Exemplo português é acompanhado pelo governo japonês com possível aprendizado junto ao governo brasileiro

Recebi hoje o telegrama abaixo que me foi enviado pelo meu correspondente em Portugal, o doutorando em Literatura Brasilino Godinho.  Mas pelos dados da manifestação de Brasilino, parece-me que há um grave erro em sua ilação. O tema não foi inventado pelo governo português, há muito se encontra sendo tramado pelo governo brasileiro, apenas aqui o processo vem sendo lento, mas seguro, com as sucessivas reformas da previdência iniciadas pelo famigerado FHC e continuada pelo seu discípulo Lula da Silva, também doutor que nem o mestre.

Já protestei junto ao Brasilino por esta tentativa de surrupiar a invenção do governo brasileiro.

Injusto!  somos que estamos ensinando ao governo japonês.

A propósito de mais cortes nas pensões dos portugueses é oportuno republicar a minha crónica de quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013.

 

Ao compasso do tempo…

A NOTÓRIA PRÁTICA DESTRUTIVA DO GOVERNO PORTUGUÊS

JÁ TEM UM SEGUIDOR NO JAPÃO

Brasilino Godinho

O leitor interrogar-se-á: Qual política?

Precisamente, a que compagina o que se segue.

Aquilo que são os expedientes – que cumprem os objectivos pretendidos pelos governantes portugueses – de antecipar as mortes dos idosos, dos reformados, dos pensionistas e das pessoas mais carenciadas, vai ter, infelizmente, seguidores no mundo. Para já, na corrida para os morticínios das populações sofredoras e indefesas, antecipa-se o novo governo nipónico.

Se alguém tem dúvidas, leia o despacho da “Lusa” que hoje veio a público e que transcrevo:

Ministro japonês afirma que doentes idosos devem morrer para poupar o Estado.

O ministro das Finanças do novo governo japonês afirmou que os idosos doentes devem “morrer rapidamente” para aliviar o Estado do pagamento de cuidados médicos.

“Deus queira que (os idosos) não sejam forçados a viver até quando quiserem morrer” disse Taro Aso durante uma reunião, em Tóquio, sobre as reformas da segurança social.

Segundo o jornal britânico Guardian, o ministro está a ser alvo de fortes críticas por declarações como: “O problema não tem solução, a não ser que os deixemos morrer, e depressa”.

(Os sublinhados são de Brasilino Godinho)

 

Minha apropriada observação: O ministro Taro Aso está desejando as rápidas mortes dos idosos. Para isso acontecer e desde logo, há que não lhes facultar os cuidados médicos. Também conta com a cumplicidade de Deus. Deseja que ele queira. E se a divina criatura não quiser, então Taro Aso poderá esperar sentado… Mas não parece resignar-se a esse estado de inoperância. Pelo que se pode admitir que a opção ministerial japonesa venha a ser de encaminhar os idosos até às câmaras de gás, como fez Hitler aos judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Apreensivo, um voto de solidariedade para com as futuras vítimas japonesas hei por bem expressar nesta crónica: que o governante japonês, mostrando-se não só amador na função de carrasco dos idosos seus compatriotas como, também, algo ingénuo e demasiado crente na colaboração divina, não tenha a tristíssima ideia de vir a Portugal aprender com os seus homólogos Coelho, Gaspar e Portas, as técnicas de extermínio que estes vêm, meticulosamente e com inusitado profissionalismo, aplicando aos idosos carenciados, reformados e pensionistas, de Portugal; a que se juntaria o recolher bastantes informações sobre o importante papel colaboracionista que algumas televisões, estações de rádio e vários jornais, desempenham no desenvolvimento da acção governativa – quando esta é exercida em sede de destruição de grande parte do tecido social.

 

Eu pergunto: O que acima se reproduz das declarações do membro do governo de Tóquio, não é o que o nosso governo vem fazendo, sub-repticiamente e com notório acinte, no tempo que leva de exercício do poder executivo?

Os leitores reparem no pormenor muito significativo de ser o ministro das Finanças japonês que faz a declaração de guerra aos idosos. E tal e qual como o ministro Gaspar (das Finanças), o chefe Coelho e o subchefe Portas, do governo português, mostra a maior insensibilidade, uma enorme malvadeza e a extrema vontade abstrusa de resolver os problemas dos défices orçamentais através do extermínio dos seus semelhantes. Sem dó, nem piedade.

Com uma variante: Enquanto o político japonês procede às claras, sem esconder o propósito; ao invés, os governantes portugueses fazem o mesmo, à sorrelfa, disfarçando o mais possível. O que até é mais perverso (leia-se: traiçoeiro, malvado) e abominável.

Considerando que estamos a referir-nos a pessoas que não têm voz, nem fazem greves, tão-pouco possuem qualquer instrumento reivindicativo, os leitores prestem-lhes alguma ajuda de carácter solidário que, no tempo presente e face à terrível situação vigente, poderia ser divulgarem o mais possível este registo, aqui expresso, através de todos os meios ao vosso alcance – incluindo a Internet.

Porque importa lutar contra o genocídio de parte do povo português, concebido e programado pelos actuais governantes portugueses – o qual, está em plena realização – daqui lanço o apelo:

Que a gente séria deste país erga a sua voz e combata com determinação a terrível calamidade social, aqui denunciada e que tanto está atingindo milhões de portugueses.

E que, pelos vistos, pode gerar fenómenos de contágio a toda a humanidade. O que, definitivamente, sendo uma ignomínia da política portuguesa e a tal acontecer a nível mundial, daria azo a absoluto descrédito de Portugal no mundo civilizado.

Pela minha parte, farto até à náusea da podridão que grassa em Portugal, de que nem cabem culpas ao sacrificado povo, não posso calar a minha indignação; a qual, demais a mais, também assente na circunstância de que já me vou sentindo envergonhado da minha condição de português.

Fim

 

 

 

 

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