Dilma Roussef é aplaudida no mundo inteiro

Os golpistas fizeram de tudo para evitar a presença de Dilma Rousseff diante do tribunal de exceção do Senado na manhã desta segunda-feira (29). Espalharam boatos e estimularam a cizânia. Temiam a repercussão do seu pronunciamento – no Brasil e no mundo. A pressão dos covardes, porém, não deu resultado. “Coração valente”, a presidenta foi ao plenário – acompanhada de artistas, intelectuais e de lideranças políticas e sociais – e fez um discurso altivo e contundente. Durante horas, Dilma também aguentou as provocações dos falsos moralistas, respondendo com firmeza aos algozes. O efeito foi imediato. Nas redes sociais, a hashtag #Pelademocracia foi a mais acessada no twitter mundial. Na imprensa internacional, o histórico discurso teve ampla repercussão.
O jornal estadunidense The New York Times – tão bajulado pelo jornalismo nativo com complexo de vira-lata – destacou em seu site: “Dilma diz que não será silenciada durante seu julgamento”. O diário ainda realçou a frase: “Não espere de mim o silêncio dos covardes”. Outros veículos mundiais, como a Time, NBC, CBC e AFP, reproduziram a frase: “Eu não cometi um crime”. Al Jazeera e France 24 ressaltaram um trecho do discurso: “Minha consciência está limpa”. E a BBC de Londres registrou: “Rousseff diz ao Senado que acusações são um pretexto para um golpe”. Já o jornal espanhol El País foi além dos registros e classificou a depoimento da presidenta como “duro e emocionante”.
Segundo o texto opinativo, assinado pelo jornalista Antonio Jiménez Barca, a presidenta “apelou aos sentimentos, à sua história política, ao seu caráter e à sua trajetória para deixar claro que está sendo expulsa injustamente… Ela sabe que só um milagre a salvará, sabe que tudo está perdido. Ou quase. Por isso, apesar desta interpelação, Rousseff não dirigiu seu discurso só aos senadores, mas ao país inteiro, aos livros de história, ao seu próprio retrato e à sua própria biografia, consciente da dimensão do momento, da importância do discurso”.
Já o jornal português Público destacou que “a presidente Dilma Rousseff não poupou nas palavras na sua defesa perante o Senado, no julgamento em que deverá ser destituída do cargo, do qual está suspensa desde maio… A presidente defende-se das acusações [pedaladas fiscais] – e muitos analistas dizem que esta contabilidade criativa não é diferente da realizada por outros governos”. O diário afirma que nada de errado foi descoberto contra a mandatária – “a sua honestidade pessoal nunca foi posta em causa” -, mas crítica o sistema político brasileiro – “que ninguém duvida que seja corrupto”.
A repercussão do discurso reforça a narrativa mundial de que o Brasil vive um golpe – ou, ao menos, uma farsa, segundo um artigo arrasador do renomado jornal francês Le Monde. Era este impacto que os golpistas, sempre tão covardes, temiam.

98º Aniversário da REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO!

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Tribuna Popular

98º Aniversário da REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO!

A 25 de Outubro (7 de Novembro) de 1917 a insurreição começou, a Guarda Vermelha e as tropas revolucionárias tomaram as estações de caminho-de-ferro, os correios, o telégrafo, os ministérios e o Banco do estado. O Pré-Parlamento foi dissolvido.

O Smólni, onde estavam instalados o Soviete de Petrogrado e o Comité Central dos bolcheviques, torna-se o estado maior da revolução, partindo daí as ordens de combate.

Em oito meses, desde a 2ª revolução russa de Fevereiro de 1917 e derrota do czarismo, até Outubro de 1917, o partido bolchevique realizou uma tarefa muito difícil: conquistar a maioria da classe operária, os sovietes e atrair milhões de camponeses para o lado da revolução socialista.

Passo a passo desmascarou a política dos partidos da burguesia (socialistas-revolucionários, mencheviques e anarquistas), orientada contra os interesses dos trabalhadores.

