Um inventor, um matemático, um idoso inteligente

Aconteceu comigo há muito tempo atrás.

Eu estava estudando numa biblioteca pública, em Fortaleza, quando, à saida, me deparei com um senhor idoso que se divertia ensinando a algumas garotas e garotos como resolver sistemas de equações. Numa folha de papel ele tinha o seguinte desenho

um senhor idoso que descobriu a Regra de Cramer

A figura estava numa folha dum caderno que ele folheava mostrando outros exemplos. E explicava
cuidadosamente o método que ele havia descoberto multiplicando cruzados os
coeficientes na equação e depois criando três esquemas, três matrizes
2\times 2 de onde ele tirava mais produtos cruzados para finalmene calcular o quociente e encontrar os valores de x e de y. Ele havia redescoberto a regra de Cramer, era um inventor, e divertia a garotada resolvendo um problema difícil, um sistema de equações.

Do sistema de equações ele criava para nas laterais do papel, um pouco parecido com a figura que mostrei acima, coisa que tenho de memória e certamente não é completamente igual ao que vi o senhor desenhando e escrevendo, pitorescamente, divertindo e deixando encatado a garotoda com o método prático que ele tinha para resolver o sistema de equações.

Não era o inventor, mas ele acreditava que fosse, eu assisti a sessão, ri-me e fui-me embora, sem destruir a autoestima do inventor. Isto aconteceu em 1965 e os determinantes foram inventados no século 19 ou um pouco antes.

Over 100 children are still held indefinitely on Nauru

Amnesty International
Over 100 children are still held indefinitely on Nauru

Have you heard of ‘Resignation Syndrome’? In layman terms it means giving up on life.
It happens to kids who have lived through deeply traumatic experiences. They take to their beds and withdraw from the world. They’re unable to move, they don’t eat, drink or respond.
They disconnect the conscious part of their brain in response to an intolerable reality. It’s a life-threatening disorder that is now being observed among children held indefinitely on Nauru.
Reports from medical staff are so damning, the Australian Medical Association has said today that this is “a humanitarian emergency requiring urgent intervention”.
Tarcisio, there isn’t any more time to waste.
Please donate today to help us put pressure on the Australian Government so that the kids on Nauru are evacuated immediately – it’s a medical and moral imperative.
Donate now
No matter the problem, keeping children in detention indefinitely is not the solution.
Kids living in the open-air prison on Nauru need to be resettled here or in a safe country that welcomes them.
For Australians, it’s a matter of decency, compassion, humanism.
For the families who have been on Nauru for 5 years, it’s a matter of life and death.
We’re talking about innocent children, whose parents have committed no crimes, being punished for seeking safety in Australia.
Kids afflicted with resignation syndrome will have long-lasting trauma. We can’t ignore that it is Australia’s responsibility to look after these families.
Please can you make a donation today to help put an end to this cruelty.
Your gift will help us:

Demand that the Australian government safely removes kids and their families from Nauru.
Continue to research human rights abuses in regional processing centres.
Improve Australia’s community sponsorship program for humane refugee settlement.
Like your daughter, son, nephews, nieces or grandchildren, all these kids want is to be able to play, learn about the world and grow up in a safe environment.
We must act before it’s too late.
Work and ensure that children on Nauru are brought to safety.

