#SouUERJ – uma universidade pública

Nas últimas semanas, centenas de pessoas participaram da campanha #SouUERJ. Relatos emocionantes foram postados nas redes sociais, contribuindo para que a mobilização em defesa da universidade tocasse outros públicos além dos já mobilizados. Com a repercussão positiva da campanha, a equipe do Meu Rio transformou trechos desses relatos em lambe-lambes, que foram levados para o ato “Abração na UERJ” e colados no entorno da universidade, como você pode ver no vídeo abaixo.

https://www.facebook.com/meurio/videos/1449078798458021/

Na última quinta-feira, dia 19 de janeiro, a equipe do Meu Rio esteve no ato “Abração na UERJ”, colando lambe-lambes feitos a partir dos relatos enviados com a hashtag #SouUERJ nas redes sociais.

Veja mais no video abaixo e inscreva-se para acompanhar os próximos passos da campanha: http://souuerj.meurio.org.br

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ainda não se pronunciou sobre os repasses que precisam ser feitos para a universidade e as aulas foram adiadas novamente. Os técnicos administrativos e alunos bolsistas também continuam sem receber. Por isso, a equipe do Meu Rio já está preparando uma nova ação de pressão para que a UERJ se mantenha viva, ativa e de portas abertas (vamos te avisar por aqui quando tudo estiver pronto).

Assista ao vídeo da ação e compartilhe com seus amigos e amigas.

Em solidariedade com Library Genesis e Sci-Hub

En solidaridad con Library Genesis y Sci-Hub

Translated by Dimas Gomez

Na história de Antoine de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe encontra um empresário que acumula estrelas com o único propósito de ser capaz de comprar mais estrelas. O Pequeno Príncipe fica perplexo. Ele é dono de apenas uma flor que ele molha todos os dias e de três vulcões que ele limpa toda semana. “É de alguma utilidade para os meus vulcões, e é de alguma utilidade para minha flor, que eu possa possuí-los”, diz ele, “mas você é de nenhuma utilidade para as estrelas que possui”.

Há muitos empresários que possuem conhecimento hoje. Considere a Elsevier, a maior editora acadêmica, cuja margem lucro de 37%1 stá em nítido contraste com os preços crescentes, forçando estudantes a empréstimos ainda maiores e convertendo em salários miseráveis o que costumam ganhar os professores adjuntos. A Elsevier é dona de alguns dos maiores bancos de dados de material acadêmico, licenciados a preços tão escandalosamente altos que mesmo Harvard, a universidade mais rica do norte global, queixa-se de não poder comprá-los por mais tempo. Robert Darnton, o ex-diretor da Biblioteca de Harvard, disse: “Nós, a faculdade, fazemos a pesquisa, escrevemos os papers, resenhamos outros pesquisadores, atuamos em conselhos editoriais, tudo isso gratuitamente… e, depois, compramos de volta os resultados de nosso trabalho a preços exorbitantes.”2 Todo o trabalho financiado por dinheiro público beneficia editoras científicas, particularmente aquelas que fundamentam em sua legitimidade; artigos de jornal são tão caros que proíbem o acesso à ciência para muitos acadêmicos — e todos os não-acadêmicos — em todo o mundo, o que faz deles um símbolo de nobreza.3

A Elsevier apresentou recentemente um processo de violação de direitos autorais em Nova York contra o Science Hub e o Library Genesis, alegando milhões de dólares em prejuízos.4 Isso representou um grande golpe, não só para os administradores dos sites, mas também para milhares de pesquisadores ao redor do mundo para quem esses sites são a única fonte viável de materiais acadêmicos. Os meios de comunicação social, listas de discussão e canais de IRC foram preenchidos com suas mensagens de socorro, procurando desesperadamente artigos e publicações que viessem em sua defesa.

Quando o Tribunal Distrital de Nova York aceitava a injunção, chegaram notícias de todo o conselho editorial do prestigioso Lingua apresentando sua renúncia coletiva, citando como razão a recusa por parte da Elsevier de permitir o acesso livre e desistir das altas taxas impostas sobre os autores e suas instituições acadêmicas. À medida que escrevo estas linhas, uma petição está circulando e exigindo que Taylor & Francis não encerre a Ashgate5, uma editora de humanidades anteriormente independente adquirida por ele no início de 2015. Está ameaçada de seguir o caminho de outras editoras pequenas, na direção da crescente onda de monopolização e concentração do mercado editorial. Estes são apenas alguns dos sinais de que o sistema está falido. Ele nos desvaloriza a nós, autores, editores e leitores. Ele parasita nosso trabalho, frustra nosso serviço ao público, nega-nos accesso.6.

