Capitalistas do agronegócio invadem terras dos indígenas e lançam mãos de assassínos contra a população das florestas

Capitalistas do agronegócio invadem terras dos indígenas e lançam mãos de assassínos contra a população das florestas

Sunday, 30 August 2015 00:00 By Renata Bessi and Santiago Navarro F., Truthout | Report

http://www.truth-out.org/news/item/32553-development-projects-intensify-violence-against-indigenous-people-in-brazil

Tradução: Tarcisio Praciano-Pereira

A dançarinos Xucuru em frente ao Congresso Nacional em abril de 2015. O povo indígena Xucuru do estado de Pernambuco é de um dos grupos mais bem organizados no Brasil.(Photo: Santiago Navarro F.)

Translated to English by Miriam Taylor

Em m um esforço para abrir caminho para novos projectos de investimento, o governo brasileiro e as empresas transnacionais tomam terras indígenas ancestrais, provocando um aumento nos assassinatos de indígenas no Brasil.

De acordo com o relatório, “Violência contra Povos Indígenas no Brasil”, recentemente publicado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI por sua sigla em português), o número de indígenas assassinados no país cresceu 42 por cento 2.013-2.014; 138 casos foram oficialmente registrados. A maioria dos assassinatos foram realizados por pistoleiros contratados por aqueles com interesses econômicos nos territórios.

Os estados de Mato Grosso do Sul, Amazonas e Bahia se encontram na cabeça das estatísticas. Um caso emblemático foi o assassinato brutal da mulher indígena Kaiowá Marinalva, em novembro de 2014. Ela vivia em territórios recuperados, terra que há mais de 40 anos eran reivindicadas pelos povos Guarani como a terra de seus antepassados. Marinalva foi assassinada – esfaqueado 35 vezes – duas semanas depois de participar de um protesto com outros líderes indígenas no Supremo Tribunal Federal no Distrito Federal de Brasília. O grupo protestava contra uma decisão judicial que anulava o processo de demarcação do território indígena da Guyraroká.

For por quatro dias e três noites, mais de 1.500 indivíduos indígenas preencheram um dos jardins em frente ao Congresso Nacional com cores, música e rituais. (Foto: Santiago Navarro F.)

Açém disso, tem havido um fluxo constante de pessoas forçadas a se deslocarem para pequenos territórios após terem sido despejadas por projetos de desenvolvimento econômico, como no caso do estado de Mato Grosso do Sul, onde a maioria da população – mais de 40.000 pessoas – estão vivendo como num campo de concentração nume pequena reserva. Estas são as comunidades que estão expostas a assassinatos por pistoleiros contratados, falta de educação e necessidades básicas, e suportam condições de saúde deploráveis. Taxas de mortalidade infantil na comunidade são elevados e crescentes: de acordo com estatísticas oficiais, no ano passado, 785 crianças com idades entre 0 e 5 morreram.

Nós, do povo Guaraní, principalmente do Mato Grosso do Sul, temos sido as maiores vítimas de massacres e violência”, disse o líder indígena Guarani Kaiowá Araqueraju para Truthout. “Eles mataram muitos de nossos líderes, eles têm derramado muito sangue, porque estamos lutando pelo respeito e pela demarcação do que resta dos nossos territórios que o governo não quer reconhecer.”

Indmulheres líderes igenous também estavam presentes na tomada do Congresso para denunciar violações de direitos humanos sofridas pelos povos indígenas. (Photo: Santiago Navarro F.)

O aumento do índice de violência está relacionada em grande parte às políticas de desenvolvimento do governo brasileiro – políticas que foram denunciados pelo Conselho Indigenista Missionário. Outro relatório, intitulado “Os projetos que impactam as terras indígenas”, lançado pelo CIMI em 2014, revelou que pelo menos 519 projetos têm impactado 437 territórios ancestrais, afetando diretamente 204 grupos indígenas.

O sector da energia tem afetado mais profundamente os povos indígenas; dos 519 projetos documentados, 267 são relacionados energia. Em segundo lugar está a infra-estrutura, com 196 projetos. A mineração é terceiro, com 21 projetos, e em quarto lugar, com 19 projetos em expansão, é o agronegócio. Ecoturismo vem em seguida com 9 projetos.

“Na Amazônia, na região do rio Tapajós, estamos sendo cercados,” disse a Truthout , João Tapajó – um membro do grupo indígena Arimun . “A hidrovia Teles está sendo construída e a rodovia BR163 está sendo alargada. Isso está sendo feito para o transporte de grãos e minerais das corporações transnacionais”, acrescentou Tapajó, que faz parte de um dos grupos que compõem o Movimento Indígena da região Bajo Tapajós , no estado do Pará. “Nós vivemos sob a ameaça constante do agronegócio e empresas madeireiras. Há um projeto de construção para construir cinco hidrelétricas no mesmo rio. Ainda por cima, a nossa região está sofrendo um processo de prospecção para a exploração de minerais, pelas empresas Alcoa y Vale do Rio Doce. “

Thpoliciais militares e estavam constantemente presentes, protegendo a sede de três ramos do governo do Brasil contra os “perigosos” manifestantes indígenas. (Photo: Santiago Navarro F.)

