Crescimento espantoso do uso da bicicleta no Chile obriga governo a construir ciclovias

Crescimento espantoso do uso da bicicleta no Chile obriga governo a construir ciclovias

Esta é uma manchete do site “vá de bike” 

E ao ler a notícia observei que o movimento está centrado em ex-motoristas de classe média que se converteram ao ciclismo pela razão óbvia: o carro deixou de ser a mobilidade que o consumismo do automobilismo ainda prega.

De carro você não consegue mais encontrar aonde estacionar, antes a propaganda de qualquer lojinha oferecia estacionamento em frente à loja para seus clientes, hoje você paga quatro reais nos estacionamentos de um ex-senador que invadiu uma área de preservação ecológica, e ainda se diverte a nossa custa com cartazes em que pretende esconder o que fez, para construir um grande estacionamento dentro do qual as pessoas vão consumir bugingangas. Não se engane, aquilo é apenas um grande estacionamento, é o grande negócio do ex-senador, faça as contas a 4 reais por carro por um período de 3 horas.

De carro você com frequência se exaspera no trânsito, ou tem que sair de casa antes que o trânsito comece a ficar infernal e somente retorne para casa quando desaparece o fluxo do trânsito, o que significa que o dia começa antes das 6:00 para termina depois 20:00 horas e você se vê obrigado a ficar 14 horas fora de casa. De bicicleta você faria esta viagem em uma hora, em qualquer horário.

Mulher trafega em sua bicicleta no frio andino de Santiago

Mulher trafega em sua bicicleta no frio andino de Santiago

Preso ao carro, você faz um “investimento” de 50 mil reais num troço que perde 50% do valor em dois anos o que signfica que você gasta 25 mil reais a cada dois anos para ter um retorno de 4%, faça as constas: você anda por dia uma hora de carro (desconte o tempo parado no engarrafamento, você não está andando, está descansando ao volante, escutando música, ou ligado na Internet) – numerador da fração é 24 x 30 x 1  e o denominador da
fração é 24*30*24 quer dizer que o resultado final do uso dos 25 mil reais é 1/24. Ninguém poderia considerar isto um investimento rentável pela lógica famigerada do capitalismo.

Compre uma bicicleta cara e cômoda, pague 2700 por uma bicicleta com aro 29, e 21 marchas, ela vai levá-la a uma velocidade média de 20 km por hora quando você ganhar prática. Ao final de dois anos, elas ainda estará nova, no máximo você terá trocado os pneus (eu troquei os pneus da minha com um ano – já tinha corrido nela mais de 3 mil quilómetros). Pneus e serviço para trocá-los me custaram 100 reais, paguei, porque se eu mesmo fosse fazê-lo, sairia todo cortado e ainda teria que levar para o mecânico terminar… então o meu gasto com a magrela foi de 100 reais num ano, compare com o seu gasto semanal de combustível.

Eu posso dizer de peito aberto que não sou responsável pelo aquecimento global! É verdade que ainda tenho alguns defeitos consumistas que estou tentando corrigir, mas eu estou preparado para sair do carro e seguir na bicicleta, basta para isto que eu encontre as condições necessárias na cidade em que vivo, e estou lutando para isto.

Minha co-cidadã (uso o feminno como genêrico, me parece justo)

Permita-me fazer uma solicitação, e desculpe se estiver sendo
repetitivo. Eu vou perdir-lhe que vote no projeto do Willian Cruz

http://vadebike.org/2012/07/willian-cruz-premio-cidadao-sustentavel-vote/

não é uma questão pessoal, eu não conheço Willian, mas estou por trás
da proposta “vá de bicicleta” e é isto que estou defendo agora.  Eu preferia mesmo dizer “vá de bicicleta” para evitar o angliscismo desnecessário.

Ainda tem algumas pessoas pouco esclarecidas que ignoram a possibilidade iminente de uma catástrofe climática a se abater sobre nós, ou talvez apenas estejam se colocando na posição cômoda de esperar para ver!  Ou talvez a razão seja a mesma que me obriga a continuar andando de carro: as condições objetivas na cidade ainda nos aterrorizam quando pensamos na possibilidade de montar numa bicicleta para o dia-a-dia. Se for isto, temos que nos juntar para brigar por estas condições. Forçar a prefeitura a definir metade das ruas da cidade para uso exclusivo de bicicleta.

A questão não é ciclovias, e sim metade das ruas dedicadas à bicicleta.

Não podemos, não devemos lutar por ciclovias, elas terminam sendo uma falsidade. Começam em qualquer lugar, longe da porta de nossas casas e repentinamente são interrrompidas por uma bruta, larga, avenida de quatro pistas.  Novamente nós, os ciclistas ficamos em segundo plano, caimos no seio facista do meio ambiente dos carros.

Tem que ser diferente: metade das ruas, uma faixa inteira, severamente, separada para os ciclistas, quando a rua tiver duas faixas. Ou então 4 faixas dedicadas às bicicletas, quando for uma avenida de 8 faixas. Uma aritmética clara e definida, uma tomada de posição: temos que restringir definitivamente o uso dos carros. Quem quiser usar carro, que fique restrito na metade que lhes sobrará para correr, à velocidade limitada (40 km/h é o Código de Trânsito estipula para o trânsito urbano).  E as ambulâncias, elas serão bem vindas na faixa dos ciclistas, podem ter certeza disto. Nós os ciclistas, prazenteiramente nos apeiaremos de nossas biciclietas e abriremos espaço para as ambulâncias passarem com a gravidade e urgência que lhes corresponde, coisa que nenhum automobista consegue pensar em fazer.

Seria possível evitar a catástrofe ambiental que se nos avizinha?

Eu creio que é  possivel evitar a catástrofe,  embora haja os que consideram que o ponto crítico, em que o pêndulo do tempo já se tenha descontrolado e que estajamos na orbita (linguagem ciêntífica, de equações diferenciais, mas de uso popular) de viagem ao longo de 500 anos de super-aquecimento até que a Terra retorne à temperatura habitual. Os que assim pensam se baseiam no fato de ultrapassamos os
350 recentemente – 350ppm  de carbono na atmosfera, chegamos a quase 400 ppm.

