Houve um crime contra a Constituição

Houve um crime contra a Constituição
Tarcisio Praciano-Pereira

Não pode haver mais dúvidas, e temos as provas, houve um crime contra a Constituição!

Os criminosos se encontram refestelados no poder, no Judiciário, no STF, STJ e nos tribunais que destes se derivam como STE e CNJ, estão no poder Executivo e no Legislativo, fazem parte da gangue dos banksters e dominam posições chave dentro das associações comerciais e industriais são os que formam o famigerado “1%” indivíduos egoístas e burros porque não conseguem compreender que é numa sociedade organizada e bem estruturada em que todos têm direitos e obrigações sem que ninguém fique excluído, que todos podemos viver bem e os 12 anos de governo do PT foram um exemplo disto com prosperidade para todos inclusive para o famigerado “1%” que apenas agora está querendo tudo!

Os criminosos são burros, ignorantes mesmo, porque não conseguem entender que a violência latente na sociedade é produto da extrema concentração de riqueza que nos leva todos a viver mal. Hoje não podemos circular a pé ou de bicicleta porque aqueles que se encontram na extrema miséria se tornaram nossos inimigos e pretende ver em cada um de nós que tem mais do que eles uma presa própria da selvageria em que a Sociedade dos egoistas nos colocou a todos. E sendo menos burro e egoísta dá para olhar para trás e reconhecer que os 12 anos de governo do PT foram um exemplo disto com prosperidade para todos inclusive para o famigerado “1%” que apenas agora está querendo tudo!

Eu não sou petista, embora tenha apoiado seguidamente os governos do PT desde a fundação deste partido, exatamente porque não sou burro e sempre entendi que somente posso viver bem se não houver excluídos na Sociedade e portanto eu não esteja vivendo numa selva urbana em que o meu semelhante seja um inimigo e eu uma presa potencial. Quem que tenha vivido, ou visitado algum país desenvolvido de forma menos idiota do aquela que é própria dos turistas deve ter observado que onde existir menos desigualdade social é onde se vive melhor e Portugal é um bom exemplo disto porque se não é a sociedade ideal, pelo menos lá existe uma relativa igualdade social que faz dos portugueses todos cidadãos de uma mesma nação. Portugal pode e deve melhorar, ainda está longe do ideal. A Suécia, não a Suécia de hoje em que diariamente acontecem crimes contra idosos, contra crianças, contra as mulheres, contra os não brancos que lá vivem e onde existem três bairros em Estocolmo onde não entram nem a polícia, nem os bombeiros e nem as ambulâncias porque eles se encontram sitiados por drogados e traficantes. Penso na Suécia dos anos 70 onde vivi e onde concluí o meu doutorado em Matemática quando eu andava de bicicleta 365 dias por ano, usava uma bicicleta dupla que nos fins de semana era o veículo de transporte para o lazer da família em que íamos nela eu e minha esposa e mais dois garotos em cadeiras. Havia mais um garoto que nos seguia em sua própria bicicleta, e desta forma passeia vamos pela cidade toda, em Upsala, íamos juntos para um clube municipal ou simples passeia vamos pelos bosques da cidade. Na década de 70 a Suécia lembraria Portugal dos dias de hoje, era mais justa e com menos desigualdade social, uma desigualdade social que se instalou no país em consequência de terem abandonado a Social Democracia apelando para o Neo Liberalismo: as escola pública foram privatizadas, os Correios, o sistema telefônico, a Estrada de Ferro também o foram numa privatização branca, escondida. Se instalou uma violenta desigualdade social na Suécia que em parte foi seguida pela Dinamarca, Finlândia e Noruega. Hoje os suecos sentem que foi um erro e começam a pensar no retorno aos tempos bons.

A burrice instalada entre o “1%” que detém o poder no Brasil nos levou a este golpe imundo que em 3 anos já destruiu quase por completo o estado de bem estar que nós havíamos construído ao longo de décadas, começou com Getúlio Vargas que instituiu a Previdência Social e eu ainda me lembro dum diálogo com meu, num certo dia em que na casa de frente à nossa havia morrido o pai dum garoto que era meu colega de rua, quando perguntei ao meu “e se tu morreres, como ficamos?” e me lembro da resposta, “não vai ter nenhum problema porque o Instituto de Previdência dos Marítimos, o IAPM, criado por Getúlio, vai pagar a tua mãe quase a mesma coisa que eu ganho, vocês estarão amparados!” E desde a época do Getúlio que temos uma Previdência que foi sendo reformada mas que segue firme e forte e que nos garante a quase todos uma segurança social, esta mesma segurança social que os golpistas querem nos roubar para transforma na mentira que eles tentam passar da “capitalização” que é um jogo econômico, uma espécie de loteria em que somente ganham os que estão do lado de dentro, os banisteras.

