O imposto injusto ou a injusta de fuga dos impostos de 997 super egoistas

Escrevi este texto motivado sobre uma coluna que afirma que se 997, nem chega a mil, pessoas ou empresas que se furtam a pagar impostos, e se pagassem o que devem, estaria assegurada a saúde para todos o que significa uma garantia de vida junto com a aposentadoria.

997 pagando o que deveriam garantiriam a saúde para todos

Afinal, todo mês, sem tréguas, retiram do meu salário 15% sob pretexto de imposto sobre a renda, e eu não tenho nenhuma renda, o que tenho é salário. Não é que eu aceite, é que não posso mesmo fugir, já me entregam mordido. E eu passaria aceitar se houvesse justiça tributária, se todos pagassem a sua parte. Se não aceito e até procuro por todos os meios reduzir esta mordida, é porque há uma grave injustiça representada pelos que conseguem se furtar à obrigação solidária para manter a Sociedade em funcionamento, que é esta a função do imposto. Não somente é injusto como é covarde porque estes mesmo que se furtam da obrigação de pagar os seus impostos se beneficiam de tudo que a Sociedade mantém para todos, como as Universidades Públicas que produzem praticamente todo o conhecimento acumulado na sociedade e que serve a todos, produz as vacinas, faz pesquisa de doenças graves e a pesquisa de manutenção do meio ambiente, enfim o conhecimento que tod@s precisam nem que seja o cultural e histórico que para alguns parece ser inútil. É uma imensa covardia e que induz, por exemplo, no meu caso, a vontade de fugir da obrigação.

Já houve gente que falou melhor do eu falaria a respeito, mas todo o conhecimento que temos se deve ao esforço comum e em alguns de valorosos pesquisadores que de uma forma ou de outra pertenciam às Universidades ou escolas públicas, mesmo quando elas eram mantidas pelos tais do reis que no fundo representam o Estado como nós entendemos hoje. Seja Boole que inventou uma álgebra de zeros e uns, ridícula invenção abstrata para sua época que o CNPq de então teria cortado todo incentivo de pequisa para quem se ocupava de uma tal bobagem, ou Babage com seu primeiro computador que lhe custou toda a sua vida de pesquisas, insucessos e faltas de reconhecimento, ou Turing que por ser homossexual sofreu toda sorte de restrições limitadas pelo reconhecimento irrefutável da importância do seu pensamento lógico. Para citar alguns que produziram conhecimento retumbante mas certamente inútil se não fossem todos os outros que se vieram juntar a eles na construção de tudo que conhecemos e usufruímos, como domínio das forças eletromagnéticas que costuram o conhecimento produzido por Boole, Babage ou Turing resultando no computador que já foi uma sala inteira e hoje repousa em cima duma mesa.  Sem todo este esforço público de construção do conhecimento estaríamos ainda açoitando mulas e cavalos para puxarem nossas carroças, mas foram criadas cercas econômicas, como direito autoral ou patente para que alguns lucrassem sobre o pensamento coletivo da mesma forma como as cercas de arame farpado encerram as terras que pertencem a todos.

É o terrível mal conhecido como propriedade privada!

Enfim, tudo isto se traduz como um egoismo burro de quem não consegue compreender que é somente o trabalho cooperativo que pode produzir o bem estar para todos no horizonte duma relativa igualdade que nós torne a todos dignos de sermos chamados membros da Humanidade.

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