O partido bolchevique desenvolveu um enorme trabalho político na frente e na retaguarda, preparando as massas para a Revolução Socialista.

Nesse período, os momentos decisivos na história do partido bolchevique foram:

– Chegada de Lenin da emigração;
– As “Teses de Abril” de lenin;
– A Conferência de Abril, do partido bolchevique;
– O VI Congresso do partido bolchevique.

Após a Revolução de Fevereiro, as organizações do partido bolchevique que estavam na clandestinidade passaram para a legalidade e acontecendo o desenvolvimento impetuoso da sua organização.

A maioria do partido (bolcheviques), Molotov, Stalin e outro dirigentes defendiam a censura ao governo provisório e a luta contra as guerra imperialista (1ª guerra mundial), enquanto que a minoria (mencheviques) defendia uma posição conciliadora e oportunista de apoio ao governo provisório.

Sentia-se a ausência de Lenin, o líder do Partido.

A 3 de Abril (16 de Abril) de 1917, após um longo exílio na Suiça, Lenin regressa à Rússia.

A chegada de Lenin teve uma importância enorme para o Partido e para a Revolução.

Lenin chegou à noite á Gare da Finlândia, e na estação de caminho-de-ferro e na praça fronteira juntaram-se milhares de operários, soldados e marinheiros, para o receberem.

Lenin entregou-se imediatamente ao trabalho e apresentou as já famosas “TESES DE ABRIL”.

Elas são um plano genial de luta do partido para a passagem da etapa da revolução democrático-burguesa à étapa da revolução socialista.

As medidas económicas de transição do capitalismo ao socialismo eram:

– nacionalização de todas as terras do país e sua confiscação aos latifundiários;
– fusão de todos os bancos num banco nacional único, sob controlo dos Sovietes;
– introdução do controlo sobre a produção social e a distribuição dos produtos.

No plano político:

– passagem da república parlamentar à REPÚBLICA DOS SOVIETES;
– poder nas mãos do proletariado e das camadas pobres do campesinato;

No dia 24 de Abril iniciaram-se os trabalhos da VII Conferência do partido bolchevique (CONFER~ENCIA DE ABRIL).

Lenin expôs todos os aspectos já referidos na Teses de Abril. A palavra de ordem “TODO O PODER AOS SOVIETES” significava pôr fim à dualidade de poderes (governo provisório e Sovietes) e entregar todo o poder aos Sovietes.

Tiveram grande destaque as intervenções de Lenin e Stalin.

Na Conferência de Abril foi desmascarada a linha oportunista e anti-leninista, a Conferência apoiou unanimemente Lenin e a linha para a vitória da revolução socialista.

O Governo Provisório, integrado por mencheviques e socialistas revolucionários incrementou a sua política de liquidação dos direitos democráticos do povo e a repressão militar contra os operários e soldados.

Terminou a dualidade de poderes, mas a favor do governo provisório, uma vez que os Sovietes foram tomados pelos mencheviques e socialistas revolucionários e passaram a ser puros apêndices do governo provisório de Kerenski.

Terminara assim o período pacífico da revolução democrático-burguesa.

Face a esta grave situação, o partido bolchevique decidiu mudar de táctica, passar á clandestinidade e resguardou o seu líder Lenin na clandestinidade.

Começou a preparação do partido bolchevique para o derrubamento do poder da burguesia pela força das armas e para a instauração do Poder Soviético.

Assim, entre 26 de Julho e 3 de Agosto de 1917 reuniu-se o Comité Central, clandestinamente, em Petrogrado, o VI Congresso do partido bolchevique. A “bufaria” andou a ver se descobria o local mas em vão, pois não o conseguiu.

Lenin não pôde assistir ao Congresso, mas do seu refúgio clandestino dirigiu os trabalhos através dos seus camaradas ,de Petrogrado, Stalin, Sverdlov, Molotov e Ordjonikidze.