Ao mesmo tempo, um relatório produzido pelo Ministério Público Federal, com base nas suas próprias avaliações e realizado por antropólogos María Fernanda Paranhos e Deborah Stucchi, mostra que os processos de mudança social gerada por esses projetos afetam principalmente aqueles que vivem em contextos rurais. Isso inclui muitos grupos que vivem coletivamente que são relativamente invisível no contexto sociopolítico do Brasil.

“As avaliações fornecem evidências de que as intensas mudanças sociais, a possibilitam a quebra acima dos circuitos produtivos, o desaparecimento da agricultura de pequena escala, da pesca e de áreas de floresta, com uma redução de postos de trabalho, o empobrecimento e degradação das condições materiais e imateriais da vida … e consequentemente levarão a reações fortes e a uma avalanche de conflitos sociais “, de acordo, ainda, com o relatório do Ministério Público Federal.

Indnativos do grupo Pataxó étnica em luta para retornar às suas terras, em outubro de 2014, eles fecharam a estrada para pressionar o governo. (Photo: Santiago Navarro F.)

Represas hidrelétricas na Amazônia brasileira

Plano Decenal do governo brasileiro para expansão de energia – 2023, que se projecta para o período de 2014-2023 prevê uma expansão de mais de 28.000 megawatts de geração de energia por meio de hidrelétricas, e afirma que nenhuma das 30 usinas hidrelétricas projetadas no país durante este período terá qualquer efeito direto sobre as terras indígenas.

Dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos, através de uma iniciativa chamada Investimentos e Direitos na Amazônia, conta uma história diferente. De acordo com a pesquisa realizada por Ricardo Verdum, doutor em antropologia social e membro do Centro para o Estudo das Populações Indígenas da Universidade Federal no estado de Santa Catarina, das 23 hidrelétricas que serão construídas na Amazônia, pelo menos 16 terão efeitos sociais e ambientais negativos sobre territórios indígenas. Elas irão destruir as condições ambientais de que estes grupos indígenas dependem para viver e manter seu modo de vida.

“A diferença nos resultados é devido à forma de como a idéia de “impacto” ou “interferência” é definida, conceitualmente e materialmente”, disse Verdum a Truthout. “De acordo com a legislação vigente, a interferência nas terras indígenas ocorre quando uma parcela de terreno é diretamente afetado pela própria barragem ou reservatório. Os critérios territoriais e ambientais não consideram os aspectos sociais da interferência humana ou influência do projeto sobre a população.”

The atmosfera ficou tensa quando a Polícia Federal entrou, embora isso não seja uma surpresa para os Pataxó. Eles têm sido muito rejeitados pelos pecuaristas, empresários e pessoas que vivem em cidades próximas a Monte Pascoal – uma das áreas mais ricas em termos de flora e fauna do mundo. (Photo: Santiago Navarro F.)

Um enfoque militar para a Economia

O desenvolvimento do Brasl – um modelo adotado (Nota do Tradutor: ou melhor descrevendo, imposto pelo chamado capitalismo internacional) pela maioria dos países da América Latina dentro da antiga divisão internacional do trabalho – leva o país a se especializar na exportação de matérias-primas ou de produtos básicos a um custo baixo em relação à importação de produtos finais que retornam ao Brasil com preços elevados. Esta é a lógica do modelo colonial, de acordo com Clovis Brighenti, professor de história na Universidade Federal da Integração Latino-Americana. “É uma entrada para o mundo globalizado por meio de intensa exploração do meio ambiente com poucos resultados,” disse Brighenti a Truthout. “Além do mais, estas empresas do negócio agrícula são produzidas com elevados custos de investimento, feitos com recursos públicos e com taxas de juros subsidiadas, concentradas em um pequeno grupo de beneficiários. É um modelo ultrapassada mas que em sua agonia provoca danos irreversíveis ao meio ambiente e para as pessoas que dependem do ecossistema”.

O conceito básico deste modelo de desenvolvimento, de acordo com Brighenti, está ligado ao mito moderno de que a economia precisa crescer rápida e continuamente para satisfazer as necessidades materiais da sociedade. “No entanto, por trás desse mito, esconde-se a essência do sistema capitalista: a necessidade de garantir a lógica baseada no consumismo, e, desta forma, garantir a aculamação e os benefício nas mãos das elites (Nota do Tradutor: das, assim chamadas, “elites”) dos privilegiados da sociedade.”

No Brasil, a crença é de que a felicidade material é ligado à busca de novos espaços para a expansão desenvolvimento (Nota do Tradutor: obviamente não é somente no Brasil, entretanto o Brasil e outros países da AL se encontram extremamente vulneráveis pela corrupção dos que estão sentados no poder e são aliados naturais dos exploradores do Capital Internacional – estes sim estão corrompidos pela felicidade material de curto prazo e consumista). “Em outras palavras, se está à procura de avanço constante em “novos territórios, onde ainda haja um ambiente natural para ser explorado e apropriado”, disse Brighenti. “Assim, os interesses de capitais giram em torno de territórios indígenas e tradicionais, como espaços ideais para a execução desses projetos.”

Ele acrescentou que, no Brasil há uma continuidade da mentalidade militarista, devido ao fato de que o país foi moldado pela ditadura militar de 1964 a 1985. Durante esse tempo, os Estados Unidos estavam envolvidos por meio de um programa chamado Operação Irmão Sam (Nota do Tradutor: não sei que operação Operation Brother Sam seria esta, mas sei que a ditadura militar introduzida em 1º de Abril de 1964, foi obra direta da embaixada Americana).

