DIA DO GOVERNO

DIA DO GOVERNO

Brasilino Godinho

Uma proposta de 20 de Junho de 2006.
Que agora se renova. Urge festejar!…
Brasilino Godinho

Estão alguns rostos bem rosados e melhor nutridos, neste fim de Agosto de 2013, preparando o regresso de férias ou percorrendo aceleradamente o caminho de volta ao trabalho. Talvez mais o retorno ao recato e gozo das suas exuberantes bem-aventuranças – estas, nalguns casos, decorrentes dos trabalhos e desgraças dos explorados colaboradores, subordinados e dependentes.

Por vezes, veraneios de gentes que, acintosamente, muito sobressaem no vale de lágrimas em que almas danadas converteram este país e no qual tais arrojadas criaturas lograram folgar à tripa-forra, em obsceno contraciclo de vida de inúmeros e desventurados rostos bastante pálidos que vão comendo o pão que o diabo amassou e se arrastam por aí sucumbindo a cada dia que passa.

Portanto, parece ser a altura de a malta fazer uma celebração de que pouca gente se lembra, mas que conviria realizar acompanhando a onda da folia: precisamente aquela gostosa farra que seria a de comemorar o sucesso… dos insucessos do governo.
Por isso, aqui renovamos a proposta, que fizemos há sete anos, de criação do DIA DO GOVERNO – o feriado que, mais do que nunca, faz pleno sentido de oportunidade.
Sobretudo, para nesse dia, enfim descontraídos, festejarmos com aprazimento; e, assim, darmo-nos folga do pesadelo de termos aquele ser mal criado e pior desgovernado, sempre presente todos os dias nos nossos pensamentos, pelos piores motivos que todos conhecemos…

VAMOS CRIAR “O DIA DO GOVERNO”…
PARA QUÊ? PARA COMEMORAR O SUCESSO…
DO INSUCESSO GOVERNAMENTAL.
Brasilino Godinho

1 – No p.p. dia 10 de Junho (2006), o Presidente da República fez um discurso à Nação. Aproveitou a circunstância para dirigir aos portugueses quatro apelos:
Primeiro: “Não se resignem face às dificuldades”.
Segundo: “Aprendam com a insatisfação colectiva”.
Terceiro: “Arranjem coragem para enfrentar dificuldades”.
Quarto: “Não se deixem vencer pelo desânimo ou pelo cepticismo”.

2 – Antes, a 26 de Maio transacto, no “FÓRUM PARA A COMPETITIVIDADE” o conhecido gestor americano Jack Welch dissera:

a) – As pessoas são demasiado estáticas em Portugal.

b) Os portugueses deveriam ter vergonha da degradação do País.

c) – É humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos.
d) – Cortem as ervas daninhas e terão um bonito jardim.

e) – Os gestores que apenas gostam de números e que não querem saber de pessoas – mas elas existem na empresa – são uns idiotas.

3 – Desde anos mais recuados, Brasilino Godinho vem escrevendo sobre o famigerado plano inclinado do nosso desvario colectivo. Ainda, há pouco, na sua obra ”A QUINTA LUSITANA”, escreveu a página 76: “Neste país, de gente amordaçada pelo sistema hermético da partidocracia, de cidadãos confundidos pelos fingimentos dos “políticos” e de pessoas molestadas pela inaptidão ou má-fé de governantes irresponsáveis, tem faltado o tempo, não houve espaço, não existiu o bom ambiente, nem surgiram os estadistas capazes, para se afirmarem os valores dos princípios, as mais-valias das competências, as riquezas dos saberes e as extremas autoridades das experiências acumuladas”.

