Venezuela: quando a maioria das informações chegam sob a forma de correção dum erro

Venezuela:  quando a maioria das informações chegam sob a forma de correção dum erro

Mark Weisbrot, Center for Economic and Policy Research: Tem um significado especial  quando a cobertura da mídia global duma matéria em que algumas das notícias mais importantes aparece na forma de correções. Em 26 de fevereiro, o The New York Times corrigiu uma declaração falsa num relatório de notícias que incorretamente se referia a Globovision como “[a] única estação de televisão que transmitem regularmente vozes críticas do governo.

http://org2.salsalabs.com/dia/track.jsp?v=2&c=YpbquJ9o2DyUGfGb4MFt8NZAPjOAVIJA

 

Chile derruba a “Lei Monsanto” que deveria privatizar as sementes

Chile derruba a “Lei Monsanto” que deveria privatizar as sementes

Sunday, 30 March 2014 14:10

By Asha DuMonthier, New America Media

http://truth-out.org/news/item/22780-chile-derails-monsanto-law-that-would-privatize-seeds

Tradução: Tarcisio Praciano-Pereira – tarcisio.wordpress.com

Global March Against Monsanto, Santiago, Chile. (Photo: <a href=Tamara Kramarenco Müller / Flickr)” width=”637″ height=”424″ align=”BOTTOM” border=”0″ />Manifestação nacional contra Monsanto, Santiago, Chile. (Photo: Tamara Kramarenco Müller / Flickr)

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Santiago, Chile – Este mes, mulheres campesinas, comunidades indigenas, produtores agrículas do Chile, terminaram vitoriosos uma longa batalha contra um projeto de lei que ficou conhecido como “A lei Monsanto”.

A lei, que daria à empresas multinationais do negócio agrícula o direito de patentear as sementes que elas produzem, developem ou modificam, foi retirada da mesa pelo governo chileno que agora está controlado pela coalição de centro-esquerda recém eleita e que é conhecida como a Nova Maioria. A decisão foi tomada frente às graves preocupações sobre seus efeitos nocivos contra os agricultores de pequeno e médio porte.

Ao fazer este anúncio no dia 17 de março, a nova Secretária Geral Ximena Rincón prometeu que o governo chileno irá fazer uma “analise de tudo que existe relativo a este questão com o objetivo de proteger os direitos das comunidades agrículas de pequeno e médio porte assim como as herança das sementes em nosso país”.

Rincón foi uma importante opositora desta lei dentro do governo do Chilean tendo feito parte de uma grande aliança composta por quinze organições junto com parlamentares e membros do governo que estavam monitorando esta lei a quatro anos.

“Rejeitamos esta lei pelo risco que ela representa para as empresas familiares de agricultura assim como para com a biodiversidade”, disse Lucía Sepúlveda da Aliança Por Vida melhor/Rede de Ação Pesticidas do Chile (RAP-AL Chile). Em agosto passado, a sua organização junto com milhares de outros chilenos foram para as ruas em protestos massivos contra a lei.

Sepúlveda explicou que a Lei Monsanto – oriunda da International Union for the Protection of New Varieties of Plants (UPOV) 1991 Act – iria permitir que as companhias fizessem o registro de  patentes para uma grande quantidade de sementes no Chile, o que lhes daria o direito de exigir dos produtores pagamento pelo uso de sementes semelhantes. Com isto, disse Sepúlveda, estaria estabelecida uma barreira para impedir que os pequenos produtores continuassem usando as sementes que eles mesmo desenvolveram e vem usando em sua comunidades indígenas a longas gerações. Os produtores se veriam obrigados a renovar seus direitos para uso das sementes, cada ano, por um alto preço ou simplesmente abandonar a agricultura.

“Ficariamos sem agricultures s sem produção”, disse Sepúlveda.

