8 razões para se livrar do carro e passar a usar a bicicleta

Por Anastasia Pantsios

tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

 

Vários estudos estão mostrando que as pessoas dirigem menos. A gente nova já não está mais colocando como um ponto importante a compra do primeiro carro como um rito desesperado para marcar a passagem da idade. Tem menos gente adquirindo carro e as razões vão do custo, uma vez que eles estão pagando para estudar, evitando de fazer grandes compras até para a razão simples de que se mudaram para uma cidade em que o carro em vez de ser uma necessidade se transformou numa cara chateação. O número de quilómetro ao guidón vem caindo anos em seguida e a razão não é o preço do combustivel que em alguns casos está mesmo caindo. E isto é uma notícia fantástica por muitas razões que talvez você nem mesmo pense.

1. Faz bem à sua conta bancária. Entre tudo, pagamentos, seguro e combustível, ter um carro dá uma mordida significativa no seu orçamento. (nota do tradutor: então o carro seminovo ou usado, este é mesmo um assunto para colecionador, gente que tenha dinheiro de sobra).  Com o final da segunda guerra o carro entrou com uma prenda, era uma forma de diversão, hoje ele é mais um objeto de utilidade que preenche uma necessidade, mas esta necessidade é prenchida pelo andar, ciclismo or transporte público, é quando os gastos caem vertiginosamente e depois sobra mais dinheiro para usar com coisas que dêm mais prazer do que o concerto dos freios ou os custos com o lavajato.

2. E faz bem ao comércio local. Como elimina a principal causa da perdad de dineheiro então sobre grana para gastar comendo fora, divertimentos, ou gastando em coisas mais úteis. Os passeios da cidade atraem gente jovem que terminam levando recursos para os empreendimentos inclusive os da atividade noturna. E também serve para os que estão do outro lado do espectro que tinam que dirigir para levar as crianças para aulas de música ou para fazer esporte. Livres do carro eles também estão concorrendo para os passeois da cidade gastando dinheiro nos entretenimentos, restaurantes e negócios da cidade.

3. é uma boa para a eficiência da  infrastructura. Desenvolvimento em regiões da cidade com densidade populacional é muito mais sustentável que largas áreas tomadas por grandes centros de compras. Subúrbios com seus centros de compras se desenvolveram à sombra da dependência do carro criando todo um cíclo vicioso de montagem de uma cara infraestrutura para atender o fluxo dos carros, estacionamentos e grandes centros de compras. Se estabeleceu assim uma duplicação de meios, por um lado para atender residencias, escolas assim como uma população em permanente deslocamento entre os pontos chave da cidade e observe que o resultado disto terminou sendo lixo, como um exemplo Detroit com o abandono de uma antiga infraestrutura existente. Deixando o carro de lado tornou possível a reciclagem das velhas estruturas.  (nota do tradutor: um estudo da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, aponta para uma eficiência de 200%, e isto mesmo, 20 vezes, nos custos públicos entre outras razões pelo decréssimo a longo prazo com gastos de saúde pública, simplesmente com a troca do investimento infraestrutura automotiva contra ciclovias protegidas)
4. Serve à  diversidade. A vida em regiões densamente populadas põe em contacto a população com suas diversidades, racial, cultural, sócio-econômica ou simplesmente de ideias. Imigrantes com o viés empreendedor se encontram mais a vontade para se estabelecer em áreas urbanas oferecendo aos residentes a oportunidade de conviver com hábitos e costumes de outras partes do mundo. Conviver com pessoas que não sejam exatamente um espelho de você mesmo tende ao desenvolvimento da consciência e do sentimento da necessidade do outro.
5. Melhora da  sua saúde dividual. Por não ter carro isto implica em que você vai passar a andar mais. Pegar o transporte público aumentam as chances de que você anda um pouquinho tanto no início como no fim da viagem. Mais gente está entrando no cicilismo com infraestruturas do tipo estacionamento para bicicletas, bike boxes, programas de empréstimo de bicicleta, todos eles em crescimento.  A atividade física regular e moderada é um componente essencial para para garantir um peso saudável garantindo pulmões e coração em boas condições, melhorando os músculos e ossos e deixando para trás um grande elenco de doenças crônicas. (nota do tradutor: é também o que aponta o estudo da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, quando indica a eficiência de 200% nos custos com gastos de saúde pública, simplesmente com a troca do investimento infraestrutura automotiva contra ciclovias protegidas)
6. Bom para a saúde publica. Menos  obesidade, doenças crônicas com diabete, pressão circulatória alta enfim uma melhora geral na saúde da população. Com isto diminue a pressão sobre o sistema público de saúde assim como diminuição em custos com saúde para todos.
7. Bom para o ar que respiramos. Apesar de ter havido uma redução na poluição das emissões dos carros ao longo de décadas, os carros ainda são a maior fonte de poluição CO2 jogando um coquetel de químicos no ar. Menos carros nas ruas representa mais ar puro para todos com a redução de doenças crônicas da respiração em particular a asma.
8. Bom para o planeta. Transportes e  a maior fonte de gases do efeito estufa que alimentam as  mudanças climáticas. Os carros elétricos são uma solução em pequena escala e ainda muito caros, e representam uma baixa probabilidade de enganar a população na questão de ter um carro. Menos carros nas ruas significa reduzir a taxa das mudanças climáticas e do aquecimento global e isto não é somente uma questão de benefícios, é mesmo de sobrevivência do Planeta.

