Tenha cuidado, não vá cutucar o dragão! e nem aporrinhar um urso polar hibernando!

The Enemy Within

Tenha cuidado, não vá cutucar um dragão!  e nem aporrinhar um urso polar hibernando!

by ANDRE VLTCHEK
tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

Não é prudente e nada seguro furar com uma barra de ferro a boca dum dragão. É o  que eles dizem no Ocidente sobre dragões … mas aqui na Ásia, o dragão é reverenciado como a maior criatura lendária na Terra e no céu. O dragão é sábio e paciente, e quase nunca usa a força em primeiro lugar. Mas, se tratado com desrespeito e agressão, ele é capaz de retaliar de forma mortal, determinada e poderosa.

Também é completamente idiota começar a aterrorizar um urso dormindo. É óbvio qual seria a consequência ao descer no buraco dum urso e começar a cutucar a cabeça da criatura hibernando. Nada de bom  seguiria, nada de bom de verdade. (Nota do tradutor:  Andre Vltchek é russo, nasceu ao lado dum urso e entende muito bem de ursos polares).

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Mas parece que os que estão governando o Império não estão obcecados pela prudência. Eles parecem estar cansado de pequenos conflitos, pela forma como eles estão mexendo continuamente por todo o globo. A Líbia não era o suficiente e nem o Congo. Eles precisam de algo grande, muito grande; ainda muito maior do que o que já tinham “conseguido” há algumas décadas – como a destruição de toda a Indochina ou Indonésia.

O Império precisa de uma luta mortal com poderosos adversários.

Desta vez, se puderem, como se fosse há 70 anos, dezenas de milhões de seres humanos, ou talvez muito mais,  irão desaparecer.

Mais uma vez, teria que ser um dragão e um urso, desta vez em uníssono, de frente para o fascismo e lutando pela sobrevivência do mundo.

 

***

A propaganda anti-russos e anti-chineses está atingindo um crescendo ensurdecedor, especialmente na Ásia. Meios de comunicação ocidentais estão em marcha alta, espalhando propaganda tanto através dos seus próprios pontos de venda como através dos suas afiliados da mídia local nos estados clientes, em sua maioria os jornais e televisões de propriedade de grandes empresas.

China e Rússia estão sendo vilipendiadas, abertamente insultadas, e culpadas de toda a escalada das tensões na região da Ásia e do Pacífico, justificando assim o fortalecimento militar. Toda a poderosa máquina de propaganda ocidental está em plena função para demonizar a China e  Rússia e outros países independentes. Assim o Ocidente está empurrando o planeta para a guerra e não ver isso exige, verdadeiramente, grande submissão.

Os administradores estão desfilando, um após o outro, na frente das câmeras de televisão, prometendo lealdade ao capitalismo, o regime de estilo ocidental ou simplesmente, ao Império. Todos esses discursos pejorativos e inflamatórios contra seus “inimigos” são embaraçosos, levianos, mas ninguém na América do Norte e na Europa está rindo, até porque eles estão se tornando a norma.

Muitos alertam que isso pode levar a uma guerra mundial, que o Ocidente perdeu toda a contenção e está pronto para banhar o planeta com sangue, mais uma vez. Um quarto de século atrás, parecia que com a destruição do bloco do Leste e com a China,  cada vez mais num curso capitalista, o Ocidente tinha finalmente conseguiu o que tinha lutado durante séculos para – o controle total e absoluto do planeta.

Mas, recentemente, algo deu “errado” para o Ocidente. América Latina cresceu e mais do que ganhou liberdade, depois cuspiu sobre a Doutrina Monroe. Na China começaram a pressionar por reformas socialistas nos cuidados médicos, na educação, na cultura e em muitas outras esferas. E a Rússia se recusou a ficar intimidada e humilhada, lembrando Europa e à América do Norte, que ainda é, como sempre, poderosa e que não vai ser pisada como aconteceu na época de Gorbachev e Yeltsin.

Coréia do Norte e Irã (países que nunca atacaram ninguém na história moderna) perceberam que a única maneira de sobreviver e não ser reduzido a pó consiste em ter a sua própria capacidade nuclear.

