A fome, de muitos, e a canalhice de uns poucos que celebram um natal…

2020 has been…a disaster, especially, painfully, heartbreakingly for families living in poverty.

Piyara, pictured with her daughter in their house in Bangladesh above, is someone who knows disaster all too well. She is a survivor of the devastating Cyclone Amphan, the most powerful cyclone in her community’s history.

Even before Cyclone Amphan hit, life in her village was hard. But this year, the cyclone was an additional crisis: families were forced to evacuate and move into crowded shelters, increasing their risk of contracting COVID-19. The cyclone destroyed the crops people depended on for survival in the region, and workers like Piyara’s husband lost their jobs while in lockdown for the pandemic.

I wish Piyara’s story was unusual. It just isn’t. For her, and millions like her, COVID-19 isn’t just a public health crisis: it’s the final straw before falling into the kind of long-term poverty that it’s nearly impossible to climb out of.

There’s so much at stake right now, . A global food crisis caused by the economic impacts of COVID-19 is spreading, and 121 million people are at risk of starvation. Even in the US, families around the country are facing hunger – one estimate showed that the number of families struggling to get enough food has doubled due to the pandemic. That means families in Bangladesh, children in Niger, and their parents in the US are all waking up each morning, wondering when they will next get something to eat.

We can’t let that happen. There are movements working in the US and around the world, delivering the most basic necessities, like clean water and soap, to prevent the spread of the virus itself, and providing food and cash to help people survive this hunger crisis and escape the cycle of long-term poverty. We’re also looking to the future and actively advocating for a COVID recovery that helps vulnerable families, like through providing a free vaccine to all.

E falou Antero de Quental

Pela pena do Doutor Brasilino Godinho, um jovem lutador que se doutorou em línguas pela Universidade de Aveiro aos 89 anos, falou Antero de Quental e eu repito.

Recordando…

15 de Setembro de 2014 · 

Mui prezadas e atenciosas senhoras,
Caros e atentos senhores,
Também para manter a chama viva do nosso (agora irregular) convívio, mas, sobretudo, para abrir horizontes de esperança em melhores dias e, ainda, tendo em vista corresponder à atenção que o santo Antero de Quental, através dos seus escritos, dispensa aos atormentados indígenas que somos neste desgraçado país – na actualidade, empobrecendo e sofrendo segundo as determinações autoritárias impostas pelo governo, em aplicação do catecismo ideológico de bem-fadadas excelências: a do venerando Chefe de Estado, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, a do jovem e ilustre presidente do Conselho, dr. Pedro Passos Coelho e as do seu selecto grupo de ajudantes – anexo um meu registo do vigoroso alerta que o grande poeta e pensador micaelense dirigiu a todos os portugueses.
Com votos de boa leitura e vital consequência.
E juntando os melhores cumprimentos.
Brasilino Godinho 

QUEM DISSE QUE ANTERO DE QUENTAL ESTÁ MORTO?

Um registo de Brasilino Godinho

Sito além-túmulo, em Ponta Delgada, Açores, Antero de Quental, poeta, político e pensador, que dir-se-ia jazer adormecido está, afinal, bem vivo e atento ao tenebroso estado de Portugal. E, evidenciando grande inquietação, lança-nos um vigoroso alerta.

Pois façamos a leitura atenta do alerta de Antero de Quental.
Em primeiro lugar, precedendo o descritivo da infame realidade, nele expressa uma perturbadora interrogação.

«No templo sagrado da Pátria tomaram assento os vendilhões da intriga, os mercadores de traições, e rumorejam debatendo o preço por que se compram e vendem entre si, enquanto a alma popular, contrita e humilhada, chora no seu desolado abandono. E não haverá quem proteste contra esta corrente de torpeza, de baixeza e cinismo, que ameaça subverter o que ainda nos resta de crenças e dignidade cívica? »

Em segundo lugar, no mesmo expõe a panaceia da restauração da sociedade portuguesa.

