CODEPINK : as ações de 2012!

CODEPINK : Highlights from 2012!.

http://www.codepinkalert.org/

 5  24

Highlights from 2012!

Ten years ago, a group of women dressed in hot pink and stood in the snow in front of the White House to protest the looming war in Iraq. CODEPINK Women for Peace emerged that day, and this year we celebrated a decade of creative, colorful resistance. We’ve learned a lot over these past ten years—about ourselves, about the world, about how to make a difference. Here are ten of our most profound lessons:Há dez anos, um grupo de mulheres vestidas de rosa choque estavam na neve, em frente à Casa Branca para protestar a entrada dos Estados Unidos na guerra contra Iraque. CODEPINK Women for Peace surgiu naquele dia e hoje estamos celebrando uma década de ações, uma resistência colorida. Aprendemos nestes 10 anos, a respeito de nós mesmas, a respeito do mundo e como estabelecer uma diferença.Aqui estão dez lições dentre as mais profundas que aprendemos:

1. Be Bold
From the start, we knew that to change public opinion on the war, we would need to engage in bold, attention-getting actions that could push the issues onto the front page — like dropping giant pink slips, creating massive aerial images, or getting arrested for justice. We’ve learned that the most amazing things happen when we push past our fear.

Seja incisiva.  Desde o começo que descobrimos que para alterar a opinião pública a respeito de guerra teriamos que nos engajar em ações incisivas que chamassem a atenção, que fossem para a primeira página, como se estivessemos fixando alfinetes rosa de tamanho gigante, criando imagens nas ondas (TV ou rádio) ou sendo presas por justiça. Aprendemos que acontecem coisas realmente interessantes quando perdemos o medo.

2. Disrupt Business as Usual
We’ve learned it’s important to get inside, whether we’re in a congressional hearing or staging citizens’ arrests during expensive fundraisers. This year, witnessing the most expensive election in US history, we disrupted the Republican and Democratic Conventions nearly nightly. We staged Occupy AIPAC to protest against war on Iran at the conference of one of the most influential right-wing lobby groups in the US. We hand-delivered our Peace with Iran petition to both Michelle and Barack Obama. And our glittering of candidate Tim Pawlenty was covered in TIME magazine!

Quebrar as regras sem mascaras.  Aprendemos que é importante estar por dentro, seja numa roda de imprensa do Congresso ou produzindo prisões de cidadãos quando ocorra uma dessas reuniões de alto caixa para dinheiros de campanha. Este anos estivemos atrapalhando as reuniões mais caras da história dos Estados Unidos, sim, Convenções tan Convenções tanto dos  Democratas como dos Republicanos e foi quase que todas as noites. Fizemos a Ocupação da AIPAC para protestar contra a guerra contra o Iran na conferência de imprensa de um grupos de direira dentre os mais influentes dos Estados Unidos. Entregamos em mãos a nossa petição contra guerra a 
Michelle e Barack Obama.  E a nossa reluzente candidata  Tim Pawlenty  foi para a capa do revista to TIME.

3. Be a Rapid Responder
Whether we are going to Iraq before the US invasion, levando ajuda médica a faixa de Gaza logo depois das bombas de Israeli , ou ficando do lado de  Occupy Wall Street desde o primeiro dia, nós nos tornamos um dos primeiros grupos progressistas cuja voz se fez ouvir em favor de mudanças. Sendo como somos as testemunhas da mudança na guerra da poeira para os aviões sem pilotos, fomos nós que construimos  -o primeiro encontro internacional sobre aviões sem pilotos (drones) em  Washington, DC, fizemos protestos em frente às  bases de aviões sem piloltos e nas reuniões da OTAN, encabeçamos uma delegação que foi ao  Pakistão, e coordenamos o tour nacional de  Medea Benjamin. Estaremos também na tomada de posse de January, 2013, porque não podemos perder o tempo e os desejos dos americanos para fazer  President Obama responsável por ignorar os desejos mais caros dos americanos de terminar as caríssimas guerras e começar a reconstrução da nossa economia.

Responda Rapido.  Seja em nossa ida ao Iraque, antes da invasão, delivering medical aid to Gaza immediately after Israeli bombing, or standing with Occupy Wall Street from day one, we are often one of the first progressive groups on the ground to be a voice for change. Witnessing the shift in warfare to using robotic planes, this year we hosted the first-ever international drone summit in Washington, DC, staged protests outside of drone bases and at the NATO summit, led a delegation to Pakistan, and coordinated Medea Benjamin’s national book tour. We’ll be at the inauguration in January, 2013, as we don’t want to waste any time holding President Obama accountable to the desires of the American voters to end costly wars and rebuild our economy.

