Nota de pesar e repúdio ao assassinato do dirigente do MST

Nota de pesar e repúdio ao assassinato do dirigente do MST Mamede Gomes de
Oliveira

De: Rodrigo de Medeiros Silva

Para: renap-ce@googlegroups.com; Renap Nacional atualíssimo ;

Equador Confederação ;

In verbis Alberto ;

“psol-ceara@googlegroups.com” ;

caritasceara.ascom@caritas.org.br; MST Ceará ; mlb_ce@yahoo.com.br

Enviadas: Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012 10:14

Assunto: [RENAP/CE] Nota de pesar e repúdio ao assassinato do dirigente do MST Mamede Gomes de Oliveira

Nota de pesar e repúdio ao assassinato do dirigente do MST Mamede Gomes de Oliveira
Por racismoambiental, 27/12/2012 11:01

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  • toda morte matada,
  • toda morte morrida,
  • se for vida doada,
  • não é morte,
  • é vida
  • (Dom Pedro Casaldáliga)

A lista de camponeses, padres, freiras,
sindicalistas, defensores de direitos humanos, homens e mulheres,
assassinados no Estado do Pará enquanto lutavam por uma revolução
econômica, social, cultural, política e ambiental, é longa. No domingo,
dia 23 de dezembro, aproximadamente às 16h, mais um mártir se juntou a
esta abominável relação. MAMEDE GOMES DE OLIVEIRA, 58 anos, assentado do projeto de assentamento
“Mártires de Abril” e antigo coordenador
estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi
assassinado com dois tiros no peito quando estava em seu lote.
Mamede era um dos principais
incentivadores da discussão sobre agroecologia no MST. Estudioso do tema e atencioso com todos
que lá chegavam para pedir orientação,
implementava na prática tudo o que teorizava. Criou, junto com sua
companheira Teófila da Silva Nunes, o Lote Agroecológico de Produção
Orgânica (LAPO), onde mostrava que a experiência da agroecologia  já é
uma realidade.

O assassinato de Mamede continua sem
resposta. No dia do crime o camponês acabava de retornar de uma área
onde estava trabalhando, localizada nos fundos de seu lote, quando,
alertado por seu cão, percebeu que um desconhecido estava se dirigindo
para o local onde ele estava anteriormente. Ainda interpelou o estranho,
que não deu muita atenção e continuou seguindo caminho. Mamede então
resolveu averiguar o que estava ocorrendo, momento em que foi alvejado
com dois tiros no peito, disparados a partir de um revolver calibre 38.

Denuncia anônima indicou que 03 homens
chegaram a casa onde foi preso Luiz Henrique Pinheiro, um dos indiciados como autor do assassinato.
Luiz Henrique até o momento se recusa a
falar sobre o ocorrido, os nomes dos envolvidos ou suas motivações. Com
ele foi encontrado o revolver calibre 38, com duas cápsulas deflagradas,
roupas sujas de sangue e uma mala já pronta para viagem. Quando a
polícia chegou ao local os outros 02 homens já haviam desaparecido.
Como não foi roubado absolutamente nada
de Mamede, que estava inclusive com seu telefone celular, está
descartado o crime de latrocínio.

As organizações e movimentos sociais que subscrevem esta nota exigem
que os órgãos responsáveis apurem este
assassinato detalhadamente, investigando e punindo exemplarmente todos
os envolvidos.

Estaremos atentos e acompanhando cada
passo deste processo para que este crime não fique impune, seja
enquadrado como crime “banal” ou, muito menos, caia no esquecimento,
como tantos outros.

Exigimos profunda investigação e punição dos envolvidos.

MAMEDE VIVE, SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE!
Belém, 26 de dezembro de 2012
ASSINAM ESTA NOTA:

