CARTA ABERTA AO MAIOR DE NÓS

Meu companheiro Lula

Francisco Costa

Posso imaginar como você está se sentindo aí.
Não me refiro ao confinamento físico, este sei que você tira de letra e calcanhar, mas à condição psicológica, a de se sentir injustiçado.
Não pedirei para você pensar positivo, você é mestre nisso também, mas há males que vêm para o bem. Fosse eu religioso e diria que Deus escreve certo por linhas tortas.
Você já está no pódio da História, ao lado de Ghandi, Mandela, Luther King, Che… E só lhe faltava uma cadeia injusta, para se igualar a eles em todos os detalhes, com uma ressalva: Ghandi era de casta nobre, estudou na Inglaterra, o mesmo acontecendo com Mandela, da elite em seu povo. King era filho de pastor nacionalmente conhecido, e com estudos superiores, Che era médico, enquanto você… Um Paraíba pau de arara, fruto da terra, criado sem pai, proleta em linha de montagem de automóveis… E hoje… Cidadão do mundo.
Hoje amanheci pensando em que brasileiro eu poderia comparar com você, e só encontrei um: Pelé.
Não me refiro ao Edson Arantes, ao qual tenho restrições, mas ao Pelé, o filho do Dondinho e da miséria brasileira, que se transformou em sinônimo de Brasil.
Nas décadas de 60 e 70, esta sonora e simples palavra, Pelé, ecoava no mundo todo, entre os agricultores no interior da China e os doutorandos de Coimbra e da Sorbonne; nas tribos africanas e nos palácios europeus; entre os pescadores do Adriático e os extrativistas da Amazônia, nas coberturas em bairros nobres e nas favelas, nas palafitas e nas mansões, como se irmanasse o mundo, com judeus, cristãos, islamitas, budistas, ateus… Pronunciando Pelé, com os mais diversificados e variados sotaques: Pelé!
Nós vivemos essa época e nos lembramos disso, companheiro.
Pois você hoje é o Pelé da hora, Lula.
Os que pensaram te encarcerar, por entre grades, mais não fizeram que expô-lo ao mundo, que hoje pronuncia Lula como um dia pronunciou Pelé.
Você hoje é símbolo nacional, emblemática imagem de um país, como Mandela para a África do Sul, Ghandi para a Índia, Lincoln para os Estados Unidos… Capítulos a parte na História dos povos, ou como disse um poderoso, você é o cara.
Você tinha tudo contra: as origens, miséria e carências; a falta de escolaridade, numa sociedade de classe dominante preconceituosa e prepotente, telespectadora da Globo e pretensamente culta; uma voz rouquenha, dificultando a oratória; a estatura baixinha… Como Pelé, que mal falava, teve problemas de saúde na infância, apontando para a inadaptabilidade aos esportes, o pouco estudo…
Em comum, o talento inato, aquela centelha diferenciadora e ocasional, que acomete a poucos e só raramente, fazendo com que você faça na política e na administração pública o que ele fez no futebol: ter a capacidade de jogar em qualquer posição do time, com a mesma eficiência e rendimento, levando ao desespero os adversários cometendo faltas, agredindo, contundindo, sem perceberem que com isso estavam e estão confessando as próprias limitações, a inferioridade, medíocres diante do talento.
Não se considere preso, companheiro, mas apenas contundido, pronto para logo voltar ao campo, quando, mais que o Brasil, o mundo inteiro vai vibrar em uníssono, como um dia vibrou com um gol de Pelé, em final de Copa do Mundo.

Francisco Costa
Rio, 23/04/2018

Uma das coisas foi Lídice que na verdade foi como um relâmpago!

Sou paraense mas saí de Belém aos 17 anos para não mais voltar,
peguei o Ita no Norte…. e as vezes paro, penso e sinto saudades. Até porque eu sempre vivi a minha vida com grande intensidade e vivia intensamente em Belém onde tinha amigos e uma vida cultural e afetiva. Eu andei toda Belém a pés dos seus confins da época, do Marco até a Condor, no Jurunas onde ficava o puteiro de luxo com meretrizes argentinas e eu ia a Condor para dançar tango, que inocência! Ainda chamo a “governador Malcher” de São Jerônimo! Até 2013 ainda visitava Belém, mas meu pai morreu e eu perdi a última razão para ir a Belém.

