Direitos Humanos

Em Itabapoana o povo conseguiu varrer os corruptos.

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!

A reviravolta na política americana e consequentemente no mundo

69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA

69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA

Primeira declaração de Obama, em Chigago

“This victory alone is not the change we seek–it is only the chance for us to make that change. And that cannot happen if we go back to the way things were. It cannot happen without you.”

“Esta vitória, sozinha, não é a mudança que buscamos — é apenas uma chance que possamos fazer a mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a fazer as coisas como antigamente. Não pode acontecer sem você.”

President-elect Obama has promised to restore the rule of law, to repair America’s damaged perception in the world, to close Guantánamo, and to renounce torture.

O presidente eleito Obama prometeu restaurar o domínio da lei, reparar a forma defeituosa como o mundo vê a America, fechar Guantánamo e renunciar a tortura.

These promises bring hope. In the coming days, we will need you to help make those promises a reality.

“Estas promessas trazem esperança”, diz a Amnisty Internacional, “precisaremos de você para transformarmos estas promessas em realidade”.

Sem dúvida há uma possibilidade e uma esperança, e precisamos nos juntar aos americanos que estarão lutando para manter um novo rumo
porque do outro lado, do lado dos grande grupos econômicos os que vendem guerras e exploram o petróleo, não somente não há interesse em mudanças como há um enorme interesse (burro) em manter o curso da história imutável (até destruir o nosso habitat).

Tirado da Declaração de Indepência –
from the Declaration of Independence


A prudência, de fato, mostra que Governos estabelecidos há muito tempo não devem ser substituidos em função de causas passageiras ou superficiais;
ainda de acordo com o que a experiência nos mostrou, a humanidade está mais disposta a sofrer, a um ponto próximo do insuportável, do que se levantar para abolir a situação a que ela se encontra acostumada. Porém, quando uma longa cadéia de abusos e violências tendo como meta invariável o objetivo de reduzir a população ao mais absoluto despotismo, é o seu direito, é o seu dever, derrubar um tal governo e assim garantir novos gardiães para o seu
futuro e sua segurança.
Declaração da Independência (dos EUA).


Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should
not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new Guards for their future security.
Declaration of Independence of USA

21 de Setembro: Dia Nacional de Luta Contra
a Monocultura de Eucalipto

Movimento Alerta contra o Deserto Verde

Hoje, duas manifestações aconteceram no Espírito Santo em protesto contra os impactos e a violência, causados pelo plantio da monocultura de eucalipto em larga escala no estado. O dia de hoje, como momento de protesto, foi escolhido durante o III Encontro Nacional da Rede Alerta contra o Deserto Verde em maio deste ano em Belo Horizonte, 21 de setembro é o dia da árvore: uma data bastante simbólica para este Dia Nacional de Luta.

Uma manifestação ocorreu na localidade de Vinhático, Município de Montanha, no Norte do Espírito Santo. Mais de 1000 representantes de comunidades locais, do MST e do MPA arrancaram mudas de eucalipto plantadas há 20 dias através do Programa Fomento Florestal da Aracruz Celulose, numa propriedade de cerca de 1.800 hectares. A própria Aracruz está querendo adquirir a propriedade. Nessa região, a empresa está se expandindo muito, aproveitando-se da política do governo Lula para ampliar a área de monoculturas de árvores no país com mais 2 milhões de hectares até 2007. Depois de ter arrancado milhares de mudas de eucalipto, os manifestantes seguiram para a sede do Município em marcha, onde aconteceu um ato público com cerca de 1.500 pessoas.

A outra manifestação ocorreu na comunidade de Vila do Riacho, Município de Aracruz, também no Norte do Espírito Santo, com cerca de 700 pessoas: membros da comunidade local, Índios Tupinikim e Guarani, MST, MPA e outras entidades de apoio. Cerca de 3 hectares de eucalipto recém-plantado foram destruídos. Um caminhão foi parado e sua carga, milhares de mudas de eucalipto, foi destruída. Depois, os manifestantes seguiram para o complexo de 03 fábricas de celulose da Aracruz e, em frente do complexo, cortaram algumas árvores de eucalipto e puseram fogo. Além disso, foi realizado um ato público em frente das fábricas. Ontem à noite, mais de 1000 pessoas da comunidade de Vila do Riacho já tinham se reunido numa celebração ecumênica e caminhada para lembrar e denunciar as diversas violações praticadas contra a população local a partir das ações da Aracruz Celulose na região. Em baixo, segue Carta Aberta à População, uma carta que foi distribuída e divulgada, ontem e hoje, à população local e regional.

Por um lado, as manifestações de hoje mostram a crescente mobilização e organização popular no Espírito Santo contra a monocultura de eucalipto, um plantio que impede a realização da reforma agrária, gera pouquíssimos empregos e destrói direta e indiretamente os meios de subsistência das populações locais. Por outro lado, o caráter das ações de hoje mostra que as populações locais e movimentos sociais do campo estão indignadas e cansadas de esperar por ações concretas dos governos federal e estadual no sentido de impedir o avanço da monocultura de eucalipto. Querem construir seus próprios projetos de subsistência, baseados na diversidade, no agro-ecologia, na reforma agrária, na devolução das suas terras ocupadas por eucaliptos – como no caso dos quilombolas e dos indígenas -, e no estímulo de alternativas de reflorestamento que aproveitem o potencial das centenas de espécies nativas.

