agencia@apn.org.br Neste 1º de Maio somos todos trabalhadores do Comperj

Neste 1º de Maio somos todos trabalhadores do Comperj

APN – Agência Petroleira de Notícias | http://www.apn.org.br

Neste 1º de Maio somos todos trabalhadores do Comperj

O Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro é a segunda maior obra
do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Brasil, incluindo duas
refinarias. As empresas encarregadas da construção estão recebendo mais de
R$ 15 bilhões, repassados pela Petrobrás. Trabalham atualmente no Comperj
cerca de 16 mil operários.Trabalhadores estão em greve há mais de 20 dias.

Mas assim como os consórcios, a direção da Petrobrás, que projetou a obra,
está tratando os trabalhadores como bandidos.

Trabalhadores estão em greve há mais de 20 dias

Os operários estão parados desde 9 de abril. Apesar do alto lucro das
empresas, os trabalhadores têm sido tratados sem nenhum respeito. A comida é
servida estragada. Os trabalhadores de outras regiões do país não têm
direito a folga para visitar as famílias, como manda a legislação.

O FGTS não está sendo depositado há mais de seis meses. Apesar de estarem na
data-base, os consórcios (empresas) estão ignorando as reivindicações dos
trabalhadores e não apresentam nenhuma proposta. As empresas não pagam hora
extra nem têm banco de horas.

Obra pode dobrar de valor!

Apesar de maltratarem os trabalhadores e desrespeitarem seus direitos, as
empresas podem faturar o dobro do que estava inicialmente previsto: a obra
pode custar aos cofres públicos R$ 31 bilhões!

O Sindipetro-RJ apresentou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) para
apurar a origem e o destino de todo esse dinheiro. Também vai entrar com
denúncia junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Dentre as empresas que
atuam no canteiro de obras estão a Delta e a Locanty, acusadas de
superfaturamento. A sociedade está indignada com o mau uso do dinheiro
público e com o desrespeito aos trabalhadores!

Os trabalhadores do Comperj precisam da nossa solidariedade! A greve é justa
e tem que continuar até a conquista das reivindicações. Parados há mais 20
dias, os trabalhadores em greve estão sem salário, enquanto os supervisores
continuam recebendo.

DOAÇÃO DE ALIMENTOS

Por enquanto, estamos recebendo cestas básicas ou um quilo de alimento não
perecível. As doações podem ser feitas no Sindipetro-RJ:

RIO: Avenida Passos, 34, no centro (próximo à Praça Tiradentes). Telefone
3034-7300.

ITABORAÍ: Rua Mendonça Sobrinho, 57, sala 3. centro. Telefone 2645-7288.

BASES DA PETROBRÁS:

Nas bases da Petrobrás, o carro do Sindipetro-RJ vai recolher a doação de
alimentos

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

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