O objetivo era remover camponeses e indígenas de suas terras para concentrar territórios nas mãos de empresas que atualmente produzem soja, cana-de-açúcar e eucalipto. Estas empresas incluem Monsanto, ADM, Cargill, Bunge, Louis Dreyfus Commodities, Coca-Cola, Nestlé e Ford. Neste sentido, os governos atuais não herdaram apenas a estrutura militar mas também uma plataforma de negócios que domina a produção e o mercado de matérias-primas. “A principal semelhança entre o governo militar e o que estamos vivendo atualmente é a perspectiva de desenvolvimento, o que significa pensar em recursos naturais como infinitos e prontamente disponíveis. A fim de fazer um país crescer economicamente, a quantidade de território que é ocupado por projetos econômicos deve aumentar”, disse Brighenti.

Outra semelhança é a relação estabelecida com as comunidades. “Pode-se dizer que não há diálogo”, disse Brighenti. “O governo toma uma decisão e tudo o que resta para as comunidades é entregar seus territórios em nome dessas iniciativas. Tentar manter as comunidades indígenas tranquilas é uma ação permanente no sentido de que essas populações são vistas como barreiras ao estabelecimento desses projetos … assim, a continuação duma mentalidade militarista é explícita – prosseguir com o desenvolvimento e parar os protestos daqueles que estão sendo afetados “.

Um ponto essencial na diferença entre o período da ditadura e dos governos “progressistas” é a fonte de financiamento para os projetos. “Hoje os trabalhos são financiados com recursos públicos, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que é o principal financiador desses megaprojetos, enquanto que, sob a ditadura militar, eles foram financiados pelo Banco Mundial e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento”, disse Brighenti.

Em 2013, o governo brasileiro publicou uma documento permitindo a intervenção das Forças Armadas em protestos contra projetos de desenvolvimento. Nesse mesmo ano, a polícia militar no sul do Brasil matou um homem da nação indígine Terena e feriu outros no cumprimento duma ordem de devolução da terras que os Terena haviam recuperado como parte de seus territórios ancestrais. Este recuperação pelos Terrenas foi disputada por Ricardo Bacha, ex-congressista do PSDB que dizia que as terras pertenciam à sua família desde 1927. (Nota do Tradutor: e lembrando que os Terrenas já eram donos da terra desde tempos anteriores ao 1500 quando dizem que um tal de Cabral descobriu o Brasil….)

Da mesma forma, a pedido do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, que é o atual ministro da Defesa do Brasil, a presidente Dilma Rousseff assinou em 2014 uma autorização do governo federal para emviar cerca de 500 militares para o território Tupinambá, alegando como objetivo a “garantia da lei e da ordem” e “pacificar” a região. A região dos Tupinambás coninua sob ocupação militar.

Sin2010, povos indígenas têm intensificado a re-tomada de suas terras em um processo de auto-demarcação.(Photo: Santiago Navarro F.)

A violência institucional contra as comunidades indígenas

Os assassinatos são apenas a ponta do iceberg. Entre as alterações constitucionais que estão sendo debatidas no Congresso do Brasil é PEC-215, que transfere o poder de decidir a demarcação de territórios indígenas ao Poder Legislativo, quando estiveram sempre, historicamente, nas mãos do Poder Executivo é um dos passos nesta direção. e alteração deixaria os povos indígenas nas mãos do Congresso e do Senado, que estão dominados por membros da família dos grandes empresários e os proprietários de grandes extensões de terra. (Nota do Tradutor: a estimativa corrente é de que mais de 75% dos membros do atual Congresso do Brasil estão ligados ao chamado agronegócio ou aliados do agro negócio, com uma conhecida lider do agronegócio dona duma cadeira do Senado e membro do mesmo partido do presidente da Câmara de Deputados)

“Essas emendas constitucionais propostas favorecem a um grupo de 264 parlamentares do Congresso do Brasil, que receberam financiamentos de campanha por parte das corporações multinacionais, como a Monsanto, a Cargill, Bunge e Syngenta. PEC-215 favorece a expansão da grande agricultura, usando o discurso da produção de alimentos , mas a comida do Brasil é produzido por pequenos produtores “, disse Lindomar, do povo Terena, a Truthout.

A principal causa dos conflitos, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário, é a omissão, por parte do governo brasileiro, em reconhecer e demarcar territórios indígenas. Em 2014, dos quase 600 territórios indígenas atualmente reivindicados por diferentes grupos, apenas dois foram reconhecidos (Xeta Herarekã, no estado do Paraná, e Xakriabá, no estado de Minas Gerais) e um foi aprovado (Paquiçamba, no estado de Pará). O atual governo do Partido dos Trabalhadores, liderado por Dilma Rousseff, é o que tem o menor número de demarcadas terras indígenas desde o fim da ditadura militar no Brasil.

No estado do Mato Grosso do Sul, o estado com os mais altos índices de violência contra os povos indígenas, as comunidades vivem nas margens de rodovias, em precárias condições de vida. O reconhecimento dos territórios indígenas foi destacado, em um acordo que foi assinado em 2007 pela Fundação Nacional Indígena, uma agência governamental, que mais tarde rompeu o acordo. Mesmo que a demarcação tivesse se tornado efetiva, os povos indígenas só iriam ocupar 2 por cento do estado, em uma das regiões do Brasil, onde o maior número de indígenas residem.