O declínio permanente  da agricultura de pequeno e médio porte é um problema que se agrava no Chile. Apesar de que seja um país dos que mais produz e exporta frutos, muitos chilenos reclamam que se por um lado o melhor de sua agricultura segue para o Japão e os Estados Unidos da America do Norte, eles, os chileno têm dificuldades apra obter produtos de qualidade. Grandes companhias multinacionais de agricultura produzem exclusivamente para exportação, ao passo que os pequeno e médios produtores estão voltados para o mercado interno vendendo seus produtos nos mercados e nas feiras.

Alicia Muñoz, co-diretora da Associação Nacional Rural e Mulheres Indígenas (Anamuri), visitou o parlamento cindo vezes no ano passado para convencer os senadores a rejeitar a lei. Anamuri mobilizou as mulheres ao longo do país para que tomassem uma posição no sentido de garantir “soberania alimentar”. Ela descreve a retirada da lei como um grande acontecimento: “Toda a resistência que as organizações, principalmente das comunidades indígenas manifesta durante os anos passados redundou num successo. Fomo capazes de mostrar ao parlamento quão perigosa seria a lei para as comunidades indígenas e para os agricultores que produzem a nossa alimentação. A Grande Agricultura é apenas isto, a chamada agro-business, apenas um negócio. Ela não alimenta o nosso país”.

Muñoz disse a continuação da privatização de sementes no Chile prejudicaria a autonomia dos pequenos e médios produtores. Ela disse ainda, “eles, (pequenos agricultores), não têm que depender da Monsanto, Bayer ou a Syngenta para obter sementes”, referindo a outros gigantes do agronegócio. A impossibilidade de que os produtores menores usassem as sementes compartilhadas e desenvolvidas por famíliares, segundo ela, não seria apenas um golpe financeiro, mas iria corroer o que a organização sem fins lucrativos GRAIN denomina no Chile de “patrimônio genético”.

“Iria apagar a história de nossos avós, nossos ancestrais que nos ensinaram como cuidar e fazer crescer as nossas sementes,” explicou Muñoz.

Grupos ambientalistas se juntaram à luta com organizações como Anamuri devido ao impacto do projeto de lei sobre a biodiversidade. Empresas do agro-negócio insistiram que o projeto de lei não permitiria que os organismos geneticamente modificados (GMO), ou alimentos, serem produzidos para o mercado interno, no Chile, mas os ativistas discordam. “Se a grande maioria das sementes no Chile passassem a ser registradas, as espécies tradicionais de sementes cairiam em desuso,” disse Sepúlveda.

Os produtos GMO são controversos em todo o mundo, como dizem os grupos de protecção ambiental e de consumidores porque podem prejudicar a biodiversidade e violam os direitos do consumidor por causa de seus potenciais efeitos na saúde. E a longa controvérsia sobre a Lei Monsanto no Chile é apenas um exemplo da luta de toda a América Latina entre os camponeses, pequenos agricultores, e os líderes empresariais da indústria global de alimentos. Na Colômbia, uma greve agrícola nacional abalou a zona rural em 2013 quando os agricultores protestaram contra os efeitos da sua própria Lei Monsanto, que foi incluído em um acordo de livre comércio com os Estados Unidos em 2010.Na Argentina, Venezuela e México, o patenteamento de sementes tem gerado alvoroço semelhante no público.

A rejeição da lei no Chile está sendo visto como um triunfo para as comunidades rurais e indígenas, ainda assim, para os ativistas sociais e ambientais chilenos, a luta ainda não acabou.

Existem três cenários possíveis que podem ocorrer, agora”,  explica Francisca Rodriguez da Anamuri e da Coordenação Latino Americana de Organizações Rurais (CLOC-Via Campesina). “O melhor seria que a presidente (Michelle Bachelet) permanentemente eliminasse o projeto de lei”. No entanto, o governo poderia optar pela criação duma comissão mista para investigar o seu impacto, o que significaria consulta às organizações sociais e ambientais mas também ao agro-negócio. A terceira e pior das opções, aos olhos dos grupos de camponeses e de direitos indígenas é que o projeto seja reescrito e reintroduzido na Comissão da Agricultura.

