Direitos Humanos

Em Itabapoana o povo conseguiu varrer os corruptos.

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos!!!

A reviravolta na política americana e consequentemente no mundo

69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA

69% dos americanos escolheram um negro como presidente dos USA

Primeira declaração de Obama, em Chigago

“This victory alone is not the change we seek–it is only the chance for us to make that change. And that cannot happen if we go back to the way things were. It cannot happen without you.”

“Esta vitória, sozinha, não é a mudança que buscamos — é apenas uma chance que possamos fazer a mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a fazer as coisas como antigamente. Não pode acontecer sem você.”

President-elect Obama has promised to restore the rule of law, to repair America’s damaged perception in the world, to close Guantánamo, and to renounce torture.

O presidente eleito Obama prometeu restaurar o domínio da lei, reparar a forma defeituosa como o mundo vê a America, fechar Guantánamo e renunciar a tortura.

These promises bring hope. In the coming days, we will need you to help make those promises a reality.

“Estas promessas trazem esperança”, diz a Amnisty Internacional, “precisaremos de você para transformarmos estas promessas em realidade”.

Sem dúvida há uma possibilidade e uma esperança, e precisamos nos juntar aos americanos que estarão lutando para manter um novo rumo
porque do outro lado, do lado dos grande grupos econômicos os que vendem guerras e exploram o petróleo, não somente não há interesse em mudanças como há um enorme interesse (burro) em manter o curso da história imutável (até destruir o nosso habitat).

Tirado da Declaração de Indepência –
from the Declaration of Independence


A prudência, de fato, mostra que Governos estabelecidos há muito tempo não devem ser substituidos em função de causas passageiras ou superficiais;
ainda de acordo com o que a experiência nos mostrou, a humanidade está mais disposta a sofrer, a um ponto próximo do insuportável, do que se levantar para abolir a situação a que ela se encontra acostumada. Porém, quando uma longa cadéia de abusos e violências tendo como meta invariável o objetivo de reduzir a população ao mais absoluto despotismo, é o seu direito, é o seu dever, derrubar um tal governo e assim garantir novos gardiães para o seu
futuro e sua segurança.
Declaração da Independência (dos EUA).


Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should
not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new Guards for their future security.
Declaration of Independence of USA

21 de Setembro: Dia Nacional de Luta Contra
a Monocultura de Eucalipto

Movimento Alerta contra o Deserto Verde

Hoje, duas manifestações aconteceram no Espírito Santo em protesto contra os impactos e a violência, causados pelo plantio da monocultura de eucalipto em larga escala no estado. O dia de hoje, como momento de protesto, foi escolhido durante o III Encontro Nacional da Rede Alerta contra o Deserto Verde em maio deste ano em Belo Horizonte, 21 de setembro é o dia da árvore: uma data bastante simbólica para este Dia Nacional de Luta.

Uma manifestação ocorreu na localidade de Vinhático, Município de Montanha, no Norte do Espírito Santo. Mais de 1000 representantes de comunidades locais, do MST e do MPA arrancaram mudas de eucalipto plantadas há 20 dias através do Programa Fomento Florestal da Aracruz Celulose, numa propriedade de cerca de 1.800 hectares. A própria Aracruz está querendo adquirir a propriedade. Nessa região, a empresa está se expandindo muito, aproveitando-se da política do governo Lula para ampliar a área de monoculturas de árvores no país com mais 2 milhões de hectares até 2007. Depois de ter arrancado milhares de mudas de eucalipto, os manifestantes seguiram para a sede do Município em marcha, onde aconteceu um ato público com cerca de 1.500 pessoas.

A outra manifestação ocorreu na comunidade de Vila do Riacho, Município de Aracruz, também no Norte do Espírito Santo, com cerca de 700 pessoas: membros da comunidade local, Índios Tupinikim e Guarani, MST, MPA e outras entidades de apoio. Cerca de 3 hectares de eucalipto recém-plantado foram destruídos. Um caminhão foi parado e sua carga, milhares de mudas de eucalipto, foi destruída. Depois, os manifestantes seguiram para o complexo de 03 fábricas de celulose da Aracruz e, em frente do complexo, cortaram algumas árvores de eucalipto e puseram fogo. Além disso, foi realizado um ato público em frente das fábricas. Ontem à noite, mais de 1000 pessoas da comunidade de Vila do Riacho já tinham se reunido numa celebração ecumênica e caminhada para lembrar e denunciar as diversas violações praticadas contra a população local a partir das ações da Aracruz Celulose na região. Em baixo, segue Carta Aberta à População, uma carta que foi distribuída e divulgada, ontem e hoje, à população local e regional.