4. Be Creative and Make Beautiful Trouble
From pink slips to street theater that “deflates” the Pentagon, we keep coming up with wild new ways to draw attention to absurdities and abuses of power—sometimes matching outrageousness with outrageousness is the only way to shake things up!

4. Seja  Creativo e faça um barulho bonito. Comece com cartazes rosa e passe para o teatro de rua como  “esvaziar os pneus” do Pentágono, Nós ficamos sempre retornando com os nosso métodos selvagens e renovados para chamar atenção dos absurdos e dos abusos do poder—as vezes é trazendo o ultrajante para se opor ao também ultrajante como a única forma de balançar com as coisas!

5. Cross Borders
For all of our pink boas and glitter, CODEPINK is deeply serious about creating peace. One of the things we are most proud of is our building of bridges across closed borders. We demonstrate citizen diplomacy by traveling to places most Americans don’t go to, like Iran, Afghanistan, Gaza, Waziristan, and Bahrain. It’s harder to bomb a place when you know its people’s names and faces; when you are aware of their fears and dreams.

5. Cruzar a linha
Em todas as nossas ações reluzentes e rosa,  CODEPINK  é produndamente séria em seu objetivo de estabelecer a paz. Uma das coisas que mais nos orgulha é nossa capacidade de estabelecer pontes para passar para o outro lado da fronteira. Demonstramos que somos cidadãs viajando para os lugares para os americanos não viajam, como Iran, Afeghanistão, Gaza, Waziristan, e Bahrain. É mais dificil jogar bombas em um lugar quando você sabe o nome das pessoas e lhes conhece as faces, quando você fica sabendo dos seus medos e quais são os seus sonhos.

6. Harvest Ideas Locally
CODEPINK is a network of creative people, not a hierarchy. Communities all over the country (and world!) create their own local CODEPINK actions, staging creative protests and getting their mayors to agree to Bring Our War $$ Home. Our next big action could be inspired by a local group in a small town… maybe even you!

6. Colete as ideias localmente.
CODEPINK é uma rede de pessoas creativas, não nos organizmos hierarquicamente. Comunidades se espalham pelo país inteiro  (e pelo mundo inteiro!) você pode criar as suas ações locais da CODEPINK , estabeleça protestos creativos e force o seu prefeito a ficar do nosso lado trazer de volta os dólares para casa. A nossa próxima maior ação pode muito bem se inspirar no que tenha feito um pequeno grupo em uma pequena cidade… quem sabe, você produziu a coisa!

7. Connect the Dots
We’re not just about ending war; we are working to change our national policy to prioritize life-affirming activities such as healthcare, education, and green jobs, over runaway military spending. We’ve joined in struggles for climate justice, immigration reform, women’s reproductive rights, and civil liberties, to name a few. Recognizing the link between war and violence against women, we will be joining Eve Ensler’s Billion Women Rise day of creative actions to end violence on women on February 14, 2013.

Juntando os pontinhos…
A questão não é apenas acabar com as guerras, também estamos trabalhando para alterar a política e estabelecer decisões políticas que sejam afirmativas para a vida, como a Atenção da Saúde, Educação, trabalhos verdes, em vez dos gastos militares. Nos juntamos aos movimentos em defesa do clima, reformas da leis sobre imigrantes, os direitos reprodutivos da mulher, liberdades civis para citar algumas. Reconhecendo a ligação entre a guerra e as violências contra a mulher estamos nos juntando  Eve Ensler Dia do Levante de um Bilhão de Mulheres em Ações Creativas para terminar com as violencias contra a mulherno dia 14 de fevereiro de 2013.

8. Have Fun!
Whether we’re dressing up like vaginas to protest the Republican war on women, or tossing bras to “bust up” big banks on Wall Street, we find ways to illuminate the darkness with a light and playful touch.

Se divertir!
Quer estejamos nos vestindo como vaginas em protesto à guerra dos Republicanos contra as mulheres ou jogando fora os sutiãs para explodir os grandes bancos na Wall Street, encontramos as formas de jogar luz na escuridão com um ar de brincadeira.

9. Be the Change
This year, we’ve campaigned to move money out of big banks, delivered medical aid and blankets to war survivors from Afghanistan to Palestine, provided relief for hurricane survivors, and continued to find creative and affirming ways to model the world we want to live in.

