Ahed Tamimi está completando 17 anos numa prisão sionista

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AhedTamimiCard

Uma sociedade que prende crianças, Ahed Tamimi é uma adolescente de 16 anos e vibra na luta pelos direitos do seu povo - o povo palestino, é este o seu crime.

Uma sociedade que prende crianças, Ahed Tamimi é uma adolescente de 16 anos e vibra na luta pelos direitos do seu povo – o povo palestino, é este o seu crime.

“Kul sana wa inti salmeh ya Ahed!
Sending you love and solidarity on your 17th birthday, Ahed.
We stand with you and with all Palestinian prisoners.
Thank you for your bravery and steadfastness, and happy birthday!”

Send Ahed Tamimi a message of support and solidarity on her birthday

29.01.2017 Do blog GRUPO BEATRICE, Por Francisco Costa* CARTA ABERTA AO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Excelências, e dirijo-me a todos os magistrados brasileiros, do juiz de primeira instância, no menor, mais pobre e longínquo município, aos Ministros do Superior Tribunal Federal – STF.

JuizecosTresPatetas
A minha posição político-ideológica é pública e notória, e aqui declino dela, tentando a neutralidade.

Vou além: aqui e só aqui, circunstancialmente, admitirei a culpabilidade do ex Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Ouvi atentamente cada minuto do julgamento do recurso impetrado pelas defesas de réus da Lava Jato, entre eles, o ex Presidente, já aludido.

Em mais de uma oportunidade ouvi dos Senhores Desembargadores coisas tais como: “juízes não julgam pessoas, mas fatos, punindo os que participaram dos fatos, se ilícitos ou criminosos”, “todos os homens são iguais perante a lei, do mais humilde ao Presidente da República”, chegando à citação do escritor russo Fiodor Dostoievsky: “não existem homens de bronze, são todos de carne e osso”.

Concordo com todas essas afirmações e, a partir delas, indago sobre algumas dúvidas, minhas, suscitadas a partir do que ouvi hoje.

O ex Presidente Fernando Henrique Cardoso é proprietário de um apartamento de luxo no mais luxuoso bairro de Paris, na Avenue Foch, ao lado dos Príncipes de Mônaco e sheiks árabes, avaliado em 11 milhões de euros, mais um apartamento em Nova Iorque, dois em bairros nobres de São Paulo, um na Zona Sul do Rio de Janeiro, área nobre, e mais um fazenda de 1 046 hectares, no município de Buritis(MG), com um aeroporto dentro, com pista maior que a do Aeroporto Santos Dumont, que serve à ponte aérea Rio-São Paulo, graciosamente construído pela empreiteira Camargo Correa, que no governo FHC ganhou praticamente todas as licitações para as obras públicas em Brasília.

Cálculos modestos apontaram que para ter este patrimônio de maneira lícita, FHC teria que ter presidido este país, acumulando os salários de presidente e de professor, por mais de 200 anos, e me ative ao registrado e assumido pelo ex presidente, sem considerar as contas e empresas offshore descobertas pela PF e Banco Central, em paraísos fiscais, a partir de denúncias vindas do exterior.

Estamos diante de fatos, ou por haver um homem de bronze por trás não são fatos?

O ex governador e atual senador Aécio Neves construiu dois aeroportos em fazendas de sua família, com dinheiro público, fora da rota dos vôos comerciais, mas na rota do narcotráfico, fez aportes enormes de dinheiro público para as suas empresas, a começar pelas suas emissoras de rádio, detém, de maneira obscura, a quase totalidade das reservas de nióbio, minério nobre, do planeta, foi gravado pedindo propinas e citado na Lava Jato dezenas de vezes.

Estamos diante de fatos ou não são fatos, porque há um homem de bronze por trás?

O ex governador, ex ministro e senador José Serra, filho de imigrantes, nascido em uma quitinete, no subúrbio paulistano, é hoje detentor de uma enorme fortuna, com a PF tendo descoberto contas suas em paraísos fiscais, tendo sido acusado de ser chefe de uma quadrilha internacional, pelo Ministério Público espanhol, com a sua filha tendo uma variação patrimonial de mais de 60 000% em menos de um ano, partindo de uma pequena sorveteria para ser sócia do dono da AMBEV, a segunda fortuna brasileira.

Isto nos faz estar diante de fatos ou não são fatos, porque com um homem de bronze por trás?

