Rio está melhorando, precisamos melhorar todas as cidades do Brasil

[Uma cidade para todos!]
Queremos a criação da CPI do Bethlem!
A série de gravações divulgadas pela imprensa mostram que a passagem de Bethlem pela Prefeitura do Rio causou sérios prejuízos aos cofres públicos. Pressione agora para que os vereadores assinem o pedido de criação de uma CPI para apurar todas as denúncias!

No rio estão pedindo a CPI para verificar corrupção a fundo

No rio estão pedindo a CPI para verificar corrupção a fundo

Como revelado nos últimos dias, a situação do ex-secretário de Ordem Pública e Assistência Social, Rodrigo Bethlem, está cada vez mais delicada. A série de gravações divulgadas pela imprensa mostram que a passagem de Bethlem pela Prefeitura do Rio causou sérios prejuízos aos cofres públicos. A lista de acusações é longa, e vai desde corrupção e contratos suspeitos até tráfico de influência envolvendo o rei dos ônibus, Jacob Barata.

Um grupo de vereadores está se movimentando para protocolar um pedido de CPI para investigar as graves denúncias envolvendo Rodrigo Bethlem. Para que a investigação seja aberta, é necessário que 17 parlamentares apoiem o pedido mas, até o momento, apenas 8 dos 51 se mostraram favoráveis.

Sem pressão popular, os demais vereadores não vão se mexer para investigar os atos de Bethlem. Por isso, vamos entupir a caixa de e-mail dos vereadores para mostrar que uma CPI ampla e irrestrita é uma exigência da população carioca!

Clique no link para pressionar os vereadores:

Em gravações divulgadas pela revista Época, o ex-“xerife do Rio”, braço direito do prefeito Eduardo Paes, admite receber um mensalão da ONG Casa Espírita Tesloo, que tinha convênios com a Prefeitura no valor de aproximadamente R$ 80 milhões. Bethlem também declara ter contas secretas na Suíça e afirma ter trabalhado a favor de Jacob Barata, rei do ônibus e velho conhecido das páginas de jornal.

Essas e outras questões precisam ser esclarecidas. Não podemos aceitar que ex-secretário Bethlem saia impune nessa história. O xerife caiu, mas ainda há muito a ser investigado. Os vereadores têm a obrigação de fiscalizar o Executivo; eles não podem se omitir!

Envie agora um e-mail aos vereadores para que assinem o pedido de CPI:

Por um Rio mais em ordem,

João, Rodrigo e toda equipe da Rede Meu Rio


Vereadores colhem assinaturas para instalar CPI contra Rodrigo Bethlem

Nova gravação sugere caixa 2 bancado por Jacob Barata, o Rei do Ônibus

Homem forte de Paes opera esquema de corrupção na Prefeitura

Contratos com ONG avançaram na gestão Bethlem

As três crateras na Sibéria e o metano

Dr Jason Box, professor de glaceologia, afirma, a respeito das crateras na Sibéria: “If we don’t get atmospheric carbon down and cool the Arctic, the climate physics and recent observations tell me we will probably trigger the release of these vast carbon stores, dooming our kids to a hothouse Earth,” – “Se não conseguirmos reduzir o CO2 e resfriar o Ártico, a física do clima e observações recentes me dizer que este enorme acervo de carbono será liberado na atmosfera com o legado dum planeta muito quente para os nossos filhos”.

As três crateras na Sibéria e o metano

As três crateras na Sibéria e o metano

Leia mais aqui

Os cinco princípios do movimento – Voz Judáica pela Paz – Jewish Voice for Peace

Action Alert

 Voz Judáica pela Paz - Jewish Voice for Peace

Voz Judáica pela Paz – Jewish Voice for Peace

We’re working around the clock to stop the disastrous attack on Gaza . But we wanted to take time to share JVP’s basic principles that apply to our work everyday. If they speak to you, please forward them to friends and colleagues. Now is the time to invite our friends and families to stand with us!
We’re mobilizing in the streets every day. And those mobilizations express our unique long-term vision and strategy.

Jewish Voice for Peace in the streets.

Movimento Voz Judáica pela Paz

Movimento Voz Judáica pela Paz

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Dear Pacifist,

Yesterday, the Israeli military struck a UN school at the Jabaliya refugee camp where some 3,300 Palestinians were seeking shelter, and not long after, a crowded marketplace during what was supposed to be a humanitarian lull.