Movimento Alerta contra o Deserto Verde
21 de setembro de 2004

Liberté, égalité, fraternité – palavras vazias na moeda francesa

“I would never have imagined that they would turn me down because of what I choose to wear.”
FAIZA SILMI, a Muslim who applied for French citizenship and was turned down because she wears a veil. – “Eu nunca poderia imaginar que eles me recusariam a cidadânia pela roupa que eu decido usar”

Plavras de um mulher mulsumana, casada com um franês, com três filhos franceses, que solicitou
a cidadânia francesa e esta lhe foi recusada porque ela é uma mulsumana radical.

Você pode ler a notícia completa aqui.

Mas parece que é verdade, “liberdade, igualdade, fraternidade”, o mote da revolução francesa, hoje, na França, existe apenas nas moedas, e com a chegada do euro, até nas moedas vai se acabar.

Poluição na atmofesra de Sobral

Foi hoje, dia que tirei as fotos, apesar da data errada nas fotos. A máquina estava sem pilhas e desconfigurada, e eu tinha pressa porque eles jogam poluição rapidinho, furtivamente, como um ladrão tentando nos roubar a saúde,
e não me dava tempo para reconfigurar a máquina. Mesmo assim peguei apenas a nuvem de fumaça, ainda com um rabinho apontando
para a chaminé criminosa. Assumo, sob as penas da lei (Lei ? que lei mesmo?) a data e hora em que tirei as fotos.

como um ladrão tentando nos roubar a saúde

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Tecendo a Manhã

de João Cabral de Mello Neto

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele emite
e o lance a outro;

de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro;
e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


A campanha “O petróleo é nosso” está de volta! Inkorgen

Agência Petroleira de Notícias

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A campanha “O petróleo é nosso” está de volta!
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Fonte: Agência Petroelira de Notícias (www.apn.org.br)

No próximo dia 15 de março, de 9h às 19h, na Associação Brasileira de Imprensa – ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro do Rio de Janeiro-RJ, próximo da Biblioteca Nacional), será realizado o Seminário Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. É o resgate da luta histórica que mobilizou amplos setores da nação brasileira na década de 50 em torno do grito “O petróleo é nosso!”

O objetivo do Seminário é socializar as informações sobre o crime que representa a entrega das riquezas naturais. E construir um Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás, que conte com a participação das entidades que defendem a soberania.

Impedir a realização dos leilões das áreas promissoras de petróleo e gás é fundamental para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Por isso, a participação de todos os brasileiros, grupos, movimentos sociais e entidades de classe que defendam a soberania.

Na parte da manhã, acontecerá um debate com a participação de representantes de entidades governamentais, que irão apresentar seus argumentos em relação aos leilões, e movimentos sociais, intelectuais e trabalhadores contrários a esse processo de privatização. Concluída a exposição inicial de cada debatedor, o público poderá fazer perguntas e considerações. João Pedro Stédile, membro da Coordenação Nacional do MST e da Via Campesina Brasil, e Fernando Siqueira, diretor da Associação de Engenheiros da Petrobrás – AEPET, já confirmaram presença.

A partir das 14h, será a Plenária de Trabalho que tratará especificamente da organização do Fórum Contra Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. Essa parte da tarde terá três sub-tópicos: 1) Definição do caráter do Fórum e sua organização; 2) Estabelecer as ações do movimento no campo das lutas, da comunicação (divulgação para sociedade e imprensa alternativa) e da formação de formadores, multiplicadores; 3) Construção do calendário de atuação do Fórum.

A organização da sociedade no sentido de deter esse ataque é imperativa, até porque é necessário construir coletivamente a forma de barrar a realização da 8ª Rodada de Leilão das áreas promissoras de Petróleo e Gás Brasileiros, que está sub judice, mas que a Agência Nacional de Petróleo insiste em realizar. Essa bandeira contra a privatização deve ser assumida por toda a sociedade brasileira. Temos que resgatar e gritar bem alto ainda hoje: “O petróleo é nosso!” Participe do seminário.

A Comissão organizadora da atividade é composta pelo Sindipetro-RJ, MST, Aepet, CUT, Conlutas, FUP, FNP e Fist. As inscrições podem ser feitas, enviando uma mensagem para redacao@apn.org.br, constando nome completo, e-mail, telefone, cidade em que mora, estado e entidade ou movimento do qual participa. As inscrições também podem ser feitas por telefone: (21) 3852-0148 ramal:207. Mais informações: www.apn.org.br


Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza

Fonte: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4905

Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza

14/02/2008

Há onze meses sem receber remuneração, mais de 200 educadores do MST que fazem parte do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) – parceria entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e a Uece (Universidade Estadual do Ceará) – ocuparam na manhã desta quinta-feira (14/02) o prédio da reitoria da Universidade, em Fortaleza.

A pauta de reivindicações dos trabalhadores (confira abaixo) inclui a liberação dos recursos em atraso, ações de continuidade e melhoria do Pronera e investimentos na educação do campo nos assentamentos de reforma agrária. A determinação do MST é de desocupar o prédio apenas quando o reitor resolver a situação do Pronera e for marcada uma audiência com o governador do estado, Cid Gomes, e a Seduc (Secretaria Estadual de Educação) , com encaminhamentos concretos.

