Logo por cima da minha cabeça – James Baldwin

Tirado do livro Just Above My Head (1978), de James Baldwin
Tradução de Tarcisio Praciano-Pereira
http://socialistworker.org/2014/07/23/how-baldwin-saw-palestine


excerto do livro  Just Above My Head de James Baldwin

excerto do livro Just Above My Head de James Baldwin


Eu estava viajando dias antes da vigilância eletrônica bem antes de aparecerem os terroristas e ladrões de aviões. Mas a chegada destes terroristas fica na conta daqueles que estão sentados no poder. Afinal foram eles que invadiram bme que a Inglaterra conseguiu fazer, por exemplo e que tem uma habilidade terrorista maior do que a minha infeliz pátria.
Sim, eu sei disto, desde criança, o que anda à volta termina despontando em algum lugar e aquilo que você joga termina voltando para você. Terrorista é o nome que recebe aqueles que não têm o poder do Estado por tráz de si, na verdade eles não tem mesmo nem Estado e é poristo que ele é um terrorista. O Estado no fundo, secretamente, transforma o terror em uma ação legal. Aí está porque Franco ficou no poder tanto tempo e o mesmo se pode dizer sobre a África do Sul (Nota do tradutor: 1978). Ninguém chamava o morto J. Edgar Hoover de terrorista apesar de que era exatamente isto que ele era. E se alguém me chama para falar dos valores da “civilização” ou da “democracia” por favor perdõem este pobre negro se ele coloca as mãos em frente da boca e desata numa sonora risada. Afinal eu suportei a moralidade de vocês por muito tempo e mesmo ainda hoje eu sofro as consequências dela: tudo que um escravo pode aprender do seu dono é exatamente como continuar sendo escravo e nisto não há absolutamente nenhuma moral.



http://socialistworker.org/2014/07/23/how-baldwin-saw-palestine


excerto do livro  Just Above My Head de James Baldwin

excerto do livro Just Above My Head de James Baldwin


I was traveling before the days of electronic surveillance, before the hijackers and terrorists arrived. For the arrival of these people, the people in the seats of power have only themselves to blame. Who, indeed, has hijacked more than England has, for example, or who is more skilled in the uses of terror than my own unhappy country? Yes, I know: nevertheless, children, what goes around comes around, what you send out comes back to you. A terrorist is called that only because he does not have the power of the State behind him–indeed, he has no State, which is why he is a terrorist. The State, at bottom, and when the chips are down, rules by means of a terror made legal–that is how Franco ruled so long, and is the undeniable truth concerning South Africa. No one called the late J. Edgar Hoover a terrorist, though that is precisely what he was: and if anyone wishes, now, in this context, to speak of “civilized” values or “democracy” or “morality,” you will pardon this poor nigger if he puts his hand before his mouth, and snickers–if he laughs at you. I have endured your morality for a very long time, am still crawling up out of that dungheap: all that the slave can learn from his master is how to be a slave, and that is not morality.

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