This past weekend, Israeli soldiers killed 3 Palestinians as the West Bank erupted in mass protests beyond anything seen in years, while some 7,000 anti-war protestors in Tel Aviv were taunted with chants like “Death to Arabs,” and worse.

Throughout Israel, racist attacks against Palestinians, and Jewish anti-war activists as well, continued to make it unsafe on the streets, while rockets struck fear in the hearts of families across the country.

And our response? Jewish Voice for Peace supporters like you mobilized again and again, building an unprecedented wave of resistance—especially Jewish resistance— to Israel’s war of choice and unbearable assault on Palestinians.

But we also know that achieving justice for Palestinians, and a peaceful future for all the people of Israel and Palestine is long-term work. We’re not simply against this attack – we’re for justice and universal human rights.

And these are the principles we think will get us there:

1) The siege, assaults on Gaza, and the occupation would not be possible without unconditional financial and diplomatic support provided by the US, so any successful peace agreement requires a change in US foreign policy. It is our job to change these unjust policies and to oppose lobby groups like AIPAC who pressure policymakers into unconditional support for Israel while claiming, falsely, to speak for all Jews.

2) The Israeli government has proven its interest is not peace, but rather acquiring more and more land, for Jews only. Decades of U.S-brokered “peace talks” have provided cover while Israel actually expanded settlements. Israel won’t give up its power willingly, and must be pressured. That’s why we support Palestinian-led unarmed resistance, including the on-the-ground resistance in Palestinian villages, and the global Boycott, Divestment and Sanctions movement which gives every one of us an opportunity to vote with our wallets.

We already know from Israeli leaders that economic pressure can and is making a difference. We work strategically with thousands of activists and partners to build grassroots boycott and divestment campaigns on campuses, churches and in communities that we can all use to extricate ourselves from corporations that profit from the occupation.

3) Any resolution that has a chance of achieving a lasting peace must address Israel’s 47-year-old occupation, the unequal treatment of Palestinian citizens of Israel, and the creation of what has now grown to be the world’s largest refugee population when Israel was established in 1948. Therefore we work to educate ourselves and others about the Nakba (catastrophe), the forced dispossession and expulsion of Palestinians when Israel was created.

4) Sustainable long-term change comes from the grassroots, which is why we dedicate resources to training, organizing and cultivating leaders in over 40 chapters, on campuses, and in networks where we can help. In the last 3 weeks our chapters have organized hundreds of actions, often risking arrest, to raise a cry against those institutions and corporations that aid the Israeli assault on Palestinians.

It’s also why we partner, not only with Israeli and Palestinian peace activists, but with a diverse range of groups committed to a just peace- Christians, Muslims, Arab Americans, artists, academics, religious leaders, students, and more. Together, we move mountains.

5) While it is up to Palestinians to lead their liberation movement, we Jews must lead ours. We know that one people’s freedom cannot be achieved at the expense of another’s, and that Israelis can never be made safe by oppressing Palestinians. We also fight intolerance and racism in Jewish communities, work with young leaders who will replace the out of touch leadership of many Jewish institutions, and support efforts to undo the dehumanization of the oppressor in Israel and all over.

To that end, we invite you to JOIN US. We are only as powerful as our willingness to speak out together.

Please forward this email to anyone you know who cares about this issue. If you’re not already on it, sign up on our list, get our bulletins, and learn more about what you can do for a lasting peace for all peoples of Israel and Palestine.

Stefanie Fox
Co-Director of Organizing

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Jewish Voice for Peace
1611 Telegraph Ave, Suite 550
Oakland, CA 94612
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Vale a pena reclamar !

Hoje recebi um telefonema engraçado mas que me deixou satisfeito, foi duma empresa sobre a qual eu já havia feito duas reclamações inclusive postando aqui registros do alto índice de reclamações contra a mesma.

A minha reclamação se devia à ausência de segurança, encriptação de dados, no site da referida empresa. Fiz duas vezes esta reclamação inclusive com registro no site onde encontrei o registro de má fama da empresa e que ajudei a divulgar.

Pois é, hoje recebi um telefonema da empresa informando-me que agora o site dela é seguro. Valeu a pena dar-me ao trabalho de reclamar, que aliás é um hábito meu. Pisou no meu pé, eu grito!

