Prenderam Pezão para ver a reação do meio jurídico e da esquerda. Por Elliel G Barros

Elliel G Barros     Antes que digam que *estou defendendo bandido*, vai um alerta para quem tá comemorando a prisão do *PEZÃO*: *esta prisão foi um teste para prenderem petistas ano que vem*. E explico o motivo:

Pezão tem foro privilegiado e foi preso apenas com base em delação sem sequer ter sido condenado, não poderia ser preso até o final do mandato. Sergio Moro vai usar os mesmos dispositivos jurídicos para prender governadores, deputados e senadores petistas a partir do ano que vem. Sua prisão foi apenas um teste.

Sim, ele é bandido, mas deveria ter sido preso a partir de 1º de janeiro. Se a Lava Jato quisesse prender bandidos não-condenados com base em delação, teriam prendido Alckmin que não tem foro privilegiado, ou mesmo quando ainda tinha, pois o Ministério Público da Suíça enviou centenas de páginas de provas de suas propinas. Prenderiam José Serra, Aécio Neves, Onyx Lorenzoni, etc.

Prenderam Pezão para ver a reação do meio jurídico e da esquerda. E foi a melhor possível (para os golpistas): sem nem pensar, a esquerda aplaudiu a prisão de um político com foro privilegiado que não foi sequer condenado baseado apenas em delações.

Os governadores, senadores e deputados do PT que se cuidem em 2019. *Sergio Moro já mostrou que não precisa de provas contra o PT*, só precisa convencer UM delator a falar algo contra algum petista, e ele manda prender na mesma hora. Gleisi, Haddad e Dilma encabeçam a lista dos próximos perseguidos.

Ou a esquerda começa a pensar com a cabeça e não com a emoção, ou vai ser dizimada. Bolsonaro não veio pra brincar, *seu projeto de poder é ficar no poder por no mínimo 40 anos*.

Você é RESISTÊNCIA a ele ou você é da turma do oba-oba que comemora prisão abusiva que será usada contra nós daqui a poucas semanas?

Em vez de comemorar esta prisão, pergunte-se por que Aécio Neves, José Serra, Alckmin (PSDB) e Magno Malta, Mandetta e Onyx (da turma de Bolsonaro) não foram presos também, se contra eles há centenas de provas e no caso de Onyx até uma confissão em vídeo.

_por Thiago dos Reis_

*Se leu até o final, parabéns, agora sua missão é REPASSAR*

A revolta é urgente, depois será tarde!

O Brasil é uma holding, e vão quebrar esta holding?

O Brasil é uma empresa, na linguagem da macro economia, é uma holding que gerencia grandes empresas como Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobras, Eletrobras, enfim as
empresas estatais e mais Receita Federal que todas garantem o caixa do Governo Federal
com a Previdência representando a grande empresa social que garante aposentadorias, SUS com dinheiro arrecado inclusive pela Loteria Federal que é gerenciada pela Caixa Econômica Federal.

Esta é uma pintura em grandes traços da Economia desta holding chamada Brasil. Os economistas, professores universitários, gente que está habituada a descrever o panorama econômico tem que vir para fora rapidamente e descrever melhor, com números claros e com palavras exatas e pedagógicas o que eu estou aqui descrevendo de forma imprecisa mas que tenho certeza de que é profundamente real, mas de economia eu domino apenas aquilo que um leigo não idiota consegue dominar e não posso ter uma expressão ou desenvolver um argumento sólido para mostrar o suicídio em que o país estará incorrendo se esta claque de irresponsáveis assumir a gerência da Holding Brasil no dia 1º de Janeiro de 2019. Eu não tenho dúvida, estaremos definitivamente perdidos.