Por um lado, as manifestações de hoje mostram a crescente mobilização e organização popular no Espírito Santo contra a monocultura de eucalipto, um plantio que impede a realização da reforma agrária, gera pouquíssimos empregos e destrói direta e indiretamente os meios de subsistência das populações locais. Por outro lado, o caráter das ações de hoje mostra que as populações locais e movimentos sociais do campo estão indignadas e cansadas de esperar por ações concretas dos governos federal e estadual no sentido de impedir o avanço da monocultura de eucalipto. Querem construir seus próprios projetos de subsistência, baseados na diversidade, no agro-ecologia, na reforma agrária, na devolução das suas terras ocupadas por eucaliptos – como no caso dos quilombolas e dos indígenas -, e no estímulo de alternativas de reflorestamento que aproveitem o potencial das centenas de espécies nativas.

Movimento Alerta contra o Deserto Verde
21 de setembro de 2004

Liberté, égalité, fraternité – palavras vazias na moeda francesa

“I would never have imagined that they would turn me down because of what I choose to wear.”
FAIZA SILMI, a Muslim who applied for French citizenship and was turned down because she wears a veil. – “Eu nunca poderia imaginar que eles me recusariam a cidadânia pela roupa que eu decido usar”

Plavras de um mulher mulsumana, casada com um franês, com três filhos franceses, que solicitou
a cidadânia francesa e esta lhe foi recusada porque ela é uma mulsumana radical.

Você pode ler a notícia completa aqui.

Mas parece que é verdade, “liberdade, igualdade, fraternidade”, o mote da revolução francesa, hoje, na França, existe apenas nas moedas, e com a chegada do euro, até nas moedas vai se acabar.

Poluição na atmofesra de Sobral

Foi hoje, dia que tirei as fotos, apesar da data errada nas fotos. A máquina estava sem pilhas e desconfigurada, e eu tinha pressa porque eles jogam poluição rapidinho, furtivamente, como um ladrão tentando nos roubar a saúde,
e não me dava tempo para reconfigurar a máquina. Mesmo assim peguei apenas a nuvem de fumaça, ainda com um rabinho apontando
para a chaminé criminosa. Assumo, sob as penas da lei (Lei ? que lei mesmo?) a data e hora em que tirei as fotos.

como um ladrão tentando nos roubar a saúde

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Tecendo a Manhã

de João Cabral de Mello Neto

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele emite
e o lance a outro;

de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro;
e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


A campanha “O petróleo é nosso” está de volta! Inkorgen

Agência Petroleira de Notícias

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A campanha “O petróleo é nosso” está de volta!
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Fonte: Agência Petroelira de Notícias (www.apn.org.br)

No próximo dia 15 de março, de 9h às 19h, na Associação Brasileira de Imprensa – ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro do Rio de Janeiro-RJ, próximo da Biblioteca Nacional), será realizado o Seminário Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. É o resgate da luta histórica que mobilizou amplos setores da nação brasileira na década de 50 em torno do grito “O petróleo é nosso!”

O objetivo do Seminário é socializar as informações sobre o crime que representa a entrega das riquezas naturais. E construir um Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás, que conte com a participação das entidades que defendem a soberania.

Impedir a realização dos leilões das áreas promissoras de petróleo e gás é fundamental para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Por isso, a participação de todos os brasileiros, grupos, movimentos sociais e entidades de classe que defendam a soberania.

Na parte da manhã, acontecerá um debate com a participação de representantes de entidades governamentais, que irão apresentar seus argumentos em relação aos leilões, e movimentos sociais, intelectuais e trabalhadores contrários a esse processo de privatização. Concluída a exposição inicial de cada debatedor, o público poderá fazer perguntas e considerações. João Pedro Stédile, membro da Coordenação Nacional do MST e da Via Campesina Brasil, e Fernando Siqueira, diretor da Associação de Engenheiros da Petrobrás – AEPET, já confirmaram presença.

A partir das 14h, será a Plenária de Trabalho que tratará especificamente da organização do Fórum Contra Privatização do Petróleo e Gás Brasileiros. Essa parte da tarde terá três sub-tópicos: 1) Definição do caráter do Fórum e sua organização; 2) Estabelecer as ações do movimento no campo das lutas, da comunicação (divulgação para sociedade e imprensa alternativa) e da formação de formadores, multiplicadores; 3) Construção do calendário de atuação do Fórum.