145 famílias mexicanas correm risco de morte

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145 famílias são deslocadas forçadamente da comunidade de Tabak
Desde fevereiro passado 27 diferentes comunidades no município de Aldama localizadas dentro dos limites territoriais com o ejido Manuel Utrilla município de Chenalhó foram atacados com armas de fogo, ameaçando a vida, a segurança e a integridade da população .
Ataques com armas de fogo de alto calibre são realizadas por um grupo armado de Ejido Manuel Utrilla Chenalhó contra comunidades: Tabak, Koko’, Cotsilnam, Stselej Potop, Xchuchte e Ponte, no município de Aldama, estas comunidades se localizam perto do rio que marca a fronteira entre os dois municípios. Além disso, em 16 de março, o grupo armado proveniente de Manuel Utilla, Chenalhó, entrou na sede municipal de Aldama atirando em casas e edifícios como a igreja, o mercado e a câmara municipal. Os ataques causaram terror entre a população e existe a ameaça de outras incursões armadas causando morte e deslocamento.
Devido a esses atos de violência, desde 20 de março: 145 famílias Tsotsil de Tabak, Aldama, foram deslocadas à força; a comunidade de Koko, composta por 90 famílias, é isolada, pois menciona que seus acessos são guardados por homens com armas de fogo; outras comunidades de Aldama, perto da fronteira com Chenalhó, que já sofreram agressões armadas, não vão trabalhar nas plantações por medo de serem fuziladas; e algumas pessoas tiveram que se abrigar temporariamente no mato devido ao fogo constante.
Há depoimentos que mencionam que esse grupo armado está recrutando pessoas e que coordenou em suas ações com outro grupo de Chenalhó, ligado à Presidente Municipal Rosa Pérez Pérez, que atuou no deslocamento de mais de 5 mil pessoas o município de Chalchihuitán.
Pedimos ao Estado mexicano:
Garantir a vida, integridade e segurança pessoal das comunidades que compõem o povo Tsotsil de Tabak, Koko ‘, Cotsilnam, Stselej Potop, Xchuchte, Puente e o chefe do município de Aldama, Chiapas.
Para responder com urgência à situação de deslocamento de 145 famílias tostsiles de Tabak, Aldama; Imediatamente aplicando os Princípios Orientadores sobre o Deslocamento Interno das Nações Unidas. Bem como a realização de ações preventivas, a fim de evitar que outras comunidades Aldama se movam de forma forçada devido às agressões armadas na região.
Implementar uma estratégia eficaz de desmantelar, desarmar, prender e punir os grupos civis armados na região e investigar minuciosamente as autoridades responsáveis ​​pela organização e ação dos grupos armados. Reiteramos um cessar-fogo.
Ao governador Manuel Velasco Coello, exigimos que ele assuma a sua responsabilidade como governador do Estado e atenda de forma integral e profunda à espiral de violência que existe na região, às violações aos direitos humanos e a emergência em que os habitantes de Aldama se encontram.
Pedimos que você envie seus recursos para:
Sr. Presidente Enrique Peña Nieto,
Residência Oficial de Los Pinos,
Casa Miguel Aleman, Coronel San Miguel Chapultepec,
CP 11850, Cidade do México;
Fax: (+52) 55 5093 4901;
Email: enrique.penanieto@presidencia.gob.mx
Twitter: @PresidenciaMX
Lic. Alfonso Navarrete Prida
Secretário do Interior
Bucareli 99, 1º. chão, Col. Juarez,
Cuauhtemoc, Cidade do México,
CP 06600, México;
Fax: (+52) 55 5093 34 14;
Mail: secretario@segob.gob.mx
Twitter: @NavarretePrida
@SEGOB_mx
Luis Raúl González Pérez,
Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos,
Building “Hector Fix Zamudio”
Blvd. Adolfo Lopez Mateos 1922, 6º andar,
Col. San Angel Tlacopac,
Delegação Alvaro Obregon, CP 01040;
Cidade do México;
Fax: (+52) 0155 36 68 07 67;
Email: mail@cndh.org.mx
Twitter: @CNDH
Manuel Velasco Coello
Governador do Estado de Chiapas
Palácio do Governo de Chiapas,
1º Andar First Avenue Central e do Leste.
Colonia Centro, CP 29009
Tuxtla Gutierrez, Chiapas, México
Fax: +52 961 61 88088 – + 52 961 6188056;
Extensão 21120. 21122;
Mail: secparticular@chiapas.gob.mx
Twitter: @VelascoM_
@gubernaturachis
Juan Carlos Gómez Aranda
Secretário Geral do Governo no
Palácio do Governo de Chiapas , 2º. Andar, Centro CP 29000 Tuxtla Gutiérrez, Chiapas.
Interruptor: (961) 61 8 74 60 Ramal 20003
E-mail: secretariaparticular.sgg@gmail.com
Twitter: @Secgob_Chiapas
Pedro Gómez Gómez
subsecretário de Governo da Região Altos Tsotsil-Tseltal
Francisco I. Madero No. 101, Barrio Guadalupe
C.P. 29200 San Cristobal de las Casas, Chiapas.
Telefone: 01 (967) 67 465 94 Fax: 01 (967) 67 465 94
Fonte: https://frayba.org.mx/accion-urgente-en-riesgo-la-vida-de-indigenas-tsotsiles-de-aldama/