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O impertinente e o padrão elétrico brasileiro

O impertinente e o padrão elétrico brasileiro
Tarcisio Praciano-Pereira

Hoje sofri com padrão de conexões elétricas brasileiro.  E bastava mesmo que as empresas que produzem ou vendem aparelhos elétricos, distribuissem, junto com o produto, um adaptador aprovado pelo INMETRO, para transformar a antiga tomada na revolucionário NOVA TOMADA inventada pelo INMETRO. Simples, nao?

E foi coisa banal, moro numa casa de 15 anos de idade e fui comprar uma máquina
de lavar. Foi aí que começou a  lua de mel,  do começo ao fim. A máquina vinha
com o conector do novo “padrão” e na parede eu tinha o velho. Era coisa simples
de resolver, coisa de defesa do consumidor, a máquina trazer um adaptador
aprovado pelo INMETRO para me permitir conectar a máquina na tomada antiga.
Afinal, tem muita construção nem tão antiga, mas anterior ao “novo padrão”
e todo mundo sofrendo com a mudança.

Claro que o “novo padrão” não precisava ser tão esquisito, completamente
diferente do padrão!  Poderia ter sido feita uma evolução paulatina e baseado
no que é importante, o que tem dentro da tomada e não os “buracos do focinho
do porco”!  Alterar a disposição dos orifícios não foi a grande medida, e sim
a preocupação com o que é de fato o padrão, que é o material com as conexões
são feitas e a segurança para fazer a conexão que é o beicinho que fica em volta.
Tudo isto poderia ter sido atendido sem criar esta exclusividade que é o padrão
de conexão elétrica brasileira que inclusive nos expõe ao ridículo quando
chegamos num hotel fora do Brasil, sempre encontramos alguém com uma risada
cínica nos perguntando se não vamos precisar dum adaptador. É precisamos, e
muitas vezes eles têm.

Mas talvez o INMETRO pensasse que o padrão brasileiro iria se expandir pelo
mundo todo, que todo o resto do mundo iria ficar boquiaberto com a invenção
brasileira e o padrão brasileiro iria ser adotado no mundo inteiro. Certamente
imaginaram isto! Coitados!

Mas eu estou colocando este texto em um monte de ouvidorias, reclamando, para
ver se alguma modificação é feita. Um direito de cidadão, um adaptadorzinho
aprovado pelo INMETRO entregue de bandeja com cada novo aparelho, uma cortesia,
delicadeza para com o cidadão! E até uma questão de segurança para evitar que eu,
o cidadão, veja-me forçado a ir a uma casa de comércio no meio do dia, comprar
uma nova conexão e trocá-la eu mesmo porque conseguir um eletricista para fazer
um serviço banal destes não é simples. Claro, eu sei fazer isto, sei encontrar
qual é a chave que desliga o conector que interessa, sei testar com uma
tomada-teste e faço tudo direitinho. Mas nem sempre é o caso e pode dar numa
morte apenas pela troca do padrão!

Para entender isto, olhem para municipalidade de Estocolmo, é, ali na Suécia!
Periodicamente eles repensam a cidade, uma cidade bem velhinha, mas bem agradável
de se viver nela. Cada vez que começa uma nova etapa do planejamento eles abrem
um escritório e chamam a população para se manifestar. Agora o escritório é
virtual, fica na web e não deu outra, eu, brasileiro, porque deve haver algum
registro de que eu morei em Estocolmo, recebi no meu e-mail um convite para
entrar no site do planejamento da cidade de Estocolmo para dar-me a oportunidade
de dizer o que eu preciso para viver bem na cidade. É o respeito dos
administradores por aqueles que são reais patrões, e aqui “real” nada tem o que
ver com aquela família idiota que ganha mais do que o resto da população, é um
adjetivo derivado da realidade. A realidade de cada dia, o pão nosso de cada dia,
aquilo que preciso para viver todos os dias.

E sabem porque? porque os administradores de Estocolmo não são burros! Sim, é só
isto mesmo! Eles sabem que hoje são os administradores, mas amanhã vão virar
cidadão comum, sem nenhum poder, e é quando eles vão sentir se administraram bem
a cidade para que fosse útil para todos, inclusive para eles quando se apearem
do poder. Aqui os administradores esquecem-se que um dia vão voltar a andar nas
ruas, num dia de chuva em que o mal educado vai passar num poça de lama e vai
enchocalhar-lhe toda a roupa porque ficou uma poça de lama esquecida que o
antigo administrador deixou pra la apesar das reclamações que algum cidadão chato
fez para arrumar o local.  E administrador fica velho e esquecido, e os burros
não imaginam isto!