Resistindo ao velho modelo

De acordo com Brighenti, desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), os povos indígenas manifestaram ao governo que eles queriam compartilhar seus conhecimentos e práticas com a nova administração. “Mas o governo ignorou, e o que é pior, Lula declarou que o Brasil precisava para atingir o desenvolvimento, superar três grandes obstáculos, um seriam os grupos indígenas, outro seriam as leis ambientais e o terceiro o Ministério Público Federal”, disse ele. “Assim, desde o início, ele deixou claro que, para o movimento indígena e seus aliados, o governo havia escolhido um modelo diferente e alinhou-se com outros setores que são, infelizmente, em desacordo com os grupos indígenas, a “grande” agro-indústria.”

Os povos indígenas perceberam que precisavam se unir para evitar a perda de seus direitos. “Poucos movimentos sociais e sindicais estão a apoiá-los. Cada movimento social que defina a sua relação de apoio aos povos indígenas são em seguida criticados por sua radicalidade,” Brighenti acrescentou.

Terras indígenas no Brasil, tal como é reconhecido pelo governo federal, são de propriedade do governo. Povos indígenas podem possuir e usar a terra, com exceção dos recursos do subsolo e água. “É necessário avançar no sentido da construção das comunidades autónomas, o que não significa independência, mas a liberdade de decidir o seu próprio futuro”, disse Brighenti.

Mesmo com a demarcação de territórios indígenas, não há nenhuma garantia contra a intervenção em terras indígenas, desde que a lei permite a intervenção do governo federal, em qualquer momento, porque as terras são consideradas propriedade do governo.

“Todos os projetos do governo estão ameaçando a nós e toda a Amazônia,” disse María Leus, uma mulher indígena Munduruku, a Truthout. “Nós não aceitamos qualquer negociação com o governo, porque não podemos fazer negociações a respeito de nossa mãe e porque nós não aceitamos qualquer um desses projetos que vão afetar-nos, Nós sempre estivemos aqui, estas são as terras dos nossos antepassados, e hoje continuamos a lutar pelo respeito ao nosso modo de viver, porque os governos nunca respeitaram como vivemos, e hoje eles estão devastando o pouco que resta das nossas terras, a fim de continuar com seus projetos”.

Copyright, Truthout. May not be reprinted without permission. Tradução de Tarcisio Praciano-Pereira, uma obra derivada.

 

Os pontos da Virada que mostram o formato negativo da Agenda AntiBrasil

  1. Destinar mais recursos para a saúde, educação e pesquisa científica, além de transformar o próprio SUS em vetor de desenvolvimento da indústria nacional.
  2. Aumentar a arrecadação federal a partir da repatriação de ativos financeiros e da securitização das dívidas de estados e municípios.
  3. Defendem ainda a redução dos juros e a manutenção do câmbio em níveis que garanta competitividade à indústria nacional.
  4. Sugerem o aumento da progressividade da cobrança de impostos. Em outras palavras, cobrar mais de quem ganha mais. Para os deputados da base aliada, é preciso diminuir a tributação de bens e serviços, que afeta os mais pobres, e taxar a de transmissão de heranças, grandes fortunas e remessas de lucros para o exterior.
  5. Reduzir os custos das campanhas eleitorais, contrariando o empenho especial do  Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que impôs uma reforma política  constitucionalizando as doações empresariais.
  6. Combate à violência contra a mulher, à intolerância e ao preconceito religioso. Fala em assegurar o direito de resposta e democratizar as comunicações. Prevê, ainda, a garantia de recursos para a reforma agrária.

A deputada Jandira Feghali (RJ), destacou que a Câmara percebeu a necessidade de se apresentar uma agenda para a sociedade. “Queremos superar uma pauta restritiva e conservadora. As nossas contribuições são bastante abrangentes e expressam um sentimento da base aliada do governo, tratando do desenvolvimento do Brasil, das pessoas e da universalização das políticas públicas”.

http://cartacampinas.com.br/2015/08/lideres-de-15-partidos-lancam-pauta-da-virada-contra-o-neoliberalismo-da-agenda-brasil/

Sindicalistas arregaçam as mangas, no Rio, para enfrentar o gangsterismo capitalista

Oficio Circular

Nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de Novembro será realizado o ELACS – 10º Edição do Encontro Latino Americano e Caribenho de Sindicalistas. O evento será realizado na Colônia de Férias Graham Bell do SINTTEL-Rio, em Miguel Pereira.
A 1ª edição do ELACS foi em 1988 na República Dominicana como um espaço de articulação da classe trabalhadora contra os monopólios capitalistas e o imperialismo. Partindo da necessidade de reunir sindicalistas da América Latina e Caribe com compromisso na construção de um movimento sindical combativo e classista.
O encontro, que já aconteceu na República Dominicana, Equador, Venezuela e México, acumulou significativamente o debate sobre a organização do movimento sindical na região, bem como o aprimoramento dos métodos da luta também no campo jurídico.
A edição brasileira do ELACS ocorre em um momento em que vários países aplicam medidas que restringem os direitos trabalhistas, como a legalização da terceirização, a precarização dos direitos do trabalhador e as reformas trabalhistas. Trata-se ainda de um marco na história do ELACS, por ser o primeiro a ocorrer na região do cone-sul.
Para o ELACS se tornar realidade, necessitamos do apoio financeiro desta combativa entidade, no sentido de arcar com os custos de traslado e hospedagem, dos delegados nacionais e internacionais.
Sem mais para o momento, renovamos nossos votos de estima e apreço.