Neste último ano em Belém me aconteceram coisas terríveis (no sentido positivo)
que até deveriam me ter prendido em Belém. Uma delas foi Lídice que na verdade
foi como um relâmpago! Eu estava no último ano do Curso Clássico porque me
dirigia para o Direito, quando a conheci, por acaso, estudando alemão com uma velha senhora viúva dum médico alemão mas, confesso que esta história está um pouco perdida no turbilhão do meu último ano de vida em Belém. Eu queria encontrar Lídice para lhe enviar um alô e ouvir sua história e se ela quiser ouvir, contar-lhe a minha.

Tudo que sei de Lídice é que ela era aluna do Gentil e, como eu, devia estar no último ano do Clássico mas não tenho certeza disto. Foi em 1961!

Eramos os dois únicos alunos da velha senhora de cujo nome nem me lembro, que maldade, e de certa forma durante algum tempo lhe fizemos presença. Isto durou dois ou três meses porque em Dezembro eu viajei para Fortaleza para fazer o vestibular de Direito e assim desapareci de Belém, perdi Lídice, Belém e o Pará. Há perdas irreparáveis na vida da gente sobretudo quando se é jovem e se tem a cabeça a roda em busca dum futuro brilhante e promissor, que alguns alcançam, como eu alcancei, mas com certas perdas que depois choramos mas elas ficaram no passado, viraram as lembranças e naturalmente ficam também envolvidas em confeites e protegidas com o sentimento da época. Na imaginação, na lembrança, não há velhice, não há doenças, a morte se encontra distante e até há uma música de fundo protegendo todo o cenário. Lídice foi este relâmpago uma estrela candente (não é cadente) que eu tive a oportunidade de perceber passando rápido no horizonte.

Eu já tentei esta busca antes, escrevi para a direção do Colégio Gentil Bittencourt e até recebi uma resposta curta dizendo-me da impossibilidade de encontrar os vestígios do que busco, apenas não acredito, o Colégio deve ter dados dos seus ex-alunos, alguma informação que me permita encontrar Lídice se ainda estiver viva pois teria 75 anos como eu. Acho que lhe seria agradável saber que me lembro dela.

Juristas e o caso Lula

Eu não li o livro e nem pretendo lê-lo até porque não tenho dúvidas a respeito do que vem acontecendo então não me interessa sua leitura, mas para quem tem dúvidas a respeito de que Lula seja um prisioneiro político se trata duma leitura obrigatória.

São 103 juristas brasilelros que produziram os capítulos do livro
cuja resenha lhe apresento a seguir logo abaixo, em seguida, após a resenha, você pode ler os nomes dos autores de cada um dos capítulos do livro.

Comentários a uma sentença anunciada: o Processo Lula” é talvez o mais importante documento jurídico publicado no Brasil em décadas. A presente coletânea de artigos nasceu de um movimento espontâneo e bastante significativo de juristas brasileiros que examinaram cuidadosamente a sentença proferida no âmbito do processo que tramitou na 13ª Vara Federal de Curitiba, no caso que ficou conhecido na mídia como o do “tríplex do Guarujá”. Para além do caráter inédito da condenação criminal de um ex-Presidente da República em circunstâncias políticas em tese não comparáveis às das ditaduras brasileiras do século passado, a sentença, que em larga medida era aguardada como desfecho não surpreendente deste processo criminal, provocou imediata reação entre os que a leram comprometidos unicamente com o propósito de tentar entender os motivos pelos quais Luiz Inácio Lula da Silva está sendo punido pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de ativos de origem ilícita. A certeza da condenação era fato. Admiradores e opositores do ex-presidente sabiam que não haveria outro veredito. A dúvida residia em conhecer as razões da condenação, exigência normativa da Constituição de 1988 que, pelas inevitáveis repercussões políticas do mencionado processo, mostraram o acerto do Constituinte de 1987-1988 ao elevar a fundamentação das decisões ao patamar de garantia constitucional do processo. A probabilidade de condenação do ex-presidente Lula e a sua confirmação são muito mais do que meras convicções de um processo bastante problemático sob qualquer ângulo. O leitor tem consigo mais do que a obra de cento e vinte e um autores, retratada em cento e três artigos que submetem todos os aspectos da longa sentença ao criterioso exame que a ciência penal, o direito constitucional e outras áreas do saber consideram fundamentais para afirmar o Estado de Direito no Brasil.

