No Rio, Delegacia Especializada na Localização de Pessoas Desaparecidas vai sair do papel

Hoje trago a notícia que tanto esperamos: a Delegacia Especializada na Localização de Pessoas Desaparecidas vai sair do papel! Acabo de sair de uma reunião com os amigos da Rede Meu Rio e da ONG Rio de Paz com o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Veloso. Ele afirmou que a delegacia será inaugurada em junho. Estou extremamente emocionada pois, finalmente, os familiares de pessoas desaparecidas serão tratados com dignidade.

Essa vitória não é só minha e das mães de desaparecidos! Ela só foi possível graças ao seu apoio e de milhares de outras pessoas ao longo de toda mobilização. Juntos, conseguimos mostrar para a Polícia Civil, a Secretaria de Segurança Pública e o Governo de Estado a importância do Rio de Janeiro ter uma unidade especializada. Agora que a delegacia será criada, temos que espalhar essa notícia maravilhosa para todos os nossos amigos! 

Compartilhe o meme de vitória com seus amigos agora: http://bit.ly/vaiterdelegacia

Fernando Veloso nos disse que a Delegacia de Desaparecidos contará com cerca de 50 policiais e vai funcionar na Cidade da Polícia, no Jacaré. Ali já funcionam outras delegacias especializadas, aumentando a integração e efetividade do serviço de inteligência da Polícia. 

Como você sabe, minha filha Priscila desapareceu no dia 9 de janeiro de 2004 e, desde então, luto pela criação de uma delegacia especializada em desaparecidos no Rio. Desde outubro do ano passado, você e outros 16 mil cidadãos entraram nessa briga comigo. Tivemos duas reuniões com a então chefe de Polícia, delegada Martha Rocha, onde falei sobre a experiência da unidade de Belo Horizonte, que resolve mais de 80% dos casos. Depois de uma visita à capital mineira, ela encaminhou uma recomendação ao secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que finalmente deu seu aval para que a unidade fosse criada. Agora, depois da reunião de hoje, temos uma data para cobrar!

Compartilhe o meme da vitória com seus amigos no Facebook: http://bit.ly/vaiterdelegacia 

Com esperança,

Jovita Belfort 

PS: A equipe da Rede Meu Rio, que me ajudou a enviar este e-mail, desenvolve um trabalho muito especial em várias áreas e sobrevive de micro doações de pessoas como eu e você. Por isso, gostaria de pedir aos que participaram comigo desta luta, que considerem a possibilidade de fazer uma doação. A Rede é super transparente, e você sempre saberá exatamente para onde sua contribuição está indo.

Assassinato legal conduzido em Oklahoma é assustador.

Botched execution in Oklahoma leaves prisoner ‘writhing in agony’

Execução secreta e cheia de erros em Oklahoma deixa prisoneiro ‘contorcendo-se em agonia’

 
  Para mais informações contacte: clemency.wells@reprieve.org.uk / +44 (0) 207 553 8161 ou katherine.oshea@reprieve.org / +1 917 855 8064.
 

A botched execution in Oklahoma last night, which left prisoner Clayton Lockett ‘writhing in agony’, had to be stopped after twenty minutes by prison officials because it was going so badly wrong. Lockett later died of a heart attack caused by the attempted execution. 

Oklahoma was using an untested combination of drugs, the source of which they have refused to reveal. 

Commenting, Maya Foa, Director of Reprieve’s Death Penalty team said:
 
“This execution demonstrates that without transparency, there is a far higher risk of causing extreme suffering to the prisoner. States need to stop conducting secretive, experimental executions. The contortions which executioners are going through to try to present these killings as constitutional demonstrates the fundamental contradiction in the premise of the so-called ‘humane execution’.
 
“It is also a clear demonstration of why no responsible pharmaceutical firm or pharmacy wants to get involved in selling drugs to executioners. How many more of these horrifying events will it take before the authorities in Oklahoma and elsewhere get the message?”
 
ENDS

Notes to editors
 
1. For further information, please contact: clemency.wells@reprieve.org.uk / +44 (0) 207 553 8161 or katherine.oshea@reprieve.org / +1 917 855 8064.
 
