Colocando às claras o Panel Intergovernamental das mudanças climáticas

Colocar às claras o Panel Intergovernamental das mudanças climáticas

Saturday, 28 December 2013 09:00 By Joseph Boutilier, Truthout | Op-Ed

http://www.truth-out.org/opinion/item/20815-undercover-cop

Tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

COP19.(Photo: Global Water Partnership – a water secure world / Flickr)

Truthout could not have brought you all the stories we published in 2013 without the support of our readers. Thank you once again – and remember, there’s still time to make a tax-deductible donation before the end of the year. We wish all of you all the best for 2014!

Aconteceu logo depois que que o Intergovernmental Panel on Climate Change confirmou com incerteza nunca vista que as mudanças climáticas são uma realidade e predominantemente por culpa nossa nós, os humanos. Aconteceu uma semana depois que nas Filipinas um tufão passou devastando tudo carregando consigo mais de 5.000 vidas. Um tipo de tempestade que vem se tornando um lugar comum desde que os primeiros sintomas de aquecimento global começaram a emergir. Aconteceu sob imensa pressão do público vinda de países ricos – para não mencionar o ultrage e protestos da população nos países diretamente afetados. “Foi” a décima nona Conferencia Internacional sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, ainda chamada de “COP”, ou ainda o 19º episódio de COP. Deu-se na Polônia, em 23 de Novembro de 2013.

Havia todas as razões para que fosse a mais importante e explosiva transformação, realmente marcante como COP. Em vez disto, como sempre, a chamada grande mídia colocou o foco for a dos eventos críticos uma mistura trágica de esperanças desencontradas, profunda apatia, caprichosos desentendimentos marcaram o evento em Varsóvia. Ignorando a gravidade dos riscos ao mesmo tempo que dirigindo as decisões no sentido de da perda de tempo inútil de disputas diplomáticas com o objetivo bichado de interpretar as desesigualdades econômicas e ambientais entre países com possibilidades gritantemente diferentes, os nossos líderes (nota do tradutor: eu pessoamente não reconheço nenhum líder entre os que alí estavam representados, estou traduzindo, mas não estou assumindo o conteúdo do texto…) os ditos líderes falharam redondamente na compreensão da gravidade da situação. Eles apenas garantiram que, num momento de urgência colossal, teremos que esperar por mais um ano até que o Mundo volte a se levantar para discutir um risco que já se encontra presente.

Os cinco itens abaixo são uma seleção signficativa de jogadas que dizem respeito aos cidadãos dos Estados Unidos da America que a dita grande mídia conseguiu mascarar. (Nota do tradutor: infelizmente o que se apresenta como grave para os cidadãos dos Estados Unidos da America, infelizmente, se derrama como um caldo quente sobre nós, que nem rãs em meio à luta de bois da fábula de Eusopo, inadivertidos. podemos ser pisados pelos mais pesados, sobretudo quando vivemos perdido num cercado de antas que se sentem líderes de nós todos).

Nivel Recorde de Influência das empresas

(Nota do tradutor: será que dá para reconhecer o “fênomeno”, entre nós?)

Presenças subvencionados, (Nota do tradutor: e, porque não etiquetar como lobistas, esta nova classe de aspones? ), presenças subvencionadas, não é nada novo nas conferências climáticas das Nações Unidas, mas todos os delegados parecem ter ficado de acordo que desta vez, em 2013 a coisa foi exceptional no sentido da intensidade com que empresas que tradicionalmente se opõem à questão da mudança climática assumiram o grande papel. Ao lado da companhia de óleo polonesa Grupa Latos, marcas internacionais como General Motors, Emirates Lotus e BMW, mais punhado de outras, se mantiveram ostensivamente no centro do palco. Apesar de que estas empresas dizem reconhecer as mudanças climáticas e mesmo afirmar que têm objetivos próprios para tratar do problema, na verdade elas escrevem a história de puxar para trás quando se trata das regulações federais que objetivam a redução de emissões de carbono. Os críticos dizem que a inclusão da etiqueta das empresas na verdade difundiu a mensagem errada quando se tratatava de criar condições para que os governos democráticos tratassem do danos gráves que décadas de consumo deletério nos assolam.

Representantes protestaram com greve de fome

Nesta COP, Naderev Saño a longo tempo um negociodas das Filipinas, marcou as manchetes com suas falas apassionadas e reclamações em nome das nações que se encontram às voltas com inundações (em alguns casos literalmente) como efeito das mundaças climáticas. No início da conferência, este ano, ele ainda não sabia se sua própria família teria sobrevivido ao recente temporal que massacrou o seu país, criando um completo nível de frustação com a inação global. Saño liderou (Nota do tradutor: aqui talvez realmente um líder…) uma manifestação em 21 de Novembro, seguindo uma manifestação liderada pela China de 132 países protestando a falta de compromisso relativamente às “perdas e danos” provocadas por poluidores de longa data como Canada e Estados Unidos da America do Norte United States relativamente aos países em desenvolvimento que somente recentemente começaram a aumentar suas emissões de carbon. Saño protestou contra o apoio que falta da parte dos poluidores ricos, mas a falta de ambição e apoio da parte dos que originariamente assinaram o Protocolo de Kyoto. Além de sua ação de protesto, Saño fez jejum durante os 13 dias da conferênciua. Em solidariedade, centenas de pessoas se juntaram a ele em apoio, incluindo activistas vindos das Filipinas, dos Estados Unidos da America do Norte, mais a Deputada Verde do Canadá Elizabeth May. Um grupo de activistas jovens, que reclamavam dos negociadores uma reação ativa e que fizeram parte do protesto com ele, foram expulsos do resto da COP 19 por terem apresentado faixas de protesto um dia antes da manifestação planejada – e aprovada. Se alguém agitou as emoções da grande mídia nas negociações sobre o clima de 2013, sem dúvida foi Naderev ‘Yeb’ Saño, mas infelizmente, mesmo tendo ele conseguido um justo status , de quase celebridade junto aos que o apoiaram, no que diz respeito à imprensa sua imagem ficou restrita às páginas internas dos jornais sem chegar às manchetes de primeira página que ele realmente merecia.