A organização da sociedade no sentido de deter esse ataque é imperativa, até porque é necessário construir coletivamente a forma de barrar a realização da 8ª Rodada de Leilão das áreas promissoras de Petróleo e Gás Brasileiros, que está sub judice, mas que a Agência Nacional de Petróleo insiste em realizar. Essa bandeira contra a privatização deve ser assumida por toda a sociedade brasileira. Temos que resgatar e gritar bem alto ainda hoje: “O petróleo é nosso!” Participe do seminário.

A Comissão organizadora da atividade é composta pelo Sindipetro-RJ, MST, Aepet, CUT, Conlutas, FUP, FNP e Fist. As inscrições podem ser feitas, enviando uma mensagem para redacao@apn.org.br, constando nome completo, e-mail, telefone, cidade em que mora, estado e entidade ou movimento do qual participa. As inscrições também podem ser feitas por telefone: (21) 3852-0148 ramal:207. Mais informações: www.apn.org.br


Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza

Fonte: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4905

Educadores do MST ocupam reitoria de universidade em Fortaleza

14/02/2008

Há onze meses sem receber remuneração, mais de 200 educadores do MST que fazem parte do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) – parceria entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e a Uece (Universidade Estadual do Ceará) – ocuparam na manhã desta quinta-feira (14/02) o prédio da reitoria da Universidade, em Fortaleza.

A pauta de reivindicações dos trabalhadores (confira abaixo) inclui a liberação dos recursos em atraso, ações de continuidade e melhoria do Pronera e investimentos na educação do campo nos assentamentos de reforma agrária. A determinação do MST é de desocupar o prédio apenas quando o reitor resolver a situação do Pronera e for marcada uma audiência com o governador do estado, Cid Gomes, e a Seduc (Secretaria Estadual de Educação) , com encaminhamentos concretos.

Mesmo sem receber remuneração, os educadores continuam nas salas de aula, pelo compromisso do MST com a erradicação do analfabetismo nas áreas de reforma agrária e com a luta pela educação universal, uma bandeira prioritária para o movimento.

Pauta do Movimento

Audiência imediata com o Reitor da UECE, Secretaria Estadual de Educação, Governador do Estado e INCRA.

Com a UECE

1 – Liberação imediata da remuneração dos/as educadores/as referente ao período de abril a dezembro de 2007 (processos já dado entrada no DECOFIN desde 07 de dezembro de 2007).

2 – Liberação imediata dos recursos para o curso de capacitação de educadores/as do PRONERA.

3 – Agilidade, pelo DECOFIN, na liberação dos próximos recursos do PRONERA (Projeto I e II e Projeto de Formação de Educadores/as).

4 – Criar um grupo de trabalho e definir coordenação da UECE para a elaboração de novos projetos para o PRONERA (escolarização de segundo segmento, cursos de graduação: Veterinária, Serviço Social e Pedagogia).

5 – Agilidade nos processos de licitação para a compra de material para as salas de aula.

Com a SEDUC

1 – O Estado assumir o ensino de todos os níveis e modalidades nos assentamentos onde têm uma grande demanda (Santana em Monsenhor Tabosa, 25 de Maio em Madalena, Lagoa do Mineiro em Itarema e Maceió em Itapipoca);

2 – Criar políticas públicas para a Educação do Campo, criando no organograma da SEDUC um setor para coordenar sua efetivação.

3 – Construção, ampliação e reforma de escolas nos assentamentos de Reforma Agrária.

4 – Realização de concurso público específico para o campo, priorizando os profissionais das próprias localidades.

5 – Criação de cursos de graduação nas universidades estaduais e cursos técnicos nas escolas técnicas, direcionadas as pessoas do campo com a participação dos movimentos sociais do campo.

6 – Realização de convênio com o MST de um projeto de alfabetização de jovens e adultos.

7 – Substituição dos anexos por escolas patrimoniais.

8 – Garantir em todos os assentamentos e acampamentos a educação infantil.

9 – Parceria com os movimentos sociais do campo para a realização de cursos, seminários e formação continuada de educadores/as das áreas de assentamentos das áreas de assentamentos e acampamentos de reforma agrária.

Setor de Educação do MST Ceará

Reforma Agrária, por Um Brasil Sem Latifúndio.

Educação do Campo, direito nosso, dever do estado.

Fortaleza, 14 de fevereiro de 2008.



