CODEPINK: Take Action Now!

March 28, 2013

Dear Peace fighther,

Join CODEPINK and the entire No Drones Network for the April Days of Action against the use of killer and spy drones domestically and abroad! Check out what events are happening near you, and sign up to organize a CODEPINK contingent at your local action- or start your own event!

CODEPINK provocateurs are already organizing several events around the country, beginning with an action-packed weekend in the nation’s drone-manufacturing capital: San Diego, California. San Diego is home to General Atomics, builders of the killer Predator and Reaper drones, and Northrop Grumman, maker of the Global Hawk surveillance drone. Join us in saying NO to General Atomics profiteering from murder by sending this letter to the CEO!

If you’re in or near Washington DC, check out the huge rally at the White House on April 13, where the CODEPINK DC team will be out in the streets telling Obama that we say NO to drones anywhere on the globe! Part of the CODEPINK national staff will also be participating in the weekend of No Drones mobilization in Syracuse, New York, on April 26- come join us there!

There are over fifty– yes, fifty– anti-drone events being organized around the nation that need a pink presence. Check out the full list here, and sign up to join a CODEPINK contingent. Hop on board and wear your pink best!

For an end to targeted killing,
Alli, Candice, Dooler, Jodie, Medea, Nancy, Noor, Sam, Tighe

P.S.- Help us promote CODEPINK co-founder Medea Benjamin’s drone speaking tour!
Click here to tweet this: Don’t miss @codepink’s @MedeaBenjamin on her US national book tour on #drones! Coming to a city near you: http://bit.ly/dronebooktour

Inventando a história: como os calculistas produziam tabelas de logaritmos

 Inventando a história: como os calculistas produziam tabelas de logaritmos

Por Tarcisio Praciano-Pereira

É excitante pensar no trabalho árduo dos calculistas do século 15  John Napier   é um dos nomes envolvidos com esta questão. Uma tabela de logaritmos é apena uma tabela com duas colunas em correspondência, numa coluna está uma progressão geométrica, e na outra uma progressão aritmética (dos expoentes que são somados na multiplicação).

Este programinha em python produz uma tabela de logaritmos, a que você quiser, selecione você mesmo as duas razões, delta (progressão aritmética) e r da progressão geométrica e depois dentro do “while” decida onde parar.

delta = 0.00001
r = 1.00001 ## = 1+0.00001
x = 0
y =1
print “## x       \t\t\t\t log(x)”
while x <= 3.3:
    print y,”\t\t\t\t”,x
   x = x + delta
    y = y*r
Chame este programa de tabela.py e rode assim

python  tabela.py >  log.txt

e o programa vai criar um arquivo  log.txt que contém a tabela de logartimos.

Mas o interessante é pensar como os calculistas conseguiam fazer tabelas imensas, com dezenas de páginas que eram necessárias para as operações até a primeira metade do século passado, quando as calculadoras eletrônicas derrubaram o reinado dos logaritmos.

Observe que a razão da p.g. é r=1.00001  quer dizer que y*r  que é a operação que está montando a p.g. no programa corresponde a

y*r  =  y*(1+0.00001)

que é uma operação fácil de ser feita, vira uma soma de y com um número semelhante com y, apenas precedido de 4 zeros depois da vírgula e mais 0 antes da vírgula. Assim, tomando um elemento da coluna da p.g., por exemplo

1.13153982499

o elemento seguinte será

1.13153982499 + 0.0000113153982499 = 1.1315511403882499

e se você gerar a tabela de logaritmos com a configuração acima (do programa) vai ver que o proximo elemento da coluna da p.g. é 1.13155114039  portanto os calculistas da I.M. teriam um método muito mais efetivo para construir as tabelas do que o meu programa em python. Eles de um lado montavam uma p.a. (coisa fácil) e do outro lado em vez de trabalhar com um p.g. (mais difícil) trabalhavam também com somas de um número com ele mesmo apenas jogando algumas casas decimais para direita.

Tenha cuidado que se você exigir muita precisão ou extender muito a tabela de logaritmos você corre o perigo de encher o disco com a tabela de logaritmos. Com o programa acima eu produzi um arquivo de 9Mb (ainda pequeno…).

O silêncio é cumplicidade, mas quando aperta vira berro

Os silêncios…

J. Nunes de Almeida,

Ericeira – Portugal

Um dia bateram-me à porta e anunciaram-me que o governo tinha decidido
cortar-me meio subsidio de Natal. Apesar de inconstitucional, compreendi o
sacrifício que o Governo me pedia.

Noutro dia bateram à porta do meu pai e anunciaram-lhe que iam cortar meia
pensão do Natal. Apesar de considerar que era um roubo, ainda admiti,
porque o pais estava em estado de emergência.

Depois bateram-me à porta e anunciaram que me iam tirar dois meses de
salário e dois meses de pensão ao meu pai. Depois da estupefacção
resignação.