O apagão de quarta-feira

Eu vi vários comentários sobre o apagão de quarta-feira, alguns curiosos. Um deles
associava o apagão à possibilidade que muitas pessoas tiveram para se libertarem
da “conexão” porque lhes faltou acesso à Internet. Ao se libertarem da conexão
descobriram as pessoas à sua volta, conversaram em família ou com os amigos, voltaram
a ser gente.

Mas houve um comentário de que senti falta, da irresponsabilidade das privadas que
exploram a nossa distribuição de energia, por exemplo, aqui no Ceará em que me parece
que é uma italiana que ficou no lugar duma espanhola depois que o desgovernador do
estado doou a nossa Coelce, a Companhia de Eletricidade do Ceará.

É o Estado do Ceará, como a maioria dos estados brasileiros, era dono de sua distribuição
de energia elétrica e com isto pagava bem os seus funcionários fazendo distribuição de
renda que agora ficou concentrada na mão duma multinacional.

Nos 20 anos de privatização nós, eu, você todos nós perdemos capital com a nossa Coelce
que foi doada e cujo patrimonio foi rapidamente dilapidado pela espanhola que se apossou
da nossa distribuição de energia. A espanhola ou a italiana, retaliaram o patrimônio
da nossa Coelce e por exemplo posso ver no terreno que era nosso, da Coelce, na saída
de Sobral para a Serra Grande foi construído um prédio talvez de 10 ou quinze andares.
É o dinheiro das nossas contas de energia elétrica que está enfiada naquela construção
que a italiana acha que é dela e que naturalmente, na irresponsabilidade que caracterizou
a chamada privatização, parece ser.

E o apagão? O apagão já não é o primeiro, tem havido vários, menores do que este de
quarta-feira, mas tem ocorrido com frequência o corte de energia elétrica, algumas vezes
por horas, durante o dia interrompendo as atividades essenciais da cidade. E o dinheiro
das contas de energia elétrica que deveria ter sido usado para diversificar as fontes
de energia, hoje, por exemplo, aqui no Ceará, em que poderíamos estar possivelmente independentes de energia hidrelétrica ou fóssil como a Suécia, enfiada no Polo Norte,
espera em breve ficar.

O dinheiro das contas de energia elétrica, em vez de ser sido usado para
“valorizar” o patrimônio imobiliário da nossa Coelce, e naturalmente, depois seguir
dilapidando-o, transformando em dinheiro para mandar para fora, como eu dizia,
o dinheiro de nossas contas de energia elétrica poderia ter sido usado para construir fontes alternativas de energia elétrica no Ceará rido de Sol. Poderia ter sido usado para
financiar junto às três universidades públicas que estão instaladas em Sobral, estudos para descobrir métodos eficientes para armazenar a energia do dia afim de usá-la de
noite ou mesmo para redistribuir para a rede nacional criando localizações na fonte
de energia elétrica que evitasse a concentração em que vivemos que é possivelmente uma das razões do apagão.

Mas a irresponsabilidade do passado governador que também privatizou as nossas telecomunicações
e por sinal ficando como testa de ferro da mesma enquanto que o grosso do domínio foi
repassado para uma multinacional, não pode prever o caos em que estamos metidos junto
com a concentração de riqueza que a privatização ensejou.

Este é um dos pontos que temos que ferrenhamente exigir quando o nosso país voltar a ser
um país e quando esta ditadura de merda for derrubada: desfazer as privatizações, fortalecer
o núcleo econômico de segurança do Estado formado pelas telecomunicações, energia, transporte,
educação, saúde, previdência e sistema financeiro.

Para que voltemos a ser uma nação e voltemos a sonhar com crescimento econômico para todos
nós.Não esquecendo neste projeto o controle da imprensa que não pode continuar sendo uma
mercadoria do interesse de uma meia dúzia de escrotos sem nenhuma visão de nação e sociedade.

