Sinais alarmantes das rápidas mudanças climáticas

Falta de água em São Paulo, rio São Francisco interditado para navegação, açudes no Ceará com níveis de água mínimo, e continuamos vivendo como se nada estivesse por acontecer.

por Dahr Jamail

tradução de  Tarcisio Praciano-Pereira

 

As Casualties Mount, Scientists Say Global Warming Has Been “Hugely Underestimated”

Monday, 20 October 2014 11:07 By Dahr Jamail, Truthout | Report

Os acidentes crescem e os cientistas dizem que  o aquecimento global foi  “Bastante subestimado

 Nota do tradutor:  Os dados e os problemas aqui mencionados estão em grande parte associados ao hemistério norte uma vez que o autor e as agências de verificação climática são de lá. Ainda assim creio que é válido trazer-lhe o problema porque, embora ainda menos preparados para fazer estas verificações, ainda ssim estamos observando fenômenos alarmantes à nossa volta, de aumento da temperatura, de escassez de água, ausência de chuvas, a célebre chuva do caju não caiu este ano, nem no ano passado. Um detalhe, não teremos caju e nem castanha de cajú. Mas os insetos estão procurando se acomodar aos efeito climáticos e provavelmente eles conseguirão se adaptar melhor do que os seres humanos ou outros tipos de animais, imagine o inferno com as murissocas,  carapanãs, pernilongos,  vivendo melhor…

Climate change(Image: High altitude, air pollution via Shutterstock)

Ao olharmos ao redor do mundo, este mês, os sinais de uma escalada contínua dos impactos da perturbação climática antropogênica (ACD), continuam a aumentar, ao lado de uma bateria de estudos científicos frescos confirmando a sua conexão com o projeto de geo-engenharia humana em curso de emitir dióxido de carbono em taxas cada vez maiores para a atmosfera. (Nota do tradutor: eu estou preparado para me movimentar exclusivamente em bicicleta dentro da cidade, apenas preciso de condições de segurança para isto.)

Um grande estudo recentemente publicado na revista New Scientist concluiu que “os cientistas podem ter subestimado a enorme extensão do aquecimento global, porque as leituras de temperatura de mares do hemisfério sul eram imprecisas“, e disse que ACD (perturbação climática antropogênica é “pior do que pensávamos“, porque está acontecendo mais rápido do que percebiamos.

Como já se esperava, ao se escalarem as  provas do aumento da ACD (perturbação climática antropogênica),  continua também a crescer, a negação do problema e a sua exploração pelas  empresas.

Climate Disruption Dispatches

A espetacular Northwest Passage (Nota do tradutor: derrete o gêlo no polo norte e em vez de representar um problema, vira ponto turístico para empresas do turismo de luxo)  agora está sendo explorada por empresas de cruzeiros de luxo. Dada a fusão em curso da calota de gelo do Ártico, a empresa anunciou recentemente um passeio de  900 quilômetros, 32 dias,  cruzeiro de luxo no polo norte, com tarifas a partir de US $ 20.000, para que as pessoas possam se deleitar ao ver o fim do ecossistema planetário.

Isto quando  os principais  cientistas  já não visualizam ACD (perturbação climática antropogênica) como uma questão  futura, mas sim  como uma realidade que está “bem” encaminhada e impactando severamente o planeta.

Mesmo os cientistas mais conservadores têm vindo a bordo do “trem da realidade”(Nota do tradutor: “trem”, porque sou mineiro, uai), porque um estudo recente liderado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) publicado pelo Boletim da Sociedade Meteorológica Americana tem proporcionado ainda mais evidências ligando ACD (perturbação climática antropogênica) com os eventos de calor extremo .

Para oferecer uma perspectiva de há quanto tempo está operando a  ACD (perturbação climática antropogênica), um estudo recente mostra que a população dos animais selvagens do planeta é menos da metade do tamanho que tinha há quatro décadas. Os culpados são ambos ACD e consumo humano insustentável, destruição dos habitats mais rápido do que se pensava anteriormente, a perda de biodiversidade já atingiu níveis críticos”, segundo o relatório. Mais da metade da população de vertebrados no planeta foi aniquilada em apenas quatro décadas.

Deixe que a coisa lhe entre pela cabeça  antes de continuar a leitura.

Enquanto isso, a situação apenas  continua a crescer de modo mais sombrio.

NASA (Administração nacional de aeronáutica e espaço) anunciou que  agosto deste ano foi o mes mais quente no mundo desde que os registros começaram em 1880 depois, a NOAA confirmou isso e acrescentou que 2014 está a caminho de se tornar o ano mais quente já registrado.

Pouco tempo depois, a Nasa anunciou que este mês de setembro foi o mais quente desde 1880.

E as emissões  apenas continuam a aumentar, (Nota do tradutor: e nós apenas continuamos a passeiar de carro, nas ruas engarrafadas, como se absolutamente nada, nada, estivesse acontecendo).

As emissões de gases de efeito estufa globais subiram no último ano para níveis recordes, aumentando 2,3 por cento.  (Nota do tradutor:  e as queimadas em área de preservação ecológica, no Brasil, ou derrubada de matas para venda ilegal de madeira tem apenas crescido, como se absolutamente nada, nada, estivesse acontecendo).