O lobby do agronegócio é grande e poderoso e eles vão tentar reintroduzir o projeto de lei,” chama atenção Rodriguez. Os sócios do agronegócio que buscam privatizar sementes e facilitar a disseminação de culturas GMO em todo o mundo enfrentam resistência generalizada no Chile, mas continuam a ter vantagens em termos do poder político e da riqueza.

Se e a lei de patentes de sementes ressurgir no Chile, grupos organizados de mulheres, camponeses e comunidades indígenas parecem estar prontos para continuar a defender os seus direitos de sementes e agricultura de pequena escala.

Precisamos manter a insistir publicamente que a presidente encerrre este assunto de uma vez por todas. Temos de continuar a nos organizar,” concluiu Rodriguez.

Este trabalho foi reeditado pela Truthout com permissão ou licença. Ele não pode ser reproduzido em qualquer forma sem permissão ou licença da fonte. Nota do tradutor: isto não é uma reprodução, e sim uma tradução.

O 1º de abril – o golpe contra a democracia e os trabalhadores

O 1º de abril – o golpe contra a democracia e os trabalhadores

Um presidente deposto e outro conduzido ao poder por homens armados marcam o
golpe militar de 1964. Entenda os eventos que levaram à instauração da
ditadura militar no Brasil

 

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Por João Roberto Martins Filho

No dia 27 de março de 1964, o governador da Guanabara, Carlos Lacerda
(1914-1977), mandou a família para a casa de amigos e resolveu dormir no
Palácio Guanabara. Apelidado de O Corvo, por seu nariz adunco e sua
participação na crise que levou ao suicídio de Getulio em agosto de 1954, o
conspirador via chegada a hora do acerto de contas com seus inimigos
políticos. Em sua avaliação, a situação do país tinha atingido o ponto de
não retorno. O sinal verde para o golpe abriu-se com a Revolta dos
Marinheiros e o discurso radical do presidente João Goulart no Automóvel
Clube, no dia 30 de março, para um público de sargentos e suboficiais.

A radicalização de Goulart dava ares de verdade à mensagem de que ele se
rendia ao comunismo. No começo de março, com a adesão do sempre cauteloso
general Castello Branco ao movimento, a relação de forças no seio das Forças
Armadas começara a pender a favor do golpe. Mas ainda pairava no ar o
fantasma de um confronto com o “dispositivo militar” do presidente,
comandado pelo chefe da Casa Militar, general Assis Brasil. Chegou-se a uma
situação na qual o que contava era a capacidade de cada lado de arregimentar
legiões.

Respeitado no Exército, Castello Branco sabia que, sem o apoio da maioria
dos oficiais, o movimento anti-Goulart fracassaria. No campo civil, as
Marchas da Família com Deus pela Liberdade tinham feito seu papel,
permitindo dizer que o povo brasileiro chamava as Forças Armadas para salvar
o país do comunismo.

Na manhã de 31 de março, o general recebeu com irritação a notícia de que a
ala mineira da rebelião resolvera precipitar os acontecimentos. Carlos Luiz
Guedes, comandante da Infantaria Divisionária 4, e Olympio Mourão Filho,
chefe da 4ª Divisão de Infantaria, de Juiz de Fora, agiam em acordo com o
governador Magalhães Pinto. Por volta das 7 horas da manhã do dia 31 de
março, o general Castello Branco ligou para Magalhães pedindo que
convencesse Mourão a não deslocar seus homens para o Rio de Janeiro. Não
obteve sucesso. Batizada de Coluna Tiradentes, a tropa saiu de Juiz de Fora
à tarde, sob o comando do general Antonio Carlos Muricy, atingindo a divisa
com o Rio de Janeiro no final do dia.