E todas estas nações,  várias na América Latina, a China, a Rússia, e o Irã, juntaram forças e decidiram: “Nunca mais! Nunca mais eles permitirão que o mundo desça para os horrores do colonialismo ocidental.

O sonho idílico ocidental da regra sem oposição em todo o mundo está começando a desaparecer no ar. É o Ocidente vai arriscar a destruição do nosso planeta, simplesmente porque não pode possuí-lo?

“Stephen Harper ataca Vladimir Putin e o comunismo do ‘mal'”, relatou a agência de notícias canadense, CBC News em 31 de Maio de 2014, em referência ao “longo discurso num evento de angariação de fundos” que o PM da direita canadense teve em Toronto. O discurso foi temperado com a linguagem que lembra o auge da Guerra Fria.

Grotescamente, o presidente do país mais agressivo na Terra, o presidente dos Estados Unidos da America do Norte, Barack Obama, fez a promessa de “travar a agressão” da Rússia e da China, dois países que não invadiram lugar nas últimas décadas. (Nota do tradutor: este Barack Obama ostenta um prêmio que perdeu o valor, o dito Prêmio Nobel da Paz, é preciso não nos esquecermos deste detalhe ridículo).

Num discurso claramente destinada a provocar a China, o secretário de Defesa Chuck Hagel, falou mais como um bandido do que um político: “Os Estados Unidos não vão olhar de lado quando os princípios fundamentais da ordem internacional estão sendo desafiados”.

Que ordem? Alguns poderiam se perguntar. Ele estava falando sobre a ordem que está sendo imposta ao mundo a partir de Washington e das capitais europeias como se vem fazendo há séculos, e ao custo de centenas de milhões de vidas humanas? Sem rodeios, de fato, uma ordem!

Christopher Black, um advogado criminal internacional sediado em Toronto, nos proporciona uma análise deste relatório:

“O discurso do Presidente Obama em West Point, academia militar norte americano, de que o fulcro da política americana terá como objetivo conter a ” agressão da Rússia e da China, imediatamente seguido por seu secretário de Defesa, Hagel em Cingapura acusando a China de desestabilização na região do Sul do Mar da China, justamente caracterizada pelo tenente-general Wang Guanzhong como “ameaça e intimidação”, expressa a clara intenção dos Estados Unidos para fazer a guerra em todos os seus aspectos contra as duas nações mais poderosas que se atrevem a um desenvolvimento  independentemente da dominação norte-americana.

Os Estados Unidos atacou a China várias vezes desde a Segunda Guerra Mundial, pela primeira vez na Guerra da Coréia, seguido por décadas de tentativa de sabotagem e isolamento e, em seguida, pelo bombardeio da OTAN da Embaixada da China em Belgrado em 1999. Agora tem continuado com a pressão para tentar desestabilizar a China internamente através de vários mecanismos de infiltração de grupos de “direitos humanos” na sociedade chinesa e no âmbito dos mecanismos militares e administrativas da China e numa campanha de propaganda constante para difamar China e seu povo em todo o mundo. A dinâmica desta estratégia foi reforçada com os recentes ataques por parte de grupos muçulmanos fanáticos do oeste da China contra civis chineses nas principais cidades e centros de transporte e com uso de provocadores a ataques de objetivos chineses no Vietnã, na Tailândia, nas Filipinas e na África e o recente absurdo das acusações contra oficiais militares chineses sobre ataques cibernéticos.

Os recentes acontecimentos na Ucrânia mostram que o ritmo dessa agressão está sendo acelerando mostrando como América do Norte tenta completar o cerco da Rússia e da China, avançando a NATO até às fronteiras da Rússia e pelo reposicionamento de 60 por cento dos ativos militares dos Estados Unidos no Pacífico.”

E agora os verdadeiros agressores estão culpando as vítimas de “agressão”. E isso não é nada novo sob o sol. Alemanha nazista e seus propagandistas empregaram a mesma “lógica” e os seus argumentos, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. E os francêses usaram esta tática em Argel e suas outras colônias, como o fizeram os britânicos em todas as suas  ‘dependências’.