Com estes loucos que ninguém esperava que se tornassem os gerentes da holding Brasil agora anunciando que irão torrar todo o patrimônio da holding Brasil um caos vai se estabelecer a curtíssimo prazo e ai será tarde para que nós juntemos força para desfazer a loucura inclusive porque do ponto de vista “jurídico” os que levarem o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Petrobrás, a Eletrobrás, os Correios, a Casa da Moeda, a Receita Federal poderão dizer que o negócio foi legal e que não podemos simplesmente querer desfazê-lo porque terá sido um governo eleito por cincoenta milhões de brasileiras, claro, apenas 30% do eleitorado e via um estelionato eleitoral representado pelas notícias falsas que fizeram com que 40% se retraísse, votando nulo, branco ou simplesmente deixando de votar, e apenas quase 30% que se mantiveram firmes dizendo que queriam continuar com o Brasil como ele ainda é hoje.

Ou nos revoltamos agora ou depois será tarde demais. Se nos acomodarmos e deixarmos que estes loucos cometam o suicídio do país, será muito difícil corrigir o rombo depois porque eles estarão aparentemente amparados pelo resultado também aparentemente legal das eleições. Estaremos perdidos, então!

Agora os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica estão alvoroçados para pegar a grana da demissão voluntária porque eles precisam mostrar dois bancos sem custos e apenas com um grande volume de capacidade operacional que pode ser toda tocada eletronicamente e sem precisar de mãos humanas, lucro puro. Em troca os suicidas que nomeamos gerentes da holding, terão um pequeno ativo como resultado da venda que irão torrar rapidamente com o pagamento das demissões voluntárias ou jogar no ralo da chamada dívida pública que o saudoso Hélio Fernandes passou toda a sua vida questionando e logo vai se acabar o resultado da venda das galinhas de ovos de ouro que temos.

Então vai chegar a vez de fazer a demissão voluntária no judiciário, nas forças armadas, nas Universidades, e no resto da empresas públicas, mas então vai ser muito tarde para reagirmos.

Não temos outra saída e começar urgentemente uma greve geral, parar o país inteiro e mostrar para o TSE que estas eleições fraudadas não podem ser legalizadas usando o irresponsável parecer da dita “procuradora federal” que menciona que as ilegalidades foram menores, apenas valendo alguns bilhões em caixa 2 que alteraram significativamente o pensamento de 70% das eleitoras e eleitores, os que votaram no capitão ou que deixaram de votar. Não foram ilegalidades menores, e pelo contrário foram profundas ilegalidades reconhecidas até pela Folha de São Paulo, mas também por toda a imprensa internacional.

Ou nos revoltamos agora ou depois será tarde demais.

Amnesty International primeiro espera o leite derramar depois tenta juntar!

Oi, ,tudo bem?   Claro que não!  Afinal durante toda a campanha eleitoral eu estive criticando a Amnesty Internacional porque havia um prisioneiro político.  E a Amnesty Internacional deu de ombros.  Aparentemente a Amnesty Internacional precisa que exista um problema para que ela fature em cima do problema.  Se não houverem prisioneiros políticos às dezenas, para que mesmo existiria a Amnesty Internacional.  Então a Amnesty Internacion torceu para houvesse golpe no Brasil para que ela agora apareça como protetora dos desvalidos!  hahahahaha!
Juntos, enfrentamos o desafio de proteger os direitos humanos no Brasil? E porque não se juntou conosco para evitar o golpe?  porque não se juntou conosco para denunciar que Luís Inácio Lula da Silva é um prisioneiro político e exatamente quem tinha um caudal eleitoral que poderia enfrentar o golpe que finalmente chegou e se instalou pela via eleitoral?  Agora Amnesty Internacional chegou para juntar o leito que derramou?
O “presidente eleito” fez campanha suja, com caixa 2, criminosa, e Amnesty Internacional não podia ignorá-lo,  tinha uma agenda abertamente anti-direitos humanos e frequentemente fez declarações discriminatórias sobre diferentes grupos da sociedade, e Amnesty Internacional não podia ignorá-lo, Sua eleição como presidente do Brasil representa um enorme risco para os povos indígenas e quilombolas, comunidades rurais tradicionais, pessoas LGBTI, jovens negros, mulheres, ativistas e organizações da sociedade civil, caso sua retórica seja transformada em política pública”.