Os trotskistas queriam que a revolução proletária só se desencadeasse após ter ocorrido no Ocidente, o que foi considerado por Stalin como uma ideia “caduca”, uma via do marxismo dogmático, quando se impunha a aplicação do marxismo criativo.

O VII Congresso aprovou os novos estatutos do partido e os princípios do centralismo democrático.

Todas as decisões do VII Congresso estavam orientadas para a preparação do proletariado e do campesinato pobre para a insurreição armada, para a revolução socialista.

No dia 7 de Outubro de 1917, Lenin regressou clandestinamente da Finlâdia a Petrogrado.

A 24 de Outubro (6 de Novembro) de 2017, pelas 11 horas sai o apelo do DERRUBAMENTO DO GOVERNO PROVISÓRIO!

No centro bolchevique da insurreição, no Smólin, concentram-se soldados revolucionários e guardas vermelhos. A insurreição começava a desenvolver-se. No mesmo dia, à noite, Lenin chegou ao Smólin tomando logo a responsabilidade de direcção da insurreição.

Em 25 de Outubro (7 de Novembro) de 2017 avançam, era o COMEÇO DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO.

Foram tomadas as estações de caminhos-de-ferro, os correios, o telégrafo, os ministérios e o Banco do Estado. O Pré-Parlamento foi dissolvido.

No Smólni estavam instalados o Soviete de Petrogrado e o Comité Central dos bolcheviques, sob a direcção de Lenin, tornando-se o estado maior da revolução e partindo dali as ordens para os combates.

Com o ribombar dos seus canhões apontados ao Palácio de Inverno, o cruzador Aurora anuncia o começo de uma nova era – a era da GRANDE REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO.

Nesse dia os bolcheviques publicaram um apelo “Aos cidadãos da Rússia”, onde anuncia que o Governo Provisório burguês estava DEPOSTO e o PODER DO ESTADO tinha passado para as mãos dos SOVIETES.

Na noite de 25 para 26 de Outubro, os operários, soldados e marinheiros revolucionários tomam de assalto o Palácio de Inverno e prendem o governo provisório.

A insurreição armada em Petrogrado tinha vencido.

Entre Outubro de 1917 e Janeiro-Fevereiro de 1918 a Revolução Socialista de Outubrob estendeu-se a todo o país.

Os Sovietes foram instalados em todos o país, a um ritmo acelerado, que Lenin classificaria como “marcha triunfal do Poder Soviético”

A GRANDE REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE OUTUBRO VENCERÁ!

DIA DO GOVERNO

DIA DO GOVERNO

Brasilino Godinho

Uma proposta de 20 de Junho de 2006.
Que agora se renova. Urge festejar!…
Brasilino Godinho

Estão alguns rostos bem rosados e melhor nutridos, neste fim de Agosto de 2013, preparando o regresso de férias ou percorrendo aceleradamente o caminho de volta ao trabalho. Talvez mais o retorno ao recato e gozo das suas exuberantes bem-aventuranças – estas, nalguns casos, decorrentes dos trabalhos e desgraças dos explorados colaboradores, subordinados e dependentes.

Por vezes, veraneios de gentes que, acintosamente, muito sobressaem no vale de lágrimas em que almas danadas converteram este país e no qual tais arrojadas criaturas lograram folgar à tripa-forra, em obsceno contraciclo de vida de inúmeros e desventurados rostos bastante pálidos que vão comendo o pão que o diabo amassou e se arrastam por aí sucumbindo a cada dia que passa.