****

Na Ásia, a nível local, a imprensa servil de países como as Filipinas está recebendo ordens, e muitas vezes supera seus manipuladores do Ocidente em  seu zelo.

Em 25 de maio de 2014, The Philippine Star começou batendo em China, continuou, citando as palavras do almirante William Locklear III, comandante das forças dos EUA do Pacífico, que “a Rússia tem o seu próprio ‘pivot’ na Ásia”. Em seguida, o jornal finalmente produziu algumas peças de brilhante analise: “Fontes oficiais disseram que incursão da Rússia para a Ucrânia tem gerado preocupação em Washington de que a China pode tentar algo semelhante em  suas reivindicações territoriais, sob o pretexto de proteger os seus cidadãos no exterior”. (Nota do tradutor: o anteriormente sério jornal da BBC, em edição de ontem, traz uma manchete sugerindo que é possível perceber um padrão comum de comportamento da Russia relativamente à  Ucrânia e a Georgia).

Incursão russa na Ucrânia? Isto soa mais como propaganda gritando a partir das páginas da imprensa diária norte-americano ou europeu. Em cerca de 15 anos de trabalho na região, depois de interagir com centenas de pessoas da mídia de todo o Sudeste da Ásia, eu tenho que testemunhar que tal pensamento, como citado acima, jamais poderia ter vindo dum jornalista local. Aqui, o conhecimento sobre a Europa Oriental se encontra muito mais perto do zero absoluto. E depois de ter sido uma lavagem cerebral em Londres, Nova York e outros lugares, os jornalistas locais não se comparam. Alguém escreveu. Quem fez isso? Todos nós sabemos isso. É a mesma fonte, que envia fagulhas roedoras para todos os meus relatórios escritos para RT.

A maior parte da imprensa filipina local conclui que os EUA não têm, basicamente, outra escolha, além de expandir-se militarmente, por causa dos movimentos agressivos da China. Quase todos os jornais mencionaram o alto custo das permanentes bases militares dos EUA na região, também argumentando que os entraves, bases pertencentes a países locais, mas abertas para uso por forças norte-americanas, são o verdadeiro caminho para a frente. Essas bases também estariam localizadas em territórios australianos e japoneses, e, possivelmente, na Cingapura e na Tailândia, bem como na Malásia.

Agora Tailândia está com certeza, ‘segura’, depois que o exército matou milhões na região em nome do Ocidente, derrubou o governo progressista  eleito, e assumiu o controle do país. O golpe é realmente oportuno, não é?

Como se não já bastasse pelo número de bases na África, no Oriente Médio, no Japão, na Oceania e os poucos estados clientes que ainda restam na América Latina. Mas, claro, estes pontos de apoio ainda estão muito longe dos principais alvos – China e Rússia.

A imprensa tradicional filipina nem mesmo se preocupa em questionar a integridade dum tal acordo militar, e ele se encontra em clara violação da Constituição do país. É porque os jornalistas no Sudeste da Ásia não são pagos e levado para se treinarem no exterior, para se moralizar. Eles são pagos para escrever o que combina com as elites e seus manipuladores estrangeiros.

Eduardo Tadem, Professor de Estudos Asiáticos da Universidade das Filipinas, explicou-me, durante a nossa recente conversa em Manila:

“O acordo recentemente assinado entre as Filipinas e os Estados Unidos se chama (Economic Defense Cooperation Agreement – Acordo de Cooperação de Defesa Econômica) EDCA. Neste acordo, o governo das Filipinas ofereceram praticamente todas as bases militares das Filipinas para acesso total a soldados norte-americanos, por um período de dez anos. Mas quem sabe por quanto tempo, realmente … Isto é muito perigoso, porque todas as instalações militares do país já estão abertas para “entrada” das forças norte-americanas. E isso certamente vai contra a Constituição das Filipinas, que proíbe a instalação de bases estrangeiras em nosso território”.

Então, o que realmente aconteceu? Por que a mudança repentina?

