O proprietário do carro já foi identificado, mas não foi detido.

criminosos à solta

Não é por ser ciclista e pai de ciclista, é como cidadão, simples mortal que se move a pedais e que não pode ficar indiferente assistindo a este acto criminoso. Atitudes e comportamentos de desprezo pelo outro que me deixam triste e apreensivo.

A maioria dos acidentes rodoviários é causada pelo desprezo constante das regras de trânsito, negligência e desatenção de quem vai ao volante. O carro é uma arma. Os números dos acidentes rodoviários são assombrosos e não suporto que me tentem convencer que, nos acidentes envolvendo bicicletas, são os ciclistas o foco do perigo.

Todos somos testemunhas diárias da impaciência, agressividade e falta de civismo na estrada e sobretudo dentro das cidades. Ouço e leio comentários que os ciclistas têm comportamentos violadores das regras. O que acontece muitas vezes é que estão a salvar o coiro a tentar chegar sãos e salvos a casa.

Depois, se há alguma espécie invasiva nas ruas das cidades, essa sem dúvida é o carro. Ainda permance  e espero que rapidamente se esvaia, a sensação de que os carros representam a liberdade, quando na verdade representam uma tremenda agressão no convívio urbano, uma verdadeira ditadura.  O motorista se sente inibido pelo direioto do pedestre, o do ciclista, de se locomover dentro das cidades.  A lei ainda está montada para garantir a prioridade do fluxo de carros sobre a simples existência do pedestre ou do ciclista que é um pedestre equipado com uma máquina ecológica que deveria ser a a enorme predominância dentro da mobilidade urbana.

Como ciclista tenho dito raras oportunidades, e gratificantes, de que me seja reconhecida a prioridade em faixas de pedestres e até mesmo em cruzamentos sem distinção de prioridades.  Mas se são gratificantes, são também raras demonstrações de civilidade e de humanidade, porque, afinal, dum lado está alguém que gasta esforço físico para se locomover e do outro alguém que apenas aciona a bomba de gazolina do carro com leve movimento dum pedal.  Portanto alguém que pode esperar sem grandes prejuizos e do outro lado alguém que, se for obrigado a parar, tem que repor a velocidade com um custo muito maior.  E é pertinente acrescentar, dum lado está quem suja o meio ambiente e do outro alguém que conscientemente está contribuindo para a melhoria do meio ambiente.

 

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