Temos os meios e métodos para tornar o conhecimento acessível a todos, sem nenhuma barreira econômica e com custos muito menores para a sociedade. Mas monopólios de acesso fechado sobre publicações acadêmicas, seus lucros espetaculares e seu papel central na alocação de prestígio se sobressaem diante do interesse público. Editoras comerciais efetivamente impedem o acesso aberto, criminalizam-nos, perseguem e processam nossos heróis e heroínas, e destruir nossas bibliotecas de novo e de novo. Antes do Science Hub e do Library Genesis havia o Library.nu e o Gigapedia; antes do Gigapedia havia o textz.com; antes do textz.com havia pouco; e antes de pouco não havia nada. Isso é o que eles querem: reduzir-nos de volta ao nada. E eles têm o total apoio dos tribunais e o direito de fazer exatamente isso.7

No caso da Elsevier contra o Sci-Hub e o Library Genesis, o juiz disse: “disponibilizar conteúdo com direitos autorais gratuitamente através de um site estrangeiro, é simplesmente um desserviço ao interesse público”8. Originalmente, o apelo de Alexandra Elbakyan havia posto as coisas num patamar bem mais elevado: “Se a Elsevier conseguir desligar nossos projetos ou forçá-los a [se esconder na] darknet, isso demonstrará uma ideia importante: que o público não tem direito ao conhecimento.”

Nós demonstramos diariamente, e em grande escala, que o sistema está falido. Partilhamos nossos conteúdos secretamente pelas costas de nossos editores, contornamos barreiras monetárias (paywalls) para ter acesso a artigos e publicações, digitalizamos e transferimos livros para bibliotecas. Este é o outro lado das margens de lucro de 37%: os nossos públicos de conhecimento crescem nas fissuras de um sistema falido. Nós somos todos guardiões do conhecimento, portadores das mesmas infraestruturas de que dependemos para a produção de conhecimento, guardiões de nossos bens comuns férteis, mas frágeis. Ser um guardião é, de fato, baixar, compartilhar, ler, escrever, revisar, editar, digitalizar, arquivar, manter bibliotecas, para fazer todos esses conteúdos acessíveis. É para ser de uso do público, não se tornar propriedade de uns poucos.

Mais de sete anos atrás, Aaron Swartz, que se ergueu sem medo das consequências por aquilo que aqui nós exortamos a que se levantem conosco e defendamos juntos, escreveu: “Precisamos levar informação, onde quer que ela esteja armazenada, fazer nossas cópias e compartilhá-las com o mundo. Precisamos levar o material que é protegido por direitos autorais e acrescentá-lo aos arquivos. Precisamos comprar bases de dados secretas e colocá-las na Web. É preciso baixar revistas científicas e enviá-las para que sejam arquivadas nas redes de compartilhamento. Precisamos lutar pela Guerilha do Acesso Livre. Com um número suficiente, em todo o mundo, não só enviaremos uma mensagem forte de oposição à privatização do conhecimento — nós vamos fazer disso uma coisa do passado. Você vai se juntar a nós?”9

Encontramo-nos num momento decisivo. Este é o momento de reconhecer que a própria existência maciça de nosso conhecimento comum é um ato coletivo de desobediência civil. É o momento de sair da clandestinidade e colocar nossos nomes por detrás deste ato de resistência. Você pode se sentir isolado, mas há muitos de nós. A raiva, o desespero e o medo de perder as infraestruturas de nossas bibliotecas, soados por toda a Internet, garantem-nos que assim é. Este é o momento para nós, depositários, cães, humanos ou cyborgs, com nossos nomes, apelidos e pseudônimos, levantarmos nossas vozes.

30 de novembro de 2015.