Se ainda não estivermos nesta órbita catastrófica é necessário um esforço gigantesco para recolocar o pêndulo do tempo em seu curso normal e, entre outros problemas, se encontra o carro, “esta latinha com ar acondicionado poluido pela latinha que trafega na frente”, como um dos problemas centrais que temos que corrigir.

Desaparecendo o carro, desaparece junto com ele toda a necessidade compulsiva por extração de petróleo, se elimina a razão das guerras, como num passe de mágica cai, como num efeito dominó, grande parte do nosso problema. E por outro lado é possível que se abra o caminho para uma igualdade social, justiça econômica, distribuição de renda que também são problemas que podemos associar à compusividade petróleo-carro, porque para que nos seja permitido andar de bicicleta teremos que abrir o caminho para uma relativa igualdade social onde não haja  gente ultra-pobre que nos veja como super-ricos (o que nem somos mesmo).

Hoje vi com satisfação que na cidade de Santiago, no Chile, os jornais noticiaram que as “autoridades” se convenceram de que era preciso abrir caminho para as bicicletas na cidade e que levou as ditas “autoridades” à esta conclusão foi precisamente a classe média que decidiu usar a bicicleta e hoje trafegam um milhão de bicicletas
em Santiago.

Condições para termos o direito ao uso da bicicleta

Eu ainda ando de carro, porque não me atrevo a enfrentar o Sol, os
carros em que andam as minhas co-cidadãs, os cachorros, os buracos e o
risco de ser considerado um “pinta-boa-andando-de-bicicleta-de-luxo”
no meio da desigualdade social em que vivemos. Eu queria lutar,
desesperadamente, para criarmos as condições objetivas para que todos
possamos nos exercitar enquanto vamos de casa para o trabalho em vez
de precisamos gastar algumas horas por dia em uma clínica de
emagrecimento forçado.
Peço-lhe então que considere a possibilidade de

votar neste opção
http://vadebike.org/2012/07/willian-cruz-premio-cidadao-sustentavel-vote/%5D
http://vadebike.org/2012/07/willian-cruz-premio-cidadao-sustentavel-vote/

Eu não quero que esta sugestão indique que os demais concorrentes são
desmerecidos, apenas eu estou apoiando uma ideia –  ir de bicicleta.
Se concordar, repasse o link  para sua lista.  Este não é um questão
minha, é sua, de suas filhas, de suas netas, de todas as pessoas de
quem você gosta e que vivem no planeta de que dependemos.

Tarcisio Praciano-Pereira
Um ciclista frustrado metido atrás do volante numa latinha com ar conservado e poluído pela latinha que trafega  na frente.

bicicletas em santiago

Crescimento espantoso do uso da bicicleta no Chile obriga governo a construir ciclovias

http://vadebike.org/2012/07/crescimento-espantoso-do-uso-da-bicicleta-no-chile-obriga-governo-a-construir-ciclovias/

Fría mañana del 5 de junio 2012 Fría mañana del 5 de junio 2012 Fría mañana del 5 de junio 2012 Fría mañana del 5 de junio 2012

 

Nos últimos seis anos, Santiago ganhou um milhão de novos ciclistas. Incentivos governamentais? Infraestrutura adequada? Sinalização das vias? ”O que mudou foi a percepção social da sociedade em relação a bicicleta”, antes vista como “coisa de quem não deu certo na vida”.

Quem afirma é Amarilis Horta Tricallotis, diretora do Centro de Bicicultura, organização cidadã que promove a cultura da bicicleta em Santiago. Leia no Ir e Vir de Bike.

Aumento exponencial

Em uma população estimada em 7 milhões, essa quantidade de novos ciclistas representa um número surpreendente. Alguns dos fatores que causaram esse crescimento foram o aumento das tarifas de transporte público e os congestionamentos, que causaram grande aumento no tempo de viagem. Nenhuma novidade para nós.

Outro fator que fez os chilenos optarem por esse meio de deslocamento foi a preocupação com o meio ambiente. Em São Paulo, o veneno no ar continua sutil e, apesar de hospitalizar crianças e idosos, ainda é quase imperceptível para quem acredita que a culpa é do ar seco ou que basta fechar as janelas; em Santiago, as características geográficas agravam o problema e fazem com que os alertas ambientais sejam comuns.

Durante esses alertas, a circulação de automóveis se torna ainda mais restrita (nesse 19 de julho, 40% dos carros sem catalisador – 4 dígitos finais das placas – estão proibidos de circular o dia todo). Barreiras como essa ao uso do automóvel fazem os cidadãos buscarem outras maneiras de se locomover, ajudando a diminuir poluição, congestionamentos e acidentes de trânsito (e é por isso que há tanta gente por aqui defendendo a implementação do pedágio urbano).

Levantamento e saturação

A consultoria Urbanismo y Territorio (UyT), em ação conjunta com a organização Cuidad Viva, realizou contagens de ciclistas em alguns pontos da cidade, com equipamento automatizado. Enquanto o fluxo de bicicletas no final de semana se manteve praticamente estável, o crescimento de seu uso nos dias úteis cresceu de forma espantosa.

A página da UyT com os resultados da pesquisa afirma que, tomando como base determinado ponto em uma das principais ciclovias da cidade, verificou-se uma taxa de crescimento anual do fluxo de bicicletas de 18,2%, no período entre 2005 e 2012. Ou seja, em pouco mais de 5 anos a demanda duplicou. A empresa afirma ainda ser urgente revisar o desenho das ciclovias, pois estão chegando ao limite de sua capacidade.

Reação do governo

O Governo chileno afirma que não teve tempo de reagir, pois o crescimento foi repentino. Alega que há planos de ciclovias para médio prazo e que, agora, são necessários  ”planos de segurança, normas e programas de educação”. Mas cicloativistas e urbanistas desconfiam e denunciam que o investimento ainda é insuficiente, se comparado ao aumento de usuários de bicicleta.