António Oliveira Salazar, sempre ele, o grande mestre (pedreiro-livre? ou pedreiro-cativo?) das tiradas grandiloquentes, a baralhar-nos o juízo, depois de nos atirar à cara “que a vontade de obedecer é a única escola para aprender a mandar” e sem nos ter dado conhecimento se teria exercitado regras e devoção de obediência, induzia os sequazes a perguntarem ao pagode: Quem manda? E logo, os mesmos, sem darem tempo aos indígenas de respirar fundo, apressavam-se a responder desabridamente: Salazar! Salazar! Salazar! (Em dose tripla para desfazer hipotéticas dúvidas…). Pois foi este homem que um dia disse que “a Agricultura é a arte de empobrecer alegremente”. E providenciou, resolutamente, nesse sentido. Instigou a malta a cavar a terra, a comer o pão que o diabo amassou e, nos intervalos, a divertir-se com Fátima, Fado e Futebol. Foi uma santa alegria que deu naquilo que todos sabemos e de que ainda hoje sofremos as sequelas.

Parafraseando a “máxima” do chefe do Estado Novo (este, concebido e institucionalizado segundo o modelo do regime fascista de Itália, criado por Benito Mussolini em 1922, três anos após a fundação do Partido Fascista e logo rematando a Marcha dos Camisas Negras sobre Roma), diremos que, actualmente, a política, em Portugal, é a arte de enriquecermos de amarguras. Tristemente. Resignadamente. Barafustando, persistentemente, em surdina e com regularizada acomodação. Vindimando numa vinha com muita parra e pouquíssima uva.

Mas se bem considerarmos a bondade do contraditório e a importância dos dualismos que nos condicionam o viver quotidiano, inevitavelmente daremos a chamada volta por cima; ou seja: iremos encarar, com outro espírito, o quadro existencial da sociedade portuguesa.

E nada melhor para nos orientar nesta análise do que seguirmos a linha de pensamento expressa pelo Chefe do Estado e as apreciações críticas de Jack Welch acima reproduzidas.

De facto, os portugueses (na sua maioria) sofrem, queixam-se e estão desanimados. Em contraposição, entidades como os bancos, algumas empresas, grandes capitalistas e magníficos empresários, atravessam um período de enorme prosperidade. Mal dos primeiros. Bem super-requintado dos últimos. É verdade que fecham fábricas quase todos os meses e milhares de famílias ficam na miséria, sem sustento. Igualmente, os serviços dos hospitais, das maternidades, das escolas, das cadeias, são encerrados. Está a definhar e a encerrar tudo aquilo de instituições e meios da organização social, que o pagode necessita para satisfazer necessidades básicas para levar por diante uma vida regular e decente. Porém… atenção!

Um olhar mais atento descortinará que se muitas responsabilidades cabem ao governo, alguns reparos têm de ser dirigidos à malta…

Alguém já se deu ao cuidado de pensar nos esforços dos governantes quando nada fazem de concreto ou de útil e nos aborrecimentos e transtornos que padecem naquelas frequentes ocasiões que agem mal e porcamente? Dá-nos um arrepio na espinha só de imaginar o cansaço físico e o desgaste psicológico que, por causa dessas atribulações e desventuras, se apodera irremediavelmente das excelências. Depois, os cidadãos mais desfavorecidos estão mal habituados quanto às lamúrias. É nas dificuldades que se fortalece a alma. E não só do pão vive o espírito do homem. Também se pode dizer que nem só do espírito se alimentam os ricos homens e as belas mulheres. Se uns carecem de pão para a boca; outros tendo o pão precisam da boca e de olhos convenientemente tratados… a completar a enriquecida alma. Que imensidão de preocupações não atingem os ricaços machos e as esplêndidas fêmeas, a qualquer momento perspectivando assaltos aos seus bens. Também, inquietos, sobrecarregados de dúvidas quanto às aplicações financeiras. Quem há por aí que não tenha ouvido o desabafo de ilustre milionário: “Ó como os pobres são felizes por não terem problemas de defesa e (ou) aplicação dos bens materiais!”… Sem dúvida: o vil metal a atormentar o povo, a nobreza e o clero. Ontem, hoje, amanhã…

