Minha distribuição Linux rodando num ultrabook

Minha distribuição Linux rodando num ultrabook

Tarcisio Praciano-Pereira

No fim de semana passada tive uma queda consumista e comprei um “ultrabook”, uma máquina fininha e que de certa forma funciona como o meu desktop, quer dizer que posso desenvolver meus programas ou minha Matemática em qualquer lugar com uma liberdade de 4 a cinco horas de bateria. E agora que droga da privada coelce está cortando a energia elétrica com frequência, virou uma necessidade para quem trabalha intensamente ter uma opção para enfrentar um dos apagões da privada coelce. Mas, no fim das contas foi uma queda consumista, podia ter sido um notebook não tão fininho e menos caro.

Quando cheguei na loja  adverti ao pessoal da loja que somente levaria  a máquina  se conseguisse instalar o meu Debian, que é a distribuição Linux que eu uso,  passamos uma tarde na briga e nisto apagamos a droga do ruindows e ai o pessoal da loja começou a ficar de cara feia pro meu lado…

Cara feia sem razão, eu vui comprar um ultrabook e não o ruindows.  Tem gente que não entende, ou faz de contas que não entende, que isto é venda casada, que é ilegal me obrigar a comprar um sistema operacional caro e ruim e que sobretudo, eu não pedi para comprar. A coisa seria equivalente se eu entrasse na loja para comprar um carro, e, já de chaves na mão a vendedora me dissesse: “olhe somente tem um pequeno problema, esta carro somente roda com combustível Xell. Se você tentar colocar combustível da Petrobrás, ou da Essa, ou de qualquer outra, o carro vai travar. Isto porque no setup do motor do carro colocaram um chip que verifica qual é o combustível, se não for da Xell o carro trava.”

É exatamente a mesma coisa, a Xell teria corrompido o fabricante do carro
para que aceitasse colocar o tal chip para sentir o cheiro do combustível,
não tendo o agradável cheiro do combustível da Xell, o chip torceria o nariz e pronto, o carro ficaria travado. Tinha que chamar o reboque para recolocar o carro nas condições iniciais da fábrica e você ainda tinha que pagar o reboque porque este “serviço” não estaria contemplado na garantia…

Pois é, o pessoal da loja estava me dizendo isto, o ultrabook veio de
fábrica com o ruindows. Apagou, tem que chamar o reboque e agora pagar por ele.  E o assunto está fora da garantia.

Mas finalmente mexendo e remexendo no setup, e consultando na Internet com a chave “ultrabook to Linux” encontrei diversas sugestões, mas esta aqui foi a que funcionou melhor:

1) você tem que fazer akgumas modificações no setup que veio prontinha para rodar ruindows. Ligue e mantenha  apertada F2 que o ultrabook entra no setup.
2) procure “Advanced” –> “Fast Biosmode” e selecione “disabled” (desligado)
3) procure “Security” –> “Secure boot configuration” e selecione Customized
signatures

4) procure “Boot” e mova USB HDD para o top apertanto F6 com isto você está
selecionando o um HD ligado na usb para usar como boot. Se você quiser
instalar Linux, leve USB CD (ou USB SD que significa o pendrive) para o topo.

5) procure “Secure Boot e selecione “disabled” (desligado).
6) procure “OS mode selection” e selecione “CSM OS” aqui neste ponto você
deve ver o help que pode aparecer numa janelinha do setup informando que
esta deve ser a seleção se você quiser instalar outro tipo de “gazolinha”,
como a gazolina “DOS”, ou a gazolina “XP” ou a gazolinha “ruwindows7”,
e claro tudo isto serve para a sua distribuição Linux também. Eles
conssideram Linux como um sendo DOS de segunda qualidade…
7) Saia do setup com F10 para gravar as alterações.

Na opção (4) você vai ter a desagradável experiência de ver que o fabricante
deixou lá gravada a “opção” “boot do ruindows” é o tal chip que Xell colocou
no meu carro para que somente pudesse rodar com a gazolina Xell. Uma menção
ao ruindows está gravada, alterando a “segurança” (eliminando) e alterando
o modo como se dá o boot, nos passos acima, finalmente consegui instalar Debian.
Fui para casa com a maquina… mas em casa não consegui
dar boot e então em coisa nenhuma! Nem mesmo reconhecia o drive de CD. Ainda
não tinha terminado a lua-de-mel… foi mais phod* pela frente!

Comecei a desconfiar que se tratava de um problema simples – a bandeira de boot da partição  /dev/sda1.  É uma marca lógica que o sistema procura nas partições e tem que haver uma marcada com “B” é a partição de boot.

Com mais algum trabalho consegui dar o boot usando GNUSense, que é uma versão
viva (live) de Linux publicada pela Fundação GNU, mas você pode usar qualquer
distribuição Linux ao vivo, definindo a drive usb como “usb hdd”, ou “usb
cd” no setup.   Ou mantenha F10 apertado quando ligar a máquina que o sistema entra no modo de escolha do dispositivo de boot, e voce pode escolher CD ou pendrive para dar
o boot.

Ai matei a questão, usei  o GNU Sense ao vivo, chamei fdisk para alterar /dev/sda e minha desconfiança se concretisou  – a partição /dev/sda1 não estava marcada para boot. Alterei, dei reboot, na máquina e o grub pintou na tela com o Debian prontinho para entrar. Que beleza, estava livre da gazolina da MS.

A onça faz todas as tramoias possíveis para nos deixar de fora, mas a gente sobe até os
galhos mais finos, onde ela não chega, e de lá a gente dá o boot…

Chateia ter ver o nome da onça pintado no setup, mas não é todo dia que vou entrar no
setup…e quando tiver que fazer isto, vou respirar fundo, contar até dez para me restaurar os nervos e vou fundo fazer o que precisar no setup da bios (enquanto o pessoal não produz uma versão Linux sem necessidade da infame BIOS.