A Polícia Federal apreendeu um helicóptero com quase meia tonelada de pasta de cocaína, helicóptero de um deputado, apreendido na fazenda de um senador. Isto é um fato ou não é um fato, porque há homens de bronze por trás?

Um jatinho executivo foi interceptado com 647 kg de pasta de cocaína, tendo levantado vôo de uma fazenda de propriedade de um ministro. Isto é um fato, ou não é um fato, porque há homens de bronze por trás?

Eu poderia continuar citando nomes, e daria um livro com centenas de páginas, mas se os senhores repararem, só citei fatos relacionados com nomes da elite do PSDB.

Hoje, no julgamento de Lula, ouvi os nomes de diversos partidos serem citados, mas não ouvi a citação do PSDB.

Por fim, Excelências, um advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, em depoimento a uma CPI do Congressos Nacional, em depoimento de quatro horas, acusou o Juiz que condenou Lula em primeira instância, de ser um vendedor de sentenças e acordos com réus, para delações premiadas.

Mais que acusar, provou, com provas robustas, a começar por e-mails de negociatas, emitidos de computadores da 13a Vara Federal, de Curitiba, a ele.

São fatos ou há um homem de bronze por trás?

Temos uma esquerda de carne e osso e uma direita de bronze? Um povo de carne e osso e uma elite de bronze, com os seus interesses defendidos por homens de bronze?

O Judiciário brasileiro é de carne e osso? De bronze? Ou, pior, está rachado, o que nos aponta o caos, adiante?

Perdoem-me a impertinência, Excelências. É que sou fã do escritor russo, tendo devorado quase todos os seus livros na juventude, com “Crime e Castigo” me marcando sobremaneira, onde ele afirma não haver homens de bronze.

Nesta altura da vida ter a decepção de perceber que ele estava errado, dói.

Assim sendo solicito que na ata dos trabalhos de hoje, em Porto Alegre, em todas as vezes em que aparecer que o Judiciário julga fatos, substituam para o Judiciário julga homens, pelo menos o brasileiro, preservando Dostoievsky..

Decepcionadamente,

*Francisco Costa

Rio, 24/01/2018.

Quem luta por direitos, corre perigo muitas vezes sendo assassinado

Human Rights Defender Temístocles Machado Assassinated in Buenaventura

In May of last year, FORPP accompaniers were present to observe a city-wide civil protest in Buenaventura, where thousands of residents in the port town flooded the streets in response to poor living conditions, a lack of social services, and some of the highest rates of violence of the entire country. After paralyzing the town for 21 days, an agreement was finally reached when the Colombian government promised to provide funding to improve conditions.

Themistocles

Throughout the year meetings were held between the Colombian government and the Buenaventura Strike Committee to address issues of healthcare, education, and water, amongst others. Finally, in December of 2017, President Juan Manual Santos signed into law an “autonomous fund” to the tune of US $560,000.

On Saturday, January 27th, Temístocles Machado, one of the key organizers in the Buenaventura protest, was shot twice and killed by unidentified gunmen as he entered the parking lot of his own home. Temístocles was known throughout Buenaventura for his involvement in civil protest and for his ongoing committment to land rights.

Increasingly, post-peace accord Colombia is becoming characterized by frightening levels of violence against human rights defenders and social leaders like Temístocles. Reports have indicated that assassinations of leaders have risen by 32% to 45% from 2016-2017. Not only have our own FORPP partners experienced greater risk and threats this past year, the continued trend of rising violence has spurred uncertainty and fear across the entire country.

FORPP expresses its deepest grievance at the loss of yet another leader during a time in which the work of peacebuilding is fundamental to the success of the peace accords. We will be sharing more information about the concerning rise in attacks and killings of human rights defenders and peacebuilders as the months go on. Please stay in touch.

The FORPP team
Dianna, Elliot, Emily, Irene, Kati, Pendle, Peter, and Tom

A teoria do domínio na profundidade eloquente do procurador Gebran arrasando com o Lula Ladrão

O eminente procurador Gebran da Quarta Inqusitoria Federal de número quatro,
usou uma célebre teoria romana de direito de autor celebérrimo, Aesopus e
aqui transcrevo a brilhante defesa do procurador que simplesmente calou
a defesa do réu e pela brilhante exposição tornou desnecessária qualquer
evolução teórica por parte dos demais procuradores que simplesmente
lhe seguiram, abasbacados a insuspeita fundamentação teórica.