Ser a Mudança.
Este ano fizemos a campanha para a retirada das poupanças dos grandes bancos, levar lençois e outras ajudas aos sobreviventes do Afeganistão ou da Palestina, fornecer auxílio aos que sobreviveram ao tufão, e assim continuamos encontrando formas creativas para modelar o mundo na forma em que o queremos viver.

10. Tell the Story
If a pink slip drops and no one sees it, did it happen? We get our actions out quickly and tell the story behind the work. We are non-stop tweeting (@codepink!) from the frontlines, writing op eds (that get published!) and penning our own books. We are eager to continue to write the story of CODEPINK over the next 10 years and beyond. We hope that you will be part of CODEPINK’s story as it unfolds.

Contar a história.
Vai que  uma camiseta rosa cair e ninguém notou, então, aconteceu?  A gente tem que fazer as ações rapidamente e contar a história no ato. Estamos botando a boca no trombone sem parar (twetando) (@codepink!) chegando às manchetes, escrevendo curtas notícias para os jornais (que são publicadas!) e escrevendo os nossos próprios livros. Temos sede de continuar a escrever a história de CODEPINK nos próximos  10 anos e mesmo depois disto. Esperamos encontrá-la em como membro da história de CODEPINK na medida emq que ela estiver se desenrolando.

Written by Gayle Brandeis and Rae Abileah

Produzido por  Gayle Brandeis e  Rae Abileah

Traduzido  por Tarcisio Praciano-Pereira

Like what you see?
Donate to keep CODEPINK going.

Lembre de todas estas crianças presidente | Common Dreams

Remember All the Children, Mr. President | Common Dreams.

Remember All the Children, Mr. President | http://www.commondreams.org/
por Bill Quigley
traduzido por Tarcisio Praciano-Pereira

Lembre-se das 20 crianças que morreram em Newtown, Connecticut.

Lembre-se das 35 crianças que morreram em Gaza este mes sob os bombardeios de Israel.

Lembre-se das 169 crianças que foram assassinadas pelos aviões se piloto americanos em ataques no Pasquistão desde 2006.

Lembre-se das 231 crianças mortas no Afeganistão nos primeiros seis meses deste ano de 2012.

Lembre-se das 400 outras crianças mortas por balas nos Estados Unidos da America, a cada ano, com idade menor do que 15 anos.

Lembre-se das 921 crianças assassinadas pelos ataques aéreos dos Estados Unidos da America contra os chamados insurgentes no Iraque.

Lembre-se das 1770 crianças americanas que morrem cada ano vitimas de abusos ou violências.

Lembre-se das 16000 crianças que morrem diariamente no mundo de fome…

Estas tragédias precisam ter um fim.

Bill Quigley é diretor associado do Center for Constitutional Rights e um professor de direitorda Loyola University, New Orleans. Ele é um dos que subreviveram ao tufão Katrina e foi durante anos um ativista dos direitos humanos no Haiti. É membro volulntário do Institute for Justice and Democracy in Haiti (IJDH) e do Bureau de Avocats Internationaux (BAI) in Port au Prince. Você pode contactar Bill pelo endereço quigley77@gmail.com
bill_quigley

Governador do Ceará, Cid Gomes, invade pista do aeroporto de Salvador e quase causa tragédia

10nov_cidgomes

Governador do Ceará Cid Gomes invade pista do aeroporto de Salvador e quase causa tragédia.

Governador do Ceará Cid Gomes invade pista do aeroporto de Salvador e quase causa tragédia Imprimir E-mail
Escrito por Karlos Rikáryo
Sábado, 10/11/2012

Foto:Arquivo

O Governador do Ceará, Cid Gomes, provoca pânico por conta de imprudência aérea
No afã de ser o primeiro a estar na fila para receber a presidenta Dilma Rousseff, que desembarcava ontem no Aeroporto de Internacional de Salvador – Deputado Internacional Luís Eduardo Magalhães, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), quase provocou um acidente de altas proporções.

No momento em que o avião da presidente, vindo do interior da Bahia e com Jaques Wagner a bordo, se aproximava da capital baiana, na fila para aterrissar estavam aeronaves da GOL, TAM e Avianca. Minutos antes, o avião que transportava Cid Gomes taxiava no pátio, em procedimento de desembarque.

