Comunicado do Comando de Greve das Universidades Estaduais Cearenses

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Depois de um silêncio demasiado prolongado, Cid Gomes relatou a  uma comissão de grevistas a sua pretensão de completar a negociação iniciada com o movimento, transcorrida no último mês de 2013. Em certo sentido, este fato nos emprestou uma novidade. Isto bem estabelecido, o comando de greve unificado das universidades estaduais (UECE, URCA, UVA) entendeu que a prioridade dessa semana seria entabular uma conversação definitiva com o chefe do executivo cearense. Embora possa parecer uma atitude excepcional, estamos indicando, ante o fato novo, protelar por uma semana a realização da nossa assembleia, diante da necessidade de se estabelecer com a outra parte, em termos um pouco mais formais, um possível acordo acerca das questões
emergenciais das universidades: regulamentação do PCCV, assistência estudantil (pontos já alinhavados) e, sobretudo, concurso público (de certa forma, o item que ficou carecendo, digamos, de um acerto mais  preciso). A questão é eminentemente prática: com esse segundo encontro com o governador, dar-se-ão as condições para acelerar um compromisso, ainda que parcial, com relação às demandas fundamentais da greve. Num contexto tão complexo, o nosso objetivo é fazer com que Cid Gomes emita um juízo categórico em relação à questão do concurso público. Protegendo o legado histórico da nossa greve, pensamos que uma solução desse  problema (é quase fora de dúvida) significaria um ganho real para as instituições de ensino superior do estado do Ceará.
Jamais houve hesitação da nossa parte sobre a conduta que o governo adotaria em relação ao nosso movimento. Dureza e mais dureza. De certa forma, conseguir efetuar um segundo momento da negociação e, entre os vários problemas envolvidos,  concluirmos um ajuste no que toca a aspectos  vitais das nossas propostas, não é uma questão que deva ser  menosprezada. Por tudo isto, parece-nos que essa perspectiva muda bastante o nosso planejamento anterior.

Mais ainda, registramos que essa urgência em colocarmos com  centralidade a reunião com o governador se deve não somente a sua inclinação em conversar com o comando de greve, mas também pelos informes que indicam que Cid Gomes deve viajar para os EUA em meados de janeiro. Isto nos leva a crer, que sob determinados aspectos estamos ante um quadro que nos obriga a sentar e negociar com ele exatamente na semana em que havíamos planejado outra agenda para o movimento.

É evidentemente impossível assegurar que teremos esse segundo encontro e que o princípio de compromisso suscitado no último mês de dezembro seja rigorosamente consolidado. Mas de modo prudente, devemos trabalhar com a possibilidade desse cenário, e mediante esse entendimento, protelar a realização da assembleia previamente acertada.

Ainda neste caso, conforme acima apontado, a proposta é alongar em uma semana o tempo para a sua realização. Tal como antes, a nossa assembleia deliberativa da greve se daria na quarta feira (só que, agora, no dia 15 de janeiro), às 16h00min em primeira chamada e às 16h30min, em segunda chamada. Por fim, como esta não é uma greve da UVA, mas das universidades estaduais como um todo articulado, essa deliberação se apoia em um apelo do comando unificado (URCA, UECE, UVA) com vistas a uma solução unitária para um movimento que, uma vez iniciado conjuntamente, seja  concluído dentro desse espírito de unidade.

A DIRETORIA DO SINDIUVA

 

 

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