    Carta-protesto dos estudantes ao INCRA

Nós, estudantes de diversos cursos e universidades brasileiras, que nos dedicamos a estudar e interpretar a realidade brasileira e propor soluções para os problemas do nosso povo, sentimos necessidade de expressar nossa preocupação em torno de alguns assuntos pertinentes a este órgão e ao Estado brasileiro de modo geral. Desta forma nos articulamos nacionalmente para a elaboração desta pauta conjunta que está sendo entregue hoje em diversas superintendências regionais do INCRA. Também a título de protesto e refletindo o nosso estado de indignação com a situação da reforma agrária no Brasil, ocupamos nesta manhã a sede do INCRA SR 06, em Minas Gerais com 300 jovens universitários de 13 universidades mineiras e 11 de outros estados, permanecendo no prédio até que se chegue a um termo de acordo sobre os seguintes itens:

1. Estamos indignados com a situação da Reforma Agrária no Brasil. Nos solidarizamos com o Fórum Nacional de Reforma Agrária (FNRA) e a todas as suas organizações e movimentos que lutam pela terra no Brasil que em seu manifesto de janeiro último declaram 2007 como o pior ano para a Reforma Agrária no Brasil.

2. Apoiamos a iniciativa encabeçada pela Comissão Pastoral da Terra e encampada pelo FNRA de promover um amplo debate na sociedade a respeito da necessidade de limitar o tamanho da propriedade rural no Brasil. Neste sentido, queremos a abertura do INCRA a esta pauta, que entendemos também lhe diz respeito, apoiando a campanha nacional no que for necessário.

3. Exigimos a imediata atualização dos índices de produtividade ora utilizados, que ainda são de 1975, de acordo com a proposta do MDA de 2005. Confiamos que esta medida contribui enormemente para agilizar o processo das desapropriações em diversos estados brasileiros e é um ponto central da luta pela Reforma Agrária e pela justiça social no campo hoje.

4. Pela proibição da compra de terras por empresas estrangeiras para monocultivo de cana, gado, soja, etc. A especulação fundiária para a produção do agronegócio já fez os preços de terra baterem recordes em diversos lugares. Pela expropriação imediata das terras de empresas estrangeiras em área de fronteira, que viola a constituição brasileira e agride a soberania nacional, como exemplo as terras da transnacional Stora Enzo, na fronteira do RS.

5. Em especial pedimos que seja aprovada a lei de expropriação de todas as fazendas com trabalho escravo. E recuperar imediatamente as mais de 80 fazendas identificadas pela justiça federal como lavagem de dinheiro do narcotráfico, no Mato Grosso do Sul.

6. Pela imediata desapropriação da fazenda Nova Alegria de propriedade do Sr. Adriano Chafik Luedy, mandante e executor do massacre de Felizburgo, em 20 de novembro de 2004, em Minas Gerais. O processo já percorreu todos os trâmites burocráticos e encontra-se há mais 5 meses na mesa do Presidente da República aguardando somente sua assinatura.

7. Punição aos culpados dos inúmeros casos da violência nas questões fundiárias, tendo como exemplos os assassinos da Irmã Dorothy e do massacre de Eldorado dos Carajás, ambos no Pará, e do recente assassinato de Valmir Mota pela Syngenta no Paraná e tantos outros. De 1985 a 2005, foram cometidos 1426 homicídios ligados a conflitos agrários no Brasil. Apenas 76 casos foram levados a julgamento, 16 mandantes foram condenados. Nenhum está preso.

8. Por soberania alimentar! Não comemos eucalipto ou cana-de-açúcar. Somos contra o monocultivo exportador que causa aquecimento global e tantos prejuízos ambientais. Exigimos a reversão do modelo tecnológico e agrícola que vem sendo priorizado pelo governo e que favorece largamente as grandes culturas de commodities para exportação em detrimento da produção de alimentos para consumo interno.

9. Todo apoio à criação e fortalecimento dos cursos e turmas específicos para os movimentos sociais em convênio com as universidades federais e estaduais. Acreditamos que dessa forma inicia-se um importante processo de recuperação de uma dívida histórica com os sujeitos sociais excluídos do processo de desenvolvimento industrial-dependente que expulsou milhões de famílias do campo, gerando um arco de excluídos urbanos nas periferias das cidades e um contingente de excluídos rurais – os sem-terra.