  • Associação dos Concursados do Pará (ASCONPA)
  • Associação Sindical Unidos Pra Lutar
  • Comitê Dorothy
  • Central Sindical e Popular CONLUTAS
  • Diretório Central dos Estudantes/UFPA
  • Diretório Central dos Estudantes/UNAMA
  • Diretório Central dos Estudantes/UEPA
  • Diretório Central dos Estudantes/UFRA
  • Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE – Amazônia)
  • Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)
  • Fórum Social Pan-amazônico (FSPA)
  • Fundo Dema/FASE
  • Instituto Amazônia Solidária e Sustentável (IAMAS)
  • Instituto Universidade Popular (UNIPOP)
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
  • Movimento Luta de Classes (MLC)
  • Movimento Estudantil Vamos à Luta
  • Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
  • Partido Comunista Brasileiro (PCB)
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU)
  • Partido Comunista Revolucionário (PCR)
  • Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)
  • Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Pará (SINTSEP/PA)
  • Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Belém e Ananindeua
  • Vegetarianos em Movimento (VEM)
  • Associação Indígena Tembé de Santa Maria do Pará (AITESAMPA)
  • Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA)
  • Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense (FMAP)
  • Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB)
  • Instituto Amazônico de Planejamento, Gestão Urbana e Ambiental (IAGUA)
  • Mana-Maní Círculo Aberto de Comunicação, Educação e Cultura
  • Rede de Juventude e Meio Ambiente (REJUMA)
  • Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN)
  • Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Gestão Ambiental do Estado do Pará (SINDIAMBIENTAL)
  • Coletivo de Juventude JUNTOS
  • Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior (SINDTIFES)
  • Tô Coletivo
  • Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL)
  • Grêmio EE “Ulysses Guimarães”
  • Coletivo de Juventude Contraponto
  • Associação dos Funcionários do Banpará (AFBEPA)
  • Levante Popular da Juventude
  • Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO)
  • Associação Brasileira dos Ogãs (ABO)
  • Associação das Organizações das Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas (AOMT BAM)
  • Associação de Artesãos do Estado do Amapá (AART-AP)
  • Associação de Divisão Comunitária e Popular (ADCP)
  • Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Santana (AGLTS)
  • Associação de Hortifrutigranjeiros Pescadores e Ribeirinhos de Marabá (AHPRIM)
  • Associação de Moradores Quilombolas da Comunidade de São Tomé do Aporema (AMQCSTA)
  • Associação de Mulheres do Abacate da Pedreira (AMAP)
  • Associação de Mulheres Mãe Venina do Quilombo do Curiaú (AMVQC)
  • Associação de Proteção ao Riacho Estrela e Meio Ambiente (APREMA)
  • Associação dos Moradores do Bengui (AMOB)
  • Associação Educacional Maria (AEM)
  • Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (ASSEMA)
  • Associação Grupo Beneficente Novo Mundo (GBNM)
  • Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC)
  • Associação Sóciocultural de Umbanda e Mina Nagô (ACUMNAGRA)
  • Encanto – Casa Oito de Março – Organização Feminista do Tocantins
  • Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN – MA)
  • Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA)
  • Centro de Treinamento e Tecnologia Alternativa Tipiti (CENTRO TIPITI)
  • Centro Pedagógico e Cultural da Vila Nova (CPCVN)
  • Centro Popular pelo Direito a Cidade (CPDC)
  • Coletivo Jovem de meio Ambiente do Pará (CJ-PA)
  • Comissão Pastoral da Terra (CPT)
  • Comunidade de saúde, desenvolvimento e educação (COMSAÚDE)
  • Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM)
  • Conselho Indigenista Missionário Regional N II (CIMI)
  • Cooperativa de Mulheres Trabalhadoras da Bacia do Bacanga (COMTRABB)
  • Cooperativa de Trabalho, Assistência Técnica, Prestação de Serviço e Extensão Rural (COOPTER)
  • Federação das Associações de Moradores e Organizações Comunitárias de Santarém (FAMCOS)
  • Federação das Entidades Comunitárias do Estado do Amapá (FECAP)
  • Federação de Cultos Afroreligiosos de Umbanda e Mina Nagô (FECARUMINA)
  • Fórum Carajás
  • Fórum de Participação Popular em Defesa dos Lagos Bolonha e Água Preta e da APA/Belém (Fórum dos Lagos)
  • Fórum dos Movimentos Sociais da Br 163 PA (FMS BR163)
  • Fórum dos Movimentos Sociais de Belterra (FMSB)
  • Fundação Tocaia (FunTocaia)
  • Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá (GHATA)
  • Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB)
  • Grupo Identidade LGBT
  • Grupo Ipé Amarelo pela Livre Orientação Sexual (GIAMA)
  • Instituto de Desenvolvimento Social e Apoio aos Direitos Humanos Caratateua (ISAHC)
  • Instituto de Divulgação da Amazônia (IDA)
  • Instituto de Mulheres Negras do Amapá (IMENA)
  • Instituto EcoVida
  • Instituto Saber ser Amazônia Ribeirinha (ISSAR)
  • Instituto Trabalho Vivo (ITV)
  • Irmãs de Notre Dame de Namur (SNDdeN)
  • Marcha Mundial das Mulheres (MMM – AP)
  • Movimento dos Trabalhadores Sem Teto Urbano (MSTU)
  • Movimento Afrodescendete do Pará (Mocambo)
  • Movimento de Mulheres das ilhas de Belém (MMIB)
  • Movimento de Mulheres Empreendedoras da Amazônia (MOEMA)
  • Movimento de Promoção da Mulher (MOPROM)
  • Movimento República de Emaús (MRE)
  • Mulheres de Axé
  • Rede de Educação Cidadã (RECID)
  • Sindicato das Empregadas Domésticas do Estado do Amapá (SINDOMESTICA)
  • Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR/STM)
  • Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão (STTR-MA)
  • Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais na Amazônia (SODIREITOS)
  • Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)
  • União Folclórica de Campina Grande (UFCG)
  • União Municipal das Associações de Moradores de Laranjal do Jarí (UMAMLAJ)
  • Pastorais Sociais da CNBB

Enviada por Dion Monteiro.
Reenviada por Professor Tarcisio Praciano Pereira

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Enviado de minha caixinha Debian/GNU/linux –
Programação Livre – como o ar que respiramos

Sent via Linux Box LinuX – free programming like the air we breeth in
———————————————
tarcisio@member.ams.org
Tarcisio Praciano Pereira
Professor de Matemática
Sobral – Ceará – Brasil
http://www.sobralmatematica.org/

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