Na ex-capital do país, o chefe da Casa Militar do governador, coronel
Fontenelle, mandou bloquear as ruas de acesso ao palácio com caminhões de
lixo, temendo um ataque de tropas legalistas. Na Praia de Botafogo, vista
como alvo provável de um desembarque de fuzileiros navais comandados pelo
almirante Aragão, inimigo público e visceral de Lacerda e partidário de
Goulart, Fontenelle mandou colocar tonéis de petróleo vazios.

Atraída pelos rumores, uma pequena multidão se concentrou nos arredores do
Palácio Guanabara. Sarcasticamente, o próprio Lacerda descreveu anos depois
a movimentação: “Então apareciam no Guanabara uns velhinhos, uns almirantes
reformados, uns generais reformadíssimos, que saíam de casa com a sua
pistolinha! Mas apareceu também uma rapaziada enorme, gente para todo lado,
gente que ficava nas esquinas atrás de colunas”.

Surgiram boatos de que o Corpo de Fuzileiros Navais estaria se deslocando da
Ilha do Governador para atacar Lacerda. As linhas telefônicas do Palácio
foram cortadas, com exceção de uma, graças à qual Lacerda conseguiu se
comunicar com o governador Ademar de Barros, em São Paulo, e com a
UnitedPress, no exterior. O governador de Pernambuco, Miguel Arraes,
pronunciou-se em defesa do regime constitucional. No Paraná, seu colega Nei
Braga anunciou apoio ao golpe.

No histórico prédio do Ministério da Guerra, no Rio, em seu gabinete da
Chefia do Estado-Maior do Exército, o general Castello Branco acompanhava o
desenrolar dos fatos. Caberia a ele neutralizar qualquer movimento de tropas
a partir do Rio de Janeiro ou de Petrópolis para enfrentar a coluna de
Mourão. Em telefonema a Lacerda, Castello procurou explicar que a questão
agora era militar: São Paulo, o Nordeste e o Rio Grande do Sul precisavam se
definir. Feito isso, as tropas paulistas e mineiras marchariam em diversas
colunas para o Rio de Janeiro. Em nenhum outro lugar os acontecimentos foram
tão decisivos.

Em São Paulo, às 22 horas, Ademar de Barros declarou apoio ao golpe. Uma
hora depois, o general Amaury Kruel, chefe do II Exército, com sede na
capital paulista, aderiu ao movimento, após tentar convencer Goulart a
demitir ministros “comunistas”. Às 2 horas da manhã, Ademar foi de novo à
televisão anunciar que as tropas do general Kruel seguiam pela Via Dutra
rumo ao Rio de Janeiro, para se reunir à Coluna Tiradentes. Entre os
paisanos, os governadores de Goiás, Mato Grosso e dos estados do Sul tinham
declarado apoio ao golpe.

Como disse depois o general Cordeiro de Farias, “o Exército dormiu janguista
no dia 31 e acordou revolucionário no dia 1º”. A coluna de Minas Gerais
defrontou-se, na altura do Rio Paraibuna, com o batalhão de Petrópolis,
chefiado por um tenente-coronel de nome Kerensky. Os tenentes de Mourão
conversaram diretamente com seus camaradas vindos do estado da Guanabara,
conseguindo sua adesão. Às 3h30, o marechal Odílio Denys, ex-ministro da
Guerra, visitou a coluna e logrou, por telefone, convencer o coronel
comandante do Regimento Sampaio a alinhar-se às legiões em revolta.

Gradualmente, a hipótese de confronto militar se extinguia. Às 7 horas,
Mourão e seus comandados puseram-se de novo em movimento. Alguns oficiais da
Força Aérea levantaram voo de Pirassununga (SP) com o objetivo de atacar as
colunas golpistas, mas não receberam ordens para disparar. Também na Força
Aérea, o esforço miúdo de doutrinação do pré-golpe mostrava resultados. Às
12 horas, o Regimento de Artilharia de Costa, ao lado do Forte de
Copacabana, foi neutralizado pelo impulsivo general Montagna, que
ultrapassou a assustada sentinela dando-lhe um empurrão. Do Recife, o
general Justino Alves Bastos, comandante do IV Exército, anunciou seu apoio.
Ações isoladas dos fuzileiros navais do almirante Aragão não conseguiram
virar o jogo militar. O “almirante vermelho” acabou preso.