Para dar maior imponência e veracidade à sua teoria, sua Excelência o
procurador Gebran incluiu o texto do importante autor, Aesopus na própria
língua mater do autor, eis que sua Excelência é conhecida como profundo
conhecedor não somente do Direito mas de suas origens latinas. Transcrevo
“ipsis literis” a parte da defesa oral de sua excelência seguida da
tradução também oferecida pelo vetusto orador.

Inicialmente, como soí acontecer nas masmorras ilustres das Inquisitorias
Federais, sua Excelência primou por apresentar a origem dos fatos:
“Aesopus auctor quam materiam repperit,
hanc ego polivi versibus senariis.
Duplex libelli dos est: quod risum movet
et quod prudenti vitam consilio monet.
Calumniari si quis autem voluerit,
quod arbores loquantur, non tantum ferae,
fictis iocari nos meminerit fabulis.”

“O autor Aesopus de qual esta matéria é referida tinha dois sentidos,
mover ao riso e suscitar à prudência. A calúnia pode ser atribuída
até mesmo a fala das árvores e assim somos conduzidos à profundidade
do Direito por via das fábulas”.

E selecionou, sua Ilustríssima Excelência a parte mais profunda do
Direito Romano de Aesopus que se aplicava ao perigoso réu sob julgamento
aquela que se intitula “Lupus et Agnus” porque Aesopus aprofundava o
Direito usando comparações com os sábios animais – “O lobo e o cordeiro”
naturalmente, observando que o réu deveria ser aqui tomado, da fábula,
pelo cordeiro, que já todos veriam claramente como e porque em sua
sábia decisão final. Também citada no original eis o texto
do profundo procurador sua Excelência Gebran:

“Lupus et Agnus

Ad rivum eundem lupus et agnus venerant,
siti compulsi. Superior stabat lupus,
longeque inferior agnus. Tunc fauce improba
latro incitatus iurgii causam intulit;
‘Cur’ inquit ‘turbulentam fecisti mihi
aquam bibenti?’ Laniger contra timens
‘Qui possum, quaeso, facere quod quereris, lupe?
A te decurrit ad meos haustus liquor’.
Repulsus ille veritatis viribus
‘Ante hos sex menses male’ ait ‘dixisti mihi’.
Respondit agnus ‘Equidem natus non eram’.
‘Pater hercle tuus’ ille inquit ‘male dixit mihi’;
atque ita correptum lacerat iniusta nece.
Haec propter illos scripta est homines fabula
qui fictis causis innocentes opprimunt. ”

E como sentenças são lidas por seres menos versados nas origens do
Direito, sua Excelência proveu, sabiamente, com a tradução do
texto selecionado:

“Lobo e o cordeiro

Chegaram aquele rio o lobo e o cordeiro forçados pela sede. Acima
da corrente se encontrava o lobo, mais longe, abaixo o cordeiro. E
abriu sua boca enorme típica de vicioso ladrão ademais incitada pela
razão que ali o havia trazido, a fome, enfrentou o lobo ao cordeiro dizendo:
“Como podes tornar turbulenta a água que bebo?” Ao que o cordeiro,
cheio de maldades, respondeu “e como posso tornar sujas as águas em
que bebes, o lobo, se estou abaixo na correnteza e vem de ti a
água que bebo?” Maltratado pela ironia sem fundamento da defesa falou o lobo,
sensatamente, “já fazem seis meses que de mim disseste terríveis
maledicências” ao que lhe respondeu o astuto cordeiro, “nem mesmo
eu era nascido a seis meses atrás”.
E daqui, deste ponto central do Direito Romano produzido por Aesopus,
sua Excelência retirou a súmula de sua peça acusatória com que
destruiu fundamentadamente toda a defesa do réu: “Pois então foi o
teu pai de mim falou mal” e rapidamente, num movimento típico da
rapidez com age a Justiça, lançou-se o lobo sobre o cordeiro e
o devorou.”

Terminou, brilhante, o fulgurante Procurador, sua Excelência Gebran,
“e assim, usando as sábias ideias do eminente doutor romano em Direito,
Aesopus, concluo que o réu por via de sua mãe, pois que seu pai cedo
o havia abandonado, havia aprendido a roubar e esconder dinheiros de
tal modo astuto que fica difícil para que nossa polícia e sua procuradoria
consigam descobrir por que meandros conseguiu o réu fazer passar
as vultuosas somas que subtraiu do erário e assim concluo que não somente
é culpado como que leve lhe foi dada a pena que ora incremento para
para 12 anos e um pouco mais.

