Outra condução coercitiva, ilegal, do juiz do Paraná

Um autor que se mostra muito combativo contra a corrupção, e me parece honesto, deslisa facilmente contra o PT e usa com frequência a frase “lutopetista” que no meu entender sugere uma tendencia política o que se torna um defeito na luta que ensejamos contra a corrupção que não pode ter viés partidário. Em particular este autor faz a defesa frequente do juiz do Paraná que se vem mostrando claramente partidário como é o caso do fato aqui central desta narração.

Em seu último artigo começa ilustrando a atitude denunciadora de Aécio Neves, logo de quem!  “Aécio Neves (em 5/11/14), na sua estreia como líder da oposição, dono de 51 milhões de votos, pronunciou um retumbante discurso (no Senado) e sublinhou: “Vamos fazer uma oposição incansável, inquebrantável e intransigente; temos que exigir exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história deste país; só vamos dialogar com o governo se houver investigação implacável no petrolão”.”

http://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/318488015/pt-psdb-pmdb-e-dem-blindam-gerdau-e-filho-de-lula-supremo-decidiu-moro-nao-investigara-lula?utm_medium=email&utm_source=email-notification

Acho que este parágrafo deveria ter sido seguido, não do outro que fala do acordo em outra sala, pois permite que o leitor tenha a impressão, certamente errada, de que o autor nada tem contra Aécio neves e contra o qual poderia ter sido lembrado, logo no parágrafo seguinte, o escândalo do aeroporto na fazenda do tio de Aécio e outra “coisinhas” já conhecidas contra este corrupto. Contabilizo na conta dos erros que todos cometemos engolfados que estamos nesta luta por recuperar o país que nosso e que se encontra sequestrado por várias quadrilhas de bandidos.

E repito o preâmbulo do autor, as vezes um pósfacio, “CAROS internautas que queiram nos honrar com a leitura deste artigo: sou do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e recrimino todos os políticos comprovadamente desonestos assim como sou radicalmente contra a corrupção cleptocrata de todos os agentes públicos (mancomunados com agentes privados) que já governaram ou que governam o País, roubando o dinheiro público. Todos os partidos e agentes inequivocamente envolvidos com a corrupção (PT, PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM, Solidariedade, PSB etc.), além de ladrões, foram ou são fisiológicos (toma lá dá cá) e ultraconservadores não do bem, sim, dos interesses das oligarquias bem posicionadas dentro da sociedade e do Estado. Mais: fraudam a confiança dos tolos que cegamente confiam em corruptos e ainda imoralmente os defendem. ” Não podemos mais aceitar um só dia a corrupção instalada.

Mas corrupto não tem partido e nem podemos ter os nossos corruptos de cabeceira. Quem for corrupto e que um processo feito corretamente comprove, que pague todo aquilo que nos deve. Mas sem que a Justiça escorregue como novamente o juiz da República do Paraná escorregou na condução coercitiva do jornalista Breno Altman, que por sorte não se encontrava em casa, mas em Brasília, onde se apresentou livremente à Polícia Federal sendo lá interrogado, “Atendendo a orientação dos próprios agentes federais, compareci à sede brasiliense da instituição. Meu depoimento foi tomado durante cerca de uma hora, em clima cordial e respeitoso.” A polícia pode e deve ser respeitosa, a justiça pode e deve ser correta evitando conduções coercitivas fora da lei.

https://glaucocortez.wordpress.com/2016/04/01/acao-contra-jornalista-mostra-que-juiz-sergio-moro-se-tornou-previsivel/

Isto mostra que este indivíduo, sentado dentro do poder judicial, e que manifestou publicamente pedindo perdão pelo “deslize” cometido contra Lula, apenas no caso da divulgação irregular das conversas telefônicas, não está preparado emocionalmente e eticamente para o cargo que ocupa. Como o autor em outra manifestação usou parte do nome deste juiz, repetidas vezes, sugerindo atitudes heroica, na palavra morosidade, por exemplo, numa indireta sugestão de que referido indivíduo é lépido e prático, caberia agora se manifestar sobre esta nova ação de conduzir coercitivamente um jornalista contra o qual não há absolutamente nenhum crime pendente e nem mesmo que tenha sido convocado a depor e se se tenha recusado quando então caberia ser conduzido coercitivamente. Ou defendemos, intransigentemente a lisura dos processos judiciais ou vamos criar um capítulo kafkiano de nossa história recente, e Kafka, merece ser citado, ele ainda está em dia, já Montesquieu perdeu a validade junto com os filósofos dos séculos passados.

Justiça incorreta torna-se um grave perigo, é um prenúncio de ditadura, uma ditadura de burocratas travestidos de juiz e com inclinações partidárias visíveis.

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