Vou enfiar este texto em um monte de Ouvidorias e esperar para ver! Primeiro vou
receber aquela mensagenzinha séria informando-me que dentro de 15 dias no máximo
alguém vai verificar o conteúdo da coisa. Depois talvez eu receba outra dizendo
que a questão foi encerrada porque não era “pertinente”.

Não deu outra, recebi a resposta dizendo-me que a questão não era “pertinente”,
sim, porque o “impertinente” sou eu!

 

 

 

Sinto orgulho de ter lutado por toda a minha vida, e orgulho de poder contar ao mundo o que aconteceu

O judeu que recebeu uma oferta de emprego dos nazistas

Lucy Wallis Da BBC News

  • 24 janeiro 2015

Aos 17 anos, Knoller teve de deixar Viena rumo à Bélgica para fugir do nazismo

Antes do início da 2ª Guerra Mundial, 170 mil judeus viviam em Viena ─ ao final do confronto, restaram apenas 6 mil. Um dos que conseguiram escapar do Holocausto, o assassinato em massa de judeus durante o confronto, foi Freddie Knoller, atualmente com 93 anos, que sobreviveu a um interrogatório policial da Gestapo (a polícia secreta nazista), ao campo de concentração de Auschwitz e à ‘Marcha da Morte’ em temperaturas abaixo de zero.

“Vi dois civis vindo em direção a mim. Cada um deles vestia chapéu e um longo casaco de couro preto. Imediatamente, me dei conta de que eles eram da Gestapo”, conta Knoller.

Era julho de 1943. Knoller, então com 22 anos, havia conseguido obter documentos falsos e trabalhar na então ocupada Paris apresentando casas noturnas e prostíbulos do bairro da luz vermelha a oficiais nazistas. Mas naquele dia ele foi preso e levado à sede da Gestapo na capital francesa.

Em um amplo quarto com o retrato de Adolf Hitler preso à parede, um dos oficiais começou a interrogá-lo.

“Enquanto ele falava, vi em cima da mesa uma cabeça de um ser humano feita de gesso. Ele me viu olhando e disse: “Ah, essa cabeça de gesso…é a cabeça de um judeu, porque nós fomos ensinados a reconhecer judeus pela estrutura de suas cabeças”, diz Knoller.

Atualmente com 93 anos, Knoller sobreviveu ao Holocausto

“Com o objeto nas mãos, ele se levantou de sua mesa, foi para trás de mim e pegou a minha cabeça com suas duas mãos, comparando-a com o objeto. Não sinto vergonha de dizer que fiz xixi nas calças porque estava certo de que seria reconhecido como judeu.”

“Para a minha surpresa, ele disse ‘Ah sim, você é um alemão ‘puro’ e acho que você deve juntar-se à nossa organização como um intérprete, você ganhará muito dinheiro e finalmente trabalhará com o nosso pessoal”.

“Eu fiquei tão atônito, rindo dentro de mim mesmo…’Que loucura escapar da Gestapo, e no fim, eles querem que eu trabalhe para eles'”.

Mas, por razões óbvias, Knoller não tinha nenhuma intenção de aceitar a vaga. Ele rapidamente tratou de se esconder.

Aquela era a terceira vez que ele se via sob domínio dos nazistas. Na primeira, em 1938, teve de deixar sua casa em Viena com apenas 17 anos, quando a Áustria foi anexada pela Alemanha, episódio conhecido como Anschluss.

Os pais de Knoller enviaram-no para morar com os amigos na Bélgica onde eles acreditavam que era um lugar seguro na época.

Mas quando Hitler invadiu a Bélgica em 1940, Knoller teve de fugir pela segunda vez.

Ele escolheu migrar para a França. “Eu lia aqueles livros picantes sobre Paris, sobre Montmartre (tradicional bairro boêmio da capital francesa), sobre o Moulin Rouge e suas dançarinas seminuas no palco e era para ali que eu queria ir”, diz ele.

Mas as coisas começaram a dar errado pouco depois de sua chegada à ‘cidade-luz’. Ele foi detido na fronteira francesa por ter um passaporte alemão e mantido prisioneiro em um campo para inimigos franceses em maio de 1940. Depois que os nazistas invadiram a França um mês depois, ele conseguiu escapar e finalmente rumou a Paris.Mas após o interrogatório com a Gestapo, Knoller percebeu que era muito perigoso permanecer ali.

Em vez de aceitar o emprego, ele pediu ajuda a um amigo e foi apresentado ao líder da Resistência Francesa. Ele foi morar nas montanhas próximo à cidade de Figeac no sul da França, lutando contra a ocupação alemã.

“Foi uma grande alegria para mim lutar contra meus inimigos em vez de ganhar dinheiro com eles”, diz Knoller.