O poder público afirma haver hoje 550km de ciclovias em Santiago – infraestrutura questionada por organizações de ciclistas, já que muitas delas não cumprem padrões de segurança, não se conectam entre si e, em muitos casos, são voltadas apenas ao lazer. É como quando, aqui em São Paulo, contam as ciclovias dentro de parques como parte da infraestrutura cicloviária da cidade (e, ainda assim, não chegamos a um terço do que há em Santiago).

Agora, o poder público local vai ter que pedalar atrás do prejuízo, já que mais de um sétimo da população estará insatisfeita dentro de um ano, quando as ciclovias estiverem saturadas. E boa parte dessas pessoas vota.

Grande bobagem isto de corridas de carro, queria vê-los correndo de bicicleta!

Chamam tanto a atenção estas corridas de carro, eu queria ver estes caras correndo de bicicleta.

Correr de carro, bobagem, é só apertar o pé na tábua e pronto o carro corre gastando combustível. O “piloto” vai todo protegido, capacete, roupa especial e ainda tem toda uma equipe de apoio, nem trabalho tem quando conclue que a roda gastou!

Você perderia uma corrida destas? eu não!

Eu queria ver mesmo este caras competindo em cima de bicicleta, ai, sim, fazendo esforço e mostrando que teriam músculo, mas de carro! Que grande besteira! e maior besteira é de quem assiste! Estão vendo mesmo o que ? Será que tem a ousadia de chamar isto de esporte? Que bobagem!

Tarcisio

O ciclista

Nesta eleiçao, não perca a oportunidade, derrube um ladrão e coloque um cidadão, em não encontrando opção, vote nulo para não perder a votação.

A corrupção sistemática das empresas | The Courier-Journal | courier-journal.com

Japan probes alleged cover-up at nuclear plant | The Courier-Journal | courier-journal.com.

 

Japão  verifica corrupção no desatre nuclear

TOKYO (AP) — Autoridades japonesas estão verificando a denuncia de que a companhia, altamente financiada pelo governo japones, de energia elétrica, teria ordenado aos operários da limpesa do desastre nuclear que cobrissem com uma fita de chumbo para diminuir o registro da dosagem de radiatividade recebida e assim deixá-los mais tempo sob a exposição nuclear

 

Desastre Nuclear Japones e corrupção da TEPCO

Leia mais

 

 

Cinco razões pelas quais os ricos precisam mais do governos que todos nós| Common Dreams

Five Reasons the Super-Rich Need Government More Than the Rest of Us | Common Dreams.

Published on Monday, July 16, 2012 by Common Dreams

Five Reasons the Super-Rich Need Government More Than the Rest of Us

by Paul Buchheit

Tradução de Tarcisio Praciano-Pereira

Os assim chamados “ricos” tentam nos passar a ideia de que eles conseguiram fazer-se sozinhos e com seu esforço próprio, sem ajuda do governo ou da população em geral.  O bilhionário financeiro Sanford Weill arrotou “nós não precisamos de ninguém para construir aquilo que construimos” ele estav apenas repetindo as palavras de um seu predecessor, J. P. Morgan que colocou para fora arrogantemente “eu nada devo ao público”.

A bandeira dos "chamados ricos"

A bandeira dos “assim chamados ricos”

Wealthy individuals and corporations want us to believe they’ve made it on their own, without the help of government or the American people. Billionaire financier Sanford Weill blustered, “We didn’t rely on somebody else to build what we built.” He was echoing the words of his famous predecessor, the formidable financier J. P. Morgan, who spouted, “I owe the public nothing.”

Este é centro da Wall Street. Mas tem pelo menos cinco razões para provar que os “assim chamados ricos” precisam muito mais de governos do que nos outros, e possivelmente muito mais.

That’s the bull of Wall Street. There are at least five good reasons why the wealthiest Americans need government as much as the rest of us, and probably more.

1. Segurança

Em seu livro,  “People’s History,” Howard Zinn descreve a oposição à desigualdade colonial de  1765: “Um sapateiro de nome  Ebenezer Macintosh liderou um motim que destruiu a casa de um rico comerciante de  Boston de nome  Andrew Oliver.  Duas semanas depois a população se voltou contra  a casa de  Thomas Hutchinson, o símbolo da elite rica que governava a colônia em nome da Inglaterra. Quebraram-lhe a casa com machados, beberam-lhe o vinho de sua ádega, tomaram tudo que havia na casa, moveis e outras coisas. Um relatório feitos pelos funcionários ao reino dizia que “se tratava de um esquema mais amplo pelo qual as casas de quinze pessoas mais ricas haviam sido saqueadas, com o objetivo de nivelação geral para acabar com a distinção entre pobre e ricos”.

Isto já não acontece mais com frequência, claro, os chamados super-ricos não estão deixando margem para tais acontecimentos com toda uma pletora de proteção, andam em carros superprotegidos e fazem uso de aviões sem piloto para monitorar suas mansões. Porém os governos, solicitamente, ainda lhe vem em ajuda com um gasto da ordem de 55 bilhões de dólares no chamado Sistema de Segurança Interna no orçamento do próximo ano, e um adicional de seiscentos e setenta e três bilhões para os militares. A polícia, os serviços de emergência, e as polícias militares estaduais têm como foco os crimes contra os assim chamados ricos.

Nas cidades, nos centros econômicos, a polícia está de olho nos desempregados e sem casa, e nos usuários de drogas. Uma mentalidade se desenvolveu sob o nome de “Janela Quebrada” que consiste na reparação rápida de qualquer desperfeito, mesmo pequeno, para evitar ou desencorajar qualquer tentativa de destruição em massa está sendo também aplicada aos seres humanos. Os “assim chamados ricos” podem ficar tranquilos em suas casas de noite porque sabem que polícia está parando e verificando os pobres em seus bairros, à noite.

2. Leis e desregulações

Os “assim chamados mais ricos” são extamente aqueles que mais se beneficiam com as leis, direitos de propriedade, zonas de regulação, patentes, direitos autorais, pactos econômicos, legistações anti-truste e contratos de regulação. Os buracos no sistema de taxas lhes permitiram acumular um trilhão de dólares em  propriedades no exterior.

The wealthiest Americans are the main beneficiaries of tax laws, property rights, zoning rules, patent and copyright provisions, trade pacts, antitrust legislation, and contract regulations. Tax loopholes allow them to store over $1 trillion in assets overseas.