“Comentários a uma sentença anunciada: o Processo Lula” é uma espécie de Carta Compromisso com a Cidadania, a Democracia e o Estado de Direito.

Os autores de cada um dos capítulos do livro:

Óscar Guardiola-Rivera. Álvaro de Azevedo Gonzaga. Beatriz Vargas Ramos. Carol Proner. Gisele Ricobom. Charlotth Back. Cristiane Brandão. Eder Bomfim Rodrigues. Fernando Hideo I. Lacerda. Flavio Crocce Caetano. Francisco Celso Calmon. Gabriela Shizue Soares de Araujo. Gisele Cittadino. João Paulo Allain Teixeira. Gustavo Ferreira Santos. Marcelo Labanca Corrêa de Araújo. João Ricardo W. Dornelles. João Vitor Passuello Smaniotto. Décio Franco David. Jorge Bheron Rocha. Paula Saleh Arbs. José Carlos Moreira da Silva Filho. José Francisco Siqueira Neto. Juarez Tavares. Ademar Borges. Juliana Neuenschwander. Marcus Giraldes. Juliana Teixeira Esteves. Carlo Cosentino. Laio Correia Morais. Vítor Marques. Lenio Luiz Streck. Marcelo Ribeiro Uchôa. Inocêncio Rodrigues Uchoa. Marcio Sotelo Felippe. Marcio Tenenbaum. Margarida Lacombe Camargo. José Ribas Vieira. Maria Cristina Vidotte Blanco Tarrega. Samira Andraos Marquezin Fonseca. Maria Goretti Nagime Barros Costa. María José Fariñas. Martonio Mont’Alverne Barreto Lima. Nasser Ahmad Allan. Otávio Pinto e Silva. Paulo Petri. Fabiano Machado da Rosa. Pedro Pulzatto Peruzzo. Tiago Resende Botelho. Ricardo Franco Pinto. Roberto de Figueiredo Caldas. Ricardo Lodi Ribeiro. Rosa Maria Cardoso da Cunha. Ruben Rockenbach Manente. Sergio F. C. Graziano Sobrinho. Tania Oliveira. Tarso Genro. Tatyana Scheila Friedrich. Larissa Ramina. Valeir Ertle. Weida Zancaner. Celso Antônio Bandeira de Mello. Wilson Ramos Filho. Ricardo Nunes de Mendonça. [Autores de Capítulo]

E você pode baixar o livro daqui pois decidiram deixá-lo livre para leitura

Comentários sobre um caso de Lawfare

Eu não li o livro e nem pretendo lê-lo até porque não tenho dúvidas a respeito do que vem acontecendo então não me interessa sua leitura, mas para quem tem dúvidas a respeito do prisioneiro político se trata duma leitura obrigatória.

Fora ​com vádio do traira!
Vamos derrubá-lo agora em​ 2018 ainda para comemorar Tiradentes
Tarcisio

#ForaTemer

Prisioneiros da Terceira dimensão e para marcar, #ForaTemer o traidor da pátria (um deles).