«Quando a nação portuguesa tiver governos que verdadeiramente a representem e nos quais confie, quando o Estado voltar a ser um órgão útil e não uma excrescência parasita e nociva no corpo social, só então poderemos dizer que está dado o primeiro passo no caminho da restauração das forças vivas da sociedade portuguesa.»
Fim de citação
(Sem comentários. Aqui absolutamente desnecessários…)

Com um comentário ao final, contrariando o meu amigo Brasilino Godinho, onde estiver portuguesa ou assemelhados, substitua-se por brasileira e vale contra o golpe dos banqueiros, do AgroVeneno, da Corrupção Imobiliária para atender aos interesses do Imperialismo americano feito com o apoio dos milicos antipatriotas, dos lacaios do judiciário e dos vermes entreguistas que pululam no Congresso.

Antero do Quental está vivo e nos alerta.

Porque eu iria trabalhar?

E a mulher do Zé, o balança, o sacode de leve na cama, e ele pergunta:
Que foi, mulher?

Tu não vais te levantar pra trabalhar? Já é quatro horas!

O Zé se senta na cama, dá um tapinha amigo na rosto da companheira, coisa que ele não fazia
a muito tempo. Um tapinha amigo!
Ai o Zé fala!

Olha, eu cheguei ontem era meia noite, tu estavas dormindo, eu me enfiei aqui na cama do teu
lado, com cuidado para não te acordar e logo peguei no sono. Agora eu tenho no bolso uma merrequinha
que eu ganhei ontem no dia inteiro de trabalho. Dá para te deixar um trocado e tu comprares
quatro bananas, uma para ti e mais três para os meninos e para a menina. Uma banana para cada
um para comer o dia todo. Pra mim sobra a grana para pegar o transporte e voltar para trabalhar.
E se nem conseguir o dinheiro do transporte para voltar eu vou ficar na rua e dormir na rua!
Porque eu iria trabalhar?

Onde eu trabalho, numa borracharia, tem mais quatro caras trabalhando junto com dono da borracharia.
Cada pneu que a gente conserta, a metade da grana é do dono da borracharia. E a gente fica sentado no
chão esperando que passe um “problema” e quando aparece o dono manda um de nós tratar do pneu. Se
no dia todo aparecerem quatro “problemas”, é esta grana que eu trouxe ontem que eu ganho num dia
de trabalho. Porque eu iria trabalhar?

E o Zé, passou o braço no pescoço da companheira e a arrastou de volta para dormir! Hoje eu vou tirar
uma folga, vou dormir um pouco mais, mulher. E dormiram! Nem mesmo aproveitaram para trepar coisa que há anos não faziam, afinal o Zé havia “comido” ontem um copo de café com um pedaço de pão que o
dono da borracharia oferecia para todo o pessoal ao meio-dia. Com fome ninguém trepa! E fazia anos que o Zé não dava um abraço daqueles na mulher!

Quando o sol começou a entrar pelos buracos do barraco, a meninada se acordou e correu para a cama
se enfiar ali do junto do pai que não viam a um tempão.

Aí o Zé se levantou, tomou um copo d’água e disse para mulher:Eu vou sair pelo morro ver se encontro alguma coisa.

E saiu o Zé, andou, e não encontrou nenhum trabalho!
De repente ele vê um pinta boa que vinha vindo no sentido contrário, e rapidinho teve uma ideia,
deu um encontrão seguro no pinta boa e os dois caíram sentados no chão! Foi aí que o Zé falou:

— Olha, desculpa, mas se eu tivesse lhe pedido um trocado para eu levar para casa e comprar comida,
você ia se esquivar e me dizer que não tinha dinheiro. Assim, caídos aqui no chão a gente pode
conversar. Eu não estou armado, não tenho faca, não vou te agredir! Eu somente te peço um trocado
para eu levar para casa pra dar de comer a minha mulher e meus filhos. Podes me arrumar uma grana?