Dušan Barok, Josephine Berry, Bodó Balázs, Sean Dockray, Kenneth Goldsmith, Anthony Iles, Lawrence Liang, Sebastian Lütgert, Pauline van Mourik Broekman, Marcell Mars, spideralex, Tomislav Medak, Dubravka Sekulić, Femke Snelting…


  1. Larivière, Vincent, Stefanie Haustein, and Philippe Mongeon. “The Oligopoly of Academic Publishers in the Digital Era.” PLoS ONE 10, no. 6 (Junioe 10, 2015): e0127502. doi:10.1371/journal.pone.0127502.,
    The Obscene Profits of Commercial Scholarly Publishers.” svpow.com. Accesado Noviembre 30, 2015.  
  2. Sample, Ian. “Harvard University Says It Can’t Afford Journal Publishers’ Prices.” The Guardian, Abril 24, 2012, sec. Science. theguardian.com.  
  3. Academic Paywalls Mean Publish and Perish – Al Jazeera English.” Accesado Noviembre 30, 2015. aljazeera.com.  
  4. Sci-Hub Tears Down Academia’s ‘Illegal’ Copyright Paywalls.” TorrentFreak. Accesado Noviembre 30, 2015. torrentfreak.com.  
  5. Save Ashgate Publishing.” Change.org. Accesado Noviembre 30, 2015. change.org.  
  6. The Cost of Knowledge.” Accesado Noviembre 30, 2015. thecostofknowledge.com.  
  7. De hecho, con la TPP y la TTIP siendo avanzadas rápidamente por el proceso legislativo, ningún registrador de dominios, proveedor de ISP, servidor u organización de derechos humanos será capaz de prevenir que las industrias de copyright y las cortes criminalicen y cierren sitios web con toda la prontitud posible.  
  8. Court Orders Shutdown of Libgen, Bookfi and Sci-Hub.” TorrentFreak. Accesado Noviembre 30, 2015. torrentfreak.com.  
  9. Guerilla Open Access Manifesto.” Internet Archive. Accesado Noviembre 30, 2015. archive.org.  

62 pessoas desfrutam da metade do que todos nós temos

62 pessoas podem desfrutar da metade do que todos nós temos

62 pessoas desfrutam da metade do que todos nós temos

Temos de mostrar a verdade núa e crúa: os espaços livres de impostos.  Depois, ninguém acumulou riqueza sozinho, o fez em parceria com quem trabalha e tem que pagar a sua parte dos impostos que é uma forma mínima de produzir distribuição de riqueza.

São os “tax havens” ou os “idílios sem imposto” onde também se vai ao extremo na exploração de quem trabalha, sim, exatamente nestes locais.

manifeste-se junto aos administradores mundo afora para encerrar os idílios sem impostos: assine a carta 

Vivemos num mundo em que 62 “bilionários” (ou seriam trilhonários? ) tem a metade de tudo aquilo que todos nós outros temos, e o que é pior, temos que dividir palmo a palmo e no final com intransigência, com cada um dos que convivem conosco como se fossem estes os nossos inimigos quando na verdade os inimigos são os outros “62”.  Os idílios sem impostos  representam  uma perda de pelo menos 170 bilhões de dólares, cada ano, para os países pobres. E se pergunte quem são os países pobres?

Ajude a terminar idílios sem imposto: entre em ação

Vamos deixar claro que não aceitamos viver em meio à pobreza que os “tax heavens” têm que ser acabados.

Morre-se mais em acidentes de trânsito do que por câncer

Novas estatísticas mostram que a violência no trânsito é a segunda maior causa de morte no país, à frente até de homicídios, um efeito do desrespeito às leis e da má qualidade dos motoristas e também da preferência que se dá ao transporte motorizado, o consumismo automobilístico que é do interesse do chamado grande capital e não do interesse de todos nós que vivemos e respiramos nas cidades.

 

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Eu encontrei este texto em algum lugar na Internet  mas não pude identificar o autor, se ele se identificar para mim, eu retiro esta observação e coloco seu nome, junto com o meu, porque fiz algumas alterações no texto. Não pretendo roubar as ideias de ninguém. Deixei em itálico o que não é meu, embora o “meu” eu aprendi mesmo com os outros e começou bem cedinho, aprendendo a ler com a professora que foi minha mãe…

O mundo avança, o Brasil retrocede.

Na Alemanha, as mortes em acidentes de trânsito caíram 81% nos últimos quarenta anos, e o governo tem como meta fechar um ano inteiro sem nenhuma vítima fatal.

A Austrália reduziu a mortandade nas ruas e estradas em 40% ao longo de duas décadas.

A China precisou de apenas dez anos para reverter uma situação calamitosa em que os acidentes de trânsito haviam se tornado a principal causa de morte entre os cidadãos de até 45 anos de idade. Entre 2002 e 2011, o desperdício de vidas chinesas por colisões, quedas de moto ou bicicleta e atropelamentos diminuiu 43%. O assombroso sucesso desses e de muitos outros países, ricos e emergentes, em combater a violência no trânsito deveria ser uma inspiração para o Brasil.