Depois, Jack Welch não tem razão. Os portugueses estão desde a época dos descobrimentos habituados a percorrer declives de afundamento das condições de vida e já não têm vergonha disso. Como dizia o Salazar – e lá vem ele outra vez à baila… – estamos orgulhosamente sós; no primeiro lugar dos últimos da Comunidade Europeia. Já é alguma coisa… Quanto a cortar ervas daninhas e termos um bonito jardim já nos basta ter o canastrão do Jardim da Madeira. Ufa!…

Mais um apontamento sobre o Welch. Este amigo da onça não é nada perspicaz ao falar de números e pessoas das empresas portuguesas. Francamente, chamar idiotas aos nossos empresários não lembrava ao Diabo. E logo àqueles espertalhaços que sabem das pessoas mas apenas gostam dos números… e de contemplar o próprio umbigo. Onde se viu um inteligente empresário apresentar-se numa venda de melões a comprar os ditos com uma pessoa. Não é com os números (de notas, claro!) que se compram os melões e… outras coisas mais?

Caramba! Todo este palavreado para chegar a esta conclusão: Vamos de mal a pior, segundo o sentir de muitos cidadãos. Estamos nas sete quintas na opinião de alguns excelentes reformados, imponentes gestores, majestosos capitalistas.
E está quase tudo a encerrar. Certo! Todavia, estranhamente ninguém se lembrou de meter em clausura o Governo.

Tome nota presidente Cavaco Silva: porque “não nos resignamos”; porque “aprendemos com a insatisfação colectiva”; porque não necessitamos “arranjar coragem”; porque não vamos sucumbir arrastados “pelo desânimo e pelo cepticismo”;
– TODOS, VAMOS CRIAR O “DIA NACIONAL DO GOVERNO”.
Para, no mínimo – e pelo menos por um dia – nos livrarmos dele. E durante 24 horas recuperarmos o fôlego. Igualmente, festejarmos o sucesso… do insucesso governamental.

Tal como num dia sem automóveis nas cidades, hajam festas, missas de acção de graças, bailes de máscaras (e temos imensas na área política), encontros de namorados, cortejos, fanfarras, celebrações de teatro revisteiro, provas desportivas e… debates sobre o estado em que estamos, com especial incidência nas trapalhadas contempladas no circo político. Tudo apresentado com entusiasmo e alegria. Ah! Em Lisboa, no Terreiro do Paço, não esqueçam de fazer uma grande manifestação ordeira, civilizada, com muitos discursos de elogio ao insucesso do Governo. Ele merece! Aliás, seguindo o exemplo dos que o antecederam.

Sobretudo, lembrem-se: Tristezas não pagam dívidas… E, nossas, muito sofridas, nem põem a governar bem, quem – mal governando – bem se governa…
No “DIA NACIONAL DO GOVERNO”, pobretes, mas alegretes, gritemos: Viva a folia!

Apelo aos portugueses: Demo-nos as mãos e as vontades.

Vamos dar uma forcinha para que esta generosa ideia posta na contemplação dos nossos queridos e sacrificados governantes e mui reconfortante da nossa auto-estima, se concretize a breve prazo. Ela é do maior interesse político-social…
Sempre em Portugal se falou mal dos presidentes, dos ministros, dos políticos, dos administradores. É tempo de, publicamente e com pompa e circunstância, se reconhecer os méritos das desgovernações, das incompetências, dos desleixos, dos abusos, das falcatruas, dos oportunismos. Outrossim, se abrir uma brecha nesse deprimente estado de abatimento colectivo que tanto dificulta o exercício da boa vontade e a expressão das faculdades de alma dos detentores do Poder…

E acontece que nunca em Portugal se festejou com relevo o fracasso dos governos.
Portanto e porque os portugueses sabem ser agradecidos para quem os trata com tanto desvelo e carinho… está na hora de, a título excepcional, festejarmos o sucesso do insucesso das governanças.

É agora!!!

Passem palavra! A Bem do Zé-Povinho!…

Pokemon Go, o jogo que convida os espiões para nossa casa, por Sergey Kolyasnikov (@Zergulio)

Posted by Abril Novo Magazine ⋅ 28 de Julho de 2016

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O que se segue são respostas do autor a um blogue:

O programador do jogo: Niantic Labs. É uma start-up da Google. Os laços da Google com o Big Brothergle Streets.