A 7 de Setembro, bateram-me à porta para me anunciar que tiravam 7% do
salário para dar 5,75% ao patrão e ficavam com os trocos, em principio para
os cofres da Segurança Social.

Desta vez fiquei indignado. Achei que estava a ser roubado e que estavam a
transformar os patrões em receptadores do dinheiro roubado. Em reacção,
corri para a rua para protestar.

Bateram-me mais uma vez à porta e informaram-me de que o ministro das
finanças ia reescalonar as taxas de IRS, de modo a torna-lo mais
progressivo.

Imaginando que iam poupar os rendimentos mais baixos e taxar fortemente os
mais altos, pensei que o Governo, finalmente, voltava ao trilho da lei.

Mas para surpresa minha, voltaram a bater-me à porta para me ameaçarem com
aumentos brutais no IMI. A minha indignação transformou-se em ira e
juntei-me ao movimento nacional de resistentes ao pagamento do IMI.

Ainda mal refeito do choque do IMI, bateram-me novamente à porta para me
mostrarem nos jornais, em grandes parangonas e cinco colunas, os novos
escalões de IRS. Afinal aumentaram as taxas dos rendimentos mais baixos,
menos os dos mais altos e não criaram nenhum escalão para os mais ricos. E
a progressividade do rei dos impostos diminuiu. A minha raiva subiu de tom
e resolvi não mais votar a votar no PSD e estou preparado para qu alquer
acção revolucionária que apareça. Ao fim e ao cabo eu o meu pai e a minha
família já não temos nada a perder.

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski (1893-1930)

Liberdade de expressão se tornou um item de propaganda: Andre Vltchek

Kourosh Ziabari entrevista  Andre Vltchek.

Tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

http://andrevltchek.weebly.com/

Ao viajar por vários cantos do mundo e sinto tristeza ao sentir que o mundo é algo bem diferente da percepção produzida ou pelos estereótipos produzidos e implantados em nosso cérebro, diz o cineasta e novelista Andre Vichek

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 (Andre Vltchek na Republica  Democratica do  Congo)

Ele fez estas observações em recente entrevista ao Teheran Times

“As percepções do mundo são um produto da  propaganda, induzida pela mídia, por tipos tradicionalmente pervertidos,” disse  Vltchek, que nasceu em  Leningrad (hoje St. Petersburg) na União Sovietica mas que se tornou cidadão americano.

Seus artigos apareceram em sites da web ou publicações como  Counterpunch, Z Magazine, Newsweek, Asia Times, China Daily, Irish Times e Japan Focus.

A seguir o texto da entrevista:

Q: Andre, sei que você viajou por muitos países, mundo afora. Poderia me dar o número exato? E que país mais o fascinou? Poderia explicar-me que resultou desta experiência de viajar por diferentes países ou civilizações e tornar-se familiar com uma tal diversidade de culturas?

R: Kourosh, primeiro que tudo deixa-me agradecer-lhe por me dar a oportunidade de me dirigir aos leitores no  Irã. Para mim isto é uma grande  honra.