Por enquanto, o êxito deles só amplifica o absurdo desta que é a maior tragédia nacional. Um levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária para uma certa revista, possivelmente mais interessada nos números do que na melhoria do trânsito, com base nos pedidos de indenização ao DPVAT, o seguro obrigatório de veículos, revela que o número de vítimas no trânsito é muito superior ao que fazem crer as estatísticas oficiais (veja o quadro abaixo). Em 2012, foram registrados mais de 60 000 mortos, um aumento de 4% em relação a 2011, e 352 000 casos de invalidez permanente. Morre-se mais em acidentes de trânsito do que por homicídio ou câncer. Ou seja, nós, brasileiros, temos mais motivos para temer um cidadão qualquer, sentado ao volante ou sobre uma moto, do que a possibilidade de se deparar com um assaltante ou de enfrentar um tumor maligno.

Vamos lutar para que a bicicleta seja o mais importante veículo para mobilização urbana, e como consequência,

  1. zero mortes no trânsito porque ciclista não mata ninguém
  2. melhoria rápida de saúde para todos, ciclista é uma pessoa saudável.
  3. economia de tempo, nos deslocamentos urbanos e tornando necessário aquele tempo perdido nos salões de ginástica.
  4. economia de dinheiro, mais barato para se deslocar dentro da cidade e tornando necessário aquele dinheiro perdido nos salões de ginástica.
  5. relações humanas, você pode sempre encontrar um@ parceir@ interessante enquanto se locomove…

A vida vai ficar melhor para todos se a bicicleta se transformar no veículo preferencial do trânsito urbano.

Onibus elétricos no norte da Suécia

Não dá para rodar caminhões pesados com baterias e a saída eletrificar as estradas

Pode-se chegar a metade do atual uso de energia.

Eletrificar as estradas custa cerca de 10 milhẽos de reais (20 milhões de coroas suecas) por quilômetro mas há ume esperança de reduzir pela metade o uso da energia.

Att elektrifiera en väg antas kosta omkring 20 miljoner kronor per kilometer, men beräknas också kunna halvera energiförbrukningen.

É uma soma apreciável. O resultado se torna melhor se houver um uso intensivo da estrada. Já pelo fato de que há uma grande economia de energia se além disto houver um tráfego intenso a estrutura se paga em cinco anos e é um tempo ótimo de amortização diz Nils-Gunnar Vågstedt.

– Det blir en ansenlig summa. Nyttan blir väldigt stor om det är många som kör på vägen. I och med att man sparar så enorma mängder energi så blir energibesparingen på en motorväg med tung trafik som är elektrifierad så pass stor att infrastrukturen är återbetald på kanske fem år. Det är otroligt snabbt för en infrastruktursatsning, säger Nils-Gunnar Vågstedt.

Outra pessoa que vê este potência é Björn Sandén, professor de inovação e sustentabilidade da Chalmers. Ele acha que a solução se aplica ao outros ramos:

– Penso que há diversos ramos da economia em que atores privados podem estar muito interessados em correm caminhões de classe e especificidade diversa. Tanto os que produzem estradas como os que produzem automotores devem querem estar junto e aprender em conjunto. A indústria das minas é um exemplo uma vez que eles fazem uso dum tipo muito específico de transporte.

En annan som ser den här potentialen är Björn Sandén, professor i innovation och hållbarhet på avdelningen för miljösystemanalys vid Chalmers. Han tror att lösningen inte minst lämpar sig för vissa nischer.

– Jag tror att det kan vara vissa sträckor där större privata aktörer kan vara väldigt intresserade där man kör väldigt mycket specifika sorters lastbilstransporter. Både de som utvecklar vägarna och de som utvecklar bilarna vill vara med och lära sig. Gruvindustrin är ett exempel eftersom man kör väldigt mycket en viss sorts transport, säger han.

Produzem ồnibus a bateria

Ainda um outra empresa no ramo é a Hybricon de Umeå. No começo a empresa focava na conversão dos ônibus-diesel para elétrico. Atualmente está produzindo um ônibus de tipo completamente novo com motor movido à bateria. O ônibus pode ser recarregado nas paradas em menos de cinco minutos e podem rodar depois por uma hora (nota do tradutor: Umeå fica dentro do círculo polar ártico o que deve produzir uma redução na capacidade de uso da bateria).  Hoje roda Hybricon como parte do transporte coletivo de Umeå.

