Amnesty International primeiro espera o leite derramar depois tenta juntar!

Oi, ,tudo bem?   Claro que não!  Afinal durante toda a campanha eleitoral eu estive criticando a Amnesty Internacional porque havia um prisioneiro político.  E a Amnesty Internacional deu de ombros.  Aparentemente a Amnesty Internacional precisa que exista um problema para que ela fature em cima do problema.  Se não houverem prisioneiros políticos às dezenas, para que mesmo existiria a Amnesty Internacional.  Então a Amnesty Internacion torceu para houvesse golpe no Brasil para que ela agora apareça como protetora dos desvalidos!  hahahahaha!
Juntos, enfrentamos o desafio de proteger os direitos humanos no Brasil? E porque não se juntou conosco para evitar o golpe?  porque não se juntou conosco para denunciar que Luís Inácio Lula da Silva é um prisioneiro político e exatamente quem tinha um caudal eleitoral que poderia enfrentar o golpe que finalmente chegou e se instalou pela via eleitoral?  Agora Amnesty Internacional chegou para juntar o leito que derramou?
O “presidente eleito” fez campanha suja, com caixa 2, criminosa, e Amnesty Internacional não podia ignorá-lo,  tinha uma agenda abertamente anti-direitos humanos e frequentemente fez declarações discriminatórias sobre diferentes grupos da sociedade, e Amnesty Internacional não podia ignorá-lo, Sua eleição como presidente do Brasil representa um enorme risco para os povos indígenas e quilombolas, comunidades rurais tradicionais, pessoas LGBTI, jovens negros, mulheres, ativistas e organizações da sociedade civil, caso sua retórica seja transformada em política pública”.

Agora a Amnesty Internacional tem uma razão para sua existência, ela precisava que o golpe se instalasse,  que potencialmente houvessem os problemas com os direitos humanos para que a Amnesty Internacional mostrasse que ela poderia servir para alguma coisa!  hahaha!  Um pouco tarde!  Os apolíticos, os que se omitiram nas eleições, os que se deixaram enganar pelo propagando de caixa 2 que devem agora apoiar a Amnesty Internacional para apaziguarem mutuamente suas consciências de seres apolíticos.

Vamos nessa?
A nossa mobilização já mostrou ao que veio e que tem muito poder de frear retrocessos! 
Lembra do potencial da nossa campanha Direitos Não se Liquidam no ano passado? Com nossa mobilização e de outros movimentos da sociedade civil conseguimos, por exemplo, o adiamento da votação sobre a redução da maioridade penal e a não aprovação do relatório sobre a PEC 181 de 2015, que criminaliza o aborto nos casos previstos na legislação brasileira.
Ou seja, quanto mais lutamos, mais ganhamos. 
Já estamos preparando as bases para ampliar nossa mobilização e pressão sobre as autoridades em 2019, a fim de garantir que o futuro do Brasil tenha menos retrocessos e mais justiça e liberdade. Mas precisamos do seu apoio e doação para nos fortalecermos e atuarmos juntos por nenhum direito a menos!

Vem com a gente! Some sua voz a essa luta por direitos! Mostre que você se importa com direitos humanos!

Quero doar para a Anistia Internacional

Você que não gosta nem um pouco do PT mas que tá assustado com o fascismo!

Amigo, se não for o seu caso, envie para outro que você sabe que seria o caso,
Em nome da democracia!

Você que não gosta nem um pouco do PT mas que tá assustado com o outro candidato

SEU VOTO É SECRETO!

Chega na urna, tapa o nariz, vota 13 e corre!

Ninguém precisa saber, nem eu, nem seus amigos, nem sua família!

Se perguntarem você diz que anulou e segue sua vida antiptista!

Mas não ajuda o fascismo a se inserir no nosso Brasil, né!

E a democracia agradece!

E eu também com um abraço amigo!

Saia de cima do muro, por favor!

Eu me dirijo, sobre tudo, aos 30 milhões de brasileiras e brasileiros que se omitiram no 1º turno e que agora se analisarem com cuidado as duas propostas devem sentir que a omissão neste momento pode os jogar num fosso de violência e de atraso. Apresento aqui o resultado de minha leitura apenas com o objetivo de estimular que exatamente leiam as propostas para sentirem se vale a pena ficar omissos e deixarem que os outros decidam por si.  Mais do que isto, venham para a campanha para nos ajudar a evitar uma tragédia que permitir que os militares voltem a tutelar a nossa política.