Os efeitos destes “desenvolvimentos” são especialmente evidentes no Ártico, onde a cobertura de gelo marinho atingiu seu mínimo anual em 17 de Setembro, continuando a tendência de anos seguidos de seguir abaixo da média. De acordo com o Data Center da NASA, a cobertura do gelo do mar Ártico Nacional de Neve e Gelo Data Center da NASA este ano é a sexta mais baixa registrada desde 1978.

Igualmente desconcertante e sintomático, 35.000 morsas lotaram  a terra perto da aldeia Northwest Alaska de Point Lay, no mês passado, quando não conseguiram encontrar suas áreas de repouso preferidos de gelo no mar do verão. (Nota do tradutor: e nós apenas continuamos a passeiar de carro, nas ruas engarrafadas, como se absolutamente nada, nada, estivesse acontecendo).

Terra

A Agência Espacial Europeia anunciou que, devido a milhares de milhões de toneladas de perda de gelo, uma queda  no campo gravitacional sobre a região da Antártida ocidental ocorreu, fazendo com que até mesmo a própria gravidade seja a mais recente vítima da ACD. . (Nota do tradutor: e faça uma pequena experiência, sente-se numa cadeira rotatória, bote a cadeira para rodar e depois estique as pernas e analise o que ocorre. Agora pense na massa de gelo derretida, então a água, pelo efeito da rotação terrestre, vai se concentrar no equador, é o mesmo que suas pernas se esticando enquanto a cadeira roda, um aumento do raio da massa se compensando com uma redução da rotação para manter a quantidade de movimento, um efeito Físico chamado de equilíbrio da energia.  Não quero assustá-la, caríssima leitora, mas por certo haverá um pequeno decréscimo da velocidade de rotação da Terra, como na cadeira,  aumentando a exposição solar. Vamos torrar que nem carne numa churrasqueira, e nós apenas continuamos a passeiar de carro, nas ruas engarrafadas, como se absolutamente nada, nada, estivesse acontecendo).

Uma análise recente de 56 estudos sobre os problemas de saúde relacionados com o ACD (perturbação climática antropogênica) revelou que o aumento da temperatura global e eventos climáticos extremos continuarão a impactar nocivamente a saúde humana em uma escala global.

Em uma escala local, outro relatório mostrou como o aquecimento de Minnesota (e cada vez mais úmida) está aumentando o risco de novas doenças na região, de acordo com a Minnesota Climate Change Vulnerability Assessment.

Mais ao norte, temperaturas mais quentes continuam a perturbar o frágil equilíbrio ecológico no Ártico canadense, que está aquecendo mais rápido do que a maior parte do resto do planeta. Ministro do Canadá para os recursos naturais proporcionou um novo relatório que detalha o impacto que a ACD está a ter sobre as florestas daquele país, que estão sendo impactadas “mais rápido do que a média global.

No Alasca vizinho, o calor do verão e insetos invasores estão tomando posse  das bétulas no interior do Alasca, de acordo com especialistas de lá.  (Nota do tradutor: os insetos estão procurando se acomodar aos efeito climáticos e provavelmente eles conseguirão se adaptar melhor do que os seres humanos ou outros tipos de animais, imagine o inferno com as murissocas (ou carapanãs, pernilongos) vivendo melhor…)

Populações de animais selvagens continuam a lutar para se adaptar às mudanças dramáticas provocadas pela ACD. Na Califórnia, uma das maiores populações de tartarugas numa lagoa de proteção ambiental do Estado, na parte sul,  estão lutando para sobreviver como seu habitat, natural, um lago de duas milhas de comprimento, tornou-se uma armadilha mortal, a água  severamente alcalina devido à seca e incêndios ali ocorridos.

Claro que não é apenas a vida selvagem que está lutando para se adaptar e lidar com ACD.

Os membros da tribo Swinomish, localizado ao norte de Seattle, foram recentemente aquinhoados  com um grande subsídio do governo federal, a fim de lidar com a elevação dos mares e inundações, já que moram perto da foz do rio Skagit.

Água

Os extremos da água, inundações e secas continuam a persistir e escalar enquanto ACD continua crescendo.

 (Nota do tradutor:  espero que você tenha sentido que a coisa está séria e se convencida, cara leitora, continue a leitura podendo traduzir do inglês com auxílio do google. As traduções do google muitas vezes ficam trágicas, mas com geito você pode entender o problemão que estamos tendo pela frente com sérias possibilidade de desaparecermos com civilização se não alterarmos drasticamente nossos hábitos consumistas.  Como matemático eu sei que o “sistema dinâmico” onde vivemos está seriamente ameaçado, algo assim como um pêndulo em que você lhe desse um chute, ele rodaria por algum tempo até voltar ao balanço habitual – no nosso caso isto pode ser uns 500 anos de aquecimento, o suficiente para exterminar a vida humana na Terra, porque as baratas, as murissocas, os pernilongos, os carapanãs, certamente conseguirão se adaptar para aguardar uma nova humanidade um milênio depois). Continue a leitura aqui.

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