As suas companhias beneficiam, contrariamente a qualquer manifestação das agências de regulação e contra toda a legislação reguladora, um favorecimento generalizado do sistema de negócios e mesmo as medidas de controle da Agência Reguladora de Alimentos e Drogas minimizam as queixas dos consumidores e a chamada de volta (recalls) dos produtos.

Their companies benefit, despite any publicly voiced objections to regulatory agencies, from SBA and SEC guidelines that generally favor business, and from FDA and USDA quality control measures that minimize consumer complaints and product recalls.

Um número crescente de executivos da indústria financeira vem acumulando benefícios ao longo de 30 anos de desregulamentação fiananceira em particular decretos isenção de taxas sobre vendas ou transações financeiras, completamente absurdos atingem o valor zero nos impostos.

The growing numbers of financial industry executives have profited from 30 years of deregulation, most notably the repeal of the Glass-Steagall Act. Lobbying by the financial industry has prolonged the absurdity of a zero sales tax on financial transactions.

Vantagens enormes são fornecidas às corporações multinalcionacionais em acordos financeiros como NAFTA (Nota do tradudor: Acordo Financeiro do Atlântico Norte que inclui  Chile) e com disputas internacionais resolvidas de forma amigável pelo Fundo Monetário Internacional ou Banco Econômico Mundial.  Leis federais protegem as grandes companhias contra recursos internacionais. O acordo Transpacífico de Comercio deve colocar os países à volta do mundo de joelhos ante os conselhos decisórios das grandes empresas.

Big advantages accrue for multinational corporations from trade agreements like NAFTA, with international disputes resolved by the business-friendly World Bank, International Monetary Fund, and World Trade Organization. Federal judicial law protects our biggest companies from foreign infringement. The proposed Trans-Pacific Partnership would put governments around the world at the mercy of corporate decision-makers.

O eufemísticamente chamado Decreto dos Empregos aumenta os poderes dos empregadores os exemindo de obrigações com os trabalhadores em início de carreira e contra as obrigações sociais.

The euphemistically named JOBS Act further empowers business, exempting startups from regulatory accounting requirements.

Até mesmo existem medidas ditas anti-truste que chegam a garantir à American Medical Association (Ordem dos Médicos) o direito de restringir o número total de médicos no país e com isto manter os salários dos médicos artificialmente mais altos. Não se pode ter um mercado livre se isto fere os negócios!

There are even anti-antitrust measures, such as the licensing rules that allow the American Medical Association to restrict the number of doctors in the U.S., thereby keeping doctor salaries artificially high. Can’t have a free market if it hurts business.

3. Pesquisa e Infraestrutura

Um sistema de comunicações apoiado com  dinheiro público e com uma infra-estrutura montada com dinheiro público dá aos 10% mais ricos as condições para manipular 80% do seu estoque. Os chefes das empresas contam com estradas, portos e aeroportos para transportar os seus produtos, todo o sistema de apoio e segurança das estradas, dos portos e aeroportos estão a serviço da segurança deles, existe uma rede nacional pública de energia à disposição de suas fábricas, assim como torres de comunicação, satélites de comunicação para conduzir os seus negócios. Os jatinhos privados utilizam 16% do controle de tráfego aéreo apesar de que paguem apenas 3% da conta.

A publicly supported communications infrastructure allows the richest 10% of Americans to manipulate their 80% share of the stock market. CEOs rely on roads and seaports and airports to ship their products, the FAA and TSA and Coast Guard and Department of Transportation to safeguard them, a nationwide energy grid to power their factories, and communications towers and satellites to conduct online business. Private jets use 16 percent of air traffic control resources while paying only 3% of the bill.

 

Possivelmente o mais importante para os negócios, mesmo que neste caso eles estejam enfocados em objetivos de curta duração, é a pesquisa de longo termo que é quase totalmente conduzida com dinheiro público, muito especial no caso da chamada indústria tecnológica. As pesquisas mantidas com dinheiro dos impostos, em particular com dinheiro da Defense Advanced Research Projects Agency (Agência para projetos de Pesquisa Avançada), a Internet, a Fundação Nacional da Ciência (nota do tradutor; no caso brasileiro, CNPq, CAPES, Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa) criaram meio século de avanços tecnico-científicos. Desde 1980, companhias como Apple, Google, Microsoft, Oracle, Cisco, se apropriaram de conhecimentos oriundos da rápida revolução tecnológica em crescimento na America (nota do tradutor; e produzido basicamente dentro das Universdades mantidas com dinheiro público) e o governo continua mantendo os fundos para pesquisa. Hoje, cerca de 60% da pesquisa é mantida pelo governo.

Perhaps most important to business, even as it focuses on short-term profits, is the long-term basic research that is largely conducted with government money. Especially for the tech industry. Taxpayer-funded research at the Defense Advanced Research Projects Agency (the Internet) and the National Science Foundation (the Digital Library Initiative) has laid a half-century foundation for technological product development. Well into the 1980s, as companies like Apple and Google and Microsoft and Oracle and Cisco profited from the fastest-growing product revolution in American history, the U.S. Government was still providing half the research funds. Even today 60% of university research is government-supported.

Escolas públicas ajudaram a treinar químicos, físicos, planejadores de chips, programadores, engenheiros, planejadores, analistas de mercado e  os técnicos em testes que criaram toda a tecnologia moderna. Além disto seria impossível ter sucesso sem o sistema de apoio médico e segurança públicos, porque tudo isto contribui para o produto final.

Public schools have helped to train the chemists, physicists, chip designers, programmers, engineers, production line workers, market analysts, and testers who create modern technological devices. They, in turn, can’t succeed without public layers of medical support and security. All of them contribute to the final product.