10. Pelo fortalecimento da Reforma Agrária no seu sentido pleno, não restrito a entrega de lotes e sem um mínimo apoio posterior. É necessário um conjunto de medidas que consolidem no campo o núcleo familiar e comunitário com garantia de infra-estrutura, educação, saúde, cultura, esporte e crédito. No que cabe a nós, da universidade, propomos que seja priorizada a produção de pesquisa e extensão que acumule para a compreensão da realidade da luta pela terra e contribua para a mediação de seus conflitos e meios de solucioná-los.

11. Que o Estado brasileiro reconheça a importância do estabelecimento da relação entre o movimento camponês e estudantil e viabilize ferramentas para seu fortalecimento. A experiência dos estágios de vivência têm se mostrado acertadas e já duram 19 anos, contribuindo para uma formação profissional socialmente referenciada, solidária e comprometida com a transformação da realidade do campo. É necessário consolidar políticas públicas que viabilizem sua implementação e continuidade nos estados, garantindo recursos e prioridade política para sua realização.

Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2008

FEDERAÇÁO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA FLORESTAL, DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FONOAUDIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE TERAPIA OCUPACIONAL, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE VETERINÁRIA, FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FILOSOFIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DCE-VIÇOSA(MG), DCE UFMT(MT), DCE-UFMG(MG), DCE-UBERLÂNDIA(MG), DCE-SJDR(MG), DCE da UFJF(MG), DCE da UFBA(BA), DCE UFPA (PA); DCE da Estácio de Sá(ES), DCE UFPI(PI); DCE UNCISAL; DCE UFAL; DCE da UENF(ES), Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende/UFMG, Diretório Acadêmico de Biologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG), DA ON UFSM(SC); C.A. de T.O. da UEPA(PA), C.A. Farmácia UFPI(PI); C.A. Alexandre Martins Castro Filho(UNIVIX), CA de Com. (FAESA), CA João Baptista Herquenhoff (UVV), DA de Fono UFSM (RS), CA de C.Sociais de UFMT(MT), CA Agro UFSM (RS), C.A. de Psicologia da UFPR(PR), C.A. de Farmácia da UFPR(PR), CA de agronomia da UFRRJ(RJ), CA de agro da UFERSA(RN), CA-TO USP(SP); CAFONO USP(SP); CAAGRO UFRA (PA); CAEF UFRA (PA).


Médicos assassinos (apesar de não julgados)

Para lembrar….
1) do estudante morto na USP no trote de 1999 e seus assassinos
2) do índio patachó, morto queimado em Brasília e seus assassinos.

Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado morto na piscina da USP, em 1999? Ele foi afogado mecanicamente (isto significa que, mesmo não sabendo nadar, foi jogado várias vezes na piscina, até que não resistisse mais), num trote realizado na USP.


Então, vocês têm que saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. E os acusados estão livres, leves, soltos, exercendo suas
profissões e gozando a vida.

Tomem nota do nome dos acusados:

*1) FREDERICO CARLOS JANA NETO*, não mais chamado pelos amigos de ‘Ceará’, para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado
à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos e
*atende no Hospital das Clínicas* de SP;

*2) ARY DE AZEVEDO MARQUES NETO *, tem 25 anos e na época, era aluno do 3° ano e presidente da associação atlética, e foi dele o grito de guerra para que os calouros fossem jogados na piscina (que possui de 2 a 4 metros de profundidade);

*3) GUILHERME NOVITA GARCIA* , especializado em *ginecologia *(cuidado mulheres! ) , também cursa cirurgia.Tem 29 anos e é apelidado de
‘Campanha’. Admitiu ter feito brincadeiras para assustar os calouros e admite ainda ter jogado uma estudante na piscina naquele dia;

*4)** LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO *, titular do time de basquete da faculdade e considerado o ‘mauricinho’ da turma. Tem 24 anos, e, junto com FREDERICO E UILHERME , foi denunciado. Não podemos, também, esquecer do

*Sr. MÁRCIO THOMAZ BASTOS que virou- pasmem! –
MINISTRO DA JUSTIÇA do** governo Lula (mais uma do Lula ), e que, 24 horas depois de assumir o cargo, pediu a SUSTAÇÃO DO PROCESSO.* Isso porque ele era um dos advogados de defesa do LUIS EDUARDO PASSARELLI TIRICO. Diz o ministro da justiça de Lula que inexiste relação entre sua nomeação e o pedido de sustação do processo, mas,segundo a promotora responsável pelo caso, ‘é, no mínimo, uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia um dos acusados’.