E o número de países que visitei, já fiz uma conta, e na última vez dava 145, mas a dificuldade com manter este registro está associada com as mudanças no mapa mundi que está permanente em “evolução”, países como  Yugoslavia, Somalia or Sudan foram destruidos por forças externas sendo criados outros em seus lugares para atender aos interesses do Império: South Sudan, Kosovo e provavelmente em pouco tempo veremos outro surgir da parte ao sul da  Somalia ocupada pelo Kenya, um aliado subalterno do Leste. Nada me surpreenderia que surgisse um país independente no  “Kurdistan”, rico em óleo, com um governo pro-Leste.
Eu não tenho certeza se é possível dizer que eu me encontro viajando por diferentes países, na verdade eu estou me movendo constantemente, eu vivo em diversas partes do mundo, eu sou um internacionalista. E não é prosa, é a minha realidade. A realidade é algumas vezes fascinante, corta a respiração, mas pode ser triste. A natureza do meu trabalho e da minha luta me impõem este estilo de vida — não há nada que eu possa fazer para mudá-la.
E culturas, ora, eu não tenho uma própria. Nunca tive! A história da minha família é muito complexa e nun certo sentido traumática. Quando garoto eu queria estar em algum lugar muito distante daquele em que eu vivia, e criei o meu próprio mundo imaginário no qual havia paises distintos e fantásticos. Enfim, alguns eram imaginarios, outros reais, mas para uma criança, mesmo um país real é imaginário, você os imagina e os constrói inteiramente. Minha avó materna é sem dúvida a mulher mais importante da minha vida acendeu a paixão pela leitura em mim e alimentou minha imaginação. Era seu hábito ler para mim e me contar suas próprias histórias, devo a ela ter-me tornado um escritor. Ela nunca me disse, mas senti que ela queria que eu fizesse as coisas que ela nunca teve a chance de fazer. Eu a amei muito, e ainda a amo agora que ela se foi. Muito do que fiz representa um tributo que lhe presto, uma mulher bonita e frágil, como jovem lutou contra os alemães defendendo a sua cidade,– Leningrad — sediada por 900 dias, uma invasão terrível. Se ela pode fazer isto, porque não eu que sou um grandalhão, e faço, eu luto contra do facismo em qualquer forma que ele apareça. Minha avó teve a coragem que se apaixonar por um homem que estava no topo do governo  Soviético, de origem chinesa vindo do Oriente Médio. Quando ele foi executado, ainda que depois o tenham reabilitado e feito novamente um herói, postumamente, ela nunca o abandonou ou lhe deu as costas e preferiu ir para a prisão do que aceitar em público que teria arrependimento por se ter casado com ele. Eu também acho que as pessoas de diferentes raças devem se misturar, esta é a única forma de criar um mundo em paz, de trazer harmonia e equilibrio para o nosso planeta, influência de minha avó, claro. Mas o que quero dizer é que a misturas de sangues na minha família é tão complexa que ainda como criança eu não tinha uma identidade, logo eu posso misturar-me a qualquer cultura ou agrupamento de pessoas e não faço diferença entre nações e raças.
Sinto-me a vontade no Japão, ou no Chile ou na China, e amo Cuba.
Qual é o sentimento que me é mais comum ao passar por todos os cantos do mundo? com frequência tristeza porque sei que as percepções e os estereótipos são implantados em nosso cérebro são muito diferentes do que é o mundo realmente. É uma visão criada pela  propaganda, pela mídia e produzida por tipos capachos. A realidade é outra coisa e você a sente quando lhe coloca a mão em cima, quando escuta, vê, somente vale a sua iteração pessoas com as pessoas. Mas não há dúvida de que você tem que ser um bravo para sair explorando o mundo você mesmo. E não o é por algum perigo físico, mas porque, quando você mesmo analisa o mundo a partir de sua própria perspectiva., sem ser pelas lentes de sua cultura individual, religião ou ausência de religião, classe social ou profissão, o resultado é sua opinião pessoal sobre o mundo moderno com o consequente testemunho que vai em contra da cultura dominante e então você tem que estar preparado para enfrentar o ridículo, ser silenciado e colocado de lado. O seu mundo corre o perido de ser descrito, até mesmo por aqueles que lhe são mais queridos, como uma terra de ninugém. você sabe, ter sua própria opinião, hoje em dia, não está muito em voga, querem que sejamos um dos de dentro para ver o mundo como os outros vêm.

Q: Você ainda não esteve no Irã mas sei que você tem grande interesse para visitá-lo para contar ao mundo a verdade sobre aquele país. O que é que você sabe a respeito do Irã?

R: Sou um cineasta e poristo sou fascinado pelo cinema iraniano que é muito apreciado na America do Sul, particularmente em países bem educados como Chile e Argentina em que já vivi. Bem em particular pensando nos filmes de Abbas Kiarostami ou Jafar Panahi que me provocam suspiros. A nova onda iraniana (Iranian New Wave) tem muito em comum com cinema clássico do Japão – e este eu admiro além de qualquer limite, porque ele vai para o âmago da existência humana, ele mostra impaciência e profundez com qualquer coisa que seja não-essencial. Kiarostami é um grande humanista, um pensador, um artista imenso, como Bergman, Tarkovski, Fellini e Kurosawa, ele produziu  um universo completamente diferente tratando das condições mais essenciais e dos dilemas da existência humana. Da mesma forma como eu também admiro dois grandes poetas persas, dois que se podem colocar em posições extremas na forma como a poesia descreve o mundo,  Omar Khayyam e Rumi. As ares visuais da Persia são também espetaculares.

Como a China, o Irã é uma das civilizações mais antigas do mundo. Ambos são paises profundamente pacifistas e ambos estão determinados e seguir o seu próprio caminho em rumo ao desenvolvimento. Tanto mais pacíficos sejam eles tanto mais demonizados se tornam no Leste.

Agora, a respeito da bomba, eu não vejo nenhum problema que o Irã desenvolva e possua a sua própria bomba, considerada a sua história de pacificidade. Não me sinto em perigo com o Irã.  Mas sinto-me completamente horrizado com países, que arrasaram milhões de vidas humanas, como os Estados Unidos da America, França ou Inglaterra e que têm arsenais imenso de armas nucleares.  Não hã nenhuma lógica nisto a não ser a lógica mafiosa do império que diz “nós somos poderosos e fortes e você não é, se você não fizer o que exigirmos e não repetir aquilo que nós determinarmos que é a verdade, nós viremos e lhe quebraremos as pernas…ou algo mais grave.”

Leia mais aqui:  http://www.tehrantimes.com/world/101265-freedom-of-speech-has-become-a-propaganda-slogan-andre-vltchek