Agora resta mais uma etapa, conseguir que me paguem de volta o impôsto M$ que veio embutido
no preço, já ouvi que tem gente que ganhou isto na justiça, vou procurar, vou me informar e  vou atrás dos meus 300 reais do impôsto M$. Eu não tenho mesmo nenhuma razão
para manter a M$, eu mantenho e pago meus impostos à distribuição Linux que
eu uso porque eu tenho 36 mil pacotes à minha disposilção para instalar nos
8 DVDs da minha distribuição Debian, então pagar 50 dólares de apoio é mesmo
um preço irrisório. Mas pagar 300 reais à força para ter algo que não uso é
um roubo, a tal da venda casada que é ilegal pela Lei do Consumidor. O
difícil e encontrar juiz que entenda disto, não e todo mundo que usa
computador, a maioria é mesmo usada pelos computadores…o que não é bem o
meu caso.

Tarcisio

Ativistas lutam para aumentar ciclovias em São Paulo

Tiago Benichio, diretor geral da Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo -, fala sobre a mobilidade urbana e a utilização das bicicletas como transporte regular. Em conversa com o prefeito Fernando Haddad, Tiago explica que há incentivo do município para uso das bicicletas, além de injeção de subsídios para a melhoria das ciclofaixas. “Não podemos pensar na bicicleta como meio alternativo, mas como transporte para ser utilizado todos os dias”, diz.

Restos mortais de Pablo Neruda serão exhumados para investigar assassinato

O poeta chileno teria morrido de  cancer mas o seu antigo chofer levanta suspeitas de que tenha sido assassinado pelo governo de  Pinochet

Pablo Neruda

Os restos mortais do poeta e prêmio Nobel  Pablo Neruda serã removidos do túmulo no Chile como parte da investigação sobre sua morte ocorrida há quase  40 anos.

Uma equipe de specialistas irá remover os ossos da urna enterrada na casa de praia de Neruda na segunda-feira próxima.

Neruda morreu repentinamente 12 dias depois do golpe militar de 11 de setembro de 1973 que levou Pinochet ao poder. Ele estava sob suspeita de cancer de próstata e por décadas se supôs esta ser sua causa mortis.

Porém, há dois anos o antigo chofer e segurança de Neruda, Manuel Araya começou a reconstituir suas lembranças dos últimos dias do poeta produzindo uma nova narrativa: o governo Pinochet teria eliminado Neruda para evitar uma voz conhecida de dissidente.

Neruda era conhecido por sua poesia erótica, apaixonada e romântica, em particular por Vinte Poemas de Amor e Canto de Desespero. Ele também era um político de esquerda, um diplomata e um amigo do presidente Salvador Allende, que se suicidou ante a alternativa de se entregar a Pinochet no golpe de 1973.

Araya disse que Neruda estava fazendo os preparativos finais para exilar-se no México quando médicos lhe injetaram uma substância depois do que sua saúde se deriorou  rapidamente.

O juiz dirigente da investigação, Mario Carroza, originalmente duvidou da teoria da conspiração, porém suas investigações nos últimos dois anos levantaram evidência suficiente para que ele ordenasse a exhumação.

Entre as peças mais incriminadoras se encontra uma reportagem do El Mercurio, um jornal por Pinochet, do dia seguinte da morte de Neruda, se referindo à injeção que lhe tinha sido aplicada nas vésperas. O atestado de óbito estabelece que um cancer incurável e em estado avançado levou a um estado de malnutrição e fim de vida.

“Havia três vozes maiores para continuar o legado de Allende”, disse Eduardo Contreras, um advogado chileno que vem forçando a investigação da morte de Neruda.

“Estas vozes são Allende, Victor Jara, o cantor popular, e Pablo Neruda. Allende morreu no dia do golpe, Jara em seguida, ficou apenas Neruda. Porque não eliminar este terceiro símbolo? Eu não posso garantir que ele tenha sido morto e nem quem o fez, mas há indícios muito claros para que não sejam investigados.

A fundação Pablo Neruda que gerencia os fundos do poeta lutou contra a exhumação e afirma que as acusações de Araya de assassinato não merecem crédito. “Não é  razoável, como razão,  para reconstruir a versão da morte do poeta, as opiniões de um chofer”, diz um seu pronunciamento.

“É discutível que Neruda estivesse no leito de morte” disse Contreras, que cuidadosamente reconstruiu as últimas semanas do poeta, concluindo que, muito mais provável que estar  às portas da morte, Neruda estava planejando o seu exílio no México, tendo relações com uma amante e discutindo os primeiros dias caóticos da ditadura Pinochet.

Na Cidade do México, como visitante do governo, Neruda estaria em casa. Suas fortes ligações comunistas, seu serviço junto a Ministério do Exterior Chileno como embaixador, e sua vida ampla no exterior lhe garantiam uma posição de membro do governo no exílio. Como um corpo no Hospital de Santiado ele foi rapidamente incluído na lista de auxilares e colegas de Allende mortos em questão de uma semana depois do golpe efetuado com apoio americano em 1973.

“Tem muita água, muita água salina, no local onde Neruda está enterrado e vai levar meses de investigação”, disse Contreras quando lhe perguraram se alguma análise seria possível depois de 40 anos passados. “Temos laboratórios de classe internacional, da Índia, Suiça, Alemanha, Estados Unidos e Suécia, eles todos ofereceram-se para fazer o trabalho laboratorial gratuitamente. É isto que a ternura ainda provoca nas pessoas”.