Ele aprendeu a atirar com uma arma e instalar explosivos para descarrilar o trem das tropas inimigas.

“Nosso líder…assegurou que sempre que puséssemos explosivos na linha do trem, tínhamos de escondê-los com grama, com folhas, para que eles não fossem notados imediatamente. Então ele dizia para que a gente saísse dali e observasse o que aconteceria longe, nas montanhas”.

“O trem veio, nós ouvimos a explosão, e vimos a locomotiva tombar de um lado e tudo desabou, mas nós corremos imediatamente em direção ao nosso grupo de resistência. Devo confessar que foi maravilhoso”.

Algum tempo depois, Knoller se apaixonou por uma linda moradora local de nome Jacqueline. Mas após um bate-boca, ela o acabaria entregando para a polícia francesa.

Os gendarmes ─ pró-nazistas ─ queimaram seu corpo com cigarros para saber mais sobre o grupo de resistência do qual fazia parte. Quando não conseguia mais aguentar a dor, Knoller revelou sua real identidade e foi entregue a Gestapo.

Era setembro de 1943 quando os nazistas finalmente o prenderam. Knoller foi enviado ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde ficou preso até praticamente o fim da guerra. Ele trabalhava sob temperaturas tão baixas quanto 25 graus Celsius negativos carregando sacos de cimentos de 25 quilos e era forçado a correr com eles ─ caso fosse muito lento, era açoitado.

“De tempos em tempos éramos obrigados a nos alinhar em frente à SS (tropa de elite da polícia nazista) e a falar sem parar”, conta Knoller.

“A SS nos dizia ora para ir para a direita, ora para esquerda. Eu mostrava o meu tórax e sorria para eles, mais ou menos para dizer, ‘Estou bem para continuar a trabalhar’. Não estava sendo de modo algum passivo, mas sabia que se eles me mandassem ir para a esquerda, não haveria saída. Eu seria morto na câmara de gás”.

Knoller só soube do destino dos pais em 1995; eles foram mortos em Auschwitz

Em janeiro de 1945, à medida que as tropas russas se aproximavam, Auschwitz foi evacuado. Knoller e outros prisioneiros foram obrigados a percorrer dali uma marcha da morte de 50 km sob um frio cortante rumo à cidade de Gleiwitz.

“Caminhávamos naquela grande estrada coberta de gelo e neve e algumas pessoas não aguentavam e caíam por causa do frio extremo. Nossas roupas eram tão finas que não tínhamos como nos proteger das baixas temperaturas”, conta.

“Quando as pessoas não conseguiam mais andar, os alemães, que nos cercavam, atiravam nelas. Algumas delas chegaram a correr para dentro da floresta ─ e também eram mortas”.

Cerca de 60 mil prisioneiros de Auschwitz foram forçados a percorrer marchas da morte e mais de 15 mil pessoas morreram.

“Eu andava e andava sem me importar com o que acontecia com as pessoas à minha volta. Vi pessoas sendo mortas, mas aquilo já não me afetava. O único pensamento que tinha era: ‘Eu ainda consigo andar e ainda estou vivo'”, lembra Knoller.

Aqueles que sobreviveram foram colocados em trens e enviados ao campo de concentração de Bergen-Bergen, no norte da Alemanha, onde Knoller permaneceu até a libertação por tropas britânica em 15 de abril de 1945. No final do confronto, ele pesava apenas 41 kg.

Próximo ao fim da guerra, prisioneiros deixaram Auschwitz e foram obrigados a percorrer 50 km, no episódio conhecido como ‘Marcha da Morte’

Com o fim do confronto, Knoller viajou para os Estados Unidos, onde se juntou a seus dois irmãos. Ali ele encontrou sua futura mulher, Freda, e o casal decidiu morar em Londres.

Por 30 anos, Knoller não conseguia falar sobre sua experiência no Holocausto, mas finalmente foi persuadido a fazê-lo por seus filhos.

Foi apenas em 1995 que Knoller soube do destino de seus pais. Eles foram deportados de Viena em 1942, e por uma coincidência macabra permaneceram em Auschwitz no mesmo tempo em que ele, mas foram mortos em 1944.

“Sinto orgulho de ter lutado por toda a minha vida, e orgulho de poder contar ao mundo o que aconteceu”, diz Knoller.

Grécia se levanta contra a opressão financeira

Saudemos a Grécia

Brasilino Godinho

A trimilenária nação helvética que foi precursora da Europa e que no seu seio criou a Democracia, a Política, a Filosofia e o Teatro, credora do maior apreço e respeito dos povos europeus e de todo o mundo civilizado, foi hoje, 25 de Janeiro de 2015, mais uma vez inovadora e criativa: com o resultado da consulta eleitoral gerou a esperança de um futuro melhor para a Grécia e para a Europa.

Parabéns à Grécia! Parabéns à Europa, submetida ao poder do eixo Berlim-Bruxelas.