Os estudantes da USP abriram uma página com o título “saindo do muro” e discutem as duas propostas mas também lá tem um link que você pode usar para acessas as propostas que se encontram registradas no site do TSE,  Saindo de cima do muro
Eu li os dois projetos de governo. A proposta de Haddad representa uma correção de rumos do plano de governo do PT como Haddad já disse várias, corrigir erros cometidos que foram erros que acontecem quando se trabalha para alterar uma realidade infame com milhões de brasileiros na miséria, e o Brasil saiu do mapa da fome mas certamente erros foram cometidos na tentativa de resolver este problema angustiante para milhões de brasileiros. Foram erros e não crimes.

É interessante observar que o plano do outro é uma cópia deformada da proposta de Haddad e começa com três frases de efeito, Constitucional, eficiente, fraterno.

E segue desenvolvendo estas ideias como se fossem verdades para uma proposta de quem está ferindo a Constituição com o a corrupção do Caixa 2 inclusive envolvendo empresas estrangeiras no processo e desrespeitando violentamente as regras eleitorais. Ora quem durante a campanha eleitoral distorce todo o processo com o objetivo de ganhar uma eleição, como, irá depois respeitar a Constituição. Como respeitar a Constituição se hoje eles infiltraram o STF e o STE com militares para intimidar aqueles que devem proteger a Constituição. Se um dos filhotes do candidato goza do STF dizendo quem nem um jipe é necessário para fechá-lo bastando um cabo e um soldado, e claro, quando a coisa foi divulgada correram para estancar a ferida, serão eles a respeitarem a Constituição? Como respeitar a Constituição se o próprio cabeça de chapa em discurso divulgado na Internet avisa que os vermelhos, nós da esquerda, teremos duas opções, o exílio ou a cadeia, seria este o respeito que eles entendem da Constituição ou será esta uma resenha da Constituição que pretendem editar em substituição à Constituição Cidadã? Depois o vice da chapa já mencionou a reforma da Constituição, logo em vez de respeitá-la se propõem a violentá-la diretamente.

A outra etiqueta de efeito é a eficiência. E aqui o vazio é enorme quando a eficiência vem de alguém que em 27 anos de deputado conseguiu fazer passar dois projetos e de natureza pífia, deixando para trás um monte de bobagens que nem mereceram ser analisadas como a sua proposta de alterar o nome da costa brasileira chamando-a de Mar de Médice, o nome do pior dos dos ditadores que nos assolaram depois do golpe de 1º de abril de 1964 que o presidente do STF, agora sob controle dum general, decidiu que passaria a chamar de movimentação de 64 provocando o riso de historiadores e sociólogos.  Como deputado, Bolsonaro é um exemplo de falta de eficiência até mesmo para gerir uma agenda que ele poderia ter, e nunca teve, pois somente conseguiu aparecer durante este tempo todo para mostrar uma face violenta e cheia de ódio, por sinal em contraste com a próxima etiqueta.

A última etiqueta  que abre o programa menciona a fraternidade,  digo “programa” que nem bem é um programa, mas se assemelha a uma apresentação de “power point” lembrando o falido Dallagnol! A campanha, e ainda é apenas a campanha, os seguidores do candidato vem espalhando por todo o Brasil algo pode se chamar de qualquer coisa menos  fraternidade. Não esquecendo do discurso de ódio em que promete nos levar, os opositores, a escolher a saída do país ou a prisão. É a fraternidade com que ele nos acena!

Mas você pode ler você mesmo o programa e constatar que se tratam de flashes com levantamento de problemas sem nenhuma mostra objetiva de que os saberia resolver, como a educação, onde surge a ideia da educação à distância economizando professores, merendeiras, merendas, material escolar e remetendo para os pais a tarefa de educar. Dentro do flash-educação apresenta uma síntese do que é possível falando que a educação não deve ser dirigida mas deixada em total liberdade para que os pais decidam o seu direcionamento, algo que parece bonito, como parece bonito todo o projeto. Enquanto Haddad promete reativar os investimentos em educação e inclusive tornar federal o Ensino Médio, o grupo Bolsonauro promete desinvestir em educação, economizar, jogar para os ombros dos pais a responsabilidade educacional sob a direção, agora sim, os pais vão receber um direcionamento à distância para dirigi-los na tarefa educacional, claro sem pagamento adicional para isto e consequentemente mais uma vez a mulher seria sacrificada virando a professora dos seus filhos estudantes e ainda  também será forçada a trabalhar para complementar a renda familiar que o projeto promete ser reduzida em tempos duma economia adjetivada e direcionada para o ajuste fiscal que eles ainda caracterizam como severo. Novamente, no projeto de governo, eles pensam na mulher mas como uma trabalhadora sem perspectivas e sem valor.

