O rato que ruge: mostre seu apoio às Ilhas Marshall

O rato que ruge: mostre seu apoio às Ilhas Marshall

por David Krieger

Tradução de Tarcisio Praciano-Pereira

http://www.truth-out.org/opinion/item/26955-the-mouse-that-roared-stand-with-the-marshall-islands

As Ilhas Marshall é “o rato que ruge”. Ele é um pequeno país insular que se levanta contra os terroristas nucleares do mundo dizendo: “basta”. Na verdade destá izendo aos países com armas nucleares, “Amigo não deixa amigo dirigir bêbado (se opõe ao falso poder e prestígio de armas

US teste de armas nucleares em Eniwetok Atoll, nas Ilhas Marshall, 1956.

US teste de armas nucleares em Eniwetok Atoll, nas Ilhas Marshall, 1956. (Photo: International Campaign to Abolish Nuclear Weapons)

nucleares).” As Ilhas Marshall está agindo com coragem, compaixão e compromisso, assumindo riscos para toda a humanidade. Ele está tentando restaurar a sanidade global e acabar com a ameaça global do Omnicídio nuclear.

As ações Zero Nuclear interpostos pelas Ilhas Marshall contra os nove “Golias” armados nuclearmente têm o potencial de despertar o público para a situação atual de perigos de armas nucleares. A maior parte do público parece ignorante ou apático a esses perigos. Despertando o público pode ser uma função ainda mais importante das ações do que mesmo as decisões judiciais dos tribunais.

Os processos levantam as seguintes questões

  1. Em primeiro lugar, os países que assinaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear de 1968 (os EUA, Rússia, Reino Unido, França e China) são obrigados “a prosseguir as negociações de boa-fé sobre medidas eficazes relativas à cessação da corrida armamentista nuclear e desarmamento nuclear… “os quatro países com armas nucleares que não assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (Israel, Índia, Paquistão e Coréia do Norte) têm as mesmas obrigações de direito internacional consuetudinário.

  2. Em segundo lugar, todos os nove países com armas nucleares estão em descumprimento das suas obrigações em negociar uma cessação da corrida armamentista nuclear.

  3. Em terceiro lugar, todos os nove países com armas nucleares estão em descumprimento das suas obrigações de negociar o desarmamento nuclear.

  4. Em quarto lugar, todos os nove países com armas nucleares estão em descumprimento das suas obrigações de agir de boa fé. Eles não estão envolvidos nas negociações. Ao contrário, eles estão modernizando seus arsenais nucleares. Como exemplo, os Estados Unidos tem planos para gastar US $ 1 trilhão nas próximas três décadas para modernização o seu arsenal nuclear.

  5. Em quinto lugar, essas violações minam o Tratado de Não Proliferação Nuclear e do direito internacional em si.

  6. Em sexto lugar, a continuada dependência de armas nucleares mantém a porta aberta para a proliferação nuclear por outros países e por organizações terroristas, e para o uso de armas nucleares, por acidente ou por uma tomada de decisão.

Segundo os cientistas atmosféricos, mesmo uma pequena guerra nuclear regional entre Índia e Paquistão, em que cada lado utilize armas nucleares do porte de 50 Hiroshima em cidades do “adversário”, resultaria em colocar fuligem suficiente na estratosfera superior para bloquear o aquecimento solar, cortar as estações de crescimento das culturas que poderiam levar a uma fome global que resultaria na morte por inanição de cerca de dois bilhões de pessoas. (Nota do tradutor: Esta questão tem sido levantanda seguidamente por organizações que lutam pela eliminação das armas nucleares e os valores aqui apresentados são inferiores a outros estudos que sugerem uma fome global no planeta, de todo modo, 2 bilhões já represetam 1/3 da humanidade). Seria um preço muito alto a pagar pelas promessas quebradas e obrigações violadas dos nove países com armas nucleares.

Há ainda mais de 16 mil armas nucleares no mundo, com cerca de 94 por cento destas nos arsenais dos Estados Unidos e da Rússia. A guerra entre estes dois países poderiam desencadear uma era glacial que acabaria com a civilização e potencialmente com a vida complexa na Terra.

Em suma, os países com armas nucleares têm obrigações sob o direito internacional que estão a infringir, e estas violações levantam sérias ameaças aos povos do mundo, agora e no futuro. As Ilhas Marshall processou os nove países com armas nucleares numa tentativa de obrigá-los a fazer o que as partes no Tratado de Não Proliferação Nuclear prometeram fazer há muito tempo, e que todos os nove países com armas nucleares são obrigados a fazer sob direito internacional.

As pessoas no mundo inteiro deveriam seguir o exemplo das Ilhas Marshall, um dos menores países do Mundo, e também um dos mais corajosos do mundo. Nós devemos estar com as Ilhas Marshall e apoiá-los em sua ação legal. O sonho de acabar com a ameaça de armas nucleares para a humanidade não deve ser apenas o sonho das Ilhas Marshall, mas o nosso sonho também. Você pode descobrir mais sobre os processos Zero Nuclear e assinar uma petição apoiando as Ilhas Marshall em http://www.nuclearzero.org.

Direitos Autorais, Truthout. Não pode ser reproduzida sem a permissão. (Nota do tradutor: Isto aqui não é uma reprodução, é uma tradução, portanto um trabalho derivado)

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