Enquanto que os chamados super-ricos passeiam em seus carros militarmente blindados para os centros financeiros que são conectados por redes de fibra ótica, pública, para garantir que uma publicidade dirigida pelos interesses dos seus negócios, também baseada em dinheiro público e em programas construidos com inteligência artificial atingem o público de forma dirigida para garantir a expansão dos negócios. *nota do tradutor; e produzido basicamente dentro das Universdades mantidas com dinheiro público), eles tem que parar de difundir o mito de Horatio Alger 

As the super-rich ride in their military-designed armored cars to a financial center globally connected by public fiber optics networks to make a trade guided by publicly funded data mining and artificial intelligence software, they might stop and re-think the old Horatio Alger myth.

4. Os Subsidios

A imagem tradicional do sucesso fica pálida quando  comparada com o sucesso corporativo ou o sucesso dos milionários. Hoje cerca de 90% do Auxílio Temporário para Necessitados é dedicado aos idosos, os desabilitados ou famílias de trabalhadores enquanto que a grande parte dos 1,3 trilhões de dólares em subsídios, deduções, exclusões, créditos and buracos financeiros vão parar nas mãos do 1/5 mais ricos dentre os que pagam impostos. A estimativa é de que 250 bilhões de dólares vai cair nos bolsos do 1% dito “mais rico”.

The traditional image of ‘welfare’ pales in comparison to corporate welfare and millionaire welfare. Whereas over 90% of Temporary Assistance for Needy Families goes to the elderly, the disabled, or working households, most of the annual $1.3 trillion in “tax expenditures” (tax subsidies from special deductions, exemptions, exclusions, credits, and loopholes) goes to the top quintile of taxpayers. One estimate is $250 billion a year just to the richest 1%.

A página do senador Tom Coburn indica que os juros de compensações financeiras e deduções sobre arrendamentos, sozinhos, conduzem 100 bilhões de dólares, de volta, por ano para os “ditos milhonários”. (Nota do tradutor: as aspas em volta da expressão “ditos milionários e assemelhados” foram colocado por mim, porque, no meu entender, não existem milhonários e sim aproveitadores).

Senator Tom Coburn’s website reports that mortgage interest and rental expense deductions alone return almost $100 billion a year to millionaires.

As corporações que tem mais lucros são as que pegam os maiores subsídios.  O Banco Central provê com mais de 16 trilhões de dólares de assistência financeira às chamadas “instiuições financeiras” e corporações. De acordo com o site do Citizens for Tax Justice (Cidadãos for uma Justiça nos Impostos), 280 das 500 companias registrada por Fortune, que juntas pagam apenas a metade do máximo em taxas, recebem de volta 223 bilhões de dólares em subsídios de impostos.

The most profitable corporations get the biggest subsidies. The Federal Reserve provided more than $16 trillion in financial assistance to financial institutions and corporations. According to Citizens for Tax Justice, 280 profitable Fortune 500 companies, which together paid only half of the maximum 35 percent corporate tax rate, received $223 billion in tax subsidies.

Até mesmo um instituto conservativo, como Cato Institute admite que o governo federal gastou 92 bilhões de dólares com a “saúde” das corporações durante o ano fiscal de 2006 estando entre os recipientes de subsídios a Boeing, IBM, Motorola, Dow Chemical e General Eletric.

Even the conservative Cato Institute admitted that the U.S. federal government spent $92 billion on corporate welfare during fiscal year 2006. Recipients included Boeing, Xerox, IBM, Motorola, Dow Chemical, and General Electric.

Na agricultura, a maior parte do investimento para comodities vai cair nas mãos do agrobusiness como  Archer Daniels Midland. Para a chamada indústria do óleo a estimativa de subsídios fica entre 10 a 50 bilhões de dólares anuais. (Nota do tradutor:  é, e eles ainda tem a cara de pau se considerarem ricos…)

In agriculture, most of the funding for commodity programs goes to large agribusiness corporations such as Archer Daniels Midland. For the oil industry, estimates of subsidy payments range from $10 to $50 billion per year.

5. E quanto custam os disastres? (para nós)

O representante da Exxon, Ken Cohen disse uma vez: “Qualquer afirmativa de que não pagamos taxas, é absurda…ExxonMobil é uma lider americana no pagamento de impostos.” e acrescentou o representante da Chevron, John Watson, “A indústria do óleo e do gaz paga a sua parte justa nos impostos.”  Porém

Exxon spokesperson Ken Cohen once said: “Any claim we don’t pay taxes is absurd…ExxonMobil is a leading U.S. taxpayer.” Added Chevron CEO John Watson: “The oil and gas industry pays its fair share in taxes” Porém a  SEC documenta que  Exxon pagou  2% em impostos federais de  2008 a  2010, enquanto que a Chevron 4.8%.

Para aumentar o insulto, a chamada indústria do petróleo tomou dinheiro público para pagar as manchas que deixou com óleo no mar e em outros locais (Nota do tradutor:  e recentemente, no Brasil, uma delas provocou uma grande mancha perto do Rio de Janeiro e continua a se recusar a pagar pelos prejuizos ecológicos, outra tem dívidas colossais com países andinos e com povos nativos por destruição do habitat deles na floresta amazônica)

As if to double up on the insult, the petroleum industry readily takes public money for oil spills. Cleanups cost much more than the fines imposed on the companies. Government costs can run into the billions, or even tens of billions, of dollars.

Uma outra indústria com inclinação para os desastres é a do chamado “setor financeiro” de onde vem as palavras encorajadoras de representante da Goldman Sachs,  Lloyd Blankfein: Todo mundo deveria ficar feliz, francamente, satisfeitos…o sistema financeiro nos levou para a crise e agora nos vai tirar dela.

Another disaster-prone industry is finance, from which came the encouraging words of Goldman Sachs chairman Lloyd Blankfein: “Everybody should be, frankly, happy…the financial system led us into the crisis and it will lead us out.”

As estimativas da ajuda que o Banco Central (Americano) passa este setor fica entre 3 a 5 trilhões de dólares o que daria para sanar inteiramente todo o deficit público e o orçamento do ano que vem.  Tudo isto devido a irresponsabilidade dos supersalários dos representantes das nossas mais ricas instituições financeiras.

Estimates for bailout funds from the Treasury and the Federal Reserve range between $3 trillion and $5 trillion. That’s enough to pay off both the deficit and next year’s entitlement costs. All because of the irresponsibility of the super-salaried CEOs of our most profitable corporations.

