Carta aberta, parafraseando Guerra Junqueiro, aos traidores da Pátria

Aos traidores da Pátria

Levemente parafraseado de Caridade e Justiça de Guerra Junqueiro por Tarcisio Praciano Pereira. https://padrecelestinopimentel.blogspot.com/2014/05/a-poesia-de-guerra-junqueiro_30.html

Vocês que sujaram a Constituição no golpe de 2016, já reconhecido cinicamente pelo Vampirão num testemunho de validade indiscutível, eis que ele foi o primeiro beneficiado do golpe.

Vale lembrar um costume sagrado no Japão, onde, em Tóquio, existe um bosque famoso e conhecido popularmente pela alcunha de “Bosque dos Arrependimentos”. Os japoneses, quando flagrados em atos tão imundos quanto o golpe de 2016, não suportando a vergonha que teriam que sofrer ante a família, a Sociedade, os amigos, os filhos, o olhar doce e inquisitivo dum neto ou duma neta, compram uma corda e comparecem ao último e sagrado julgamento, comparecem ao “Bosque dos Arrependimentos”, escolhem uma árvore alta e forte, laçam a corda a um galho, sobem à árvore e de lá se lançam, como Judas Iscariotes, e quem faz este registro é Guerra Junqueiro em seu monumental poema, CARIDADE E JUSTIÇA.

Vocês, traidores da Pátria, poderiam fazerem-se a si próprios este último julgamento nos poupando de levá-los ao Tribunal Constitucional que necessariamente teremos que criar assim que a Democracia retornar.

Como bem descreveu Guerra Junqueiro, o Remorso, o grande caçador de feras não lhes permitira a partir deste ponto uma vida tranquila, enfrentando o olhar puro de algum neto ou de alguma neta jovem. Cada olhar destes será como uma gota do ouro pingando na consciência. Como
Judas Iscariotes, verão a cada momento no olhar inocente das crianças, como de Ágata, no Rio de Janeiro, que é um dos resultados da traição que vocês cometeram, e já se contam por milhares as crianças morrendo Brasil a fora pelo ato covarde de traição tão grotesco, como o de como o de Judas Iscariotes. Ele traiu o Nazareno dando-lhe um beijo, vocês sujaram a Constituição de forma mais eloquente produzindo uma encenação sob forma de Tribunal, sujaram a Constituição, sujaram o Congresso Nacional, receberam em troca 40% como Judas Iscariotes recebeu 40 moedas. Pelo resto de suas vidas um fantasma lhes haverá de perseguir, certo, no olhar puro dum neto ou duma neta poderão ver a ponta dum chicote, e tremer
qual Judas Iscariotes levando a mão ao bolso e sentido o peso dos 40%. Talvez tentem como Judas Iscariotes tirar da conta bancária o pagamento pelo golpe pedindo à pesada consciência que o deixem partir. Mas o gigante os irá fitar e rir lhes dizendo, “o ouro da traição pertence ao traidor, como o riso à inocência, e como o aroma à flor. Sois traidores, assassinos, hipócritas e perjuros.” Sim, perjuros porque vocês fazem parte do Tribunal que protege a Constituição e com isto toda a Nação Brasileira e jurastes proteger a Justiça e a Constituição. Como falou o gigante, as almas de traidores lançadas em cima de um monturo faria nódoa.

Como Judas, comprem uma corda, e façam como os japoneses subjugados pelo peso da culpa, não precisam viajar para Tóquio, há árvores fortes e suficientemente altas em bosques em Brasília. Peguem um táxi para não deixar um carro oficial parado na estrada entulhando o trânsito, discretamente levem a corda numa pasta, dessas que em que guardam processos mais especiais que lhes dão lucros extras quando os levam para casa para produzir a enganação que chamam de “relatório jurídico” com o que transformam crimes em ações anódinas, também em troca algumas moedas de ouro. Escolham a árvore um pouco afastada da estrada para não nos incomodar com o último gesto, e como Judas o Escariotes, desenrolem a corda da retirando-a da pasta, subam acima, ateiem-na num ramo vigoroso e seguida um laço na garganta. Por certo ouvirão, como Judas, o grito de milhares de crianças que desde 2016 estão morrendo de fome ou sob as balas da polícia transformada em milícia com a derrocada da Democracia. Como crianças elas seriam tão grandes e tão onipotentes como como o Cristo e certamente lhes parecerá ouvir-lhes a voz dizendo: – Traidor, concedemos-te o perdão, apesar de nosso carrasco, és ainda nosso irmão.
Tirastes nos a democracia, tirastes-nos o emprego de nossos pais, destruístes a paz de nossos lares, acabastes com as leis trabalhistas, levastes a fome e o desespero para os lares de milhares de brasileiros. Fica em paz, que nos costumamos esquecer o mal que alguém nos faz.

Mas como Judas o Escariotes, devem fazer o último veredicto, a última sentença, e desta vez imponente porque sereis os juízes do traidor que são vocês mesmos e repitam como Judas o Escariotes, “um justo não perdoa. A justiça é implacável.

  • As nossas ações foram infames, hediondas, miseráveis.
  • Destruímos a Pátria Amada, entregamos o Brasil aos banqueiros, ao capital estrangeiro, nos dobramos às espadas dos generais, deixamos milhares de crianças morrendo à míngua ou sem remédios nos hospitais, vendemos a Pátria aos fariseus.
  • Pois bem, sendo nos monstros e sendo vós crianças, verão como este monstro oh, pobre crianças, é mais justo e mais forte do que Deus.
  • À vossa caridade humanitária e doce, preferimos o dever terrível… Enforquem-se.

Levemente parafraseado do de Caridade e Justiça de Guerra Junqueiro por Tarcisio Praciano Pereira.

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