De maneira inusitada, ele ordenou ao seu piloto que atravessasse a pista principal em direção à Base Aérea. Porém, não recebendo autorização dado o intenso movimento de aeronaves em procedimento de descida, Cid Gomes desceu do avião e atravessou, correndo, os 45 metros da pista principal, para desespero geral dos controladores de voo, Infraero e seguranças.

Fonte:Geraldo Vilalva, Bahia Négocios

Ato-Show reforça a necessidade da criação da Comissão da Verdade em Sergipe

CUT – Central Única dos Trabalhadores – Ato-Show reforça a necessidade da criação da Comissão da Verdade em Sergipe.

Ato-Show reforça a necessidade da criação da Comissão da Verdade em Sergipe

06/12/2012
Manifestação também marcou a solidariedade aos seis estudantes processados por denunciar um agente da ditadura e homenagem aos 101 de Carlos Marighella
Escrito por: Danielle Menezes/CUT-SE

Com o objetivo de se solidarizar com os seis estudantes processados por denunciar um agente da ditadura, pela homenagem aos 101 de Carlos Marighela e para pedir a instalação da Comissão da Verdade em Sergipe, a CUT junto ao Levante Popular da Juventude realizou na tarde desta quarta-feira (5), na Praça Fausto Cardoso, o ato-show da Memória, Verdade e Justiça.

Os seis estudantes foram ameaçados por um processo judicial que os penalizavam pela manifestação contra a ditadura militar, especificamente a um dos médicos que atestavam a saúde dos torturados, o Dr. José Carlos Pinheiro. Para os estudantes, que formam o Levante Popular da Juventude, o ato, que foi pensado como mais uma das ações de pressão, se tornou um ato comemorativo já que em audiência no dia anterior, o médico retirou a queixa contra os estudantes universitários.

“Ele finalmente cedeu às pressões que nós, do Levante Popular fizemos durante todo o processo. Essa, portanto, é uma vitória dos movimentos populares e devemos comemorá-la hoje”, disse Jessy Dayane Silva, uma das estudantes processadas.

Mostrando a importância desse ato político, o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, veio à Aracaju para reforçar o apoio ao caso dos estudantes processados e à criação da Comissão da Verdade.

“Eu fiz questão de vir aqui para mostrar o reconhecimento de todos os movimentos sociais brasileiros à atitude corajosa e digna que esses jovens sergipanos tiveram de ‘escrachar’ os que no passado se beneficiaram da ditadura. A sociedade brasileira precisa passar esse passado sangrento a limpo, com uma condição de construir uma sociedade democrática, que tenha instrumentos suficientes que a ditadura se repita”, disse Stédile.

“Esse ato é de extrema importância, seja pela a solidariedade a esses jovens corajosos que sem temor fortalecem o debate sobre a reabertura dos arquivos da ditadura, sejam em ações como o esculacho ou pela luta da instauração da Comissão da Verdade em Sergipe, mas como relembrar a figura do líder politico, Carlos Augusto Mariguela. Ações como estas fazem com que a população entenda a necessidade de resgatar o seu passado para fortalecer um futuro aonde repressões e violências não façam parte das ações do Estado”, acrescentou.

Para a representante do Movimento Nacional pelos Direitos Humanos, Lídia Anjos, é preciso que se abra a história da ditadura para que a população possa compreender e até mesmo prevenir que esta situação aconteça novamente. “A Comissão da Verdade fará com que, de fato, possamos conhecer o nosso passado e minar com qualquer possibilidade de vivermos no presente ou no futuro praticas ditatoriais como vivemos da década de 60. Para isso é importante que seja trazido à tona os nomes de quem foram essas pessoas que auxiliaram a ditadura. Que postos elas ocupam hoje?Onde estão essas pessoas? Seja onnde estiverem, ainda têm iniciativas ditatoriais?”, questionou.

Um ato que envolveu não só falas e discursos, mas também muita música e cultura engajada, contando com as atrações musicais de Pedro Munhoz (RS), os cancioneiros Heitor e Mosquito, o músico e integrante do MST, Lupércio, a banda de reggae sergipano, Ato Libertário, um dos grandes expoentes da música no nosso estado, Alex Sant’anna e o Grupo Cultural Batuque Dança Aiê, um grupo de jovens quilombolas da cidade de Brejo Grande, que apresentaram seus shows após o ato, deu o tom as grande músicas e enredos que fizeram e fazem parte da nossa história, com cânticos críticos, que mostraram a realidade social em letra, música e prosa.