Mesmo sem receber remuneração, os educadores continuam nas salas de aula, pelo compromisso do MST com a erradicação do analfabetismo nas áreas de reforma agrária e com a luta pela educação universal, uma bandeira prioritária para o movimento.

Pauta do Movimento

Audiência imediata com o Reitor da UECE, Secretaria Estadual de Educação, Governador do Estado e INCRA.

Com a UECE

1 – Liberação imediata da remuneração dos/as educadores/as referente ao período de abril a dezembro de 2007 (processos já dado entrada no DECOFIN desde 07 de dezembro de 2007).

2 – Liberação imediata dos recursos para o curso de capacitação de educadores/as do PRONERA.

3 – Agilidade, pelo DECOFIN, na liberação dos próximos recursos do PRONERA (Projeto I e II e Projeto de Formação de Educadores/as).

4 – Criar um grupo de trabalho e definir coordenação da UECE para a elaboração de novos projetos para o PRONERA (escolarização de segundo segmento, cursos de graduação: Veterinária, Serviço Social e Pedagogia).

5 – Agilidade nos processos de licitação para a compra de material para as salas de aula.

Com a SEDUC

1 – O Estado assumir o ensino de todos os níveis e modalidades nos assentamentos onde têm uma grande demanda (Santana em Monsenhor Tabosa, 25 de Maio em Madalena, Lagoa do Mineiro em Itarema e Maceió em Itapipoca);

2 – Criar políticas públicas para a Educação do Campo, criando no organograma da SEDUC um setor para coordenar sua efetivação.

3 – Construção, ampliação e reforma de escolas nos assentamentos de Reforma Agrária.

4 – Realização de concurso público específico para o campo, priorizando os profissionais das próprias localidades.

5 – Criação de cursos de graduação nas universidades estaduais e cursos técnicos nas escolas técnicas, direcionadas as pessoas do campo com a participação dos movimentos sociais do campo.

6 – Realização de convênio com o MST de um projeto de alfabetização de jovens e adultos.

7 – Substituição dos anexos por escolas patrimoniais.

8 – Garantir em todos os assentamentos e acampamentos a educação infantil.

9 – Parceria com os movimentos sociais do campo para a realização de cursos, seminários e formação continuada de educadores/as das áreas de assentamentos das áreas de assentamentos e acampamentos de reforma agrária.

Setor de Educação do MST Ceará

Reforma Agrária, por Um Brasil Sem Latifúndio.

Educação do Campo, direito nosso, dever do estado.

Fortaleza, 14 de fevereiro de 2008.



    Carta-protesto dos estudantes ao INCRA

Nós, estudantes de diversos cursos e universidades brasileiras, que nos dedicamos a estudar e interpretar a realidade brasileira e propor soluções para os problemas do nosso povo, sentimos necessidade de expressar nossa preocupação em torno de alguns assuntos pertinentes a este órgão e ao Estado brasileiro de modo geral. Desta forma nos articulamos nacionalmente para a elaboração desta pauta conjunta que está sendo entregue hoje em diversas superintendências regionais do INCRA. Também a título de protesto e refletindo o nosso estado de indignação com a situação da reforma agrária no Brasil, ocupamos nesta manhã a sede do INCRA SR 06, em Minas Gerais com 300 jovens universitários de 13 universidades mineiras e 11 de outros estados, permanecendo no prédio até que se chegue a um termo de acordo sobre os seguintes itens:

1. Estamos indignados com a situação da Reforma Agrária no Brasil. Nos solidarizamos com o Fórum Nacional de Reforma Agrária (FNRA) e a todas as suas organizações e movimentos que lutam pela terra no Brasil que em seu manifesto de janeiro último declaram 2007 como o pior ano para a Reforma Agrária no Brasil.

2. Apoiamos a iniciativa encabeçada pela Comissão Pastoral da Terra e encampada pelo FNRA de promover um amplo debate na sociedade a respeito da necessidade de limitar o tamanho da propriedade rural no Brasil. Neste sentido, queremos a abertura do INCRA a esta pauta, que entendemos também lhe diz respeito, apoiando a campanha nacional no que for necessário.

3. Exigimos a imediata atualização dos índices de produtividade ora utilizados, que ainda são de 1975, de acordo com a proposta do MDA de 2005. Confiamos que esta medida contribui enormemente para agilizar o processo das desapropriações em diversos estados brasileiros e é um ponto central da luta pela Reforma Agrária e pela justiça social no campo hoje.

4. Pela proibição da compra de terras por empresas estrangeiras para monocultivo de cana, gado, soja, etc. A especulação fundiária para a produção do agronegócio já fez os preços de terra baterem recordes em diversos lugares. Pela expropriação imediata das terras de empresas estrangeiras em área de fronteira, que viola a constituição brasileira e agride a soberania nacional, como exemplo as terras da transnacional Stora Enzo, na fronteira do RS.

5. Em especial pedimos que seja aprovada a lei de expropriação de todas as fazendas com trabalho escravo. E recuperar imediatamente as mais de 80 fazendas identificadas pela justiça federal como lavagem de dinheiro do narcotráfico, no Mato Grosso do Sul.

