“Russia avança no “quintal da America” para se compensar das sanções” É o título dum artigo do yahoo.com

“Russia avança no “quintal da America” para se compensar das sanções” É o título dum artigo do yahoo.com

Tradução de Tarcisio Praciano-Pereira

Nota do tradutor: traduzindo não por concordar com yahoo.com, mas para mostrar o tom grotesco com que este jornal da Internet olha para America Latina que considera um quintal americano

Russia heads to ‘America’s backyard’ to find salve for sanctions

O ministro do exterior Sergey Lavrov visitou vários países da America Latina, esta semana, em busca de oportunidades de negócios que possam amenisar os esforços Americanos de destruição da economia Russa.

Foreign Minister Sergey Lavrov visited several Latin American nations this week to seek trade opportunities that could offset US efforts to puncture Russia’s economy.

Russia levou sua ofensiva global à America Latina, esta semana, já que o Kremlin procurar compensar-se das sanções do Leste (Nota do tradutor: quer dizer, da America e da NATO) em função de sua política sobre o leste da Ukraine e Crimea. (Nota do tradutor: pelo menos implicitamente aceitando que a Crimeia agora já é independente…)

Russia took its global charm offensive to Latin America this week, as the Kremlin seeks to counter Western sanctions over its policies in eastern Ukraine and Crimea.

Nos últimos dias , o Ministro do Exterior Sergey Lavrov garantiu a Cuba apoio, denounciou as sanções americandas contra Venezuela, e mesmo sugeriu que a Russia está interessada na construção do rival Nicaraguano ao Canal do Panama. Rumores de suprimento de armas russas a vários países da região (Nota do tradutor: quer dizer, do quintal) suscitaram o alarme de Washington.

Over the past few days, Foreign Minister Sergey Lavrov reassured Cuba of ongoing support, denounced US sanctions against Venezuela, and even suggested Russia might be willing to take part in building a Nicaraguan rival to the Panama Canal. Rumors of Russian arms supplies to several countries in the region have prompted expressions of alarm in Washington.

A visita de Lavrov a quatro países a última de uma série de viagens de altos funcionários Russos, faz parte duma campanha maior para minorar os esforços dirigidos pela America para isolar a Russia em função da política de Moscow na Ukraine. Durante o ano passado , Presidente Vladimir Putin teve encontro de alto nível com líderes da China, Índia, Egito, Turkia, and mesmo da Hungria, tendo conseguido em casa caso estabelecer acordos comerciais significativos – assim como um espaço político para respirar.

Mr. Lavrov’s four-country visit, the latest in a series by top Russian officials, is part of a major diplomatic campaign to blunt US-led efforts to isolate Moscow for its policies in Ukraine. Over the past year, President Vladimir Putin has staged high-profile meetings with leaders of China, India, Egypt, Turkey, and even Hungary, and in each case come away significant new trade deals – and political breathing space.

Recomendado: Você pensa que conhece America Latina? Faça um teste. (Nota do tradutor: quer dizer, “quizás você não sabe que a capital do Brasil é Buenos Aires”, não?)

Recommended: Think you know Latin America? Take our geography quiz.

Da mesma forma, durante sua visitia ao Brasil, no verão passado, Putin costurou acordos com vários dos países da America Latina para obter mercadorias que lhe haviam sido negadas ao mercado russo em funções das “ditas” sanções do Oeste.

Simiilarly, during a visit to Brazil last summer, Mr. Putin nailed down deals with several Latin American countries to provide goods that have been denied to the Russian market due to its sanctions war with the West.

“Russia está retornando a America Latina depois de um longo período de inactividade, e naturalmente está criando suspeitas na America”, diz Igor Kovalev, professor associado da cadeira de economia mundial da Escola Superior de Economia de Moscou. “O papel da Russia na região está repentinamente em crescimento. Parte disto, sem dúvida, se deve à tentativa de contornar as “ditas” sanções do Oeste contra a Russia.”

“Russia is returning to Latin America after a long period of inactivity, and of course this is causing some concern in the US,” says Igor Kovalev, deputy chair of world economics at the Higher School of Economics in Moscow. “Russia’s role in the region is suddenly growing. Part of that, no doubt, is the need to find ways around Western sanctions against Russia.”

RUMORES SOBRE AVIÕES DE GUERRA

WARPLANE RUMORS

Sem confirmação da parte de Moscou sobre venda de armas a imprensa do Oeste está coalhada de rumores sobre venda de armas, por exemplo a venda do Su-24 aviões de ataque para a Argentina e mesmo de vender MiG-29 a Nicaragua.

Though Moscow has made no official announcements of new arms sales, Western media have been full of reports that Russia is preparing to lease Su-24 attack planes to Argentina and even sell MiG-29 fighters to Nicaragua.