ONG ambientalistas sairam em Protesto

Os 132 países em desenvolvimento e os fieis seguidores de Yeb Saño não foram os únicos a sair da COP 19 com desgosto. Mais de 800 representantes de organizações não-governamentais de destaque, incluindo funcionários do Greenpeace, o World Wildlife Federation, a Oxfam, Amigos da Terra e 350.org, fizeram um protesto, deixando a conferência em 21 de novembro. Muitos deles se encontraram nas proximidades para desenvolver planos alternativos de ação, desalentados pela roda de fiação burocrática dos delegados oficiais dos governos. Nunca antes em uma conferência sobre mudança climática da ONU estas organizações, que representam, sem dúvida, os defensores mais experientes e melhor apropriados de recursos intelectuais para uma ação positiva sobre a questão – dado coletivamente sobre as negociações formais.

A deputada verde não pode representar o seu país . . .novamente

Diferente do acontece com os representantes dos Partidos Verdes de outros países – que são naturalmente incluídos entre os delegados de seus países apesar de que não tenham o status governamentais – a representante canadense deputada e lider do Green Party of Canada Elizabeth May não obteve permissão para comparecer como delegada do seu próprio país. Esta é uma posição definida por May, porém a Ministra conservadora do Meio Ambiente Leona Aglukkaq decidiu juntar injúria com insulto lavrando uma carta de rejeição meses depois da solicitação de May, publicada logo em seguida à chegada de May à Varsóvia em 20 de Novembro. Se May já não tivesse antecipadamente feito acordos para ser um delegado de apoio ao Afeghanistão, ela pouco mais podeeria ter sido do que uma observadora. Canada não produziu nenhum anúncio novo ou resolução na COP 19, e – já tendo adquirido o título de Fossil of the Year (Fóssil do Ano) por suas ações de entrava na COP 17 – tendo recebido um “Fossil of Disbelief” (Descrédito Fóssil) como prêmio jocoso da Climate Action Network. Possivelmente a novidade ambiental que melhor merece destaque vinda do Canada terá sido uma demonstração de despreso pela redução de emissões ao encorajar em Novembro a Australia a cortar as suas já tenues políticas de limitação das emissões de carbon.

Decisões sem compromissos para assumir algum compromisso, depois

Sem surpresa, tudo isso não resultou em compromissos conclusivos, confiantes, competentes ou alguma diretiva para a mudança climática. O resultado – após 48 horas de negociações sem parar em direção ao final da conferência – foi um “negócio” de natureza muito comprometedora. Simplificando, o resultado é um “rascunho” do texto solicitando que os países “que estiverem prontos” façam algum tipo de “contribuição”, que não precisa ficar definida por mais de um ano. O plano de “perdas e danos” que 132 nações em desenvolvimento haviam solicitado, se materializou num acordo em que as nações ricas iriam oferecer “expertise” e, apenas potencialmente, ajuda. O tipo de experiência existente nos Estados Unidos e no Canadá para oferecer aos países, que sejam eficazes na redução das emissões, e ao mesmo tempo à a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, é na melhor das hipóteses discutível. E, quando serão definidos os mecanismos reais para as perdas e danos?

Não antes da COP 21!

A reflexão mais angustiante do fracasso na ação global em resposta às mudanças climáticas não são os apelos chorosos de negociadores das nações que lutam, as greves de fome realizadas por ONGs ambientalistas em todo o mundo, ou a cínico-simbólica “representação” de países como o Canadá através de delegações que não contribuem em nada para a transformação fundamental do status quo. Não, o sinal mais revelador de que as mudanças climáticas ainda não ganaram ponderação adequada entre as questões globais é representado em nossa própria mídia, na nossa própria dormência coletiva em face da situação feroz e aflitiva que se apresenta. COP 19 voou completamente à sombra do radar de o cidadão comum dos Estados Unidos da América do Norte, para grande alívio dos govrnos dos Estados Unidos e do Canadá, que fundamentalmente não conseguiram responder às prioridades dos cidadãos. Este fiasco recente da Conferência sobre Mudança Climática não era apenas um “policial disfarçado” (COP), mas certamente um disfarce completo com cara de tira (cop). (Nota do tradutor: “cop” em inglês quer dizer “tira”, policial, impossível de traduzir usando as palavras com sentido dúbio da frase em ingles “Climate Change Conference debacle was not only an undercover COP, (policial) but also a complete cop-out (cair fora), a não ser que algum poeta me ajude.) .

Copyright, Truthout. May not be reprinted without permission.

(Nota do tradutor: Eu não estou reimprimindo, estou traduzindo!)

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