E agora, atenção! A Keyhole, Inc. foi patrocinada por uma empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel , que é oficialmente uma fundação da CIA, criada em 1999.

As aplicações acima referidas resolvem desafios importantes:

Actualização do mapeamento da superfície do planeta, incluindo estradas, bases [militares] e assim por diante. Dantes estes mapas eram considerados estratégicos e confidenciais. Os mapas civis continham erros intencionais.

Os robots nos veículos da Google Streets observam tudo por toda a parte, mapeando as nossas cidades, carros, caras…

Mas faltava resolver uma questão: como espiar dentro dos nossos lares, porões, avenidas com árvores, quartéis, gabinetes do governo e por aí em diante. 

Como resolver isso? O mesmo estabelecimento, Niantic Labs, divulgou um brinquedo genial que se propagou como um vírus, com a mais recente tecnologia da realidade virtual.

Uma vez descarregada a aplicação e dadas as permissões adequadas (para aceder a camara, microfone, giroscópio, GPS, dispositivos conectados, incluindo USB, etc.) o seu telefone começa logo a vibrar de imediato, informando-o da presença dos três primeiros pokemons! (Os três primeiros aparecem sempre de imediato e nas proximidades).

O jogo exige que você dispare para todos os lados, atribuindo-lhe prémios pelo êxito e ao mesmo tempo obtendo uma foto da sala onde está localizado, incluindo as coordenadas e o angulo do telefone.

Parabéns! Acaba de registar imagens do seu apartamento! Preciso explicar mais?

A propósito: ao instalar o jogo você concorda com os termos do mesmo. E não é coisa pouca. A Niantic adverte-o oficialmente:   “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…”. Mas quem é que lê isso?

E também  no parágrafo 6 do contrato:   “O nosso programa não permite a opção “Do not track” (“Não me espie”) do seu navegador”. Por outras palavras – espiam-no e vão continuar a espiá-o.

Além do mapeamento alegre e voluntário de tudo, outras oportunidades divertidas se apresentam.

Por exemplo: se alguém quiser saber o que está a ser feito no edifício, digamos, do Parlamento? Telefones   são bem conhecidos, mas irei um pouco mais fundo.

 

A Niantic foi fundada por John Hanke, o qual fundou a Keyhole, Inc. – um projecto de mapeamento de superfícies cujos direitos foram comprados pela mesma Google e utilizados para criar o Google-Maps, o Google-Earth e o Goodúzias de deputados, pessoal da limpeza, jornalistas vibram: “Pikachu está próximo!!!” E os cidadãos contentes pegam nos smartphones, e  activarão câmaras, microfones, GPS, giroscópios…circulando no lugar, olhando para o écran e enviando o vídeo  online…

Bingo! O mundo mudou outra vez, o mundo está diferente. Bem vindo a uma nova era.

 

18/Julho/2016

 

Nota – Cá entre nós, a PSP lançou um manual que ensina os jogadores a caçar os bonecos virtuais Pokémon em segurança e lembra que ainda se vive “no mundo real”. A Lusa fez disso notícia no dia 21 deste mês, entrevistando um graduado da PSP. E o jornal Publico disse que a “nostalgia apanhou” os pokemoners. Ambas as peças são claramente promocionais isentas de qualquer sentido crítico.

A versão em inglês deste artigo encontra-se em 

http://bit.ly/2aqSJXy 

Não posso dizer que concorde com tudo que me dizem nas críticas que se fazem ao governo do PT,  mas divido muito das opiniões. Até o golpe eu era uma árduo crítico do PT mas na eminência de ver a destruição do muito que foi construído eu repensei minhas atitudes.