Agora a Amnesty Internacional tem uma razão para sua existência, ela precisava que o golpe se instalasse,  que potencialmente houvessem os problemas com os direitos humanos para que a Amnesty Internacional mostrasse que ela poderia servir para alguma coisa!  hahaha!  Um pouco tarde!  Os apolíticos, os que se omitiram nas eleições, os que se deixaram enganar pelo propagando de caixa 2 que devem agora apoiar a Amnesty Internacional para apaziguarem mutuamente suas consciências de seres apolíticos.

Vamos nessa?
A nossa mobilização já mostrou ao que veio e que tem muito poder de frear retrocessos! 
Lembra do potencial da nossa campanha Direitos Não se Liquidam no ano passado? Com nossa mobilização e de outros movimentos da sociedade civil conseguimos, por exemplo, o adiamento da votação sobre a redução da maioridade penal e a não aprovação do relatório sobre a PEC 181 de 2015, que criminaliza o aborto nos casos previstos na legislação brasileira.
Ou seja, quanto mais lutamos, mais ganhamos. 
Já estamos preparando as bases para ampliar nossa mobilização e pressão sobre as autoridades em 2019, a fim de garantir que o futuro do Brasil tenha menos retrocessos e mais justiça e liberdade. Mas precisamos do seu apoio e doação para nos fortalecermos e atuarmos juntos por nenhum direito a menos!

Vem com a gente! Some sua voz a essa luta por direitos! Mostre que você se importa com direitos humanos!

Quero doar para a Anistia Internacional

Apesar de você

Apesar de você – Chico Buarque

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu

Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Lá lá lá lá laiá

Ações do ANDES-SN diante da conjuntura – unificar para resistir

Unificar para resistir. Este é o lema que os docentes de todo o país devem assumir para enfrentar os ataques contra a categoria, a educação e o serviço público. Quando falamos ataques, nos referimos aos direitos e conquistas da categoria e da classe trabalhadora, mas também aos ataques físicos e morais que têm ocorrido em diferentes partes do Brasil.

 

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A conjuntura se acirrou. A eleição, pelo voto direto, de um projeto de país que tem como base a privatização, a terceirização e o desmonte dos serviços públicos está trazendo uma série de ataques aos direitos da classe trabalhadora. Entre esses ataques, se destacam aqueles contra as universidades públicas.

Nossos desafios são muitos, e é necessário construir a mais ampla unidade em defesa das liberdades democráticas, dos serviços públicos, da liberdade de expressão dos professores e da Universidade Pública, Institutos Federais e Cefets.

Confira abaixo as ações realizadas, as que estão em curso e as planejadas para defender o patrimônio da sociedade, a Universidade Pública, bem como a liberdade de expressão do (a)s docentes.

– Publicou inúmeras notas de repúdio às perseguições e de solidariedade aos/às perseguido(a)s (Circulares nº 290, 304, 305, 306, 336, 342, 351, 359, 362 e 366) ;

– Publicou um conjunto de cards denunciando os ataques que a educação estava sofrendo;

– Publicou um conjunto de cards denunciando as agressões sofridas por professore(a)s, estudantes e outras pessoas, motivadas pelo discurso de ódio;

– Realizou reunião conjunta do setor das federais e estaduais/municipais, indicando rodada de assembleia nas bases, para deliberar a posição do ANDES-SN no segundo turno das eleições (Circulares nº: 325, 339, 340 e 351);

– Realizou uma coletiva de imprensa para denunciar as ações de diferentes esferas da justiça, inclusive as ações coordenadas do TRE às vésperas do segundo turno das eleições (Circulares nº 364 e 365);

– Ingressou como Amicus Curiae na ADPF 548 que tratou da liberdade de expressão dentro das Universidades. Na audiência, o ANDES-SN realizou sustentação oral e na sua peça jurídica citou a deputada eleita de Santa Catarina, que tem estimulado a perseguição à(o)s docentes, provocando os ministros a se pronunciarem sobre o caso (Circular nº 372);

