Morre-se mais em acidentes de trânsito do que por câncer

Novas estatísticas mostram que a violência no trânsito é a segunda maior causa de morte no país, à frente até de homicídios, um efeito do desrespeito às leis e da má qualidade dos motoristas e também da preferência que se dá ao transporte motorizado, o consumismo automobilístico que é do interesse do chamado grande capital e não do interesse de todos nós que vivemos e respiramos nas cidades.

 

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Eu encontrei este texto em algum lugar na Internet  mas não pude identificar o autor, se ele se identificar para mim, eu retiro esta observação e coloco seu nome, junto com o meu, porque fiz algumas alterações no texto. Não pretendo roubar as ideias de ninguém. Deixei em itálico o que não é meu, embora o “meu” eu aprendi mesmo com os outros e começou bem cedinho, aprendendo a ler com a professora que foi minha mãe…

O mundo avança, o Brasil retrocede.

Na Alemanha, as mortes em acidentes de trânsito caíram 81% nos últimos quarenta anos, e o governo tem como meta fechar um ano inteiro sem nenhuma vítima fatal.

A Austrália reduziu a mortandade nas ruas e estradas em 40% ao longo de duas décadas.

A China precisou de apenas dez anos para reverter uma situação calamitosa em que os acidentes de trânsito haviam se tornado a principal causa de morte entre os cidadãos de até 45 anos de idade. Entre 2002 e 2011, o desperdício de vidas chinesas por colisões, quedas de moto ou bicicleta e atropelamentos diminuiu 43%. O assombroso sucesso desses e de muitos outros países, ricos e emergentes, em combater a violência no trânsito deveria ser uma inspiração para o Brasil.

Por enquanto, o êxito deles só amplifica o absurdo desta que é a maior tragédia nacional. Um levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária para uma certa revista, possivelmente mais interessada nos números do que na melhoria do trânsito, com base nos pedidos de indenização ao DPVAT, o seguro obrigatório de veículos, revela que o número de vítimas no trânsito é muito superior ao que fazem crer as estatísticas oficiais (veja o quadro abaixo). Em 2012, foram registrados mais de 60 000 mortos, um aumento de 4% em relação a 2011, e 352 000 casos de invalidez permanente. Morre-se mais em acidentes de trânsito do que por homicídio ou câncer. Ou seja, nós, brasileiros, temos mais motivos para temer um cidadão qualquer, sentado ao volante ou sobre uma moto, do que a possibilidade de se deparar com um assaltante ou de enfrentar um tumor maligno.

Vamos lutar para que a bicicleta seja o mais importante veículo para mobilização urbana, e como consequência,

  1. zero mortes no trânsito porque ciclista não mata ninguém
  2. melhoria rápida de saúde para todos, ciclista é uma pessoa saudável.
  3. economia de tempo, nos deslocamentos urbanos e tornando necessário aquele tempo perdido nos salões de ginástica.
  4. economia de dinheiro, mais barato para se deslocar dentro da cidade e tornando necessário aquele dinheiro perdido nos salões de ginástica.
  5. relações humanas, você pode sempre encontrar um@ parceir@ interessante enquanto se locomove…

A vida vai ficar melhor para todos se a bicicleta se transformar no veículo preferencial do trânsito urbano.

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