Saudações sindicais,

Vanieverton Anselmo (Comitê organizador Nacional)
Contato: vanieverton@gmail.com
Telefone: (21) 98083-4999

Rêneo Augusto (Comitê organizador Nacional e Diretor do Sinttel-Rio)
Contato: reneo@sinttelrio.org.br
Telefone: (21) 98069-1992

Francisco Isidoro (Comitê organizador Nacional e Diretor do Sinttel – Rio)
Contato: f.izidoro@uol.com.br
Telefone: 22049300

Declaração da comunidade mulsumana relativamente às mudanças climáticas

http://islamicclimatedeclaration.org/islamic-declaration-on-global-climate-change/?utm_content=bufferf864d&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

In the name of Allah, Most Merciful, Most Compassionate

PREAMBLE

  • God – Whom we know as Allah – has created the universe in all its diversity, richness and vitality: the stars, the sun and moon, the earth and all its communities of living beings. All these reflect and manifest the boundless glory and mercy of their Creator. All created beings by nature serve and glorify their Maker, all bow to their Lord’s will. We human beings are created to serve the Lord of all beings, to work the greatest good we can for all the species, individuals, and generations of God’s creatures.
  • Our planet has existed for billions of years and climate change in itself is not new. The earth’s climate has gone through phases wet and dry, cold and warm, in response to many natural factors. Most of these changes have been gradual, so that the forms and communities of life have adjusted accordingly. There have been catastrophic climate changes that brought about mass extinctions, but over time, life adjusted even to these impacts, flowering anew in the emergence of balanced ecosystems such as those we treasure today. Climate change in the past was also instrumental in laying down immense stores of fossil fuels from which we derive benefits today. Ironically, our unwise and short-sighted use of these resources is now resulting in the destruction of the very conditions that have made our life on earth possible.
  • The pace of Global climate change today is of a different order of magnitude from the gradual changes that previously occurred throughout the most recent era, the Cenozoic. Moreover, it is human-induced: we have now become a force dominating nature. The epoch in which we live has increasingly been described in geological terms as the Anthropocene, or “Age of Humans”. Our species, though selected to be a caretaker or steward (khalifah) on the earth, has been the cause of such corruption and devastation on it that we are in danger ending life as we know it on our planet. This current rate of climate change cannot be sustained, and the earth’s fine equilibrium (mīzān) may soon be lost. As we humans are woven into the fabric of the natural world, its gifts are for us to savour. But the same fossil fuels that helped us achieve most of the prosperity we see today are the main cause of climate change. Excessive pollution from fossil fuels threatens to destroy the gifts bestowed on us by God, whom we know as Allah – gifts such as a functioning climate, healthy air to breathe, regular seasons, and living oceans. But our attitude to these gifts has been short-sighted, and we have abused them. What will future generations say of us, who leave them a degraded planet as our legacy? How will we face our Lord and Creator?
  • We note that the Millennium Ecosystem Assessment (UNEP, 2005) and backed by over 1300 scientists from 95 countries, found that “overall, people have made greater changes to ecosystems in the last half of the 20th century than at any time in human history… these changes have enhanced human well-being, but have been accompanied by ever increasing degradation (of our environment).”

“Human activity is putting such a strain on the natural functions of the earth that the ability of the planet’s ecosystems to sustain future generations can no longer be taken for granted.”

  • Nearly ten years later, and in spite of the numerous conferences that have taken place to try to agree on a successor to the Kyoto Protocol, the overall state of the Earth has steadily deteriorated. A study by the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) comprising representatives from over 100 nations published in March 2014 gave five reasons for concern. In summary, they are:
  • Ecosystems and human cultures are already at risk from climate change;
  • Risks resulting from climate change caused by extreme events such as heat waves, extreme precipitation and coastal flooding are on the rise;
  • These risks are unevenly distributed, and are generally greater for the poor and disadvantaged communities of every country, at all levels of development;
  • Foreseeable impacts will affect adversely Earth’s biodiversity, the goods and services provided by our ecosystems, and our overall global economy;
  • The Earth’s core physical systems themselves are at risk of abrupt and irreversible changes.

We are driven to conclude from these warnings that there are serious flaws in the way we have used natural resources – the sources of life on Earth. An urgent and radical reappraisal is called for. Humankind cannot afford the slow progress we have seen in all the COP (Conference of Parties – climate change negotiations) processes since the Millennium Ecosystem Assessment was published in 2005, or the present deadlock.

  • In the brief period since the Industrial Revolution, humans have consumed much of the non-renewable resources which have taken the earth 250 million years to produce – all in the name of economic development and human progress. We note with alarm the combined impacts of rising per capita consumption combined with the rising human population. We also note with alarm the multi-national scramble now taking place for more fossil fuel deposits under the dissolving ice caps in the arctic regions. We are accelerating our own destruction through these processes.
  • Leading climate scientists now believe that a rise of two degrees centigrade in global temperature, which is considered to be the “tipping point”, is now very unlikely to be avoided if we continue with business-as-usual; other leading climate scientists consider 1.5 degrees centigrade to be a more likely “tipping point”. This is the point considered to be the threshold for catastrophic climate change, which will expose yet more millions of people and countless other creatures to drought, hunger and flooding. The brunt of this will continue to be borne by the poor, as the Earth experiences a drastic increase in levels of carbon in the atmosphere brought on in the period since the onset of the industrial revolution.