Exame de qualificação, qualifica?

Quando fui aceito para o doutoramento em Upsala, o orientador, Sten Kaijser, olhou o meu currículo de bacharel em Matemática pela Universidade do Ceará (agora é
a Universidade Federal do Ceará), e pode ver que eu fora reprovado no 1º ano
duas vezes, reprovado no 2º ano, reprovado no 3º ano e uma reprovação no 4º ano. Mas eu já havia sido aceito!

Ele me
perguntou se eu não fazia uma prova para que ele visse o que eu sabia,
e alegou com uma certa desconfiança que ele não sabia o que significava
ser bacharel em Matemática pela Universidade do Ceará que então
era uma universidade bem desconhecida.

Naquele momento eu já estava bem melhor eu já havia lido boa parte do parte
do livro do Rudin, Real and Complex Analysis, (e feito os exercícios, todos
não, mas uma grande parte) respondi: Ok, marque que eu faço.

Ele contemporizou, disse-me que eu pensasse um pouco, que analisasse os
exames oferecidos e depois voltasse para conversar com ele para lhe dizer
qual eu queria fazer.

Insisti: não, marque logo!

Aí ele não teve dúvida, puxou a oferta de provas e havia uma prova de
variável complexa marcada para o sábado, e ele ainda me perguntou: topa?

Não duvidei: sim!

No sábado fiz a prova e o resultado foi para a mesa dele e depois eu fui lá
conversar com ele. O exame consistia
de 7 questões, a nota na Suécia é base 7, 7 é o 10 deles. Eu havia feito
uma questão.

Quando cheguei para conversar com Sten,
o meu orientador de doutorado, ele riu: uma questão?

Devo ter mostrado uma cara meio lambida: eh!

Sua reação foi extraordinária! Eu estava REPROVADO! Seu comentário foi:
“mas esta questão que você fez foi muito bem feita, você domina a matéria,
apenas é muito lento!” E se virou para estante atrás dele, puxou um
livrinho de umas 100 páginas, do Knopp – Exercises in Complex Analysis e me
disse: faça todos os exercícios deste livro e os traga aqui. Quando eu
completei a metade, ele me disse que estava satisfeito e começamos os
seminarios do doutorado – terminei o doutorado em quatro anos sem ter feito
mestrado.

Você tem que fazer o mesmo! Manda brasa, 100 páginas de exercícios! Quando
fizer 100 o 101 fica trivial! E não tem nenhuma outra receita! E vou ser
maldoso, faz uma busca e procura os 100 exercícios do Arnold. Arnold
publicava de vez em quando uma lista de 100 exercícios que ele fazia como
o Sten Kaijser fez comigo, ele dava esta lista para quem quisesse ser
orientando de doutoramento dele, e tem casos ficaram anedóticos, mas
tenha cuidado com sua auto-estima, os problemas do Arnold são realmente
maldosos embora Arnold tenha sido um ser humano exemplar. Enfrente os
exercícios com a certeza de que eles foram montados por Arnold para ver
se a estudante, uma dos casos anedóticos é duma mulher, doutora, mexicana, orientada
por Arnold. Ele queria saber se a estudante tinha garra, não é que estivesse preparada, pois ao fazer a lista ficaria preparada, mas se tinha garra para enfrentar a lista. Ele queria estudantes com garra! Como foi o caso do Sten comigo!

Mas tem uma anedota russa sobre Arnold, Vladmir Arnold, que era russo. Ele foi convidado para uma série de palestras em Leningrad (sim, eu sei, trocaram o nome, agora St Petersburg).  Na palestra, Arnold cometeu um erro, mas segui em frente provavelmente com um sorriso nos lábios, ele era bem maldoso! La na frente estava dando tudo errado e ele balançou a cabeça e voltou atrás, lá para o ponto em que havia cometido o erro, algo do tipo cos'(x) = sin(x), corrigiu e voltou acertando as contas.  Quando terminou a palestra ele comentou com o cara que o havia convidado “os alunos ou são muito ruins ou não prestam atenção, não pegaram o meu erro”, o seu colega respondeu, “eles viram, mas ficaram espantados que Arnold não soubesse que  ‘cos'(x) = – sin(x)’ e ficaram com receio de falar….”