6. Pela imediata desapropriação da fazenda Nova Alegria de propriedade do Sr. Adriano Chafik Luedy, mandante e executor do massacre de Felizburgo, em 20 de novembro de 2004, em Minas Gerais. O processo já percorreu todos os trâmites burocráticos e encontra-se há mais 5 meses na mesa do Presidente da República aguardando somente sua assinatura.

7. Punição aos culpados dos inúmeros casos da violência nas questões fundiárias, tendo como exemplos os assassinos da Irmã Dorothy e do massacre de Eldorado dos Carajás, ambos no Pará, e do recente assassinato de Valmir Mota pela Syngenta no Paraná e tantos outros. De 1985 a 2005, foram cometidos 1426 homicídios ligados a conflitos agrários no Brasil. Apenas 76 casos foram levados a julgamento, 16 mandantes foram condenados. Nenhum está preso.

8. Por soberania alimentar! Não comemos eucalipto ou cana-de-açúcar. Somos contra o monocultivo exportador que causa aquecimento global e tantos prejuízos ambientais. Exigimos a reversão do modelo tecnológico e agrícola que vem sendo priorizado pelo governo e que favorece largamente as grandes culturas de commodities para exportação em detrimento da produção de alimentos para consumo interno.

9. Todo apoio à criação e fortalecimento dos cursos e turmas específicos para os movimentos sociais em convênio com as universidades federais e estaduais. Acreditamos que dessa forma inicia-se um importante processo de recuperação de uma dívida histórica com os sujeitos sociais excluídos do processo de desenvolvimento industrial-dependente que expulsou milhões de famílias do campo, gerando um arco de excluídos urbanos nas periferias das cidades e um contingente de excluídos rurais – os sem-terra.

10. Pelo fortalecimento da Reforma Agrária no seu sentido pleno, não restrito a entrega de lotes e sem um mínimo apoio posterior. É necessário um conjunto de medidas que consolidem no campo o núcleo familiar e comunitário com garantia de infra-estrutura, educação, saúde, cultura, esporte e crédito. No que cabe a nós, da universidade, propomos que seja priorizada a produção de pesquisa e extensão que acumule para a compreensão da realidade da luta pela terra e contribua para a mediação de seus conflitos e meios de solucioná-los.

11. Que o Estado brasileiro reconheça a importância do estabelecimento da relação entre o movimento camponês e estudantil e viabilize ferramentas para seu fortalecimento. A experiência dos estágios de vivência têm se mostrado acertadas e já duram 19 anos, contribuindo para uma formação profissional socialmente referenciada, solidária e comprometida com a transformação da realidade do campo. É necessário consolidar políticas públicas que viabilizem sua implementação e continuidade nos estados, garantindo recursos e prioridade política para sua realização.

Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2008

FEDERAÇÁO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA FLORESTAL, DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FONOAUDIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE TERAPIA OCUPACIONAL, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE VETERINÁRIA, FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FILOSOFIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DCE-VIÇOSA(MG), DCE UFMT(MT), DCE-UFMG(MG), DCE-UBERLÂNDIA(MG), DCE-SJDR(MG), DCE da UFJF(MG), DCE da UFBA(BA), DCE UFPA (PA); DCE da Estácio de Sá(ES), DCE UFPI(PI); DCE UNCISAL; DCE UFAL; DCE da UENF(ES), Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende/UFMG, Diretório Acadêmico de Biologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG), DA ON UFSM(SC); C.A. de T.O. da UEPA(PA), C.A. Farmácia UFPI(PI); C.A. Alexandre Martins Castro Filho(UNIVIX), CA de Com. (FAESA), CA João Baptista Herquenhoff (UVV), DA de Fono UFSM (RS), CA de C.Sociais de UFMT(MT), CA Agro UFSM (RS), C.A. de Psicologia da UFPR(PR), C.A. de Farmácia da UFPR(PR), CA de agronomia da UFRRJ(RJ), CA de agro da UFERSA(RN), CA-TO USP(SP); CAFONO USP(SP); CAAGRO UFRA (PA); CAEF UFRA (PA).


Médicos assassinos (apesar de não julgados)

Para lembrar….
1) do estudante morto na USP no trote de 1999 e seus assassinos
2) do índio patachó, morto queimado em Brasília e seus assassinos.

Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado morto na piscina da USP, em 1999? Ele foi afogado mecanicamente (isto significa que, mesmo não sabendo nadar, foi jogado várias vezes na piscina, até que não resistisse mais), num trote realizado na USP.


Então, vocês têm que saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. E os acusados estão livres, leves, soltos, exercendo suas
profissões e gozando a vida.