Porém, há que registar que o povo grego foi confrontado com as inúmeras pressões e chantagens de que foi alvo por parte da chanceler alemã Angela Merkel, da directora do FMI, Christine Lagarde, da Comissão Europeia e da banca internacional. Ainda há três dias o director do Banco Europeu, Mário Draghi, lançou o plano de compra das dívidas nacionais como derradeiro instrumento de chantagem política sobre o eleitorado grego.

Felizmente o povo grego não cedeu às ameaças e deu eloquentes lições: de dignidade, de firme demonstração de civismo e de arreigado apego à Democracia.

É de presumir que as mencionadas entidades que tanto pressionaram a Grécia venham a usar todo o seu poder para complicarem e neutralizarem as políticas do futuro governo grego.

Por isso não existem garantias de que sejam concretizadas todas as esperanças que agora são despertas na Grécia e em todos os países atingidos pelas nefastas orientações impostas por Merkel e pela Comissão Europeia.

Mas desde já precavidos quanto às nuvens negras que despontam no horizonte de Bruxelas e de Berlim, hemos de aguardar, com alguma confiança, os acontecimentos que se seguem.

Super-ricos, irônia ou sarcasmo em Davos para Forum Econômico mundial

Publicado: qui, jan 22nd, 2015

Super-ricos em 1.700 jatos chegam a Davos para discutir poluição e pobreza

Foto: maartenvisser CC - aviao a jatoCerca de 1.700 jatos particulares são esperados em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Munidal. O Fórum é um encontro de super-ricos para debater os problemas do mundo, especialmente a poluição e pobreza.

A quantidade de jatos particulares é tão grande que as Forças Armadas da Suíça foi forçada a abrir uma base aérea militar pela primeira vez para absorver todos os super-ricos que voam com seus jatos particulares para o evento, relata Newsweek.

Segundo Ecycle, site sobre questões ambientais, esses jatos queimam querosene e outros combustíveis usados na aviação para o funcionamento dos motores e faz das emissões de dióxido de carbono responsáveis por uma grande poluição atmosférica. O CO2 emitido, além de vapor de água e similares, é depositado no alto da atmosfera, contribuindo de forma mais eficaz para o aquecimento global.

No segundo semestre de 2013, a Organização da Aviação Civil Internacional, a ICAO, (uma agência especializada da ONU) concordou com um plano para conter as emissões de poluentes. Porém, já foi declarado que o plano não terá efeitos efetivos até 2020.

Davos espera receber nesses dias pelo menos 40 chefes de Estado e 2.500 executivos de topo ao preço de 40 mil dólares a entrada. Ironicamente, está em pauta em Davos o risco climático e a desigualdade de renda. (Com informações de Breitbart.com e Ecucle)

Quando saúde é um negócio então o sistema é que está doente

Quando saúde é um negócio então o sistema é que está doente

by
tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

(Photo: Steve Rhodes)  O negócio da sáude é que nos faz doentes

A new year begins. The competition for my health care spending dollars shifts. I pivot from just the usual payment plans, monthly out-of-pocket bill payments, and payment of my premiums to health solutions that do not require doctor visits. For many Americans insured through private insurance plans, deductibles are now reset to zero. It is the time of year that many in the U.S. worry most about as an illness or injury could be a really bad way to usher in the new year and make the remainder of the year stressful and difficult.

In the United States, our health care access is often subject to payment of thousands of dollars in deductibles and other out-of-pocket costs that make millions of us do everything we can to avoid needing care. This does not mean we don’t need care. It just means we avoid it and the bills that come along with being human enough to get sick or hurt. That has not changed much under the ACA/Obamacare.

We suck up over the counter medications for everything from the common cold to allergies to digestive troubles to fevers to rashes and lots of other health concerns. We diagnose our own ailments as much as possible using the Internet and trying to guess our way out of the need for a doctor’s visit.

Some argue that a health system that relies on market competition makes health care better and drives down costs as consumers (patients) shop for the most affordable care options. This just doesn’t work. Many of the most intelligent people in our nation know that a public, universal health care system would be far superior in almost every way — economically and in terms of health outcomes. And poll results just this week reinforce that the American voting public still favors a single-payer system.

Publications all over the world—other parts of the world, that is—feature the writings of educated Americans celebrating the virtues of a system that is very unlike the one we have in the U.S. One recent piece was published in the U.K.. It was written by Amartya Sen, a Nobel prize-winning professor of economics and philosophy. By all accounts, it seems Professor Sen is a pretty decent thinker. He posits that universal health care is an affordable dream. He doesn’t seem like he’s anti-American or anti-profits.

In one excerpt from the article in which he argues that universal care is an affordable dream, Sen writes, “In the absence of a reasonably well-organised system of public health care for all, many people are afflicted by overpriced and inefficient private health care. As has been analysed by many economists, most notably Kenneth Arrow, there cannot be a well-informed competitive market equilibrium in the field of medical attention, because of what economists call ‘asymmetric information’. Patients do not typically know what treatment they need for their ailments, or what medicine would work, or even what exactly the doctor is giving to them as a remedy. Unlike in the market for many commodities, such as shirts or umbrellas, the buyer of medical treatment knows far less than what the seller – the doctor – does, and this vitiates the efficiency of market competition.”

