Trabalhadores demitidos ao fazer uso do seu direito de greve

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN

Trabalhadores demitidos por fazer uso do direito de greve no governo do "partido dos trabalhadores"

Trabalhadores demitidos por fazer uso do direito de greve no governo do “partido dos trabalhadores”

Data: 18/07/2014

ANDES-SN repudia demissão de trabalhadores do IBGE

A diretoria do ANDES-SN divulgou uma moção na qual repudia a demissão de trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que estavam em greve por melhores condições de trabalhadores. A moção afirma que a direção do IBGE desrespeitou o direito legítimo de greve e agiu para coibir um princípio constitucional. Leia a nota clicando aqui.

Entenda o caso

Os trabalhadores do IBGE paralisaram as atividades no dia 26 de maio. Entre as pautas da categoria, está a situação dos temporários, que chegam a ser 60% do quadro do IBGE hoje e ganham até quatro vezes menos que os concursados. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística (ASSIBGE-SN) também denuncia o abuso da lei 8745/93, que possibilita que o Estado contrate sem concurso, mas apenas para necessidades excepcionais – epidemias, censos, catástrofes.

O sindicato argumenta que há uma crise em curso no IBGE. Dentre os pontos chaves estão o esvaziamento do quadro técnico e a precarização do trabalho, em que funcionários de carreira são trocados por temporários, que ganham pouco menos de um salário mínimo.

Outro ponto levantado é que cerca de quatro mil funcionários irão se aposentar nos próximos anos e que não há a reposição correta por meio de concursos. O ASSIBGE chama a atenção para os baixos salários pagos pelo instituto que faz com que trabalhadores busquem melhores condições de trabalho e remuneração em outros órgãos públicos.

As demissões

Já chega a 169 o número de demissões de funcionários temporários, mesmo com o Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que o direito a greve deve ser respeitado. As demissões ocorrem nos estados em que a adesão à greve foi maior: Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraíba e Alagoas. Porém, o ASSIBGE tem informações de que a qualquer momento os desligamentos podem chegar a outros estados.

O sindicato também afirmou que, mesmo com as articulações com o Ministério do Trabalho avançadas, a negociação está estagnada, pois a presidente do instituto, Wasmália Bivar, declarou guerra aos grevistas – impedindo as negociações e conseguindo uma liminar que obriga a continuidade de 70% dos trabalhos durante a greve.

*Com informações de Brasil de Fato e foto de ASSIBGE.

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