1.8 It is alarming that in spite of all the warnings and predictions, the successor to the Kyoto Protocol which should have been in place by 2012, has been delayed. It is essential that all countries, especially the more developed nations, increase their efforts and adopt the pro-active approach needed to halt and hopefully eventually reverse the damage being wrought.

WE AFFIRM

  • We affirm that Allah is the Lord and Sustainer (Rabb) of all beings

الْحَمْدُ لِلَّـهِ رَبِّ الْعَالَمِينَ

Praise be to Allah, Lord and Sustainer of all beings

Qur’an 1: 1

He is the One Creator – He is al-Khāliq

هُوَ اللَّهُ الْخَالِقُ الْبَارِئُ الْمُصَوِّرُ

He is Allah – the Creator, the Maker, the Giver of Form

Qur’an 59: 24

الَّذِي أَحْسَنَ كُلَّ شَيْءٍ خَلَقَهُ

He Who has perfected every thing He has created

Qur’an 32: 7

Nothing that He creates is without value: each thing is created bi ’l-haqq, in truth and for right.

وَمَا خَلَقْنَا السَّمَاوَاتِ وَالْأَرْضَ وَمَا بَيْنَهُمَا لَاعِبِينَ مَا خَلَقْنَاهُمَا إِلَّا بِالْحَقِّ

And We did not create the heavens and earth and that between them in play. We have not created them but in truth

Qur’an 44: 38

  • We affirm that He encompasses all of His creation – He is al-Muhīt

وَلِلَّهِ مَا فِي السَّمَاوَاتِ وَمَا فِي الأَرْضِ وَكَانَ اللَّهُ بِكُلِّ شَيْءٍ مُّحِيطًا

All that is in the heavens and the earth belongs to Allah.

Allah encompasses all things

Qur’an 4: 125

  • We affirm that –

 

  • God created the Earth in perfect equilibrium (mīzān);
  • By His immense mercy we have been given fertile land, fresh air, clean water and all the good things on Earth that makes our lives here viable and delightful;
  • The Earth functions in natural seasonal rhythms and cycles: a climate in which living beings – including humans – thrive;
  • The present climate change catastrophe is a result of the human disruption of this balance –

وَالسَّمَاء رَفَعَهَا وَوَضَعَ الْمِيزَانَ

أَلاَّ تَطْغَوْا فِي الْمِيزَانِ

وَأَقِيمُوا الْوَزْنَ بِالْقِسْطِ وَلا تُخْسِرُوا الْمِيزَانَ

وَالأَرْضَ وَضَعَهَا لِلْأَنَامِ

He raised the heaven and established the balance

So that you would not transgress the balance.

Give just weight – do not skimp in the balance.

He laid out the earth for all living creatures.

Qur’an 55: 7-10

  • We affirm the natural state (fitrah) of God’s creation –

فَأَقِمْ وَجْهَكَ لِلدِّينِ حَنِيفًا فِطْرَةَ اللَّهِ الَّتِي فَطَرَ النَّاسَ عَلَيْهَا

لا تَبْدِيلَ لِخَلْقِ اللَّهِ ذَلِكَ الدِّينُ الْقَيِّمُ وَلَكِنَّ أَكْثَرَ النَّاسِ لا يَعْلَمُونَ

So set your face firmly towards the (natural) Way

As a pure, natural believer

Allah’s natural pattern on which He made mankind

There is no changing Allah’s creation.

That is the true (natural) Way

But most people do not know it.

Quran 30: 30

2.5 We recognize the corruption (fasād) that humans have caused on the Earth due to our relentless pursuit of economic growth and consumption. Its consequences have been –

  • Global climate change, which is our present concern, in addition to:
  • Contamination and befoulment of the atmosphere, land, inland water systems, and seas;
  • Soil erosion, deforestation and desertification;
  • Damage to human health, including a host of modern-day diseases.

ظَهَرَ الْفَسَادُ فِي الْبَرِّ وَالْبَحْرِ بِمَا كَسَبَتْ أَيْدِي النَّاسِ لِيُذِيقَهُم بَعْضَ الَّذِي عَمِلُوا لَعَلَّهُمْ يَرْجِعُونَ

Corruption has appeared on land and sea

Because of what people’s own hands have wrought,

So that they may taste something of what they have done;

So that hopefully they will turn back.

Qur’an 30: 41

  • We recognize that we are but a miniscule part of the divine order, yet within that order, we are exceptionally powerful beings, and have the responsibility to establish good and avert evil in every way we can. We also recognize that –
  • We are but one of the multitude of living beings with whom we share the Earth;
  • We have no right to oppress the rest of creation or cause it harm;
  • Intelligence and conscience behoove us, as our faith commands, to treat all things with care and awe (taqwa) of their Creator, compassion (rahmah) and utmost good (ihsan).