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Democratização da Informação, Imprensa alternativa e luta contra-hegemônica

Os Projetos “Políticas Públicas de Saúde” e “Saúde, Serviço Social e Movimentos Sociais”, da Faculdade de Serviço Social/UERJ, coordenados pela Profa. Maria Inês Bravo, com apoio do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro, estão organizando o Seminário “Democratização da Informação, Imprensa alternativa e luta contra-hegemônica: desafios na conjuntura atual” a ser realizado no dia 29/04/2014 (3ª feira), de 16 às 22 horas, na UERJ (auditório 91 – 9º andar).

As maiores mobilizações populares acontecidas no Brasil em junho de 2013 obriga a retomada urgente dos movimentos sociais como objeto de estudo e análise. Nesta direção, os movimentos de comunicação merecem atenção significativa, pois tiveram destaque na produção de vídeos, artigos, programas, imagens e reportagens sobre as manifestações que foram essenciais na organização de milhares de pessoas.

De forma inédita na história do país, os movimentos de comunicação contra-hegemônicos conseguiram disputar a atenção dos acontecimentos com os grandes meios de comunicação empresariais que foram obrigados a se adequar a uma nova realidade.

O conhecimento sobre essa imprensa alternativa pretende elucidar limites e dificuldades que hoje os impedem de serem instrumentos ainda mais eficazes de participação popular.

O objetivo do seminário é debater as experiências e os desafios de se fazer imprensa alternativa no Brasil atual.

PROGRAMAÇÃO:

Mesa 1) Experiências da luta contra-hegemônica. O papel da imprensa alternativa.
Horário: 16h
Cláudia Santiago (Núcleo Piratininga de Comunicação)
Hélcio Duarte Filho (Jornal do SINDSPREV)
Vivian Virissimo (Brasil de Fato)
João Paulo (ex-Presidente da AMARC)
Coordenação: Maria Inês Bravo (FSS/UERJ)

Mesa 2) Hegemonia e contra-hegemonia no cenário brasileiro atual: a questão midiática
Horário: 18h30
Mauro Iasi (ESS/UFRJ)
Cátia Guimaraens (Revista Poli/Fiocruz)
Hugo Bellucco (Doutorando em História pela UFF)
Coordenação: Felipe Demier (Bolsista de Pós-Doutorado FAPERJ)

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Uma grande notícia, de hoje, publicada em The Hague e San Francisco. A Republica das Ilhas Marshall (RIM) apresentou uma ação sem precedentes contra os nove países nucleares pela ausência de bons princípios nas negociações do desarmamente nuclear, como seria de esperar que agissem pelo acordo assinado por eles Trata de não proliferação de Armas Nucleares (Non-Proliferation Treaty). As ações foram depositadas contra nove paísesna Corte Internacional de Justiça, com uma ação adicional produzida na Corte do Distrito Federal dos Estados Unidos da America do Norte contra os EEUU.

A Nuclear Age Peace Foundation aplaude a coragem dos líderes da República das Ilhas Marshall of the RMI’s ao produzir ações judiciais contra as nações com armamentos nucleares. A população das Ilhas Marshall (RIM) continuam sofrendo, nos dias de hoje, o efeito dos testes nucleares que aoconteceram em seus territórios nas décadas de 40 e 50 e eles querem garantir que tal devastação não volte a ter lugar contra nenhum outro povo do mundo.

A NAPF (Nuclear Age Peace Foundation) tem uma posição chave nas ações judiciais com objetivo de atingir Nuclear Zero começadas esta manhã. Por favor, visitem o site do Nuclear Zero www.nuclearzero.org, onde você pode obter mais informaçẽos a respeito de ações judiciais e também pode mostrar o seu apoio assinando uma petição em apoio às ações corajosas e pacíficas da Ilhas Marshall (RIM).

Traremos mais informações nos próximos dias sobre estas ações judiciais. Porém de imediato há duas coisas que lhes pedimos que façam:

1. Compareça ao site nuclearzero.org, assine a petição e a redistribua com seus familiares e amigos.

2. Repasse, re-tweet anunciaos sobre as ações judiciais em suas páginas do Facebook e do Twitter .

Estas ações judiciais podem ser o detalhe que finalmente quebrem vergonhasa ausência de atividade os países ditos nucleares para atingir o desarmamento nuclear.

