Os generais do golpe de 64 eram menos burros que os de agora

Deixe-me começar declarando que ninguém pode traduzir o que escrevo como apologia para o golpe de 1º de abril de 1964 até porque naquele mesmo dia eu fui confinado junto com mais duas centenas de universitários dentro da Escola de Odontologia da Universidade Federal do Ceará que ficava vizinho ao Teatro José de Alencar, na praça José de Alencar, em Fortaleza – eramos os primeiros a protestar contra o golpe que derrubava o governo legitimo do Presidente João Goulart e segui nesta linha de oposição ao golpe de 64 imperturbavelmente como agora estou na resistência contra este golpe.

Milicos deste golpe são muito burros

Mas é duro ter que comparar milicos golpistas de antes com os de agora, mas é forçoso fazer, e é duro por dar uma aparência de louvar os milicos do golpe anterior, mas vou correr este risco.

Nunca esquecendo que os milicos de 64 nos prenderam, torturam muitos dos patriotas que lutaram contra a ditadura, mataram e fizeram desaparecer muitos dos nossos compatriotas e tudo isto está registrado num livro editado por Dom Arns, que foi arcebispo de São Paulo e um corajoso defensor das liberdades e que deixou registrados os graves crimes cometidos pela ditadura de 64.

Entretanto os milicos de 64 tomaram a nossa energia elétrica dos ingleses e a nacionalizaram como também o fizeram com as nossas comunicações criando a rede de estatais de telefônica, uma em cada estado. Antes do golpe de 64 nós não sabíamos no Brasil o que era um telefone público e os orelhões se espalharam pelas praças do Brasil todo.

Até o formato dos orelhões brasileiros era diferente dos orelhões que existiam mundo afora, tinham uma arte própria.

Foram os milicos do golpe de 64 que impulsionaram o álcool e o Brasil foi o primeiro país do Mundo a ter carros rodando queimando álcool em vez de gasolina quando eliminamos o chumbo do combustível dos carros. Não foram os milicos que produziram o álcool mas ele estimularam esta pesquisa.

E não torraram o nosso patrimônio, pelo contrário, melhoram a NOSSA Empresa de Correios que virou EBCT, protegeram o NOSSO Banco do Brasil como aliás os outros bancos públicos e tenho até a impressão de que foram eles que criaram o BNDES;

Embora nós universitários, estudantes ou professores fossemos, e eu continuo sendo, avesso a qualquer forma de contacto ou negociação com militares, então as Universidades eram inimigas naturais da ditadura, os milicos de 64 perseguiram as Universidades, tentaram calar as vozes dissidentes dentro das Universidades, peiaram as Universidades mas NUNCA OUSARAM ACABAR COM A PESQUISA NO Brasil – eles compreendiam que as universidades eram rebeldes mas eram também a fonte do desenvolvimento cultural e científico coisa que os milicos atuais não conseguem compreender.

E até houve ministro inteligente entre os que os milicos nomearam, lembro-me do Eng Beltrão que criou o programa brasileiro de desburocratização que foi uma pedra no sapato dos donos dos cartórios eliminando a necessidade do reconhecimento de firmas pagas aos cartolas donos de cartórios. Durou pouco o trabalho pioneiro do Eng Beltrão, ele era muito avançado para conviver com os milicos.

Sem dúvida, os milicos de 64 eram bem menos burros que os milicos deste golpe de 2016 e a história não lhes será leve, com certeza.

os milicos de agora são muito mais burros que os de 64

CPI da saúde em Campinas

PELA ABERTURA DE UMA CPI DA SAÚDE!O Ministério Público e a Polícia Federal investigam desvios de recursos da saúde de Campinas! Em uma operação no dia 30/11/2017, foram executados 33 mandados de apreensão e busca em sete cidades de SP, incluindo Campinas. Aqui, os mandados foram no Hospital Ouro Verde, na Prefeitura e no condomínio Alphaville. Uma pessoa foi presa no dia, apreendida até com Ferrari e BMW! ​Fernando Franco, ligado à organização da OS Vitale (gestora do Ouro Verde), foi preso! Na casa de Anésio Corat Júnior, Diretor da Secretaria de Saúde de Campinas,foram apreendidos R$ 1,2 milhões. Hoje, ele está preso. Onde há fumaça, há fogo e esse fogo está atacando as vidas de todos os usuários da saúde de Campinas! O próprio promotor do caso admitiu indícios de participação do alto escalão da Prefeitura. Tanto que o ex-Secretário de Assuntos Jurídicos Silvio Bernardin, o braço direito do Prefeito Jonas (PSB), foi preso.A saúde de Campinas vem sofrendo há anos! São falta de medicamentos, de médicos, de tempo para atender a população, de equipamentos e por aí vai. O próprio Hospital Ouro Verde vem tendo uma série de paralisações por falta de pagamentos da sua ex-administradora: a OS Vitale. A Prefeitura inclusive adiantou recursos para pagar os trabalhadores.​Isso não pode ficar assim! Precisamos exigir dos vereadores que cumpram sua função: fiscalizar o Executivo. É para isso que servem as Comissões Parlamentares de Inquérito, as famosas CPIs. Fizeram a Comissão Processante (CP), que não era a melhor ferramenta, pois ainda há muito que se investigar. A população não pode ficar na fila do SUS enquanto poucos se aproveitam para andar de Ferrari por aí. Campinas não pode mais esperar: precisamos de uma CPI da Saúde agora! Oba, sua pressão foi enviada!

