Delmiro Gouveia

Pedra, a primeira cidade do nordeste inteiramente eletrificada com energia vinda duma hidrelétrica – do Rio São Francisco. O Museu do Sertão, em Delmiro Gouveia, Alagoas, contém um acervo que conta a história do cearense que fez história no sertão alagoano, Delmiro Gouveia.

Delmiro Gouvéia, assassinado em 1917

Chamada de Companhia Agro Fabril Mercantil entrou em funcionamento em 5 de junho de 1914.

Anteriormente denominado Pedra, teve seu nome alterado para Delmiro Gouveia em uma justa homenagem à esse empreendedor e industrial cearense que ali residiu no início do século XX, tendo fundado ali uma importante indústria de linhas de costura, a Cia Agro Fabril Mercantil e também construído a Vila Operária Padrão.  A Vila Operária Padrão era a residência dos operários dos funcionários da Cia Agro Fabril Mercantil  que já oferecia em 1914 direitos aos seus trabalhadores que somente passaram a ser em parte garantidos aos trabalhadores brasileiros pela Consolidação das Leis Trabalhistas da década de 50.

Delmiro Gouveia foi o responsável também pela implantação da segunda hidrelétrica da América do Sul (sendo a primeira, a Usina Hidrelétrica de Marmelos, em Minas Gerais). Antes de Delmiro, o lugar chamava-se Pedra, devido à grande quantidade desse mineral no solo sertanejo da região. O povoado se constituiu a partir de uma estação da estrada de ferro da então Great-Western, a companhia inglesa que explorava as nossas ferrovias, enuquanto outras compnhias inglesas exploravam o nosso sistema telefônico e a distribuição de energia elétrica na grande maioria das cidades brasileiras nos tempos em que eram constantes os apagões.

As terras do atual município de Delmiro Gouveia, somadas às de Mata Grande, Piranhas e Água Branca, faziam parte das sesmarias que foram levadas a leilão, em Recife, no ano de 1769. O capitão Faustino Vieira Sandes, arrematador das terras, instalou uma fazenda de gado e, a partir daí, começaram a se desenvolver os núcleos de povoamento. Os três irmãos da família Vieira Sandes foram os primeiros habitantes das terras onde hoje está situado o município, segundo consta nos registros da Prefeitura Municipal.

Com a fábrica, o lugarejo inabitado da Pedra prosperou, ganhou posto telegráfico , estradas e os primeiros automóveis.

Após a morte de Delmiro Gouveia, seus herdeiros, não resistindo às pressões da Machine Cotton, venderam a fábrica à empresa inglesa, detentora na América Latina da marca “Linhas Corrente”, que mandou destruir as máquinas, demolir os prédios, e lançar os maquinários e escombros no rio São Francisco, livrando-se assim de uma incômoda concorrência.

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