A pesquisa centralizada foi outro dos erros do programa do PT embora apenas tenha convivido com ele como herança. Nossas universidades são geridas por duas super reitorias chamadas de CAPES e CNPq. Estas são dominadas por grupos que vêm das grandes universidades e que tratam de manter o controle do investimento voltado para os grandes centros repetindo  o estilo de concentração de renda dentro do sistema de pesquisa brasileira. Apesar das distorções deste sistema centralizado, e como consequência das lutas dos docentes via um sindicato docente muito forte e combativo, a ANDES, um pouco deste erro foi controlado, mas ele existe e deverá ser um dos pontos em que deveremos colocar o dedo na ferida durante o governo Haddad para que nossas universidades consigam dar um salto que nos leve a posição 1ª na economia mundial saindo da honrosa 6ª em que chegamos, quando eramos na era fhc, a 17ª economia. Na proposta do grupo Bolsonauro se destila fácil a vontade de privatização em que a estudante deve ser dirigida para fomentar o “empreendedorismo levando a jovem a sair da faculdade para abrir a sua empresa” e é fácil compreender que não é este o caminho da Universidade, uma incubadora de empresas como a ideologia neo liberal entende que todos nós na sociedade seremos capitalistas. E aqui se situa um general que parece ser o ideólogo educacional do grupo dizendo que somente os pobres de alto nível é que precisam ir para a Universidade, acrescentando que nem todos poderão ficar ricos.  E não se esqueceram de mencionar Paulo Freire mas para garantir que devem erradicar qualquer marca de sua brilhante passagem pela educação brasileira.

Foram erros, não foram crimes, que o PT cometeu ao longo dos 12 anos em que governou. E foram erros que são naturais de quem enfrentava problemas urgentes, como no caso da fome, havia outra situação angustiante que era a possibilidade de crescimento e desenvolvimento individual e era preciso urgentemente ampliar as vagas nas universidades, escolas técnicas e em geral no Ensino Médio e Fundamental. Novamente aqui houve erros como uma abertura gigantesca para a iniciativa privada quando cresceram raposas do Ensino dentro do quadro do Ensino à Distância oferecendo um ensino de qualidade entre ruim e duvidoso quando este dinheiro deveria ter ido para as Universidades públicas para que nelas fossem abertas mais vagas, tanto para estudantes, para professores, técnicos de laboratório e técnicos administrativos, por um lado criando distribuição de renda e por outro fazendo o conhecimento chegar a todos os rincões do território nacional. Mesmo com os erros, foram criadas mais universidades e campus universitários que nos 400 anos anteriores de existência do Brasil. Foram erros e não crimes.

Mas penso que estou lhe dando uma razão para  ler os dois programas e fazer anotações, as suas próprias anotações como eu estou aqui fazendo as minhas para levar para uma discussão, hoje, quinta-feira, amanhã, sexta-feira e no dia 27, no sábado para que a vira-volta seja muito maior do que esta que já estamos verificando, que levemos 30% de votos indecisos para se somarem ao nosso campo de campanha, e isto poderá projetar que o resultado venha a ser 40.76% para Boso e 59.22% para o Brasil Feliz de Novo. Se é que não poderemos chamar mais gente que hoje se confessa iludida pelo grupo Bolsonauro para vir se juntar ao Brasil Feliz de Novo e talvez possamos sair dos 59.22% para 70% dando uma reposta clara aos militares que não aceitamos a sua intervenção e é preciso que esta voz fique clara.

Comparando Haddad e Bolsonaro

Fiz uma tabela de atributos entre os dois candidatos, mas certamente ela está tendenciosa. Se alguém quiser sugerir alterações eu as posso incluir.  De qualquer forma ela fica como uma sugestão para estudos em grupo, cada grupo pode selecionar os atributos contra os quais  gostaria de analisar os candidatos frente às eleições e numa discussão democrática atribuir notas e depois analisar a média de resultados do grupo.