Comissão da Verdade

A CUT Nacional já manifestou seu apoio à constituição da Comissão Nacional da Verdade, instrumento que deverá aprofundar a investigação das atrocidades cometidas durante a Ditadura Militare defende a punição dos torturadores e assassinos que ainda continuam impunes.

Em Sergipe, a Central já vem realizando eventos que reforçam a criação da Comissão, a exemplo do debate com o filho de Marighella, Carlos Augusto Marighella, que trouxe elementos da história de seu pai, dos bastidores da Ditadura e da maneira como tudo isso influenciou sua opções enquanto militante no processo de redemocratização do país.

“Resgatar o que de fato aconteceu durante o regime militar sempre fez parte das ações da CUT em todo o Brasil. Hoje viemos, mais uma vez, cobrar a instalação da comissão da verdade aqui em Sergipe. É uma vergonha, já que na maioria dos estados as comissões já estão em andamento.”, disse Rubens Marques, representante da CUT-SE.

Estiveram também presentes no ato os deputados estaduais Ana Lúcia (PT) e João Daniel (PT), entidades sindicais como o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (SINDIJUS), Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de Sergipe (SINTUFS) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), além dos movimentos sociais como o MST, representado pelo coordenador nacional João Pedro Stédile, o Movimento Não pago, Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH), Instituto Braços e o Intervozes.

Bancários paralisam agências contra demissões em massa no Santander

CUT – Central Única dos Trabalhadores – Bancários paralisam agências contra demissões em massa no Santander.

Trabalhadores protestam em várias cidades do país exigindo reintegração dos companheiros. Contraf-CUT já cobrou negociação com banco

Escrito por: Contraf-CUT com sindicatos

Indignados, os bancários estão parando agências do Santander na manhã desta terça-feira (4) em várias cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, protestando contra as demissões em massa e exigindo a reintegração de todos os funcionários desligados. A Contraf-CUT já cobrou uma negociação com o banco, mas até o momento não obteve retorno.

“Solicitamos uma negociação com o Santander para discutir a suspensão imediata das dispensas e a manutenção dos empregos dos trabalhadores do banco”, destaca Ademir Wiederkehr, funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT.

A paralisação é a primeira resposta diante da onda de dispensas que foi deflagrada pelo banco que começaram na semana passada com o desligamento de 40 funcionários na Torre Santander e que estouraram nesta segunda-feira (3) com cerca de mil demissões, segundo estimativa inicial de dirigentes sindicais. A Contraf-CUT já está fazendo um levantamento nacional junto aos sindicatos para apurar o total de dispensas.

“Tivemos informação que o banco prosseguirá as demissões até a próxima sexta-feira (7) e que pode atingir cerca de 5 mil em todo país. Isso é um absurdo, pois os trabalhadores brasileiros são principais responsáveis pela maior fatia do resultado global da empresa (26%). O banco não demite na Espanha onde há crise, nem em outros países da América Latina. Não aceitamos que dispensem os funcionários daqui”, afirma Maria Rosani, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

Rosani alerta que entre os dispensados estão empregados com mais de 20 anos de banco, muitos às vésperas da aposentadoria, e até pessoas com deficiência. “Trabalhadores que dedicaram uma vida inteira à instituição não podem ser descartados dessa forma. Além disso, essas dispensas só podem estar ocorrendo para que o banco economize com os funcionários e amplie suas remessas à Espanha”, denuncia.

No Nordeste, dados preliminares de alguns sindicatos são preocupantes. Ocorreram 30 demissões em Pernambuco, 23 na Bahia, 14 em Alagoas e 10 na Paraíba. Na sua maioria, os desligados foram gerentes de agências.

Para Ademir, nada justifica essas demissões. Nos nove primeiros meses do ano, o banco lucrou R$ 5,694 bilhões no Brasil. “Ao invés de demitir, o banco deveria, isto sim, fazer mais contratações, como foi reivindicado pelas entidades sindicais na última negociação com o banco, no dia 22 de novembro, durante o Comitê de Relações Trabalhistas”, ressalta o dirigente sindical.

“Queremos melhores condições de trabalho, frear o adoecimento de trabalhadores e agilizar o atendimento aos clientes e usuários”, defende Ademir.

“Ao demitir trabalhadores, faltando menos de um mês para o Natal, o Santander revela que não respeita o Brasil e os brasileiros”, critica o diretor da Contraf-CUT. “Exigimos a suspensão imediata das demissões, a manutenção dos empregos e a geração de novos postos de trabalho, como forma de responsabilidade social e contrapartida para o desenvolvimento do país”, conclui.