Na quarta-feira, dia 30, eu vou comparecer ao Forum, em Sobral, para enfrentar uma companhia dessas que intermediam pagamentos e que me passou para trás: eu paguei e ela não repassou o pagamento. Já levo quase um ano nesta reclamação e não arredo o pé do “pague inseguro” e estou pedindo uma indenização por danos morais. Como sempre estas empresas são arrogantes e já tive uma audiência na qual ela se propunha apenas a me devolver o que paguei e que ela não passou em frente. Arrogância pura! Vamos ver de que lado fica a Justiça, no dia 30 eu vou saber.

Mas pisou no meu pé, eu grito!

E vale a pena, eu já ganhei questões:

    com com companhia de aviação,
    com uma grande empresa de programação,
    contra um “grande banco” privado
    contra duas “grandes privadas” de comunicações
    contra esta grande empresa de viagens…

e agora estou enfrentando um “pague inseguro” da vida. Tudo isto documentado, guardo cuidadosamente e carinhosamente, todas as decisões em local bem destacado que posso olhar e admirar todos os dias. Com prazer.

Vale a pena reclmar e divulgar a reclamação!

Se a Justiça souber respeitar o cidadão, ficará do meu lado. Veremos.

É uma manchete do New York Times – a terminar com a probição da maconha

Uma hipocrisa entre tantas outras, mas neste caso baseado em interesses inconfessáveis, como dos fabricantes de cigarro à base tabaco, por exemplo. Se criminalizou e se infernizou a vida de muita gente, e possivelmente se abriu o caminho para drogas muito pesadas, como o craque, apenas proibindo o uso de uma planta que pode nascer no quintal ou no jardim.

E mesmo, a troco de quê? apenas para atender interesses inconfessáveis, ou simples hipocris Por que, afinal, quem tem mesmo o direito de decidir o que outrem venha a fazer, desde que fique dentro dos limites de sua vida pessoal?

Porque impedir uma mulher de fazer aborto, quando se trata do seu corpo e de sua vida pessoal e das consequências do nascimento duma criança indesejada? O aborto feito dentro dos prazos que a medicina considera legal é um simples direito da mulher e ninguém tem o direito de legislar probitivamente sobre este assunto pessoal que somente a ela diz respeito.

Porque impedir o uso da maconha quando se admite abertamente o uso das bebidas alcoolicas e inclusive se permite a propaganda obscena da cerveja?

Hipocrisia? sim, entendo que sim, pura e simplesmente.

Aprenda a programar com material altamente sugestivo

Aprenda a programar

Aprenda a programar

Com um programa em Python para você verificar se ela lhe deve sexo.

Copie o programa abaixo no arquivo

#! /usr/bin/python
# -*- coding: utf-8 -*-

def conclusao():
print “\n\n”
print “Ora, por favor, se manque!”
print “A mulher não lhe deve nada!”;
print “\n\n”

def main():
resposta = “s”
if (“s” == raw_input(“Você é casado com ela? “)):
elif(“s” == raw_input(“Você lhe pagou um jantar ? “)):
elif(“s” == raw_input(“Ela está usando uma roupa bem sacaninha ? “)):
elif(“s” == raw_input(“Ela está a passar-lhe alguns sinais ? “)):
if (“s” ==raw_input(“Ela é a sua namorada ? “)):
elif(“s” ==raw_input(“Você é um cara bacana ? “)):
elif(“s” ==raw_input(“Você já fez sexo com ela ? “)):


Se você não tiver Python, então instale Linux que Python vem junto.
Se você tiver Python, abra um terminal e digite


para verificar se ela lhe deve sexo.

Estado policial em andamento – precisamos reagir para barrá-lo

 Sábado, 26 de Julho de 2014 | ISSN 1519-7670 – Ano 18 – nº 808

Caderno da Cidadania
Prenúncios de um Estado policial

Por Cecília Olliveira e Victor Lisboa em 22/07/2014 na edição 808

Na tarde de domingo (13/7), final da Copa do Mundo, o jornal A Nova Democracia flagrou uma situação de claro abuso policial na praça Saens Pena, zona norte do Rio de Janeiro. Após a dispersão de um protesto contra o evento esportivo, aproximadamente às 17 horas, o documentarista canadense Jason O’Hara, que cobria a manifestação, foi barbaramente agredido por policiais militares. Como se não bastasse, Jason informou que, a seguir, os PMs roubaram a câmera GoPro que estava presa a seu capacete – presumidamente para evitar a documentação do fato

