DOCENTES DA UeVA NA LUTA CONTRA A CULTURA DO ESTUPRO

 

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DOCENTES DA UVA NA LUTA CONTRA A CULTURA DO ESTUPRO
Por uma Formação de Professores e Profissionais Ética e Reflexiva
sobre Relações de Gênero e Sexualidade
 
O bárbaro crime cometido contra uma adolescente no Rio de Janeiro
estarreceu nosso país. Trinta e três homens estupraram coletivamente uma
jovem de 16 anos. Infelizmente, este não é um caso isolado, em nosso país
são registrados 1 estupro a cada 11 minutos!!! Não podemos fechar os olhos
perante uma cultura que naturaliza a violência sexual.
O termo cultura do estupro surgiu nos EUA (rape culture), esta cultura tem
3 premissas básicas: (1)torna natural o estupro e outras agressões sexuais;
(2) questionam e difamam as vítimas e, dessa forma, (3)protegem os
agressores.
Compreendemos que a violência de gênero contra as mulheres, como o
feminicídio que mata 13 mulheres por dia no Brasil, bem como os casos de
estupro e abuso sexual são a ponta de um iceberg, cuja base se assenta na
ideologia patriarcal que alimenta o machismo, as relações desiguais entre
homens e mulheres e justifica a submissão e a inferiorização das mulheres.
Também faz parte da violência de gênero, a busca pela naturalização das
desiguais relações entre homens e mulheres, nesse sentido, temos o dever de
denunciar ações e propostas inconstitucionais de grupos, parlamentares e
igrejas que, baseados nos dogmas de suas religiões, buscam, por exemplo,
retirar dos currículos da escola brasileira a reflexão sobre gênero e
orientação sexual, além da proposição de projetos de lei que dificultam o
aborto legal, como em caso de estupro (PL 5069/13, proposto por Eduardo
Cunha). A “ideologia de gênero” proposta por grupos religiosos revela uma
profunda ignorância e desconhecimento de uma ampla produção científica
consolidada – nacional e internacionalmente – sobre gênero e sexualidade.
Não permitiremos que o obscurantismo autoritário privem nossas crianças e
jovens do acesso às teorias e pesquisas que permitem o acesso ao
conhecimento e, assim, estes tenham instrumentos capazes de desconstruir
a intolerância, o ódio e a violência, contribuindo para a formação de um
cidadão e uma cidadã que valorize e respeite a diversidade presente em
nossas sociedades contemporâneas.
As Ciências Humanas e Sociais, no Brasil e no mundo, através de estudos e
pesquisas sobre o sistema de gênero, demonstram que o conhecimento e o
questionamento destas relações são caminhos que contribuem para a
ruptura desse sistema perverso, violento e desumano.
A UVA como formadora de professores (12 licenciaturas) e
profissionais (15 bacharelados) tem um papel fundamental na luta
contra a violência de gênero em Sobral e em toda Região Norte do
Estado. Desa forma é imprescindível e inadiável que os currículos
incorporem a reflexão sobre a relações de gênero e sexualidade,
ampliando a reflexão para além da heterossexualidade, pois a
homofobia, transfobia e lesbofobia fazem do Brasil o país com o maior
número de assassinatos contra a população de lésbicas, gays,
bissexuais, travestis e transgêneros.
Como formadoras e formadores, precisamos efetivar o que é
preconizado na Lei de Diretrizes e Base da Educação, em seu artigo 2º,
“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o
pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Conclamamos docentes, servidores(as) técnico-administrativos(as),
discentes e toda população a travarem uma luta cotidiana contra a
violência de gênero, para enfrentarmos a Cultura do Estupro,
rompendo o silêncio, enfrentando e denunciando:
– Assédio sexual contra alunas, servidoras e professoras;
– “Brincadeiras” que inferiorizam e objetificam o corpo feminino;
– Ações que reforçam as desigualdades entre os gêneros, como
“piadas” e ditados populares em sala de aula que reforçam o papel
subalterno e inferior do feminino;
– Quaisquer tipo de violência contra alunas, servidoras e professoras;
Compreendemos também que esse é um momento para rompermos
também com a OMISSÃO diante de práticas machistas que perpetuam
a violência de gênero em nossa sociedade. Esperamos contar com
todos e todas nessa luta!
– Pelo FIM da Violência e da Impunidade!
– CONTRA O PL 5056/13.
– CONTRA O PL 867/15 (Projeto Escola Sem Partido, que fere o direito
de livre expressão do docente e direito de aprender dos discentes).
– Pelo FIM da lesbofobia, transfobia e homofobia!
 
NOSSO CORPO, NOSSO TERRITÓRIO!

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