Vê-se, portanto, que sem o prosseguimento da ação, até hoje o único culpado
(???) foi a própria vítima, EDISON TSUNG CHI HSUEH, que pagou com a própria
vida pelo esforço que fez para entrar no curso da USP.


Só pra refrescar mais um pouco a memória. *o nosso Ministro da Justiça
(infelizmente), MÁRCIO THOMAZ BASTOS , foi também advogado dos
delinqüentes que assassinaram o índio pataxó, aos quais, igualmente, NADA aconteceu. *


Enquanto essa figura funesta, o defensor-mor dos direitos humanos só para os bandidos, posar e atuar como ministro, estamos todos ferrados.


REPASSE ESSE E-MAIL, NÃO POR COMPAIXÃO, MAS SIM PARA QUE A JUSTIÇA SEJA
FEITA. SÓ ASSIM PODEREMOS SONHAR COM UMA SOCIEDADE JUSTA, HONESTA E COM MENOS VIOLÊNCIA.


Grato

Hélio C de Toledo César

‘De São Paulo para o Mundo’

CPI do Porto Maravilha, você já assinou?

Pressione pela abertura da CPI do Porto Maravilha

Quem você vai pressionar

Alexandre Isquierdoalexandreisquierdo@camara.rj.gov.br

Alexandre Arraesaarraes@terra.com.br

Carlo Caiadocaiado@carlocaiado.com.br

Carlos Bolsonarocontato@carlosbolsonaro.com.br

Cesar Maiacesar.maia@uol.com.br

Chiquinho Brazãochiquinho.brazao@camara.rj.gov.br

Cláudio Castroclaudio.castro@hotmail.com

Dr. Gilbertodr.gilberto@camara.rj.gov.br

Dr. Jairinhovereadorjairinho@terra.com.br

Dr. João Ricardodrjoaoricardo@camara.rj.gov.br

Dr. Jorge Manaiadoutor@jorgemanaia.com.br

Dr. Sergio Alvesdr.sergioalves@hotmail.com

Eliseu Kesslereliseukessler@camara.rj.gov.br

Felipe Michelfelipemichel.rj@gmail.com

Inaldo Silvabpinaldo@gmail.com

Italo Cibaitalociba@hotmail.com

Jair da Mendes Gomesjairdamendesgomes@gmail.com

João Mendes de Jesusjoaomendesdejesus@camara.rj.gov.br

Jones Mourajonicagm@hotmail.com

Jorge Felippejorge.felippe@camara.rj.gov.br

Junior da Lucinhajuniordalucinha@camara.rj.gov.br

Leandro Lyraleandrolyra30@gmail.com

Luciana Novaeslucianagnovaes@yahoo.com.br

Luiz Carlos Ramos Filholuizantonioramos@globo.com

Marcelino D’Almeidamarcelinodalmeida@gmail.com

Marcello Sicilianomarcello.siciliano@gmail.com

Marcelo Ararmarceloarar@camara.rj.gov.br

Otoni de Paulaotonidepaulajr@missaodavida.com

Paulo Messinapaulo@messina.com.br

Prof. Celio Luparellilupparelli@uol.com.br

Prof. Adalmiradamilr@daguilatopografia.com

Prof. Rogerio Rocalrogeriorocal@gmail.com

Rafael Aloisio Freitasrafael@rafaelaloisiofreitas.com.br

Renato Mourarenato.moura@camara.rj.gov.br

Rosa Fernandesrosa.fernandes@camara.rj.gov.br

Tânia Bastosvereadorataniabastos@camara.rj.gov.br

Thiago K. Ribeirothiagokribeiro@gmail.com

Val Ceasapaulinhodosocial@hotmail.com

Vera Linsveralins@camara.rj.gov.br

Verônica Costaveronica.costa@camara.rj.gov.br

Willian Coelhowilliancoelho@camara.rj.gov.br

Zicovereadorzico@camara.rj.gov.br

Zico Bacanazicobacana@yahoo.com.br

E-mail
Nome
Sobrenome
Assunto
Corpo do e-mailPrezados
vereadores,

O vereador Tarcísio Motta (PSOL) está coletando assinaturas para criar
uma CPI para investigar irregularidades nas obras do Porto Maravilha.
Entre as muitas denúncias estão o pagamento de propina a Eduardo Cunha, o
tráfico de influência de Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS
(uma das integrantes do consórcio Porto Novo), a dispensa de EIA/RIMA
(Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental), a falta de
transparência nos gastos da CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano
da Região do Porto do Rio de Janeiro), entre outros.