Talvez as notas pudessem ser de 0 a 10 e não estritamente de 0 a 1 como escolhi. Eu sinto muita dificuldade em usar um variação grande, para mim 5 já é zero, que era como eu avaliava as provas até me aposentar. Minha nota mínima era 5  e eu tentava com grande dificuldade avaliar quem merecia 6,7,8,9,10. Sempre terminava usando apenas 5, 7, 10.

Refarei a tabela se houver sugestões, inclusive sobre as notas.

Envie para    tarcisio.praciano@gmail.com  que é uma conta exclusiva para este registro.

Podemos juntos encontrar uma forma melhor para avaliar os candidatos e estamos precisando muito disto.

 

MANIFESTO INTER-RELIGIOSO CONTRA A BARBÁRIE

MANIFESTO INTER-RELIGIOSO CONTRA A BARBÁRIE

Nós membros dos movimentos que subscrevem este manifesto, vimos a público neste momento decisivo em que a barbárie desafia a civilização, nos manifestar em nome da democracia.

Somos parte das três religiões monoteístas do mundo. Acreditamos em um Deus de bondade e de amor. Um Deus que ama todas suas criaturas, não importa sua cor ou seu gênero. Ele nos fez à sua semelhança, e nossa diversidade é a prova de um Deus que está em cada um de nós.

Toda vez que a fé foi utilizada para promover a paz, tivemos progresso e convivência pacífica entre os seres humanos. Mas quando utilizaram dela para promover o ódio, tivemos os piores períodos da nossa história.

Não podemos colaborar para que estes tempos sombrios voltem a surgir entre nós. A barbárie que bate a nossa porta não pode entrar.

O Judaísmo trouxe ao mundo a Bíblia Hebraica, o Cristianismo trouxe ao mundo os Evangelhos e o Islã o Alcorão, livros sagrados que orientam o ser humano a um mundo de respeito ao próximo.

Todos aqueles que professam a sua fé em Deus e nos valores éticos e morais do monoteísmo estão conosco a favor da civilização e do direito de todos os seres humanos conviverem em paz e harmonia. Judeus, cristãos e muçulmanos irmanados por um Brasil para todos e contra o obscurantismo.

Possa Nosso Deus único nos proteger, permitindo que o bem vença o mal, o amor e a compaixão vençam o ódio que foi semeado no coração de cidadãos brasileiros e que nos ajude fazendo com que todos retornem a consciência da palavra de Deus, em suas ações!

Por tudo isso nós conclamamos o apoio aos candidatos Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, através do seu voto.

JUDEUS CONTRA BOLSONARO
ARTICULAÇÃO JUDAICA
MOVIMENTO NOSSA VEZ, NOSSA VOZ – SP
IGREJA CATÓLICA ANGLICANA LATINO AMERICANA-MG
FRENTE DE EVANGÉLICOS PELO ESTADO DE DIREITO
MESQUITA SUMAYYAH BINT KHAYYAT – EMBU DAS ARTES-SP

A hora do povo

São Paulo, 10 de outubro de 2018

A hora do povo

Por Joaquim Ernesto Palhares

Passamos por um primeiro turno eleitoral dos mais estranhos da história brasileira. Não bastasse o principal candidato do povo estar encarcerado na República de Curitiba, proibido de vencer as eleições, temos um candidato fascista e nos encontramos agora sob ameaça de retorno do obscurantismo.

Um retrocesso que começou a ser estruturado em julho de 2013, quando a direita (Rede Globo à frente) se apropriou da pauta reivindicatória daquele momento. Desde então, não tivemos sossego. Em março de 2014, ano eleitoral, iniciou-se a Lava Jato; ao perder as eleições, Aécio Neves não reconheceu a vitória de Dilma Rousseff, provocando, além da crise econômica e política que vivemos, a derrota fragorosa do PSDB nestas eleições, que poderá levá-lo à extinção.

Em 2015, Globo, Parlamento golpista e Judiciário, passando por cima de 54 milhões de votos, impediram Dilma de governar, abrindo as porteiras do ódio. Não foram os fatos, mas a construção do antipetismo e do ódio à esquerda que levou ao impeachment de Dilma. Em 2017, assistimos à condenação sem provas de Lula e, neste ano, sua prisão política.

Nem mesmo a decisão liminar do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas ou as inúmeras manifestações de centenas de juristas nacionais e internacionais, intelectuais e lideranças de todos os continentes, puderam conter o desejo ensandecido de eliminar Lula, o Partido dos Trabalhadores e a esquerda da direção dos rumos deste país.

Os dois grandes vitoriosos deste primeiro turno são Lula e Bolsonaro.