Portanto, parece ser a altura de a malta fazer uma celebração de que pouca gente se lembra, mas que conviria realizar acompanhando a onda da folia: precisamente aquela gostosa farra que seria a de comemorar o sucesso… dos insucessos do governo.
Por isso, aqui renovamos a proposta, que fizemos há sete anos, de criação do DIA DO GOVERNO – o feriado que, mais do que nunca, faz pleno sentido de oportunidade.
Sobretudo, para nesse dia, enfim descontraídos, festejarmos com aprazimento; e, assim, darmo-nos folga do pesadelo de termos aquele ser mal criado e pior desgovernado, sempre presente todos os dias nos nossos pensamentos, pelos piores motivos que todos conhecemos…

VAMOS CRIAR “O DIA DO GOVERNO”…
PARA QUÊ? PARA COMEMORAR O SUCESSO…
DO INSUCESSO GOVERNAMENTAL.
Brasilino Godinho

1 – No p.p. dia 10 de Junho (2006), o Presidente da República fez um discurso à Nação. Aproveitou a circunstância para dirigir aos portugueses quatro apelos:
Primeiro: “Não se resignem face às dificuldades”.
Segundo: “Aprendam com a insatisfação colectiva”.
Terceiro: “Arranjem coragem para enfrentar dificuldades”.
Quarto: “Não se deixem vencer pelo desânimo ou pelo cepticismo”.

2 – Antes, a 26 de Maio transacto, no “FÓRUM PARA A COMPETITIVIDADE” o conhecido gestor americano Jack Welch dissera:

a) – As pessoas são demasiado estáticas em Portugal.

b) Os portugueses deveriam ter vergonha da degradação do País.

c) – É humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos.
d) – Cortem as ervas daninhas e terão um bonito jardim.

e) – Os gestores que apenas gostam de números e que não querem saber de pessoas – mas elas existem na empresa – são uns idiotas.

3 – Desde anos mais recuados, Brasilino Godinho vem escrevendo sobre o famigerado plano inclinado do nosso desvario colectivo. Ainda, há pouco, na sua obra ”A QUINTA LUSITANA”, escreveu a página 76: “Neste país, de gente amordaçada pelo sistema hermético da partidocracia, de cidadãos confundidos pelos fingimentos dos “políticos” e de pessoas molestadas pela inaptidão ou má-fé de governantes irresponsáveis, tem faltado o tempo, não houve espaço, não existiu o bom ambiente, nem surgiram os estadistas capazes, para se afirmarem os valores dos princípios, as mais-valias das competências, as riquezas dos saberes e as extremas autoridades das experiências acumuladas”.

António Oliveira Salazar, sempre ele, o grande mestre (pedreiro-livre? ou pedreiro-cativo?) das tiradas grandiloquentes, a baralhar-nos o juízo, depois de nos atirar à cara “que a vontade de obedecer é a única escola para aprender a mandar” e sem nos ter dado conhecimento se teria exercitado regras e devoção de obediência, induzia os sequazes a perguntarem ao pagode: Quem manda? E logo, os mesmos, sem darem tempo aos indígenas de respirar fundo, apressavam-se a responder desabridamente: Salazar! Salazar! Salazar! (Em dose tripla para desfazer hipotéticas dúvidas…). Pois foi este homem que um dia disse que “a Agricultura é a arte de empobrecer alegremente”. E providenciou, resolutamente, nesse sentido. Instigou a malta a cavar a terra, a comer o pão que o diabo amassou e, nos intervalos, a divertir-se com Fátima, Fado e Futebol. Foi uma santa alegria que deu naquilo que todos sabemos e de que ainda hoje sofremos as sequelas.

Parafraseando a “máxima” do chefe do Estado Novo (este, concebido e institucionalizado segundo o modelo do regime fascista de Itália, criado por Benito Mussolini em 1922, três anos após a fundação do Partido Fascista e logo rematando a Marcha dos Camisas Negras sobre Roma), diremos que, actualmente, a política, em Portugal, é a arte de enriquecermos de amarguras. Tristemente. Resignadamente. Barafustando, persistentemente, em surdina e com regularizada acomodação. Vindimando numa vinha com muita parra e pouquíssima uva.

Mas se bem considerarmos a bondade do contraditório e a importância dos dualismos que nos condicionam o viver quotidiano, inevitavelmente daremos a chamada volta por cima; ou seja: iremos encarar, com outro espírito, o quadro existencial da sociedade portuguesa.