“Tem a ver com alguns fatores. Um deles, é claro, é o fator do chamada “pivot dos EUA para a Ásia”. Sob Obama existe esta estratégia de “giro para a Ásia”. Em segundo lugar tem a ver com a chamada proposta de parceria Trans-Pacífico dos Estados Unidos; para construir algum tipo de mercado integrado na região da Ásia-Pacífico. Só que as Filipinas não é parte dela, por enquanto … O terceiro tem a ver com as disputas territoriais que estão ocorrendo na região, tanto no Mar da China Meridional e do Mar do Norte da China. ” (Nota do tradutor: relembrando, este Barack Obama ostenta um prêmio que perdeu o valor, o dito Prêmio Nobel da Paz, é preciso não nos esquecermos disto que não é apenas um detalhe ridículo).

China

“É principalmente uma questão de nacionalismo. E é também porque aqui eles estavam sempre pedindo mais assistência, incluindo ajuda militar. E esta é a maneira de obter essa ajuda. Lembre-se também que os presidentes das Filipinas sempre foram um consistente apoio dos EEUU da America do Norte. Você provavelmente viu a pesquisa que mostra que o povo filipino ama os Estados Unidos mais do que os próprios americanos amam a si mesmos. Assim, para os americanos, é fácil de obter apoio para a sua política da China aqui”.

Perguntei tanto a Teresa Tadem, professora de Ciência Política na Universidade das Filipinas, e ao Professor Eduard Tadem, como era possível que um país, as Filipinas, que sofreu tão severamente durante a sua ocupação pelos Estados Unidos, durante a era colonial, quando houve violações dos direitos humanos, massacres … Como é que pode se sentir tão positiva em relação ao seu antigo e brutal colonizador? (Nota do tradutor: para a leitora entender bem isto seria interessante ler o capíulo sobre as Filipinas do livro de Howard Zinn – A People’s History of the United States ou mesmo da versão em história em quadrinhos, A People’s History of American Empire, escrito em 2008, dois anos antes da morte de Howard Zinn a fonte é completamente insuspeita, um professor americano de Sociologia e História da Boston University http://en.wikipedia.org/wiki/A_People%27s_History_of_American_Empire ).

“Tem a ver com a extremamente intensiva máquina de propaganda americana que retrata a época colonial como um tipo benevolente do colonialismo. Atrocidades cometidas durante a guerra filipino-americana de 1898-1901, em que 1 milhão de Filipinos foram mortos, observe bem, quase um décimo da população, desapareceu da consciência das pessoas … o genocídio, a tortura … As Filipinas foram conhecidas como o “primeiro do Vietnã … tudo isso foi convenientemente esquecido, se encontra escondido dentro dos livros de história. E depois, claro, também tem a imagem vinda de  Hollywood que somos bombardeados.”

O quanto é perigoso antagonizar a China e até mesmo a Rússia? Durante séculos, a China foi um país muito tranquilo, e ainda o é hoje. Muitos filipinos vêm da China,  um aliado histórico natural … Enquanto o Ocidente está liquidando, e bombardear países inteiros, derrubando governos. E quando a China fura uma plataforma de petróleo em águas disputadas ou pulveriza alguns barcos com canhões de água, é imediatamente definida como o agressor.

“É mais uma vez propaganda. Eles retratam a China como comunista, e aqui eles sempre atribuem uma conotação negativa para essa palavra”, disse a professora Teresa Tadem. “Para mim, o país mais perigoso da Terra, agora, é os Estados Unidos da America do Norte”, continua Eduardo Tadem. “Foi o mais agressivo … intervindo em muitos países em todo o mundo, a milhares de quilômetros de suas fronteiras, tentando impor ao planeta sua visão dum sistema capitalista global. Então, se você comparar o que a China está fazendo nas proximidades de seu território, e compará-lo com o que os EUA estão fazendo em todas as partes do mundo, em todos os continentes … então você vê claramente a disparidade na imagem que está sendo criado, representando a China como um perigo para a paz no mundo”.