Let’s state that again. The buyer (you and me) knows far less than the seller (physicians and other providers) about the care or treatment that may or may not be needed and this intensely unbalanced knowledge/experience level destroys what many people claim would be the efficiency of free market competition. Our health care system cannot rely on providers to be fully honest about what they know. The health industry’s pressure to score profits means that we cannot trust everything we are advised to do in terms of treatments.

The doctor-patient relationship most of us would prefer is tainted by too many hands in the profit pot. From insurance brokers and even the ACA exchanges to the insurance companies to Big Pharma to corporate providers, financial services groups and collection agencies and beyond, scores of profit-driven forces stand to gain or lose based on what our doctors advise us — or even convince us — to do to get and stay healthy. Oh, wait, staying healthy isn’t a way to make the biggest profits, is it?

And woe be to the patient (consumer) who questions his or her treatment options when something seems “off.” Many of us have been dismissed by providers who act insulted by even the suggestion that money or profit is playing a part in the delivery of our care. We are to be obedient servants of the medical-financial-industrial complex. The playing field isn’t free, and it will not get any more free until health care is handled as a universal, public good in which every one of us is invested in the best outcomes and not just the shareholders who only desire their own enrichment.

Union Carbide é uma velha história, mas é preciso não esquecer para que não se repeita

Bhopal é uma cidade na ìndia em que na noite de 02 de dezembro de 1984, aproximadamente 54 toneladas do gas tóxico metilisocianeto escapou da fábrica da Union Carbide India Limited (UCIL) matando no ato 20 mil pessoas. Mais de 570 mil pessoas ficaram expostas ao gas ficando na sequência com graves comprometimentos de saúde.

Milhares de sobreviventes continuam sofrendo com as consequências da poluição tóxica, alta taxa de cancer, nascimentos defeituosos e problemas de desenvolvimento.

Warren Anderson, o dirigente da Union Carbide India Limited (UCIL) fugiu da Ìndia tendo ido se esconder nos EEUU sem que o governo da Índia tenha nunca conseguido sua extradição. A Union Carbide pertence a Dow Chemical Company tem seguidamente ignorado as tentativas da Justiça para assumir as consquências da sua subsidiária em julho de 2013 e em fevereiro e novembro de 2014.

Enfim, parace muito bom ser capitalista e ganhar dinheiro sem assumir suas responsabilidades para com a Sociedade onde se instala uma fábrica. Acidente acontecido fica acidente ignorado com as perversas consequências parfa a população que vive à volta.

Amnesty International solicitou que Obama em visita a Índia como convidado do governo da Índia nas celebrações do dia da República, se adiantasse para oferecer o apoio do governo americano para encontrar uma solução e também manter um encontro com um grupo de sobreviventes do acidente da Union Carbide India Limited.

A morte de 17 franceses vale mais que a de 2.000 nigerianos? A liberdade de imprensa é absoluta?

A morte de 17 franceses vale mais que a de 2.000 nigerianos? A liberdade de imprensa é absoluta?

Publicado por Leonardo Sarmento2 dias atrás no jusbrasil

Trataremos de assuntos extremamente delicados e controversos onde a esfera racional por variados instantes cede espaço para que a esfera da emoção se faça prevalecer. Até para nós, estudiosos do direito, há inelutável dificuldade para se emprestar uma análise cognitiva que se mostre satisfativa. O artigo divide-se em duas temáticas distintas, mas complementares.

Neste momento é que os métodos de Alexy e Dworkin parecem falhos, quando inferimos a necessidade de sopesarmos, ponderarmos bens tuteláveis de tão expressivo valor e realidades, mas o direito não pode se acabrunhar e deve viabilizar uma decisão interpretativa que na maior medida possível mostre-se aproximada da justiça e da equidade.

Pelo menos 400 pessoas morreram na Nigéria em um novo ataque supostamente cometido pela seita radical islâmica Boko Haram no estado de Borno, no norte da Nigéria nos primeiros meses de 2014. Você que leu esta notícia hoje, lembra de tê-la visto nos noticiários? Lembra-se, por quantos dias? Com que perplexidade?

Pois no final da 2ª quinzena de janeiro de 2015 (dia 12), a Organização Humanitária Anistia Internacional calcula que cerca de 2.000 pessoas foram chacinadas pela mesma seita de extremistas islâmicos que teriam assumido o controle de Baga e arredores há 15 dias. Pergunto: Você leitor, teve conhecimento deste fato? Quantas vezes já ouviram ou leram nos noticiários? O mundo está reunindo-se em alguma marcha histórica que reunirá 3,7 milhões de pessoas pelas vidas dos Nigerianos massacrados?

