Bunda suja pretende “privatizar” os dados dos brasileiros

Imagine que um ex-servidor, dias depois de se aposentar, começa a receber ligações telefônicas oferecendo empréstimo consignado. Uma seguradora de veículos com quem um cidadão jamais teve contato lhe oferece um novo seguro semanas antes de vencer o contrato que está em vigência. O timing não é mágica. É uma estratégia planejada, com base em informações confidenciais mantidas pelo Governo e consideradas valiosíssimas para qualquer empresa que busca dados de potenciais clientes. O que elas têm em comum é que todas são processadas e armazenadas por duas lucrativas companhias públicas brasileiras que o Governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende privatizar, o Serpro e a Dataprev. A reportagem de Afonso Benites explica sobre o impacto potencial, incluindo a segurança dos dados em jogo, da venda das duas empresas, prevista pelo Governo para o próximo ano.

Nesta edição, contamos também os detalhes da indicação do nome de Augusto Aras para Procurador Geral da República. Pela primeira vez desde o Governo FHC, presidente ignora lista tríplice da categoria. Aras não concorreu ao cargo na eleição da Associação Nacional dos Procuradores da República, mas ganhou a simpatia do presidente por se forjar publicamente com uma pessoa conservadora. Na campanha para o cargo, subprocurador da República falou contra a ideologia de gênero e a criminalização da homofobia. O padrinho político de Aras foi o ex-deputado federal e membro da bancada da bala Alberto Fraga (DEM-DF). O ex-parlamentar chegou a ser cotado para ocupar um ministério ou cargo em segundo escalão no Governo Bolsonaro, mas seu projeto não decolou porque foi condenado por receber propina de 350.000 reais em contratos de transporte. A nomeação do PGR por Bolsonaro era uma das mais esperadas porque o cargo detém poder estratégico sobre o destino da operação Lava Jato.

Enquanto isso, na Finlândia, uma política para reduzir a população sem moradia é implementada com sucesso: outorgar casa a quem necessita, sem exigências. “O futuro começa com um molho de chaves” reza o lema da campanha governamental que reduziu entre 2008 e 2015 em 35% o número de cidadãos que vão dormir e acordam todos os dias a céu aberto. A reportagem de Belén Domínguez Cebrían explica como funciona a medida que agora tem a ambiciosa missão de erradicar a população de rua em todo o país até 2027.

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