Parte dessas denúncias já estão sendo investigadas pela força-tarefa da
Lava Jato, mas nem tudo é objeto da Procuradoria Geral da República. Por
isso, é necessário instaurar uma CPI, fazendo valer o papel de
fiscalização do Executivo que compete à Câmara dos Vereadores.

Contamos assim com sua assinatura no pedido de CPI!

______________________________________________________________

Se você for um alvo dessa campanha e quiser responder publicamente,
envie um email para contato@meurio.org.br

3418pessoas querem a CPI do Porto Maravilha

o pedido de CPI do Porto Maravilha só poderá ser protocolado se outros 16 vereadores assinarem o documento.

As obras do Porto Maravilha, um dos maiores xodós do ex-prefeito Eduardo Paes, parecem uma fonte inesgotável de indícios de corrupção. Denúncias de irregularidades e de pagamento de propina já estão sob investigação pela operação Lava Jato, mas outras acusações importantes ficaram de fora. Entre elas, a venda por um valor 10 vezes menor que o preço de mercado de terrenos na área do Porto e a falta de transparência na prestação de contas da CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro).
 
Uma CPI na Câmara dos Vereadores é o primeiro passo para que essas denúncias sejam investigadas. O vereador Tarcísio Motta (PSOL) está com o pedido de CPI em mãos, mas ele só poderá ser protocolado se outros 16 vereadores assinarem o documento.
 
No ano passado, uma CPI como essa seria praticamente impossível, pois o ex-prefeito Eduardo Paes tinha uma base parlamentar muito forte e conseguiu enterrar várias investigações, como a CPI dos Ônibus. Mas o cenário mudou. Essa é a chance de cobrarmos que gestores corruptos não saiam impunes. Envie agora seu email de pressão aos vereadores para que assinem o pedido de CPI.

2803 pessoas já assinaram pedindo a CPI do Porto Maravilha

Quem não lutar pelo futuro que deseja vai ter que engulir o futuro que vier!

 

 

Criança de 3 anos, ele precisa de uma cirurgia nos olhos urgentemente!

Tamiris Couto
Paverama Alagoas

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Clique e assine para apoiar.

Olá! Eu sou a Tamiris e peço apoio para vencer o sofrimento do meu primo, o pequeno Davi Galileu. Ele tem só 3 anos, e a família descobriu que ele tem um tipo raro de catarata, que exige uma cirurgia reparadora.

Faz um mês que descobrimos o problema de Davi. Estamos pedindo à Prefeitura de Paverama e à Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul que autorizem a cirurgia do meu priminho antes que ele fique cego.

>>Assine e divulgue este abaixo-assinado para pedir a liberação da cirurgia do pequeno Davi Galileu

A cirurgia vai salvar a visão do meu primo, se ela for autorizada. O nosso Davi já está cego de um olho por culpa da catarata. Se não for operado rapidamente, ele vai passar o resto da vida sem enxergar.

Por favor assine para pedirmos a operação via SUS! Nossa família não é rica, não temos como pagar uma cirurgia particular que custa mais de R$ 20 mil – fora comprar remédios, óculos e outros produtos para a recuperação do meu priminho.

O Davi sofre de catarata congênita, uma doença que ocorre por alteração na formação do cristalino do olho, e é a a principal causa de cegueira na infância.

Não custa nada ajudar com sua assinatura e nós seremos eternamente gratos! Caso vocês tenham alguma dúvida, podem escrever para nós pelo email: emerdanicardoso@hotmail.com

Mais de um milhão de professores preparam greve contra a reforma da Previdência

Mais de um milhão de professores preparam greve contra a reforma da Previdência

Paralisação está marcada para 15 de março; objetivo é pressionar deputados para votarem contra mudanças na aposentadoria

Pedro Rafael Vilela
Brasil de Fato | Brasília (DF), 10 de Março de 2017 às 10:07
A paralisação vai durar inicialmente 10 dias e, no dia 25 de março, o movimento vai avaliar a continuidade das mobilizações - Créditos: CNTE
A paralisação vai durar inicialmente 10 dias e, no dia 25 de março, o movimento vai avaliar a continuidade das mobilizações / CNTE

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) espera a adesão de mais de um milhão de professores e profissionais da rede pública de ensino na greve nacional que será deflagrada na quarta-feira (15). A paralisação, que vai atingir todos os estados do país, inaugura um calendário intenso de mobilizações envolvendo centrais sindicais e movimentos populares contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287/2016, que muda as regras da aposentadoria no país.