Em outro hemisfério, com outra visibilidade, com outra perspectiva de “comoção mundial”, desta vez na França, 17 mortos, entre eles as 12 pessoas que morreram em um atentado contra a sede do jornal “Charlie Hebdo”, este a mais de uma semana tomou conta dos noticiários do mundo, que participou de uma marcha histórica que reuniu grande parte dos principais representantes de Estados e de Governos de todo o ocidente em um verdadeiro “tsunami humano” que tomou conta das ruas de Paris.

Neste momento, sem qualquer grão de hipocrisia, mas de certa forma impactado pelas perspectivas humanas de valor, perguntemos: Franceses valem mais que nigerianos? A morte de dezessete franceses causa maior revolta, repulsa e comoção que a morte de 2000 nigerianos? A morte de brancos europeus é mais dolorosa que a morte de negros africanos?

Estas perguntas deixamos com o fim de provocar uma autorreflexão de nossas representações neste mundo, de nossas diferenças, importâncias e prioridades. Mensuremos nosso potencial para produzirmos hipocrisias em nossas relações humanas e o valor que atribuímos aos humanos, negros, brancos, amarelos ou da cor de pelé que representemos aos olhos do mundo. Será que somos capazes de conscientemente tarifarmos a vida humana pela cor, Estado, fé religiosa ou cultura que representamos?

Já articulamos a respeito deste trágico e lamentável acontecimento ocorrido em território francês, artigo publicado em diversos meios: “A hostil relação entre o terrorismo e as liberdades de expressão democráticas: algumas inferências pontuais”. No artigo tivemos a oportunidade de assentar por outras palavras, que liberdade só é possível de ser atribuída se acompanhada de responsabilidade. Liberdade irresponsável é anarquia e não Estado Democrático de Direito. Assim, devemos assentar que liberdade é um valor relativo e não absoluto, e por isso deve ser sopesado com outros valores que estejam em conflito, para extrairmos o máximo de cada um evitando-se o aniquilamento do outro, aí incluindo-se a liberdade de expressão. Esta, uma visão neoconstitucionalista que ilumina a ciência do Direito Constitucional contemporâneo.

Ao analisarmos boa parcela das charges do jornal “Charlie Hebdo”, que teve 12 de seus chargistas brutalmente assassinados, percebemos que muitas destas charges não cumprem o seu papel de promover uma ironia política de bom gosto, ao contrário, muitas delas são grosseiras, de menor potencial criativo e apenas promovem de forma tosca uma violência emocional absolutamente desnecessária.

Aqui não se quer defender a reação absolutamente desproporcional dos extremistas islâmicos, ao contrário, desta reação há que se ter o maior repúdio. Aqui se assenta que, a liberdade de expressão “à priori” é de fato livre, (com o perdão da redundância), mas quando tomada pelo excesso capaz de promover dano sem fundamento razoável em qualquer de suas formas, deve sim, ser responsabilizada na medida de seu excesso. Censura jamais, responsabilidade sempre, que entendamos seus limites.

Talvez, se no passado o Estado Francês houvesse responsabilizado o jornal “Charlie Hebdo” por seus excessos costumeiros absolutamente despropositados e de gosto duvidoso, este absurdo promovido pelos extremistas não houvesse sido praticado, apenas a título de mera suposição, conjeturando. Não estamos aqui culpando como responsável direto o Estado francês por uma reação tão desproporcional de uma fé extremista, mas pode de certa forma haver contribuído para o resultado absolutamente lamentável que prosperou.

Lembremos para finalizar que, para cultura Muçulmana, precipuamente aos extremistas muçulmanos, a vida e a morte possuem outros significados que os atribuídos no seio das culturas ocidentais, em boa parte catequizada pela fé Cristã. Aos muçulmanos (significado: aqueles que se submetem a Alá), o Islã prevalecerá sobre a terra, os extremistas acreditam que a realização da profecia do Islã e seu domínio sobre todo o mundo, como descrito no Corão, é para os nossos dias. Cada vitória de um extremista Muçulmano convence milhões de muçulmanos moderados a se tornarem extremistas. Matar e morrer por Alá, para os extremistas do Islã, é sinal de um poder absoluto que passam a ostentar para um posterior descanso no paraíso do além-vida.

Cultura absolutamente estranha e doentia aos olhos do ocidente, mas que está incrustada na cultura religiosa dos mais ortodoxos do Islã, que recebem já durante nos primeiros anos da infância uma verdadeira lavagem cerebral de uma doutrina desviada do que pregam os bons praticantes do Islã.

Nesta absoluta discrepância do entendimento de vida e morte que carregamos e que os extremistas muçulmanos carregam, que deveríamos, se não por respeito ao que nos parece absolutamente doentio e desviado da boa fé, por questão de segurança dos não praticantes do Islã, abdicarmos de satirizar o que para eles é intocável. Senão por repeito, por inteligência.