وَمَا مِن دَآبَّةٍ فِي الأَرْضِ وَلاَ طَائِرٍ يَطِيرُ بِجَنَاحَيْهِ إِلاَّ أُمَمٌ أَمْثَالُكُم

There is no animal on the earth, or any bird that wings its flight, but is a community like you.

Qur’an 6: 38

لَخَلْقُ السَّمَاوَاتِ وَالأَرْضِ أَكْبَرُ مِنْ خَلْقِ النَّاسِ وَلَكِنَّ أَكْثَرَ النَّاسِ لا يَعْلَمُونَ

The creation of the heavens and the earth

Is far greater than the creation of mankind,

But most of mankind do not know it

Qur’an 40: 57

  • We recognize that we are accountable for all our actions –

فَمَن يَعْمَلْ مِثْقَالَ ذَرَّةٍ خَيْرًا يَرَهُ

وَمَن يَعْمَلْ مِثْقَالَ ذَرَّةٍ شَرًّا يَرَهُ

Then he who has done an atom’s weight of good, shall see it;

and he who has done an atom’s weight of evil, shall see it.

Qur’an 99:6-8

2.8 In view of these considerations we affirm that our responsibility as Muslims is to act according to the example of the Prophet Muhammad (God’s peace and blessings be upon him) who –

  • Declared and protected the rights of all living beings, outlawed the custom of burying infant girls alive, prohibited killing living beings for sport, guided his companions to conserve water even in washing for prayer, forbade the felling of trees in the desert, ordered a man who had taken some nestlings from their nest to return them to their mother, and when he came upon a man who had lit a fire on an anthill, commanded, “Put it out, put it out!”;
  • Established inviolable zones (harams) around Makkah and Al-Madinah, within which native plants may not be felled or cut and wild animals may not be hunted or disturbed;
  • Established protected areas (himas) for the conservation and sustainable use of rangelands, plant cover and wildlife.
  • Lived a frugal life, free of excess, waste, and ostentation;
  • Renewed and recycled his meagre possessions by repairing or giving them away;
  • Ate simple, healthy food, which only occasionally included meat;
  • Took delight in the created world; and
  • Was, in the words of the Qur’an, “a mercy to all beings.”

 

 

WE CALL

3.1 We call upon the Conference of the Parties (COP) to the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) and the Meeting of the Parties (MOP) to the Kyoto Protocol taking place in Paris this December, 2015 to bring their discussions to an equitable and binding conclusion, bearing in mind –

  • The scientific consensus on climate change, which is to stabilize greenhouse gas concentration in the atmosphere at a level that would prevent dangerous anthropogenic interference with the climate systems;
  • The need to set clear targets and monitoring systems;
  • The dire consequences to planet earth if we do not do so;
  • The enormous responsibility the COP shoulders on behalf of the rest of humanity, including leading the rest of us to a new way of relating to God’s Earth.

3.2 We particularly call on the well-off nations and oil-producing states to –

  • Lead the way in phasing out their greenhouse gas emissions as early as possible and no later than the middle of the century;
  • Provide generous financial and technical support to the less well-off to achieve a phase-out of greenhouse gases as early as possible;
  • Recognize the moral obligation to reduce consumption so that the poor may benefit from what is left of the earth’s non-renewable resources;
  • Stay within the ‘2 degree’ limit, or, preferably, within the ‘1.5 degree’ limit, bearing in mind that two-thirds of the earth’s proven fossil fuel reserves remain in the ground;
  • Re-focus their concerns from unethical profit from the environment, to that of preserving it and elevating the condition of the world’s poor.
  • Invest in the creation of a green economy.

3.3 We call on the people of all nations and their leaders to –

  • Aim to phase out greenhouse gas emissions as soon as possible in order to stabilize greenhouse gas concentrations in the atmosphere;
  • Commit themselves to 100 % renewable energy and/or a zero emissions strategy as early as possible, to mitigate the environmental impact of their activities;
  • Invest in decentralized renewable energy, which is the best way to reduce poverty and achieve sustainable development;
  • Realize that to chase after unlimited economic growth in a planet that is finite and already overloaded is not viable. Growth must be pursued wisely and in moderation; placing a priority on increasing the resilience of all, and especially the most vulnerable, to the climate change impacts already underway and expected to continue for many years to come.
  • Set in motion a fresh model of wellbeing, based on an alternative to the current financial model which depletes resources, degrades the environment, and deepens inequality.
  • Prioritise adaptation efforts with appropriate support to the vulnerable countries with the least capacity to adapt. And to vulnerable groups, including indigenous peoples, women and children.

3.4 We call upon corporations, finance, and the business sector to –

  • Shoulder the consequences of their profit-making activities, and take a visibly more active role in reducing their carbon footprint and other forms of impact upon the natural environment;
  • In order to mitigate the environmental impact of their activities, commit themselves to 100 % renewable energy and/or a zero emissions strategy as early as possible and shift investments into renewable energy;
  • Change from the current business model which is based on an unsustainable escalating economy, and to adopt a circular economy that is wholly sustainable;
  • Pay more heed to social and ecological responsibilities, particularly to the extent that they extract and utilize scarce resources;
  • Assist in the divestment from the fossil fuel driven economy and the scaling up of renewable energy and other ecological alternatives.