Por favor, use alguns segundos para adicionar sua voz na campanha hoje.

Sinceramente,

Rick Wayman
NAPF Peace Ops Director

É verdade mesmo que a Globo tem dívidas com a União? Eu também quero saber!

Requião: cadê o DARF da
Globo ? Ninguém responde

Senado, Mantega e Pimentel morrem de medo …

A verdade é dura …

 

O senador Roberto Requião (PMDB – PR) lembrou no twitter que já faz um ano que ele protocolou requerimento em que pede informações sobre suposta sonegação de impostos da Globo.

O pedido segue na gaveta da mesa do Senado .

https://twitter.com/requiaopmdb/status/430864452209364992

Aguardo respostas do meu pedido de explicações sobre dívida, multas e pedido de empréstimos da Globo“:

http://www.robertorequiao.com.br/requiao-quer-explicacoes-sobre-divida-multas-e-pedido-de-emprestimos-da-globo/

https://twitter.com/requiaopmdb/status/431000755072290817

Navalha

Quem sabe o Ataulfo Merval (*), agora de volta, não responda ao Senador ?

Paulo Henrique Amorim

 

 

 

 

 

Nota de repúdio do SINDIUVA ante a nomeiação de reitor da UeVA

NOTA DE REPÚDIO DA SINDIUVA SEÇÃO SINDICAL DO ANDES – SN

A RESPEITO DA NOMEAÇÃO DO NOVO REITOR

A DEMOCRACIA JÁ NA UVA


Na última sexta-feira, 11 de abril, o Governador do estado nomeou os professores Fabiano Cavalcante de Carvalho e Izabelle Mont’Alverne Napoleão Albuquerque para os cargos respectivos de reitor e vice-reitora da UVA, para o mandato de 1 de abril de 2014 a 1 de abril de 2018. Analisaremos aqui três questões que nos chamam a atenção nessa nomeação do executivo cearense: o procedimento de como se deu a “eleição” em fevereiro de 2013 das listas tríplices nas quais figuravam os nomes dos professores Fabiano e Izabelle, os debates realizados no Seminário das Universidades Estaduais – UVA ocorrido nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2014 e os interesses que estão em jogo nessa escolha do governo.

O processo “eleitoral” de fevereiro de 2013 ocorreu num ambiente de total desrespeito à comunidade universitária. A então reitoria decretou nas vésperas que os dois dias letivos consecutivos ao feriado do carnaval fossem de recesso acadêmico. O aviso foi dado de última hora às prefeituras para que não enviassem os seus transportes. A página da UVA na INTERNET, somente na véspera passa a comunicar o recesso acadêmico, sem nenhuma justificativa do que levou a universidade a tomar essa iniciativa. Isso fez com que vários estudantes e professores tivessem que voltar do portão fechado e guardado por vigilantes. Foi preciso que a gestão da UVA fechasse os portões da instituição para essa “eleição”. Alguns estudantes tentaram e não puderam devolver livros às bibliotecas. Situação de vexame jamais vista na nossa Instituição. Não tivemos uma eleição legítima. O que tivemos foi uma farsa eleitoral em que menos de 60 pessoas tiveram o direito do voto em nome de mais de 12 mil estudantes, professores e servidores. O processo foi encoberto pelo manto da legalidade de um estatuto elaborado nos tempos e nos moldes dos anos de chumbo da ditadura militar e, por isso, antidemocrático e anacrônico aos nossos dias de democracia em que o povo brasileiro, à custa de muitas vidas que foram ceifadas, tem construído cotidianamente. A dita eleição para reitor e vice-reitor foi legal, mas não legítima. Foi um ato ilegítimo e imoral. Uma expressão de como o direito pode estar totalmente apartado da moral.