Ambos os professores, então, expressaram a profunda preocupação com o fato de que a propaganda ocidental está acendendo uma Sino-fobia nas Filipinas e nos outros países asiáticos. Eles apontaram que o que os EUA estão fazendo é realmente a incitação ao ultra-nacionalismo, o que pode facilmente se transformar em fascismo. Este é, segundo eles, uma situação extremamente perigosa – plantando sementes de Sino-fobia em todo o continente.

“Isso pode levar a um ponto sem retorno”, explica Eduardo Tadem. “Tenho medo de que isto já esteja  acontecendo aqui  nas Filipinas, assim como em outras partes da Ásia, onde  disputas territoriais estão ocorrendo.”

E evidente que não é somente Sino-fobia que pode levar à destruição do mundo, apesar da Sino-fobia seja um elemento importante. Agitando o ódio contra a Rússia também se encontra claramente no menu dos mestres ocidentais da propaganda. Stephen Harper, do Canadá, da Polónia e administradores  do Báltico em seus irracionais discursos anti-russos, tudo isto pode nos levar um resultado assustador: fabricação de racismo contra as nações que estão de pé no caminho dos EUA e da Europa contra a dominação do mundo.

Desumanizando um inimigo em potencial, desencadeando sentimentos racistas e pejorativas contra estes países, é o primeiro passo da “arte” ocidental de guerra, o primeiro passo para um confronto.

Deve-se questionar seriamente o que está sendo planejado? Deve-se exigir a explicação do porque este caminho está  sendo planejado porque o planoe é  realmente horrível.

***

As pessoas estão começando a falar. Geoffrey Gunn, um proeminente historiador australiano e professor emérito da Universidade de Nagasaki, no Japão, escreveu-me, por este relatório:

“Os meios de comunicação internacionais registram a “ameaça chinesa”, mas na verdade quem é o provocador? Observamos o primeiro-ministro japonês, em Cingapura (30 de maio), oferecendo-se para liderar uma coalizão internacional com objetivo de verificar a agressão chinesa oferecendo navios de guerra japoneses “qualificados” para forças clientes como com as Filipinas e Vietnã. Isso é loucura proveniente duma nação sem contrição oficial buscando, assim se desfazendo duma “constituição de paz”. Enquanto isso, o governo neo-con, na Austrália, ultrapassa com retórica correspondência, juntamente acompanhando o Secretário de Defesa dos EUA, para oferecer-se como “pivot” para o Mar do Sul da China. Minha forma de pensar consiste que se deve deixar que os nacionalismos asiáticos (China, Vietnã, Japão, Coréia) resolvam seus próprios problemas diplomaticamente porque, afinal, o reino central tem estado em vigor por vários milênios -. Estranhos se mantenham fora, militaristas contenham o seu passo, e a China que cresça pacificamente”.

Vindo do Vietnã, entristecido com a nova onda de hostilidades entre os dois vizinhos comunistas, Vietnã e China, um artista ocidental de renome, que não quis ser identificado, explicou a situação:

“Não tenho dúvidas de que o Ocidente está encantado com o rumo dos acontecimentos e vai fazer todo o possível para agravar ainda mais a brecha entre  China-Vietnã. Claro que serve o pivô para a Ásia e outras agendas desagradáveis, US/NATO . Mas os vietnamitas são apenas irritados enfrentando a China e não aceitam que se discuta isto com eles. O Primeiro Ministro do Vietnã têm enviado mensagens de texto para toda a rede móvel alertando as pessoas para não ouvir “bandidos” e para protestar apenas dentro da lei local e internacional … ”

É impressionante como encorajado e auto-confiante Vietnã está se tornando, nos últimos tempos, considerando que ele está fazendo uma coisa idêntica a China é – perfurações em área disputada.

Muitos vêem as tensões entre Vietnã e China como remontando à  expedição punitiva chinesa ao Vietnã (depois que o Vietnã entrou Camboja e depôs o Khmer Rouge), conhecida como a guerra Sino-Vietnamita de 1979,  e é quase bizarro observar como o Vietnã é implacável em relação à China, mas, ao mesmo tempo,  como se reconciliou com os Estados Unidos.