Tomem nota do nome dos acusados:

*1) FREDERICO CARLOS JANA NETO*, não mais chamado pelos amigos de ‘Ceará’, para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado
à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos e
*atende no Hospital das Clínicas* de SP;

*2) ARY DE AZEVEDO MARQUES NETO *, tem 25 anos e na época, era aluno do 3° ano e presidente da associação atlética, e foi dele o grito de guerra para que os calouros fossem jogados na piscina (que possui de 2 a 4 metros de profundidade);

*3) GUILHERME NOVITA GARCIA* , especializado em *ginecologia *(cuidado mulheres! ) , também cursa cirurgia.Tem 29 anos e é apelidado de
‘Campanha’. Admitiu ter feito brincadeiras para assustar os calouros e admite ainda ter jogado uma estudante na piscina naquele dia;

*4)** LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO *, titular do time de basquete da faculdade e considerado o ‘mauricinho’ da turma. Tem 24 anos, e, junto com FREDERICO E UILHERME , foi denunciado. Não podemos, também, esquecer do

*Sr. MÁRCIO THOMAZ BASTOS que virou- pasmem! –
MINISTRO DA JUSTIÇA do** governo Lula (mais uma do Lula ), e que, 24 horas depois de assumir o cargo, pediu a SUSTAÇÃO DO PROCESSO.* Isso porque ele era um dos advogados de defesa do LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO. Diz o ministro da justiça de Lula que inexiste relação entre sua nomeação e o pedido de sustação do processo, mas,segundo a promotora responsável pelo caso, ‘é, no mínimo, uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia um dos acusados’.

Vê-se, portanto, que sem o prosseguimento da ação, até hoje o único culpado
(???) foi a própria vítima, EDISON TSUNG CHI HSUEH, que pagou com a própria
vida pelo esforço que fez para entrar no curso da USP.


Só pra refrescar mais um pouco a memória. *o nosso Ministro da Justiça
(infelizmente), MÁRCIO THOMAZ BASTOS , foi também advogado dos
delinqüentes que assassinaram o índio pataxó, aos quais, igualmente, NADA aconteceu. *


Enquanto essa figura funesta, o defensor-mor dos direitos humanos só para os bandidos, posar e atuar como ministro, estamos todos ferrados.


REPASSE ESSE E-MAIL, NÃO POR COMPAIXÃO, MAS SIM PARA QUE A JUSTIÇA SEJA
FEITA. SÓ ASSIM PODEREMOS SONHAR COM UMA SOCIEDADE JUSTA, HONESTA E COM MENOS VIOLÊNCIA.


Grato

Hélio C de Toledo César

‘De São Paulo para o Mundo’

Comparando Haddad e Bolsonaro

Fiz uma tabela de atributos entre os dois candidatos, mas certamente ela está tendenciosa. Se alguém quiser sugerir alterações eu as posso incluir.  De qualquer forma ela fica como uma sugestão para estudos em grupo, cada grupo pode selecionar os atributos contra os quais  gostaria de analisar os candidatos frente às eleições e numa discussão democrática atribuir notas e depois analisar a média de resultados do grupo.

Talvez as notas pudessem ser de 0 a 10 e não estritamente de 0 a 1 como escolhi. Eu sinto muita dificuldade em usar um variação grande, para mim 5 já é zero, que era como eu avaliava as provas até me aposentar. Minha nota mínima era 5  e eu tentava com grande dificuldade avaliar quem merecia 6,7,8,9,10. Sempre terminava usando apenas 5, 7, 10.

Refarei a tabela se houver sugestões, inclusive sobre as notas.

Envie para    tarcisio.praciano@gmail.com  que é uma conta exclusiva para este registro.

Podemos juntos encontrar uma forma melhor para avaliar os candidatos e estamos precisando muito disto.

 

Deixe de lado o anti-petismo doentio e crônico e pense no nosso futuro.

Como o “promotor de violências” nada tem a dizer como projeto para o Brasil, ele e seus seguidores fazem opção pela mentira para se aproveitar do anti petismo crônico que foi desenvolvido pela imprensa irresponsável dirigida pela gloGolpe. É o que tenho sentido nas conversações, muita gente ainda é sensível ao anti petismo crônico e sem razões lógicas para isto, apenas chavões do tipo “PT nunca mais” quando foi exatamente o 12 anos de governo do PT que tornaram o Brasil um país respeitado internacionalmente. Não se esqueça que o “B” do BRICS vem do Brasil que é um dos fundadores deste banco internacional coisa que não agradou nada aos americanos que passaram a tentar solapar o governo do PT no Brasil e foi a GloGolpe que serve aos americanos que instilou este sentimento grotesco de “PT nunca mais” que algumas pessoas repetem sem ter argumentos lógicos para justificar.

Neste sentido eu tenho repetido um caso que aconteceu comigo, bem anedótico mas que mostra a diferença entre o Brasil em 1990 do Brasil em 2011.

É anedótico, eu visitei os EUA pela primeira vez em 1990 e levei comigo cédulas de 10 mil da moeda da época do desgoverno Sir Ney.   Na saída do aeroporto, em Miami, corri para uma agência bancária e enfiei uma cédula de dez mil no buraco do guiché apenas para ouvir o  funcionário responder-me “no recebemos eso” (não recebemos isto). Passados alguns anos, 2011, fui para Portugal levando notas de 50 reais e entrei numa casa de câmbio que me trocou as notas pelo câmbio legal da época sem nenhum comentário especial. Agora, nesta época, em 2011, o Brasil era um  país, era respeitado, o seu dinheiro era reconhecido e recebido como dolar ou euro em qualquer lugar. Eramos um país e não mais a republica bananeira  dirigida por um Sir Ney qualquer. Era presidente Dilma Rousseff.

Trata-se dum caso pessoal mas que muitas pessoas, certamente, poderiam relatar experiências semelhantes, como era visto o Brasil republica bananeira  até o desgoverno fhc do Brasil que é fundador do BRICS a partir de 2003. E neste sentido e republiquei uma série de comparações que outros escreveram e publiquei no meu blog

Será que você é um analfabeto político um leviano “PT nunca mais” ?