3.5 We call on all groups to join us in collaboration, co-operation and friendly competition in this endeavour and we welcome the significant contributions taken by other faiths, as we can all be winners in this race

وَلَكِن لِّيَبْلُوَكُمْ فِي مَا آتَاكُم فَاسْتَبِقُوا الْخَيْرَاتِ

He (God) wanted to test you regarding what has

come to you. So compete with each other

in doing good deeds.

Qur’an 5: 48

If we each offer the best of our respective traditions, we may yet see a way through our difficulties.

3.6 Finally, we call on all Muslims wherever they may be –

Heads of state

Political leaders

Business community

UNFCCC delegates

Religious leaders and scholars

Mosque congregations

Islamic endowments (awqaf)

Educators and educational institutions

Community leaders

Civil society activists

Non-governmental organisations

Communications and media

وَلاَ تَمْشِ فِي الأَرْضِ مَرَحًا إِنَّكَ لَن تَخْرِقَ الأَرْضَ وَلَن تَبْلُغَ الْجِبَالَ طُولاً

Do not strut arrogantly on the earth.

You will never split the earth apart

nor will you ever rival the mountains’ stature.

Qur’an 17: 37

We bear in mind the words of our Prophet (peace and blessings be upon him):

The world is sweet and verdant, and verily Allah has made you stewards in it, and He sees how you acquit yourselves

Hadīth related by Muslim from Abu Sa‘īd Al-Khudrī)

 

Ibrahim Thiaw

Assistant UN Secretary General and deputy executive Director, UNEP

Ibrahim plays a critical role in the implementation of UNEP’s <a< p=””>

Mohamed Ashmawey

CEO at Islamic Relief Worldwide

Dr. Mohamed Ashmawey joined Islamic Relief Worldwide (IRW) (more…)

Prof. Ibrahim Ozdemir

Professor of philosophy and the Founding President of Gazikent University.

Ibrahim holds a Doctorate degree in philosophy from the Middle East

Halldor Thorgeirsson

Director for Strategy, UN Framework Convention on Climate Change (UNFCCC)

Halldór Thorgeirsson is Director for Strategy at the UN Climate <a< p=””>

Azizan Baharuddin

Professor at the University of Malaya, Malaysia

Professor Azizan Baharuddin of the University of Malaya graduated

Saleemul Huq

Senior Fellow, International Institute of Environment & Development (IIED), London, UK

Dr Huq is a Senior Fellow at the International Institute for

Mohammed Adow

Co-Chair, Climate Action Network (CAN) International

Mohamed, a Kenyan, leads Christian Aid’s global climate policy

Fazlun Khalid

Founder, IFEES, UK

Fazlun Khalid has a worldwide reputation as an indefatigable

Othman Llewellyn

Environmental Planner at the Saudi Wildlife Authority

As an environmental planner Othman Llewellyn aspires to work

Fachruddin Mangunjaya

Vice Chairman of Center for Islamic Studies, Universitas Nasional, Jakarta, Indonesia.

Dr. Mangunjaya is a Conservationist, author of several environmental

Tahir Salie

Chair of the Board of Trustees, Islamic Relief Worldwide

He is a South African citizen who helped bring about equality

Wael Hmaidan

CEO of Climate Action Network, Lebanon

Wael has more than 16 years of experience in NGO management and

Nana Firman

Fellow at GreenFaith and Member, Green Masajid Task Group of (ISNA)

Nana Firman has been involved in developing urban community

Mohammed Kamran

Director, Department of Science & Technology, OIC

In his current role, Ambassador Mohammed Kamran Akhtar is responsible for

Abdulqahir Qamar

Director, Department of Fatwa & Sharia Rulings, IIFA

Dr. Qamar graduated with a PhD in Islamic Law and Rules

Shaban Ramadhan Mubajje

Grand Mufti of Uganda, Kampala

Razim Colic

Special Advisor to the Grand Mufti of Bosnia & Herzegovina

Razim is the Director for Foreign Affairs at the Islamic Community

John Brinkman

Cultural Historian and a Historian of Religions

Father John is a cultural historian and a historian of religions.

Martin Kopp

Climate Justice Advocacy Officer, Lutheran World Federation, Strasbourg, France

Martin follows UN climate negotiations and takes part (more…)

Yonatan Neril

Rabbi, Founder, Interfaith Centre for Sustainable Development, Jerusalem

Pandit Madhava Turumella

Vice President of the Hindu Forum of Britain

Pandit Turumella Madhava Kumara Sharma is a formally trained

Ebrahim Rasool

Founder of the World for All Foundation

Ambassador Ebrahim Rasool has just completed his term (more…)

Sarah Javaid

Executive Director, MADE in Europe, UK

Sarah Javaid is the co-founder and Executive Director of MADE, <a< p=””>

Odeh Rashed Al-Jayoussi

Independent Consultant on Sustainability, Water and Environment

Professor Odeh was the vice president for science and research <a< p=””>

Seyyed Hossein Nasr

University Professor of Islamic Studies, The George Washington University,

Syedis Hossein Nasr is an Iranian University Professor of Islamic studies

Din Syamsuddin

Professor, Chairman of Muhammadiyya and Chairman of the Indonesian Council of Ulema (MUI)

As chairman of the largest modernist Islamic organisation (more…)

Kamran Fazil

Former Director of International Development for Islamic Help

Kamran Fazil has led the organisation’s response to some of the