Com isto se processou célere o julgamento eis que os demais Excelentíssimos procuradores, nada mais encontrando o que acrescentar e também com soí nas
Inquisitorias, nada tendo a dizer, nada se diz, calaram e acompanharam o
brilhante expositor ratificando sua sábia pena.

Uma sociedade que prende crianças – Israel

Uma sociedade que prende crianças, Ahed Tamimi é uma adolescente de 16 anos e vibra na luta pelos direitos do seu povo - o povo palestino, é este o seu crime.

Uma sociedade que prende crianças, Ahed Tamimi é uma adolescente de 16 anos e vibra na luta pelos direitos do seu povo – o povo palestino, é este o seu crime.

At 16 years old, Palestinian activist Ahed Tamimi has been called the ‘Rosa Parks of Palestine’. For years, she and her family have bravely stood up against the illegal Israeli occupation. Now she’s now facing up to 10 years in prison over an altercation with Israeli soldiers outside her home.

In a video that went viral on social media, an unarmed Ahed is shown coming face to face with two armed Israeli soldiers. She’s then seen slapping and kicking the soldiers wearing protective gear who were able to easily brush her advances away.

On 19 December, Ahed was arrested during a night raid of her home by Israeli soldiers. Since then, she has endured aggressive interrogation, sometimes at night, and threats made against her family.

Ahed is now charged with aggravated assault and obstructing the work of soldiers. Her trial before a military juvenile court is set for 31 January.

Ahed Tamimi and her extended family live in the village of Nabi Saleh, a Palestinian village 120 km from Jerusalem. They face frequent violence from the Israeli army for protesting against the theft of their land and loss of water resource as a result of Israeli settlement — a war crime stemming from Israel’s 50-year occupation of Palestinian land.

She’s one of approximately 350 Palestinian children held in Israeli prisons and detention centres.

There is nothing Ahed Tamimi has done that can justify the continuing detention of a 16-year-old child.
Help put the pressure on Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu to release Ahed.

Uma semana decisiva para o Brasil

A caminho de Porto Alegre para o momento decisivo.  Os desembargadores podem escolher se ficam ao lado do Brasil ou se preferem o colo quentinho do Tio Sam com direito a paleto talhado em Miami

A caminho de Porto Alegre para o momento decisivo. Os desembargadores podem escolher se ficam ao lado do Brasil ou se preferem o colo quentinho do Tio Sam com direito a paleto talhado em Miami

Entramos em uma semana decisiva para o Brasil e para a América Latina. Quarta-feira (24 de janeiro), em Porto Alegre, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, três desembargadores – João Pedro Gebran, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus – terão dois caminhos a seguir:

O caminho da Justiça, o único capaz de conter a fraude jurídica e a perseguição política contra Lula e a esquerda brasileira, reestabelecendo o pacto entre o Judiciário e a Constituição. Ou o caminho do acovardamento que ameaça, mais uma vez, impedir eleições efetivamente democráticas, cedendo a Lula o direito de ser candidato à Presidência da República e ao povo o direito de escolher seu presidente.

Em jogo está, portanto, o fim ou a continuidade do golpe de 2016 que, à revelia das urnas, afastou de forma ilegítima um governo eleito pela maioria da população, após quatro eleições de vitórias sucessivas do PT, partido nascido e construído pela base da população brasileira.

O restabelecimento da democracia ou o aprofundamento dessa falsa legalidade a que estamos submetidos, uma farsa sustentada diuturnamente pelas empresas de comunicação. A soberania do Brasil ou a submissão do Estado brasileiro, suas riquezas, a energia e os direitos de todo um povo à agenda neoliberal.

Uma agenda imposta a 200 milhões de brasileiros por grupos econômicos que optaram pelo dinheiro fácil da especulação, por uma imprensa que se recusa a fazer jornalismo, por parlamentares que jamais representaram os interesses de seus eleitores, por setores do Judiciário que condenam sem provas.

O resultado do julgamento na próxima quarta-feira será decisivo não apenas para o ex-presidente Lula, mas para milhões e milhões de brasileiros, cada dia mais, destituídos de seus direitos. Líder nas pesquisas de intenção de voto, caso se confirme a condenação do ex-presidente – após todas as barbaridades cometidas pela Lava Jato, inclusive a condenação de nove anos de prisão –Lula estará fora do páreo eleitoral conforme o sonho do condomínio golpista.