E nada melhor para nos orientar nesta análise do que seguirmos a linha de pensamento expressa pelo Chefe do Estado e as apreciações críticas de Jack Welch acima reproduzidas.

De facto, os portugueses (na sua maioria) sofrem, queixam-se e estão desanimados. Em contraposição, entidades como os bancos, algumas empresas, grandes capitalistas e magníficos empresários, atravessam um período de enorme prosperidade. Mal dos primeiros. Bem super-requintado dos últimos. É verdade que fecham fábricas quase todos os meses e milhares de famílias ficam na miséria, sem sustento. Igualmente, os serviços dos hospitais, das maternidades, das escolas, das cadeias, são encerrados. Está a definhar e a encerrar tudo aquilo de instituições e meios da organização social, que o pagode necessita para satisfazer necessidades básicas para levar por diante uma vida regular e decente. Porém… atenção!

Um olhar mais atento descortinará que se muitas responsabilidades cabem ao governo, alguns reparos têm de ser dirigidos à malta…

Alguém já se deu ao cuidado de pensar nos esforços dos governantes quando nada fazem de concreto ou de útil e nos aborrecimentos e transtornos que padecem naquelas frequentes ocasiões que agem mal e porcamente? Dá-nos um arrepio na espinha só de imaginar o cansaço físico e o desgaste psicológico que, por causa dessas atribulações e desventuras, se apodera irremediavelmente das excelências. Depois, os cidadãos mais desfavorecidos estão mal habituados quanto às lamúrias. É nas dificuldades que se fortalece a alma. E não só do pão vive o espírito do homem. Também se pode dizer que nem só do espírito se alimentam os ricos homens e as belas mulheres. Se uns carecem de pão para a boca; outros tendo o pão precisam da boca e de olhos convenientemente tratados… a completar a enriquecida alma. Que imensidão de preocupações não atingem os ricaços machos e as esplêndidas fêmeas, a qualquer momento perspectivando assaltos aos seus bens. Também, inquietos, sobrecarregados de dúvidas quanto às aplicações financeiras. Quem há por aí que não tenha ouvido o desabafo de ilustre milionário: “Ó como os pobres são felizes por não terem problemas de defesa e (ou) aplicação dos bens materiais!”… Sem dúvida: o vil metal a atormentar o povo, a nobreza e o clero. Ontem, hoje, amanhã…

Depois, Jack Welch não tem razão. Os portugueses estão desde a época dos descobrimentos habituados a percorrer declives de afundamento das condições de vida e já não têm vergonha disso. Como dizia o Salazar – e lá vem ele outra vez à baila… – estamos orgulhosamente sós; no primeiro lugar dos últimos da Comunidade Europeia. Já é alguma coisa… Quanto a cortar ervas daninhas e termos um bonito jardim já nos basta ter o canastrão do Jardim da Madeira. Ufa!…

Mais um apontamento sobre o Welch. Este amigo da onça não é nada perspicaz ao falar de números e pessoas das empresas portuguesas. Francamente, chamar idiotas aos nossos empresários não lembrava ao Diabo. E logo àqueles espertalhaços que sabem das pessoas mas apenas gostam dos números… e de contemplar o próprio umbigo. Onde se viu um inteligente empresário apresentar-se numa venda de melões a comprar os ditos com uma pessoa. Não é com os números (de notas, claro!) que se compram os melões e… outras coisas mais?

Caramba! Todo este palavreado para chegar a esta conclusão: Vamos de mal a pior, segundo o sentir de muitos cidadãos. Estamos nas sete quintas na opinião de alguns excelentes reformados, imponentes gestores, majestosos capitalistas.
E está quase tudo a encerrar. Certo! Todavia, estranhamente ninguém se lembrou de meter em clausura o Governo.

Tome nota presidente Cavaco Silva: porque “não nos resignamos”; porque “aprendemos com a insatisfação colectiva”; porque não necessitamos “arranjar coragem”; porque não vamos sucumbir arrastados “pelo desânimo e pelo cepticismo”;
– TODOS, VAMOS CRIAR O “DIA NACIONAL DO GOVERNO”.
Para, no mínimo – e pelo menos por um dia – nos livrarmos dele. E durante 24 horas recuperarmos o fôlego. Igualmente, festejarmos o sucesso… do insucesso governamental.

