30 – O início do rodoviarismo

Em outras palavras, chegavam os carros, os donos das ruas, transformando as cidades em região perigosa para todos os animais…se tivessemos mantido o nosso desenvolvimento baseado nas bicicletas, certamente teriamos evoluido com mais vagar e mais segurança sem chegarmos ao risco, agora iminente, de extermínio da cultura humana.

Transportação

O Diário de Noticias publicou uma foto esclarecedora:
http://150anos.dn.pt/2014/11/21/06

Mostra uma faixa na Rua do Carmo, Lisboa em 1935 com os dizeres:
“Peões: por favor, transitem pelos passeios”.

(Peão é pedestre em português brasileiro.)

Esta campanha de 1935 vem confirmar o que eu chamo de Rodoviarismo: A adaptação, a qualquer custo, da cidade aos automóveis.

Ainda neste tópico:
http://www.veraveritas.eu/2012/07/queremos-as-nossas-cidades-de-volta.html
http://www.copenhagenize.com/2012/02/jaywalking-and-motor-age.html
http://caosplanejado.com/ruas-para-pedestres/

Ver o post original

A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO DA VIOLÊNCIA

Breno Altman dedetiza Olavo de Carvalho

No Brasil 247.

BRENO SOBRE OLAVO: “A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO DA VIOLÊNCIA”

“O único propósito deste filósofo de bordel é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista”, diz o jornalista Breno Altman, sobre o ataque feito pelo “trânsfuga” Olavo de Carvalho
1 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 16:04

A mão que balança o berço da violência

Propósito de Olavo de Carvalho é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista

O senhor Olavo de Carvalho faz parte de uma turma bem conhecida. A dos trânsfugas, com suas mentes atormentadas e rancores insones. Talvez seja o lobo mais boçal da alcateia, mas não está sozinho. Do mesmo clube fazem parte Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Marcelo Madureira e um punhado de outros. Foram todos, na juventude, militantes de esquerda. Hoje são a vanguarda do liberal-fascismo.

O único propósito deste filósofo de bordel é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista. A expressão, no caso, não tem o objetivo de rebaixar os frequentadores de lupanários e suas abnegadas profissionais. Apenas identifica um tipo clássico de charlatão, capaz de dissertar sobre vários assuntos sem conhecer qualquer um deles, para gáudio dos porcos que se refestelam com pérolas de conhecimento rasteiro.

Sua primeira resposta ao artigo em que foi citado, aliás, é bastante reveladora de personalidade e padrão intelectual. “Fico no bordel olhando a sua mãe balançar as banhas diante dos clientes, e aproveito para meditar o grande mistério do parto anal”, escreveu o energúmeno. Não é uma gracinha? Tratado como professor e guru por seus áulicos, a verdade é que não passa de um embusteiro.

Figuras desse quilate normalmente deveriam estar relegadas ao ostracismo. O degenerado Carvalho, porém, é representativo de valores e métodos das forças de direita. Mentiroso contumaz, atua como menestrel a animar suas hordas contra a democracia e a esquerda.

Calça-frouxa, seu dedo não aperta o gatilho, mas vocifera mantras que estimulam a violência e exaltam gangues fascistas como as que atacaram integrantes do Foro de São Paulo na noite de ontem. Por essa razão, Opera Mundi decidiu publicar, com destaque, sua resposta. Nada mais daninho a um vampiro de corações e mentes, afinal, que a luz do dia.

O alvo da ocasião é uma entidade que, desde a fundação, realiza todas as suas reuniões de forma pública, abertas à cobertura de imprensa e até às provocações de mequetrefes. Os integrantes são partidos que lideraram revoluções populares, foram levados aos governos de seus países pelas urnas ou estão na oposição a administrações conservadoras. As agremiações mais antigas estiveram à frente, heroicamente, da resistência dos povos da região contra ditaduras que provocam nostalgia na canalha fascista.

O degenerado Carvalho tem saudades dos tempos da tortura e do desaparecimento, das prisões e assassinatos. Suas infâmias pueris para criminalizar o Foro de São Paulo evidenciam seus pendores, mas também denunciam desespero diante do avanço das correntes progressistas por toda a América Latina. Contorce-se de ódio. Os cães sempre ladram quando passa a caravana.

Quem age na sombra e na penumbra, sem dar qualquer satisfação sobre como se financiam ou se organizam, são as quadrilhas do submundo reacionário, aquelas que se embevecem com a retórica dos vira-casacas e saem às ruas para atos de agressão covarde. Navegam na cultura política gerada pela máquina de comunicação do pensamento conservador, dedicada a estereótipos e amálgamas contra a esquerda.