 

 Um ano depois desta “eleição”, ainda no clima da suspensão da greve das três universidades estaduais, realiza-se o Seminário das Universidades Estaduais – UVA com a presença do governador e do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECITECE). O seminário na UVA realiza-se de forma temática. Entre os seis temas do evento, o grupo temático que mais levantou polêmica com o próprio governador foi o GT Democracia na Universidade. Aofinal do debate foi aprovado o não reconhecimento do pleito de 2013, a convocação imediata de um processo estatuinte e, em seguida, a eleição direta para reitor e vice-reitor. Esse relatório, juntamente com o relatório dos demais GTs, foi aprovado pelo seminário, protocolado junto à mesa coordenadora do evento e junto à SECITECE. O relatório do seminário foi claro: após aquele momento a UVA deveria ter aberto imediatamente o processo de uma estatuinte que após sua aprovação pelos órgãos superiores da Instituição, pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador, toda comunidade acadêmica deveria eleger diretamente os seus gestores.

 

Dois meses depois do seminário nada disso ocorreu e mais uma vez o governador nomeia alguém sem legitimidade do conjunto da academia. Desta vez ele ignora o que foi discutido e deliberado no seminário em que ele próprio e seu secretário participaram.

Então, nos perguntamos: serve a que interesses uma nomeação como essa? Fica claro que se mantem o processo de privatização no qual a UVA está mergulhada há muito tempo. São vários institutos privados que, com a chancela da UVA, uma universidade pública, promove cursos de graduação e pós-graduação pagos. A UVA, como instituição de ensino superior pública, não pode mais dar o seu aval para cursos pagos espalhados por todo país. Inclusive a ação contra esse procedimento foi julgada, em última instância, no Supremo Tribunal Federal (STF) e encontra-se a espera de uma decisão final a respeito dos embargos declaratórios para a execução. Se a UVA quer, de fato, “interiorizar” o ensino superior abra campus em vários municípios, torne-se uma instituição multi-campi.   O que ocorreu nesses últimos anos foi um avassalador processo de privatização da UVA. A prioridade de investimento da instituição foi muito maior nos cursos pagos que nos cursos públicos. O que temos hoje é número muito maior de cursos e de alunos nestes institutos pagos que na instituição pública UVA. São mais 60 mil alunos nos cursos privados, enquanto na UVA, como instituição pública e gratuita, temos aproximadamente 12 mil alunos.

 

O que está em jogo, efetivamente, é: qual a visão de universidade que temos? As gestões que até agora se sucederam na reitoria têm uma visão privatista da universidade. Não é atoa que até pouco tempo, se não fosse a luta do movimento docente e estudantil, nós tínhamos taxas para avaliação de segunda chamada, mensalidades, entre outras taxas. Ainda temos taxa para certificados, taxas para as aulas de natação e taxas para participação em colóquios, seminários e semanas de cursos. É assim que funciona a universidade: a partir de uma lógica de ensino privado pensada em favorecimento desses cursos pagos (IVA, IDJ entre muitos outros). Outra lógica seria a do ensino público gratuito e de qualidade. Seria a da universidade prioritariamente pensada para a pesquisa e para extensão, e menos para o ensino e para a administração. Seria a de uma Universidade voltada para o investimento na pesquisa, na extensão e na pós-graduação. Entendemos que uma universidade essencialmente pública é por isso mesmo laica, não tem confissão religiosa; assim não faz sentido que um membro de uma das muitas igrejas de Sobral tenha assento no Conselho Diretor da UVA, tal como diz o seu atual estatuto.

 

Enfim, é pelo fato da UVA ser pensada e gerida sob a lógica do capital é que ela é a única universidade estadual cearense que não tem sede própria; é a única que os professores têm um desastroso plano de trabalho docente; é a que possui a menor quantidade de cursos de pós-graduação latus sensus e strictus sensus e a única que não possui curso de doutorado; é a única em que religioso e empresário ocupam lugar no seu Conselho Diretor; é a que possui o Estatuto mais atrasado e por isso é a única que não possui eleições para reitor.

Perguntamos: até quando? Até quando viveremos na UVA um modelo tão concentrador de poder e a partir de uma política permanente de privatização do ensino, ao mesmo tempo em que falta investimento público? Até quando a UVA será a universidade pública mais precária?  Até quando não elegeremos nosso reitor? Democracia já. . . na UVA.    

             

Nós, da SINDIUVA SEÇÃO SINDICAL DO ANDES – SN, continuamos na luta por uma universidade pública de qualidade, de direito público, de ensino gratuito, democrática, laica e socialmente referenciada para a região norte do Ceará.                    

Sobral, 15 de abril de 2014.