O título é um poco insólito, mas se aplica perfeitamente aos anti petistas crônicos muitos dos quais hoje beneficiários do desenvolvimento real que obtivemos  durante os governos do PT. E houve erros? claro que sim, e Haddad já comentou sobre isto. Sem ser religioso, lembro a frase de Jesus defendendo Madalena e desafiando “quem nunca pecou que atire a primeira pedra” e todos os machões que queriam apedrejar Madalena, murcharam, ficaram cabisbaixos e se foram.

Na tentativa de construir um país melhor e sobretudo com a preocupação de redimir parte da população que nunca teve nada, o PT cometeu erros produzindo  alguns projetos apressados como o FIES e o Prouni, para citar dois, que beneficiaram exatamente os negociantes do ensino universitário um dos quais está seco ao lado do Bozo para destruir até mesmo a educação infantil com um nefasto ensino à distância que mesmo para a universidade é um remendo.  Eu, como professor universitário, faço uso de técnicas de ensino à distância mas como complemento ao ensino presencial, ofereço às alunas e alunos os textos de minhas aulas para quem possam baixar em qualquer lugar e não precisam ficar copiando texto do quadro ficando livres para pretar atenção ao desenvolvimento da aula, perguntando, argumentando, participando. Mas podem acompanhar o desenvolvimento da aula de qualquer outro lugar, ou, se obrigados a faltar, tem acesso ao que foi feito em aula. É um complemento importantíssimo e não uma forma substitutiva, para adultos, mas impensável, para crianças.

Se com o PT foram cometidos erros tentando acertar, como os que citei acima que visavam ampliar o acesso à Universidade, e foi um erro porque este dinheiro
poderia ter sido destinado às universidades públicas para que as vagas fossem ampliadas, para que mais laboratórios fossem construídos, em vez disto se facilitou
o crédito para enriquecer as raposas do ensino privado.  Este erro levou a ANDES, o meu sindicato como docente universitário, a confundir oposição com golpe e participar desta onda anti petista o que nos fez criar um Forum Renova ANDES para contrapor ao anti petismo que a ANDES estava fomentando.  Uma coisa é fazer oposição, e eu fiz oposição ao governo do PT, outra é apoiar o golpe que já vem com dois anos de atraso nos sendo infligido.

Então anti petistas crônicos, repensem suas atitudes e deixem de lado o “PT nunca mais” porque é uma forma infantil de fazer política. Venha se juntar a quem
está na luta por um Brasil progressista, construtivo. Leia, sem preconceito o programa do Haddad para descobrir que ele diz que vai aplicar a experiência cheia de sucessos que os governantes do PT aplicaram para transformar o Brasil 17ª economia mundial no Brasil 6ª economia mundial, incomodando sim os Estados Unidos da América do Norte porque o Brasil está tomando mercado dos americanos e deixou de ser um comprado atrelado do mercado americano. Brasil hoje é um país independente apesar dos dois anos de desgoverno do traidor Vampirão.

Afinal, não podemos brincar com risco baseado em um sentimento de repulsa que no final de contas nem mesmo pode ser explicado de forma lógica, é apenas
uma aversão a cor vermelha do PT!  E afinal, vermelho é bonito, é a cor do sangue que corre nas nossas veias. É deixar de ser superficial e pensar que Haddad tem o projeto para oferecer, Educação, Saúde, Previdência, SUS, infraestrutura urbana (o homem ganhou um prêmio da ONU pelo planejamento urbano desenvolvido em São Paulo). Se Haddad não escorrega para um assunto difícil, como segurança urbana, é porque todos sabemos que a insegurança urbana é um sintoma e não um problema em si. Não adianta tratar da segurança urbana trazendo mais violência para a Sociedade porque a simples violência produz ainda mais violência e inclusive alguns policiais estão se manifestando, muitos no anonimato o que mostra o clima de insegurança montado pelo promotor da violência, porque estes policiais sabem que a distribuição de armas no meio da sociedade em vez de ser uma solução representa colocar a eles, policiais, na mira do risco.

A segurança na Sociedade vai se resolver pela eliminação dos outros problemas, como as crianças na escola desde os 4 anos de idade, como propõe Haddad em contraponto, o “ministro da educação” do coiso, que é um “empresário que vende ensino à distância” que estender o seu mercado de ensino à distância às crianças.

A segurança na Sociedade vai se resolver voltando atrás na destruição das leis trabalhistas feitas nestes dois anos de golpe e restaurando os direitos trabalhistas que garantem melhor remuneração e garantia de aposentadoria eliminando a insatisfação entre os que trabalham nas piores condições e que facilmente ficam sem trabalho portanto se tornando presa fácil para a violência urbana.  Eu costumo afirmar que se eu tivesse que voltar para casa no fim do dia, pensando que tinha apenas o vale transporte para pagar a viagem até em casa e nenhum tostão para levar comida para mim e para os meus, eu iria me transformar num assaltante, com certeza.  Então a segurança passa por uma sociedade mais justa com mais distribuição de riqueza, com direitos garantidos e não como propõe o promotor de violência a escolha entre direitos e a oportunidade de trabalho. Nós queremos os dois, os direitos e a oportunidade de trabalho e eles vem com o fortalecimento das leis trabalhistas que não representaram nenhum óbice para que os empresários ganhassem dinheiro e sem elas o mercado vai, pelo contrário, definhar e todos, inclusive os empresários já estão sentindo este efeito com grandes empresas de venda fechando as portas por falta de quem vá fazer compras, isto vem acontecendo nestes dois anos de golpe e não no governo do PT.