Houve um golpe, houve um crime, nós sabemos a lista extensa dos criminosos e temos que lhes propor um pacto para sairmos deste golpe imundo. Eles tem o poder mas eles já devem ter começado a ver que foi um erro propor a destruição do Estado porque a matança nas ruas aumentou assustadoramente e no momento atingi os negros, os menos protegidos mas ela iria se propagar como uma doença infecciosa para uma extensão muito maior da população se os golpistas conseguissem liberar o uso de armas para quem as pudesse comprar. O roubo de armas faria que elas chegassem às mãos de muito mais gente e a pobreza armada iria se defender de uma forma nada mais do que legítima, quem nada tem adquire o direito de rouba de quem tem alguma coisa e assim todos nós aos poucos estaríamos na mira dos despossuídos em seu direito natural se apropriar daquilo que lhes faltasse. E como funciona a selva, cedinho de manhã, quando o sol se levanta, uma corça se acorda e ela sabem que se não correr mais rápido que o mais rápido dos leões, ela vai virar pasto de leão. Toda a manhã um leão se acorda quando o sol se levanta, um leão se acorda e sabe que se ele não correr mais rápido que a mais lenta das corças vai lhe sobrar um dia de fome. Então, não interessa se você é uma corça ou um leão, quando o sol aparecer, saia correndo. É assim na selva, á assim que os golpistas queriam transforma a sociedade em que vivemos, uma selva de pedra em que em cada esquina menos iluminada cada um de nós se poderia transforma num presa e não seria dum leão, mas dum nosso semelhante faminto.

“Every morning in Africa, a gazelle wakes up. It knows it must run faster than the fastest lion or it will be killed. Every morning a lion wakes up. It knows it must outrun the slowest gazelle or it will starve to death. It doesn’t matter whether you are a lion or a gazelle: when the sun comes up, you’d better be running.”

Houve um golpe, houve um crime, nós sabemos a lista extensa dos criminosos e temos que lhes propor um pacto para sairmos deste golpe imundo. E eu já fiz esta proposta que agora estou reiterando. Vocês são criminosos, os membros do STF, do STJ, do STE, da CNJ, das Federações de Industria e Comércio, muito dos que se encontram ilegitimamente no Congresso porque lá chegaram pela via das eleições fraudadas agora em 2018 mas também em anos anteriores. Tem senador que é milionário e que enriqueceu com a privataria tucana quando engoliu a companhia telefônica que era nossa, ficou com parte dos lucros na venda da companhia de energia elétrica que era nossa, fora outras roubalheiras de que sempre viveu, porque já dizia São João Crisóstomo, “todo rico é ladrão”. Mas houve um golpe, houve um crime, nós sabemos a lista extensa dos criminosos e temos que lhes propor um pacto para sairmos deste golpe imundo. Que nos devolvam a democracia, sem condições, que anulem o item imundo do golpe que foi tirar a Presidente Dilma e que ela retorne para reorganizar o país, chamar eleições gerais que devem se caracterizar como “constituintes” para que nós retomemos a Constituição Cidadã com algumas pequenas reformas entre as quais (1) redefinir o papel das chamadas forças armadas deixando bem claro se trata de uma instituição do Estado em que trabalham servidores públicos sem o adjetivo desnecessário “militares” e que devem se enquadrar no regime comum de todos os servidores públicos da União, (2) redefinir o judiciário que como qualquer outra parte do serviço público a entrada deve se dar por concurso público desde a 1ª instância até a última, concurso público de provas e títulos com uma exigência escalonada para que no STF sentem apenas juristas renomados e de preferência professores titulares de Universidades onde já terão sido testados do ponto de vista de conhecimento jurídico para evitar que tenhamos a devassidão que se espalha pelos tribunais, pelo STF, STJ. (3) Qualquer outra reforma que um Congresso Constituinte considere adequando fazer na Constituição Cidadã mas que somente possa ser feita depois dum referendo popular devidamente divulgado e amplamente discutido com a população para finalmente criar um mecanismo mais rigoroso e seguro para outras reformas constitucionais.

Houve um golpe, houve um crime, nós sabemos a lista extensa dos criminosos e temos que lhes propor um pacto para sairmos deste golpe imundo e um pacto tem de ser proposta para que os criminosos cedam e nos devolvam a democracia sem precisamos sair para uma luta sangrenta e revolucionária que é um direito nosso, como nos ensina a carta de independência dos Estados Unidos da América do Norte que alguns reverenciam e pretendem dizer que seguem mas escolhem em geral a pior parte, mas diz a carta de independência dos Estados Unidos da América do Norte “
A prudência, de fato, mostra que Governos estabelecidos há muito tempo
não devem ser substituídos em função de causas passageiras ou superficiais;
ainda de acordo com o que a experiência nos mostrou, a humanidade está mais
disposta a sofrer, a um ponto próximo do insuportável, do que se levantar para
eliminar a situação a que ela se encontra acostumada. Porém, quando uma longa
cadeia de abusos e violências tendo como meta invariável o objetivo de reduzi-
la ao mais absoluto despotismo, é o seu direito, é o seu dever, derrubar um tal
governo e assim garantir novos guardiões para o seu futuro e sua segurança.

  • Declaração da Independência (dos EUA).
    portanto, respaldados na Declaração da Independência (dos EUA) temos “o direito e o dever de derrubar um tal
    governo e assim garantir novos guardiões para o seu futuro e sua segurança.”

Em troca poderemos lhes garantir penas mais suáveis.

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