Os rumores da venda de aviões de guerra a Argentina provocaram um mini-receio de guerra na Inglaterra, pensando na guerra de 1982 com Argentina sobre o controle da das Ilhas Malvinas (Nota do tradutor: que os súditos da decrepta rainha insistem em chamar de Falkland Islands) no Sul do Atântico. O fofo pode ter sido aceso, sem querer, pelo embaixador da Russia na Inglaterra, Alexander Yakovenko, que explicou a cadéia russa RT no referendo de 2013 em que uma grande maioria dos ilheus das Malvinas votaram para se manter como parte da Inglaterra não seria menos legítmo do que o referendo apoiado pela Russia (Nota do tradutor: na forma de entender do yahoo.com) em que os habitantes da Crimea optaram por se unir a Russia.

The rumors of Russian warplanes to Argentina have even triggered a mini-war scare in Britain, which fought a 1982 war with Argentina over control of the Falkland Islands in the South Atlantic. The flames were fanned, perhaps inadvertently, by Russia’s ambassador to Britain, Alexander Yakovenko, who told the Kremlin-funded RT network that the 2013 referendum that saw an overwhelming  number of Falkland Island residents vote to remain part of Britain was no more legitimate than the Russian-sponsored referendum last year in which Crimeans elected to join Russia.

“Se a America pode pensar em armar a Ukraine, porque o não poderia a Russia mostrar que ela pode fazer o mesmo no quintal Americano?” fala Kirill Koktysh, um pesquisador do Instituto da Economia e negócios Mundiais de Moscou. “Há uma mensagem política nisto, sem dúvida. Mas é do interesse da Russia no longo prazo em estabelecer relações com estes países. Negócios são negócios”.

“If the US can talk about arming Ukraine, why shouldn’t Russia demonstrate it can do the same in America’s backyard?” says Kirill Koktysh, and expert with the official Institute of World Economy and International Relations in Moscow. “There is a political message there, for sure. But it’s also in Russia’s long-term interest to beef up relations with these countries. Business is business.”

Russia já é um dos grandes vendedores de armas à Venezuela em crise, (Nota do tradutor: em grande provocada, senão totalmente provocada, por Washington) que se encontra sob as sanções de Washington por alegados abusos contra os direitos humanos. (Nota do tradutor: duplamente imoral esta história de sanções, por um lado não há no Mundo maior abuso contra os direitos humanos do que os de Washington e inclusive internamente na America como está mais do que patente do movimento americano “blacklivesmatter”… e quem vai estabelecer as sanções contra a America?)

Russia is already a major arms supplier to crisis-hit Venezuela, which is under sanctions from Washington for alleged human rights abuses.

É uma aberta para a diplomacia russsa que Lavrov não perde. Citando que a Russia, também, sofre com a perseguição americana ele falou aos jornalista em Cuba que a politica de Washington é “completamente inconsistente”.

That’s an opening for Russian diplomacy, which Lavrov didn’t miss. Pointing out that Russia, too, suffers from US persecution, he told journalists in Cuba that Washington’s policies are “totally inconsistent.”

“Esperamos que os Estados Unidos parem de buscar inimigos mesmo em sua volta e escutassem para a voz unânime da America Latina e dos Caribes” para que fiquem livres em suas decisões sobre os seus negócios, disse.

“We would like the United States to stop looking for enemies in its geographical surroundings and listen to a unanimous voice of Latin America and the Caribbean Basin” to be left to settle their own affairs, he said.

Nada disto foi perdido em Washington.

None of this has been missed in Washington.

Russia está usando projeção de poder numa tentativa de erodir a liderança da America no Oeste”, diz o General da Marinha John Kelly, chefe do Comando Sul americano num testemunho ao Comite dos serviços armados do senado, na semana passada. “Sob Presidente Putin … estamos vendo um retorno às táticas da guerra fria”. (Nota do tradutor: o general não vê ou não entende a movimentação da NATO à volta da Russia como uma volta às tática da guerra fria… até poderia ser por burrice)

“Russia is using power projection in an attempt to erode US leadership and challenge US influence in the Western Hemisphere,” Marine Corps Gen. John Kelly, head of US Southern Command, said in testimony to the Senate Armed Services Committee last week. “Under President Putin … we have seen a clear return to cold war tactics.”

Os entendidos dizem que a diplmacia russa está levando uma campanha exemplar fazendo uso das diferenlas entre a America e mujitos dos países da America Latina numa forma semelhante como está fazendo também na Europe, Asia, e no Oriente Médio.

Experts say that Russian diplomacy is expertly playing upon existing differences between the US and many Latin American countries, in a mirror image of its tactics in Europe, Asia, and the Middle East.

“Há muita tensão na região muito em particular com vários países da America Latina dando apoio à Venezuela em oposição às sanções americanas,” diz Kovalev. “Claro, a Russia está explorando este fator. E por que não iria funcionar? “.

“There are a lot of tensions in the region, particularly with many Latin American countries supporting Venezuela against US sanctions,” says Mr. Kovalev. “Of course Russia is exploiting this factor. Why wouldn’t it? It works.”

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