Compartilhe com a sua galera pra aumentarmos nosso impacto!

Direitos Humanos

Em Itabapoana o povo conseguiu varrer os corruptos.

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!

A reviravolta na política americana e consequentemente no mundo

69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA

69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA

Primeira declaração de Obama, em Chigago

“This victory alone is not the change we seek–it is only the chance for us to make that change. And that cannot happen if we go back to the way things were. It cannot happen without you.”

“Esta vitória, sozinha, não é a mudança que buscamos — é apenas uma chance que possamos fazer a mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a fazer as coisas como antigamente. Não pode acontecer sem você.”

President-elect Obama has promised to restore the rule of law, to repair America’s damaged perception in the world, to close Guantánamo, and to renounce torture.

O presidente eleito Obama prometeu restaurar o domínio da lei, reparar a forma defeituosa como o mundo vê a America, fechar Guantánamo e renunciar a tortura.

These promises bring hope. In the coming days, we will need you to help make those promises a reality.

“Estas promessas trazem esperança”, diz a Amnisty Internacional, “precisaremos de você para transformarmos estas promessas em realidade”.

Sem dúvida há uma possibilidade e uma esperança, e precisamos nos juntar aos americanos que estarão lutando para manter um novo rumo
porque do outro lado, do lado dos grande grupos econômicos os que vendem guerras e exploram o petróleo, não somente não há interesse em mudanças como há um enorme interesse (burro) em manter o curso da história imutável (até destruir o nosso habitat).

Tirado da Declaração de Indepência –
from the Declaration of Independence


A prudência, de fato, mostra que Governos estabelecidos há muito tempo não devem ser substituidos em função de causas passageiras ou superficiais;
ainda de acordo com o que a experiência nos mostrou, a humanidade está mais disposta a sofrer, a um ponto próximo do insuportável, do que se levantar para abolir a situação a que ela se encontra acostumada. Porém, quando uma longa cadéia de abusos e violências tendo como meta invariável o objetivo de reduzir a população ao mais absoluto despotismo, é o seu direito, é o seu dever, derrubar um tal governo e assim garantir novos gardiães para o seu
futuro e sua segurança.
Declaração da Independência (dos EUA).


Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should
not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new Guards for their future security.
Declaration of Independence of USA

21 de Setembro: Dia Nacional de Luta Contra
a Monocultura de Eucalipto

Movimento Alerta contra o Deserto Verde

Hoje, duas manifestações aconteceram no Espírito Santo em protesto contra os impactos e a violência, causados pelo plantio da monocultura de eucalipto em larga escala no estado. O dia de hoje, como momento de protesto, foi escolhido durante o III Encontro Nacional da Rede Alerta contra o Deserto Verde em maio deste ano em Belo Horizonte, 21 de setembro é o dia da árvore: uma data bastante simbólica para este Dia Nacional de Luta.

Uma manifestação ocorreu na localidade de Vinhático, Município de Montanha, no Norte do Espírito Santo. Mais de 1000 representantes de comunidades locais, do MST e do MPA arrancaram mudas de eucalipto plantadas há 20 dias através do Programa Fomento Florestal da Aracruz Celulose, numa propriedade de cerca de 1.800 hectares. A própria Aracruz está querendo adquirir a propriedade. Nessa região, a empresa está se expandindo muito, aproveitando-se da política do governo Lula para ampliar a área de monoculturas de árvores no país com mais 2 milhões de hectares até 2007. Depois de ter arrancado milhares de mudas de eucalipto, os manifestantes seguiram para a sede do Município em marcha, onde aconteceu um ato público com cerca de 1.500 pessoas.

A outra manifestação ocorreu na comunidade de Vila do Riacho, Município de Aracruz, também no Norte do Espírito Santo, com cerca de 700 pessoas: membros da comunidade local, Índios Tupinikim e Guarani, MST, MPA e outras entidades de apoio. Cerca de 3 hectares de eucalipto recém-plantado foram destruídos. Um caminhão foi parado e sua carga, milhares de mudas de eucalipto, foi destruída. Depois, os manifestantes seguiram para o complexo de 03 fábricas de celulose da Aracruz e, em frente do complexo, cortaram algumas árvores de eucalipto e puseram fogo. Além disso, foi realizado um ato público em frente das fábricas. Ontem à noite, mais de 1000 pessoas da comunidade de Vila do Riacho já tinham se reunido numa celebração ecumênica e caminhada para lembrar e denunciar as diversas violações praticadas contra a população local a partir das ações da Aracruz Celulose na região. Em baixo, segue Carta Aberta à População, uma carta que foi distribuída e divulgada, ontem e hoje, à população local e regional.

Por um lado, as manifestações de hoje mostram a crescente mobilização e organização popular no Espírito Santo contra a monocultura de eucalipto, um plantio que impede a realização da reforma agrária, gera pouquíssimos empregos e destrói direta e indiretamente os meios de subsistência das populações locais. Por outro lado, o caráter das ações de hoje mostra que as populações locais e movimentos sociais do campo estão indignadas e cansadas de esperar por ações concretas dos governos federal e estadual no sentido de impedir o avanço da monocultura de eucalipto. Querem construir seus próprios projetos de subsistência, baseados na diversidade, no agro-ecologia, na reforma agrária, na devolução das suas terras ocupadas por eucaliptos – como no caso dos quilombolas e dos indígenas -, e no estímulo de alternativas de reflorestamento que aproveitem o potencial das centenas de espécies nativas.