Arnold é um dos meus gurus na Matemática.

A guerrilha pela abertura do conhecimento a todas as pessoas

Há mais de sete anos Aarron Swartz se suicidou em consequência dum processo que contra ele era movido pelos donos do MIT e a razão, Aaron Swartz estava distribuindo livremente o conhecimento que poderosas editoras mantem em seus cofres os vendem a preços nada acessíveis sendo que todo este conhecimento foi produzido em sua quase
totalidade pago com dinheiro público, é o trabalho de professores universitários ou
pesquisadores universitários que deveria ser distribuido gratuitamente porque já está inteiramente pago pelos impostos pagos pela população aos governos que mantém as universidades. As editoras criaram um sistema de divulgação sob o qual enganam os autores encerrando seus livros em “qualificadas” coleções que vendem a preços abusivos restringindo o acesso ao conhecimento a alguns poucos que podem comprar os livros.
More than seven years ago Aaron Swartz, who spared no risk in standing up for what we here urge you to stand up for too, wrote: “We need to take information, wherever it is stored, make our copies and share them with the world. We need to take stuff that’s out of copyright and add it to the archive. We need to buy secret databases and put them on the Web. We need to download scientific journals and upload them to file sharing networks. We need to fight for Guerilla Open Access. With enough of us, around the world, we’ll not just send a strong message opposing the privatization of knowledge — we’ll make it a thing of the past. Will you join us?”9

In solidarity with Library Genesis and Sci-Hub

In Antoine de Saint Exupéry’s tale the Little Prince meets a businessman who accumulates stars with the sole purpose of being able to buy more stars. The Little Prince is perplexed. He owns only a flower, which he waters every day. Three volcanoes, which he cleans every week. “It is of some use to my volcanoes, and it is of some use to my flower, that I own them,” he says, “but you are of no use to the stars that you own”.

There are many businessmen who own knowledge today. Consider Elsevier, the largest scholarly publisher, whose 37% profit margin1 stands in sharp contrast to the rising fees, expanding student loan debt and poverty-level wages for adjunct faculty. Elsevier owns some of the largest databases of academic material, which are licensed at prices so scandalously high that even Harvard, the richest university of the global north, has complained that it cannot afford them any longer. Robert Darnton, the past director of Harvard Library, says “We faculty do the research, write the papers, referee papers by other researchers, serve on editorial boards, all of it for free … and then we buy back the results of our labour at outrageous prices.”2 For all the work supported by public money benefiting scholarly publishers, particularly the peer review that grounds their legitimacy, journal articles are priced such that they prohibit access to science to many academics – and all non-academics – across the world, and render it a token of privilege.3

Elsevier has recently filed a copyright infringement suit in New York against Science Hub and Library Genesis claiming millions of dollars in damages.4 This has come as a big blow, not just to the administrators of the websites but also to thousands of researchers around the world for whom these sites are the only viable source of academic materials. The social media, mailing lists and IRC channels have been filled with their distress messages, desperately seeking articles and publications.

Even as the New York District Court was delivering its injunction, news came of the entire editorial board of highly-esteemed journal Lingua handing in their collective resignation, citing as their reason the refusal by Elsevier to go open access and give up on the high fees it charges to authors and their academic institutions. As we write these lines, a petition is doing the rounds demanding that Taylor & Francis doesn’t shut down Ashgate5, a formerly independent humanities publisher that it acquired earlier in 2015. It is threatened to go the way of other small publishers that are being rolled over by the growing monopoly and concentration in the publishing market. These are just some of the signs that the system is broken. It devalues us, authors, editors and readers alike. It parasites on our labor, it thwarts our service to the public, it denies us access6.