O óbvio

Milionários Patriotas se dirigiram recentemente ao Presidente e ao Congresso: “Considerando o estado precário de nossa economia é um real absurdo que um quarto de todos os milhonários pague impostos mais baixos que milhões de trabalhadores e americanos de classe média…por favor, façam a coisa certa para o nosso país, aumentem os nossos impostos.”

Patriotic Millionaires recently addressed the President and Congress: “Given the dire state of our economy, it is absurd that one-quarter of all millionaires pay a lower tax rate than millions of working, middle-class American families…Please do the right thing for our country. Raise our taxes.”

Ao final é bom sentir que algumas pessoas conseguem ver o lado certo da coisa. Os impostos, na maioria das vezes são injustos. Eles representariam o pagamento da Sociedade por seus inúmeros benefícios que podem se tornar maiores e mais confortáveis na medida em que a população fique mais rica.

It’s  good to know somebody gets it right. Taxes, for the most part, are not unfair. They represent payment for society’s many benefits, which get bigger and better as people get richer.



Paul Buchheit é um professor universitário, membro ativo do US Uncut Chicago, fundador e mantenedor de sites dedicados à justiça social ou à educação como (UsAgainstGreed.org, PayUpNow.org, RappingHistory.org), é o editor e um dos principais autores do “American Wars: Illusions and Realities” (Clarity Press). Ele pode ser alcançado através do endereço paul@UsAgainstGreed.org.

 


Não reeleja ninguém, nem irmão de ninguém, nem parente de ninguém, nem amigo de ninguém, e se não encontrar alternativa, vote nulo

A crise financeira global e aqueles que a protegem

A “visão” dos jornalões  sobre as “laranjas podres” já não consegue mais esconder a verdade. Na verdade uma corrupção sistêmica entre os bancos e o sistema financeiro está visivel e não pode mais ser escondida.

por Naomi Wolf

Publicado no domingo, 15 de Julho by The Guardian/UK

Tradução de Tarcisio Praciano-Pereira (não aguentei traduzir tudo – comecei a vomitar)

No último outono, eu observei que a reação violenta contra os movimentos Ocupação assim como contra  outros protestos no mundo todo tinham a ver com o medo dos 1% de ver exposta a fraude maciça se eles se vissem obrigados a entregar os livros da contabilidade. Naquela época, eu não tinha ainda nenhuma evidência desta motivação além do fato de que a reforma do sistema financeiro e uma maior transparência estavam no topo das listas das diversas manifestações.

O poder dos 99%

Mas esta semana as notícias apresentam  novos dados que inegavelmente confirmam essa hipótese e este quadro. A noção de que o sistema financeiro mundial está inteiramente envolvido numa fraude sistêmica  e que os principais intervenientes no papel controle, tanto nas finanças e no governo, incluindo órgãos reguladores, conheciam estes fatos  e escolheram calmamente esconder e proteger  essa realidade – e aquilo que parecia apenas um crime de colarinhos brancos, com as manchetes desta semana, ficou claro que é todo o sistema que se encontra inevitávelmente perdido.

O The New York Times, na seção de negócios de 12 de julho mostra múltiplas exposições da fraude sistêmica de todos bancos: bancos em conluio com outros bancos na manipulação das taxas de juro, reguladores conscientes da fraude sistêmica e funcionários chave do governo (pelo menos, um banqueiro que se tornou um elemento chave do governo) todos cientes disso e coniventes também. Fraude nos bancos tem sido entendida como normal, eu diria, traduzida como uma falha. Como na defesa intransigente do prefeito de Londres, Boris Johnson, a plenos pulmões, da liderança do Barclay, na semana passada, fraude bancária vinha sendo retratada como “casos isolados”, quando vinha à tona, como se tratasse de  algumas “laranjas  podres” que se misturaravam à safra.

Na seção de negócios do New York Times  lemos que o grupo bancário HSBC está sendo multado em  US $ 1 bilhão, por não impedir a lavagem de dinheiro (uma atividade altamente rentável) entre 2004 e 2010 – ao longo de  seis anos, vejam só. Em outro artigo nesse dia, o senador republicano Charles Grassley diz do grupo financeiro Peregrine Financial: “Esta é uma empresa que está no topo das coisas.” O artigo vai para explicar que a Peregrine Financial “, reguladores descobriram cerca de US $ 215 milhões em dinheiro de clientes estava faltando.” Seu fundador agora enfrenta acusações criminais. Mais tarde, o artigo menciona que esta revelação vem poucos meses depois de que MF Global “perdeu” mais de US $ 1 bilhão em dinheiro dos clientes.

O que é estranho é como esses relatos de forma consistente descrevem a atividade que fez desaparecer todos este  dinheiro como uma simples “atrapalhada”. Reguladores deixaram de levantar  a bandeira vermelha durante anos” Eles observam que um cliente da Peregrine Financial havia alertado regulador primário da empresa em 2004 e que outro havia levantado problemas com os reguladores há cerca de cinco anos  – ainda assim os “sinais de problemas foram ficando  perdidos durante anos”, comenta a manchete do Times.

Uma página mais adiante “, Wells Fargo concordou em pagar pelo menos US $ 175 milhões para resolver acusações de que seus corretores independentes discriminaram  mutuários negros e hispânicos, mais uma vez, e de forma muito lucrativa – cobrando taxas mais caras em suas hipotecas  do que seus contrapartes brancos e tinham os mesmos records  de crédito. Lembrem-se, isto ocorreu num tempo em que “empresas de Wall Street desenvolveram uma enorme demanda por empréstimos subprêmios que eles compraram e empacotavam em valores mobiliários para investidores, criando incentivos financeiros para os credores a fazerem estes empréstimos”. Então, Wells Fargo foi lucrando com sobrecarga clientes de minorias e lucrando com produtos baseados na taxa de empréstimo mais elevada do que a esperada média ruim . O artigo  termina discretamente mencionando que o Bank of America recebeu uma sansação judicial de US $ 335m e um Sun Trust para liquidação de hipotecas no valor  de US $ 21 milhões por se ter envolvido nos mesmos tipos de contravenções.