Movimento Alerta contra o Deserto Verde
21 de setembro de 2004

Liberté, égalité, fraternité – palavras vazias na moeda francesa

“I would never have imagined that they would turn me down because of what I choose to wear.”
FAIZA SILMI, a Muslim who applied for French citizenship and was turned down because she wears a veil. – “Eu nunca poderia imaginar que eles me recusariam a cidadânia pela roupa que eu decido usar”

Plavras de um mulher mulsumana, casada com um franês, com três filhos franceses, que solicitou
a cidadânia francesa e esta lhe foi recusada porque ela é uma mulsumana radical.

Você pode ler a notícia completa aqui.

Mas parece que é verdade, “liberdade, igualdade, fraternidade”, o mote da revolução francesa, hoje, na França, existe apenas nas moedas, e com a chegada do euro, até nas moedas vai se acabar.

Poluição na atmofesra de Sobral

Foi hoje, dia que tirei as fotos, apesar da data errada nas fotos. A máquina estava sem pilhas e desconfigurada, e eu tinha pressa porque eles jogam poluição rapidinho, furtivamente, como um ladrão tentando nos roubar a saúde,
e não me dava tempo para reconfigurar a máquina. Mesmo assim peguei apenas a nuvem de fumaça, ainda com um rabinho apontando
para a chaminé criminosa. Assumo, sob as penas da lei (Lei ? que lei mesmo?) a data e hora em que tirei as fotos.

como um ladrão tentando nos roubar a saúde

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Tecendo a Manhã

de João Cabral de Mello Neto

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele emite
e o lance a outro;

de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro;
e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


A campanha “O petróleo é nosso” está de volta! Inkorgen

Agência Petroleira de Notícias

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A campanha “O petróleo é nosso” está de volta!
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Fonte: Agência Petroelira de Notícias (www.apn.org.br)

No próximo dia 15 de março, de 9h às 19h, na Associação Brasileira de Imprensa – ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro do Rio de Janeiro-RJ, próximo da Biblioteca Nacional), será realizado o Seminário Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. É o resgate da luta histórica que mobilizou amplos setores da nação brasileira na década de 50 em torno do grito “O petróleo é nosso!”

O objetivo do Seminário é socializar as informações sobre o crime que representa a entrega das riquezas naturais. E construir um Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás, que conte com a participação das entidades que defendem a soberania.

Impedir a realização dos leilões das áreas promissoras de petróleo e gás é fundamental para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Por isso, a participação de todos os brasileiros, grupos, movimentos sociais e entidades de classe que defendam a soberania.

Na parte da manhã, acontecerá um debate com a participação de representantes de entidades governamentais, que irão apresentar seus argumentos em relação aos leilões, e movimentos sociais, intelectuais e trabalhadores contrários a esse processo de privatização. Concluída a exposição inicial de cada debatedor, o público poderá fazer perguntas e considerações. João Pedro Stédile, membro da Coordenação Nacional do MST e da Via Campesina Brasil, e Fernando Siqueira, diretor da Associação de Engenheiros da Petrobrás – AEPET, já confirmaram presença.

A partir das 14h, será a Plenária de Trabalho que tratará especificamente da organização do Fórum Contra Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. Essa parte da tarde terá três sub-tópicos: 1) Definição do caráter do Fórum e sua organização; 2) Estabelecer as ações do movimento no campo das lutas, da comunicação (divulgação para sociedade e imprensa alternativa) e da formação de formadores, multiplicadores; 3) Construção do calendário de atuação do Fórum.

A organização da sociedade no sentido de deter esse ataque é imperativa, até porque é necessário construir coletivamente a forma de barrar a realização da 8ª Rodada de Leilão das áreas promissoras de Petróleo e Gás Brasileiros, que está sub judice, mas que a Agência Nacional de Petróleo insiste em realizar. Essa bandeira contra a privatização deve ser assumida por toda a sociedade brasileira. Temos que resgatar e gritar bem alto ainda hoje: “O petróleo é nosso!” Participe do seminário.

A Comissão organizadora da atividade é composta pelo Sindipetro-RJ, MST, Aepet, CUT, Conlutas, FUP, FNP e Fist. As inscrições podem ser feitas, enviando uma mensagem para redacao@apn.org.br, constando nome completo, e-mail, telefone, cidade em que mora, estado e entidade ou movimento do qual participa. As inscrições também podem ser feitas por telefone: (21) 3852-0148 ramal:207. Mais informações: www.apn.org.br


Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza

Fonte: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4905

Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza

14/02/2008

Há onze meses sem receber remuneração, mais de 200 educadores do MST que fazem parte do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) – parceria entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e a Uece (Universidade Estadual do Ceará) – ocuparam na manhã desta quinta-feira (14/02) o prédio da reitoria da Universidade, em Fortaleza.

A pauta de reivindicações dos trabalhadores (confira abaixo) inclui a liberação dos recursos em atraso, ações de continuidade e melhoria do Pronera e investimentos na educação do campo nos assentamentos de reforma agrária. A determinação do MST é de desocupar o prédio apenas quando o reitor resolver a situação do Pronera e for marcada uma audiência com o governador do estado, Cid Gomes, e a Seduc (Secretaria Estadual de Educação) , com encaminhamentos concretos.

Mesmo sem receber remuneração, os educadores continuam nas salas de aula, pelo compromisso do MST com a erradicação do analfabetismo nas áreas de reforma agrária e com a luta pela educação universal, uma bandeira prioritária para o movimento.

Pauta do Movimento

Audiência imediata com o Reitor da UECE, Secretaria Estadual de Educação, Governador do Estado e INCRA.

Com a UECE

1 – Liberação imediata da remuneração dos/as educadores/as referente ao período de abril a dezembro de 2007 (processos já dado entrada no DECOFIN desde 07 de dezembro de 2007).

2 – Liberação imediata dos recursos para o curso de capacitação de educadores/as do PRONERA.

3 – Agilidade, pelo DECOFIN, na liberação dos próximos recursos do PRONERA (Projeto I e II e Projeto de Formação de Educadores/as).

4 – Criar um grupo de trabalho e definir coordenação da UECE para a elaboração de novos projetos para o PRONERA (escolarização de segundo segmento, cursos de graduação: Veterinária, Serviço Social e Pedagogia).

5 – Agilidade nos processos de licitação para a compra de material para as salas de aula.

Com a SEDUC

1 – O Estado assumir o ensino de todos os níveis e modalidades nos assentamentos onde têm uma grande demanda (Santana em Monsenhor Tabosa, 25 de Maio em Madalena, Lagoa do Mineiro em Itarema e Maceió em Itapipoca);

2 – Criar políticas públicas para a Educação do Campo, criando no organograma da SEDUC um setor para coordenar sua efetivação.

3 – Construção, ampliação e reforma de escolas nos assentamentos de Reforma Agrária.

4 – Realização de concurso público específico para o campo, priorizando os profissionais das próprias localidades.

5 – Criação de cursos de graduação nas universidades estaduais e cursos técnicos nas escolas técnicas, direcionadas as pessoas do campo com a participação dos movimentos sociais do campo.

6 – Realização de convênio com o MST de um projeto de alfabetização de jovens e adultos.

7 – Substituição dos anexos por escolas patrimoniais.

8 – Garantir em todos os assentamentos e acampamentos a educação infantil.

9 – Parceria com os movimentos sociais do campo para a realização de cursos, seminários e formação continuada de educadores/as das áreas de assentamentos das áreas de assentamentos e acampamentos de reforma agrária.

Setor de Educação do MST Ceará

Reforma Agrária, por Um Brasil Sem Latifúndio.

Educação do Campo, direito nosso, dever do estado.

Fortaleza, 14 de fevereiro de 2008.



    Carta-protesto dos estudantes ao INCRA

Nós, estudantes de diversos cursos e universidades brasileiras, que nos dedicamos a estudar e interpretar a realidade brasileira e propor soluções para os problemas do nosso povo, sentimos necessidade de expressar nossa preocupação em torno de alguns assuntos pertinentes a este órgão e ao Estado brasileiro de modo geral. Desta forma nos articulamos nacionalmente para a elaboração desta pauta conjunta que está sendo entregue hoje em diversas superintendências regionais do INCRA. Também a título de protesto e refletindo o nosso estado de indignação com a situação da reforma agrária no Brasil, ocupamos nesta manhã a sede do INCRA SR 06, em Minas Gerais com 300 jovens universitários de 13 universidades mineiras e 11 de outros estados, permanecendo no prédio até que se chegue a um termo de acordo sobre os seguintes itens:

1. Estamos indignados com a situação da Reforma Agrária no Brasil. Nos solidarizamos com o Fórum Nacional de Reforma Agrária (FNRA) e a todas as suas organizações e movimentos que lutam pela terra no Brasil que em seu manifesto de janeiro último declaram 2007 como o pior ano para a Reforma Agrária no Brasil.

2. Apoiamos a iniciativa encabeçada pela Comissão Pastoral da Terra e encampada pelo FNRA de promover um amplo debate na sociedade a respeito da necessidade de limitar o tamanho da propriedade rural no Brasil. Neste sentido, queremos a abertura do INCRA a esta pauta, que entendemos também lhe diz respeito, apoiando a campanha nacional no que for necessário.

3. Exigimos a imediata atualização dos índices de produtividade ora utilizados, que ainda são de 1975, de acordo com a proposta do MDA de 2005. Confiamos que esta medida contribui enormemente para agilizar o processo das desapropriações em diversos estados brasileiros e é um ponto central da luta pela Reforma Agrária e pela justiça social no campo hoje.

4. Pela proibição da compra de terras por empresas estrangeiras para monocultivo de cana, gado, soja, etc. A especulação fundiária para a produção do agronegócio já fez os preços de terra baterem recordes em diversos lugares. Pela expropriação imediata das terras de empresas estrangeiras em área de fronteira, que viola a constituição brasileira e agride a soberania nacional, como exemplo as terras da transnacional Stora Enzo, na fronteira do RS.

5. Em especial pedimos que seja aprovada a lei de expropriação de todas as fazendas com trabalho escravo. E recuperar imediatamente as mais de 80 fazendas identificadas pela justiça federal como lavagem de dinheiro do narcotráfico, no Mato Grosso do Sul.

6. Pela imediata desapropriação da fazenda Nova Alegria de propriedade do Sr. Adriano Chafik Luedy, mandante e executor do massacre de Felizburgo, em 20 de novembro de 2004, em Minas Gerais. O processo já percorreu todos os trâmites burocráticos e encontra-se há mais 5 meses na mesa do Presidente da República aguardando somente sua assinatura.

7. Punição aos culpados dos inúmeros casos da violência nas questões fundiárias, tendo como exemplos os assassinos da Irmã Dorothy e do massacre de Eldorado dos Carajás, ambos no Pará, e do recente assassinato de Valmir Mota pela Syngenta no Paraná e tantos outros. De 1985 a 2005, foram cometidos 1426 homicídios ligados a conflitos agrários no Brasil. Apenas 76 casos foram levados a julgamento, 16 mandantes foram condenados. Nenhum está preso.

8. Por soberania alimentar! Não comemos eucalipto ou cana-de-açúcar. Somos contra o monocultivo exportador que causa aquecimento global e tantos prejuízos ambientais. Exigimos a reversão do modelo tecnológico e agrícola que vem sendo priorizado pelo governo e que favorece largamente as grandes culturas de commodities para exportação em detrimento da produção de alimentos para consumo interno.

9. Todo apoio à criação e fortalecimento dos cursos e turmas específicos para os movimentos sociais em convênio com as universidades federais e estaduais. Acreditamos que dessa forma inicia-se um importante processo de recuperação de uma dívida histórica com os sujeitos sociais excluídos do processo de desenvolvimento industrial-dependente que expulsou milhões de famílias do campo, gerando um arco de excluídos urbanos nas periferias das cidades e um contingente de excluídos rurais – os sem-terra.

10. Pelo fortalecimento da Reforma Agrária no seu sentido pleno, não restrito a entrega de lotes e sem um mínimo apoio posterior. É necessário um conjunto de medidas que consolidem no campo o núcleo familiar e comunitário com garantia de infra-estrutura, educação, saúde, cultura, esporte e crédito. No que cabe a nós, da universidade, propomos que seja priorizada a produção de pesquisa e extensão que acumule para a compreensão da realidade da luta pela terra e contribua para a mediação de seus conflitos e meios de solucioná-los.

11. Que o Estado brasileiro reconheça a importância do estabelecimento da relação entre o movimento camponês e estudantil e viabilize ferramentas para seu fortalecimento. A experiência dos estágios de vivência têm se mostrado acertadas e já duram 19 anos, contribuindo para uma formação profissional socialmente referenciada, solidária e comprometida com a transformação da realidade do campo. É necessário consolidar políticas públicas que viabilizem sua implementação e continuidade nos estados, garantindo recursos e prioridade política para sua realização.

Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2008

FEDERAÇÁO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA FLORESTAL, DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FONOAUDIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE TERAPIA OCUPACIONAL, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE VETERINÁRIA, FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FILOSOFIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DCE-VIÇOSA(MG), DCE UFMT(MT), DCE-UFMG(MG), DCE-UBERLÂNDIA(MG), DCE-SJDR(MG), DCE da UFJF(MG), DCE da UFBA(BA), DCE UFPA (PA); DCE da Estácio de Sá(ES), DCE UFPI(PI); DCE UNCISAL; DCE UFAL; DCE da UENF(ES), Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende/UFMG, Diretório Acadêmico de Biologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG), DA ON UFSM(SC); C.A. de T.O. da UEPA(PA), C.A. Farmácia UFPI(PI); C.A. Alexandre Martins Castro Filho(UNIVIX), CA de Com. (FAESA), CA João Baptista Herquenhoff (UVV), DA de Fono UFSM (RS), CA de C.Sociais de UFMT(MT), CA Agro UFSM (RS), C.A. de Psicologia da UFPR(PR), C.A. de Farmácia da UFPR(PR), CA de agronomia da UFRRJ(RJ), CA de agro da UFERSA(RN), CA-TO USP(SP); CAFONO USP(SP); CAAGRO UFRA (PA); CAEF UFRA (PA).


Médicos assassinos (apesar de não julgados)

Para lembrar….
1) do estudante morto na USP no trote de 1999 e seus assassinos
2) do índio patachó, morto queimado em Brasília e seus assassinos.

Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado morto na piscina da USP, em 1999? Ele foi afogado mecanicamente (isto significa que, mesmo não sabendo nadar, foi jogado várias vezes na piscina, até que não resistisse mais), num trote realizado na USP.


Então, vocês têm que saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. E os acusados estão livres, leves, soltos, exercendo suas
profissões e gozando a vida.