O degenerado Carvalho não vale meia aspirina vencida, mas é parte de uma súcia a qual já passa da hora de ser combatida sem contemporização. Essa patota dedica-se a agredir reputações, inventar histórias e disseminar cizânia, açulando os porões da sociedade e do Estado. Destruir o ovo da serpente é indispensável para impedir que a violência fascista se propague em nossa vida política.

O filósofo tem o direito democrático de continuar sua cantilena no bordel que bem desejar e o aceitar. Mas toda vez que levantar sua voz para incitar o crime, ou gente de sua laia o fizer, a resposta deve ser pronta e imediata. Nunca é tarde para a devida dedetização ideológica dos vermes e insetos que funcionam como arma biológica do reacionarismo.

* Breno Altman é jornalista, diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.

Limite de sucessões e continuidade

Limite de sucessões e continuidade

Tarcisio Praciano-Pereira

Textos da Sobral Matemática

http://sobralmatematica/org/preprints/preprints_2014_03.pdf

São três assuntos de que trata este texto: sucessões, limite e continuidade.

Sucessões neste texto é o resultado de conjunto de experimentos, apenas estou supondo que a “quantidade” de experimentos possa ser infinita, e concordo que aqui existe um buraco lógico e aceito

críticas para melhorar o texto.

Limite é um operador linear que se aplica numa sucessão produzindo um número, pelo menos é este o caso neste texto, e desta forma conseguimos definir números reais a partir de sucessões de números racionais. Limite é discutido na segunda seção.

Continuidade é uma qualificação para certas funções, apenas a grande maioria das funções que usamos, são contínuas o que coloca o Cálculo numa situação difícil: selecionamos algumas funções, as contínuas, mas a aparência é a de que não existem as que não sejam contínuas, pelo menos para o quem está se iniciando no estudo de Matemática. Mostro que  não precisa ser assim.

Leia mais aqui.

Será que este STJ representa a Justiça que todos nós precisamos?

Published on Dec 6, 2014

SAIA JUSTA COLOCA GILMAR EM SAIA JUSTA: DEVOLVE!

Dois dias depois de Jô Soares classificar como “golpe” o eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, uma outra atração global, o programa Saia Justa, do canal GNT, assumiu a bandeira da reforma política e do fim das doações de empresas a políticos; em coro, as apresentadoras Maria Ribeiro, Barbara Gancia, Astrid Fontenelle e Monica Martelli gritaram: “devolve, Gilmar!”; elas se referem ao pedido de vista feito há oito meses pelo ministro do STF sobre o projeto que proíbe o financiamento privado de campanhas políticas e que já foi decidido pela suprema corte por seis votos a um
4 DE DEZEMBRO DE 2014 ÀS 11:44

247 – “Vergonha alheia”. Esse é o sentimento da apresentadora Astrid Fontenelle, do programa Saia Justa, do canal GNT, da Globo, em relação ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Ontem, no episódio do programa, ela protestou contra o pedido de vista feito por Gilmar há oito meses sobre uma ação no STF que veda as doações de empresas a partidos políticos. A decisão já foi tomada pelos ministros da suprema corte, por seis votos a um, mas só não foi implementada em razão do pedido de Gilmar.

No programa, uma imagem de Gilmar foi exibida com a legenda “VPP”, que significa “Vergonha pela pessoa”. Astrid enfatizou que sente vergonha por Gilmar, pela esposa e pela secretária do ministro.

Em seguida, a atriz Maria Ribeiro, que atua na novela Império, foi irônica. “Talvez ele não tenha tido tempo ainda para entender a questão”, afirmou, pontuando que o caso está há oito meses na gaveta de Gilmar.

A jornalista Barbara Gancia, em seguida, falou com seriedade. Disse que o financiamento privado é o principal fator que corrompe a democracia no Brasil e em outros países do mundo. “Precisamos tomar a democracia nas nossas mãos”, afirmou.

Em seguida, Mônica Martelli se juntou ao coro e, ao lado de Barbara, Maria e Astrid, puxou um “devolve, Gilmar”, em alto e bom som.

Uma nova postura da Globo

O destaque dado pelo Saia Justa ao tema da reforma política, uma bandeira defendida pelo PT e pela presidente Dilma Rousseff, mostra que há algo de novo na Globo.

