Vício de reclamar – venho reclamar do Banco do Brasil – o meu banco.

Ontem, dia 09 de setembro, perdi quase uma hora tentando fazer um saque da minha conta no Banco do Brasil.

Primeiro entrei numa agência diferente da minha e enfrentei a dificuldade com identificação digital, impressões digitais. Como tenho 72 anos se deveria compreender e deixar-me de fora deste teste, afinal a pele já não está tão nova e nem tão eficientes os sistema digitais e o resultado é que a máquina não me reconheceu. Tentei falar com um funcionário, mas estavam todos muito ocupados e como era fora do horário instruiram ao guarda para que me disse que voltasse amanhã no horário de atendimento, ou seja faltou humanidade. Por felicidade não seria nada tão drástico e afinal, depois de andar 7 quadras cheguei n’outra agência onde novamente sofrí para usar a máquina mas finalmente, e até com surpresa, a máquina advinhou que eu queria dinheiro e fez o pagamento contornando parte da “segurança” portanto um erro do sistema.

Mas o sistema mudou e é este o ponto na minha reclamação. Afinal, porque mesmo mudar o sistema? O objetivo não é um atendimento rápido, seguro, efetivo? então, “mudar o sistema” torna-se um erro, porque os programadores se divertem, e é justo que se divirtam, alterando o sistema, mas o usuário sofre quando as mudanças o obrigam a novamente aprender como caminhar entre as novas opções totalmente modificadas.

Deixe-me dizer-lhe, eu também entendo de computação, sou programador e até professor de Matemática dum curso de Computação da Universidade. Então falo de coisa que entendo. As telas de comunicação com o usuário devem ser feitas se pensando no ponto de vista do usuário, de que forma irá ficar mais fácil para ser usado por quem, no estresse da labuta do dia-a-dia, vem até a máquina para executar uma ou várias operações – trabalhar para o banco sem receber pagamento e até mesmo tendo que sustentar o banco – injusto!

O conceito de segurança chega ao absurdo. Segurança, para mim, é ficar pouco tempo em frente a um terminal bancário. Mas para ser atendido pelo Banco do Brasil, eu tenho que comprovar, pai, mãe, nascimento, CPF, as três letras, impressão digital, a cidade em que nasci e por sorte não me querem verificar a iris, nos olhos, ainda bem!  Aos 72 anos, a pele dos dedos tem ficado um pouco mais estragada, nada grave, ainda consigo escrever à máquina, claro, usando o teclado do computador, mas com os dez dedos, sou datilógrafo, perdão, digitador!

Mudar apenas para mudar, é consumismo, cria poluição, cria estresse, atrapalha, enfim em nada ajuda a vivermos melhor.  Existe uma paranoia de segurança que é muito pior que a própria insegurança, se transformou em securite, uma espécie de infecção psicológica que deve beirar algum tipo de loucura. Claro, os programadores precisam mostrar serviço e então, uma nova página do banco é produzida, totalmente diferente da anterior!  Que loucura, temos agora que aprender tudo novamente, mudam as posições dos botões. Alteram os títulos nos botões! As opções foram embaralhadas e aquela que eu esperava na primeira página foi parar na última.  Forneci meu cartão e máquina pergunta-me de onde quero tirar dinheiro e me oferece opções que não existem para a minha conta. Quer dizer, o sistema está embaralhado e nem mesmo me reconhece pelo chip que se encontra no cartão chegando a me oferecer para tirar dinheiro do cartão, para dar lucros a uma terceirisada, a VISA ou MASTER CARD, e não caí neste erro por uma casualidade, ou bondade do sistema, que me alertou quanto eu ia pagar de juros para tirar dinheiro de minha conta, com saldo positivo no banco. Pode?

Agora, é verdade,  eu sou reclamador profissional! É verdade!  eu reclamo somente por reclamar, uma espécie de vício, talvez alguma doença pós traumática que eu ainda não consegui superar. Reclamo praticamente todos os meses. Pura enfermidade!

Mas, por outro lado, se administração do  Banco do Brasil fosse um pouco menos burra, porque eu a considero exatamente isto, BURRA. E perdoem ter gritado, escrevendo com letras maíusculas. Eu considero que a administração do Banco do Brasil é mesmo BURRA!  E observem um exemplo. Sou correntista do Banco do Brasil praticamente desde que nasci, um exagero, mas digamos, que me lembre mesmo desde 1982, e  o banco já esqueceu disto. Em 1988 fui para Portugal onde fiquei quase dois anos, voltei em 1989, lá morava na Rua de São Martinho, em Aveiro. Agora, recentemente, em 2011, passei um ano em Portugal e a primeira coisa que fiz foi abrir conta na Caixa, um banco público português, (isto também faz parte da minha doença, eu não aceito usar banco que não seja público) e qual não foi a minha surpresa, não é que a Caixa se lembrava de mim e que eu morava na Rua de São Martinho. Tive que alterar o endereço!  e que beleza o sistema da Caixa, eu até ia sugerir que a administração do Banco do Brasil fizesse um estágio na Caixa, la em Portugal. Tudo fácil, bastou que eu pegasse o cartão com os códigos, cada vez que ia usar o terminal ou acessa via Internet, pediam-me um código e zás-tráz eu estava dentro do sistema e a caixa, sabia onde eu morava, mas não sabe o nome da minha mãe, nem do meu pai, nem os número do meu CPF-português. Tudo simples e efetivo o mágico cartão de códigos resolve tudo.

O sistema do Banco do Brasil não consegue me reconhecer, enfio o cartão com o chip e o terminal não sabe que tenho conta e que tenho dinheiro na conta e portanto que não preciso tomar empréstimo a terceirizada VISA ou a MASTER CARD pagando juros para retirar um dinheirinho da minha conta.

Então, diga-me, é ou não BURRICE?

Como é BURRICE não aceitar e levar a sério as reclamações. São as reclamações que podem tornar os sistemas menos ruins. Escutem as reclamações!

Mas, para terminar, já que eu vim aqui para reclamar mesmo, não dá para eliminar a verificação dos meus dedos já levemente envelhecidos daquela droga de terminal de verificação biométrica?  Por favor!  E estou verificando se a BURRICE diminuiu, se vou receber resposta desta reclamação me livrando da verificação biométrica. E não vale dizer que é impossível, que está no sistema. Isto não vale! O sistema, quem o faz somos nós que programamos!

Tarcisio Praciano Pereira

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s