Tomem nota do nome dos acusados:

*1) FREDERICO CARLOS JANA NETO*, não mais chamado pelos amigos de ‘Ceará’, para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado
à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos e
*atende no Hospital das Clínicas* de SP;

*2) ARY DE AZEVEDO MARQUES NETO *, tem 25 anos e na época, era aluno do 3° ano e presidente da associação atlética, e foi dele o grito de guerra para que os calouros fossem jogados na piscina (que possui de 2 a 4 metros de profundidade);

*3) GUILHERME NOVITA GARCIA* , especializado em *ginecologia *(cuidado mulheres! ) , também cursa cirurgia.Tem 29 anos e é apelidado de
‘Campanha’. Admitiu ter feito brincadeiras para assustar os calouros e admite ainda ter jogado uma estudante na piscina naquele dia;

*4)** LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO *, titular do time de basquete da faculdade e considerado o ‘mauricinho’ da turma. Tem 24 anos, e, junto com FREDERICO E UILHERME , foi denunciado. Não podemos, também, esquecer do

*Sr. MÁRCIO THOMAZ BASTOS que virou- pasmem! –
MINISTRO DA JUSTIÇA do** governo Lula (mais uma do Lula ), e que, 24 horas depois de assumir o cargo, pediu a SUSTAÇÃO DO PROCESSO.* Isso porque ele era um dos advogados de defesa do LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO. Diz o ministro da justiça de Lula que inexiste relação entre sua nomeação e o pedido de sustação do processo, mas,segundo a promotora responsável pelo caso, ‘é, no mínimo, uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia um dos acusados’.

Vê-se, portanto, que sem o prosseguimento da ação, até hoje o único culpado
(???) foi a própria vítima, EDISON TSUNG CHI HSUEH, que pagou com a própria
vida pelo esforço que fez para entrar no curso da USP.


Só pra refrescar mais um pouco a memória. *o nosso Ministro da Justiça
(infelizmente), MÁRCIO THOMAZ BASTOS , foi também advogado dos
delinqüentes que assassinaram o índio pataxó, aos quais, igualmente, NADA aconteceu. *


Enquanto essa figura funesta, o defensor-mor dos direitos humanos só para os bandidos, posar e atuar como ministro, estamos todos ferrados.


REPASSE ESSE E-MAIL, NÃO POR COMPAIXÃO, MAS SIM PARA QUE A JUSTIÇA SEJA
FEITA. SÓ ASSIM PODEREMOS SONHAR COM UMA SOCIEDADE JUSTA, HONESTA E COM MENOS VIOLÊNCIA.


Grato

Hélio C de Toledo César

‘De São Paulo para o Mundo’

Don’t let companies profit off climate chaos!

Jane Fonda here. Yesterday, I led the 9th Fire Drill Friday into the streets of Washington D.C. to mobilize for climate justice and migrant rights, and shut down business-as-usual for the financial institutions that are profiting off of the climate crisis and immigrant detention.

Nós temos que impedir que os capitalistas tirem lucro do caos climáticos

But I wasn’t alone. I was gratefully joined by youth climate-strikers, social justice groups, and grassroots organizers to use our collective power in demanding immediate and decisive action on climate justice, while continuing to expand the table of who is involved in the climate movement.

The climate movement is escalating in a big way. That’s why I was so excited to hear from my friend and Greenpeace Executive Director, Annie Leonard, that they are kicking off their most ambitious end of year fundraising effort ever — they need our help to raise $1,031,000 by midnight, December 31st, in order to do everything they can to save the climate.

Will you make a generous gift to Greenpeace right now to help meet that goal?

The purpose of Fire Drill Fridays is to use our platforms together, take risks, and encourage people to do everything in our power to call attention to the greatest challenge humankind has ever faced: the climate crisis.

Yesterday’s Fire Drill Friday highlighted the links between climate and migrant injustices that are disrupting the land and ecosystems that millions of people rely on. Some are forced to flee, and these climate migrants face life-threatening hardship, discrimination, and repression in their search for safety — and the most vulnerable lack the resources to migrate, so remain in harm’s way.

Here’s what makes me furious: many of the same banks that made billions of dollars financing the fossil fuel industry that caused the climate crisis — Black Rock, Wells Fargo, and JP Morgan Chase — are now making millions off of climate refugees by bankrolling the companies working with ICE to finance border wall construction and run for-profit prisons and detention centers. First, they drive climate migration, then they profit from it?! 

This is just one of the many wrongs that Greenpeace is trying to right. To do all this, they rely completely on donors like you.Your very first donation today will help our movement take on more winning campaigns, launch more strategic initiatives, and go after the people who continue to act with impunity, putting profit over the rights of people.

We know governments won’t deliver climate action and justice on their own, so that’s why I’m partnering with my friends at Greenpeace to tackle the climate crisis and build momentum around Fire Drill Fridays and escalating climate action.

Every single day, people like you are powering our movement and doing the work to create a world that we all believe is possible. Help us end corporate greed and government collusion. Join me in supporting Greenpeace’s fight for Earth and our shared future as generously as you can today.

With love, hope, solidarity, and determination,

Jane Fonda
Actress, Writer, Producer, and Greenpeace supporter

P.S. The world needs you right now, more than ever. Join me in helping Greenpeace reach their year-end goal of $1,031,000 with a gift today. Your belief in a greener, more peaceful future is what keeps this movement strong.

A Janika, de apenas 14 anos, foi encontrada seminua no quintal da casa de sua avó.

A Janika, de apenas 14 anos, foi encontrada seminua no quintal da casa de sua avó. Ela havia sido estuprada e foi espancada até a morte com um bloco de concreto, sendo mais uma fatalidade na revoltante epidemia de estupro que assola a África do Sul.

É horrível — mas agora podemos fazer algo a este respeito.

Um programa educacional comprovado cientificamente, no qual participaram milhares de jovens na África Oriental, reduziu o número de estupros pela METADE. Os instrutores vão nas escolas ensinar aos meninos sobre consentimento e como usar suas vozes em defesa das mulheres e as garotas aprendem defesa pessoal e como identificar riscos. Os organizadores dizem que esse programa já preveniu mais de 200 mil casos de agressão sexual!