– Realizou reunião com entidades nacionais no dia 23 de outubro, para construir alternativa para a organização do(a)s trabalhadore(a)s nesse momento. A proposta é a construção de uma Frente/Fórum Nacional em Defesa da Democracia;

– Orientou as seções sindicais e as secretárias regionais a construir frentes locais antifascistas e/ou a favor da democracia;

– Elaborou orientações gerais para o(a)s docentes se protegerem nos casos de ataques (Circular nº 376);

– Solicitou reunião com ANDIFES, ABRUEM e CONIF. A reunião com a ANDIFES ocorreu no dia 6 de novembro (Circular nº 381);

– Solicitou parecer ao DIAP e à Assessoria Jurídica Nacional do texto “Carta à Nação Brasileira”, da bancada evangélica com propostas para o novo governo;

– Deliberou-se no setor das federais que as seções sindicais cobrem dos Conselhos Universitários posição em defesa da Universidade Pública e pela liberdade de cátedra e realizem uma rodada de assembleias gerais para deliberar, entre outras ações, pelo Dia Nacional em Defesa da Educação e a realização de uma reunião conjunta do setor das federais e estaduais/municipais, no dia 2 de dezembro (Circular nº 379);

– Está rearticulando, juntamente com outras entidades da educação, a Frente Nacional Escola Sem Mordaça para atuação imediata (Circular nº 380);

– Está realizando reuniões semanais com entidades nacionais da educação para a construção de ação unitária em defesa da educação pública a ser realizado no início de dezembro, o que está sendo chamado de Dia Nacional em Defesa da Educação;

– Está redimensionando o Seminário Interno de Reorganização da Classe, deliberado pelo 63º CONAD, para debater a conjuntura e os desafios diante do novo governo. O seminário vai acontecer em Brasília nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro;

– Está elaborando ações de comunicação em defesa da Universidade Pública;

– Criação de grupo de advogado(a)s para produzir material sobre as questões relacionadas a perseguição de docentes e escola sem partido;

– Solicitação de audiência com o(a)s ministro(a)s do STF para tratar dos Projetos Escola sem Partido, Autonomia das Universidades Públicas e Liberdade de cátedra do(a)s docentes;

– Vai intensificar a Campanha de sindicalização com o mote: “Não fique só, venha para o sindicato”.

Você que não gosta nem um pouco do PT mas que tá assustado com o fascismo!

Amigo, se não for o seu caso, envie para outro que você sabe que seria o caso,
Em nome da democracia!

Você que não gosta nem um pouco do PT mas que tá assustado com o outro candidato

SEU VOTO É SECRETO!

Chega na urna, tapa o nariz, vota 13 e corre!

Ninguém precisa saber, nem eu, nem seus amigos, nem sua família!

Se perguntarem você diz que anulou e segue sua vida antiptista!

Mas não ajuda o fascismo a se inserir no nosso Brasil, né!

E a democracia agradece!

E eu também com um abraço amigo!

Saia de cima do muro, por favor!

Eu me dirijo, sobre tudo, aos 30 milhões de brasileiras e brasileiros que se omitiram no 1º turno e que agora se analisarem com cuidado as duas propostas devem sentir que a omissão neste momento pode os jogar num fosso de violência e de atraso. Apresento aqui o resultado de minha leitura apenas com o objetivo de estimular que exatamente leiam as propostas para sentirem se vale a pena ficar omissos e deixarem que os outros decidam por si.  Mais do que isto, venham para a campanha para nos ajudar a evitar uma tragédia que permitir que os militares voltem a tutelar a nossa política.