É por isso que Carta Maior, nesta semana, traz a você uma série de análises, reportagens e a cobertura de atos e, obviamente, do próprio julgamento. Nosso objetivo é que cada um de nossos leitores encontre em nossas páginas argumentos suficientes para fazer a disputa de opinião na sociedade em um momento que o aparato de comunicação, nas mãos do golpistas, jogará contra qualquer possibilidade do retorno de Lula ao poder.

Recomendamos, fortemente, o editorial de Saul Leblon que destaca, nesta semana que “executar Lula é a contribuição histórica das togas ao projeto conservador para o Brasil do século XXI”, no artigo “O day after do Brasil: a esperança assume o comando”. “Ao condená-lo, reforçam a hora da rua. Se o pouparem, reforçam a hora da rua. Se procrastinarem, reforçam a hora da rua. Em resumo: a página da história está virando diante nós. É preciso ler o que diz a página seguinte”, afirma Leblon.

Fundamental, também, a leitura das entrevistas do ministro Celso Amorim (leia “Acusações a Lula são muito frágeis”) e da ex-presidenta Dilma Rousseff (“A perseguição a Lula é outra das fases do golpe”) que mostram a ausência de provas da acusação contra o ex-presidente. Uma ausência explicitada pelo jornalista Jânio de Freitas, em sua coluna na Folha de São Paulo, que fazemos questão de reproduzir:

“Moro e os dalagnóis não conseguiram encontrar sinais da interferência de Lula, quanto mais a ligação com o apartamento. A saída com que Moro, na sentença a ser agora avaliada, pensa ultrapassar esse tipo de atoleiro é cômica: refere-se à tal interferência como ´ato de ofício indeterminado´. Indeterminado: desconhecido, não existente. Moro condenou por um ato que diz desconhecer, inexistir. A OAS, portanto, retribuía um favorecimento que não houve.”

Sobre a fragilidade de provas contra o ex-presidente, você poderá ler também os artigos “A lavajatolatria, o Carnaval e os Habeas Corpus de Gilmar Mendes”, do jurista Lenio Luiz Streck; “A caminho do Tribunal de Exceção” de Pedro Tierra; “Quem tem medo da prova°” de Leonardo Isaac Yarochewsky é Advogado e Doutor em Ciências Penais, “Não há provas contra o candidato Lula” do jornalista Dario Pignotti, do Página/12; “O ‘ julgamento’ de Lula e o cavalo de Troia, da professora Sylvia Debossan Moretzsohn (Universidade Fluminense); e “O incógnito 2018” do professor Marcus Ianoni e do pesquisador Felipe Maruf Quintas, ambos da Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Recomendamos, ainda, a leitura de “Por que a narrativa golpista foi vitoriosa?”, segundo da série escrita pelo professor Juarez Guimarães (Ciências Políticas da UFMG) pela pesquisadora Eliara Santana (análise do discurso PUC/MG) para que possamos compreender, de forma sistemática, como a narrativa golpista não apenas foi construída mas obteve aderência junto à população, mesmo aquela beneficiada pelos governos petistas.

Além dessas análises imperdíveis e muitas outras, você encontrará em nossa página a cobertura de atos, como o ato dos artistas e intelectuais que aconteceu em São Paulo (confira “Pelo direito de votarmos em Lula”) e no Rio de Janeiro (vela “A anistia do golpe está acabando, diz Lula em ato com artistas e intelectuais no Rio”). E, obviamente, reportagens diretamente de Porto Alegre sobre o julgamento, como “Porto Alegre vive dias tensos na semana que antecede julgamento de Lula” e UNE repete ato de 61 e instala sede em Porto Alegre pela Legalidade.

Isso tudo e muito mais você encontrará nesta semana na Carta Maior. Textos com profundidade que te auxiliarão a compreender este momento decisivo na história brasileira. Não tenhamos dúvidas, isso só é possível porque Carta Maior, ao contrário dos veículos da chamada grande mídia, tem um compromisso ético com seus leitores e com a luta progressista e de esquerda no Brasil e no mundo.

Um compromisso que nos faz buscar, dia após dia, a sustentabilidade deste projeto, garantindo a nossa independência financeira. Cientes de que temos muita luta pela frente, insistimos: permita-nos continuar este trabalho diário tornando-se um parceiro doador da Carta Maior (saiba como aqui).

Somente juntos e conectados (cadastre-se aqui e receba nosso boletim), poderemos resistir ao espúrio ataque da direita neste momento decisivo para o país. Sigamos juntos, firmes e fortes na luta.

Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior