Ditadores e suas vergonhosas sinas.

Salazar, até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho, nunca manifestando sequer a suspeita de que já o não era − no que não era contrariado pelos que o rodeavam. Mas ainda não foi julgado, como merece, pelos crimes que cometeu contra a Humanidade.

Franco escapou ileso dos seus crimes contra a Humanidade porque enfiou um reinado no rabo dos espanhois que se ocupou de protegê-lo e
deixar morrer sem julgamento. Ainda não foi julgado, como merece,
pelos crimes que cometeu contra a Humanidade.

Pinochet conseguiu manter-se como o mais alto responsável pelas Forças Armadas do país, até Março de 1998, altura em que passou a ocupar o cargo, por ele criado, de senador vitalício no Congresso chileno, ao qual renunciou em virtude dos problemas de saúde e das diversas acusações de violações aos direitos humanos. Seus últimos anos não foram fáceis, viajou para Inglaterra mas não pode passeiar e fazer compras nas lojas de Londres porque um pedido internacional de prisão foi lançado contra ele fazendo com o que democrático governo inglês o mantivesse protegido sob prisão domiciliar enquanto conseguiram que a justiça levantasse o pedido de prisão e assim, depois de quase 500 dias ele retornou ao Chile sem grandes benefícios para o passeio e terminou morrendo sob prisão domiciliar, mas ainda não foi julgado, como merece, pelos crimes que cometeu contra a Humanidade.

Somoza morreu assassinado por um opositor da ditadura. Em 1955, a constituição foi modificada para permitir que ele pudesse concorrer a um novo mandato. Pouco depois de ser nomeado, foi atingido por um tiro no peito, em 21 de Setembro de 1956, disparado pelo poeta Rigoberto López Pérez na cidade de León, e morreu dias após ser removido para um hospital na Zona do canal do Panamá. Seu filho mais velho, Luis Somoza, o sucedeu. Mas não foi julgado, como merece, pelos crimes que cometeeu contra a Humanidade.

Ferdinando Marcos ditador das Filipinas, em 1986, foi declarado oficialmente vencedor das eleições, mas suspeitou-se a nível nacional e internacional de fraude eleitoral maciça, tendo-se o exército, então, dividido e Marcos fugido para o Havaí (já no curso da chamada Revolução de Edsa ou Revolução do Poder Popular[1] ) subindo ao poder Corazón Aquino, a viúva de Benigno Aquino, um dos seus grandes opositores. Mas não foi julgado, como merece, pelos crimes que cometeu contra a Humanidade, entretanto terminou os seus dias exilado numa pequena colônia americana, Havai, uma vez que o governo americano não podia admitir a sua presença no território continental.

Castelo Branco o golpista de 1º de abril de 1964, cujo ministro da Guerra de Castello Branco, e seu futuro sucessor, Costa e Silva, pertencia à chamada “linha dura”, mais ligada aos serviços de inteligência dos Estados Unidos, de quem recebia orientações e fundos. Morreu, logo após deixar o poder, em um acidente aéreo (mal explicado pelos inquéritos militares) ocorrido em 18 de julho de 1967: um avião Lockheed T-33 da Força Aérea Brasileira teria atingido a cauda do avião Piper PA-23 Aztec no qual Castelo Branco viajava, o que fez com que o Piper caísse.[23][24][25] O corpo do Marechal Castelo Branco foi sepultado no cemitério São João Batista na cidade do Rio de Janeiro, onde ficou até 1972, quando transferido ao Monumento-Mausoléu Castelo Branco (Fortaleza). Ele e os outros ditadores que o sucederam ainda não foram julgados, como merecem, pelos crimes que cometeram contra a Humanidade.

Videla passou apenas cinco anos na prisão. Em 1990, o então presidente Carlos Saúl Menem fez uso da faculdade presidencial do indulto para ditar sua libertação, junto com a de outros membros de juntas militares e chefes da polícia da Província de Buenos Aires e do dirigente montonero Mario Eduardo Firmenich, através dos decretos 2741/90 e 2742/90. Menem argumentou ser necessário “superar os conflitos passados” para justificar sua atitude. Em 1998, Videla regressou à prisão, por curto período, pois um juiz determinara que as questões de subtração de menores durante a chamada Guerra Suja constituíam crimes de lesa humanidade, sendo, portanto, imprescritíveis. O ex-presidente passou 38 dias na Prisão de Caseros até que lhe foi concedido o direito à prisão domiciliar, em atenção à sua idade. Este foi um dos criminosos contra a Humanidade que foi julgado e condenado como em algum momento todos os demais também o serão.

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