Apresentada ao Congresso Nacional pelo governo Temer, a medida estabelece idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar e ainda exige contribuição de 49 anos para que o trabalhador possa receber o valor integral do salário. Alguns benefícios também poderão ser desvinculados do salário mínimo, diminuindo o valor da aposentadoria ao longo do tempo.

Todas as 48 entidades filiadas à CNTE, que incluem sindicatos municipais e estaduais de professores, aprovaram a convocação da greve geral da categoria. A paralisação vai durar inicialmente 10 dias e, no dia 25 de março, o movimento vai avaliar a continuidade das mobilizações.

Segundo Heleno Araújo, presidente da confederação, o movimento sindical e social como um todo, incluindo as maiores centrais e as frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM), também promoverão atos contra a reforma da Previdência no dia 15.

“A meta é barrar essa reforma. Existe escola pública em cada bairro de cada município desse país. Vamos dialogar diretamente com a comunidade explicando a gravidade das mudanças que estão sendo propostas. Não tem final de semana nem feriado, estamos em uma verdadeira campanha, mas, dessa vez, para evitar um grave retrocesso”, explica.

Uma das principais ações locais durante a greve é pressionar as bases eleitorais de deputados que são a favor da reforma. A tática já tem surtido efeito, explica Heleno Araújo. Na semana passada, uma liminar obtida pelo deputado federal Heitor Schuch (PSB-RS) chegou a proibir a CUT do Rio Grande do Sul de distribuir um jornal especial sobre a reforma da Previdência. Uma das matérias estampava fotos de parlamentares do estado que apoiavam a medida. A censura acabou sendo derrubada posteriormente na Justiça.

“Esse caso mostra que os deputados, quando têm sua posição política contra o povo exposta na mídia, entram em pânico. Nós vamos expor todos eles”, promete Heleno Araújo, que acredita que o governo não terá os 308 votos necessários na Câmara dos Deputados para aprovar a PEC. A proposta, se passar na Câmara, ainda depende do voto de 49 senadores, em dois turnos. O governo Temer sonha em ver a medida aprovada até julho.

Aposentadoria improvável

Para a CNTE, a PEC 287 torna as regras para a aposentadoria tão difíceis de serem alcançadas que os trabalhadores se sentirão obrigados a contratar planos privados de Previdência, caso tenham condições financeiras para isso. Ao mesmo tempo, com a expectativa média de vida no país girando em torno de 75 anos, as pessoas vão trabalhar quase até a morte. Em alguns estados, como Maranhão e Alagoas, por exemplo, a expectativa de vida chega a ser menor do que a idade mínima que o governo está propondo para a aposentadoria.

No caso dos trabalhadores em educação, explica Heleno Araújo, o impacto da reforma da Previdência será “brutal”.

“Uma professora que atualmente se aposenta após 25 anos de contribuição vai ter que trabalhar um total de 49 anos para receber o salário integral, ou seja, querem elevar em mais de 400% o tempo que essa docente teria que trabalhar para se aposentar”, exemplifica.

Além disso, o presidente da CNTE lembra que mais de um terço da categoria já sofre com doenças do trabalho. Se a reforma passar, Heleno Araújo prevê um cenário “terrível” para a educação pública no Brasil.

“Vai aumentar e muito o número de doenças e afastamentos de professores, onerando as prefeituras ainda mais. Essa PEC só serve para desmontar ainda mais os serviços públicos no país, e vai afetar desde a creche até o ensino médio”, argumenta.

Previdência não tem déficit

O principal argumento do governo federal para propor uma reforma tão profunda na previdência seria o déficit do setor. No entanto, dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal desmentem essa tese. As receitas da Previdência fazem parte do orçamento da Seguridade Social que, além dos benefícios previdenciários, inclui saúde e outros programas sociais, como o Bolsa Família. Em 2015, as receitas da Seguridade Social foram de R$ 694 bilhões, enquanto as despesas foram de R$ 683 bilhões, um saldo positivo de R$ 11 bilhões.

Além disso, os débitos previdenciários e a sonegação de impostos por empresas somaram, em 2015, mais de R$ 350 bilhões, o que representou 77% do total de despesas com aposentadoria no mesmo ano (R$ 436 bilhões), indicando que o combate às fraudes poderia sanar qualquer possibilidade de déficit na previdência. Para o governo, no entanto, a solução é restringir o acesso à aposentadoria.

Edição: Vivian Fernandes