O pinta boa riu-se, e confirmou que era verdade. Se ele tivesse tentado lhe pedir uma grana, ele
se iria mesmo esquivar e seguir em frente rapidamente. Ali sentado, ainda com a bunda doendo da queda,
eles eram iguais, ele e o Zé. Sentados no chão o pinta boa meteu a mão no bolso, examinou a carteira
e deu para o Zé a grana do conserto dum pneu. O Zé agradeceu, até apertaram a mão, e o Zé, forte, ainda
se levantou primeiro e ajudou o pinta boa a se levantar e seguiram em sentidos contrários, o Zé
pensando em dar um trambolho em outro pinta boa na primeira oportunidade.

Até o meio-dia o Zé já havia juntado a grana de 30 pneus, um mês inteiro de ganhos diários na borracharia!
Foi aí que Zé pensou: É, os banqueiros estão ricos somente roubando! Porque eu iria trabalhar?

Zé voltou pro barraco, ao meio dia, com um almoço que fazia anos que eles não comiam e assim começou
a nova vida de Zé como futuro banqueiro. Porque o Zé iria trabalhar?

Outro episódio da Sinfonia das Pedras Quebrando pela Votorantim

 
 Hoje de madrugada, sexta, 04 de dezembro de 2020, não posso precisar a hora, eu estava num sono ótimo e uma brisa agradável entrava pela janela quando a Sinfonia das Pedras Quebradas com que Votorantim frequentemente nos brinda, entrou no ar. Fechei a janela, perdi o direito a respirar um ar fresquinho, coloquei um travesseiro sobre as orelhas, me virei e felizmente dormi novamente.  
Mas é CRIME e a prefeitura de Sobral é cúmplice deste crime! É um crime e um terrível mau gosto, pois tem música melhor para brindar quem estiver dormindo nas madrugadas. 
E hoje, sexta, 04 de dezembro de 2020, foi mais um dia em que o crime foi cometido. 
 
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No dia 21 de novembro, também. um sábado em que eu esperava dormir um pouco mais, fui acordado de supetão por nova edição da Sinfonia de Pedras da Votorantim, 05:38 da minha madrugada do sábado, dia 21 de novembro. 
 
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 É injusto que a Votorantim possa fazer conosco aquilo que ela queira, nos incomodar dentro do horário do sono de muitos de nós, lançar para o alto a poeira que emporcalha as nossas casa, e os nossos pulmões. É injusto que aqueles que lucram e exploram o meio ambiente, possam também fazer o mal impunemente a toda uma população. E somos todos que os alvejados pelo lixo que a Votorantim joga para cima, quem pensa que se livra da sujeira porque usa ar condicionado, se engana. O ar condicionado, que eu deixei de usar por causa da Votorantim, filtra mas deixa passar o que há de pior que as micropartículas, exatamente estas partículas contra as quais as nossas defesas orgânicas, a defesa natural dos pulmões, têm menos possibilidades de detectar e jogar fora.  A Votorantim está matando a população de Sobral e a prefeitura se omite na verificação desta denuncia que eu repito frequentemente. Há cerca de 13 anos que luto contra a sujeira que a Fábrica de Cimento da Votorantim faz em Sobral.  Mas já faz algum tempo que parei de gritar porque algumas pessoas chegaram a me chamar de Dom Quixote, o personagem de Cervantes. Eu estaria atacando moinhos de vento então parei de lutar. Mas ontem, sábado, dia 31 de outubro, por volta de 3:30 horas da madrugada, acordei-me com um forte barulho, da fábrica moendo pedras.  A moagem durou cerca de meia hora e estava agindo em desrespeito a lei do silêncio, registrei o ruído apontando com o celular na direção da fábrica e alterando a direção quando observa que a intensidade do ruído diminuía numa comprovação de que o barulho vinha de fato da fábrica. 
Era bom que o prefeito de Sobral se lembrasse que ele também tem pulmão e que a poeira de cimento fica pairando no ar e entra em toda parte, mesmo nos aparelhos de ar condicionado, coisa que eu não uso há muito tempo porque eu tive um acabado pela poeira da Votorantim e cheguei à conclusão que fico menos atingido se não forçar a ventilação para dentro de casa.