Jango resolveu deixar o Rio de Janeiro pouco antes das 13 horas, embarcando
para Brasília. O ministro da Justiça, Abelardo Jurema, foi detido no
Aeroporto Santos Dumont e levado para a Escola de Comando e Estado Maior do
Exército, na Urca, um dos centros nervosos do movimento. No Recife, às 20
horas, tropas do Exército prenderam o governador Miguel Arraes, conduzido a
um quartel, de onde seria transferido, no dia 2, para Fernando de Noronha.

Reunidos na Cinelândia, manifestantes pró-Goulart tentaram invadir o Clube
Militar, mas foram rechaçados a tiros. Instigados ao vivo pelo apresentador
de rádio e de TV Flávio Cavalcanti, bandos anticomunistas atearam fogo à
sede da União Nacional dos Estudantes, a UNE, na Praia do Flamengo. Em toda
a cidade, tropas policiais e militares começaram a prender líderes políticos
ligados a Goulart. A Faculdade Nacional de Filosofia foi atacada a tiros de
metralhadora. No Centro da cidade, uma reunião de emergência convocada pelo
Comando Geral dos Trabalhadores foi dissolvida, com prisões de alguns
líderes importantes. O jornal Última Hora, de Samuel Wainer, foi
empastelado. Às 17 horas, oficiais da Marinha conseguiram tomar o prédio de
seu ministério. Houve violentos conflitos entre manifestantes e soldados nas
ruas da ex-capital, com mortos e feridos.

Às 23h30, Goulart voou para Porto Alegre, onde esperava resistir com apoio
do Exército. De madrugada, com o Congresso Nacional cercado por tropas
militares e sob protesto de um grupo de parlamentares, seu presidente, o
senador Auro de Moura Andrade, declarou a vacância da Presidência, embora o
presidente ainda estivesse em território nacional. Às 11h45 do dia 2 de
abril, ele fugiu para São Borja, dali rumando para uma fazenda no Uruguai.

Por alguns dias, para dar uma aparência de legalidade ao golpe, a
Presidência da República passou a ser ocupada pelo presidente da Câmara dos
Deputados, Ranieri Mazzilli. Conduzido ao Planalto “em um carro literalmente
coberto por homens armados”, como relatou o terceiro secretário da Embaixada
Americana em Brasília, Robert Bentley, Mazzilli tomou o poder na calada da
noite. Ainda no dia 2, os Estados Unidos reconheceram o novo regime.
Começava o período da oficialmente chamada “Revolução Democrática” de 1964.

João Roberto Martins Filho é professor da Universidade Federal de São Carlos
e organizador de O golpe de 1964 e o regime militar: novas perspectivas
(Edufscar, 2006).

Saiba Mais

Chirio, Maud. A política nos quartéis. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

Fico, Carlos. Além do golpe. Rio de Janeiro: Record, 2004.

Gaspari, Elio. A ditadura envergonhada. São Paulo: Companhia das Letras,
2002.

Internet

Arquivo Ana Lagôa – http://www.arqanalagoa.ufscar.br

Fonte: Revista de história da Biblioteca Nacional

 

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PÁGINAS INDICADAS

A hipócrita defesa de Obama ante a violência russa na Ucrânia

É preciso fazer uma reserva, estou contrapondo, aqui, a hipócrita defesa que o prêmio Nobel da Paz, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da America do Norte, fez ontem, das invasões americanas contra o uso que delas fez o presidente russo, Putin, para ter o direito de invadir a Ucrânia. Afinal Putin não é nenhum prêmio nobel da paz e portanto não precisa de se escusar por ter invadido a Ucrânia.