Os estudantes da USP abriram uma página com o título “saindo do muro” e discutem as duas propostas mas também lá tem um link que você pode usar para acessas as propostas que se encontram registradas no site do TSE,  Saindo de cima do muro
Eu li os dois projetos de governo. A proposta de Haddad representa uma correção de rumos do plano de governo do PT como Haddad já disse várias, corrigir erros cometidos que foram erros que acontecem quando se trabalha para alterar uma realidade infame com milhões de brasileiros na miséria, e o Brasil saiu do mapa da fome mas certamente erros foram cometidos na tentativa de resolver este problema angustiante para milhões de brasileiros. Foram erros e não crimes.

É interessante observar que o plano do outro é uma cópia deformada da proposta de Haddad e começa com três frases de efeito, Constitucional, eficiente, fraterno.

E segue desenvolvendo estas ideias como se fossem verdades para uma proposta de quem está ferindo a Constituição com o a corrupção do Caixa 2 inclusive envolvendo empresas estrangeiras no processo e desrespeitando violentamente as regras eleitorais. Ora quem durante a campanha eleitoral distorce todo o processo com o objetivo de ganhar uma eleição, como, irá depois respeitar a Constituição. Como respeitar a Constituição se hoje eles infiltraram o STF e o STE com militares para intimidar aqueles que devem proteger a Constituição. Se um dos filhotes do candidato goza do STF dizendo quem nem um jipe é necessário para fechá-lo bastando um cabo e um soldado, e claro, quando a coisa foi divulgada correram para estancar a ferida, serão eles a respeitarem a Constituição? Como respeitar a Constituição se o próprio cabeça de chapa em discurso divulgado na Internet avisa que os vermelhos, nós da esquerda, teremos duas opções, o exílio ou a cadeia, seria este o respeito que eles entendem da Constituição ou será esta uma resenha da Constituição que pretendem editar em substituição à Constituição Cidadã? Depois o vice da chapa já mencionou a reforma da Constituição, logo em vez de respeitá-la se propõem a violentá-la diretamente.

A outra etiqueta de efeito é a eficiência. E aqui o vazio é enorme quando a eficiência vem de alguém que em 27 anos de deputado conseguiu fazer passar dois projetos e de natureza pífia, deixando para trás um monte de bobagens que nem mereceram ser analisadas como a sua proposta de alterar o nome da costa brasileira chamando-a de Mar de Médice, o nome do pior dos dos ditadores que nos assolaram depois do golpe de 1º de abril de 1964 que o presidente do STF, agora sob controle dum general, decidiu que passaria a chamar de movimentação de 64 provocando o riso de historiadores e sociólogos.  Como deputado, Bolsonaro é um exemplo de falta de eficiência até mesmo para gerir uma agenda que ele poderia ter, e nunca teve, pois somente conseguiu aparecer durante este tempo todo para mostrar uma face violenta e cheia de ódio, por sinal em contraste com a próxima etiqueta.

A última etiqueta  que abre o programa menciona a fraternidade,  digo “programa” que nem bem é um programa, mas se assemelha a uma apresentação de “power point” lembrando o falido Dallagnol! A campanha, e ainda é apenas a campanha, os seguidores do candidato vem espalhando por todo o Brasil algo pode se chamar de qualquer coisa menos  fraternidade. Não esquecendo do discurso de ódio em que promete nos levar, os opositores, a escolher a saída do país ou a prisão. É a fraternidade com que ele nos acena!

Mas você pode ler você mesmo o programa e constatar que se tratam de flashes com levantamento de problemas sem nenhuma mostra objetiva de que os saberia resolver, como a educação, onde surge a ideia da educação à distância economizando professores, merendeiras, merendas, material escolar e remetendo para os pais a tarefa de educar. Dentro do flash-educação apresenta uma síntese do que é possível falando que a educação não deve ser dirigida mas deixada em total liberdade para que os pais decidam o seu direcionamento, algo que parece bonito, como parece bonito todo o projeto. Enquanto Haddad promete reativar os investimentos em educação e inclusive tornar federal o Ensino Médio, o grupo Bolsonauro promete desinvestir em educação, economizar, jogar para os ombros dos pais a responsabilidade educacional sob a direção, agora sim, os pais vão receber um direcionamento à distância para dirigi-los na tarefa educacional, claro sem pagamento adicional para isto e consequentemente mais uma vez a mulher seria sacrificada virando a professora dos seus filhos estudantes e ainda  também será forçada a trabalhar para complementar a renda familiar que o projeto promete ser reduzida em tempos duma economia adjetivada e direcionada para o ajuste fiscal que eles ainda caracterizam como severo. Novamente, no projeto de governo, eles pensam na mulher mas como uma trabalhadora sem perspectivas e sem valor.