Será que você é um analfabeto político, um leviano “PT nuncamais” ?

Mas leia o programa de Haddad e compare com o programa do coiso, não seja superficial e nem preconceituoso, afinal, você também tem sangue e é vermelho!

MANIFESTO INTER-RELIGIOSO CONTRA A BARBÁRIE

MANIFESTO INTER-RELIGIOSO CONTRA A BARBÁRIE

Nós membros dos movimentos que subscrevem este manifesto, vimos a público neste momento decisivo em que a barbárie desafia a civilização, nos manifestar em nome da democracia.

Somos parte das três religiões monoteístas do mundo. Acreditamos em um Deus de bondade e de amor. Um Deus que ama todas suas criaturas, não importa sua cor ou seu gênero. Ele nos fez à sua semelhança, e nossa diversidade é a prova de um Deus que está em cada um de nós.

Toda vez que a fé foi utilizada para promover a paz, tivemos progresso e convivência pacífica entre os seres humanos. Mas quando utilizaram dela para promover o ódio, tivemos os piores períodos da nossa história.

Não podemos colaborar para que estes tempos sombrios voltem a surgir entre nós. A barbárie que bate a nossa porta não pode entrar.

O Judaísmo trouxe ao mundo a Bíblia Hebraica, o Cristianismo trouxe ao mundo os Evangelhos e o Islã o Alcorão, livros sagrados que orientam o ser humano a um mundo de respeito ao próximo.

Todos aqueles que professam a sua fé em Deus e nos valores éticos e morais do monoteísmo estão conosco a favor da civilização e do direito de todos os seres humanos conviverem em paz e harmonia. Judeus, cristãos e muçulmanos irmanados por um Brasil para todos e contra o obscurantismo.

Possa Nosso Deus único nos proteger, permitindo que o bem vença o mal, o amor e a compaixão vençam o ódio que foi semeado no coração de cidadãos brasileiros e que nos ajude fazendo com que todos retornem a consciência da palavra de Deus, em suas ações!

Por tudo isso nós conclamamos o apoio aos candidatos Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, através do seu voto.

JUDEUS CONTRA BOLSONARO
ARTICULAÇÃO JUDAICA
MOVIMENTO NOSSA VEZ, NOSSA VOZ – SP
IGREJA CATÓLICA ANGLICANA LATINO AMERICANA-MG
FRENTE DE EVANGÉLICOS PELO ESTADO DE DIREITO
MESQUITA SUMAYYAH BINT KHAYYAT – EMBU DAS ARTES-SP

A hora do povo

São Paulo, 10 de outubro de 2018

A hora do povo

Por Joaquim Ernesto Palhares

Passamos por um primeiro turno eleitoral dos mais estranhos da história brasileira. Não bastasse o principal candidato do povo estar encarcerado na República de Curitiba, proibido de vencer as eleições, temos um candidato fascista e nos encontramos agora sob ameaça de retorno do obscurantismo.

Um retrocesso que começou a ser estruturado em julho de 2013, quando a direita (Rede Globo à frente) se apropriou da pauta reivindicatória daquele momento. Desde então, não tivemos sossego. Em março de 2014, ano eleitoral, iniciou-se a Lava Jato; ao perder as eleições, Aécio Neves não reconheceu a vitória de Dilma Rousseff, provocando, além da crise econômica e política que vivemos, a derrota fragorosa do PSDB nestas eleições, que poderá levá-lo à extinção.

Em 2015, Globo, Parlamento golpista e Judiciário, passando por cima de 54 milhões de votos, impediram Dilma de governar, abrindo as porteiras do ódio. Não foram os fatos, mas a construção do antipetismo e do ódio à esquerda que levou ao impeachment de Dilma. Em 2017, assistimos à condenação sem provas de Lula e, neste ano, sua prisão política.

Nem mesmo a decisão liminar do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas ou as inúmeras manifestações de centenas de juristas nacionais e internacionais, intelectuais e lideranças de todos os continentes, puderam conter o desejo ensandecido de eliminar Lula, o Partido dos Trabalhadores e a esquerda da direção dos rumos deste país.

Os dois grandes vitoriosos deste primeiro turno são Lula e Bolsonaro.

Apesar de todas as restrições de sua liberdade – proibido de escrever, de falar e conceder entrevistas, de receber pessoas de suas relações, de ser candidato e o presidente do Brasil –, Lula tornou viável o seu candidato Fernando Haddad, praticamente desconhecido da grande população brasileira.

Haddad, aliás, saiu-se muito bem. Alcançou 29% dos votos válidos em um ambiente – repito – de extremada rejeição ao PT e seus aliados. Exemplo disso foi a não eleição do ilustre senador do Paraná, Roberto Requião; do incansável e sempre lutador das causas sociais, Eduardo Suplicy; do jovem e aguerrido lutador Lindberg Farias; e da própria ex-presidente Dilma Rousseff, impichada sem crime algum.

