Arma de fogo elimina um gênio da Matemática

Évariste Galois (Bourg-la-Reine, 25 de outubro de 1811 — Paris, 31
de maio de 1832) morreu num duelo de armas de fogo, aos 21 anos e havia uma
mulher como motivo. O motivo sem dúvida foi ótimo, o que não prestou
é que já houvessem armas de fogo, se o duelo fosse a socos e ponta-pés
certamente a Matemática não teria perdido o que perdeu com a morte
prematura dum matemático francês.

Evariste Galoois, matemático, assinado em duelo em 1832 aos 21 anos

Tudo indica que Galois, incompreendido pela Academia de Ciências da França tendo seus trabalhos sendo seguidamente recusados começou a demonstrar tendências suicidas. Houve uma tentativa de suicidio que seus companheiros conseguiram evitar. O duelo foi certamente uma forma de se suicidar de forma espetacular, chamou a atenção embora seus trabalhos de Matemática somente tenham encontrado atenção 14 anos depois de sua morte quando o matemático Liouville, diretor duma revista, decidiu publicar seus trabalhos. Galois já tinha sido assassinado.

Ao determinar a condição necessária e suficiente para que um polinômio pudesse ser resolvido
por raízes , não só resolveu um antigo problema aberto por três séculos como criou dois domínios inteiramente novos da álgebra abstrata: a teoria dos grupos e teoria de Galois.

É uma história dramática, perdeu-se um matemático promissor porque existem armas de fogo. Neste caso se perdeu um grande matemático em potencial, reconhecido posteriormente. Mas diariamente se perdem milhares de vidas nas guerras que somente são possíveis porque existe uma indústria que produz armas de extermínio com o que ganham montanhas de dinheiro público que poderia estar sendo gasto na infra-estrutura a serviço da população.