Agora, eles querem levar este projeto por toda a África, onde quase metade das mulheres são vítimas de violência física e sexual ao longo de suas vidas. Mas eles precisam de fundos — e pediram ajuda ao nosso movimento.

Estuprada, assassinada, era uma menina, claro, negra!

Attacked for protecting the Amazon

While fires are raging through the Amazon, lives and homes are being lost right here in Australia in unprecedented bushfire conditions. The climate emergency is an environmental threat that we can’t close our eyes to anymore. 

But did you know that the climate emergency is also a major threat to human rights?

Fires, catastrophic storms, droughts or flooding means that food, shelter and clean water is not easy to access and thousands of people are left struggling just to survive for months and sometimes years. 

Proteger o planeta em que vivemos se tornou uma açao de risco

These people are being deprived of their most fundamental human rights – access to basic needs, security, healthcare, education and a way to earn a living. Unless our leaders take decisive action on the climate emergency, the rights of more and more people will be put at risk. 

Tarcisio, one of the most important things you can do right now to protect the future for us all is to stand strong with those who are fighting to defend our planet.

A segunda morte de Doti

A segunda morte de Doti
Jair Bolsonaro representa enorme risco para a preservação da Amazônia, como já ficou claro em seus primeiros meses de governo e em diversos de seus posicionamentos públicos.  O Intercept publica hoje uma reportagem exclusiva mostrando como fazendeiros, grileiros, madeireiros e mineradoras que se opõem ao modelo sustentável de ocupação da área ganharam força com este governo.  Encorajados pelo presidente e contando com a leniência do ministério do Meio Ambiente, do Incra, da polícia e até do Ministério Público esses grupos avançam cada vez mais contra os Projetos de Desenvolvimento Sustentável, criados pela missionária americana Dorothy Stang. Os PDS, como são conhecidos, são assentamentos que garantem renda para famílias pobres, desde que elas preservem a floresta.  Os PDS de Dorothy são descritos por moradores locais como um cinturão verde em meio à devastação que avança sobre a área. “Eles são como uma espécie de portal que funciona como uma proteção. Se invadidos de modo definitivo, a floresta inteira vem abaixo”, me descreveu um morador local que pediu para não ser identificado por medo de ameaças. Os assentamentos agora correm sério risco de colapso pela falta de apoio dos órgãos que têm a obrigação legal de protegê-los. A situação piorou muito com Bolsonaro, que vem desmontando os sistemas de proteção da floresta. É a segunda morte da missionária americana que perdeu a vida lutando pela floresta e pelos agricultores.  LEIA A MATÉRIA E VEJA O VÍDEO →  

Dediquei-me por 18 meses a entender como funcionam os PDS, o legado de Dorothy Stang e a omissão dos governos Temer e Bolsonaro na região. Esta matéria contou com o apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos e só foi possível porque no Intercept temos liberdade para contar as histórias que precisam ser contadas, temos suporte para isso e não tememos as ameaças que podem surgir. Quem nos garante essa liberdade são nossos leitores. Por isso, se você acha que é importante continuarmos investigando a destruição da Amazônia, que tal considerar ajudar o TIB a fazer muito mais?

Disappeared from the streets of Cairo 4 days ago

Ibrahim is 26 years old. He loves his job researching forced evictions in Egypt, and calling for safe and affordable housing for all Egyptians.

Ibrahim was walking home when police dressed in plain clothes surrounded him and arrested him.

Since that night, Ibrahim’s family have not heard from him. They’ve been trying to find out what happened to him.

They haven’t had any answers. In fact, the police have denied ever taking or detaining Ibrahim.

I can’t begin to imagine what Ibrahim’s family and friends are going through. And I’m gravely concerned for Ibrahim’s safety.

Sign the petition to Egypt’s authorities now and demand they reveal Ibrahim’s fate.

 HELP FIND IBRAHIM

When all of us work together, we can change lives. As part of a global movement for justice, your voice can hold the authorities to account and shine a light on the truth.

Just earlier this year the global Amnesty movement helped release Islam Khalil, who was imprisoned for more than a year in Cairo. Islam’s family were also kept in the dark about his whereabouts.

Egypt’s Office of the Public Prosecutor has the power to let Ibrahim’s family know where he is, and bring those responsible for his disappearance to justice.

With enough voices behind Ibrahim’s family, together we can pressure the authorities to tell the truth about what happened to Ibrahim that night.

NOTA DE REPÚDIO À REVOGAÇÃO DA DESAPROPRIAÇÃO DAS ESTRUTURAS PREDIAIS DO CAMPUS DA BETÂNIA PELO GOVERNADOR CAMILO SANTANA

   No dia 9 de novembro de 2019, a comunidade acadêmica da Universidade Estadual

Vale do Acaraú (UVA) foi surpreendida com a triste e preocupante notícia de que o governador
Camilo Santana se comprometeu, com a Diocese de Sobral, a revogar a desapropriação do
Campus da Betânia da UVA, anulando os efeitos do Decreto n.º 33.281, assinado por ele
mesmo e publicado em 23 de setembro de 2019, no qual o Campus da Betânia – com seus
imóveis, benfeitorias, acessões e outros acessórios, existentes na área total de 60.831,35 m² –
foi declarado de Utilidade Pública.