We have the means and methods to make knowledge accessible to everyone, with no economic barrier to access and at a much lower cost to society. But closed access’s monopoly over academic publishing, its spectacular profits and its central role in the allocation of academic prestige trump the public interest. Commercial publishers effectively impede open access, criminalize us, prosecute our heroes and heroines, and destroy our libraries, again and again. Before Science Hub and Library Genesis there was Library.nu or Gigapedia; before Gigapedia there was textz.com; before textz.com there was little; and before there was little there was nothing. That’s what they want: to reduce most of us back to nothing. And they have the full support of the courts and law to do exactly that.7

In Elsevier’s case against Sci-Hub and Library Genesis, the judge said: “simply making copyrighted content available for free via a foreign website, disserves the public interest”8. Alexandra Elbakyan’s original plea put the stakes much higher: “If Elsevier manages to shut down our projects or force them into the darknet, that will demonstrate an important idea: that the public does not have the right to knowledge.”

We demonstrate daily, and on a massive scale, that the system is broken. We share our writing secretly behind the backs of our publishers, circumvent paywalls to access articles and publications, digitize and upload books to libraries. This is the other side of 37% profit margins: our knowledge commons grows in the fault lines of a broken system. We are all custodians of knowledge, custodians of the same infrastructures that we depend on for producing knowledge, custodians of our fertile but fragile commons. To be a custodian is, de facto, to download, to share, to read, to write, to review, to edit, to digitize, to archive, to maintain libraries, to make them accessible. It is to be of use to, not to make property of, our knowledge commons.

More than seven years ago Aaron Swartz, who spared no risk in standing up for what we here urge you to stand up for too, wrote: “We need to take information, wherever it is stored, make our copies and share them with the world. We need to take stuff that’s out of copyright and add it to the archive. We need to buy secret databases and put them on the Web. We need to download scientific journals and upload them to file sharing networks. We need to fight for Guerilla Open Access. With enough of us, around the world, we’ll not just send a strong message opposing the privatization of knowledge — we’ll make it a thing of the past. Will you join us?”9

We find ourselves at a decisive moment. This is the time to recognize that the very existence of our massive knowledge commons is an act of collective civil disobedience. It is the time to emerge from hiding and put our names behind this act of resistance. You may feel isolated, but there are many of us. The anger, desperation and fear of losing our library infrastructures, voiced across the internet, tell us that. This is the time for us custodians, being dogs, humans or cyborgs, with our names, nicknames and pseudonyms, to raise our voices.

Share this letter – read it in public – leave it in the printer. Share your writing – digitize a book – upload your files. Don’t let our knowledge be crushed. Care for the libraries – care for the metadata – care for the backup. Water the flowers – clean the volcanoes.

30 November 2015

Dušan Barok, Josephine Berry, Bodó Balázs, Sean Dockray, Kenneth Goldsmith, Anthony Iles, Lawrence Liang, Sebastian Lütgert, Pauline van Mourik Broekman, Marcell Mars, spideralex, Tomislav Medak, Dubravka Sekulić, Femke Snelting…

Larivière, Vincent, Stefanie Haustein, and Philippe Mongeon. “The Oligopoly of Academic Publishers in the Digital Era.” PLoS ONE 10, no. 6 (June 10, 2015): e0127502. doi:10.1371/journal.pone.0127502.,
“The Obscene Profits of Commercial Scholarly Publishers.” svpow.com. Accessed November 30, 2015. ↩
Sample, Ian. “Harvard University Says It Can’t Afford Journal Publishers’ Prices.” The Guardian, April 24, 2012, sec. Science. theguardian.com. ↩
“Academic Paywalls Mean Publish and Perish – Al Jazeera English.” Accessed November 30, 2015. aljazeera.com. ↩
“Sci-Hub Tears Down Academia’s ‘Illegal’ Copyright Paywalls.” TorrentFreak. Accessed November 30, 2015. torrentfreak.com. ↩
“Save Ashgate Publishing.” Change.org. Accessed November 30, 2015. change.org. ↩
“The Cost of Knowledge.” Accessed November 30, 2015. thecostofknowledge.com. ↩
In fact, with the TPP and TTIP being rushed through the legislative process, no domain registrar, ISP provider, host or human rights organization will be able to prevent copyright industries and courts from criminalizing and shutting down websites “expeditiously”. ↩
“Court Orders Shutdown of Libgen, Bookfi and Sci-Hub.” TorrentFreak. Accessed November 30, 2015. torrentfreak.com. ↩
“Guerilla Open Access Manifesto.” Internet Archive. Accessed November 30, 2015. archive.org. ↩

Se refugiaram, agora estão sendo vendidos como escravos!