Durante a guerra sino-vietnamita cerca de 10.000 civis vietnamitas perderam a vida – definitivamente não é um número insignificante. Mas como poderia  ser comparado com os milhões de civis vietnamitas que morreram na “guerra americana” (ou a “Guerra do Vietnã”, como é conhecido no Ocidente). Durante a guerra americana, cidades inteiras foram arrasadas, campos envenenados, as mulheres estupradas e pessoas queimadas com napalm e outros produtos químicos.  (Nota do tradutor: a garota que corre incendiada, http://en.wikipedia.org/wiki/Phan_Thi_Kim_Phuc  hoje uma médica formada em Havana, vivendo no Canadá).

Mas, como no caso das Filipinas, a propaganda ocidental rasteira apaga muitos dos horrores da mente das pessoas.

Passei três anos em Hanói ostentando uma cidadania dos EUA, fui tratado com respeito e nunca insultado. Em contraste, agora,  as empresas chinesas estão a ser atacados, postas em chamas, enquanto os chineses (do Interior da China, mas também de Taiwan e de outros lugares), está sendo perseguidos, espancados e até mortos.

Nesse meio tempo, RT relatou:

“Visitando Washington, o general Fang Fenghui também culpou o governo Obama “pivot” para a Ásia como uma razão para o aumento das tensões na região. Ele disse que algumas nações asiáticas têm usado a mudança estratégica para criar o mal estar no sul e no leste do Mar da China”.

***

Será que estamos sendo arrastados para o confronto final global, a uma possível Terceira Guerra Mundial? Observado a partir da Ásia, do Pacífico ou da Ucrânia, parece claramente que sim.

Para Christopher Black,  não há dúvidas de que provocar, antagonizar países independentes e poderosos como a Rússia e a China pode ser o próximo passo para a destruição de nossa raça humana: “Todas essas ações são preparativos para a guerra. Na verdade, o posicionamento de baterias de mísseis anti-balísticos americanos na Europa Oriental está em preparação para um primeiro ataque nuclear da Rússia. Essas baterias são implantados com o único propósito de tentar interceptar um ataque de retaliação por parte das forças nucleares russas, depois de um primeiro ataque dos EUA. Eles não têm outra finalidade. Estes preparativos para uma guerra de agressão, na verdade a guerra nuclear, são uma clara violação da Carta das Nações Unidas e todas as leis internacionais e com razão podem ser caracterizadas como crimes de guerra. Mas como os Estados Unidos têm desprezo por todas as leis internacionais e as normas civilizadas de comportamento,  podemos apenas esperar estas preparações sigam em frente. A humanidade se encontra  à beira da aniquilação por nenhuma outra razão do que a busca Americana de lucro ilimitado. Eles são os extremistas do sistema capitalista. Devemos esperar que a hábil diplomacia está sendo empregada pela  Rússia e pela China, o aumento do ritmo da sua cooperação bilateral e com os outros e os seus passos para alcançar o aumento da cooperação multilateral em todo o mundo a partir da América Latina da África, Europa e Ásia mudará a dinâmica de poder do mundo o suficiente para impedir que os americanos e seus aliados possam alcançar seus objetivos de modo que os povos do mundo possam viver em paz e dedicar suas energias para resolver os problemas prementes da humanidade”.

Andre Vltchek é um romancista, cineasta e jornalista investigativo. Ele cobriu as guerras e conflitos em dezenas de países. Sua discussão com Noam Chomsky sobre Western Terrorismo agora vai sair impresso. Seu aclamado romance político “Ponto sem retorno” está  agora sendo re-editado e disponível. “Oceania” é o seu livro sobre o imperialismo ocidental, no Pacífico sul. Seu livro provocador sobre pós-Suharto na Indonésia e no modelo fundamentalista do mercado é chamado de “Indonésia – O arquipélago do Medo”. Ele acaba de concluir o documentário, “Ruanda Gambit” sobre a história de Ruanda e da pilhagem da RD Congo. Depois de viver por muitos anos na América Latina e Oceania, Vltchek atualmente reside e trabalha no leste da Ásia e na África. Ele pode ser contatado através do seu site ou o seu Twitter.

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