Ytterligare ett svenskt företag i branschen är Hybricon i Umeå. Bolagets ursprungliga idé var att konvertera dieselbussar till eldrift. Nu har de i stället utvecklat en helt ny batteridriven buss för stadstrafik. Bussen kan laddas vid en hållplats på mindre än fem minuter, och kan därefter köras en timma. I dag rullar Hybricon som en del av Umeås kollektivtrafik.

-Lançamos os nosso novos ônibus de 18 metros em Umeå há alguns meses. Eles rodam entre 22 e 24 horas por dia o ano todo. Desta forma estamos tirando das ruas  200 litros de diesel, por dia e por ônibus. A nossa economia, como operadores de ônibus, fica no entorno de 200 mil reais (400 mil coroas suecas) por carro elétrico ao ano, comparado com um carro a diesel, diz Peter Norrman, chefe do setor de revendas da Hybricon.

– Vi lanserade vår nya 18-metersbuss i Umeå för några månader sedan. Den bussen går mellan 22 och 24 timmar per dygn varje dag året om. 200 liter diesel plockar vi bort från gatan, på en buss, varje dag. Där ser man att man sparar som bussoperatör runt 400 000 kronor per elbuss varje år i förhållande till en dieselbuss, säger Peter Norrman, marknads- och försäljningschef på Hybricon.

De acordo com a empresa de Umeå, os empresários podem contar com uma vida média de 12 a 15 anos por ônibus sendo que o tempo de amortização fica entre três ou quatro anos.

Enligt Umeåbolaget kan kunderna räkna med en avskrivningstid på 12 till 15 år per buss, och att investeringen är lönsam redan efter tre till fyra år.

-Não é preciso ser um ativista do meio ambiente para entender que este é o futuro, diz Peter Norrman.

– Man behöver inte vara miljöaktivist för att förstå att det här är framtiden, säger Peter Norrman.

O silêncio dos ônibus elétricos

Mas não está aí apenas no incentivo econômicos a chamativa. No meio ambiente das cidades o barulho é um problema grave e um dos argumentos dos vendedores da Hybricon se encontra o silêncio dos e-ônibus.

Med det är inte bara ekonomiska incitament som lockar. I stadsmiljö är buller ett stort problem, och ett av Hybricons försäljningsargument är också elbussarnas tysta gång.

-O maior problema das municipalidades com o trâfego não é tanto o meio ambiente, mas o ruído (Nota do tradutor, como se ruído, em si mesmo, não fosse um problema de meio ambiente. O nível de ruído tem consequências importantes para o sistema nervoso). E é coisa cara para as municipalidades eliminar o ruído. Observe-se, por exemplo, que em  Umeå se fecham algumas ruas, em determinados periódos, exatamente pelo ruído. Ou então se estabelece turnos de horas, diz Norrman.

– Det största problemet en kommun har med stadstrafik är inte miljön utan buller. Det dyraste för en kommun är att bygga bort buller. Tittar man på Umeå så stänger man av vissa gator vissa tider på dygnet på grund av bullerkrav. Man måste alltså ändra turerna efter klockan, säger Norrman.

Não faltam então incentivos.  Infelizmente alguns políticos já fizeram investimentos caríssimos em sistema de biogás o que impede outras alternativas que do ponto de vista do meio ambiente são melhores, diz Norrman.

Det saknas dock inte utmaningar. Enligt Norrman har många kommunpolitiker redan tagit investeringar i dyra biogasanläggningar, vilket förhindrar satsningar på alternativ som ur miljösynpunkt – åtminstone enligt Hybricon – är bättre.

-Difícil com decisões muito fechadas, não tem ninguém que possa garantir que “a partir da data X ninguém mais poderá dirigir na cidade com fossil”. O nosso sistema foi construído para este dispositivo!  Se fala baixinho na possibilidade de eliminar o fossil aí por 2030. Björn Sandén da Chalmers tem dúvidas a respeito e colo 2050 como um limite mais realístico.

– Det kommer inga skarpa krav. Det är ingen som törs säga ”från och med det och det datumet får inga köra stadstrafik på fossila bränslen”. Hela samhället är byggt så här. I bakgrunden hägrar regeringens visioner om en fossiloberoende fordonsflotta år 2030. Björn Sandén på Chalmers är skeptisk, och ser 2050 som en mer sannolik gräns.

