A boa casa como Per Albin Hansson pensava “a nação”.

No AftonBladet de hoje

http://www.aftonbladet.se/kultur/article23176419.ab?ref=yfp

e “aftonbladed” quer dizer o “jornal da noite” o redator relembra um célebre pronunciamento do lider Social Democrata, Per Albin Hansson, no parlamento sueco que começava assim: ”Hemmets grundval är gemensamheten och samkänslan. Det goda hemmet känner icke till några privilegierade eller tillbakasatta, inga kelgrisar och inga styvbarn. Där ser icke den ene ner på den andre. Där försöker ingen skaffa sig fördel på andras bekostnad, den starke trycker icke ner och plundrar den svage, I det goda hemmet råder likhet, omtanke, samarbete, hjälpsamhet.”

E que eu traduzo este começo porque é a essência do discurso e também a essência do que foi (não é mais) o objetivo da Social Democracia Sueca que serviu de modelo para muitos partidos que se diziam ser “sociais democratas” inclusive aqui no Brasil. Mas dizia Per Albin Hansson “O objetivo da casa, (comenta o tradutor, e ele queria dizer a nação sueca), e convivência em comum e o sentido de viver em comum.  A bôa casa desconhece privilegiados ou marginalizados,  nem filhos legítmos ou adotados. Nela ninguém olha para outro de cima para baixo. Nela ninguém tenta tirar a melhro às custas de outrem e nem o mais forte suga o mais fraco. Na casa boa prevalece a igualdade, o pensamento pelo outro, o trabalho comum e a vontade de ajudar.”

E alguém diria, mas isto está tudo contido no segundo mandamento de maioria das religiões e num dos evangelhos o Cristo responde ao apóstolo quando este lhe pergunta qual era o maior mandamento, que “o maior mandamento era amar a deus sobre todas as coisa, o primeiro, e que o segundo, que era tão importante quando o primeiro, era amar ao próximo como a si mesmo”. Não sou religioso, mas fui cristão e em consequência li os evangêlios e até deixei de ser cristão exatamente porque concluí que o segundo mandamento era muito forte para mim. Sim, eu não abraço nada que não possa abraçar, como não podia carregar com o pote, abandonei a rodilha!

E porque estou escrevendo isto aqui? primeiro porque tenho imenso respeito pelos pensadores suecos que moldaram a Social Democracia entre os quais Olof Palme que foi assassinado quando retornava do cinema para casa e vinha de metrô quando poderia estar voltando num carro oficial como é muito comum por aqui, inclusive os ministros que cuidariam da Constituição, mas que se transitam no dia a dia nos carros pretos da Corte!

E também porque tenho uma baita saudade da Suécia que já não existe mais, a Suécia da Escola Pública que foi privatizada como o governadorzinho da “social democracia brasileira” quer fazer com as escolas de São Paulo.  Mal sabe o ignorante que a Suécia privatizou as escolas e hoje amarga esta decisão que tenta reverter porque o país vizinho, a Finlândia, manteve suas escolas públicas e tem a melhor escola da Europa.  Mas é claro que eu não me apressei a traduzir o começo do do discurso de Per Albin Hansson motivado por um pequeno imbecil, apenas estou sujando a imagem de Per Albin Hansson ao sugerir que um possa lembrar o outro.

Mesmo que a Suécia de hoje mal sirva para lembrar a Suécia em que viveram Per Albin Hansson ou  Olof Palme ainda assim, mesmo maltrada e caída, nela se desconhecem entulhos como um Tremer Traira e o clamor seria imenso se um grupo de desequilibrados tentassem derrubar o governo eleito para substituí-lo por uma quadrilha de ladrões tendo na chefia o ladrão do porto de São Paulo. A Suécia está meio arrasada mas nunca completamente envilecida.

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