Jair Bolsonaro, mesmo que derrotado num segundo turno, sairá como vencedor. Na crista do ódio, ele foi favorecido pela implosão do PSDB e por candidaturas que precisaram negar Temer para sobreviver, vide a bronca pública dada pelo presidente golpista a Geraldo Alckmin. É preciso reconhecer que Bolsonaro conquistou uma imensa base social. Seu discurso de ódio e violência vem capturando insatisfações desde os jovens às viúvas da ditadura, desde a periferia às elites brasileiras, sob aplauso dos fabricantes de armas.

Neste domingo, assistimos aos brasileiros votarem pelo retorno da ditadura. Responsável pela construção da polarização social no país, a Globo disseminou diuturnamente o antipetismo, reaplicando sua velha receita de anticomunismo. O feitiço, porém, pode virar contra o feiticeiro, inaugurando um turno de disputa pelos recursos públicos de propaganda e marketing do novo governo que virá a se instalar. Até agora, a diferença entre Globo e Record era de bilhões de reais; tudo indica, que ela irá se reduzir drasticamente se Bolsonaro for eleito.

A partir de hoje, passamos a enfrentar uma oposição muito distinta daquela que enfrentamos até agora com os tucanos. É uma nova realidade: a da disputa com a extrema direita, assumidamente antidemocrática, com um projeto fascista de poder, profundamente violenta e contrária aos valores laicos do Estado e dos direitos humanos.

Uma extrema direita nenhum pouco nacionalista, cujo capitão Messias bate continência para a bandeira norte-americana e tem Trump como ídolo. Paulo Guedes, um ultraliberal da escola de Chicago, entregará o país ao mercado em tenebrosas transações. Esse é núcleo duro da extrema direta brasileira.

O ódio não cria emprego, não aumenta a renda, não resolve os graves problemas sociais do Brasil, da saúde, da educação e muito menos da segurança pública. Armar a população só atende ao lucro da Taurus, fabricante de armas; não o imenso problema da desigualdade social do Brasil. Aliás, o alimento do ódio é a desigualdade. É sobre ela que precisamos falar a partir de agora.

Vençamos ou não, precisamos nos preparar para enfrentar essa nova força, a partir da aliança com partidos, entidades da sociedade civil e pessoas progressistas que possam defender a democracia em um novo patamar. O momento é de união e não mais de divisão. União fundamental tanto para a sustentação do futuro governo Haddad quanto para o fortalecimento da resistência contra o fascismo e o ódio.

Em 2019, a questão da mídia será central. Independentemente de quem ganhar a eleição, Globo e Record estarão em franca disputa e as redes sociais permanecerão dominadas pelo ódio contra a esquerda, propagado por ambas concessionárias públicas, e pela milícia virtual do messias que conta com fartos recursos de empresários brasileiros e estrangeiros como estamos vendo ao longo desta campanha.

Em meio a esta guerra, a Mídia Alternativa ou o que restar dela terá enorme dificuldades de sobrevivência. Aos 72 anos de idade e 56 de militância política, eu estou com muita vontade de trabalhar em 2019. Projetos não faltam. Sabemos perfeitamente o que precisamos fazer; para isso, Carta Maior precisa de uma enorme mobilização de seus leitores.

Vocês são os protagonistas deste processo. Carta Maior é mero instrumento entre o pensamento de vocês e a realidade política que estamos vivendo. Para que possamos avançar, com condições de enfrentarmos o que virá pela frente, a doação de nossos leitores é fundamental. Hoje, contamos com 300 mil leitores mês dos quais somente dois mil são doadores, este número precisa crescer sob pena de sermos obrigados a encerrar os 17 anos de luta da CM.

Com apenas R$1,00 por dia, R$30,00/mês, você pode agregar força e legitimidade a essa trincheira. Quem puder, DOE MAIS (clique aqui e confira opções de doação) possibilitando que o nosso conteúdo também ultrapasse os limites atuais. E, por favor, cadastrem-se na Carta Maior ou atualizem seu cadastro clicando aqui. Precisamos nos manter unidos e em contato permanente frente a qualquer eventualidade. Sigamos juntos e mobilizados.

Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior

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Haddad reitera compromisso por segundo turno sem ódio

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Fernando Haddad reafirmou, em mais um dia de campanha, seu compromisso por um segundo turno de propostas, e não de calúnias, e pela construção de uma política baseada em diálogo e contra o ódio. Em entrevista coletiva a jornalistas na manhã desta terça-feira (9/10), Haddad marcou mais uma vez, de maneira forte, a sua posição em relação à guerra de mentiras, calúnias e fakenews que tem se acirrado nestas eleições.

“Tem muita notícia falsa circulando. As duas campanhas poderiam se ajudar e contribuir para que o leitor receba informações reais, fiéis, verdadeiras sobre o que pensam os candidatos. E, assim, melhorar a qualidade da democracia com a qual eu tenho um compromisso de vida”, afirmou.

Haddad reitera compromisso por segundo turno sem ódio: ninguém deve ser agredido pelo que pensa

Casos de violência se espalham pelo país, provando qual candidato representa o extremismo

Para Haddad, “ninguém pode ser eleito sem apresentar as suas propostas ao povo”

Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, se junta ao #EleNão

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