-2030 está na frente somente há 15nos, os carros que estão sendo comprados hoje ainda estarão operacionais em 2030 o que torna 2030 extremamente improvável como limite. já em 2050 se poderia contar com uma frota independente do fóssil.

– Vi är ganska snart framme vid 2030. Det är bara 15 år bort. Många av de bilar man köper idag kommer fortfarande att rulla 2030. Därför är 2030 ytterst osannolikt. 2050 är en helt annan sak, då skulle fordonsflottan vara helt oberoende, säger han.

Leia mais em Nordeas Klimatfond  que investe em questões do clima (e traduza usando google…ou me peça que eu traduzo)

Läs mer om Nordeas Klimatfond som investerar i klimatfrågans lösningar.

 

Forçados pelas ruas governos assinaram acordo em Paris

Ontem foi um dia histórico: enquanto dezenas de milhares de pessoas enchiam as ruas de Paris, os políticos finalizaram um novo e importante acordo climático global.

O acordo em Paris inclui uma concordância em limitar o aquecimento global em menos de 2°C, com uma meta de 1,5°C, e alcançar uma “neutralidade” climática que exigirá o abandono dos combustíveis fósseis logo após a metade do século. Não é o que esperávamos, mas pelo menos é um acordo que torna necessário manter os combustíveis fósseis no subsolo. Além disso, os investidores terão que cortar seus vínculos com o carvão, petróleo e gás e desinvestir.

Esse acordo representa um progresso importante – mas, sozinho, esse progresso não é o nosso objetivo. Nosso objetivo é um planeta justo, onde seja possível viver bem.

Se seguido literalmente, esse acordo deixa uma quantidade muito grande de pessoas expostas à violência causada pelo aumento no nível dos mares, tempestades cada vez mais fortes e secas mais intensas. Ele deixa muitas lacunas abertas para evitar uma ação mais séria – apesar dos esforços heróicos de líderes de nações e comunidades vulneráveis, que lutaram por um acordo alinhado com a ciência.

Mas as empresas ligadas ao carvão, petróleo e gás não devem se sentir muito confortáveis. Esse compromisso de 2°C exige que 80% dos combustíveis fósseis remanescentes no mundo sejam mantidos no subsolo. Com uma meta de 1,5°C, esse número seria ainda maior – e os países signatários deverão retornar à mesa de discussões a cada cinco anos para estabelecer metas ainda mais ambiciosas.

Paris não é o fim dessa história – é apenas a conclusão de um capítulo em particular. Agora, cabe a nós fortalecer essas promessas, garantir que elas sejam mantidas e, então, acelerar a transição para abandonar os combustíveis fósseis e fazer a transição para 100% de energias renováveis.

Enquanto os líderes em Paris finalizavam o texto do acordo, milhares de pessoas voltaram às ruas de Paris para mostrar seu compromisso de continuar na luta: 

ParisLastDay

O último dia em Paris – manisfestantes nas ruas apesar do “estado de emergência”.   A mensagem foi inequívoca – queremos um outro mundo!

Centenas de ações solidárias em todo o mundo se uniram à luta, todas ecoando a mesma mensagem: cabe a nós manter os combustíveis fósseis no subsolo.

Todos juntos, com flores nas mãos, formamos linhas vermelhas nas ruas – porque, nessa luta, é necessário traçar linhas por justiça, e cabe a nós nos posicionarmos do lado das pessoas mais afetadas por essa crise.

Mais linhas estão sendo traçadas em todos os lugares contra o verdadeiro vilão das duas últimas semanas: a indústria dos combustíveis fósseis, que tem feito o possível para enfraquecer esse acordo tão tardio.

Sem a pressão das pessoas comuns, os líderes mundiais teriam ignorado alegremente todo esse problema. Só a pressão das pessoas preencherá essa lacuna entre o que foi assinado ontem e a ação de que precisamos.

Isso dá início ao próximo capítulo. Fique de olho neste espaço para conferir o anúncio de algo grandioso nos próximos dias!

Se você está lendo isto, significa que fez parte do trabalho que nos trouxe até aqui, e somos muito gratos por isso. 2015 foi um ano histórico para nós, pois trabalhamos juntos para construir um movimento climático mais poderoso e esperançoso.

Com gratidão e, como sempre, com esperança,

May