Não creio que ninguém possa aceitar qualquer tipo de invasão e certamente não é o meu caso, mas considero ainda muito graves os comentários hipócritas do, assim dito, Prêmio Nobel da Paz, para retirar de Putin suas razões para invadir a Ucrânia. Iraquianos, Veteranos americanos da guerra no Iraque, se uniram para clamar contra os horrores da invasão genocida que os Estados Unidos da America do Norte fizeram no Iraque e suas consequências que prologam esta invasão. É bom não esquecer que as invasões seguem acontecendo, no Afeganistão, em países da África, no Yemen, em países da America Latina. Se você ouvir algum ruído extranho no quintal, cuide-se, pode ser um zumbi americano, um avião sem piloto, e você pode ser uma vítima até mesmo por erro de cálculo da C.I.A. como tem havido muitos no país “amigo”, o Paquistão. Uma grande amizade!

Tarcisio

#RightToHeal: 11 Years On, Bearing Witness to Iraq War’s Lasting Harm

Iraqi civil society organizers and US military veterans launch People’s Hearing on occupation’s ongoing toxic legacy

– Sarah Lazare, staff writer

Yanar Mohammed, president and co-founder of the Organization of Women’s Freedom in Iraq, testifies on toxic legacy of U.S. war on Iraq Wednesday, March 27. (Photo: Cassidy Regan)Eleven years after the U.S. invasion of Iraq, the war has largely disappeared from the corporate media, and President Obama recently took the widely-criticized step of defending the invasion and claiming the Iraqi people now have “sovereignty.” Yet, on Wednesday night, Iraqi civil society organizers and U.S. military veterans gathered at a “People’s Hearing” in Washington, DC to tell a different story: of a war that is not over, that is still taking life, spreading trauma, and poisoning Iraq.

In two hours of emotionally-charged testimony — curated by the Right to Heal campaign, a joint effort of Organization for Women’s Freedom in Iraq, Federation of Workers Councils and Unions of Iraq, and Iraq Veterans Against the War — the hearing traced the ongoing impacts of the U.S.-led war and occupation. This legacy includes environmental poisoning, Iraqi government repression, sectarian conflict, poverty, trauma, displacement, and death.

Throughout the event, which was moderated by journalist Phil Donahue and followed an earlier briefing in the House featuring the testimony of witnesses, an overwhelming call emerged. The U.S. must give reparations to the Iraqi people, clean up its toxic legacy, and stop waging wars and occupations around the world.

“Relations based on militarism need to be changed,” said Yanar Mohammed, president and co-founder of the Organization of Women’s Freedom in Iraq. “The change can come from places like this.”

Toxic Legacy

Speakers described a country poisoned for decades by the U.S. military — from depleted uranium used in the 1991 Gulf War and recent Iraq War, the chemical weapon white phosphorous used in the 2004 U.S. attack on Fallujah, and burn pits — which are run by the U.S. military and private contractors and burn munitions, chemicals, rubbers, plastics, and a host of other substances often within close proximity of Iraqi civilians. The toxic legacy in Iraq was repeatedly compared to the U.S. nuclear legacy in Japan and Agent Orange attacks in Vietnam.Falah Alwan, President of the Federation of Workers Councils and Unions in Iraq (Photo: Cara Solomon)

Mozhgan Savabieasfahani, an environmental toxicologist, testified that U.S. burn pits in Iraq are exposing the Iraqi public to a litany of dangerous compounds, including lead and mercury. Research teams sent to Iraqi hospitals in Basra and Falluja found abnormally high rates of cancer, birth defects, and heart defects, she stated.

Kristi Casteel, mother of IVAW member Joshua Casteel, explained that her son passed away August 25, 2012 due to what she believes were complications from cancer caused by exposure to burn pits in Abu Ghraib during his Army service. “Had we known he was at risk from toxins in Iraq, he might have been saved,” said Kristi, adding, “The military was “allowing more harm to our soldiers than our supposed enemies were inflicting.” Joshua became a conscientious objector, writer, and anti-war activist, and according to his mother, had the dying wish that burn pits be eradicated and those exposed to these pits, especially Iraqis, receive care.