A pesquisa centralizada foi outro dos erros do programa do PT embora apenas tenha convivido com ele como herança. Nossas universidades são geridas por duas super reitorias chamadas de CAPES e CNPq. Estas são dominadas por grupos que vêm das grandes universidades e que tratam de manter o controle do investimento voltado para os grandes centros repetindo  o estilo de concentração de renda dentro do sistema de pesquisa brasileira. Apesar das distorções deste sistema centralizado, e como consequência das lutas dos docentes via um sindicato docente muito forte e combativo, a ANDES, um pouco deste erro foi controlado, mas ele existe e deverá ser um dos pontos em que deveremos colocar o dedo na ferida durante o governo Haddad para que nossas universidades consigam dar um salto que nos leve a posição 1ª na economia mundial saindo da honrosa 6ª em que chegamos, quando eramos na era fhc, a 17ª economia. Na proposta do grupo Bolsonauro se destila fácil a vontade de privatização em que a estudante deve ser dirigida para fomentar o “empreendedorismo levando a jovem a sair da faculdade para abrir a sua empresa” e é fácil compreender que não é este o caminho da Universidade, uma incubadora de empresas como a ideologia neo liberal entende que todos nós na sociedade seremos capitalistas. E aqui se situa um general que parece ser o ideólogo educacional do grupo dizendo que somente os pobres de alto nível é que precisam ir para a Universidade, acrescentando que nem todos poderão ficar ricos.  E não se esqueceram de mencionar Paulo Freire mas para garantir que devem erradicar qualquer marca de sua brilhante passagem pela educação brasileira.

Foram erros, não foram crimes, que o PT cometeu ao longo dos 12 anos em que governou. E foram erros que são naturais de quem enfrentava problemas urgentes, como no caso da fome, havia outra situação angustiante que era a possibilidade de crescimento e desenvolvimento individual e era preciso urgentemente ampliar as vagas nas universidades, escolas técnicas e em geral no Ensino Médio e Fundamental. Novamente aqui houve erros como uma abertura gigantesca para a iniciativa privada quando cresceram raposas do Ensino dentro do quadro do Ensino à Distância oferecendo um ensino de qualidade entre ruim e duvidoso quando este dinheiro deveria ter ido para as Universidades públicas para que nelas fossem abertas mais vagas, tanto para estudantes, para professores, técnicos de laboratório e técnicos administrativos, por um lado criando distribuição de renda e por outro fazendo o conhecimento chegar a todos os rincões do território nacional. Mesmo com os erros, foram criadas mais universidades e campus universitários que nos 400 anos anteriores de existência do Brasil. Foram erros e não crimes.

Mas penso que estou lhe dando uma razão para  ler os dois programas e fazer anotações, as suas próprias anotações como eu estou aqui fazendo as minhas para levar para uma discussão, hoje, quinta-feira, amanhã, sexta-feira e no dia 27, no sábado para que a vira-volta seja muito maior do que esta que já estamos verificando, que levemos 30% de votos indecisos para se somarem ao nosso campo de campanha, e isto poderá projetar que o resultado venha a ser 40.76% para Boso e 59.22% para o Brasil Feliz de Novo. Se é que não poderemos chamar mais gente que hoje se confessa iludida pelo grupo Bolsonauro para vir se juntar ao Brasil Feliz de Novo e talvez possamos sair dos 59.22% para 70% dando uma reposta clara aos militares que não aceitamos a sua intervenção e é preciso que esta voz fique clara.