Apesar de todas as restrições de sua liberdade – proibido de escrever, de falar e conceder entrevistas, de receber pessoas de suas relações, de ser candidato e o presidente do Brasil –, Lula tornou viável o seu candidato Fernando Haddad, praticamente desconhecido da grande população brasileira.

Haddad, aliás, saiu-se muito bem. Alcançou 29% dos votos válidos em um ambiente – repito – de extremada rejeição ao PT e seus aliados. Exemplo disso foi a não eleição do ilustre senador do Paraná, Roberto Requião; do incansável e sempre lutador das causas sociais, Eduardo Suplicy; do jovem e aguerrido lutador Lindberg Farias; e da própria ex-presidente Dilma Rousseff, impichada sem crime algum.

Jair Bolsonaro, mesmo que derrotado num segundo turno, sairá como vencedor. Na crista do ódio, ele foi favorecido pela implosão do PSDB e por candidaturas que precisaram negar Temer para sobreviver, vide a bronca pública dada pelo presidente golpista a Geraldo Alckmin. É preciso reconhecer que Bolsonaro conquistou uma imensa base social. Seu discurso de ódio e violência vem capturando insatisfações desde os jovens às viúvas da ditadura, desde a periferia às elites brasileiras, sob aplauso dos fabricantes de armas.

Neste domingo, assistimos aos brasileiros votarem pelo retorno da ditadura. Responsável pela construção da polarização social no país, a Globo disseminou diuturnamente o antipetismo, reaplicando sua velha receita de anticomunismo. O feitiço, porém, pode virar contra o feiticeiro, inaugurando um turno de disputa pelos recursos públicos de propaganda e marketing do novo governo que virá a se instalar. Até agora, a diferença entre Globo e Record era de bilhões de reais; tudo indica, que ela irá se reduzir drasticamente se Bolsonaro for eleito.

A partir de hoje, passamos a enfrentar uma oposição muito distinta daquela que enfrentamos até agora com os tucanos. É uma nova realidade: a da disputa com a extrema direita, assumidamente antidemocrática, com um projeto fascista de poder, profundamente violenta e contrária aos valores laicos do Estado e dos direitos humanos.

Uma extrema direita nenhum pouco nacionalista, cujo capitão Messias bate continência para a bandeira norte-americana e tem Trump como ídolo. Paulo Guedes, um ultraliberal da escola de Chicago, entregará o país ao mercado em tenebrosas transações. Esse é núcleo duro da extrema direta brasileira.

O ódio não cria emprego, não aumenta a renda, não resolve os graves problemas sociais do Brasil, da saúde, da educação e muito menos da segurança pública. Armar a população só atende ao lucro da Taurus, fabricante de armas; não o imenso problema da desigualdade social do Brasil. Aliás, o alimento do ódio é a desigualdade. É sobre ela que precisamos falar a partir de agora.

Vençamos ou não, precisamos nos preparar para enfrentar essa nova força, a partir da aliança com partidos, entidades da sociedade civil e pessoas progressistas que possam defender a democracia em um novo patamar. O momento é de união e não mais de divisão. União fundamental tanto para a sustentação do futuro governo Haddad quanto para o fortalecimento da resistência contra o fascismo e o ódio.

Em 2019, a questão da mídia será central. Independentemente de quem ganhar a eleição, Globo e Record estarão em franca disputa e as redes sociais permanecerão dominadas pelo ódio contra a esquerda, propagado por ambas concessionárias públicas, e pela milícia virtual do messias que conta com fartos recursos de empresários brasileiros e estrangeiros como estamos vendo ao longo desta campanha.

Em meio a esta guerra, a Mídia Alternativa ou o que restar dela terá enorme dificuldades de sobrevivência. Aos 72 anos de idade e 56 de militância política, eu estou com muita vontade de trabalhar em 2019. Projetos não faltam. Sabemos perfeitamente o que precisamos fazer; para isso, Carta Maior precisa de uma enorme mobilização de seus leitores.

Vocês são os protagonistas deste processo. Carta Maior é mero instrumento entre o pensamento de vocês e a realidade política que estamos vivendo. Para que possamos avançar, com condições de enfrentarmos o que virá pela frente, a doação de nossos leitores é fundamental. Hoje, contamos com 300 mil leitores mês dos quais somente dois mil são doadores, este número precisa crescer sob pena de sermos obrigados a encerrar os 17 anos de luta da CM.

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Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior

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