    A desapropriação do Campus da Betânia é uma luta antiga dos movimentos docente e

discente da UVA. Ele é o maior campus em extensão da instituição, abrigando três dos seis
Centros Universitários (Centro de Ciências Agrárias e Biológicas, Centro de Ciências Sociais
Aplicadas e Centro de Filosofia, Letras e Educação) e parte do Centro de Ciências Humanas, em
razão da reforma do Campus do Junco, iniciada em março de 2019. O Campus da Betânia
abriga ainda a Direção Superior, as Pró-Reitorias, os Setores Administrativos, os Órgãos de
Assessoramento, a Procuradoria Jurídica, a Biblioteca Central, o Auditório Central, o Núcleo de
Educação à Distância, o Restaurante Universitário, dentre outros.

    Ao longo de décadas, o Governo do Estado do Ceará tem feito benfeitorias de alto

custo, construindo prédios e fazendo reformas no campus. Além de pagar à Diocese de Sobral
o aluguel que chega atualmente a quase 1 milhão de reais por ano. Ou seja, dinheiro público
que favorece uma entidade privada. Para agravar ainda mais a situação, a falta de escritura
pública do terreno impede a Universidade de pleitear recursos e formalizar termos de
cooperação e convênios junto às agências de fomento à pesquisa (FUNCAP, CAPES, e CNPQ) no
Campus da Betânia.

    Atualmente, a nossa Universidade atende à parcela mais pobre da região noroeste

cearense e de suas adjacências. Mesmo em condições precárias, somos responsáveis por
formar quase que a totalidade dos professores que atuam na melhor educação básica pública
do Brasil, envolvendo as redes municipais e estaduais de ensino na região.

    Revogar o importante Decreto n.º 33.281/2019, que torna o Campus da Betânia de

Utilidade Pública, é um retrocesso, um descaso e uma grande falta de reconhecimento à
histórica demanda da comunidade acadêmica. Tal revogação é desrespeitosa, demonstra
descompromisso do Governo Estadual com a UVA e seu crescimento e revela o seu total
compromisso político com a diocese local. O Estado deve ser guardião e ampliador de bens
públicos e não privados!

    Que motivos levaram o governador a revogar a desapropriação tão pouco tempo 

depois de ser decretada? Por que a revogação foi feita sem participação da comunidade
acadêmica? Jamais permitiremos que a desapropriação, fruto de anos de luta da comunidade
acadêmica e de parte significativa da sociedade cearense, seja revogada arbitrariamente!
Conclamamos discentes, docentes e todos(as) que amam essa Universidade para nos
mobilizarmos e exigirmos a DESAPROPRIAÇÃO IMEDIATA!

SINDICATO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ –
SINDIUVA – Seção Sindical do ANDES – SN

Governo do Estado do Ceará dá um golpe rude na Universidade Estadual Vale do Acaraú – a UVA que sobrevive a mais de 40 anos num extenso prédio da Diocese de Sobral que foi totalmente refeito com dinheiro público. Por trás do golpe se encontra uma privada de ensino que pretende engolir os restos da UVA

A República Prostituta

No dia 15 de novembro de 1889, o presidente do Congresso, Antônio Carlos se viu obrigado a sair do Palácio do Congresso para se deparar com um canhão a quem sarcasticamente cumprimentou tirando-lhe
o chapéu. Marcava Antônio Carlos a forma como dialogavam os que inauguraram a nossa República, aliás filha dum reinado que era obediente, da Inglaterra. em nome de quem invadira o Paraguai onde se havia
instalado a primeira República socialista da América do Sul porque a primeira República Socialista
das Américas havia sido fundada pelos negros no Haiti e já havia sido dizimada.

Nascia uma prostituta república que anos depois se amasiaria com a Inglaterra que também assassinou
o maior industrial da América Latina que vendia linhas para toda a América Latina e construiu a
primeira usina hidrelétrica do Brasil. Claro, nunca encontraram o assassino de Delmiro Gouveia que
havia instalado em Pernambuco um sociedade industrial que poderia ter tornado o Brasil um dos países
pioneiros da industria moderna.

Na sequência a prostituída república se amasiou com os Estados Unidos da América do Norte.

Tem sido esta sequência de amantes que marca a vida desta república de quem sou filho e amo e respeito
a República sem adotar a devassidão que marcou a vida de nossa República até hoje.

Não sou historiador e certamente ficaram alguns erros históricos neste texto, falhas ou lacunas, mas
isto me importa pouco, pois apenas quero marcar o meu desdém por uma República nascida dum golpe que
vem marcando a nossa República seguidamente.

Sem dúvida que precisamos reescrever a história de nossa República para que nossas crianças aprendam
uma outra forma de ter nacionalismo fundado no respeito mútuo pelos que aqui vivem, corrigindo os
erros cometidos contra os mais fracos e explorados que sempre foram os sofredores nas mãos duma
classe dominante espúria e indecente.

Viva uma nova República, oxalá socialista, do Brasil, que, quando cair este golpe, deveremos instituir
passando por um Tribunal Constitucional para onde devemos levar os criminosos do golpe de 2016 e refazer
a Constituição Cidadã, livre de erros fundamentais que nela ficaram e que permitiram este novo golpe.