Não vou dizer que voltaria a assinar a ficha do PT mas repeito uma frase que sempre disse em sala de aula quendo estimulava as alunas a ganharem um ponto a cada vez que descobrissem um erro meu e com a garantia de que nada perderiam que se estivessem erradas e não houvesse erro nos meus cálculos, eu acrescentava “somente não erra quem nada faz”. A turma do PT tentou fazer e errou. E eu errei porque saí do PT sem esperar para ser expulso e ficar dentro do partido criticando e mantendo uma voz discidente. Preferi o método mais simples, caí fora! Fugi! Aliás, fugir sempre foi a minha especilidade é poristo que a ditadura não me matou!

É muito fácil criticar os outros, mas não podemos nos esquecer que vivemos sob a ditadura duma imprensa golpista que nos divide, criticando o PT havia um socialista da Univ. Estadual Fluminense que me enviava links da Blobo, do Folhão e do Estadão contendo as criticas ao governo da Dilma a que eu repondia que não ia ler críticas do governo do PT produzidas pela imprensa golpista e acrescntava um “hahahah”! na minha resposta. É o sociológo Hamilton da Univ Estadual Fluminense e que segue a linha da diretoria da ANDES.

Temos que aprender uma lição, o nosso inimigo, o únco inimigo que temos é o capitalismo e seus asseclas. Na esquerda, e ela existe sim, eu sou esquerdista com todos os defeitos infantis do esquerdismo, anarquista, mas todos os companheiros da esquerda são meus companheiros mesmo que eu divirja deles o que é um direito que não abandono.

Mas eu tenho um lado, sim. Do lado esquerdo!

A vida na “europa” não é muito diferente da nossa vida

Como tenhos bons contactos posso, de vez em quando dar um fugida para Europa e viver um turismo barato e de boa qualidade durante um tempo mais longo que do que pacotes turísticos comerciais poderiam me permitir.

A gente precisa passar por choques para despertar para novas experiências ou para recuperar objetivos e uma viagem para um ambiente diferente ajuda nisto.

A vida na “europa” não é muito diferente da nossa vida, apenas tem muito celofone em volta do bombom…

Anda há pouco eu estava voltando para casa, de bicicleta, e vejo um europeu jogando um pacote de comida industrializada pela janela do carro. De certa forma é uma exceção, e no nosso caso o inverso é que é a exceção.

No supermercado todos levam de volta o carro de compras para o local em que eles ficam enfileirados à porta do supermercado, mas a razão é porque deixaram uma moeda de 50 centavos presa no cabo do carrinho e que somente lhe será devolvida se devolver o carrinho para a fila de carrinhos… é o sistema que mantém as pessoas educadas…

Não vou fazer uma lista dos absurdos porque seria longa e enfastiante, mas as pessoas aqui são iguais as nossas apenas com mais dinheiro no bolso e também em alguns casos com um sistema que as conduz naturalmente a um bom comportamento, estão bem condicionadas. Mas incomoda-me a cachorra da vizinha latindo interruptamente aqui, como em Sobral. Pobres cachorros vivendo presos em apartamentos!

Mas eu sai da minha rotina e já comecei a recuperrar um plano de trabalho antigo que me havia proposto, é como dar um mergulho em agua fria numa piscina e sair do outro lado para respirar com ritmo diferente.

Depois, aqui eu possa andar de bicicleta apesar do excesso de carros que seria desnecessário e ter algumas vezes a satisfação de encontrar um motorista que para na zebra me acenando para passar (quando eu nem teria o direito porque estou montado na bicicleta), mas é as vezes, porque tenho que me cuidar para que os educados europeus não me passem por cima!

Com minha experiência de vida no exterior posso atestar que o governo do PT levou nosso país a um nível de desenvolvimento extraordinário e que temos que lutar com unhas e dentes para evitar que o golpe destrua isto.

Sem ufanismo tolo, o nosso país é muito e não podemos perder a construção feita devdo a este golpe chulo.

De Silva para os Silvas

Silva para Silva

by Gilmar Crestani

Entenda porque a plutocracia promove a caça obsessiva ao grande molusco. Ele é Silva. A cleptocracia roubou dos Silva até as Olimpíadas.