O vídeo acima mostra o exato momento em que um dos policiais chuta a cabeça de Jason O’Hara. A vítima relatou à jornalista Taylor Barnes que estava parado em uma via quando foi empurrado contra uma parede por um policial militar. Jason não sabe o motivo, mas acredita que talvez esse primeiro PM achasse que ele estivesse obstruindo o caminho da polícia durante a dispersão. Na sequência, os outros policiais entenderam que ele era um manifestante, e o submeteram a uma sequência de agressões injustificadas. Segundo Jason, “enquanto eles passavam, cada um me deu uma porrada” (“As they went by, they all took one strike at me”). O documentarista foi ao Hospital Souza Aguiar depois do incidente e passou por testes de raio-X. Informou que havia pegadas de coturno em sua pele.

No vídeo a seguir, Jason faz mais um relato do mesmo evento:

Em conversa com Taylor Barnes, Jason estimou que levou chutes e golpes de seis policiais militares. “Foi completamente estranho”, disse o documentarista, “já fui a aproximadamente vinte manifestações no Rio, sei me proteger e quando não meter”.

Mas o canadense não foi a única vítima de um abuso que, de resto, é perpetrado cotidianamente contra as populações da periferia. O fotógrafo AF Rodrigues também já teve seu equipamento quebrado por policiais em outra manifestação. Após a prisão semana passada de advogados ativistas que estavam apenas filmando a atuação da PM paulista durante mais uma manifestação e pediram a identificação de policiais militares, já se pode concluir que essa é uma estratégia para evitar o registro da atuação policial na repressão dos protestos.

Situação inconstitucional, ilegal e imoral

Para Rodrigues, com larga experiência na cobertura de manifestações, não há mais dúvidas a esse respeito:

“Manifestação é ter a certeza que eu sou alvo em potencial da violência policial, não há distinção entre ativistas e profissionais de comunicação. A forma como os policiais atuam nas manifestações fica claro que há uma orientação por parte dos seus comandos para atuar com violência não somente com os ativistas, mas também com qualquer um que porte câmera. Fui à delegacia registrar o boletim de ocorrência. Fui mal tratado. Fizeram de tudo para eu desistir de registar o caso. E no final ouvi que não ia dar em nada porque eu não tinha pego o nome do policial. Como pegar nome se ele, bem como grande parte dos policiais daquela manifestação, estavam sem identificação? Enquanto houver a polícia e interesses do grande capital haverá tal violência. Pega o emblema da PM e você vai para quem ela está posta.”

Rodrigues alude aos elementos presentes no brasão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: um ramo de café e um ramo de cana-de-açúcar, símbolos das elites dominantes. Fundada em 1809 por Dom João VI, em publicação comemorativa de seus 200 anos reitera sua vocação de ser uma “corporação responsável pelo auxílio estimável do Estado na manutenção da ordem pública”.

Essas agressões durante as manifestações são, infelizmente, apenas sintomas de um quadro geral que vem se delineando nas últimas semanas, numa tentativa de criminalizar os protestos e tratar os manifestantes como pessoas à margem da lei, que ameaçam a “ordem” para os quais a única solução é a velha violência policial. Neste sábado, dia 12 de julho, foram expedidos vinte e seis mandados de prisão cautelar em todo o Brasil, tendo como alvo supostos organizadores de “protestos violentos”. Trata-se da Operação Firewall.

A Operação Firewall é levada a cabo pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Contudo, os policiais são apenas a ponta de um sistema jurídico e de segurança pública que sustenta uma situação inconstitucional, ilegal e imoral. Judiciário e Ministério Público são tão responsáveis quanto cada policial que executou as prisões.

“Aqui é Brasil”

Ocorre que os presos estão sendo investigados pelo suposto crime de “formação de quadrilha armada” (art. 288, parágrafo único, do Código Penal). Porém, a única arma de fogo apreendida é de alguém cujo nome não consta nos mandados de prisão. A arma pertence ao pai de uma das manifestantes acusadas, uma adolescente.

