As entranhas escrotas do capitalismo, um exemplo.

Hoje recebi uma mensagem dum grupo que produz livos eletrônicos fazendo referência à mensagem que receberam da amável amazon.com

É, Amazon.com se levanta em defesa dos leitores, quem nem a famosa raposa de LaFontaine que conclamava as galinhas a definitivamente acabarem o mau hábito de dormir empoleiradas nos mais altos galhos das árvores e descerem para um grande abraço celebrando a irmandade que deus determinara entre os animais. A amazon.com sugere preços da ordem de nove dólares para um produto que não lhes custa mais do que custaria a impressão dum livro coisa que fica por volta de um dólar se descontados os investimentos em propaganda e outras chatices que envolvem as coisas capitalistas. No caso eletrônico fica quase que a custo zero, não é verdade porque não existe nada a custo zero, mas o preço de custo é mesmo dificil de ser calculado, é o que acontece com os artistas que produzem e vendem eles mesmos os seus CD a preço violentamente inferior à da chamada indústria de música, e não estão perdendo dinheiro, pelo contrário ainda estão ganhando muito.

Eu sei disto porque sou o editor da Sobral Matemática cujos “produtos” não custam um único centavo a nenhum leitor embora eu pague para manter a editora 120 dólares por ano pela hospedagem e o meu trabalho de edição que até hoje ficou por conta do que me paga a Unversidade sendo a Sobral Matemática um projeto de extensão que é parte do meu contrato de trabalho como docente. Faça as contas e veja que cada publicação da Sobral Matemática custa alguns centavos, portanto se eu cobrasse um real por cada publicação estaria fazendo um rio de dinheiro, então o preço de nove dólares proposto pela amável amazon.com que paga miseravelmente a seus empregados é uma estorsão.

Ainda hoje eu comecei uma briga também parte das entranhas escrotas do capitalismo, e dentro dos objetivos consumistas que mais no assolam. Precisei de comprar um novo notebook porque dei o meu para um filho que estava precisando duma máquina.

Escolhi a máquina que queria, custando R$ 2099 para serem pagos em prestações sem juros. Que amabilidade, alguém me empresta dinheiro sem juros para que eu desembolse, sem sentir, R$ 209,90 mensalmente. Ora, como não acredito em conto de fadas e muito menos sou galinha para que uma raposa me peça para descer do poleiro, acionei o calc que é uma linguagem de programação interpretada, um dos 36.756 programas que se encontram à minha disposição dentro da minha distribuição Debian/Gnu/Linux e pedi os cálculos:

C-style arbitrary precision calculator (version 2.12.4.4)
Calc is open software. For license details type: help copyright
[Type “exit” to exit, or “help” for help.]

Cálculo dos juros no pagamento parcelado em 10 vezes do notebook cujo valor
nominal é de $R 2099,00 que eu quiz pagar à vista pelo que me ofereceram
um desconto de $R 100,00. Não aceitando estou pagando em 10 prestações “sem juros”.

Mas, a juros de 1% a.m.
; 2099/power(1.1,10)
~809.25536451258713771788

o valor do bem seria $R 809,26 estando eu a pagar $R 1289,74 de juros.

A juros de 0.5% a.m. (caderneta de poupança)
; 2099/power(1.05,10)
~1288.60391918205392677859
o valor do bem seria $R 1288,60 estando eu a pagar $R 810,40 de juros.

A juros de 0.6% a.a. (caderneta de poupança)
; 2099/power(1.06,10)
~1172.07063674483305133309

Ou seja, do notebook que estou pagando suavemente em 10 prestações mensais, as sanguessugas capitalistas, a M$ e uma outra desocupada que vende crédito, estão levando, sem fazer absolutamente nada, pelo menos $R 1.600,00 que poderiam ser abatidos do preço do notebook. Desta forma podemos ver como seria possível o notebook de 100 dólares pensado por Nicholas Negroponte.

É, existe uma máfia, a capitalista, por trás do funcioanamento do comércio capitalista com sanguessugas capitalistas vivendo apenas de chupar o nosso sangue e criar artificialmente a inflação que nos assola a todos. Certamente este não é um estudo científico que vou deixar para que economistas sérios façam e apresentem, mas alguns fatos falam por si próprios como os cálculos feitos pela linguagem de processamento que uso “gratuitamente” entre os programas que me são oferecidos pela minha máquina Debian/Gnu/Linux que já se encontra devidamente instalada no computado que comprei este sábado limpando cuidadosamente a outra coisa que vinha nele empregnada.

Eu como galinha, sem acreditar na conversa da raposa de LaFontene do fim da briga entre os animais, quer dizer, do termino da exploração capitalista, prefiro continunar dormindo nos mais altos galhos das árvores para evitar de repousar num fraterno abraço d’alguma raposa.

Um pensamento sobre “As entranhas escrotas do capitalismo, um exemplo.

  1. Republicou isso em Gerardo Pereirae comentado:
    É, Amazon.com se levanta em defesa dos leitores, quem nem a famosa raposa de LaFontaine que conclamava as galinhas a definitivamente acabarem o mau hábito de dormir empoleiradas nos mais altos galhos das árvores e descerem para um grande abraço celebrando a irmandade que deus determinara entre os animais.

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