Do Portal do Movimento Popular:

Em 2009, um Silva foi a Copenhagen e convenceu o mundo que no seu Brasil, no Rio, era possível fazer uma Olimpíada.

Enquanto isso, em Marilia, outro Silva, aos 15 anos, dava seus primeiros passos no atletismo.

E na Cidade de Deus, uma Silva golpeava o destino no tatame.

Nesses sete anos, aquele Silva ajudou os dois jovens Silvas com programas sociais dedicados ao esporte.

“Bolsa esmola”, diziam muitos não-silvas.

2016 chegou.

A Silva da Cidade de Deus e o Silva de Marilia colocaram seus ouros no peito para orgulho de milhões de outros silvas anônimos espalhados pelo país.

Aquele primeiro Silva, que tornou possíveis os sonhos de tantos silvas, foi expulso da festa pelos não-silvas que, neste exato momento, estão imaginando como fazer para se apropriar do ouro dos silvas. O Brasil não é generoso com os silvas. Mas é feito por eles.

Parabéns, Rafaela, Thiago, Luiz Inácio e toda a família Silva.

can’t miss [156] infinitomaisum.com

Temos que divulgar e aos poucos convencer mais gente de que a mobilidade urbana passa pela bicicleta e que o foco tem que se desviar do consumismo automobrlístico, antes que a Terra fique inabitável!

na bicicleta

O Dia em que Aprendi a Andar de Bicicleta

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“Se alguém me dissesse que, aos vinte e três anos, ia aprender a andar de bicicleta eu ia-me rir muito. Porquê? Porque pensaria que nesta altura do campeonato já não haveria nada a fazer e que se não aprendi com dez anos não ia ser agora que ia acontecer. Enganei-me.

A verdade é que eu, Ana Garcês, aprendi a andar de bicicleta graças ao Mário, que tinha feito a promessa de me ensinar mal soube da minha condição de não me conseguir aguentar em veículos a pedal com duas rodas. E é essa a história que vos venho contar hoje.”…

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Por que o golpe é burrice, além de feio.

Por que o golpe é burrice, além de feio.

Tarcisio Praciano-Pereira
Primeiro é feio, deselegante, uma vez que se insurge contra a Constituição que a forma como uma sociedade civilizada regula o seu funcionamento nos tempos modernos.

A destruição, na prática, da Constituição, deixa a sociedade à deriva como no mar um navio à vela que perdesse os mastros devido a uma violenta tempestade. E aqui não houve nenhuma violenta tempestade, o mastro foi quebrado por indivíduos, marinheiros, membros da tripulação, durante a noite quando a maioria dormia e eles estavam encarregados da vigilância do barco. Traiçoeiros, covardes e burros, porque o barco sem os mastros ficam sem poder usar as velas e perde a capacidade de ser governado conduzindo todos à morte inevitavelmente.

É feio e burro, pela covardice de ter destruído a Constituição e ter se preparado para fazê-lo durante um longo período em que estávamos todos vivendo tranquilos sob o império da lei na suposição de que eles estariam cumprindo com o seu papel de proteger a Constituição que é o mastro do nosso navio.

Como um dos covardes golpistas, um dos marinheiros covardes que tramaram a quebra do mastro, já disse claramente, “que não havia direitos garantidos” e conseguiu rapidamente uma resposta sarcástica e brilhante de alguém que lhe respondeu bem dentro dos seus “princípios” dizendo, “há, então não há mais direitos, então muito menos há direitos sobre a terra e sobre a propriedade e vamos então distribuir finalmente a riqueza acumulada nas mãos de alguns porque este direito também cessa de existir.”

Por que, se não há mais direitos garantidos, até porque a Constituição está rasgada, então não existem mais regras de convivência decente, a Justiça perde sua função como reguladora dos conflitos dentro da Sociedade uma vez que ela se baseia na Constituição que é o mais definitivo fulcro em suporte a todo o resto da Legislação.