Tal como num dia sem automóveis nas cidades, hajam festas, missas de acção de graças, bailes de máscaras (e temos imensas na área política), encontros de namorados, cortejos, fanfarras, celebrações de teatro revisteiro, provas desportivas e… debates sobre o estado em que estamos, com especial incidência nas trapalhadas contempladas no circo político. Tudo apresentado com entusiasmo e alegria. Ah! Em Lisboa, no Terreiro do Paço, não esqueçam de fazer uma grande manifestação ordeira, civilizada, com muitos discursos de elogio ao insucesso do Governo. Ele merece! Aliás, seguindo o exemplo dos que o antecederam.

Sobretudo, lembrem-se: Tristezas não pagam dívidas… E, nossas, muito sofridas, nem põem a governar bem, quem – mal governando – bem se governa…
No “DIA NACIONAL DO GOVERNO”, pobretes, mas alegretes, gritemos: Viva a folia!

Apelo aos portugueses: Demo-nos as mãos e as vontades.

Vamos dar uma forcinha para que esta generosa ideia posta na contemplação dos nossos queridos e sacrificados governantes e mui reconfortante da nossa auto-estima, se concretize a breve prazo. Ela é do maior interesse político-social…
Sempre em Portugal se falou mal dos presidentes, dos ministros, dos políticos, dos administradores. É tempo de, publicamente e com pompa e circunstância, se reconhecer os méritos das desgovernações, das incompetências, dos desleixos, dos abusos, das falcatruas, dos oportunismos. Outrossim, se abrir uma brecha nesse deprimente estado de abatimento colectivo que tanto dificulta o exercício da boa vontade e a expressão das faculdades de alma dos detentores do Poder…

E acontece que nunca em Portugal se festejou com relevo o fracasso dos governos.
Portanto e porque os portugueses sabem ser agradecidos para quem os trata com tanto desvelo e carinho… está na hora de, a título excepcional, festejarmos o sucesso do insucesso das governanças.

É agora!!!

Passem palavra! A Bem do Zé-Povinho!…

Pokemon Go, o jogo que convida os espiões para nossa casa, por Sergey Kolyasnikov (@Zergulio)

Posted by Abril Novo Magazine ⋅ 28 de Julho de 2016

Filed Under  Antreus, IFTTT
O que se segue são respostas do autor a um blogue:

O programador do jogo: Niantic Labs. É uma start-up da Google. Os laços da Google com o Big Brothergle Streets.

E agora, atenção! A Keyhole, Inc. foi patrocinada por uma empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel , que é oficialmente uma fundação da CIA, criada em 1999.

As aplicações acima referidas resolvem desafios importantes:

Actualização do mapeamento da superfície do planeta, incluindo estradas, bases [militares] e assim por diante. Dantes estes mapas eram considerados estratégicos e confidenciais. Os mapas civis continham erros intencionais.

Os robots nos veículos da Google Streets observam tudo por toda a parte, mapeando as nossas cidades, carros, caras…

Mas faltava resolver uma questão: como espiar dentro dos nossos lares, porões, avenidas com árvores, quartéis, gabinetes do governo e por aí em diante. 

Como resolver isso? O mesmo estabelecimento, Niantic Labs, divulgou um brinquedo genial que se propagou como um vírus, com a mais recente tecnologia da realidade virtual.

Uma vez descarregada a aplicação e dadas as permissões adequadas (para aceder a camara, microfone, giroscópio, GPS, dispositivos conectados, incluindo USB, etc.) o seu telefone começa logo a vibrar de imediato, informando-o da presença dos três primeiros pokemons! (Os três primeiros aparecem sempre de imediato e nas proximidades).

