Sobral Pinto usando lei de proteção aos animais salva comunistas

Tirado da tese de mestrado de  Daniel Monteiro Neves, troca de correspondência do Jurista Sobral Pinto, em que ele explica, sendo católico, porque aceitaria a defesa dos comunistas.
” Inquieta, e cheia de solicitude pelo meu futuro, você pergunta agoniada: ‘E as consequências deste seu gesto?’ Não me interessam, Natalina. Você sabe que só uma coisa me preocupaneste mundo: o cumprimento dos meus deveres. Aceitando esta causa ingrata julgo, de boa fé, que estou me  submetendo aos deveres da minha profissão.
Assim como quem não tem coragem de renunciar aos prazeres não deve sefazer sacerdote, do mesmo modo como, quem tem medo da morte não pode se fazer militar, assim quem não dispõe de coragem cívica, e de energia moral não deve ingressar nos quadros advocacia. Estando de boa fé, e aceitando este patrocínio em nome da caridade cristã,  espero que Deus me protegerá […] (PINTO, 1979, p. 39)”
Entre os comunistas que Sobral Pinto defendeu estava um alemão,
Um advogado americano, patrocinado pela irmã de Berger, veiu ao Brasil para se associar à defesa do alemão preso Arthur Ernest Ewert. O requerimento em que Sobral Pinto pleiteava o encontro de Berger com  Levinson data de 11 de fevereiro de 1937. Uma semana após, dia 18, houve o indeferimento, assinado pelo juiz responsável. Pouco tempo depois, dia 2 de março de 1937, Sobral Pinto faria o requerimento mais contundente a favor de seu cliente, no qual invocaria a Lei de Proteção aos Animais para fazer cessar as sevícias  infligidas a Harry Berger

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