Seriam todos estes exemplos apenas  falha de supervisão e a fraude bancária apenas grandes e velhos erros? Os reguladores estariam, simplesmente, distraídos?

As principais manchetes de notícias do dia explicam que  não é assim tão simples: “Geithner tentou limitar a taxa de proteção aos bancos em  em 2008”. Os relatórios da história mostram  que, quando Timothy Geithner, no momento em que ele se encontrava na Federal Reserve Bank de Nova York, tomou conhecimento dos “problemas” com a forma como as taxas de juros foram fixados em Londres, o centro financeiro do  escândalo de Barclays Libor, ele informou “as altas autoridades financeiras britânicas do problema” tendo escrito  um e-mail para seus colegas sugerindo reformas. Suas ações seriam éticas, ou prudentes? Uma possível interpretação da ação de Geithner é que ele estaria tentando salvar  “a  sua bunda“, sem uma expectativa séria de realizar a reforma do que ele sabia ser  um sistema viciado em abusos.

Leia mais se quiser…. ou se duvidar que esta sujeira toda existe… eu não consegui traduzir tudo, comecei a vomitar sem conseguir reter a minha crise de nojo.

Decidir e negociar

A história da mudança

Será que o consumismo pode salvar o mundo?

Por

Tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

Pode o consumismo mudar o mundo? Pode lado o seu cartão de crédito e comece a
exercitar os seus músculos como cidadão,
siga o filme de Annie Leonard
.

Pensei que a verdade nos libertaria. Como muitos que se preocupam com o meio ambiente,
passei anos pensando que a informação levaria às mudanças, e o triste que bastaria que
que as pessoas se dessem conta do lixo em que o nosso planeta se encontra. Pensei que
as coisas poderiam mudar, escrevi relatórios, fiz conferências e até mesmo compareci a
audências ante o Congresso.

Alguma coisa mudou, mas em geral tudo continua na mesma.

Por algum tempo eu não consegui entender porque é assim. Agora eu cheguei a conclusão
de que não precisamos de maiores informações, nem de artigos ou documentários para nos
passar a ideia de que estamos de fato com problemas. Todos os dias o noticiário nos informa
dos disastres relacionados com o tempo ou com o material químico no lixo que nos envolve junto
com a desigualdade econômica que grassa. Isto todo mundo já sabe.

Mas uma boa notícia é que as pessoas estão preocupadas. Todos queremos um ambiente seguro e
saudável, todos se horrorizam ante o nascimento de crianças já nascendo poluídas. Todos
concordam que o melhor é investir em energia limpa do que subsidiar com bilhões de dólares
os porcos cevados que vivem na lama do petróleo. Todos preferem viver numa sociedade justa.

Mas se todos sabem, se todos estão preocupados, como então não estamos gerando uma onda
de mudanças necessárias para alterar o curso das coisas? Meu novo filme, The Story of Change
(A história da Mudança), traz um argumento, em parte a coisa se justifica porque ficamos
preso ao consumismo.

Cheguei a entender que nos dividimos em duas metades: algo assim como se tivessemos dois
tipos de músculos, o músculo consumista e o músculo cidadão. O nosso músculo consumista
está sempre sendo exercitado e com isto cresceu e está forte a um tal ponto que passou a
ser a nossa identidade primária: consumidores. Nós dizem isto tão frequentemente
que nem piscamos quando a mídia usa cocnsumidor e cidadão como se fossem
sinônimos.

Ao mesmo tempo o nosso músculo de cidadania vem ficando flácido, com o tempo. Não há
campanhas na mídia para nos lembrar que somos cidadãs, bem ao contrário nos bombardeiam
com listas de itens que podemos comprar ou fazer para salvar o planeta e isto, ainda,
sob a garantia de que não precisaremos abandonar o nosso modo de vida.

Sem querer, frente aos graves problemas e desencorajados pela instransigência do status-quo,
sem querer fazemos aquilo que já sabemos fazer, mexer com o nosso músculo consumista.
Já que tem muito plástico tomando os oceanos? levamos nossas próprias sacolas para fazer
as compras
. Tóxicos no shampoo das crianças? então compremos a fórmula “verde”.
É o aquecimento que ameça a vida? Mudemos os tipos de lâmpada.!
É como diz Michael Maniates, professor de ciência politica e de meio ambiente da universidade
Allegheny College: “Nunca tão pouco foi questionado a tanta gente!”

Sem dúvida que todas estas atitudes são positivas, ao comprar é uma boa ideia selecionar
produtos livres de produtos químicos ou sem embalagens inúteis. Vale a pena selecionar
a companhia local que tenha uma política de seriedade para com seus trabalhadores. Ao
mesmo tempo que evitar os produtos representam riscos para os trabalhores e para o meio
ambiente é uma forma de enviar uma mensagem para as companhias que ainda se encontram
presas ao dinossauro econômico. Mas ainda melhor mesmo é fazermos os nossos produtos nós
mesmos dividindo a tarefa com nossos vizinhos – é esta a melhor das opções.

Porém o nosso real poder não consiste em ficar presos às restrições duma lista de itens e
sim participar da decisão do conteúdo da lista. Para garantir que tóxicos ou produtos que
tenham impacto com o meio ambiente sejam substituidos por alternativas saudáveis para todos,
e não apenas para àqueles que possam pagar, temos que nos dar as mãos para fazer mudanças
significativas que possamos trazer até o nível do consumidor individual.

É lançar os olhos para os movimentos vitoriosos dos direitos cívis, contra o apartaid,
as vitórias iniciais na luta do meio ambiente você poderá ver que três coisas são
importantes para atingir as mudanças na escala que que hoje é essencial.

Primeiro precisamos de uma Grande Idea: como as coisas poderiam ser melhores, de um ponto
de vista moral, ecológico, sustentável e socialmente justas no sentido de que representem
mudanças não apenas para alguns e sim para todos. Milhões a volta do mundo já chegaram a
esta ideia: uma economia baseada nas necessidades da população e do planeta em vez de ser
a economia do lucro das empresas
.
Nota do tradutor:
por exemplo, investir na indúsria
local de bicicletas para garantir a mobilidade de todos criando um
ambiente industrial local.