Claro que o golpe vem de longe, mesmo depois dos primeiros dias de promulgação da Constituição quando ela sabiamente instituiu o sistema de PEC, num reconhecimento, dum lado humilde que poderia conter erros, e por outro lado abrindo um modo legal, constitucional, de ajustar a lei fundamental, mas que foi logo usado para romper princípios e enfraquecer os pontos norteadores do trabalho do constituintes de 1988. A enxurrada de pecs enfraqueceram a Constituição e na prática a desvirtuaram corrompendo o próprio instrumento e transformando a Constituição num publicação quase mensal uma vez que a cada PEC está se promulgando uma nova Constituição, a Constituição alterada.

Assim o golpe foi tramado há muito e o STF, guardião da Constituição, ou ainda na comparação com os marinheiros e o barco veleiro, marinheiros responsáveis pela segurança do barco durante as noites quando a maioria dorme tranquila e segura da responsabilidade dos vigilantes, os membros do STF se tornaram cúmplices da destruição do mastro, pouco a pouco, porque quem uma vez se cala é reconhecido como membro da gangue que está destruindo o patrimonio moral que representava a Constituição. Como se calaram uma vez e outras muitas seguidas, perderam o direito de impedir a destruição ou se acostumaram com ela ou simples se acumpliciaram com os insurgentes.

E a burrice que completa a feiura da ação? Como no caso do barco sem mastros e portanto sem velas, o vento deixa de ser uma força propulsora para se transformar na força destruidora. O vento na sociedade são as contradições que, havendo uma Constituição, representam uma força propulsora porque abre o caminho para discussões que permitam a Sociedade se modifique ainda protegida pelo respaldo que a Constituição oferece e apenas, se for necessário e ainda assim sob o critério de uma aprovação ampla da Sociedade fazerem-se algumas poucas PECs, pouquíssimas e profundamente justificadas, que ajustem a Constituição na definição de novos rumos por todas aceitas.

Sem a Constituição se estabelece o caos. A Constituição cidadã previa uma caminhada para a igualdade social. Uma igualdade social que todos sabemos que é relativa, quer dizer, nunca seremos todos iguais. Mas seria uma busca na árdua tarefa de reduzir as discrepâncias. E vemos que um dos objetivos do golpe é precisamente acentuar as diferenças, proteger os mais ricos contra os mais pobres. Vemos então surgir o estado policialesco que já começa a oferecer os seus efeitos assustadores com o aumento significativo da morte com armas de fogo. É a Sociedade se transformando numa selva, na ausência de regras cada um passa a ter o direito de estabelecer as suas criando uma vácuo de regras que nos deixa a todas em risco.

Ninguém mais pode se considerar protegido, nem ricos e nem pobres uma vez passa a ser um fato corriqueiro a bala perdida. A bala perdida pode não alcançar num momento o ignorante que se sente seguro pelos vidros à prova de bala, ignorante porque ele se esquece de que tem que sair do carro, abrir a porta e neste momento e nos muitos momentos em que ele vai se ver obrigado a romper a proteção, ela vai se encontrar exposto à violência que ele mesmo ajudou a criar como membro ou pelo menos cúmplice do grupo covarde de marinheiros que quebrou os mastros durante a noite.

A burrice se encontra na ausência de compreensão de que, para vivermos bem é necessário que todos vivam bem. É uma burrice alimentada por um consumismo destrutivo que busca uma desigualdade econômica pensando que uma mais alta capacidade de compra dará a alguns a possibilidade de ter direito a tudo. Uma visão de que o dinheiro compra o direito, compra a felicidade.

Esta forma burra de entender a Sociedade baseada na regra mais agressiva do capitalismo moderno condensada na ideia do “estado mínimo” sob a hipótese de que existe um mecanismo, que eles chamam de mercado, que iria regular automaticamente todas as relações humanas nos joga de volta à selva anterior à Revolução Francesa que institui a república nos tempos modernos. Na verdade os capitalistas se transformam em senhores feudais sendo os feudos a conta bancária escondida nalgum paraíso fiscal e protegidos por regras que os colocam fora do alcance dos impostos que seriam o método regulador daquela justiça social relativa que poderia conter extremismos dentro da Sociedade.