Dois dias atrás, o apresentador Jô Soares classificou como “golpe” qualquer tentativa ou mesmo discussão sobre impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ontem, João Roberto Marinho foi recebido em audiência pela presidente Dilma Rousseff. À noite, reportagem do Jornal Nacional esclareceu que Paulo Roberto Costa “nunca” alertou a presidente Dilma ou o ex-presidente Lula sobre desvios na Petrobras.

Ao que tudo indica, o grupo Globo, dos irmãos Marinho, não dará guarida, desta vez, a iniciativas golpistas.

Espero que seja um problema ultrapassado, mas vale o registro histórico: bicicletas não são bem vindas em Recife!

Assembléia legislativa do Recife é contra bicicletas

Segue relato de um amigo sobre o que ocorreu com ele na Assembléia Legislativa do Recife quando tentava estacionar sua bicicleta. Lamentável esse tipo de postura principalmente representado no discurso do segurança com superproteção para carros.

“Venho aqui relatar o episódio mais triste que me aconteceu até o momento desde a minha guinada para a bicicleta como modal principal.

Tinha eu chegado a Assembleia Legislativa da cidade do Recife, onde estava para começar a audiência pública, que iria discutir o projeto “novo” Recife. Para tanto, resolvi buscar abrigo para minha bicicleta no estacionamento da Assembleia. Entrando no mesmo, começo a buscar onde parar e travar a bike, segundos depois, aproxima-se um guarda militar, que cuida do estacionamento da Assembleia e diz que não é permitido nem transitar nem estacionar bicicletas naquele local. Logicamente, comecei a dialogar sobre o porquê daquela distinção e discriminação absurda já que via dezenas de carros estacionados naquele prédio público.
O guarda se referia a uma norma interna da Assembleia que impedia o acesso e estacionar de bicicletas nesse prédio “público”, tentei argumentar dizendo que um regimento interno deveria ao menos estar em consonância com as regras mais gerais do estado e do país, como o CTB, Constituição…

Infelizmente, falei para a parede, e a resposta que recebi foi aquele clássico “vamos saindo, vamos saindo”. O guarda agarrou minha bicicleta e a pôs na calçada, tentei ainda argumentar e mostrar que a minha bicicleta era um transporte tão legítimo como aquela dezenas de carros ali estacionados, e novamente a “resposta” foi “quer comparar um carro a uma bicicleta? Esse aqui é um prédio histórico…(a bicicleta deve “tirar” a beleza desse prédio histórico, né?)”…

Já muito abismado com a situação, disse que aquilo não iria ficar assim e que eu falaria com quem fosse para que aquela aberração fosse publicizada e que medidas fossem tomadas. Ele simplesmente mandou eu me retirar e soltou a famigerada frase do abuso de poder… “se retire desse local se não vou te prender por desacato a autoridade…”

Chocado e com muita raiva, tive que prender minha bike num poste no meio da calçada e subi correndo para audiência. Chegando ao sexto andar do prédio anexo da Assemblea, vi que tinha alguns deputados estaduais na sala da audiência, comecei a conversar com eles sobre o ocorrido, mostrando que era uma falta de respeito com quem vai de bike à Assembleia, que como já não bastasse o “bicicletário(?)” cheio de lixo da câmara municipal, agora a situação é ainda pior na Assembleia, onde nem ao menos podemos entrar ou estacionar nossas bicicletas. O mais receptivo a minha fala foi o deputado Daniel Coelho, que também ficou indignado e mandou chamar o chefe da segurança para dar-nos explicações. O chefe da segurança quando indagado sobre a situação, reiterou que, mesmo que falha, era uma norma do regimento interno e que condenava a ameaça de prisão por desacato. Por fim, ficou na conversa, ele falando que iria conversar com o policial que me expulsou e me ameaçou, daniel coelho conversando que iria tentar mudar essa norma, e, para mim, resta indignação dupla… em ser mal tratado tanto na câmara municipal, como na assembleia de onde fui expulso.

Gostaria ver esses senhores prenderem 30 bicicletas que chegassem de uma vez ao estacionamento por desacato a autoridade.
E, principalmente, que regimento interno é esse que mede a possibilidade e grandeza do cidadão pelo meio de transporte em que ele se dirige a assembleia. Uma lástima.
Enfim, fica meu desabafo com o péssimo tratamento que é legado aos ciclistas nesses dois prédios “públicos” da cidade do Recife.

Franzé Matos
Recife, 27/02/2013″