Mohammed, who fled Iraq during the first Gulf war but then returned after 2003 to “help people,” described epidemics of birth defects in cities and towns across Iraq. “There are some mothers who have three or four children who don’t have limbs that work, who are totally paralyzed, their fingers fused to each other. These children have mental disabilities,” she said. “There needs to be reparations for families facing birth defect and areas that have been contaminated. There needs to be cleanup.”

U.S.-Backed Repression

Speakers testified that the U.S. has also left behind another poison — the Nouri al-Maliki regime that is stoking sectarian conflict and repressing protesters and organizers fighting for their rights — against the backdrop of health problems, trauma, and a climbing refugee crisis.

“We will not surrender to sadness. We will not surrender to subjugation. We will have our say.” —Yanar Mohammed, president and co-founder of the Organization of Women’s Freedom in Iraq

According to Falah Alwan, President of the Federation of Workers Councils and Unions in Iraq, the Iraqi government has carried forward old laws from Saddam Hussein that repress and punish workers for organizing in their workplaces. “The new government is busy with how to re-divide the wealthy and seize the resources of society,” he said. “They are supported directly by the U.S. government. They want to issue new labor laws to control the workers and restrain them from stating their demands.”

Mohammed slammed the “corrupt” U.S.-backed Iraqi government and scoffed at Obama’s claims about Iraqi sovereignty. “The U.S. occupation taught us how to hate each other based on sectarian divides,” she said. “The U.S. occupation has alienated the women of Iraq and the ethnicities of Iraq.”

The Traumas That Spread

“The truth is that war is a devastating thing,” said Savabieasfahani. “And if we unleash it on innocent populations, it will harm us all.”

One by one, Iraq veterans took to the podium to testify to the wounds they still carry and the U.S. military’s refusal to account for the harm done. IVAW member Rebekah Lampman described the harrowing experience of being raped by a fellow soldier and being denied recourse for winning justice and accountability. In fact, she was blamed for her own assault, she stated. Reflecting on her own healing process following her military discharge, she stated, “I’m not a victim. I’m a survivor.”Former marine and IVAW member Ramon Mejia (Photo: Cassidy Regan)

Former marine and IVAW member Ramon Mejia, who said he joined the military out of the “economic necessity” of providing for his family, explained that he was taught to dehumanize Iraqi people. When he made the decision, while deployed, to start “really seeing” Iraqi people after an experience hearing the call to prayer, he says everything changed. “My war had changed: I went from going through the motions to questioning,” he said.

After his discharge, Ramon faced seizures and mental health problems, and at one point had suicidal ideations. He declared, “I wish I could express to you how sorry I am for what happened in Iraq, and I’m dedicating my life to making things right.”

Savabieasfahani pointed out that “very little work has been done on the mental effects of this war” on the Iraqi population. “Imagine the kinds of mental, emotional, physical pressure on the population of Iraq,” she stated.

Said Mohammed, “You get devastated out of fear. You have no hope.”

Justice and Reparations

Speaker after speaker repeated the call for reparations and accountability — including research into the toxic legacy of the U.S. war in Iraq, and a “clean-up” of these sites. While the Iraqi government is corrupt, there is a civil society that can oversee reparations and move it to the right places, urged Mohammed. Veterans repeated the “Right to Heal” call for true care for returning veterans, and Savabieasfahani also spoke about the need for combating racism in the U.S.

Yet, speakers urged that the real solution is ending the U.S.-led wars responsible for creating the trauma and devastation in the first place.

“The war brings us here today,” said Pam Spees, senior staff attorney for the Center for Constitutional Rights, in an address delivered in Arabic for the Iraqi audience — including those remotely watching a live-stream of the event. “There is nothing that can compensate for the damage that this war has caused, but we are committing ourselves to seeking justice.”

“We are looking for solutions and answers for how not to let it happen again,” said Mohammed. “We will not surrender to sadness. We will not surrender to subjugation. We will have our say.”

The full hearing is featured in the video below:

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