O jogo exige que você dispare para todos os lados, atribuindo-lhe prémios pelo êxito e ao mesmo tempo obtendo uma foto da sala onde está localizado, incluindo as coordenadas e o angulo do telefone.

Parabéns! Acaba de registar imagens do seu apartamento! Preciso explicar mais?

A propósito: ao instalar o jogo você concorda com os termos do mesmo. E não é coisa pouca. A Niantic adverte-o oficialmente:   “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…”. Mas quem é que lê isso?

E também  no parágrafo 6 do contrato:   “O nosso programa não permite a opção “Do not track” (“Não me espie”) do seu navegador”. Por outras palavras – espiam-no e vão continuar a espiá-o.

Além do mapeamento alegre e voluntário de tudo, outras oportunidades divertidas se apresentam.

Por exemplo: se alguém quiser saber o que está a ser feito no edifício, digamos, do Parlamento? Telefones   são bem conhecidos, mas irei um pouco mais fundo.

 

A Niantic foi fundada por John Hanke, o qual fundou a Keyhole, Inc. – um projecto de mapeamento de superfícies cujos direitos foram comprados pela mesma Google e utilizados para criar o Google-Maps, o Google-Earth e o Goodúzias de deputados, pessoal da limpeza, jornalistas vibram: “Pikachu está próximo!!!” E os cidadãos contentes pegam nos smartphones, e  activarão câmaras, microfones, GPS, giroscópios…circulando no lugar, olhando para o écran e enviando o vídeo  online…

Bingo! O mundo mudou outra vez, o mundo está diferente. Bem vindo a uma nova era.

 

18/Julho/2016

 

Nota – Cá entre nós, a PSP lançou um manual que ensina os jogadores a caçar os bonecos virtuais Pokémon em segurança e lembra que ainda se vive “no mundo real”. A Lusa fez disso notícia no dia 21 deste mês, entrevistando um graduado da PSP. E o jornal Publico disse que a “nostalgia apanhou” os pokemoners. Ambas as peças são claramente promocionais isentas de qualquer sentido crítico.

A versão em inglês deste artigo encontra-se em 

http://bit.ly/2aqSJXy 

Não posso dizer que concorde com tudo que me dizem nas críticas que se fazem ao governo do PT,  mas divido muito das opiniões. Até o golpe eu era uma árduo crítico do PT mas na eminência de ver a destruição do muito que foi construído eu repensei minhas atitudes.

Não vou dizer que voltaria a assinar a ficha do PT mas repeito uma frase que sempre disse em sala de aula quendo estimulava as alunas a ganharem um ponto a cada vez que descobrissem um erro meu e com a garantia de que nada perderiam que se estivessem erradas e não houvesse erro nos meus cálculos, eu acrescentava “somente não erra quem nada faz”. A turma do PT tentou fazer e errou. E eu errei porque saí do PT sem esperar para ser expulso e ficar dentro do partido criticando e mantendo uma voz discidente. Preferi o método mais simples, caí fora! Fugi! Aliás, fugir sempre foi a minha especilidade é poristo que a ditadura não me matou!

É muito fácil criticar os outros, mas não podemos nos esquecer que vivemos sob a ditadura duma imprensa golpista que nos divide, criticando o PT havia um socialista da Univ. Estadual Fluminense que me enviava links da Blobo, do Folhão e do Estadão contendo as criticas ao governo da Dilma a que eu repondia que não ia ler críticas do governo do PT produzidas pela imprensa golpista e acrescntava um “hahahah”! na minha resposta. É o sociológo Hamilton da Univ Estadual Fluminense e que segue a linha da diretoria da ANDES.

Temos que aprender uma lição, o nosso inimigo, o únco inimigo que temos é o capitalismo e seus asseclas. Na esquerda, e ela existe sim, eu sou esquerdista com todos os defeitos infantis do esquerdismo, anarquista, mas todos os companheiros da esquerda são meus companheiros mesmo que eu divirja deles o que é um direito que não abandono.

Mas eu tenho um lado, sim. Do lado esquerdo!