AÇÃO URGENTE: Pare o comércio de pessoas na Líbia

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tráfico de pessoas, refugiados sendo vendidos como escravos

AU LIBIA
2717
AÇÕES

Após alegações recentes da CNN de haver “leilões de pessoas refugiadas e migrantes escravizadas” na Líbia, é crucial que convoquemos líderes europeus e africanos a proteger migrantes e pessoas refugiadas de terríveis violações de direitos humanos.

Mais de 20.000 migrantes, pessoas refugiadas e requerentes de asilo estão sendo ilegalmente presos em centros de detenção. As condições são desumanas – com pouco acesso a alimentos, água ou cuidados médicos. Eles enfrentam tratamento brutal, espancamentos, tortura e estupro.

A guarda costeira da Líbia está impedindo e detendo as pessoas que tentam escapar. Os guardas estão sendo treinados, equipados e apoiados pela União Européia.

Precisamos fazer um chamado urgente tanto aos líderes europeus quanto aos da Líbia para que deem um fim a essa situação brutal.


Por que é urgente?

Líderes líbios e europeus estão reunidos em Abidjan para a Cúpula da União Africana – União Europeia. Precisamos agir agora para acabar com as graves violações de direitos humanos cometidas contra pessoas refugiadas e migrantes na Líbia.

tráfico de pessoas, refugiados sendo vendidos como escravos


Envie um e-mail agora para líderes líbios e europeus e demande que trabalhem juntos para:

Libertar todos os migrantes e pessoas refugiadas de centros de detenção e acabar com a detenção arbitrária de pessoas refugiadas e migrantes na Líbia.
Investigar todas as alegações de tortura e outros maus-tratos às pessoas refugiadas e migrantes na Líbia, garantir as pessoas suspeitas de praticar abusos sejam investigadas de forma transparente e tenham julgamento justo para pôr fim ao ciclo vicioso de abusos na Líbia.
Revisar políticas de migração de cooperação e priorize a proteção dos direitos humanos de pessoas refugiadas e migrantes, em vez de prender as pessoas na Líbia.
Reconhecer formalmente a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e permitir que a organização realize plenamente o seu mandato incluindo a proteção dos requerentes de asilo e de pessoas refugiadas.

Acabe com o comércio de pessoas migrantes e refugiadas na Líbia

Prezado Primeiro-Ministro Fayez Al-Sarraj,

Prezado Presidente da Comissão Européia Jean Claude Juncker,

Estou escrevendo para expressar minha grande preocupação com os relatos chocantes de abusos de pessoas migrantes e refugiadas na Líbia.

Mais de 20.000 migrantes e pessoas refugiadas estão atualmente presas na Líbia em centros de detenção oficiais dirigidos por milícias e grupos armados ligados ao governo. As pessoas migrantes e refugiadas estão presas em condições horríveis, sem acesso a alimentos, água ou medicamentos. Além disso, estão expostas aos abusos mais terríveis, incluindo tortura, extorsão, mão-de-obra limitada e abusos sexuais.

Estou profundamente preocupado com o fato da União Européia treinar, equipar e apoiar a guarda costeira da Líbia. A Europa está prendendo pessoas migrantes e refugiadas na Líbia e sendo alimentando estes abusos.

Confinar as pessoas com crueldade não pode ser uma solução, portanto, exorto você a:

Libertar todos os migrantes e pessoas refugiadas de centros de detenção e acabar com a detenção arbitrária de pessoas refugiadas e migrantes na Líbia.
Investigar todas as alegações de tortura e outros maus-tratos às pessoas refugiadas e migrantes na Líbia, garantir as pessoas suspeitas de praticar abusos sejam investigadas de forma transparente e tenham julgamento justo para pôr fim ao ciclo vicioso de abusos na Líbia.
Revisar políticas de migração de cooperação e priorize a proteção dos direitos humanos de pessoas refugiadas e migrantes, em vez de prender as pessoas na Líbia.
Reconhecer formalmente a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e permitir que a organização realize plenamente o seu mandato incluindo a proteção dos requerentes de asilo e de pessoas refugiadas.