Comentários a uma sentença anunciada: o Processo Lula

“Comentários a uma sentença anunciada: o Processo Lula” é talvez o mais importante documento jurídico publicado no Brasil em décadas. A presente coletânea de artigos nasceu de um movimento espontâneo e bastante significativo de juristas brasileiros que examinaram cuidadosamente a sentença proferida no âmbito do processo que tramitou na 13ª Vara Federal de Curitiba, no caso que ficou conhecido na mídia como o do “tríplex do Guarujá”. Para além do caráter inédito da condenação criminal de um ex-Presidente da República em circunstâncias políticas em tese não comparáveis às das ditaduras brasileiras do século passado, a sentença, que em larga medida era aguardada como desfecho não surpreendente deste processo criminal, provocou imediata reação entre os que a leram comprometidos unicamente com o propósito de tentar entender os motivos pelos quais Luiz Inácio Lula da Silva está sendo punido pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de ativos de origem ilícita. A certeza da condenação era fato. Admiradores e opositores do ex-presidente sabiam que não haveria outro veredito. A dúvida residia em conhecer as razões da condenação, exigência normativa da Constituição de 1988 que, pelas inevitáveis repercussões políticas do mencionado processo, mostraram o acerto do Constituinte de 1987-1988 ao elevar a fundamentação das decisões ao patamar de garantia constitucional do processo. A probabilidade de condenação do ex-presidente Lula e a sua confirmação são muito mais do que meras convicções de um processo bastante problemático sob qualquer ângulo. O leitor tem consigo mais do que a obra de cento e vinte e um autores, retratada em cento e três artigos que submetem todos os aspectos da longa sentença ao criterioso exame que a ciência penal, o direito constitucional e outras áreas do saber consideram fundamentais para afirmar o Estado de Direito no Brasil. “Comentários a uma sentença anunciada: o Processo Lula” é uma espécie de Carta Compromisso com a Cidadania, a Democracia e o Estado de Direito.

AgoraLulaLivreAgoraMotivoDoGolpe

Autores de Capítulo
Óscar Guardiola-Rivera. Álvaro de Azevedo Gonzaga. Beatriz Vargas Ramos. Carol Proner. Gisele Ricobom. Charlotth Back. Cristiane Brandão. Eder Bomfim Rodrigues. Fernando Hideo I. Lacerda. Flavio Crocce Caetano. Francisco Celso Calmon. Gabriela Shizue Soares de Araujo. Gisele Cittadino. João Paulo Allain Teixeira. Gustavo Ferreira Santos. Marcelo Labanca Corrêa de Araújo. João Ricardo W. Dornelles. João Vitor Passuello Smaniotto. Décio Franco David. Jorge Bheron Rocha. Paula Saleh Arbs. José Carlos Moreira da Silva Filho. José Francisco Siqueira Neto. Juarez Tavares. Ademar Borges. Juliana Neuenschwander. Marcus Giraldes. Juliana Teixeira Esteves. Carlo Cosentino. Laio Correia Morais. Vítor Marques. Lenio Luiz Streck. Marcelo Ribeiro Uchôa. Inocêncio Rodrigues Uchoa. Marcio Sotelo Felippe. Marcio Tenenbaum. Margarida Lacombe Camargo. José Ribas Vieira. Maria Cristina Vidotte Blanco Tarrega. Samira Andraos Marquezin Fonseca. Maria Goretti Nagime Barros Costa. María José Fariñas. Martonio Mont’Alverne Barreto Lima. Nasser Ahmad Allan. Otávio Pinto e Silva. Paulo Petri. Fabiano Machado da Rosa. Pedro Pulzatto Peruzzo. Tiago Resende Botelho. Ricardo Franco Pinto. Roberto de Figueiredo Caldas. Ricardo Lodi Ribeiro. Rosa Maria Cardoso da Cunha. Ruben Rockenbach Manente. Sergio F. C. Graziano Sobrinho. Tania Oliveira. Tarso Genro. Tatyana Scheila Friedrich. Larissa Ramina. Valeir Ertle. Weida Zancaner. Celso Antônio Bandeira de Mello. Wilson Ramos Filho. Ricardo Nunes de Mendonça.