Consta, entre os “materiais violentos” apreendidos durante a operação deflagrada no Rio de Janeiro uma garrafa com “material que parece gasolina”, edições do jornal Estudantes do Povo, coletes de imprensa e máscaras de gás. Durante a coletiva de imprensa, a jornalista Taylor Barnes colheu algumas “pérolas” ditas pelo representante da Polícia Civil fluminense, a respeito da prisão de “pessoas envolvidas em atos de vandalismo durante manifestações ocorridas desde junho do ano passado”:

Taylor Barnes – Por que apreender materiais de proteção (máscaras de gás)?

Polícia Civil – Os Black Blocs usam isso para praticar crimes em protestos.

Taylor Barnes – Porque apreender bandeira e colete de imprensa?

Polícia Civil – Isso pode ser usado para provar formação de quadrilha armada.

Questionando a evidente tentativa da polícia civil de barrar a cobertura da mídia alternativa, Taylor obteve como resposta uma informação reveladora: “Não podemos deixar que qualquer pessoa com uma câmera passe, tem que ser imprensa tradicional”. Ao argumentar que em seu país (EUA), quando uma pessoa se declara jornalista, é respeitada como tal, recebeu a resposta: “Mas aqui é Brasil”.

“Assinatura da presidente”

O problema é a conveniência dessa política de bloqueio à mídia alternativa, uma vez que a tal imprensa tradicional conta com altas e crescentes verbas publicitárias de governos federais e estaduais [Folha: “TV lidera recebimento de publicidade federal“; Globo: “Sérgio Cabral diz que repasse de verba da saúde para propaganda é rotina“; – O Cafezinho: “Em baixa, Cabral triplica verba para Globo“], o que pode comprometer sua imparcialidade. Fora essa questão, a afirmação do policial traduz a obsolescência diante do novo fazer jornalístico, com a PosTV, de pós-jornalistas para pós-telespectadores. O jornalismo é agora, em tempo real.

Na segunda, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativocontabilizou 38 casos de prisões, agressões e detenções envolvendo 36 profissionais da comunicação durante a cobertura de manifestações de 12 de junho a 13 de julho de 2014 (clique aqui para ver a planilha completa de agressões/detenções). Em nota oficial, a instituição assim se manifestou:

“Seguindo o padrão observado desde junho do ano passado, a maioria das violações (89%) partiu da polícia. Dentre estas, 52% foram intencionais – ou seja, o comunicador se identificou como profissional a serviço ou portava identificação à vista. As demais agressões partiram de manifestantes e de seguranças privados da Fifa. (…). O protesto na tarde de ontem (13/jul./2014), no Rio de Janeiro, concentrou o maior número de ocorrências: foram 14, todas de autoria da polícia.”

Que cenário podemos perceber, quando incluímos no mesmo panorama fatos como a agressão a jornalistas, o roubo ou a destruição de câmeras, a prisão de advogados ativistas, o bloqueio à mídia alternativa e a deflagração de uma operação destinada a prender organizadores de manifestações?

A equipe de Ano Zero está longe de cair na armadilha de considerar os manifestantes detidos pela polícia como “presos políticos da Dilma”, expressão essa que se tem insinuado nas redes sociais após a deflagração da Operação Firewall. Em ano de eleições presidenciais, é tão tentador quanto fatal ceder a teorias alarmistas, flertando com aqueles que, descrentes da democracia, aspiram a uma solução golpista sob a desculpa de evitar um golpe de esquerda.

Porém, o delegado Orlando Zaccone D’Elia Filho, notório defensor dos direitos humanos e totalmente desvinculado de tais interesses antidemocráticos, em seu perfil no Facebook foi obrigado a reconhecer a responsabilidade da presidenta Dilma Rousseff em um possível Estado de suspensão de liberdades fundamentais:

“A presidente Dilma é responsável não só pelas prisões dos manifestantes do Rio, como os de São Paulo e no restante do país. A estratégia de definir os ativistas no crime de quadrilha armada, associação criminosa, milícia etc., foi definida em reunião do ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo] com os secretários estaduais de Segurança. Infelizmente ela já se manifestou sobre as prisões, determinando aos estados que assim o procedesse. Para piorar a situação, todo este movimento de intervenção federal na atribuição investigativa criminal do estados é tido como um grande sucesso. Recentemente a presidente falou sobre a necessidade de uma maior competência federal na gestão das policias. Ou seja, infelizmente, tudo o que está acontecendo tem a assinatura da presidente.” (Colaborou Taylor Barnes)

Cecília Olliveira é jornalista e pesquisadora e Victor Lisboa é editor de Ano Zero