É burrice porque está rompida a proteção genérica para todos e o exemplo das balas perdidas é apenas um pequeno sintoma da insegurança extrema a que poderemos chegar. Rompidas as regras de convivência, ninguém poderá se prevenir contra o roubo genérico contra a violência de quem tem fome ou está ansioso para conseguir algum trocado para adquirir droga um indício terrível de sociedade em destruição.

E há exemplos patentes, são muitos e eu chamo da minha memória um caso que você que me lê certamente irá reconhecer num exemplo que não precisa ser igual ao meu e nem ter acontecido na mesma cidade e nem mesmo no mesmo momento do tempo. Foi um rico industrial que vivia, ou segue vivendo, numa grande mansão protegida e cuidada por uma legião de pobres transformados em vigias, limpadores, cozinheiros. De repente lhe desaparece o filho e depois de muitas buscas a criança foi encontrada morta exatamente na casa dum dos vigias. Este exemplo complementa a situação que descrevi acima do momento em que o rico que se sente seguro em seu carro totalmente à provas de bala, de repente precisa abrir a porta quando sua alta segurança fica interrompida por alguns minutos em que ele pode ser alvo duma bala perdida e morrer sem razão.

Para terminar uma comparação. Eu vivi na Suécia nos anos setenta do século passado. Então a Suécia que os folhetos oficiais insistiam em observar que não era um país socialista como comumente era qualificada por pessoas que lá não viviam devido às regras então vigentes de relativa igualdade econômica. Na Suécia de então os salários variavam de uma até 10, ou seja, quem ganhava mais recebia no máximo dez vezes o salário mínimo. Esta regra foi rompida e a Suécia hoje vive um clima de convolução social alarmante. Numa rápia comparação, mas que é efetiva, o país vizinho, a Finlândia, tem uma escola pública que é apontada como um paradigma mundial enquanto que a escola pública que na Suécia foi privatizada, se degradou a um ponto que hoje os suecos se sentem aterrorizados com os baixos números de qualidade da sua escola. A Suécia embarcou, timidamente, na onda destrutiva do Estado Mínimo que a conduziu a entregar a escola ao mercado e hoje na Suécia se vê as alunas encurralando as professoras numa visão típica de escola pública brasileira de periferia. Também hoje na Suécia há bairros em Estocolmo, Malmo, Gotenburgo, as três maiores cidades, em que a polícia, ambulância e corpo de bombeiros não podem entrar e eu pergunto se isto lhe lembra alguma coisa!

É onde estamos caindo com a destruição da Constituição e não pensem os burros que a promovem que encontrarão algum espaço seguro para viver no meio da destruição que isto ira produzir. Em algum momento será obrigado a abrir a porta do carro fora do abrigo seguro ou terá que conviver com inimigos, os pobres, dentro de sua mansão!

É, no Estado Mínimo, a lei que vige é a da selva.

A pedagogia do golpe

Ficha Corrida

“Fora, Temer!”: Os brasileiros, os Jogos Olímpicos e o golpe de Estado

17 de agosto de 2016Carlos Eduardo

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Este ano o Brasil sedia os Jogos Olímpicos em um contexto político particular. O Vice-Presidente induzido presidente após a queda de Dilma Rousseff, para a qual ele contribuiu de forma decisiva, Michel Temer agora é forçado a esconder de seu povo tamanho o ódio para com ele é forte. Explicações de Armelle Enders, historiadora (Foto: Cadu Gomes/ SIPA)

por Armelle Enders, historiadora, no L’Obs / Tradução: Marie Urgell

A crise política é tal no Brasil, que na abertura oficial dos Jogos Olímpicos, momento especial para qualquer líder a quem é incumbido pronunciar o rito inicial, transformou-se em uma tocaia particularmente temida pelo presidente interino Michel Temer, considerado por muitos como um golpista duplamente criminoso.

O vice-presidente, que foge desde sempre do sufrágio universal direto, contribuiu decisivamente para a…

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