Leonardo Sarmento

Leonardo Sarmento

Professor constitucionalista

Professor constitucionalista, consultor jurídico, palestrante, parecerista, colunista do jornal Brasil 247 e de diversas revistas e portais jurídicos. Pós graduado em Direito Público, Direito Processual Civil, Direito Empresarial e com MBA em Direito e Processo de Trabalho pela FGV.

Corrupção e democracia de fachada: 1% tem riqueza igual a 99%

Corrupção e democracia de fachada: 1% tem riqueza igual a 99%

Publicado por Luiz Flávio Gomes7 horas atrás no jusBrasil


Corrupo e democracia de fachada 1 tem riqueza igual a 99

De acordo com os dados da ONG inglesa Oxfam, uma elite (a do 1%) deterá em breve (2016) riqueza equivalente a 99% da população mundial (site do Estadão 19/1/15). A riqueza se concentra cada vez mais no mundo todo (depois de Piketty não há mais como negar isso). A riqueza, no entanto, é a eficácia e a virtude do capitalismo. Não há como impedir que se ganha dinheiro com o seu trabalho, sua invenção ou seu empreendimento. O problema está na desigualdade extrema, que é seu vício (seu lado sombrio). Um segundo problema é que o poder do dinheiro não se limite ao mercado e ao mundo econômico. Sabe-se que os ricos são dominantes não apenas pelo seu poder econômico, sim, porque dominam também o poder político, “comprando-o”, seja por meio da corrupção (que estrutura a criminalidade organizada político-empresarial chamada P6: Parceria Público/Privada para a Pilhagem do Patrimônio Público), seja por meio do “financiamento” das (caríssimas) campanhas eleitorais. Exemplo: somente as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato doaram, juntas, pelo menos R$ 484,4 milhões a políticos e partidos nas eleições de 2014. É o que mostra levantamento do jornal O Globo(citado pelo site do Congresso em Foco). Segundo a reportagem, a Odebrecht, a OAS, a Andrade Gutierrez, a Queiroz Galvão, a UTC, a Camargo Corrêa, a Queiroz Galvão, a Engevix, a Mendes Junior e a Toyo Setal repassaram somas vultosas a candidatos e direções partidárias por meio de subsidiárias, cujas ações são controladas pela matriz do respectivo grupo. Financiamento de campanhas + superfaturamento de obras = corrupção (ou seja: cleptocracia, que contribui para a democracia de fachada).

Corrupção e democracia de fachada

A desigualdade extrema gera uma infinidade de distorções no funcionamento das sociedades (veja Piketty). Uma delas consiste no “sequestro” da democracia, ou seja, o poder econômico “compra” o poder político, forjando assim uma “democracia de fachada”, onde quem manda verdadeiramente são os “grandes eleitores”, os financiadores, não o povo. Democracia é o governo pelo povo. Uma das suas distorções reside na plutocracia (governo das grandes riquezas). Outra mácula recai sobre a cleptocracia (Estado cogovernado pelos ladrões). Quando a plutocracia (riqueza) cogoverna por meio da fraude, da corrupção e outros ilícitos, se torna cleptocrata. Os escândalos da Petrobras e do metrô de SP constituem exemplos de cleptocracia (assim como da criminalidade organizada P6). Comprovam que o Estado também é governado por ladrões. O “financiamento” das campanhas está na antessala da cleptocracia. Todos os benefícios e privilégios decorrentes dele (licitações fraudulentas, superfaturamentos etc.) configuram atos de cleptocracia. O esforço que as massas divididas empenham umas contra as outras (luta entre os grupos não dominantes) resulta quase sempre inútil, quando se sabe que o destino do país está nas mãos de quem domina. Enquanto os de baixo se digladiam e se odeiam (ou até mesmo se matam), os de cima financiam os políticos de todos os maiores partidos, manobram as leis e, em consequência, a Justiça, e promovem a distribuição da riqueza para eles.

A profunda e até repugnante desigualdade (sobretudo nos países de capitalismo extremamente injusto, como o Brasil) vem destruindo não só a eficácia do constitucionalismo democrático de direitos e deveres, senão também a própria democracia (cada vez mais “comprada”, portanto, cada vez mais corrompida). Diante da concentração exagerada das riquezas e das rendas, as classes médias, em muitos países, estão sendo rebaixadas (praticamente no mundo todo). Os pobres estão indo para a miséria e os miseráveis se convertendo em indigentes ou famintos. Não há ambiente e terreno mais propício para o afloramento de alguns venenos destrutivos da sociedade, como o do populismo, o da discriminação, o do ódio ao outro (ao inimigo), o da violência, o da intolerância e os dos sectarismos. Na democracia representativa cada cidadão tem direito a um voto. Cada cabeça um voto. Esse é o discurso legitimador do sistema. Nas democracias conspurcadas (de fachada), mandam na verdade os grandes eleitores, saídos da elite econômica dominante. A elite que manobra, manipula e monopoliza a política, o mercado e a cultura faz da democracia e dos eleitores um joguete (mero instrumento) à disposição dos seus interesses.

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