Segundo, é preciso uma decisão de trabalharmos em conjunto. Na história, as mudanças mais
significativas foram efetivadas não pela decisão de aperfeiçoar as decisões individuais
de cada um de nós, e sim quando as pessoas, em conjunto, se puseram a trabalhar para
alterar o rumo das coisas.

Finalmente, precisamos nos reunir em comunidades em que a Grande Ideia se torne central.
Temos que criar as comunidades que dividam o mesmo objetivo para evitar as frustações e
nos fortalecermos no convívio, com cidadãs e cidadãos engajadas numa mesma ação.
Esta é a forma de construir o poder da mudanças.

Temos que focar em objetivos bem altos, trabalhar em conjunto e agir com decisão. Embora seja
efetivo, não é simples e nem será fácil. Porém a história está do nosso lado, é nos colocar
no trabalho e fazer as coisas mudarem.

Nota do tradutor:
Criar comunidades em que as soluções, a indústria local, limpa,
voltada para as necessidades de todos, com uma economia localizada e, aos poucos, cortada
do sistema e voltada para a comunidade, comece a funcionar. Esta ideia sem dúvida irá
aos poucos contaminar as comunidades vizinhas na construção de uma rede colaborativa entre
comunidades reconstruindo municípios, estados e finalmente as nações pela base.


Annie Leonard tem um envolvimento de pelo menos vinte anos de investigação e organização
em soluções de saúde e de meio ambiente. Annie é a autora de The Story of Stuff (A história
da coisa
) e diretora do Projeto História da Coisa. Ela é também a creadora
de The Story of Cap & Trade, The Story of Cosmetics, The Story of Bottled Water,
and The Story of Electronics

has committed almost twenty years to investigating and organizing on
environmental health and justice issues. Annie is the author and host of
The Story of Stuff and the director of the Story of Stuff Project. She is also the creator
of The Story of Cap & Trade (História de Decisão e Negociação),
The Story of Cosmetics (História dos Cosméticos),
The Story of Bottled Water (História da Água Engarrafada),
and The Story of Electronics (História da Eletrônica).

Aventurando-me ao ciclismo em Fortaleza

<h1>Hoje fiz um passéio de bicicleta em Fortaleza</h1>
<h2>Tarcisio Praciano Pereira – o ciclista frustrado</h2>
<h3>20 de julho de 2012 – Sexta-feira</h3>

Como moro em Sobral, onde se encontra a minha speed, comprei uma caloi, também com 21 marchas e um preço relativamente modesto para andar em Fortaleza, e hoje fiz o ensaio.<br />

Nada fácil! Por várias vezes tive que enfrentar imobilizadas, estas que se movem qual zumbis em latinhas com ar conservado e poluído pela latinha da frente, que têm a impressão de que o espaço nas ruas lhes pertence. Sim, tive que me arriscar um pouco para insistir num ponto: eu também tenho o mesmo direito ao espaço, até porque pago todos os impostos, se pagar os impostos é que estabelece ter direitos.<br />

A iluminação nas ruas é pobre, do ponto de vista da ciclista, e os obstáculos se
acumulam por toda parte. O calçamento é suportável para as latinhas com ar conservado
que rolam à quatro rodas, e rodas largas para suportar buracos ou desníveis das pedras
do calçamento. Para a ciclista quase tudo isto é pura cilada.<br />

Mesmo assim comecei fazendo um passeio experimental ao supermercado, é, tenho que aprender
como fazer compras usando a bicicleta. Comecei apanhando porque tentei usar uma sacola,
e já conclúi que não funciona! vou ter que usar uma mochila ou partir para um cesto
destes que ficam acoplados ao guidón. <br />

Mas foi com prazer que fiz as minhas primeiras comprar baseadas na bicicleta, é possível e começo assim o meu novo ciclo de independência da latinha com ar refrigerado e polúido pela latinha que trafega na frente. Uma economia de combustível, minha contribuição modesta e inicial à reversão do aquecimento da Terra, e tudo isto junto com minha sessão gratuíta de exercícios físicos (outra economia) sem precisar de gastar um tempo numa academia, é exatamente o tempo que gastei no passeio ao supermercado. Otimização do tempo, economia,
participação na luta ecológica, treinamento físico – tudo num só pacote!<br />

Porém, quase pior que as ciladas do calçamento das ruas é o sentimento de possessão do espaço pelas “imobilistas”, é, estas mesmas que se autodenominam “automobilistas”. É um ponto de vista facista! É uma atitude de quem está armado, e brandindo a arma, ameaça, sem ter coragem de tornar o ataque em formato explicito, tentando impor a supremacia sobre o espaço. Um pouco a lei da selva que no fundo é uma ausência de educação. A ciclista é mais fraca, mais lenta, portanto a imobilizada se irrita com sua presença que lhe impõe
um rítmo que aparentemente não seria o seu, pois se esquece que minutos atrás passou horas,
nos minutos acumulados de algum engarrafamento, quando não se irritou porque afinal se
<i>sentiu solidária</i> com as demais imobilizadas <i>enlatadas na latinha com ar poluído pela lata
que trafega na frente</i>.

Talvez um pouco da irritação das imobilistas se deva a facilidade com que nós as ciclistas nos livramos dos engarrafamentos que não nos perturbam, a não ser pela poluição do ar que nós sentimos muito claramente uma vez que não estamos sedados pelo frio do “ar condicionado”. Enquanto as imobilistas ficam, nós passamos, seguimos em frente, seguimos a uma velocidade que é a mesma delas, algo que em torno de 20 km/h, novamente, no nosso caso,  sem custos, sem produzir poluição e não fora a poluição que elas, as imobilizadas produzem,
com ganhos signficativos para a saúde, no nosso caso, enquanto que as imobilizadas ganham obesidade que tentarão depois reduzir pagando pelo tempo num academia…<br />

Corrida de bicicleta em Londres

Corrida de bicicleta em Londres

 

A bicicleta está retornando para mostrar uma forma de viver que se foi e que precisa voltar a ser usada.

 

Não reeleja ninugém

é a hora da limpeza, vamos enviar todas as raposas de volta para o mato