O livro pode ser livremente baixado e distribuído, aqui a versão em inglês e eu vou procurar o link para a versão em portugues e vou também postar aqui.
http://www.sobralmatematica.org/aveiro/libri/01comments_on_a_notorious_verdict.pdf um livro duma centena de juristas
brasileiros sobre o caso Lula. Pode ser livremente baixado.

Aqui você pode contribuir para a manutenção da Ocupação em Curitiva da Vigilia Lula Livre

Escreva um cartão postal ao Presidente Lula. Write a postcard to Lula

Não chorem, escrevam para o Lula e divulguem o endereço pedindo que mais gente lhe escreva. Ele precisa de um enorme apoio preso e entregue à sádica polícia aos 72 anos de idade. Raspem e colem o endereço e de preferência enviem cartão postal com a mensagem em aberto para deixar claro o apoio que lhe damos.

It is not time to mourn, it is time do fight and Lula needs your attention while in prison. Write a postcard from your town to him and you will find a link to address label at the end of this note.

Raspe, imprima e cole num cartão postal. Or simply copy and paste from the this
changing “para” to “To” in case you are abroad. Change, Brasil to Brazil accordingly with if you are abroad.
Ele precisa dum de apoio agora que está entregue à sádica polícia aos 72 anos de idade.
Para (To)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Sede do PT – Curitiba
Alameda Princesa Izabel, 160
São Francisco
80510-200 Curitiba – PR – Brasil

Observe que houve uma alteração no endereço para o envio de cartões ao Presidente Lula, o endereço acima já está atualizado. Remark the change of address to send postcards to President Lula, the above address is uptodate.

Traduza e divulgue em todos os meios para o Mundo inteiro se manifestar pelo preso político em Curitiba. Tenha o cuidado de que fique no modo texto, como acima, para facilitar o trabalho de raspar, imprimir e colar num cartão postal.

Translate and disseminate in all media for the whole World to manifested solidarity with the political prisoner in Curitiba. Be careful to stay in text mode, as above, to make it easier to scratch, print, and paste at a postcard. Send a postcard from your town so Lula may know that the whole World is looking to fake justice we have in Brazil.

Aqui você encontra duas páginas, em pdf, com etiquetas para cartão postal Na primeira página está o endereço para quem postar do Brasil. Na segunda página para quem postar do exterior. O endereço no link já foi alterado!

Here you are address labels. Two pages in pdf. Send your postcard do Lula send a postcard of your town Here you are address labels. Two pages in pdf. From the second page if you are abroad. Send your postcard do Lula send a postcard of your town. The address at the link is uptodate.

Please help the fight of Brazilian people to come back to democracy.

O triste fim dos lacaios das ditaduras

Eu não sou historiador, sou matemático, mas sou cidadão e me sinto com o dever e o direito de me manter razoavelmente por dentro da história recente do nosso país porque quem não sabe História pode se tornar responsável por mais erros históricos. Oxalá eu encontre aqui algumas colaboradoras para enriquecer e completar este relato que faço num momento de dor passado o macabro espetáculo que todos esperávamos que acontecesse na Ínfima Corte Que Assola nossa Constituição em que covardes históricos se acanalharam frente os lacaios mais importantes do imperialismo neste
golpe que nos assola.

Não é nada agradável ter que repassar os nomes dos picaretas sujos e
imundos que ao longo da História fizeram o papel de lacaios da imperialismo
mesmo que se beneficiando durante algum tempo ou até mesmo durante muito
tempo, mas que de uma forma ou de outra terminaram os seus dias ou
presos, ou repudiados. Mas é um dever histórico.

