atentas e preocupadas com os rumos da vida
nacional, cujas tendências dominantes são quase sempre silenciosamente sombrias,
observaram horrorizadas, em meio à torrente de absurdos cotidianamente vividos e
relatados, alguns episódios de violência policial explícita e abuso de poder, gravemente
sintomáticos. A força traumática dessas cenas tem sua razão de ser, que não é, contudo,
diretamente proporcional ao uso da violência física, senão à covardia, desumanidade e
injustiça dos atos.

Primeiro, foi o caso da prisão de um professor universitário, Doutor em História,
acusado de lançar um artefato explosivo na Reitoria da Universidade Federal de
Rondônia (UNIR), ocupada por estudantes secundaristas, universitários e servidores em
greve, em setembro de 2011. Alguns policiais federais à paisana, infiltrados no
movimento, imobilizaram o professor e comunicaram o fato ao delegado da Polícia
Federal que, às pressas, foi até o local e, tomado por uma cólera de motivação
incompreensível, lhe deu voz de prisão sem titubear minimamente ante o clamor
indignado da multidão e sem vacilar quanto às exigências superiores de submeter a
autoridade de que é investido pela justiça a finalidades vis, ligadas aos interesses mais
mesquinhos dos líderes políticos da região. Nenhum inquérito foi aberto para apurar a
materialidade da acusação. Não bastasse a violência do ato, o cinismo daqueles que
apoiaram a prisão do professor consistiu na tentativa de converter uma manifestação
democrática num ato contra a própria democracia, contra ordem. O artefato explosivo,
claro, não passava de um factóide para justificar e legitimar, ante a falência da culpa, a
ação violenta da polícia. O mesmo faziam os militares durante a Ditadura.

Logo depois, foi o caso da ocupação da Reitoria da USP por estudantes que
denunciavam justamente a recorrência indiscriminada de procedimentos arbitrários e
invasivos adotados por policiais instalados no campus da universidade por ordem do
governo do estado, em consonância com a Reitoria. O fato, ao contrário do primeiro
episódio, ganhou ampla repercussão midiática, o que garantiu ao Reitor todo tempo e
espaço necessários para deslindar sua defesa e esclarecer o ocorrido. Em nenhum
momento, porém, a palavra foi franqueada aos estudantes envolvidos e aos professores
que apoiavam a manifestação. O cinismo, neste caso, consiste precisamente em agir
violentamente contra os estudantes em nome de sua segurança. O factóide, para
justificar a violência policial ante a falência da culpa, foi um cigarro de maconha.

O terceiro episódio diz respeito à expulsão de 2 mil famílias que, desde 2004, formavam
a comunidade de “Pinheirinho”, localizada num latifúndio urbano de 1,3 milhão de m2,
cuja suposta propriedade (mesmo tendo sido executada por dívidas, em 1992) é
reivindicada pelo mega-especulador Naji Nahas, indiciado pela justiça brasileira por
crimes contra a ordem financeira ­ em 1989, ele fraudou operações na Bolsa de Valores
do RJ, em 2008 foi preso pela operação “Satiagraha” e atualmente possui empresas que
acumulam dívidas milionárias por sonegação de impostos. O cinismo, aqui, consiste em
assegurar o direito à propriedade sem a propriedade de direito. Ante a ausência de culpa,
a ação policial é justificada pela “invasão”, tal como declarou a juíza responsável pelo
mandado de reintegração de posse.

O quarto episódio exibiu a radicalidade do tratamento dado aos moradores de rua e
usuários de crack que se concentravam na região do Centro de São Paulo conhecida
como “Cracolândia”. Por meio de uma ação policial ostensiva, um batalhão armado com
cassetetes, escudos, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo avançou sobre uma
multidão de usuários que foram expulsos do território onde, até então, o consumo de
crack era feito livremente, às vistas das viaturas que patrulhavam a área. O contraste
entre a atrocidade da ação policial e o nível de indigência em que vivem os usuários
define os contornos da dramaticidade desta cena real.

Em princípio, a operação fazia parte de um projeto maior, baseado na integração das
ações próprias da política de segurança, da política de habitação e da política de saúde
pública em torno do ideal comum de requalificação e adequação dos usos dos espaços
públicos. No entanto, por força deste mesmo ideário, aquilo que seria uma ação policial
de combate ao tráfico se converteu, conseqüentemente, numa política de viés sanitarista
de limpeza dos espaços por meio da expulsão de populações “doentes”, tendo em vista a
retomada do valor imobiliário de áreas urbanas decadentes. O cinismo, aqui, consiste
em fazer uma ação policial violenta passar por uma ação médica, uma questão de saúde
pública, insistindo em tornar o combate uma forma de prevenção. Ante a falência da
culpa, os usuários e a terrível ameaça que representam são o factóide para justificar e
legitimar a ação policial violenta. A internação compulsória dos doentes seria, pois, uma
medida profilática, não um acinte ao direito à integridade.

Por fim, um último episódio exibiu a intolerância de um policial que, ao abordar um
cidadão que estava passeando com o seu cachorro na rua, ordenou-lhe que colocasse
uma focinheira no animal. Ao questionar a necessidade da medida, tendo em vista o
quão dócil era o cachorro, o cidadão foi agredido pelo policial que, em seguida, sacou a
arma e disparou fatalmente contra o animal, que morreu entre as pernas do dono. O
cinismo, neste caso, expõe a perversão a que é levado o poder quando este se torna uma
finalidade em si. Ante a falência da culpa, o suposto perigo da agressividade instintiva
do animal justifica a ação violenta do policial.

A eventual distância que nos separa dessas ocorrências talvez neutralize seu efeito. No
entanto, mesmo aqueles que ainda não foram vítimas de algozes fardados, espreitam e
temem o risco de sê-lo. Quando a violência institucional, em suas formas variadas,
atinge alguém que nos é próximo, ainda mais quando sabemos de sua inocência e de sua
honradez, então sentimos o peso da injustiça. Foi o que ocorreu, no último final de
semana, com o companheiro Marcelo Santos Marques, abordado por policiais
durante uma partida de futebol, no estádio Presidente Vargas
. Ao se queixar sobre
o modo como um dos policiais o tratou, o mesmo entendeu o gesto do professor
Marcelo Marques como desacato à autoridade e, sem mais, lhe deu voz de prisão,
algemando-o. De sua parte, a imprensa imprimiu mais uma de suas sentenças, como faz
em tiragens diárias. Assim, sem qualquer menção ao fato, sem demonstrar interesse
algum em explicar o que ocorreu, uma fotografia publicada no Jornal Diário (13.02.12)
mostra o professor sendo levado à delegacia, “detido” pelo policial.

A arbitrariedade, no entanto, não é um privilégio de policiais, e nem todos os policiais
fazem uso dela. Na verdade, este é um mal que permeia as instituições, e muitos são os
que, investidos de algum poder, costumam fazer da perseguição, da ameaça, do terror,
da disciplina forçada, da penalização e do puro arbítrio os meios de silenciar a opinião
contrária, a oposição de idéias, que teima em denunciar os privilégios, exigir o
cumprimento das normas e fazer valer os princípios democráticos da transparência, da
impessoalidade, da elegibilidade, contra a tirania dos que se crêem senhores do poder ­
sejam eles representantes dos governos, magistrados, reitores, diretores e todos aqueles
que fazem da autoridade uma forma de autoritarismo.

Por tudo isso, nós que não consentimos com este estado de coisas, que não admitimos a
criminalização das lutas sociais nem a naturalização do uso indiscriminado da violência
contra os que reivindicam melhores condições de trabalho, educação, moradia e direitos
sociais básicos; nós que somos vítimas da perseguição e do assédio moral praticado por
nossos superiores nas instituições onde somos servidores; nos que repudiamos a ofensa
pessoal seja como meio de macular a vida e a carreira de alguém, seja como instrumento
de disputa nos processos eletivos, declaramos todo nosso apoio e solidariedade ao
professor de Filosofia e Sociologia do Instituto Federal de Fortaleza (IFCE),
Marcelo Santos Marques
, bem como julgamos imprescindível expressar toda nossa
indignação para com o descaso, a violação de direitos e a arbitrariedade desferida contra
os alunos e servidores desta instituição, especialmente os que participaram do
movimento paredista da última greve.

Reafirmamos, portanto, nosso compromisso histórico com a construção de uma
Instituição que seja democrática, solidária, propositiva, participativa, analítica e crítica,
sinalizando firmemente a possibilidade de refundação política do Instituto Federal do
Ceará, tendo em vista a real valorização dos professores e técnicos, a implementação
estratégica de inovações para a melhoria do ensino, a transparência e a participação
efetiva nos processos decisórios das várias instâncias administrativas, o estímulo das
atividades de extensão e serviços prestados à sociedade, de modo a tornar possível a
integração livremente enriquecedora e cooperativa da comunidade acadêmica. O
reconhecimento quanto à importância das realizações de cada um dos nós, alunos e
servidores, implicará no respeito à Instituição e à sociedade.

SINDSIFCE, 15 de fevereiro de 2012.

Somos os INDIGNADOS do mundo todo! Somos todos SEM-TERRA, SEM-
TETO!
Somos todos PINHEIRINHO! Somos CRACOLÂNDIA! Basta de
VIOLÊNCIA POLICIAL! Basta de PERSEGUIÇÃO POLÍTICA e ASSÉDIO
MORAL! Todo apoio à LUTA SINDICAL e ao DIREITO DE GREVE! 10% do
PIB para a EDUCAÇÃO, JÁ! Solidariedade ao companheiro MARCELO
MARQUES! Só a luta muda a vida
!

Trabalhadores ocupam fábrica em Chicago

 

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Trabalhadores ocupam fábrica em  Chicago 

 

50 trabalhadores de Serious Materials, uma fábrica de janelas antes conhecida como Republic Windows and Doors, vieram para o trabalho no dia 23 de Fevereiro apenas para saber que era o seu último dia de trabalho. Os trabalhadores ficaram em discussões o resto do dia e 14:30 eles decidiram que não iriam abandonar a fábrica. Eles não iriam deixar que a fábrica fosse desmontada e as máquinas vendidas a retalho quando eles estavam sem trabalho.
By Staff
Chicago IL – 50 workers at Serious Materials, the window factory formerly known as Republic Windows and Doors, reported to work the morning of Feb. 23 only to be told that today would be their last day of work. Workers talked throughout the day and at 2:30 p.m. they came off the line and told the boss that they were not leaving the factory. They would not let the factory be stripped of its machines and sold piece by piece while they were out of a job.

Armando Robles, um dos trabalhadores de  Serious e também um veterano da  Republic Windows está na ocupação e diz que os trabalhadores estão unidos e firmes.  “Estamos aqui para vencer. Podemos ver um grupo de apoio lá fora que nos está dando força.”
Armando Robles, a Serious worker and veteran of the Republic Windows battle who is inside the plant, said workers are united and standing strong. “We are in it to win. We can hear the supporters outside and it is giving us strength.”

Está é a mesma fábrica cujos trabalhadores pertencem ao mesmo sindicado que foram a inspiração do país em 2008 ao ocuparem a fábrica Republic Windows and Doors para exigir o pagamento dos seus direitos quando a companhia fechou repentinamente.
This is the same factory with the same union and some of the same workers that inspired the country in 2008 when they occupied the Republic Windows and Doors factory to demand the pay and benefits due to them when that company closed abruptly.

Estes trabalhadores estão representados pelo sindicato UE Local 1110. Leah Fried, e um dos organizadores da UE disse: “A nossa única exigência é de que nos sejam dada a chance de salvar estes postos de trabalho. O desejamos é tempo – tempo para encontrar um comprador ou mesmo tornar possível que os próprios trabalhadores comprem a fábrica. Queremos tempo para salvar estes postos de trabalho.”
The workers are represented by UE Local 1110. Leah Fried, UE organizer said, “Our only demand is that we be given a chance to save these jobs. What we want is time – time to find a buyer or even to make it possible for the workers to buy and run the factory themselves. We want time to save these jobs.”

Grupos de apoio continuam a se reunir na parte externa da fábrica situada na Avenida H Hickory, 1333 em Chicago.
Supporters continue to gather outside the plant, located at 1333 N Hickory Avenue in Chicago.

 

A mentira das sacolinhas do Supermercado

A mentira das sacolinhas do Supermercado

Anônima

Em quinta-feira, 16/2/12

Então vamos usar a velha sacola de feira ou até os carrinhos de feira.
Quero ver eles lucrarem com isso.

E essa história que as sacolas de plástico demoram 500 anos pra dissolver,
é pura balela, deixem uma sacola no sol por uns 60 dias e vejam o estado dela,
está dissolvendo. Indignada com a passividade do brasileiro mais uma vez..
Repasso porque achei pertinente…

Os supermercados diziam gastar R$ 200.000.000 (Duzentos Milhões) de Reais distribuindo
“De Graça” 7.000.000.000 (7 Bilhões ) de Sacolinhas de plastico todo ano aos
consumidores e que cada Sacolinha tinha um custo em torno de R$ 0,04 (4 Centavos)
de Real.

Acontece que primeiro: isso é uma grande mentira.

