A Maratona de Cartas pelos direitos humanos

Alegria, alegria! A Maratona de Cartas vem aí!

Laura Molinari
Ativista voluntária e integrante da coordenação do grupo Anistia Internacional – Ativismo Rio de Janeiro

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Lançamento da Maratona de Cartas 2013 © AF Rodrigues

Depoimento de Laura Molinari, ativista voluntária e integrante da coordenação do grupo Anistia Internacional – Ativismo Rio de Janeiro

Em 2012, assim que a Anistia Internacional voltou ao Brasil e antes mesmo de sua sede ficar pronta, recebi o convite inesperado de um colega da universidade para me juntar ao maior evento de direitos humanos do mundo: a Maratona de Cartas Escreva por Direitos.

Ainda sem saber muito bem do que se tratava e meio perdida por ser a minha primeira ação como ativista de direitos humanos, o convite era irrecusável. Já no dia seguinte, peguei todos os materiais – fichas dos casos, cartazes e lanternas – e resolvi montar um estande na minha universidade para coletar as cartas, pedindo que autoridades fizessem justiça para seis casos de violações de direitos humanos.

Mesmo sem ter tido uma formação sobre os casos – afinal, o convite veio um dia antes do evento – eu pude entender o significado e a importância deste movimento quando percebi o sentimento de solidariedade que tomou conta do estande. Não havia uma pessoa que passasse por ali sem se interessar pelos casos, e todo mundo ficava feliz por saber que poderia contribuir de alguma forma para mudar a vida daqueles que tiveram seus direitos violados.

Quando reuni todas as cartas escritas e me dei conta de quantas pessoas tinham me dado seus contatos para que eu as chamasse para atividades futuras da Anistia, veio a surpresa e a certeza de que aquele seria só o meu primeiro evento como ativista.

A segunda surpresa boa veio algum tempo depois, quando soube que Gao Zhisheng, um dos presos de consciência cujo caso foi trabalhado na Maratona de 2012, recebeu pela primeira vez, depois de nove meses preso, autorização do governo chinês para receber visitas de sua família, como resultado da pressão internacional.

Este ano, ele foi libertado, embora ainda não esteja totalmente livre das acusações. Percebi que não só a Maratona de Cartas ajuda a conscientizar as pessoas de que há muita gente cujos direitos são violados diariamente ao redor do mundo, e que é necessário agir por elas, como também me dei conta de que as milhares de cartas escritas realmente podem mudar a vida dessas pessoas.

Em 2014, me preparando para a minha terceira Maratona de Cartas Escreva por Direitos, vi o ativismo da Anistia Internacional no Brasil crescer, as ações e campanhas se multiplicarem e a Maratona ocupar os mais diversos espaços no Rio de Janeiro – festas de rua, praças, teatros – e ir para outras cidades, mobilizando cada vez mais pessoas em prol dos direitos humanos.

Para mim, nada simboliza mais o “fazer parte da Anistia Internacional” do que a Maratona de Cartas: em uma semana de muito trabalho, mobilizar milhares de pessoas ao redor do mundo para defender e mudar a vida daqueles que tiveram seus direitos desrespeitados.

É por isso que, mais uma vez, convido você e todas as pessoas a se juntarem a mim nesta mobilização. É simples, é fácil, é eficiente. Realize você também um evento da Maratona de Cartas Escreva por Direitos na sua cidade!

Tem alguma dúvida? Envie um e-mail para escrevapordireitos2014@gmail.com

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