O repugnante Franco, que inventou um rei corrupto para Espanha conseguiu
morrer numa cama depois de matar e torturar centenas de milhares de
espanhóis ao longo dos 35 anos que torturou a Espanha. Usava dos métodos mais terríveis para matar os seus opositores, o garrote que matava
esmagando a cabeça e parece que a sua última vítima foi um membro da classe média da Catalunha, Salvador Puig Antich.
O repugnante morreu em 73 sem pagar pelos seus crimes
mas apesar de que o reinado fajuta que emporcalha a Espanha ter tentado protegê-lo em paga de ser ter sido por ele implantada, em 2008 uma estátua
sua foi arrancada e derrubada mas aos poucos os historiadores criam
coragem e começar a contar a selvageria deste miserável. Em algum momento os espanhóis devem eliminar o memorial que os desonra pela morte de mais
de 500 mil espanhóis para colocar os restos numa cova simples com o letreiro que lhe fará justiça, “aqui jazem os restos mortais dum assassino de centenas de espanhóis”. Esta é a luta da “Asociación para la Recuperación de la Memoria Histórica”, como entre nós, na Argentina, existem instituições chamadas “Verdade” em que buscamos rastrear e tirar do fundo do lamaçal das ditaduras o nome daqueles que mancharam a nossa história. E os delinquentes fardados que são também responsáveis pela morte de Marielle e de outros tantos seres humanos que vão morrendo no olvido tentam evitar, inutilmente, que a Verdade ressurja depois que fizerem o seu trabalho imundo.

Maluf, Delfim Neto, estão a beira da morte entre prisão domiciliar ou prisão comum e foram membros do grupo dominante de lacaios do imperialismo entre nós. Alguns já morreram sem maior sofrimento como Quércia, o radialista, ou Covas que parece não ter sido completamente indecente a não ser por ter parido o sobrinho, filho ou neto que agora emporcalha o governo municipal de São Paulo. Estes dois, Maluf, Delfim Neto, mostram como devem terminar a vida os atuais lacaios do imperialismo que interromperam o curso da democracia no Brasil em 2016. Que a terra não lhes seja muito pesada em algum momento.

Pinochet terminou a vida preso num apartamento numa luta encetada pelos que ainda hoje dominam o Chile e que tentavam proteger-se escondendo o repugnante Pinochet da justiça. Morreu doente e preso num apartamento tendo um pouco antes estado por cerca de seis meses preso numa luxuosa mansão em Londres sem poder passear pela Europa como pretendia tendo que retornar, vilmente e envergonhado, de volta ao Chile onde ficou penando até morrer, como já mencionei, preso num apartamento. Mas não foi julgado como merecia e esperemos que seja julgado pós mortem pelos milhares de mortos e torturados na ditadura que ele dirigiu depois de ter traído e matado Salvador Allende.

Hoje até mesmo os militares na Argentina procuram se livrar de qualquer ligação com os torturadores lacaios da operação americana, Operação Condor que foi a “holding” das ditaduras na America Latina, do Brasil, à Argentina, Uruguai e Chile. Aqui, o último João, pode morrer numa cama em sua casa escondido num sítio em algum lugar no interior do Rio Grande do Sul onde soltava os cachorros contra quem quisesse lembrá-lo de teria sido o último ditador. Não sei de crimes que ele tenha, diretamente, cometido porque a bomba no Rio Centro pode ter sido explodida no colo dum militar por um erro do grupo super terrorista liderado pelo general Newton Cruz à deriva do Último João uma vez que a ditadura militar já estava em plena decomposição coisa que os atuais ignorantes militares desconhecem quando abrem a boca nos ameaçando com nova ditadura militar.

Este será inevitavelmente o fim dos membros da lista imunda dos golpistas que nos assolam, por enquanto bem empoleirados no judiciário, no Congresso ou no Alvorada. Talvez não cheguem a ser presos, como deveriam, porque são criminosos, mas a História será implacável com eles. Ao passo que Mandela, foi preso, mas tem um lugar brilhante na História como certamente será o caso do possível futuro preso político Luiz Inácio Lula da Silva, o cara que tirou o Brasil da 16ª posição na economia mundial para nos levar à 6ª posição ultrapassando a Inglaterra um outro “reino” fajuta como alguns insistem em chamar. Um reino fajuta em decadência que aos poucos vai se quebrando com repúblicas escapando aos poucos da famigerada família que se assola os ingleses.