Os 200 milhões já estavam Embutidos nos custos do supermercado e eram pagos pelos
clientes. Assim como é a luz, a limpeza e até o sorriso dos caixas.

Tudo pago por nós consumidores.
Os Grandes supermercados (Extra, Pão de Açúcar, Carrefour), numa compaixão inédita
a favor do meio ambiente se uniram para exterminar o uso de sacolinhas de plástico que
eram dadas aos clientes, tudo isso pensando apenas no meio ambiente.

Outra grande mentira.
Uma simples conta de matemática prova essa mentira.

Ao invés de “dar” as sacolinhas (venda disfarçada dentro dos outros produtos)
os supermercados agora irão Vender (diretamente) aos consumidores sacolinhas
biodegradáveis (Mais uma mentira que falaremos depois) ao custo de R$ 0,19
(Dezenove centavos) de Real cada.

5 vezes o valor da antiga Sacolinha.
E ai que entra a mágica. 7 Bilhões de Sacolinhas ao custo de 19 centavos cada
vão gerar aos supermercados um ganho anual de R$ 1.330.000.000 (UM BILHÕES E TREZENTOS
E TRINTA MILHÕES ) DE REAIS POR ANO.

Mesmo que apenas METADE das pessoas que vão a supermercado comprem sacolinhas
ainda serão R$ 665.000.000
(SEICENTOS E SESSENTA E CINCO MILHÕES) DE REAIS POR ANO. – 3 vezes mais do que ELES
JÁ GANHAM ATUALMENTE.

Mas e as Sacolinhas Biodegradáveis?

Bem as sacolinhas são biodegradáveis apenas se elas forem corretamente condicionadas
em usinas de compostagem.
Acontece que essas usinas NÃO EXISTEM, NÃO FORAM CONSTRUIDAS e talvez lá por 2014
a primeira comece a funcionar… E OLHE LÁ.

Outra GRANDE MENTIRA que os supermercados usaram para Banir as sacolinhas de
plástico foi a desculpa sem vergonha que durante as chuvas, essas sacolas entupiam
as boca de lobo e provocavam enchentes.

Por que ?
Porque as pessoas usavam as sacolinhas para jogar lixo fora (Ué isso não era conhecido
como reciclagem ?).
Mas agora elas terão que comprar Sacos de lixo para esse fim, Não é ?!
SÓ QUE ISSO É MELHOR AINDA PARA OS SUPERMERCADOS.

Como?
Outra simples conta de aritimética.

Cada pessoa que reciclava as sacolinhas de plástico usa em media
trés por dia para condicionar o lixo (uma no banheiro, uma na cozinha e
mais uma na pia da cozinha para resto de comida).

Pois bem, isso dá em media 90 sacolinhas por més, usadas para jogar lixo fora (3×30=90).
Os supermercados vendem um pacote com 100 sacos de lixo em media por R$ 12 (Doze) Reais.
Então durante um ano uma dona de casa vai gastar 1080 sacos de lixo (12×90)
e vai precisar comprar 11 pacotes de saco de lixo (11*100 = 1100) gastando
R$ 132 (Cento e Trinta e dois) Reais.

Preço razoável, certo?

ERRADO!!!

Lembra dos 7 Bilhões de Sacolinhas que os Supermercados “davam” todo ano.
Se eu dividir esses 7 Bilhões por 100 eles serão equivalentes a 70.000.000
(SETENTA MILHÕES ) de Pacotes de sacos de lixo com 100 unidades cada.
70 Milhões de pacotes vezes os R$ 132 por ano que cada pessoa vai precisar
pagar para jogar o lixo fora vão gerar Um lucro aos Supermercados (que vão vender
esses sacos de lixo) R$ 9.240.000.000 (NOVE BILHÕES E DUZENTOS E QUARENTA MILHOES)
de Reais.

Ou seja, dane-se a sacolinha ecológica. Eles querem mesmo é que vocé compre
Saco de lixo pois eles vão ganhar 7 vezes mais.
Indignado ?

Então passe essa mensagem para frente e mostre a verdade para aqueles
que ainda fazem papel de idiota defendendo essa canalhice.

NÃO COMPREM AS SACOLAS VENDIDAS NOS SUPERMERCADOS.FAÇAM DE LONA.


Recebi esta excelente conta de artimética econômica
por e-mail, não sei quem é a autora, se descobrir
corrijo acima. Oxalá algumas professoras de Matematica
transformem isto numa lista de exercícios e levem
para as alunas. Matemática também serve para
conscientizar as pessoas.